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C.E.C.A. Rio Vermelho – Angola Bienal 2011

ACADEMIA DE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA – C.E.C.A.  RIO VERMELHO

A Academia de João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola do Rio Vermelho em Salvador, vem, em sua Bienal 2011, apresentar o seguinte tema para reflexão:

Mestre Faísca e sua ação pela cultura afro-brasileira: O saber do Drº João Pequeno de Pastinha preservado e propagado pelo C. E. C. A. – Rio Vermelho.

Responsável pela direção do núcleo do Rio Vermelho e dos trabalhos a ele relacionados, Mestre Faísca reafirma diariamente o compromisso com a cultura afro-brasileira que lhe foi confiado pelo Doutor João Pequeno de Pastinha quando este o formou Mestre de Capoeira Angola. Buscando sempre a realização de um trabalho voltado à pesquisa e à propagação do saber acumulado pelo Doutor João Pequeno e pela Velha Guarda da Capoeira Angola, Mestre Faísca segue uma linha de transmissão de conhecimento que remete ancestralmente aos Doutores Pastinha e Benedito.

Com uma vida voltada ao aprendizado e ensino da Capoeira Angola, Mestre Faísca oficializa um trabalho que já vinha sendo realizado desde 1989, e cria no ano de 2003, a ONG – João Pequeno de Pastinha, prestando uma homenagem àquele que é sua maior fonte de conhecimentos, com a missão de “preservar a cultura afro-brasileira, através da Capoeira Angola e demais manifestações artísticas, utilizando-as como elemento de mudança sócio-educativa.” Esta iniciativa visa buscar apoio junto ao poder público para os projetos sócio-culturais por ele dirigidos. Projetos estes executados por trabalho voluntário e motivados unicamente pela crença na força da cultura afro-brasileira como uma fonte rica de conhecimento e transformação social.

Exemplo atual de projeto sócio-educativos bem sucedido coordenados por Mestre Faísca, através da Cultura Afro-brasileira como meio de transformação, é o Projeto João e Maria Capoeira Angola e Cidadania.

Hoje em dia há, por parte do Estado brasileiro, o reconhecimento da capoeira como um bem cultural surgido a partir da herança africana no Brasil. O que sinaliza uma novidade, pois a arte já foi em períodos anteriores tratada como crime ou como esporte nacional. Tal inovação se deve ao tombamento da capoeira como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo IPHAN em 2008. Momento em que também se atestou oficialmente a existência de um saber transmitido oralmente através de gerações pelos mestres de capoeira, reconhecidos enquanto tais por seus pares.

Também faz parte do contexto atual a obrigatoriedade da temática História Africana, Cultura Afro-brasileira e indigena na Rede de Ensino, determinação imposta pela Lei 11.645/08. Imposição que busca combater uma exclusão histórica destes conjuntos de saberes, fundamentais para a formação do povo brasileiro.

Dessa forma, tendo em vista o caráter do trabalho realizado por Mestre Faísca de preservação da Capoeira Angola – iniciativa que hoje abarca cidades brasileiras  São José do Rio Pardo – SP, Florianópolis – SC e as estrangeiras Bruxelas, Coimbra, Madri e Montevidéu – e o atual estado de relativa inércia do poder público em relação à capoeira e à cultura afro-brasileira, buscamos com a Angola Bienal 2011 destacar a importância que ações como a do C.E.C.A. – Rio Vermelho trazem para a valorização e afirmação da riqueza histórico-cultural da Capoeira Angola para o Brasil e para o mundo.  conjuntos de saberes, fundamentais para a formação do povo brasileiro.

Dessa forma, tendo em vista o caráter do trabalho realizado por Mestre Faísca de preservação da Capoeira Angola – iniciativa que hoje abarca cidades brasileiras  São José do Rio Pardo – SP, Florianópolis – SC e as estrangeiras Bruxelas, Coimbra, Madri e Montevidéu – e o atual estado de relativa inércia do poder público em relação à capoeira e à cultura afro-brasileira, buscamos com a Angola Bienal 2011 destacar a importância que ações como a do C.E.C.A. – Rio Vermelho trazem para a valorização e afirmação da riqueza histórico-cultural da Capoeira Angola para o Brasil e para o mundo.

 

PROGRAMAÇÃO

11/01 – Terça feira

15:00h – Boas vindas aos participantes, visita à comunidade do Vale das Pedrinhas e ao bairro Rio vermelho.

