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Espanha: A Experiência Pedagógica da Capoeira

Centro de Estudos Brasileiros oferece um espaço para estudantes de doutorado brasileiros expostos à comunidade universitária e seus projetos de pesquisa.

Dentro desta área, próxima sexta-feira, 18 de novembro apresenta o seminário “A experiênciametodológica e pedagógica a arte da Capoeira em escolas públicas e privadas na cidade de Salvador de Bahia, Brasil“, de Jorge Odilon Daltro de Góes.

A capoeira é uma arte interdisciplinar que inclui várias educacionais, culturais, artes marciais e esportes. A arte da capoeira é história, filosofia de vida, música, dança, jogo, luta, ritmo, educação, cultura é a arte de brincar com nossos corpos no tempo e no espaço, não só do ponto de vista de habilidades motoras, mas a contextualização de sua própria identidadehistórica.

O seminário tem como objetivo discutir as bases históricas e ideológicas que fundamentam a arte da capoeira como educação formal, a partir da análise do processo de integração desse fenômeno no contexto escolar. Odilon Góes é advogado, professor e mestre da arte da capoeira, criador da técnica Hidrocapoeira.

programa

Perspectiva histórica comparativa, política e educação eo direito de propriedade pela Universidade de Salamanca.

A entrada é gratuita

Seminario: La experiencia pedagógica de la Capoeira

 

 

Lugar: Palacio de Maldonado-Plaza de San Benito, 1Fechas/Horarios 18/11/2011 – 18/11/2011 12:00

Organiza: Centro de Estudios Brasileños

Contenido: El Centro de Estudios Brasileños ofrece un espacio para que los doctorandos brasileños expongan a la comunidad universitaria sus investigaciones y proyectos. Dentro de ese ámbito, el próximo viernes, 18 de noviembre, se presenta el seminario “La experiencia metodológica y pedagógica del arte de la Capoeira en centros de enseñanza públicos y privados en la ciudad de Salvador de Bahia-Brasil”, impartido por Odilon Jorge Daltro de Góes. La capoiera es un arte interdisciplinar que incluye varios aspectos educativos, culturales, marciales, deportivos y artísticos. El arte de la capoeira es historia, filosofía de vida, música, danza, juego, lucha, ritmo, educación, cultura… es el arte de jugar con nuestro cuerpo en el tiempo y en el espacio, no sólo desde el punto de vista de la psicomotricidad, sino de la contextualización de su propia identidad histórica. El objetivo del seminario es discutir las bases históricas e ideológicas que fundamentan el arte de la capoeira como educación no formal, a partir del análisis del proceso de inserción de este fenómeno en el contexto escolar. Odilon Góes es Abogado, Profesor y maestro del arte de la capoeira, creador de la técnica Hidrocapoeira. Doctorando del programa Perspectivas Históricas Comparadas, la Política y la Educación y Derecho patrimonial” por la USAL. La entrada es libre hasta completar el aforo.

 

Correo: egambi@usal.es

Fax:Teléfono: 923 29 48 25

Persona: Esther Gambi

 


Estadual de Capoeira define equipe capixaba para o Campeonato Brasileiro

Disputado no último fim de semana, em Vitória, o 13º Campeonato Estadual de Capoeira reuniu cerca de 360 capoeiristas, nos Ginásios Jones Santos Neves e Jayme Navarro de Carvalho, na sede da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Sesport), em Bento Ferreira, Vitória. Além de apontar os melhores na modalidade no Espírito Santo, a competição serviu de base para convocação da equipe que representará o Estado, no 13º Campeonato Brasileiro, que acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de setembro, em Campo Grande (MS).

Em dois dias de competição, atletas de 15 municípios “duelaram” em busca de vagas para o torneio nacional. Ao todo, 29 capoeiristas foram convocados para representar o Estado no Centro-Oeste.

Na disputa por equipes, o título ficou com a Associação de Capoeira Aliança, de Vitória, com 18 medalhas, sendo 15 de ouro e três de prata. A equipe da capital somou ao todo 435 pontos, seguido da Associação Nossa União Capoeira, com 179 pontos e a Associação Capoeira São Salvador, com 142.

