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Associação Brasileira de Capoeira Angola articula pensão para antigos mestres de capoeira

Diretores da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola – serão recebidos nesta terça feira, dia 31, na Assembléia Legislativa da Bahia, pelo deputado estadual Yulo Oiticica, do PT, com uma longa trajetória de defesa da dignidade das classes populares. Será o início da luta pela pensão vitalícia dos antigos mestres de capoeira 

Guardiões da tradição desta cultura ancestral, muitos mestres são reverenciados mas têm dificuldades concretas de sobrevivência, depois de toda uma vida dedicada à cultura popular afro-brasileira. O Plano de Salvaguarda da Capoeira, elaborado pelo governo federal por ocasião do registro da capoeira como patrimônio imaterial brasileiro, prevê o reconhecimento do notório saber dos antigos mestres e a concessão de um plano de previdência especial para os mesmos. Entretanto, nada foi feito até então em âmbito federal. Pernambuco é o estado pioneiro com a criação da Lei do Registro do Patrimônio Vivo (Lei nº 12.196/02), seguido por Alagoas e Ceará.

Dentre os diretores da entidade, estarão presentes os mestres Virgilio, Nô, Boca Rica e Caboré, além dos capoeiristas e jornalistas Lucia Correia Lima e Paulo Magalhães. O principal objetivo da reunião é entregar ao deputado documentos com subsídios para a criação da Lei de Registro do Patrimônio Vivo na Bahia.

 

Casa de Tradição

A ABCA foi criada em 1987 por mestres como João Pequeno, Paulo dos Anjos, Nô, Ferrerinha, Renê e Curió, dentre outros, com o objetivo de contribuir para a preservação dos fundamentos da capoeira tradicional baiana. Hoje a entidade está vivenciando um profundo processo de renovação e preparando novos projetos. A capoeira angola está sendo praticada hoje em todos os continentes, criando um mercado de trabalho de difícil mensuração e levando ao mundo uma visão positiva do Brasil; vem ainda expandindo a língua portuguesa e trazendo ao país visitantes de todo o mundo, para o desenvolvimento do turismo cultural e étnico.

A ABCA estará focando seus esforços nesta busca de justiça e reconhecimento de todos os mestres da sabedoria popular, no berço da cultura que é a Bahia. “Angola: capoeira mãe”, repetem os mestres da associação, que se prepara para iniciar também em sua sede, na Rua Gregório de Matos, curso de inglês para capoeiristas e moradores do Pelourinho; a criação de uma escola superior de capoeira angola; sua transformação em um ponto de encontro nacional e internacional de capoeiristas, com reforma da loja, criação de biblioteca e videoteca, além de um arquivo de fotos e histórias dos mestres que compõem este patrimônio.

Lucia Correia Lima – DRT 1046

Paulo Magalhães – DRT 11.374

 

Na Semana da Consciência Negra, Quilombolas é tema de programa ao vivo e interativo

Na semana da Consciência Negra, o Sala de Convidados, do Canal Saúde/Fiocruz, debate ao vivo a situação das comunidades Quilombolas, terça (18), às 13h. Apesar de protegidos por lei, mais da metade ainda não conseguiu a propriedade da terra. Esse é apenas o primeiro problema. Falta também: água encanada, saneamento básico, escola e transporte públicos, energia elétrica… O que fazer para evitar que as novas gerações tenham de enfrentar todas essas adversidades? Participe ao vivo.

Conheça Saracura, um dos 244 Quilombolas do Pará. Localizado à uma hora de Santarém, é a casa de mais de 130 famílias, que tiram do rio Tapajós o seu sustento. E acompanhe como foi o 1º Encontro Estadual da Juventude Quilombola do Rio de Janeiro, realizado em outubro.

Participe: Assista na Embratel, NBR ou WEB (www.canalsaude.fiocruz.br) e dê sua opinião no chat ou pelo telefone 0800-701-8122. Antecipe suas perguntas pelo e-mail canal@fiocruz.br.

