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Mestre João Pequeno

Mestre João Pequeno

João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal).Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador). Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: “Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato”.

Em 27 de dezembro 1917 nasceu em Araci no interior da Bahia João Pereira do Santos, filho de Maria Clemença de Jesus, ceramista e descendente de índio e de Maximiliano Pereira dos Santos cuja profissão era vaqueiro na Fazenda Vargem do Canto na Região de Queimadas. Aos quinze anos (em 1933) fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana de açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda são Pedro, que era ferreiro e capoeirista, foi aí que conheceu a capoeira.

Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor (cobrador) de bondes e na construção civil

como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do largo dois de julho, Barbosa dava os treinos, juntava um grupo de amigos e nos finais de semana ia nas rodas de Cobrinha Verde no Chame-chame.

Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha.

Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treinel, isso foi por media de 1945, algum tempo depois João Pereira tornou-se então João Pequeno.

No final da década de sessenta quando Pastinha não podia mais ensinar passou a capoeira para João pequeno dizendo: “João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em

espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”.

Na academia do Mestre Pastinha, João Pequeno ensinou capoeira a todos os outros grandes capoeiristas que dali se originaram e mais tarde tornaram-se grandes Mestres, entre eles João Grande, que tornou-se seu Grande parceiro de jogo, Morais e Curió.

Foi aconselhado pelo Mestre Pastinha a trabalhar menos e dedicar-se mais a capoeira. Embora pensasse que não passaria dos 50 anos percebeu que viveria bem mais ao completar tal idade.

Tendo que enfrentar a dureza da cidade grande João Pequeno também foi feirante, e carvoeiro chegou a ser conhecido como João do carvão, residiu no Garcia, e num barraco próximo ao Dique do Tororó.

Sua primeira esposa faleceu, mas, um tempo depois conheceu Dona Mãezinha no Pelourinho, nos tempos de ouro da academia de seu Pastinha, constituíram família, e com muito esforço construíram uma casa em fazenda Coutos,

Lá no subúrbio, bem longe do Centro onde foram morar e receber visitas de capoeiristas de várias partes do mundo.

Para João Pequeno o capoeirista deve ser uma pessoa educada “uma boa arvore para dar bons frutos”. Para quem a capoeira é muito boa não só para o corpo que se mantém flexível e jovem, mas também para desenvolver a mente e até mesmo servir como terapia, alem de ser usada de várias formas, trabalhada como a terra, pode-se até tirar o alimento dela.

João Pequeno vê a capoeira como um processo de desenvolvimento do indivíduo, uma luta criada pelo fraco para enfrentar o forte, mas também uma dança, cuja qual ninguém deve machucar o par com quem dança, defende a idéia que o bom capoeirista sabe parar o pé para não machucar o adversário.

Algum tempo após a morte do mestre Pastinha, em 1981, o mestre João Pequeno reabre o Centro Esportivo de Capoeira Angola ( CECA ) no Forte Santo Antônio Alem do Carmo(1982), onde constitui a nova base de resistência, onde a capoeira angola despontaria-se para o mundo, embora encontrando várias dificuldades para manutenção de sua academia, conseguiu formar alguns mestres e um vasto numero de discípulos.

Na década de noventa houve várias tentativas por parte do governo do estado em desocupar o forte Santo Antônio para fins de reforma e modificação do uso do forte, paradoxalmente em um período também em que foi amplamente homenageado recebendo o titulo de cidadão da cidade de Salvador pela câmara municipal de vereadores, Doutor Honoris Causa pela universidade de Uberlândia, e Comendador de Cultura da República pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

”É uma doce pessoa” é o que afirmam todos que tem a oportunidade de conhecer o Mestre João Pequeno, cuja simplicidade, a espontaneidade e o carisma seduz a todos que vão até o Forte Santo Antonio conferir suas rodas, é um bricalhão, mas que também não deixa de dar uma baquetada nos que se exaltam e esquecem dos fundamentos da brincadeira e da dança.