Vista como uma dança, a capoeira quer ser reconhecida como esporte de alto rendimento. Por isso, os duelos do Estadual desse ano serviram como uma espécie de laboratório para modalidade. Em vez de avaliar detalhes como vestimentas, por exemplo, os árbitros foram orientados a valorizar aspectos táticos e físicos ligados à luta.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação da Sesport
(27) 9901-9914
(27) 3235-7192

Site: www.sesport.es.gov.br

Microprojetos Mais Cultura Mais oito cidades realizam oficinas sobre o edital

Representantes do Ministério da Cultura (MinC) estarão nesta semana em Roraima, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins para dar prosseguimento às oficinas Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal. Esta é uma oportunidade para jovens, artistas, grupos artísticos e produtores culturais terem conhecimento de como apresentar projetos e concorrer ao edital inédito que destina R$ 13,8 milhões para financiar projetos culturais da região amazônica.

As oficinas serão ministradas nas cidades de Rorainópolis e Boa Vista, em Roraima; Peritoró e Viana, no Maranhão; Rondonópolis, no Mato Grosso; e nos municípios de Gurupi, Araguaína e Augustinópolis, no Tocantins.

O prazo final para o envio de projetos é o dia 11 de junho (veja o edital). As inscrições são gratuitas e podem participar pessoas físicas com idade superior ou igual a 18 anos completos e pessoas jurídicas sem fins lucrativos que desenvolvam projetos socioculturais nas seguintes áreas: artes visuais, artes cênicas, música, literatura, audiovisual, artesanato, cultura afrobrasileira, cultura popular, cultura indígena, design, moda e artes integradas (ações que não se enquadrem nas áreas anteriores ou que contemplem mais de uma área artística na mesma proposta).

Os projetos devem ser enviados pelo correio para o seguinte endereço:  Programa Mais Cultura – Ação Microprojetos Amazônia Legal, Coordenação de Difusão Cultural da Funarte – Brasília, Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 02, CEP 70.070-350, Brasília, DF.

Microprojetos Mais Cultura

Esta é a segunda edição do Microprojetos Mais Cultura. A primeira, executada em 2009, financiou 1.200 projetos da região do semiárido com valores entre 1 e 30 salários mínimos. Em 2010, o teto por projeto foi ampliado para 35 salários mínimos, a fim de atender o “custo amazônico”. A ampliação de recursos visa amenizar as dificuldades de logística e infraestrutura da região, o que encarece a circulação de bens, serviços e produtos culturais.

Outra novidade do Microprojetos para Amazônia Legal é a possibilidade de inscrição oral de projetos. A medida visa facilitar e democratizar o acesso ao edital. Serão aceitas inscrições gravadas em meio digital ou fica cassete.

Oficinas desta semana:

Roraima:
25/05 – Rorainópolis, das 9h às 13h – Local a confirmar (oficineiro: Pedro Domingues)
27/05 – Boa Vista, das 9h às 13h – SEBRAE de Boa Vista (oficineiro: Pedro Domingues)

Maranhão:
24/05 – Peritoró (oficineiro: Selma Santiago)
25/05 – Viana (oficineiro: Selma Santiago)

Mato Grosso:
29/05 – Rondonópolis, das 8h às 12h – Auditório do Centro Cultural José Sobrinho (oficineiro: Pedro Domingues)

Tocantins:
26/05 – Gurupí, das 14h às 18h – Centro Cultural Mauro Cunha (oficineiro: Alberdan Batista)
28/05 – Araguaína, das 14h às 18h – Espaço Cultural Agnaldo Borges Pinto (oficineiro: Alberdan Batista)
29/05 – Augustinópolis, horário e local não confirmado (oficineiro: Alberdan Batista)

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: identidadecultural@cultura.gov.br

Acesse: www.cultura.gov.br/sid

Nosso Blog: blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural

Nosso Twitter: twitter.com/diversidademinc

II Encontro da Confraria Carioca de Capoeira

A CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA (C.C.C.)

Convida todos para o seu 2º Encontro no dia 15 de maio (Sábado) na Universidade Veiga de Almeida , na Rua Ibituruna, 108 bairro maracanã – ás 15 hs haverá uma palestra ( A GUARDA NEGRA DA PRINCESA ISABEL ) e logo após Roda de Capoeira.

Haverá tambem uma feira de troca de material , se voce tem material para trocar como Livros, Dvd, Cd, Revistas, Materia de Jornais para trocar leve para o encontro e aumente sua Biblioteca e sua Cultura.

A Confraria apresentará se novos Menbros Mestres Bocka, Boneco, Abano, Mamute etc.

Contamos Com sua presença pela união da Capoeira do Rio de janeiro.

A necessidade de manter o respeito aos fundamentos, o compromisso e seriedade com a Capoeira. A história da capoeira no Rio de Janeiro passa a ser vista com mais credibilidade quando há forças, de companheiros com o compromisso da nossa CAPOEIRA. Respeitar as diferenças , humildade, união e seriedade com a capoeira. Isto é a CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – (C.C.C.)