 Na Semana da Consciência Negra, Quilombolas é tema de programa ao vivo e interativo

Quilombolas – As comunidades quilombolas, formadas por remanescentes de quilombos, são grupos étnicos, predominantemente constituídos pela população negra rural ou urbana, que se autodefinem a partir das relações com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias. Os territórios quilombolas tiveram seu primeiro reconhecimento com a Constituição Federal de 1988. No Brasil, existem mais de 2.500 comunidades quilombolas. Menos da metade oficialmente registrada. Boa parte delas não oferece condições básicas de sobrevivência.

Sala de Convidados – Na internet, acesse , clique na TV com a inscrição “ao vivo” e participe a partir do chat associado à transmissão. Se preferir, antecipe suas perguntas: canal@fiocruz.br. No caso da televisão, é necessária uma antena parabólica conectada ao aparelho. Pela Embratel, o programa será veiculado na freqüência do Canal Saúde (polarização horizontal 3.930 Ghz ou 1.220 Mhz). Para saber como sintonizar a NBR em sua cidade, acesse http://www.radiobras.gov.br/nbr/cidadesnbr_2004.htm ou http://www.radiobras.gov.br/estati-co/tv_nbr_sintonize.htm. A Sala de Convidados é apresentado por Renato Farias.

Canal Saúde/Fiocruz : Quilombolas: sonho e realidade. A conquista da terra ainda é o maior desafio. Conheça as outras prioridades

Terça (18), às 13h, ao vivo na NBR ou em www.canalsaude.fiocruz.br. Acesse e participe

Assessoria de Comunicação – Canal Saúde/Fiocruz

Marcelo de Castro Neves

(21) 2598-2703 / 2598-2472 / 2560-6818 / 0800-701-8122 / ascom@fiocruz.br
Canal Saúde/Fiocruz

Levando educação em saúde e cidadania para todo o Brasil

Homenagem: Mestre Canjiquinha: “A Alegria da Capoeira”

Homenagem Portal Capoeira

"A Capoeira é alegria, é encanto, é segredo"

Em homenagem à Washington Bruno da Silva (Mestre Canjiquinha), o Portal Capoeira exalta o Mestre, propondo a toda comunidade capoeirística "A ALEGRIA NA CAPOEIRA"

Um mês dedicado a Vida e Obra deste Grande Homem e Mestre de Capoeira.

Dia 25 de Setembro, Canjiquinha iria completar 82 anos, se estivesse "fisicamente vivo"…

Washington Bruno da Silva, nasceu em Salvador (BA), em 25 de Setembro de 1925, filho de D. Amália Maria da Conceição. Aprendeu Capoeira com Antônio Raimundo – o legendário Mestre Aberrê. Iniciou-se na Capoeira em 1935, na Baixa do Tubo, no Matatu Pequeno. "No banheiro do finado Otaviano" (um banheiro público). Filho de lavadeira, Mestre Canjiquinha foi sapateiro, entregador de marmita, mecanógrafo. Dentre outras atividades foi também jogador de futebol (goleiro) do Ypiranga Esporte Clube, além de cantor de boleros nas noites soteropolitanas.

 

Leia mais sobre o Mestre Canjiquinha…

Outras Referências Importantes:

Documento Histórico: Canjiquinha a Alegria da Capoeira

Videos: Aula de Mestre Canjiquinha – 1ª Parte e 2ª Parte

Galeria de Videos:

Mestre Canjiquinha: Circo Voador, Rio de Janeiro, 1984

Entrevista curta com o Mestre Canjiquinha

Capoeira em cena – Mestre Canjiquinha

Na semana de 25 de Setembro, vamos todos formar uma grande roda… Vadiar em homenagem ao Mestre e celebrar os 82 anos de sua "Vida e Alegria para a Capoeira"

É assim que devemos ver… apesar de não estar neste plano, ele continua vivo, na essência da própria Capoeira!!!

Sugestão do Portal Capoeira: Na caixa de Pesquisa do site (localizada na parte superior esquerda) digite: Mestre Canjiquinha e na próxima tela selecione o campo "todas as palavras"

Lagoa Santa: “Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz”

Muito mais do que um encontro de "capoeiras" o IV Encontro Cultura de Raiz – “Lapinha – Museu Vivo no Mês da Abolição” vem com uma proposta de revalorização e resgate cultural e ambiental, tendo como enfaze  a capoeira cidadã, como diria Mestre Decanio: "A capoeira é uma escola de cidadania"… (Cito trecho da matéria: "…valorizar a cultura popular e regional é o grande instrumento para a formação de cidadãos comprometidos com as questões sociais…)
Luciano Milani
NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA DE MAIO LAGOA SANTA
VALORIZARÁ AS ORIGENS DE SUA CULTURA
ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO PROMOVE
4º LAPINHA – MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO.

