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Alto Paraíso sediará 2º encontro internacional de capoeira

O município de Alto Paraíso será palco mais uma vez de atração internacional, desta vez voltada para a roda de capoeira. Trata-se do 2º encontro internacional de Capoeira e 10º batizado e troca de corda. Duas atrações internacionais estarão no município nos dias 11 e 12 de setembro, Mestre Ray e Besouro “Airton Carmo”.

O Secretário Municipal de Esporte, Turismo, Cultura e Lazer, Luiz Carlos Batista, falou da importância que tem esses personagens de renome internacional da Capoeira, no município de Alto Paraíso. “Os jovens de Alto Paraíso recebe esse presente, que empenhamos com o objetivo de incentivará o aluno permanecer na escola. Com o apoio da prefeitura e da equipe da SEMATUR, realizaremos mais um evento que promete entrar para o calendário cultural de Alto Paraíso e do Estado” disse o secretário.

Mestre Ray como é conhecido, Raimundo Ferreira de Sousa Nascido na cidade de Gonzaga-MG em 15 de agosto 1962, aos cinco anos de vida passou foi morar em Belo Horizonte, passando por orfanato.

Iniciou se na capoeira no fim dos anos 70 com professor Joel Dias Faria, Em 1882 quando inaugurou o parque “Guilherme Lage” no bairro São Paulo as rodas se transferiram pra lá e também para o Centro social Urbano do Bairro em Belo Horizonte. O grupo Oficina da Capoeira hoje mantém representantes em 15 países, 7 estados do Brasil e mais que 30 cidades no interior do estado de Minas Gerais.

Em 2006, forma seu primeiro mestre na Capoeira: Carlos Fernando da Silva, Mestre Gato, em 2007, Mestre Ray cria nos Estados Unidos o “Oficina de Capoeira Foudation”.

Mestre Ray, Realiza cada ano no Brasil o “Festival Internacional Oficina da capoeira” no mês de Dezembro e visita todos os Países, Estados e cidades onde existe uma oficina da Capoeira.

Fonte: http://www.rondoniaovivo.com/

Senado comemora Dia Internacional da Síndrome de Down com exposições, capoeira e dança

Os senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Rosalba Ciarlini (DEM-RN) e Romeu Tuma (PTB-SP) participaram da solenidade em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down, no Salão Negro do Senado Federal. Cerca de 40 crianças e jovens atendidos pela Associação de Amigos dos Portadores de Deficiência do Distrito Federal – APAE-DF e pelo Instituto Meta Social estiveram no Salão Negro, para acompanhar a abertura da exposição de fotografias e artes plásticas, além de uma exibição de capoeira pelo Grupo Gingado e de dança pelo grupo EuDanço.

Suplicy, inclusive, chegou a participar da exibição de capoeira do Grupo Gingado. Ele também apresentou às crianças e adolescentes convidados, em discurso, seu projeto de lei que cria uma renda mínima para todos os brasileiros. A senadora Rosalba Ciarlini, presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), disse que é preciso integrar cada vez mais as pessoas que possuem algum tipo de deficiência, porque todos são igualmente importantes e úteis à sociedade.

O senador Romeu Tuma elogiou o esforço do Senado para oferecer condições de trabalho e de circulação para todos, por meio do Programa Senado Inclusivo, coordenado pela chefe do cerimonial da Presidência da Casa, Mônica Freitas, que organizou a solenidade no Salão Negro.Ficam em exibição até amanhã (26), às 18 horas, no Salão Negro, sete quadros a óleo de Melina Pedroso, que é portadora de down, e 12 fotos de Renata Podolski.O Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março, uma referência ao fato de pessoas com a síndrome possuírem, na sequência genética, três genes, em vez de dois, no par 21.