FUNDADORES:

EDVALDO BAIANO – MARTINS – KING – MONTANA – GEGÊ – COLUMA – ARERÊ – HULK E BURGUÊS.

O COLEGIADO DA C.C.C

São Paulo: III Encontro Nacional Zungu Capoeira

Juntos em São Paulo os Mestres: Ananias, João Grande, Bigo e Russo no bairro do Bixiga

Dias 1, 2, 3 e 4 de outubro acontecerá um grande evento de capoeira em Sao Paulo, mais precisamente no Bexiga.

A Escola Cultural Zungu Capoeira está promovendo seu Terceiro Encontro.

Depois de muitos e muitos anos, Mestre João Grande virá a Sao Paulo, para a alegria da capoeira da capital paulistana. Junto com ele, neste evento, teremos a presença do Mestre Ananias, nossa referência para a capoeira de Sao Paulo. Além destes grandes mestres, o encontro terá também a presença de Mestre Russo de Caxias, que fará uma palestra e uma exibiçao do filme O ZELADOR, de Mestre Bigo (Francisco 45 de Pastinha), grande amigo do Zungu e presença constante na casa, Mestre Plinio comandando o afoxé e a visita mais que especial dos nossos parceiros da Comunidade do Jongo do Tamandaré (Guaratinguetá).

A Escola Cultural Zungu Capoeira está localizada no Bexiga (Bela Vista) e tem um trabalho social forte e reconhecido na regiao. É um Pontinho de Cultura do Ministério da Cultura e tem entre seus parceiros a Casa Mestre Ananias, o Instituto AfroReligioso Ilê Axé Yiá Oxum e a Creche Sao Francisco de Assis. Os alunos desse trabalho social serao o destaque da programação em uma apresentação cultural no Teatro do Colégio Assunção.

Endereço do Zungu: Rua Almirante Marques Leao, 787 – Bela Vista (proximo Metro Brigadeiro).

Telefone: (11) 23081306

 

Mais informações http://zungucapoeira.blogspot.com/

RESISTIR OU AVANÇAR?

A capoeira, desde o seu início no Brasil,  sempre representou um ponto de referência de um povo que trazia imensa bagagem cultural de sua terra natal. As circunstâncias adversas fizeram-no desenvolver estratégias para amenizar este contexto e garantir a sobrevivência, tendo em vista a situação de opressão em que viveu durante o jugo escravocrata.

Entendemos que a capoeira fez parte de um processo de resistência dos negros escravizados no Brasil e que esta dinâmica também se estendeu a diversas outras áreas da vida social, como na arte, na religião, nos folguedos na culinária, etc. Em outras palavras, era imperativo aos negros não apenas lutarem pela sua liberdade e preservarem suas vidas; era preciso também cultivar diversas faces de sua cultura ancestral para se contraporem à diáspora, à opressão e ao cativeiro em terras brasileiras. 

A capoeira vista como arte, luta, musicalidade ou lazer é parte da dinâmica cotidiana das manifestações afro-brasileira, pois ela surge de um conjunto de características pré-existentes nas culturas das comunidades africanas, como as danças, rituais, música, jogos, além de ser uma forma de fazer frente às injustiças e a violência social e física e, a partir da sua prática, criar novas formas de existência. 

Ela, juntamente com as demais manifestações afro-brasileiras, ajudou na construção de uma identidade para um povo que a todo o momento tinha muitas de suas expressões culturais reprimidas e depreciadas. O mesmo acontecia com seus preceitos religiosos, vistos por muitos, ainda hoje, como feitiçaria, bruxaria ou culto satânico. Assim, a prática da capoeira se confunde com a história da resistência dos negros escravizados no Brasil.

Resistência, porém, é uma palavra muito abrangente cujo sentido depende objetivamente do ponto de vista de quem a usa. Em referência à escravidão, os historiadores utilizaram o termo para denominar as atitudes dos escravos que tiveram o objetivo de fazer frente ao sistema opressor, que os transformava em vil mercadoria. 

De uma maneira geral, resistência quer dizer oposição, obstáculo ou disposição para suportar com firmeza e determinação o que lhe é imposto. A resistência se dá por um indivíduo ou grupo que visa sobreviver, não ceder, agüentar da melhor forma possível o sofrimento, as dificuldades, as imposições e tudo aquilo que não privilegia a autonomia da independência do ser humano. O termo, que adquire muitas conotações, também pode significar negação aos valores ou comportamentos impostos e preservar a vida em condições adversas de existência. 