 
 
Entre os dias 25 a 27 de maio Lagoa Santa será palco para a valorização e divulgação da cultura popular e da história do mineiro e do povo brasileiro: vem aí a quarta edição do "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz". São três dias de práticas culturais que acontecem no centro de Lagoa Santa (no Teatro de Arena da Praça Dr. Lund) e na Lapinha (Igreja Nossa Senhora do Rosário e Gruta da Lapinha). Assim as crianças e jovens de escolas públicas da cidade, as associações comunitárias ligadas a estes alunos e o público em geral terão acesso à práticas gratuitas de aulas capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental. A atração deste ano está no resgate do trabalho de Mestre Virgílio (de Ilheus, BA), bem como o encontro e vivência com mestres da cultura popular como a capoeira angola, dança afro, Candombe (D. Mercês, do Açude- Serra do Cipó), os reinados de congo de Nossa Senhora do Rosário e os participantes do boi da manta. Com uma programação eclética formada por shows de reggae, rap, samba e exibição de videos, o "Lapinha Museu Vivo" já foi apreciado por mais de 5mil pessoas e vêm provando que valorizar a cultura popular e regional é o grande instrumento para a formação de cidadãos comprometidos com as questões sociais. O "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz" foi idealizado e realizado em 2004 pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa) através da coordenação geral do Mestre João Bosco, por meio de seu núcleo Irmandade Atores da Pândega, em Lagoa Santa, coordenado pelo treinél Gersino Alves e desde 2006 conta com o apoio institucional da Prefeitura de Lagoa Santa, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.
 
O QUE ACONTECE NO LAPINHA MUSEU VIVO
 
O encontro visa a valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro através do intercâmbio cultural promovido com a troca de experiências dos grandes mestres de tradição oral. Assim o evento tem trazido para Minas grandes mestres da capoeira angola, como os baianos e alunos diretos de Mestre Pastinha, Gildo Alfinete e Boca Rica (representantes da Associação Brasileira de Capoeira Angola) e João Pequeno (Academia João Pequeno de Pastinha, guardião da Capoeira Angola neste século), para trocarem experiências e saberes com outros mestres da capoeira angola de manifestações culturais do Estado, como dona Mercês, do Candombe e dona Isabel, Rainha Conga de Minas Gerais, do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.
 
Nesta quarta edição do evento o mestre convidado será Virgílio de Ilhéus/BA e mestres de outras culturas populares de raiz como o Candombe e o Reinado. José Virgílio dos Santos, mais conhecido como Mestre Virgílio, 73 anos, é o mais antigo representante da velha guarda da capoeira angola de Ilhéus. Iniciado na capoeiragem aos 9 anos de idade por Mestre Caranha, aprendeu o jogo com velhos angoleiros como os mestres Chico da Onça, Claudemiro, Álvaro, Elíscio, João Valença e Barreto. Na década de 50 foi formado Contra-Mestre por Mestre João Grande, que morou alguns anos na região, sendo conhecido como João Bate-Estaca. Mestre Virgílio foi fundador e primeiro presidente da União de Capoeiristas do Sul da Bahia – UCASUB, tendo renunciado ao cargo por divergências quanto à condução da entidade. Atualmente coordena a Associação de Capoeira Angola Mucumbo e dá aulas de capoeira angola em Olivença e no Teatro Municipal de Ilhéus. Em breve o Grupo estará lançando um cd com 20 composições sobre a capoeira
 
ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO/ MESTRE JOÃO BOSCO CONVIDA:
MESTRE VIRGÍLIO (ILHÉUS/BA)
MESTRE MARCIO ALEXANDRE (BH)
MESTRE CABELLO (ITACARÉ/BA)
MESTRES DO MANG – MOVIMENTO ANGOLEIRO DE BELO HORIZONTE
 
QUEM SOMOS
 
A Acesa realiza em Belo Horizonte desde 1993 trabalhos de formação nas áreas de capoeira angola, dança afro, percussão e teatro com atividades nas 15 frentes de trabalho (Centro, Vila Acaba Mundo, Morro do Cascalho, Santa Tereza, Barro Preto, Pampulha, Santa Luzia, Jardim Canadá, Contagem, Betim, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Codisburgo, Ribeirão das Neves e Coronel Fabriciano), atendendo mais de 300 alunos.
 