Local: Sede do C.E.C.A – Raimundo Viana, 61-E Rio Vermelho

12/01 – Quarta feira

17:00h – Oficina de Capoeira Angola: Teórico, Prático, Ritmo.

Formador: Mestre Faísca

Local: SESC – Piatã

13/01 –Quinta feira

08:00h – Oficina de Construção do instr. musical  ATABAQUE

Formador: Mestre Zé do Lenço

Local: Sede do C.E.C.A. – Raimundo Viana, 61-E Rio Vermelho

19:00h – Participação na tradicional vadiação da AJPP-CECA

Local: Forte Santo Antônio além do Carmo

 

14/01 – Sexta feira

09:00h – Oficina de Samba de roda do recôncavo

Formador: Mestre Pelé da Bomba

 

15:00h – Exposição de fotos e Mostra de vídeo.

17:00h – Em cena: Projeto João e Maria C.A. e cidadania

17:30h – Palestra: “Valorização e afirmação da riqueza histórico-cultural afro-brasileira para o Brasil e  o mundo”.

Palestrantes – Mestre Faísca – Ativista Social e Cultural

–  A definir

Local: Sede do C.E.C.A. – Raimundo Viana, 61-E Rio Vermelho

15/01– Sábado

 

08:30h Oficina de Capoeira Angola: Teórico, Prático  e Ritmo avançado.

15:00 h – Reunião da Rede CECA Rio Vermelho

16:30 h – Vadiação de Capoeira Angola e Samba de Roda, exclusivo aos integrantes da oficina.

Formador: Mestre Faísca

Local: SESC – Piatã

 

16/01 – Domingo

15:00h –  Vadiação  de capoeira com  a velha e jovem guarda da Capoeira Angola

 

· Apresentação de Mestres e Professores

· Vadiação com Alunos C.E.C.A. e convidados

· Entrega de carteiras para  rede CECA – RV

·              Vadiação de Mestres e Professores

 

20:00h – Roda de Samba

 

Mestre Pelé da Bomba e CECA Rio vermelho

 

Local: Anfiteatro do SESC/ SENAC Pelourinho.

 

Capoeirista traje: camisa de manga, calça e sapato.

 

O Evento é aberta ao público, exceto as oficinas.

 

Valor das 4 Oficinas: R$ 100,00

Obs. Haverá sorteio de atabaque aos inscritos nas oficinas

Inscrição e informações: [email protected]

www.ceca-riovermelho.org.br

(71) 3345-2311 / 8813-9060 / 9214-5476

Vagas limitadas

Dia da Mulher será comemorado com festival de capoeira

Capoeiristas de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul vão realizar neste 8 de março,  Dia Internacional da Mulher, a 6ª edição do Festival de Capoeira.

A programação conta com o apoio da Agência Goiana de Esporte e Lazer e será dividida entre o ginásio Rio Vermelho e Feira Hippie. No Rio Vermelho uma equipe de cabeleireiros e maquiadores estará à disposição das atletas, com tudo de graça. Mestre Pena Negra, presidente da Federação Goiana lembra que é esperada a participação de 150 atletas.

Mais informações: (62) 3201-6068.

Mostra Bienal 2009 do CECA Rio Vermelho

Nosso camarada, Mestre Faisca (Salvador – Bahia), diretor da Academia João Pequeno de Pastinha – C.E.C.A. localizada no Bairro do Rio Vermelho, nos escreve desejando boas festas e convidando para a Mostra Bienal 2009 do C.E.C.A. Rio Vermelho. Uma ótima oportunidade para vadiar e estar perto do "Velho Capoeira* ", mestre João Pequeno.

Jah vive!
Caro Milani, Vamos realizar nossa Mostra Bienal 2009 do C.E.C.A. Rio Vermelho de 16 a 18 de janeiro em Salvador / Bahia.

Quero parabeniza-lo pelo grandioso trabalho e contribuição que vc e sua equipe tem feito em prol da capoeira e de um Brasil melhor com o Portal do Capoeira, aproveito e convitdo vc e toda equipe para nossa Mostra Bienal 2009 de 16 a 18 de janeiro em Salvador / Bahia, e que em breve será divulgado a programação no Portal e todos veiculos de comunicação que tivermos acesso, será um prazer em recebe-los – desde já, desejo a todos um feliz Natal e prospero Ano Novo!