  • Leia Mais : Mestre João Pequeno de Pastinha

Capoeira, Identidade e Diversidade

A capoeira, desde seus primórdios, sempre se caracterizou por ser uma prática em que a diversidade foi sua marca principal. Constituída no Brasil a partir de elementos provenientes de danças, lutas e rituais de diferentes regiões da África, é fato também que incorporou muitos outros elementos presentes aqui no Brasil, vindos da cultura indígena e da própria cultura européia, através dos imigrantes pobres e marginalizados que viviam por aqui e compartilhavam desse mesmo universo da capoeiragem. A navalha é um desses elementos, só para citar um exemplo.

Portanto, falar em capoeira, obrigatoriamente nos faz pensar em diversidade. Não se pode afirmar ao certo o local exato do surgimento dessa manifestação. Por isso, seria mais coerente pensar que a capoeira foi se desenvolvendo de forma diversificada em várias partes do Brasil com suas especificidades e formas diferentes de se manifestar.

Hoje em dia, a capoeira está espalhada por mais de 160 países em todo o mundo, e com certeza essa expansão faz com que ela vá adquirindo características diversas em cada local onde se instala. Existem muitas formas de se praticar a capoeira, incluindo aí o uso das novas tecnologias. Cada vez mais pessoas procuram a capoeira pelas mais diversas razões. A capoeira acolhe todo o tipo de diversidade: etnia, gênero, classe social, faixa etária, ideologia política, credo religioso etc, e talvez seja essa a sua maior contribuição no mundo atual: ensinar a convivência entre os diferentes e o respeito às diferenças.

É preciso levar em conta e valorizar toda essa diversidade presente na capoeira, mas por outro lado, é preciso também ficar atentos para que não se percam elementos importantes que constituem a capoeira enquanto herança da cultura afro-brasileira, sobretudo no que diz respeito ao conteúdo histórico referente à luta pela libertação do negro escravo no Brasil, as suas formas tradicionais de transmissão do aprendizado, baseada na figura do mestre e a sua resistência enquanto manifestação popular responsável pela construção e reconstrução cotidiana da identidade cultural de seus praticantes.

A capoeira vem se tornando um poderoso instrumento de afirmação de identidades afro-descendentes e de recuperação da auto-estima de jovens em situação de risco no Brasil e em várias partes do mundo, e essa vocação da capoeira tem que ser potencializada através de políticas públicas que possam favorecer sua expansão, porém tomando as devidas precauções contra a sua descaracterização cultural e sua transformação em mera mercadoria de consumo nessa sociedade capitalista contemporânea.

Observa-se com muita preocupação essa tendência de mercadorização da capoeira, através de grupos muito bem organizados e espalhados pelo mundo todo, em que o único objetivo é ampliar o mercado consumidor, o que muitas vezes se transforma numa guerra entre esses grupos na disputa por novos alunos, caracterizando um processo de espetacularização da capoeira, deixando em segundo plano a preocupação com a preservação dos seus princípios e valores humanos, éticos e filosóficos.

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, que de modo ímpar nos descreve os causos e histórias do Recôncavo Baiano e seus “Personagens” as vezes quase lendários… Pedrão, como prefere ser chamado nos leva de modo solto e intuitivo ao universo da capoeiragem com uma narrativa simples e repleta de mandigagem…

Luciano Milhoni*

* (Pedrão em referência a um tipo/marca de cachaça e fazendo analogia ao grande camarada Plínio – Angoleiro Sim Sinhô, que em sua envolvente e alegre presença sempre brincava com o termo “teimando” em chamar-me pelo nome da cachaça, pela qual ambos, Pedrão e Plínio tem imenso apreço, apesar de eu ser um eterno abstêmio.)