Fonte: http://www.senado.gov.br/

Nzinga: Chamada de Mulher

Pois é, neste dia 08 de março de 2010 o Instituto Nzinga de Capoeira Angola completa 15 anos!
A nossa alegria só não é irrestrita porque a nossa data também nos lembra o difícil e gigantesco caminho a ser percorrido para garantirmos a liberdade das mulhers, dentro e fora da capoeira. E liberdade aqui, amigo Luciano, significa a salvaguarda da sua dignidade, dos seus direitos e pelo fim das muitas formas de violencia que ainda se naturalizam sobre estas.
Mais do que uma “roda para as mulheres”, apresentamos mais um dos temas do próprio nzinga na sua trajetória de formação de capoeiristas.
Este, como muitos outros eventos que já realizamos com a mesma finalidade, não é um evento excuisivo para mulheres, até porque sabemos que a capoeira se faz em comunidades em que vivem homens e mulheres. Ao contrário, este é também um momento em que podemos revelar  já um número siginificativos de parceiros que compartilham conosco destas lutas, sendo eles mestres ou capoeistas em diversas fases de formação. Alias, cada vez mais eventos desta natureza tem acontecido aqui no Nordeste, fazendo uma importante ponte entre as mulhers da capoeira angola e capoeira regional, discutindo e imprimindo mais uma vez a valorosa contribuiçãodas mulheres para a capoeira na atualidade: o respeito às diferenças e os desafios de uma vida sem violência e sem preconceitos.
Desta forma, além de ser uma data com um sentido próprio de luta, é também a data em que receberemos amigas e amigos, “para brincar e vadiar”.
Daqui de Salvador, eu e o mestre Poloca estaremos seguindo com mais outras pessoas do Nzinga, e esperamos encontá-lo em algum momento.
Mais uma vez reitero estima e admiração.
Receba meu abraço,
Janja

Portugal: Famílias de imigrantes pedem apoio para regressar

Foi com espanto e surpresa que recebi a notícia de que os amigos Mestre Leonan e Dona Ivone, figuras ímpares e muito queridas da comunidade capoeirística de Portugal, encontram-se na situação relatada em pormenores pela matéria publicada no Diário de Notícias de Portugal. Ao casal de amigos e grandes companheiros pelos quais tenho grande consideração desejo que tudo entre nos “eixos” e que juntos, com o apoio dos amigos , familiares e companheiros, possam concretizar esta caminhada e ultrapassar esta fase complicada pela qual estão passando…

Fica mais uma vez a reflexão para aqueles que pretendem atravessar um oceano na busca de um sonho de uma “Vida Melhor” e de melhores condições laborais que este é realmente um passo que deve ser dado com segurança e responsabilidade… A Europa mudou muito, Portugal está no limiar de uma situação muito delicada… Procurem conversar, pesquisar e reflitir muito, principalmente com as referências da capoeiragem no País onde pretendem imigrar, antes de fincar o pé na estrada…

Em minhas últimas viagens para participar em eventos, como convidado e palestrante, tenho “batido” muito na tecla da “descentralização” (movimento de  imigração baseado na coerência e no respeito territorial, com enfâse a uma busca a novos nichos de mercado fora das zonas com maior índice de ocupação capoeirística ) Assunto que devido a sua importância será abordado com maior peso e relevância, em breve aqui no Portal .

Desejo mais uma vez muito sucesso e prosperidade a todo “Embaixador da Cultura Brasileira” que luta dia a dia na sua jornada por dignidade e cidadania…

Um grande abraço a toda a comunidade ligada direta e indiretamente ao universo da capoeira que através de seus atos e  reflexões nos trouxeram e nos direcionaram para o atual contexto da nossa arte-luta.

Luciano Milani

 

Portugal: Famílias de imigrantes pedem apoio para regressar

Há cada vez mais estrangeiros a receber dinheiro para voltar a casa, sobretudo brasileiros. Quase metade são agregados familiares.

Leonan Silva veio para Portugal há oito anos. Fugiu da crise económica que se vivia no Brasil, mas sobretudo de si. Tinham acabado de lhe matar o filho e preferiu afastar–se de Brasília para não ter de olhar para quem o tinha assassinado, quando ele separava uma briga. Mestre de capoeira, as coisas começaram por lhe correr bem e chamou a mulher dois anos depois. Mas a vida mudou, piorou.

Leonan nunca mais conseguiu renovar o visto de residência. Nem tinha dinheiro para regressar ao Brasil. O casal faz parte das muitas famílias de imigrantes que pedem apoio à Organização Internacional para as Migrações (OIM) para abandonar Portugal. E cada vez são mais os agregados familiares a fazê-lo. Já estão quase em maioria, quando em anos anteriores os pedidos eram sobretudo individuais (ver gráficos).

Os dados de imigrantes apoiados pelo Programa de Retorno Voluntário (PRN) reflecte uma maior procura de pessoas desesperadas para regressar ao país de origem e sem dinheiro para o fazer.