"LAPINHA MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO: 4º ENCONTRO DE CULTURA DE RAIZ"
 
PROGRAMAÇÃO
 
Sexta – dia 25, às 17h
Local – Lagoa Santa (Praça Dr Lund)
Programação: Grande roda de Capoeira Angola e shows : Banda Agbara (reggae), Cia Primitiva de Arte Negra (dança afro) e Apologia X (rap).
 
Sábado – dia 26, a partir das 8h
Local: Gruta da Lapinha
08h às 12h – Oficinas de capoeira angola, dança afro, percussão, educação ambiental, argila, máscara de gesso, pães e alimentação integral e produção audiovisual.
14h às 16h – Mesa Redonda: "Não nego meu Natural: meio ambiente, cultura de raiz e educação". Convidados: Mestre João Angoleiro (BH /MG),Mestre Virgílio (Ilhéus- BA), D.Isabel (Rainha da guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio), Representante Comunidade do Açude, representantes das secretarias municipais de educação e cultura.
16h cortejo de tambores Namastê (Santa Luzia) e Boi da Manta (Irmandade dos Atores da Pandêga – Lagoa Santa)
Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário/ Lapinha, a partir das 18h
Mostra de vídeo: Prata da Casa – vídeos sobre cultura e educação
20h – Show com D.Elisa (Velha Guarda do Samba)
21h – Festival de dança afro: Kandoá (Serra do Cipó), Núcleo Flor do Cascalho, Cia Baobá Arte Africana e Afro-Brasileira, Núcleo do Nacional, Namastê (Santa Luzia), Projeto Querubins e Cia Primitiva
22h – Shows: Aidê Acustico, Os Plantas e Samba de Roda
 
Domingo – dia 27/05 a partir das 8h
Local: Igreja Nossa Senhora do Rosário/Lapinha
Apresentação da Guarda de Congado da Lapinha
Grande roda de capoeira angola
Shows: Candombe do Açude e Matição
Oficina de Auto-Educação Vitalícia: alimentação como fonte de saúde. 
 
SERVIÇO:
 
Evento: "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: 4º Encontro de Cultura de Raiz"
DATA: 25 a 27 de maio em Lagoa Santa
Local: Praça Central de Lagoa Santa (Dr. Lund), Gruta da Lapinha e Igreja Nossa Senhora do Rosário/Lapinha.
Realização: Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa)
Inscrição: Sede da Acesa em BH – Rua da Bahia, 570 – 12º andar – Belo Horizonte/MG ou Site  – www.eusouangoleiro.org.br
VALOR R$ 35,00 (TRINTA CINCO REAIS) (03 DIAS COM DIREITO ALIMENTAÇÃO, OFICINAS, CAMPING E SHOWS) . VALOR R$ 50,00 (CINQUENTA REAIS) INSCRIÇÃO + CAMISA
Sede da Acesa em Lagoa Santa
Rua Melo Viana,420 B. Várzea – Lagoa Santa irmandadedapandega@hotmail.com museuvivo2005@yahoo.com.br
INFORMAÇÕES: (31) 9297-1582
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
CAREM ABREU (JP 5871/MG) 9751-6869/ 9297-1592 E JÚNIA BERTOLINO (0011097/MG) – (31) 99176762/3467-6762.
 
AGUARDAMOS TODOS LÁ. JUNIA BERTOLINO (31) 99176762.
 
http://www.eusouangoleiro.org.br
 
Fonte: Rod@ Virtual – Mestre Jeronimo

Entrevista Especial: Mestre Ananias

O Portal Capoeira, através do camarada Minhoca, Uirapuru Assessoria Cultural e a Associação Cultural Cachuera , tem o enorme prazer de trazer esta entrevista especial com o Mestre Ananias, e convida-lo para a gravação de seu CD vol II com seu grupo de Samba de Roda "Garoa do Recôncavo". A gravação será realizada ao vivo, em duas apresentações e com venda de ingressos limitados, uma vez que se trata de um registro. Pretende-se manter a autenticidade do samba de roda portanto a participação da comunidade é fundamental. Todos são convidados especiais para esse momento importante da cultura afro-baiana na capital paulistana.