Vibrações Positivas,

Mestre Faísca
AJPP-CECA – Rio Vermelho tel: (71) 8813-9060
http://www.ceca-riovermelho.org.br

 

Mostra Bienal 2009 do C.E.C.A. Rio Vermelho

 

Quem Somos

A Academia João Pequeno de Pastinha – Centro Esportivo de Capoeira Angola / Rio Vermelho, é uma Organização Não Governamental, inscrita no CNPJ sob o nº 06.109.443/0001-00, sem fins lucrativos, cujo diretor-presidente é Mestre Faísca. Constitui-se em um espaço cultural e educativo para a comunidade da periferia urbana de Salvador.

Missão

Preservar a cultura afro-brasileira, através da Capoeira Angola sob a técnica de Mestre João Pequeno de Pastinha e demais manifestações artísticas, utilizando-a como elemento de mudança sócio-educativa e inclusão social.

Entrevista: Mestre Bamba

Mestre Bamba em entrevista exclusiva ao Portal Capoeira realizada em Lisboa durante o 10º Festival Internacional de Capoeira do Grupo Alto Astral (Contra-mestre Marco Antonio).

RUBENS COSTA SILVA – MESTRE BAMBA

Profissão: Funcionário Público nº 05 Especial, MESTRE DE CAPOEIRA e atual Presidente da Associação de Capoeira Mestre Bimba.
Diploma dado pelo Mestre Vermelho 27, porém o Mestre Bamba já era reconhecido como Mestre de Capoeira.
Local de Trabalho: Rua das Laranjeiras, 01 – Pelourinho e em breve também estaremos no Forte de Santo Antônio e Carmo.
Nascimento: 04/09/1964

Ingressei na Associação de Capoeira Mestre Bimba, no ano de 1977, para assistir as aulas de capoeira Angola ministrada pelo Mestre Gato da Bahia no IPAC localizado no Pelourinho, logo em seguida assisti uma roda de capoeira no Terreiro de Jesus, de todos que jogaram, me interessei pelo Mestre Vermelho Boxel. De certa forma o destino me jogava para a capoeira, não foi difícil mas também não foi fácil, minha mãe tinha um pequeno restaurante no Pelourinho , lá conheci Mestre Vermelho Boxel. No mesmo ano comecei a treinar na Associação de Capoeira Mestre Bimba, administrada pelo Mestre Vermelho 27, mas meu primeiro Mestre foi Cecílio de Jesus Calheiro (Mestre Vermelho Boxel), fui auxiliado por vários outros Mestres no que era possível tais como Coringa, Durval (Ferro Velho), Boa Gente, Bahia e até pelo Mestre Vermelho 27, que além de meu Mestre foi e será sempre meu compadre (batizou meu filho) Kléber.

Completamente leigo, não tinha idéia dos trâmites legais da Capoeira Regional , nem do Centro de Cultura Física Regional, nem de dar continuidade ao legado administrado pelo Mestre Vermelho 27.

Passei a ver o Mestre Vermelho 27 com olhos diferentes, entendi toda sua percepção em manter aberto já a Associação de Capoeira Mestre Bimba que com a ida do Mestre para Goiás já não tinha o mesmo nome. Como compadre não me criou dificuldade para nada, aprendi o máximo que pude, foi difícil mas aprendi um pouco da história real e da sociedade baiana na resistência a um arte luta dança como a capoeira.

A partir desse momento comecei a entender todas as dificuldades enfrentadas pelos mestres de capoeira antigos, principalmente para Mestre Bimba e familiares, com a falta de apoio moral, social e principalmente histórica para um legado que invade o Brasil e o mundo.

Após a morte do Mestre Vermelho 27 em 1996, já estávamos preocupados com a preservação da nossa história de capoeira, consultei vários mestres antigos e achei apoio em vários no que o meu papel de preservar a metodologia de Capoeira Regional, procuro sempre ter uma mente aberta, aceito sugestões, ouço conselhos deixava-me ouvir e ser ouvido pelas pessoas ligadas a capoeira.

Hoje tenho absoluta certeza de que o tempo me trouxe a maturidade, a humildade necessária para dizer que ainda não sei tudo, mas tenho procurado me empenhar o bastante para saber que o aprendizado leva tempo, e conhecimento não se compra : SE ADQUIRE.