Caminhada abre I Semana sobre Drogas na orla de João Pessoa, no sábado

O Governo do Estado, através do Programa Estadual de Políticas sobre Drogas (PEPD/PB), realizará de 12 a 19 deste mês, a I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas. O evento tem o objetivo de mobilizar a Paraíba em discussões, reflexões e atividades de prevenção às drogas, alertando sobre o perigo que o uso indevido de substâncias químicas representa para a sociedade. A I Semana terá a participação das diversas secretarias estaduais e parceiros da sociedade civil organizada. A abertura ocorrerá no próximo sábado (12) com uma caminhada na praia do Cabo Branco, em João Pessoa. 

A concentração da caminhada começa às 7h, em frente à Fundação Casa de José Américo (FCJA), na Avenida Cabo Branco. Este primeiro momento contará com participações especiais, tais como o humorista ‘Zé Lezin’, palhaços animadores da Arretado Produções, e apresentações de grupos de capoeira, coordenados pelo Fórum de Capoeira. Antes da largada, o alongamento será comandado pelo Projeto Caminhar com Segurança, da Polícia Militar. 

Todo o percurso, com destino ao Busto de Tamandaré, será acompanhado por um trio de forró e apresentações de taekwondo, do grupo FPT Taekwondo. Na chegada, será oferecido um café da manhã, com mesa de frutas para os participantes, ao som de Oliveira de Panelas e diante de várias apresentações de capoeira. 

No Busto de Tamandaré, também serão oferecidos serviços da Secretaria de Saúde, a exemplo de aferição da pressão arterial e exames de glicemia, e distribuídos materiais educativos de prevenção e combate às drogas. Um ato ecumênico encerra a atividade. 

Mobilização – ‘Os efeitos da droga não prejudicam só o usuário’. Esse é o slogan do material informativo do PEPD/PB e da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, levantando uma reflexão sobre as consequências devastadoras do uso inadequado das substâncias psicoativas. 

O gerente do PEPD/PB, Deusimar Guedes, informa que a campanha de prevenção e combate às drogas terá caráter permanente, “mas a realização de uma semana de atividades será importante para atrair a atenção da sociedade e mobilizar os cidadãos, convidando-os a oferecer sua parcela de contribuição no enfrentamento ao grave problema que é o consumo indevido de drogas”. 

Ele ressalta que a colaboração da população é essencial nessa luta. “Precisamos do apoio de toda a sociedade para conseguir superar esse fenômeno que vem se agravando, destruindo jovens, adultos e suas famílias”, explica Deusimar, comentando que as diversas instituições parceiras do PEPD/PB participarão ativamente em todo o Estado da I Semana Estadual de Ações Educativas sobre Drogas, a exemplo de várias entidades religiosas, do Conselho Municipal Antidrogas de João Pessoa/PB, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Maçonaria, Fórum de Combate à Corrupção (Focco), Movimento pela Paz (MOVPAZ), entre muitas outras.

Assessoria

Mais Informações: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/

Fonte: http://www.clickpb.com.br/

Mestre Pinatti 80 Voltas ao Mundo

O internacionalmente conhecido Mestre Djamir Pinatti, um dos veteranos da capoeira paulistana, irá comemorar no próximo dia 13 de abril sua 80ª Volta do Mundo.
A roda-festa terá lugar no Terreiro de São Bento Pequeno. Sua roda de aniversário já se tornou tradição na cidade.
A cada ano que passa mestre Pinatti faz questão de jogar com um número maior de convidados. Neste ano, por completar 80 anos de vida, Pinatti irá realizar 80 jogos ininterruptos, sendo alguns na base da malandragem, outros na base do jogo mesmo.

Luciano Milani


Caro amigo Milani, quero lembra-lo que faço em 13/04, terça feira, a noite, com inicio as 19 horas, uma grande roda, para comemorar meus 80 anos, e quando jogarei com 80 convidados, como é já tradicional na minha Academia, sita a rua Vergueiro, 2684, metrô Ana Rosa. Gostaria que voce colocasse no seu famoso PORTAL. Por outro lado aproveito o ensejo para lhe desejar muita saude e muito sucesso nesse seu trabalho incessante pela nossa CAPOEIRA.!!! Pinatti

 

Pinatti, Capoeira Paulista… Sim Senhor!!!