Porém, o atributo fundamental do homem que resiste é a possibilidade de criar diversos caminhos e alternativas para desenvolver relações humanas que priorizem a busca da sua felicidade e a diminuição do sofrimento, através da união solidária com os demais membros do grupo. Neste sentido, a capoeira, o candomblé, a culinária e a musicalidade, historicamente, cumpriram o papel de preservar a identidade e manter uma unidade étnica frente a uma sociedade cujo sistema econômico oprimia todo um povo. 

Com base nestas colocações, aqui cabe um questionamento sobre a adequação do uso do termo resistência em relação à capoeira, nos dias de hoje. A capoeira é um símbolo brasileiro que está presente e aceito em todas as partes do mundo, que atinge todas as camadas sociais, todas as faixas etárias e gêneros, que é livre para acontecer nas ruas, praças, escolas, hotéis, universidades e academias. Logo, pergunto, quem se opõe a ela? A capoeira resiste a que? 

Afirmo, então, que a capoeira teve um passado de resistência e tem um presente que representa a vanguarda na conquista de espaços sociais. Penso que a sua prática está muito mais avançada do que o discurso que se faz em seu nome, sobre suas necessidades e desafios. Este discurso, anacrônico em sua essência, ainda fala em resistência, enquanto a prática da capoeira, muito mais além, já está alcançando o seu lugar ao sol em todo o mundo. Ao pensar assim, elaboro alguns questionamentos:

  • Até quando existirá a retórica de resistir e não, progredir, avançar, marcar presença, ampliar seu raio de ação?
  • Para que serve à capoeira falar em resistência?
  • Em que isto melhora a prática desta arte?
  • A quem interessa este discurso, vazio em significados, sem sintonia com a prática e com a realidade? Certamente não à capoeira.

Embora falando de coisas diferentes, quero estabelecer uma comparação entre a capoeira e o esporte. Sou professor de Educação Física e durante toda a minha vida ouvi falar que o esporte afasta o jovem das drogas, que o esporte educa, que o esporte é bom… Porém, eu digo que a atividade esportiva não é boa nem é má; o esporte é o esporte. Quem faz o diferencial é o professor. Ele sim é que pode ser um mau ou um bom professor, afastar os jovens das drogas, educar, dar uma nova perspectiva de vida usando o esporte como instrumento de mudança e educação.

Acredito que com a capoeira aconteça assim também: a capoeira é a capoeira, não é boa nem má. Quem faz o diferencial, quem educa, quem dá novas chances e oportunidades de vida são os mestres e professores desta arte. A capoeira é um instrumento valioso, de grande potencial nas mãos destes homens e mulheres porque carrega dentro de si diversas possibilidades de arte, música, canto, lazer, e luta, dentre outras. A prática é o meio para a assimilação de idéias, de conceitos e discursos, daí a importância do comprometimento de quem ensina.

Quero ver a capoeira sempre ampliando seus horizontes. Como professor, gostaria de ver a capoeira oferecida nas escolas públicas e particulares, a partir do ensino fundamental e ensinada por quem sabe, por quem carrega a herança ancestral, pelos detentores legítimos do conhecimento que falam em vadiação, amizade, respeito. Acredito na capoeira lúdica, não na perspectiva do espetáculo, da capoeira luta, mas não agressiva, da capoeira companheira, não da falta de respeito ao próximo que lhe empresta seu corpo na roda para que com ele possa aprender, como infelizmente ainda acontece.

Quem faz a diferença na vida de uma pessoa, orienta, educa, afasta das drogas e da violência, são pessoas como o Mestre Curió e tantos outros nomes da velha guarda e da nova geração independente estilos e de gênero.

Quero concluir esta fala deixando um questionamento para reflexão: Resistir ou avançar?

A importância das cadeiras no desenvolvimento do golpe de vista e na segurança do jogo de capoeira

Dedicado a Guanais e Lemos, que me fizeram aprender o mecanismo de perda de consciência, desmaio, pela hipertensão intracraniana por compressão das veias jugulares no colar-de-força.[1]

Mestre Pastinha escreveu:

2.2.31 – …”eu não enventei[2]“…

… “eu não enventei;”…

…”eu vi e achei bom”…

… “e aprendi no circo[3] de cadeiras,”…

… “para aprender o jogo de dentro…”
(77a,11-b13)

… Nós todos vimos…

… achamos bom…

… aprendemos com os mais velhos!

… Pastinha acentua a importância…

… da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira…

… os antigos mestres usavam obstáculos…

…. círculo de cadeiras…

… mesas…

… ou de ambos…

… para desenvolver a agilidade…

… e “golpe de vista”

.. indispensáveis à pratica da capoeira…

… especialmente no jogo de dentro..