EU, Mestre (Rubens Silva) Bamba como discípulo do Mestre Vermelho 27, pretendo até o fim da minha vida tão somente preservar o trabalho da Capoeira Regional que me foi transmitido e respeitar qualquer outro estilo de capoeira sem criticas que venha a destruir o nome CAPOEIRA.

Sempre falo para meus alunos, e nos eventos que participo que não sou o dono da CAPOEIRA REGIONAL, tive vários Mestres; e sempre respeitarei meu MESTRE VERMELHO 27.

Estou transmitindo todos os ensinamentos que aprendi e todos os dias descubro que tenho mais a aprender.

Enfim sinto-me uma pessoa de moral ilibada, seja dentro do âmbito da capoeira, familiar ou profissional.

Meus alunos com fé em DEUS, jamais sentirão vergonha quando ouvir chamar meu nome em qualquer evento que seja.

Fonte da Biografia: www.capoeiramestrebimba.com.br/mestre_bamba.htm

Mestre Bamba, Cabeção, Mestre Orelha e Milani – Lisboa
10º Festival Internacional de Capoeira Grupo Alto Astral

* Agradecimento especial ao Mestre Bamba e seu filho (Cabeção) que durante o Festival de Capoeira em Lisboa, nos mostraram e verdadeira simplicidade e a relação harmoniosa entre pai e filho.

Obrigado mestre Bamba pela disponibilidade, atenção e prontidão.

Prazer enorme te reencontrar em Valência no evento do amigo Careca.

Luciano Milani

Nota de Falecimento: Mestre Vermelho Boxer

É com pesar que comunico a morte do Mestre Vermelho Boxer (Cecílio de Jesus Calheiros) ocorrida no dia 30/12/2007 na cidade de Manaus- Amazonas, em decorrência de um ataque esquêmico cerebral.

Mestre Vermelho Boxer nasceu em Maragogipe – Bahia (Recôncavo baiano) em 15/05/1949, sendo figura de destaque nas rodas de capoeira de rua de Salvador-Bahia, nas décadas de 70 e 80.

No Estado do Amazonas desempenhou um importante papel na implantação e divulgação da Capoeira Tradicional Bahiana.

A comunidade de capoeira do amazonas despediu-se do Mestre Vermelho com lágrimas, roda de capoeira e cantando os sambas que ele gostava.

Descanse em paz

Mestre KK Bonates

Na Madrugada Dia 30 de Dezembro A Capoeiragem Amazonense/Baiana e Brasileira perde Um Grande conhecedor da Arte da Malandragem Baiana.
Com todas as honras de Grande Mestre, foi enterrado no dia 30/12/2007 no cemiterio do tarumã em Manaus /Amazonas/Brasil o MESTRE VERMELHO BOXER QUE NOS DEIXA COM A LEMBRAÇA DE SUAS MALICIAS E MANDINGAS QUE A BAHIA LHE ENSINOU.

Salve axé

Mestre Camisafurada – [email protected]

Malungos: 25 anos de Capoeira Angola

Uma Homenagem aos 25 anos de Capoeira Angola dos Mestres Valmir, Paloca, Janja, Paulinha e Boca de Rio.
 
Convidado: Mestre Cobra Mansa
 
 
 
Contatos:
 
FICA Bahia:
 
Rua Carlos Gomes, 111, Ed. Esther Moura Franco, 5° andar, Salvador – Ba
CEP 40060 333 – tel.: 0055 (71) 3321-7365 – cel.: 0055 ( 71) 9133-4048
e-mail: [email protected]
 
NZINGA Núcleo Salvador:
 
Rua Alto da Sereia, 2 – 3º a – Rio Vermelho – Salvador BA
tel. (71) 9973 8970
e-mail: [email protected]

Bahia: Projeto Capoeira Instrumento de Educação

O Ponto de Cultura de Capoeira Ginga e Malícia vem através deste, convidar a vossa Sr. (a) a participar da nossa programação de inserção sócio-educacional e cultural através do Projeto Capoeira Instrumento de Educação, que está completando 15 anos de atuação oferecendo para a comunidade cursos e oficinas totalmente gratuitos, para todas as idades nas mais diversas áreas do conhecimento que em muito tem contribuído com o crescimento cultural da comunidade. Uma programação diversificada será oferecida à comunidade nos dias 27, 28 e 29 de abril de 2007. Na oportunidade teremos a presença de convidados do cenário político e artísticos pedagogos e intelectuais baianos que irão tratar da questão de melhoria e da qualidade de vida da comunidade e a violência no bairro, que é um assunto de extrema urgência e de interesse de todos. Sua presença é de fundamental importância neste debate. Venha participar e exercer a sua cidadania. Colaborando para melhoria da nossa comunidade.
 