Mestre Pinatti, que no próximo mes irá completar oitenta anos de “estrada” e cerca de meio século de Capoeira.

Pinatti, Nasceu em Orlândia, interior de Sâo Paulo, em 13 de abril de 1930.

Em meados de 1948 foi jogador de futebol semi-profissional jogando como meio campo em várias equipes da zona sul da capital de São Paulo, destacando-se o Estrêla da Saúde.

Entre os anos 50 e 60, foi fisiculturista (halterofilismo) no auge dessa modalidade. Nesta mesma época chegou a faixa prêta de Karatê, estilo Shotokan, integurando a primeira turma de Mestres formados da América Latina.

A partir de de 1962, motivado pela obra de Lamartine Pereira da Costa, em um livro sobre a prática da Capoeira, iniciou-se nessa arte. Fruto da nova paixão esportiva, cultural e marcial, foi um dos criadores da ACADEMIA DE CAPOEIRA REGIONAL DE ELITE DE SÃO PAULO.

Conta ainda em seu histórico o fato de ter fundado e presidido a FEDERAÇÃO PAULISTA DE CAPOEIRA nos anos 70, realizando e participando de diversos campeonatos estaduais e brasileiros. Citado em várias obras sobre capoeira, além de inúmeras revistas do gênero. Por ser um dos nomes mais respeitados da modalidade, é constantemente chamado para homenagens e participações em eventos da capoeira em todo o Brasil e exterior.

Em 1969 fundou a ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRA SÃO BENTO PEQUENO juntamente com Mestre Limão, evidenciando o estilo de jogo CAPOEIRA ANGOLINHA, eclético entre os estilos Regional e Angola.

Até hoje por sua sua academia, Mestre Pinatti já formou mais de 180 alunos, por sete gerações, que encontram-se espalhados pelo Brasil e exterior.

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Aconteceu: Caetano e Dona Canô vão a festa de comemoração à abolição dos escravos

Acompanhado Dona Canô e Clara Veloso, Caetano Veloso participou nesta quarta, 13, da Bembé do Mercado, festa de comemoração à abolição da escravatura, em Santo Amaro da Purificação, Bahia.

O evento acontece há 120 anos e conta com várias manifestações tradicionais, como o Maculelê, a Capoeira e o Samba de Roda.

Fonte: http://ego.globo.com/

Macapá-AP: Capoeira, Teatro e Comunidade

Capoeira e teatro acompanham crianças e adolescentes dentro das vertentes culturais, tendências artísticas presentes na comunidade do bairro Brasil Novo em Macapá-AP.

Quem tem a oportunidade de freqüentar o bairro Brasil Novo percebe que a representação da cultura é uma das principais características do local. Para oferecer lazer gratuito à população, várias famílias se dividem em grupos para oportunizar a difusão da capoeira, artesanato, música e dança.

É por meio dessas tendências artísticas que crianças, adolescentes e adultos se divertem todos os dias e aprendem como acontece as vertentes culturais. Acompanhe um pouco sobre a história que já rende bons frutos para a comunidade:

CAPOEIRA

No Brasil Novo essa modalidade esportiva é representada, através da Associação de Capoeira Brilho da Liberdade. Os ensinamentos do contra mestre Chicão e dos professores Gerson e Pedro Henrique são passados todos os dias para os alunos. Para efetivar as ações duas turmas compostas por 80 alunos, participam de aulas de segunda a sexta, nas dependências da Escola Estadual Maria Cavalcante e Escola de Música Amilar Arthur Brenha.

As dificuldades para participar do grupo são muitas, uma vez que boa parte dos alunos da Associação não possui condições de obter as roupas recomendadas para a prática da capoeira. Apesar de tudo isso, os alunos freqüentam fielmente as aulas e sempre agradecem pelos ensinamentos.