“O aumento de agregados familiares terá a ver com o facto de as pessoas já não estarem numa fase inicial da imigração. Começam por vir sozinhas, dizem ao agregado familiar para vir, mas a vida dá uma volta de 180 graus e deixam de ter condições económicas”, explica Luís Carrasquinho, o responsável pelo programa.

São sobretudo mães e filhos, mas também há pais e filhos e casais, como Leonan e Ivone. “Vim para Portugal há seis anos, nunca consegui papéis. O meu marido obteve a autorização de residência por um ano, mas não voltou a conseguir um contrato de trabalho e nunca a renovou”, conta Ivone Santos, 53 anos, cabeleireira no Brasil e empregada doméstica em Portugal. Nunca teve um trabalho certo, profissional paga ao dia e sem perspectivas de estabilidade.

Foi a Associação Sócio-Cultural Grupo União da Capoeira que deu a mão a Leonan Silva para vir para Portugal, incluindo o pagamento do bilhete de avião. Participou em espectáculos, foi formador, mas os contratos foram diminuindo. O último, com a Casa Pia, não foi renovado no ano passado e deixou de haver um rendimento certo. E as contas sempre a cair, em especial a renda de casa, um quarto num apartamento em Mem Martins, pelo qual pagam 160 euros, incluindo água, luz e gás.

“Fomos ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para ver como podíamos resolver a situação, mas cobravam muito, tínhamos de pagar as multas. E, também, não tínhamos um contrato de trabalho… mas também ninguém nos faz um contrato se não tivermos o visto de residência”, diz Ivone.

A situação tornou-se uma pescadinha de rabo na boca. Sem solução à vista. Leonan faz biscates em obras, pinta paredes… o que aparecer. Ivone segue o mesmo percurso, mas em trabalhos domésticos. Esta semana substitui a amiga que toma conta de uma idosa. Os amigos apoiam.

“Todas as situações são complicadas, todas as pessoas que ajudamos estão numa situação-limite”, explica Luís Carrasquinho. Em 2009, o número de imigrantes que levou ao aeroporto de Lisboa para regressarem ao país de origem, ou a um terceiro onde esteja garantida a sua admissão, aumentou quase dez por cento. Também foram mais as mulheres a voltar a casa, algumas com os filhos, e a faixa etária está a subir. Ultimamente, é o grupo entre os 36 e os 50 que mais recorre ao programa.

“Acabámos por decidir que o melhor era regressar ao Brasil. Uma amiga viu uma reportagem e falou-nos que a OIM ajudava quem não tinha dinheiro. Fiz uma pesquisa na Net e marquei uma reunião”, conta Ivone. Está à espera que o seu caso seja aceite e que lhe agendem o regresso o mais rapidamente possível.

Ivone e Leonan têm cinco filhos no Brasil, além de 12 netos.

Sente que falhou?

Ivone diz que não: “Viemos com um objectivo traçado. Tínhamos saído de uma situação muito difícil e o objectivo era tentar ultrapassar a situação. Foi uma luta, passámos por muita coisa difícil, batalhámos. Não deu. Conheci Portugal, uma cultura diferente, muitas pessoas amigas, brasileiros e portugueses. Gostei muito de viver aqui, apesar das dificuldades. E o objectivo foi cumprido, estamos preparados para regressar. Tenho saudades dos filhos e netos. A nossa esperança é que o Brasil esteja efectivamente melhor!”

À OIM chegaram mais de 900 pedidos para pagar viagem em 2009,  mas considerou que só 381 respeitavam as condições.

Fonte: Diário de Notícias – http://dn.sapo.pt/

Consciência Negra e Capoeira uma prática constante

Nesta crônica estão apresentadas algumas considerações sobre o “Dia da Consciência Negra”, chamando-se a atenção para a presença da Mulher – negra ou não – na luta pelas igualdades. Mestra Dandara (Por que não?) recebe justa homenagem!

O dia da Consciência Negra passou. Mais uma data no calendário oficial, que nos sugere um dia especial no meio de semanas e dias de puro trabalho e pouca reflexão. Apesar de cada vez mais termos meios de acessar as informações, o que se pode fazer com elas é ainda muito pouco, uma vez que os esforços e espaços para debates e trocas são limitados.

Eleito o dia 20 de novembro para representar toda nossa História Negra, por ser o dia da morte do líder Zumbi da república quilombola dos Palmares, fundada em 1597 onde hoje é o Estado de Alagoas e Pernambuco, no período auge de nossa vida colonial, essa data tem muito a representar. Gostaríamos de falar brevemente sobre o que essa representação pode oferecer ao debate da Capoeira como uma manifestação dessa parte da nossa História e que só agora, passados séculos de debates não-oficiais, está entrando nos mecanismos de divulgação da História Oficial.