… que simula a luta com arma branca!

HerPast p.77

Pastinha sabiamente acentua importância da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira e afirma que os antigos MESTRES usavam obstáculos periféricos, circundantes, circunvizinhos…

círculos de cadeiras

mesas …

luzes apagadas…

como usávamos eu e Guamais[4] em nossos treinos secretos…

olhos vendados, além das luzes apagadas…

como fazíamos eu e Jose Sobrinho “Zezinho” em nossos treinos de Judô!

ou ambos meios…

Para desenvolver as percepções extra-sensoriais como em Ioga e Artes Marciais!

Esta referência de Vicente Ferreira Pastinha ao uso de seu Mestre das cadeiras para delimitar a área de movimento ou jogo e assim desenvolver a noção de localização espacial durante o preparo técnico do capoeirista é muito importante por que revela preocupação desde os tempos antigos com a localização espacial do capoeirista dentro do ambiente do jogo.

Desta maneira o capoeirista desenvolve um sexto – sentido e adquire noção e domínio do espaço restrito de jogo, perde o medo de se aproximar do parceiro-adversário, especialmente útil no jogo-de-dentro, e extremamente importante na criação de oportunidades de contra-ataque e ou bloqueio do uso de arma-branca, seja faca, punhal, estoque, facão, navalha, tesoura ou mesmo guarda-chuva, borduna, sombrinha, cadeira, banco, cacete, cassetete, quiçá garrafa de vidro ou panela.

Reflexo utilíssimo no corpo-a-corpo, na prevenção de impacto sobre os assistentes ou circundantes e origem da sensação de coragem, segurança, autodomínio, autoestima, calma e autoconfiança tão característica do capoeirista.

O treino individual cercado por 4, 6 ou 8 cadeiras simulando outros tantos adversários aperfeiçoa o sentido de localização espacial, avaliação de distância e golpe-vista, extremamente importantes no jogo, na luta, no trabalho, no transito e no cotidiano.

Nos anos quarenta (do século passado…), depois das aulas e treinos currículo, Bimba me entregava a chave para abrir a Academia no dia seguinte às 5 horas da manhã e o nosso grupo (Guanais, cabo Néri, Lemos) para um treino de briga (vale-tudo) em ambiente fechado com cacetes e armas-brancas[5].

Treino com luz apagada, cadeiras, mesas e bancos espalhados aleatoriamente pela sala, grupo de 3 amigos íntimos…

testados pelo Tempo…

verdadeiros…

confiáveis reciprocamente,

grupo excelente para aperfeiçoamento dos reflexos de esquiva e contra-ataque…

sem acidentes… nem incidentes

pelo dominância da esquiva sobre o ataque…

sem soltar golpes a esmo…

E a lembrança de Hector Caribé a recomendar…

A saída de salto mortal para trás..

Pela janela…

Quando acuado contra a parede…

Sem outra saída…

No andar térreo…

Naturalmente!

Lembrando também…

Os treinos de Judô como Zezinho Sobrinho para adivinhar o que outro iria fazer…

Sem a proteção do tatami

No chão de cimento do pátio da casa de

Olhos vendados…

Sem lâmpadas acesas…

E Um sempre percebia…

O que o Outro ia fazer

Era o SEXTO-SENTIDO!


 

[1] Quando eu acordava já estava deitado no chão e aprendi a sacudir o corpo e jogar o agarrador à distância… Quanta saudade, amigos!

[2] Inventei

[3] Circulo

[4] Filho de índios, meu colega de curso ginasial, órfão de pai. Deixou de estudar para trabalhar para educar os seus irmãos mais jovens. dentre os quais destaco o docente de medicina Dr. Sócrates Guanais um dos fundadores do Hospital Cardio-Pulmonar. Grande homem! Maior e Melhor Amigo! Grande Professor!

[5] Navalhas, punhais, estoques, facas e facões.

Mestre Oscar Niemeyer e a Capoeira em geral

Governo, regional e local, com apoio da sociedade, percebendo a genialidade de Antonio Gaudi, deu carta branca para ele criar em Barcelona. Pois muito bem, boa parte do charme da cidade e, consequentemente, do seu sempre crescente fluxo turístico, deve-se ao extraordinário talento do arquiteto catalão.
 