A iniciativa deu tão certo, que várias pessoas já foram beneficiadas diretamente com as ações da Associação. " O nosso trabalho é fundamental na comunidade. Vários jovens que estavam em situação de risco saíram do mundo da marginalidade, por conta da capoeira, e isso não tem preço. Somos felizes por ajudar o Brasil Novo e todas as nossas crianças e adolescentes" , afirmo o contra mestre Chicão.

TEATRO

Circo, teatro e dança. Essas características culturais são bem representadas no bairro, por meio dos artistas que integram o famoso grupo " Da Trupe Leões da Arte" . Desde o ano 2000, dançarinos, palhaços, malabaristas e atores se apresentam nas comunidades da cidade de Macapá.

Para o artista Eudo Augusto, a junção de todas essas peças culturais resulta na alegria da população, que diariamente é prejudicada com a falta de oportunidades. O trabalho dos seis artistas que compõe o " Da Trupe" chega ao Brasil Novo com muito louvor e reconhecimento, por parte dos moradores do Brasil Novo.

Para este segundo semestre, o grupo promete várias oficinas de iniciação ao teatro e arte circense. " Queremos colocar a comunidade em contato direto com esse mundo mágico" , diz Eudo.

João Pessoa sedia Encontro de Capoeira

João Pessoa, PB – Capoeiristas de todo o Brasil estarão presentes neste sábado 25, e domingo 26, em João Pessoa, para o nono Encontro Nacional de Capoeira.

Cerca de 500 praticantes do esporte se inscreveram para o evento que tem como objetivo graduar e observar o desempenho dos atletas além de promover a inclusão de 200 atletas do Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiências, FUNAD.

No primeiro dia da competição, a atração será uma grande roda de rua realizada às 19h30, na Feirinha de Tambaú. Mestres de capoeira de todo o país estarão presentes, como: Hulk, Portes, e Fabinho, todos do Rio de Janeiro, além do paulista Pinatte.

O organizador do Encontro, Márcio Rodrigues, revelou que este é o maior trabalho de inclusão realizado no Brasil, tendo a participação de 200 capoeiristas da FUNAD, alunos das redes municipal e estadual de ensino, como também de universitários e integrantes de academias.

Ele ainda assegurou que portadores de várias deficiências estarão competindo ao lado dos demais alunos. Todos juntos, num clima de descontração, brincadeira e muito respeito.

O evento é organizado pela Associação de Capoeira Terra Firme e conta com o apoio da direção da FUNAD e da Secretaria de Educação do Estado.

A entrada é gratuita.

Fonte: http://www.agoraesportes.com.br

Entrevista: Mestre Mintirinha

Mestre Mintirinha – Luiz Américo da Silva – Grupo Terra o estilo Barravento.

Nascido aos 28 de agosto de 1950, desde os seis anos de idade praticando capoeira, teve como mestre o angoleiro Oswaldo Lisboa dos Santos, Mestre Paraná, excelente tocador de berimbau, que lhe passou os dotes musicais para o berimbau e também para o atabaque. Aos dezesseis anos já ministrava aulas de capoeira na academia do mestre Mário dos Santos, no Jacarezinho, Rio de Janeiro/RJ. Fundou o grupo Kapoarte de Obaluaê, Muzenza, Esporte Nacional (mais tarde Cruzeiro do Sul) e, atualmente, dirige o grupo Terra, em Olaria, Rio de Janeiro/RJ.

Constituído de excepcional forma física e dotado de uma velocidade extraordinária, uniu uma à outra e, na capoeira, com movimentos rápidos e viris, quase sem gingar – tal é o imediato entrelaçar de um golpe ao outro, a um toque rápido de berimbau e atabaque – o estilo Barravento (v. MARINHO, p.34) mostra seu poderio e beleza nas muitas rodas de capoeira que os seus alunos participam.