Se uma data como essa permite pensarmos a vida de uma grande liderança como foi Zumbi, gerando a idealização de sua figura como a de um herói que deve ser colocado entre os heróis de nossa pátria-mãe tão pouco gentil com seu povo oprimido, também deveria permitir a conscientização do papel dos que estiveram atuando ao lado dessa figura, especialmente as mulheres, às quais fazemos questão de destacar aqui nesse texto e em outros que temos assinado sobre a presença feminina nos contextos de que participamos.

Lembremos um pouco de Dandara, a qual se sabe tão pouco sobre sua vida, mas que consta como grande guerreira e estrategista dentro de Palmares. Tida como esposa de Zumbi, decide pela própria morte ao invés de entregar-se novamente ao sistema escravista quando da tomada da Serra da Barriga pelo governo monarquista no ano de 1694.

Não vamos aludir aos diversos eventos que correm ao longo da história dessa emblemática figura porque os elementos que levantamos aqui nos fazem pensar bastante sobre pontos importantes dentro da temática aqui proposta: praticar o exercício da conscientização de nosso passado escravista com tanta disciplina quanto a prática da Capoeira.

E nesse sentido estamos cada vez mais dispostas a exigir o espaço necessário para a conscientização do papel da mulher no curso de nossa História. Porque é fundamental reconhecer que tanto nos momentos das eclosões dos acontecimentos como nos do cotidiano diário o nosso papel foi e é o de garantir que o esperado se realize e se concretize de modo que a seqüência da vida e da melhoria daqueles que são parte do nosso círculo social aconteça.

Nós acreditamos que estar ao lado não é um papel medíocre, nem simples, nem subalterno, como querem as correntes feministas dispostas a continuar na segregação proposta pelos mesmos modelos a que se contrapõem. Estar ao lado é suportar (portar junto), é fazer crescer, é procriar. Aqui vale lembrar que tanto a linha reta como a roda são formas de organização que exigem o “lado a lado” pra se concretizarem, e ainda assim expressam maneiras diferentes e opostas de existir no mundo.

Um dia como esse 20 de novembro deve servir para que as mulheres se coloquem diante da condição Matriarcal e Feminina que faz da sensibilidade nossa maior herança. E com isso podemos construir certamente um mundo de homens e mulheres capazes de se voltarem conscientemente e com compaixão para os que sofrem, para os que não são reconhecidos pelo fato de estarem simplesmente vivos ou para aqueles que conhecem apenas a autoridade como forma de agir e de ser no mundo, enfim para todas as formas de vida que hoje em dia estão abaladas com a falta de direcionamento e distanciamento com o sagrado a que estamos submetidos.

Para que a Capoeira também entre nesse processo de valorização e reconhecimento da cultura negra é necessária a presença e atuação feminina e que essa faça seu papel de reconhecer dentro da História dessa luta os elementos que foram destacados, mas também os que foram omitidos nesse processo e contribuir, com força e união, para que as partes diferentes se associem, sem compromisso com mecanismos discriminatórios, especialmente os que nos conduzem a caminhos já sabidos de ruptura.

Não precisamos mais de uma consciência humana que rompa com o humano. Estamos carentes de mecanismos de construção integrativa, esse é o mecanismo da Natureza, deveria ser nosso referencial para tentarmos ter de volta nossa casa-comum, o Planeta Terra, e salvar nossa espécie Sapiens da nossa própria eliminação.

Precisamos sim é exercitar as capacidades físicas e emocionais que a Capoeira permite desenvolver a ponto de treiná-las para as transformações que o mundo está nos permitindo e nos obrigando a realizar. De outra maneira não estaremos fazendo jus aos ensinamentos deixados pelos Mestres que tiveram em suas companheiras a força para o trabalho que desenvolveram.

Casal de Edan .século XIX. Sudoeste da Nigéria. Coleção particular, Bruxelas: A superposição de homens e mulheres simboliza a união dos ancestrais, fundadores da linhagem. Esta associação é necessária para a manutenção do bem-estar de uma sociedade-civilizada, por quem os membros da sociedade secreta Ogboni são responsáveisO intelecto e o sensível estão sendo clamados para uma nova visão da vida, pois a luta a que a humanidade está sendo levada a travar exigirá muito de todos nós. E se nos habituarmos a rever os padrões morais e institucionais a que fomos expostos em toda História, teremos muito a nos beneficiar com o exemplo de mulheres que estiverem em constante combate em busca do respeito e da integração social.