PROGRAMAÇÃO
 
Dia: 27/04 – Abertura: Lançamento do novo Site do Grupo, Mostra de Vídeo de algumas ações do Projeto Capoeira Instrumento de Educação e Fórum de Debate sobre melhorias da qualidade de vida da comunidade e a questão da violência.
Local: Escola Municipal Engenho Velho da Federação.
 Horário: 18h30min.
Convidados: Macota Valdina (Historiadora e Educadora), Profª. Lia Paiva. Alexandro Reis (Coordenador da UNEGRO), Heloisa Cabral (Conselho Comunitário do Rio Vermelho), Rosa Villas Boas (Diretora do Teatro SESI), Olívia Santana (Vereadora), Amélia Conrrado (Doutora em Educação na UFBA), Ricardo Biriba (Doutor em Artes Cênica da UFBA), Jorge Papapá (Músico e Compositor), Beatriz Pereira (Diretora do Posto de Saúde do Eng. Velho), Lazaro Pereira (Proj. Escola Aberta), Kátia Aparecida Oliveira (Coordenação de Eventos e Divulgação da Economia Solidária).
 
Dia 28/04 – Pela manhã às 9h: Visita ao Ponto de Cultura de Capoeira Ginga e Malícia, Inauguração do novo projeto do grupo em convênio com o Ministério da Cultura denominado Ação Griô, Oficinas de Capoeira (com Mestres Zambi e Traíra da UNICAR) e Design Gráfico (Profº Jailson Santos), Artes Plásticas e Cartum (Com Cartunista Cau Gomes).
Pela tarde às 14h: Voluntariado Jovem – Debate social com o Grupo de Teatro Falando Sério.
AS 16h30min: Batizado de capoeira e Mudança de Graduação – Roda de Capoeira Regional Tradicional, demonstração da seqüência do Mestre Bimba jogo de iuna e os toques de berimbau da Capoeira Regional.
Local: Sede Ginga e Malícia.
 
Dia 29/04 – Programação Especial com o Palco Móvel.
Pela manhã às 9:00h, Roda de Capoeira Infantil  e Recreação (Coordenação Luanda Marcelo), Logo apos Roda Aberta para adultos.
Local: Escola Municipal da Comunidade.
11:00h Abraço Pela PAZ na Baixa da Égua com Culto Evangélico.
Local: Na Baixa da Égua.
Pela tarde às 14:00h Caminhão da Cultura
Local: Largo da Rua Neide Gama.
Atrações artísticas:
Samba Chula do Recôncavo com Maestro Nelito, Os Pagoleiros com Maestro Queinho, Hip Hop, MPB, Atração Teatral, Performance de Teatro de Bonecos, Grupos de Dança e a na oportunidade será entregue documento “Abaixo Assinado” ao SR. Prefeito da Cidade do Salvador, reivindicando asfaltamento da Rua Neide Gama e recuperação do sistema de esgoto da Baixa da Égua.
 
Venha participar desse evento e exerça sua cidadania.
 
Realização:
Grupo de Capoeira Ginga e Malícia – UNICAR
 
Parceiros:
Escola Municipal Engenho Venho da Federação, Conselho Comunitário Social e de Segurança do Rio Vermelho, CIEE (Council on International Educational Exchange), Paulo das Frutas e Lideres de Grupos Culturais do bairro.
 
Direção
Valcir Batista Lima (Mestre Marinheiro)
Coordenação Cultural
Mel Nascimento
 
APOIO:  MINISTÉRIO DA CULTURA, CULTURA VIVA, PROJECT GEM, TEATRO SESI RIO VERMELHO.
 