Em 1992, Barcelona sediou uma Olimpíada. Planejamento exemplar, execução ainda melhor. A abertura dos jogos ficou e ficará para sempre na história das olimpíadas. E nem será preciso lembrar o espetáculo a parte dado pelo “Dream Team” com seus superastros Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird…
 
Para efeito desse artigo, entretanto, quero lembrar como esses dois momentos – Gaudi e olimpíada – uniram-se para fortalecer, engrandecer e, sobretudo, urbanizar a já extraordinária – pela própria história – cidade de Barcelona.
 
E, em função dessa lembrança, dessa constatação, partindo do princípio que temos também, com cores próprias, brasileiras, o nosso Gaudi, e tendo em vista a escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar o Pan-Americano, por que a cidade – governo e sociedade – não deu carta-branca ao extraordinário arquiteto Oscar Niemeyer para ‘arquitetar’ o grande evento? Arquitetar totalmente, todas, absolutamente todas as construções que estão sendo feitas para esse tão importante e prazeroso evento internacional!?

Contribuição que, a meu ver, deveria começar pela criação do logotipo. Com todo respeito pelo responsável pelo desenho já escolhido, mestre Niemeyer, com base nas femininas e sensuais curvas da topografia do Rio, teria criado um símbolo que viraria febre de consumo entre os atletas e assistentes do Pan. Entraria, com destaque, para a galeria do melhores logotipos de eventos olímpicos. Assim como, entraria para história da arquitetura mundial, a minicidade que Niemeyer criaria para o Pan Rio 2007. O logotipo aprovado não é ruim, mas, convenhamos, não pode ser considerado a ‘cara’ do Rio. Não sendo possível deixar de registrar a semelhança, certamente involuntária, entre o símbolo do Pan Rio e alguns quadros historicamente consagrados. Não apenas o famoso Birds on Blue, de Henri Matisse, mas vários outros, como a coleção de pássaros azuis de Georges Braque.
 

Logotipo Pan RIO Logotipo Pan RIO 

   

E o que tudo isso tem a ver com a Capoeira? Há décadas venho sugerindo aos governos a construção de um Memorial da Capoeiragem no Rio de Janeiro (que incluiria museu, biblioteca, oficinas, exposições, debates etc). Ninguém melhor do que Oscar Niemeyer para fazer esse projeto.
 
Definitivamente, o Carioca está perdendo qualidade, até para gostar de sua própria cidade, por sinal, apesar de tudo, ainda maravilhosa.
 
Em pouco tempo, a famosa piada vai trocar de cidade: “o melhor de Niterói não será mais a vista do Rio de Janeiro”, e sim, o “melhor do Rio será a vista do extraordinário Museu de Arte Contemporânea de Niterói”. Feito por quem?
 
Logotipo Pan RIODe maneira mais pessoal, e pretensiosa também, andei pensando em explorar o talento de Niemeyer. Tudo por ‘culpa’ de dois livros que acabo de terminar: 1. A quarta edição do livreto “Capoeira no Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo”, e 2. O meu primeiro romance – “Marraio Feridô Sô Rei”. Para esse último, pensei em procurar o grande arquiteto e, simplesmente, pedir que fizesse a capa. Prevaleceu o bom senso e preferi me socorrer da Texto & Imagem que, através da capista Sisa Resende, saiu-se admiravelmente bem da missão, Como pode ser comprovado pelas ilustrações aqui inseridas.
 
 

Logotipo Pan RIO

 
Capoeira em Geral
 
Adentremos, pois, mais a fundo e novamente, nesse mundo encantado da Capoeiragem.
 
1. Coisas Nossas # 1

 
De mestre Berg, que está no cordel recém-publicado, recebo convite para assistir, no Teatro Rival, Rio, a peça Coisas Nossas. Com tratamento vip garantido, tratei de convidar toda a família e mais um casal americano de jornalistas. Ao chegar descobri que nossas mesas, especialmente reservadas, estavam ocupadas por uma meninada. São ‘coisas nossas’ pensei, com bom humor, demos meia volta e voltamos para a casa. Nada a falar ou escrever, portanto e infelizmente, do espetáculo em grande parte, suponho, calcado na Capoeiragem. O que não afeta em nada minha admiração pelo trabalho que o doutorando mestre Berg vem realizando, tanto assim que, dia 13 de maio, estaremos em sua casa, em Pilares, participando de grande festa. Até porque Pilares faz parte do meu livro “Marraio Ferido Sô Rei”. Isso se eu sobreviver ao almoço que meu primo Nei promoverá dia 12, marcando seus 65 anos de sucesso no mundo. Afinal, se em Barcelona 92 havia um Dream Team do basquetebol, na festa do Nei, podem apostar, haverá um Dream Team da fina música popular carioca. Que mestre Nei me perdoe essa americanada de Dream Team entrando no pagode.
 