Um dia para refletir a consciência negra no Brasil é um dia para refletir toda a nossa consciência histórica: a consciência que presenciou tantas mortes injustas, que guardou em suas raízes a eliminação do povo original da terra, que se ressente de uma classe dominadora que rejeita a fonte de sua própria riqueza; uma consciência que não acode aos que necessitam e defende os que se aproveitam indevidamente do que é de todos. Enfim, refletir sobre nossa consciência comum que tem muito a rever, rejeitar, redimir e refazer nos sentidos mais profundos de respeito que o ato de retorno pode ter em todos nós.

Stella Mendes (Manchinha), São Paulo, Novembro de 2005

Colaboração : Moleza

Grupo de Capoeira Angola Irmãos Guerreiros (Mestres Marrom & Baixinho)

* Imagens retiradas in: Mostra do redescobrimento: arte afro-brasileira. São Paulo: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000.

(1) Portadora de cálice. República Democrática do Congo (Musée Royal de l”Afrique Centrale, Tervuren, Bélgica): Guardiã da autoridade sagrada, a mulher que segura a cabaça de adivinhação entre suas mãoes, é o receptáculo dos espíritos e gênios vidye.

(2) Casal de Edan .século XIX. Sudoeste da Nigéria. (Coleção particular, Bruxelas): A superposição de homens e mulheres simboliza a união dos ancestrais, fundadores da linhagem. Esta associação é necessária para a manutenção do bem-estar de uma sociedade-civilizada, por quem os membros da sociedade secreta Ogboni são responsáveis

 

Fonte: Jornal do Capoeira –  www.capoeira.jex.com.br

Aconteceu: 8º Encontro de Cultura de Raiz de Teresópolis

De violão ao berimbau, da poesia à música, de contos folclóricos à roda de capoeira… Platéia lotada do início ao fim, animação total, muitos aplausos, pedidos de bis e um encerramento que deixou gostinho de quero mais. Este foi o resumo do 8º Encontro de Cultura de Raiz de Teresópolis, realizado na manhã do último domingo, 1º de novembro, na Casa de Cultura Adolpho Bloch. O evento teve edição especial, em homenagem às tradições afro-brasileiras, lembrando o Dia da Consciência Negra, a ser comemorado em 20 de novembro.

Em sua oitava edição, o Encontro de Cultura de Raiz foi apresentado pelo engenheiro agrônomo Beto Selig, comandando com simplicidade e simpatia o programa de auditório, que tem como cenário uma cozinha de roça. A manhã de festa já começou de forma diferente, com um café da manhã, servido a artistas e convidados e partir das 9h.

A cantora e repentista Wanda Pinheiro abriu o evento agitando o público com a música ‘Fuscão Preto’. Mas este foi só o começo. Dudu Black e Amado Rodrigues também se apresentaram e, em seguida, foi a vez de Moacir Rosa, que contou causos, recitou poesias e ainda fez sucesso com a música ‘Prato do dia’. “É um prazer estar participando mais uma vez do Cultura de Raiz. O evento está cada vez melhor”, salientou Moacir.

Um dos destaques desta edição foi a apresentação do coral da Escola Municipal Governador Portella, cantando ‘Semente do Amanhã’, de Gonzaguinha, e ‘Ciranda do Recife’. Composto por cerca de 30 integrantes, alunos do 2º ao 5º ano, sob a regência da professora Priscila Torres, o coral fez enorme sucesso. “Viemos a convite da Secretaria de Cultura e só temos a agradecer. Foi uma delícia participar. Nunca tinha vindo ao Cultura de Raiz e fiquei encantada. O cenário parece real, é maravilhoso. Sempre que for possível, voltaremos”, comentou .

Dentro da programação alusiva à cultura afro-brasileira, Raquel Botafogo e Wilson Martins fizeram sucesso ao contar uma história africana. Outra atração de destaque foi o coral Brasil Brincante que, sob o comando da regente Célia Seabra, encantou a todos apresentando várias peças do folclore brasileiro, sendo muito aplaudido pelo público.