Atenciosamente,
Valcir Batista Lima (Mestre Marinheiro)
Presidente da Instituição.
Contatos: (71) 3261-3699 / (71) 8809-9077
E-Mail: [email protected]

Salvador: Mostra de Capoeira Angola “Mestre Faísca, rompendo barreiras e formando para vida”

Esta semana, Salvador irá receber Mestres de Capoeira da Bahia e do Brasil na Mostra de Capoeira Angola "Mestre Faísca, rompendo barreiras e formando para vida" , que acontece entre os dias 11 e 14, na Academia João Pequeno de Pastinha Centro Esportivo de Capoeira Angola do Rio Vermelho (AJPP-CECA-RV). Promovido pelo Mestre Faísca e alunos da AJPP-CECA-RV, discípulos direto de Mestre João Pequeno de Pastinha, o evento traz para o público: cursos, palestras, oficinas, rodas de capoeira, exposição de fotos e vídeos, que serão realizadas em diversos pontos da cidade.
O intuito é chamar atenção da população soteropolitana e brasileira para a preservação da cultura afro, através da Capoeira Angola e demais manifestações artísticas, utilizando-a como elemento de mudança sócio-educativa.
PROGRAMAÇÃO
 
11/01/2007 – Quinta-feira – ABERTURA
 
19h – Jantar de confraternização com os familiares e discípulos do C.E.C.A Rio Vermelho no Centro Histórico.
 
12/01/2007 – Sexta-feira
Local: C.E.C.A Rio Vermelho
 
9h – Oficina de Caxixi – Instrutor: Mestre João Pequeno de Pastinha.
18h – Exposição de fotos e vídeos.
20h30min – Palestra: Rompendo barreira e formando para vida. – Palestrante: Mestre Faísca
 
13/01- Sábado
Local:  Faculdade Ruy Barbosa
 
9h – Oficina de Capoeira Angola – Instrutor: Mestre Faísca.
14h – Oficina de dança (samba) – Instrutora: Kainana (professora de dança da Comunidade Negra do Curuzu).
17h – Palestra: Consciência Corporal, suas implicações para prática da Capoeira.
Palestrante: Dr. Marcelo Borges Botelho –  Quiroprático
                  Doutorando –  Luís Vitor de C. Junior – FSBA
                  Professor – Gilmar dos Santos – FSBA
 
14/01 – Domingo – ENCERRAMENTO
Local: Espaço para evento – Vale das Pedrinhas
 
10h – Abertura com apresentação do trabalho desenvolvido no C.E.C.A. Rio Vermelho e do Projeto João Capoeira Angola e Cidadania.
10h40min – Vadiação dos Mestres com os  discípulos do C.E.C.A. Rio Vermelho para entrega das carteiras.
11h30min – Vadiação dos Mestres e convidados
Finalização com Samba de Roda.
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Clique na imagem para ampliar
 
Contatos: Roberta Neri (71) 8133-4332

Show para gravação do DVD/CD promocional de Mestre Lourimbau

O espetáculo será realizado no Teatro Sesi Rio Vermelho nos dias 20 e 27 de Outubro, a partir das 21hs.
 
Lourimbau
é músico, cantor, compositor e artesão. Desenvolveu uma técnica de composição musical que extrapola o caráter monocórdico do berimbau, fundindo-o ao jazz. As canções da sua autoria e cantadas pela sua própria voz, são apoiadas por um trio de guitarra e baixo jazzisticas, sendo o toque diferencial – além do berimbau como lead-instrument – a substituição da tradicional bateria do jazz pelo poderoso set percussivo, tão comum às raízes afro-baianas.
 
Os melhores percussionistas do cenário nacional, tais como Carlinhos Brown, Naná Vasconcelos e Ramiro Mussoto, utilizam os instrumentos de autoria de Lourimbau como ferramenta de trabalho nas suas turnês, sendo considerado pelos entendidos como o verdadeiro " Lutier " do instrumento no Brasil.
 
No final da década de 80, é convidado por produtores estrangeiros e embarca com um grupo de artistas baianos rumo a Suiça e Alemanha. Depois veio o convite do Goethe-Institut para participar do grupo Pata-Masters, onde músicos baianos e alemães, num processo de work in progress, realizaram o projeto Pata-Bahia, com direito a disco e programa de TV. Das 12 faixas do CD, 3 são da sua autoria. Em 2001, Lourimbau foi convidado por Marcos Suzano para abrir o seu show e o de Luís Melodia no Sesc Pompéia em São Paulo.
 
O Show intitulado Mestre Lourimbau terá como objetivo o registro ao vivo em áudio e vídeo dos espetáculos, originando a posteriori dois produtos : CD e DVD que visam a promoção e divulgação do trabalho do artista no mercado nacional e internacional.
 