2. Coisas Nossas # 2
 
Na qualidade de mestre em Administração Pública reajo mais fortemente do que seria normal, quando vejo alguma coisa, administrativamente raciocinando, fora do lugar. Como por exemplo, o princípio da publicidade sendo ignorado.
 
Vai daí que, ao receber e-mail sobre um concurso público, na UFDRJ, para o cargo de professor de capoeira, que estaria sendo feito sem o necessário ritual administrativo, respondi com veemência: Está errado, reaja, reclame, faça valer seus direitos (o remetente, estava entendendo eu,  era candidato potencial ao cargo).
 

Logotipo Pan RIOOntem, entretanto, um domingo ainda de sol (29 de abril), encontro casualmente na praia o Professor Augusto José Fascio Lopes (foto), chefe do Departamento de Lutas, da Faculdade de Educação Física, da UFRJ. O professor, mais conhecido como mestre Baiano Anzol, de modo firme e sereno, tratou de passar detalhes fundamentais a respeito do tal concurso: Todo ritual previsto em lei e regulamentos internos da Universidade foi rigorosamente cumprido, tivemos oito candidatos, entre eles os mestre Hulk e Ephrain, saiu vencedora mestre Rufatto, que também tem mestrado em Educação Física.
 

Ainda firme e sereno, e, sobretudo, com muita ética, o Professor lembrou que a quantia de R$ 30 mil, que a Petrobrás depositou na conta particular do então responsável Centro de Memória Artur Emídio estava causando certo mal-estar, até por que sua devolução estaria agora dependendo de inventário. Situação que, somada à reportagem recentemente publicada sobre a aplicação de verbas públicas em programas sócio-esportivos (visando a exclusão social…), vai colocando em cheque a maestria gerencial de alguns mestres de capoeira.
 
Encerro aqui essa discussão deixando claro que não esperava que o e-mail que enviei – e causou o desconforto – tivesse sido colocado na Internet. Como se sabe, fora do contexto em que é colocado originalmente, qualquer frase ou depoimento pode perder sentido ou ficar com sentido demais.
 
Conheço mestre Anzol há muito tempo, salvo engano, em 1971 e poucos, saímos na Capoeira da Mangueira, discutimos muito e sempre. Se há alguma chance de briga será em função da nova apresentação que apresento na quarta edição do meu cordel. Mas, espero que não, que ele mantenha o convite que sempre faz (mas jamais efetiva) de voltar a beber alguns copos da famosa bebida inventada por mestre Bimba – “mulher barbada” – que Anzol sabe fazer como ninguém.
 
Termino parabenizando a mestra vencedora e, ao mesmo tempo, lamentando a vida do professor, inclusive universitário, no Brasil. Ouvi certa vez, não tive oportunidade de comprovar, que no Japão, a única classe profissional dispensada de fazer reverência ao imperador é justamente a classe dos professores. Sabedoria oriental, sem professor não há o amanhã. De repente, parece ser isso mesmo que alguns poderosos querem: falência total da educação.
 

Fonte: http://www.forumvirtual.com.br/capoeira.htm 

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A importância das cadeiras no desenvolvimento do golpe de vista e na segurança do jogo de capoeira

Em homenagem as pessoas que doam seu tempo… sua vida… e sua obra para o mundo…. para a capoeira…
 

Mais uma matéria especial escolhida pela equipe Portal Capoeira em comemoração ao 1º aniversário do site, a materia indicada foi retirada do site: Capoeira da Bahia, sob a responsabilidade de Angelo Augusto Decanio, o nosso querido Mestre Decanio, figura impar, cidadão dedicado que tive o prazer de conhecer e poder olhar dentro de seus olhos… Personalidade forte, cativante contagia a todos em sua volta com sua enorme sabedoria, presença de espírito e inteligência, médico e amigo íntimo de "BIMBA", Mestre Decanio é fonte de energia e conhecimento para todo e qualquer capoeirista, exemplo de vida e dedicação a humanidade.
 
Fica a dica para uma visita ao site: Capoeira da Bahia – www.capoeiradabahia.lmilani.com para ler os maravilhosos textos e ter acesso a uma enorme quantidade de informação de qualidade disponibilizadas pelo Mestre Decanio cujo lema de vida é: "A Capoeira é uma escola de CIDADANIA".
 