Cecília Cerqueira da Silva, a Dona Menininha, cantou ao lado da orgulhosa filha Beth, acompanhada por Patrícia Araújo. Maura Ferreira contou histórias, enquanto Antônio Jorge dos Santos recitou poemas.

Os professores Marcus Wolff e Ricardo de Oliveira, este último vestindo um traje típico de Angola e comandando o Coro Municipal, fizeram enorme sucesso ao apresentar duas peças ligadas à cultura afro-brasileira: ‘Xangô’, uma invocação ao orixá Xangô, e Estrela-do-mar, uma aclamação a Iemanjá, sendo aplaudidos de pé, com pedido de bis.

Acompanhando de Gustavo Agostini e PC, Xando Pernambuco fez uma homenagem a Zumbi. Outro momento de êxtase foi a apresentação do grupo formado por Beto Selig, Gustavo Agostini, Xando Pernambuco, Andrea Sant´Anna, Paulinha Fialho, Ivan Pedro Fialho, Alice Botafogo, Raquel Botafogo, Wilson Martins, Maria Eduarda e Débora, com a participação especial do subsecretário de Cultura, Ronaldo Fialho. Juntos, utilizando os mais variados instrumentos, eles apresentaram músicas do ritual ‘Baião de Princesa’, que integra a cultura afro-brasileira. “Tivemos aqui uma festa maravilhosa, uma verdadeira homenagem ao Dia da Consciência Negra. E vamos prosseguir com a idéia de eventos temáticos. Estamos, inclusive, abertos a sugestões”, lembrou Ronaldo Fialho.

E quando todos na platéia já pareciam mais do que satisfeitos, veio a maior surpresa do dia, com a participação do Grupo de Capoeira Regiangola, de Mestre Sorriso, e do Grupo de Capoeira Gangazumbi, de Mestre Batata e contramestre Cidinho. Juntos, os dois grupos fizeram exibições de capoeira, maculelê e samba de roda, ainda no teatro da Casa de Cultura, utilizando instrumentos típicos da dança, como berimbaus, atabaques e facões. E, para fechar o evento em grande estilo, o público foi convidado para uma verdadeira roda de capoeira, realizada na sala de dança da Casa. “O Cultura de Raiz já é, por si só, um grande projeto. Mas, desta vez, a Secretaria de Cultura se superou. Esse encerramento com a capoeira foi maravilhoso”, comentou a dona de casa Mariana Cunha. Estreante no evento, João Pedro Santos concordou. “Foi minha primeira vez. Adorei. Sem dúvida, uma grande homenagem à cultura afro-brasileira, ou melhor, à nossa cultura”, resumiu.

Para o secretário de Cultura, Wanderley Peres, as apresentações temáticas, como a deste domingo, tem sido o grande ganho do projeto. “Quando começamos a pensar o Cultura de Raiz, nossa intenção era promover um evento que resgatasse a nossa mais genuína cultura. A cada edição, esse projeto vitorioso vem ganhando novas roupagens e as apresentações diversificadas estão se tornando um ganho extra, contemplando o público com uma atração a mais. E ver a Casa de Cultura cheia, com um público alegre e feliz, é motivo de grande satisfação para nós”, comemorou o secretário.

 

Fonte: http://odiariodeteresopolis.com.br

Cinema de graça no Forte da Capoeira

O Centro Esportivo de Capoeira Angola – CECA, que funciona no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, promove, nesta sexta-feira (30), às 19h, mais uma sessão do projeto Cinema, Capoeira e Samba. A entrada é gratuita.

O projeto acontece todas as últimas sextas-feiras de cada mês, exibe filmes e documentários em DVD sobre a capoeira e outros aspectos da cultura e da história da Bahia.

Desta vez serão exibidos os filmes “Pastinha, uma vida pela capoeira”, de Antonio Carlos Murici, e “A linha do trem, um caminho esquecido”.

Depois das exibições, acontece a tradicional Roda de Samba Tradicional, com o Grupo Botequim.

O Forte de Santo Antonio Além do Carmo fica localizado na Praça Barão do Triunfo, Largo de Santo Antônio.