Além de Lourimbau no berimbau e voz, acompanhando o artista estarão os músicos Ivan Bastos ( baixo ), Paulo Mutti ( Guitarras ) e Giba Conceição ( Percussão ). O projeto do CD e DVD Mestre Lourimbau é uma realização conjunta da Procria Comunicação e DocDoma Filmes com a colaboração de Ivan Huol e Rodrigo Alzueta contando também com o apoio cultural do Teatro do Sesi Rio Vermelho.
 
Evento: Mestre Lourimbau. Show para gravação do DVD ao vivo.
 
Local: Teatro Sesi – Rio Vermelho Data: 20/10 e 27/10
 
Horário: A partir das 21 h
 
Preço: R$ 10 (Inteira) R$ 5 ( Meia)
 
Maiores Informações: João Rodrigo Mattos – 8818 1696
 
Daniel Rangel – 8867-2276
 
Bau Carvalho – 8849 – 1636

A RESPEITO DO AXÉ

Para discorrer a respeito da natureza e destino humanos é interessante iniciar esclarecendo o significado de axé, nome dado pelos iorubás à força vital.
Segundo Maupoil (citado por E. dos Santos, 1986) axé é a força invisível, a força mágico-sagrada de toda divindade, de todo ser animado, de toda coisa.
Não aparece espontaneamente, precisa ser transmitida.
Qualquer chance de realização na existência depende do axé que, enquanto força, obedece a algumas leis:

  1. é absorvível, desgastável, elaborável e acumulável;
  2. é transmissível através de certos elementos materiais, de certas substâncias;
  3. uma vez transferido por essas substâncias a seres e objetos, neles mantém e renova o poder de realização;
  4. pode ser aplicado a diversas finalidades;
  5. sua qualidade varia segundo a combinação de elementos que o constituem e que são, por sua vez, portadores de uma determinada carga, de uma particular energia e de um particular poder de realização. O axé dos orixás, por exemplo, é realimentado através de oferendas e de ação ritual, transmitido por intermédio da iniciação e ativado pela conduta individual e ritual;
  6. pode diminuir ou aumentar.

O axé encontra-se numa grande variedade de elementos do reino animal, vegetal e mineral.
Encontra-se em elementos da água, doce e salgada e da terra.
Acha-se contido nas substâncias essenciais de seres, animados ou não.

Elbein dos Santos (1986) apresenta uma classificação do axé em categorias: sangue vermelho, sangue branco e sangue preto.
O sangue vermelho, no reino animal compreende o sangue propriamente dito, animal e humano, aí incluído o fluxo menstrual;
no reino vegetal, inclui o epo, azeite de dendê, o osun, pó vermelho extraído de pterocarpus erinacesses e o mel, sangue das flores.
O sangue branco, inclue: noreino animal, o hálito, o plasma, o sêmen, a saliva, o suor e outras secreções; no reino vegetal, a seiva, o sumo, o álcool e as bebidas brancas extraídas de palmeiras e de alguns vegetais, o ori, manteiga vegetal e oiyerosun, pó esbranquiçado extraído do irosun; no reino mineral, os sais, o giz, a prata, o chumbo, etc.
O sangue preto compreende, no reino animal, as cinzas de animais; no vegetal, o sumo escuro de certas plantas, o ilu, índigo extraído de diferentes tipos de árvores, pó azul escuro chamado waji; no reino mineral, o carvão, ferro, etc.

Para poder atuar, o axé deve ser transmitido através de uma combinação particular que contém representações materiais e simbólicas do branco, do vermelho e do preto, do aiye e do orun, competindo ao oráculo a definição da composição necessária do axé a ser implantado ou restituído.

O sangue – animal, vegetal ou mineral – é substância indispensável para a restauração da força.

Todo ritual, seja uma oferenda, um processo iniciático ou uma consagração, realiza implante da força ou revitalização.

O que vive,
 para poder realizar-se ou realizar,
precisa de axé e,
não sendo a fonte inesgotável,
a reposição se faz necessária
e é obtida através da prática ritual
 que reatualiza a força do tempo primordial,
o tempo da criação!

A importância da regularidade dos ritos reside no fato de que a presença das entidades sobrenaturais é favorecida pela atividade ritual, ocasião privilegiada da transferência e redistribuição do axé. Este, oriundo das mãos e do hálito dos mais antigos, na relação interpessoal, é recebido através do corpo e atinge níveis profundos, incluídos os da personalidade, através do sangue mineral, vegetal e animal das oferendas.

 

Ronilda Iyakemi Ribeiro