Luciano Milani



Dedicado a Guanais e Lemos, que me fizeram aprender o mecanismo de perda de consciência, desmaio, pela hipertensão intracraniana por compressão das veias jugulares no colar-de-força.
[1]

Mestre Pastinha escreveu:

2.2.31 – …"eu não enventei[2]"…

… "eu não enventei;”…

…”eu vi e achei bom”…

… “e aprendi no circo[3] de cadeiras,”…

… “para aprender o jogo de dentro…"
(77a,11-b13)

… Nós todos vimos…

… achamos bom…

… aprendemos com os mais velhos!
 

… Pastinha acentua a importância…

… da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira…

… os antigos mestres usavam obstáculos…

…. círculo de cadeiras…

…  mesas…

… ou de ambos…

… para desenvolver a agilidade…

… e “golpe de vista”

.. indispensáveis à pratica da capoeira…

… especialmente no jogo de dentro..

… que simula a luta com arma branca!

 

Herança de Pastinha p.77

 

Pastinha sabiamente acentua importância da proximidade entre os parceiros no jogo de capoeira e afirma que os antigos MESTRES usavam obstáculos periféricos, circundantes, circunvizinhos…

círculos de cadeiras

mesas …

luzes apagadas…

como usávamos eu e Guamais[4] em nossos treinos secretos…

 

olhos vendados, além  das luzes apagadas…

como fazíamos eu e Jose Sobrinho “Zezinho” em nossos treinos de Judô!

ou ambos meios…

Para desenvolver as percepções extra-sensoriais como em Ioga e Artes Marciais!

Esta referência de Vicente Ferreira Pastinha ao uso de seu Mestre das cadeiras para delimitar a área de movimento ou jogo e assim desenvolver a noção de localização espacial durante o preparo técnico do capoeirista é muito importante por que revela preocupação desde os tempos antigos com a localização espacial do capoeirista dentro do ambiente do jogo.

Desta maneira o capoeirista desenvolve um sexto – sentido e adquire noção e domínio do espaço restrito de jogo, perde o medo de se aproximar do parceiro-adversário, especialmente útil no jogo-de-dentro, e extremamente importante na criação de oportunidades de contra-ataque e ou bloqueio do uso de arma-branca, seja faca, punhal, estoque, facão, navalha, tesoura ou mesmo guarda-chuva, borduna, sombrinha, cadeira, banco, cacete, cassetete, quiçá garrafa de vidro ou panela.

 Reflexo utilíssimo no corpo-a-corpo, na prevenção de impacto sobre os assistentes ou circundantes e origem da sensação de coragem, segurança, autodomínio, autoestima, calma e autoconfiança tão característica do capoeirista.

O treino individual cercado por 4, 6 ou 8 cadeiras simulando outros tantos adversários aperfeiçoa o sentido de localização espacial, avaliação de distância e golpe-vista, extremamente importantes no jogo, na luta, no trabalho, no transito e no cotidiano.

Nos anos quarenta (do século passado…), depois das aulas e treinos currículo, Bimba me entregava a chave para abrir a Academia no dia seguinte às 5 horas da manhã e o nosso grupo (Guanais, cabo Néri, Lemos) para um treino de briga (vale-tudo) em ambiente fechado com cacetes e armas-brancas[5].

Treino com luz  apagada, cadeiras, mesas e bancos espalhados aleatoriamente pela sala, grupo de 3 amigos íntimos…

testados pelo Tempo…

verdadeiros…

confiáveis reciprocamente,

grupo excelente para aperfeiçoamento dos reflexos de esquiva e contra-ataque…

sem acidentes… nem incidentes

pelo dominância da esquiva sobre o ataque…

sem soltar golpes a esmo…

E a lembrança de Hector Caribé a recomendar…

A saída de salto mortal para trás..

Pela janela…

Quando acuado contra a parede…

Sem outra saída…

No andar térreo…

Naturalmente!

 

 Lembrando também…

Os treinos de Judô como Zezinho Sobrinho para adivinhar o que outro iria fazer…

Sem a proteção do tatami

No chão de cimento do pátio da casa de

Olhos vendados…

Sem lâmpadas acesas…

E Um sempre percebia…

O que o Outro ia fazer

 

Era o SEXTO-SENTIDO!


[1] Quando eu acordava já estava deitado no chão e aprendi a sacudir o corpo e jogar o agarrador à distância… Quanta saudade, amigos!

[2] Inventei

[3] Circulo

[4] Filho de índios, meu colega de curso ginasial, órfão de pai. Deixou de estudar para trabalhar para educar os seus irmãos mais jovens. dentre os quais destaco o docente de medicina Dr. Sócrates Guanais um dos fundadores do Hospital Cardio-Pulmonar. Grande homem! Maior e Melhor Amigo! Grande Professor!

[5] Navalhas, punhais, estoques, facas e facões.