 

Mais sobre o Forte da Capoeira

O projeto “Forte da Capoeira”

Em 1997, visando recuperar e reformar a estrutura física do imóvel, permitindo que nele se desenvolvessem atividades artísticas e culturais que garantissem a sua utilização e preservação, o Ministério da Cultura e o Governo do Estado, através do IPAC, iniciou estudos que levaram à elaboração de projeto de restauro, a cargo da arquiteta Etelvina Rebouças. Essa elaboração foi financiada pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR I), com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o custo das obras, previstas para serem executadas em doze meses, estava estimado de 2,5 a 3 milhões de Reais. Aguardava-se, entre fins de 2004 e início de 2005, a aprovação final pelo IPHAN, definindo os critérios para que as mesmas pudessem ser licitadas. A Companhia de Desenvolvimento Urbano (CONDER), que acompanhou o processo desde o início, deveria ser o órgão executor da reforma, já tendo inclusive providenciando pequenos reparos no imóvel, enquanto não se iniciam as obras. Outros recursos para a intervenção deviam ser captados, prevendo-se a possibilidade de terem como origem a segunda etapa do PRODETUR II.

O tema que garantiu a identidade cultural e a auto-sustentação do forte foi a Capoeira, uma vez que as suas instalações vinham sendo utilizadas desde 1981 pela Academia de João Pequeno, discípulo de Mestre Pastinha. Posteriormente, o segundo pavimento passou a ser utilizado pelo Grupo de Capoeira de Angola Pelourinho (GCAP), de Mestre Moraes.

Graças à ONG Associação Brasileira de Preservação da Capoeira – Forte da Capoeira, com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria da Cultura e Turismo (SCT), é que foram disponibilizados os recursos para a recuperação e restauro do monumento, sob a coordenação das arquitetas Vivian Lene e Luciana Guerra. No local foram implantados um pátio para atividades coletivas com cerca de 800 metros quadrados, um memorial alusivo aos grandes mestres da capoeira baiana (com objetos pessoais, bibliografia, fotos e vídeos) e seis salas de aula para a prática da capoeira. A estes somam-se ainda espaços para videoteca, biblioteca, oficina de fabricação de berimbaus, caxixis e pandeiros, e jardim. Complementarmente, os capoeiristas contam com um anexo, composto de duas áreas externas de recreação, quadra poliesportiva e parque infantil, utilizados como espaços de lazer pela comunidade do local e de bairros vizinhos.

Após a conclusão das obras de reforma em fins de 2006, o forte foi reaberto como Forte da Capoeira – Centro de Referência, Pesquisa e Memória da Capoeira da Bahia, instituição que tem por objetivo preservar e promover a Capoeira.

Desde 5 de novembro de 2007, com o novo governo estadual, o forte passou a ter uma nova gestão, através do IPAC e do Governo do Estado da Bahia.

 

Fontes: http://ibahia.globo.com e Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/

Nosso Encontro 2009 – 10 anos de “Capoeira & Camaradagem”

A OFICINA INTERNACIONAL DE CAPOEIRA, um fantástico encontro repleto de muita energia positiva, carinhosamente batizado de “Nosso Encontro”, acontece pelo décimo ano consecutivo em Évora, região do Alentejo Português, para o qual tive a honra de ser convidado pela quarta vez para atuar como responsável pela comunicação social e é claro “jogar e vadiar” bastante, é um deste acontecimentos únicos que marcam a nossa caminhada dentro do universo da capoeiragem…

A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que irá se transformar durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”

Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita CAPOEIRA!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO”

Luciano Milani

 


Carta de Apresentação

Caros companheiros,

Nosso Encontro chega no décimo ano consecutivo e tencionamos brindar essa data comemorativa com mais três dias de capoeiragem norteada pelo sempre clima de camaradagem e troca de conhecimentos que se tornou marca de qualidade nesses dez anos.

Marcado para os dia 11, 12 e 13 de Setembro, contaremos esse ano com a participação especial do Mestre Plínio de São Paulo que alem de dividir com todos nós seus conhecimentos de capoeiragem angoleira, nos presenteará com uma palestra abordando aspectos do desenvolvimento histórico da capoeira angola no estado de São Paulo fazendo, também, alusão às diferentes linhagens da capoeira angola e seus rituais mais expressivos.

Teremos nossas já conhecidas oficinas de capoeira sob responsabilidade dos profissionais presentes – mestres, contramestres e professores, nossa palestra com o mestre convidado, momento de perguntas da platéia, roda da praça do Giraldo, festa de, aulas de danças afro-brasileira com nosso já conhecido Murah, Danças Africanas com o nosso, não menos conhecido, Petchu, além de toda uma equipe que mais uma vez dará suporte para que nosso encontro aconteça pela décima vez. A forma que cada um participa no nosso encontro tem definido o bom resultado. Muito obrigado e nos vemos por lá.