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Pesquisa para revisão e atualização do livro de Emília Biancardi: “Ôlelê Maculelê”

O INÍCIO
 
Emília Biancardi Ferreira sempre foi apaixonada pelo folclore. Com ascendência italiana (por parte de mãe) e portuguesa-africana (pai) Emília desde adolescente, em Vitória da Conquista, ficava fascinada com os festejos dos ternos de reis. Mais tarde, quando foi designada professora de música e canto orfeônico no Instituto de Educação Isaías Alves (Iceia) ela criou, em 1962, o primeiro grupo parafolclórico da Bahia: “Viva Bahia”.
 
Era uma época em que a cultura afro-baiana não estava na moda e a capoeira e o candomblé sofriam repressão social, quando não policial. O grupo que mostrava as danças de origem africana se transformaria no “Viva Bahia”, em 1969 que depois se apresentou em toda a América do Sul, Europa, EUA, Oriente Médio e África e onde muitos Mestres começaram suas carreiras no exterior.
 
O “Viva Bahia” sobreviveu até 1983 e é a própria Emilia que conta: “O grupo de danças tradicionais populares, “Viva Bahia”, surgiu em Salvador a partir de uma pesquisa sobre raízes populares. Era um trabalho onde danças e músicas eram reproduzidas e aplicadas em espetáculos teatrais, havendo uma total observância dos postulados inspiradores destes; seja no candomblé, onde a coreografia se inspira diretamente na dança sacralizada dos orixás; seja na capoeira, onde as artes marciais africanas se aculturaram; seja no maculelê, recriação dentro dos valores da cultura negra das regras éticas do duelo; seja no samba de roda, onde este samba, tantas vezes modificado, aparece em sua forma original”.
 
Em seus mais de 40 anos de atividade artística Emília Biancardi (a) publicou os livros: “Cantorias da Bahia”, “Viva Bahia Canta”, “O Lindro Amô”, “Olêlê Maculelê” e “Raízes Musicais da Bahia” sendo estes dois últimos considerados de referência; (b) participou de dois importantes documentários sobre a Bahia – “Bahia de Todos os Sambas” e “Bahia por Exemplo” e (c) criou a “Coleção de Instrumentos Tradicionais Emília Biancardi” com mais de 500 instrumentos indígenas e africanos com várias exposições em Salvador e em outros estados..
 
O LIVRO “ÔLELÊ MACULELÊ”
 
Em 1989, após uma acurada pesquisa de campo, o livro  “Ôlelê Maculelê” foi por ela feito publicar como resultado da busca da trajetória do folguedo Maculelê na vida popular das microrregiões onde existiu e era cultivado observando-se as evoluções, já notadas naquela ocasião, que originou a perda de várias de suas características primitivas e que modificaram seu aspecto de folguedo de raízes africanas.
 
Nos dias de hoje essas modificações vêm sendo drásticas envolvendo  coreografia e indumentária fazendo com que a descaracterização do folguedo seja, ainda, mais profunda chegando ao absurdo de se colocar o Maculelê como “estilo da Capoeira” (???)..
 
Essa interpretação errônea feita, inclusive, num programa popular de televisão originou a inserção de uma “Ordem do Dia“ no Conselho Estadual de Cultura da Bahia que está emitindo uma Moção contra tal situação já que a autora é Conselheira do órgão e, conseqüentemente, este fato acelerou sua intenção de fazer nova Edição do “Ôlelê Maculelê” que deverá estar sendo lançado no próximo mês de dezembro.
Emília Biancardi, hoje se vê diante desta difícil situação do Maculelê que aumenta consideravelmente sua preocupação com a crescente e evidente modificação das suas características o que poderá ocasionar a perda de seu espaço no campo das manifestações tradicionais da cultura popular.
 