Umoi Souza

 


English

Dear Friends,

This year marks the 10th “Nosso Encontro” (Our Encounter) and to celebrate this achievement we will once again have three more days of Capoeiragem ruled by the same environment of camaraderie and knowledge exchange that became the quality mark for these last ten years.

Set for the 11th, 12th and 13th of September, this year we will be honored in welcoming Mestre Plinio of Sao Paulo, who will be sharing his knowledge of Capoeira Angola and also be speaking about the historical development of Capoeira Angola, as it pertains to the state of Sao Paulo, while making references along the way to the different lines of Capoeira Angola and its rituals.

We will also have our usual Capoeira workshops with the attending mestres, c.mestres and professors, and our speech with the honoured guest mestre. Question and answer sessions will follow, the roda in the town centre “Praca do Giraldo” along with a party to mingle and meet everyone. In addition, we will also have Afro-Brazilian dance classes with our friend, Murah; African dance classes with the always present Petchu, along with the efforts of an entire team that once again will support us, such that our encounter will happen for the tenth time. The continued success of this event each year is due to the contributions of all its participants. Thank you very much and we’ll see you there.

Umoi Souza

MG: Capoeiristas levam ginga à Praça da Matriz

Aconteceu no último final de semana o 1º Encontro internacional de capoeira na Praça da Matriz. O animador e radialista João Froes revela que o evento contou com a participação de capoeiristas não apenas do Brasil mas de outros países como, por exemplo, Japão, Alemanha e Coréia do Norte.

Afirma ainda que o evento alcançou o objetivo no tocante ao de uma competição esportiva, mas, sobretudo, social uma vez que houve a interação dos povos ali representados.

De acordo com João Froes a realização das apresentações de capoeira também tem como objetivo a divulgação de uma arte bastante difundida no Brasil e que naturalmente já faz parte da cultura do povo brasileiro. Frisa ainda ter sido fundamental a escolha da praça Matriz durante a feira de artesanato uma vez que as famílias que tradicionalmente frequentam este local aos domingos teve a oportunidade de socializar com uma dança verdadeiramente artística.

COMPETIÇÃO

O mestre Lagartixa, do grupo Geração capoeira, um dos organizadores do evento também enaltece a realização da referida competição e agradece o apoio de todos os colaboradores na realização da competição. Salienta ser relevante este tipo de apresentação em praça pública uma vez que além do alcance social é uma maneira de popularizar ainda mais a arte da capoeira.

Aniversário do Cazuá em Bremen

Canarinho da Alemanha… quem matou meu Curió…

Outubro é um mes especial para a família Irmãos Guerreiros, pois lá do Cazuá do meu grande irmão Marcio Araújo, o Contra Mestre Pernalonga, chegam as novidades… O CAZUÁ está comemorando o seu 3º aniversário, e na batalha, na luta de resistência do dia a dia, vem se firmando como um terreiro de qualidade e respeito, onde a capoeira se sente em casa…

No mes passado o Cazuá abriu uma nova filial, um novo terreiro em Portugal, no Porto, desejamos a todos os camaradas do Cazuá muito sucesso nas terras lusitanas!

Tive a oportunidade de participar do 1º aniversário do Cazuá e aconselho vivamente aos camaradas, visitantes e leitores do Portal Capoeira a participarem deste evento comandado pelo carismático e competente Pernalonga.

O Cazuá esta localizado em Bremen, Alemanha, uma cidade maravilhosa e muito amistosa, que nesta época do ano tem um clima muito agradável. Vale a pena salientar a beleza das construções antigas e do rio que corta a cidade, a culinária eclética e a hospitalidade dos moradores, o que nos incentiva ainda mais a conhecer o CAZUÁ da família Irmãos Guerreiros e vivenciar fantásticos e produtivos contatos com a nossa arte "mãe" e com profissionais competentes e responsáveis.

Fica a dica de ótima capoeiragem, vadiação e alegria garantida!!!

Luciano Milani

DIA 16 de outubro Cazuá vai esta em festa mais um vez comemorando mais um aniversário

Desta vez receberá mestre Marrom para vadiar na varanda do Cazuá

Também como convidado, mestre Camaleão, contra mestre Dorado e Murah Soares  (Danca Afro).

Contra mestre Perna convida a todos para vadiar no Cazuá festa garantida muito samba de roda e vadiacao .

www.capoeira-angola-bremen.de