Assim, retomando seus estudos e com o resultado das pesquisas – via internet –  resolveu compilar várias dessas opiniões dos antigos Mestres acrescentando-as nesta 2a. edição do “Ôlêlê Maculelê”, editado em 1989, e que tem, até hoje, sua leitura recomendada por muitos Mestres como se pode constatar em inúmeros Sites dedicados à Capoeira e ao próprio Maculelê;
 
Alguns dos  depoimentos – já confirmados – que farão parte desta nova edição:  Prof. Maria Mutti, diretora do Núcleo de Incentivo Cultural de Santo Amaro (Nicsa – Prof. Zilda Paim, historiadora do Recôncavo e Mestres de Capoeira como: Mestre Morais, Mestre  Itapoan e  Mestre Bira Acordeon.
 
Lucy Geão – DRT 1857 – Produtora Cultural


 

A PESQUISA
 
ASPAS
Caros Mestres,
 
Em parceria  com o Portal Capoeira, estou fazendo uma revisão e atualização do livro de pesquisas sobre o Maculelê – “Ôlelê Maculelê”  que foi publicado em 1989.  
 
Tenho conhecimentos de que, como acontece com as manifestações folclóricas de um modo geral o passar do tempo e interpretações pessoais têm influenciado para que a tradição seja modificada e, em alguns casos, descaracterizada.
 
Tenho, também, conhecimento de divulgação de conceitos equivocados como a afirmação feita em um programa popular de TV brasileira em que um Mestre apresentou o Maculelê como “estilo” da Capoeira.
 
A globalização da Capoeira não dá condições de se fazer pesquisas de campo como quando o Maculelê foi estudado em 1989 e, assim,  venho solicitar a sua participação – como Mestre – em atividade para que nos envie sua experiência sobre estas descaracterizações e o resultado desta pesquisa será apresentado na 2a. edição do livro que estará sendo lançada em dezembro deste ano.
 
Para participar desta pesquisa e colaborar com o Livro:
 
“Ôlelê Maculelê”, clique aqui.
 
Lucy Geão – Produtora Cultural por Emília Biancardi
[email protected]
FECHA ASPAS
 
Emília Biancardi
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OIA Capoeira participa de Ação Social

Dia 12 último a OIA Capoeira e parte de seus alunos apresentaram-se na Ação Social, promovida pela ONG Parceiros Voluntários. O evento contou com várias atividades educativas, recreativas e voltadas para a saúde, a exemplo de várias oficinas para adultos e crianças, medição de pressão arterial e distribuição de lanches confeccionados pelas voluntárias, entre elas a gourmet Adeir Coutinho. A coordenadora da Parceiros Voluntários, Amalis Marques, programou juntamente com vários voluntários, inúmeras atividades voltadas para a comunidade que reside próxima ao Camping Minicipal do Cassino. "Várias famílias foram cadastradas entretanto um número bem pequeno de pessoas teve a sensibilidade para perceber que o evento havia sido organizado com muito carinho e trabalho, para oferecer o melhor aquela comunidade. Esperamos que as próximas comunidades a serem comtempladas com a Ação Social saibam aproveitar tudo de bom que lhes será oferecido", avaliou a titular da OIA, Annelise Enke.. 


Academia de Capoeira

 
A partir desta semana , a Academia de Capoeira Annelise Enke estará oferecendo aulas de dança com o professor Marquinhos, do Swing Black Moleke, com os mais variados ritmos. Estas aulas se estenderão por todo ano. Já as aulas de boxe com o pugilista Clainton Trassante, permanecem com turmas masculinas e femininas.  No domingo, em comemoração ao aniversário da cidade, aconteceram a Rústica, Maratoninha e Supermaratona Cidade de Rio Grande. A OIA Capoeira mais uma vez esteve junto apoiando o evento. No mês de março a OIA Capoeira estará recebendo de seus novos patrocinadores, FONINI Estética Canina e Difference Israel Cabelereiros, mais duzentas camisetas que serão vendidas e doadas a parte dos alunos da OIA. 

 
http://www.jornalagora.com.br/2402esporte3.html