Para maiores detalhes sobre o Projeto Documental de Mestre Ananias, clique aqui.

Mestre Ananias é um dos icones da Capoeira em São Paulo, com seus 81 anos, Mestre Ananias é a síntese da herança africana do povo brasileiro. Vive a Capoeira, o Samba e o Candomblé sem dissociá-los, esclarecendo no seu comportamento questões sobre a ancestralidade do nosso povo. Nascido no ano de 1924, em São Félix, região do Recôncavo Baiano cuja fertilidade cultural merece estudo aprofundado. Absorve o contexto no qual está imerso e na metade do século XX vem para São Paulo a convite de produtores do teatro paulistano. Trabalha com Plínio Marcos, Solano Trindade e outras personalidades, em todos os teatros da cidade. Em 1953, ano de sua chegada, Mestre Ananias funda a roda de capoeira mais tradicional de São Paulo, a Roda da Praça da República. Essa ganha força com a chegada de seus conterrâneos e nesse ínterim a capoeira exerce de fato um dos seus principais fundamentos, integrar à sociedade, classes desfavorecidas frente às imposições e preconceitos raciais e sociais.

 
Nome (completo): Ananias Ferreira
Data de nascimento: 01/12/1924
– O que é capoeira, mestre?
 
Capoeira pra mim é saúde, um esporte pra home, no modo de fala!! tem que ter coragem, se comportar, aceitá um beliscão, não é só bate, porque hoje é assim… Nós temos saúde de ferro, tem nego que fala que é dança, pra mim é a dança da morte, a capoeira mata sorrindo, um cumprimento é gorpe, rapaz!!! É tudo na minha vida, se não fosse a capoeira eu não estava com a idade que estou.
 
– Como o senhor começou (e quando) com capoeira (sua história)?

Desde os 14 anos, é a idade pra sentir a capoeira na pele, antes disso não tem noção de nada, não entende “patavida”, essa é a idade que dá pra começar contar história, que comecei a ficar esperto. To no meio disso desde pequenininho, sou de São Félix / Cachoeira
 
– O que o senhor pode dizer sobre quem que te ensinou?

Juvêncio estivador, ele era o mestre, fazia capoeira na beira do cais de São Félix, no Varre Estrada, nas festas da Igreja de São Deus Menino e Senhor São Félix. A roda era formada com João de Zazá, os irmãos Toy e Roxinho, Alvelino e Santos dois irmãos também de Muritiba, Caial, Estevão capoeira perversa, esse era vigia da fábrica de charuto (“Letialvi”) e tanta gente que… Traíra e Café de Cachoeira… Ninguém ensinava, mas o mestre mesmo era o Juvêncio, todo mundo se reunia e pronto, não tinha esse negócio de procurar um mestre. Depois, quando fui pra Salvador, lá sim, cheguei na roda do Pastinha em 1940 mais ou menos. Eu morava na Liberdade, na rua XIII e nos domingos ia assistir a roda do Mestre Waldemar e comecei a freqüentar. Nas 4ª feiras tinha treino e domingo era a roda para apresentar para o povo, os americanos que iam lá ver nosso trabalho. Formava com o Dorival (irmão do Mestre Waldemar) Maré, Caiçara, Zacaria, Bom Cabelo, Nagé, Onça Preta, Bugalho e Mucunge tocador de berimbau. Na capital comecei melhorar meu berimbau e jogo com o falecido Waldemar, com o tempo recebi o posto de Contra Mestre do Waldemar, um teste rigoroso com os mestres.
Canjica foi grande capoeirista, sambista, cantador, ritmista, o home era completo, fiz show com ele aqui em São Paulo, conheci ele na Bahia e depois aqui, joguei capoeira junto dele sempre fora, fazendo show, não na academia não, e peguei meu diploma com ele, na época antiga não tinha esse negócio de diploma não.
 
– Quem eram seus exemplos quando o senhor começou praticar capoeira?

Nagé e Onça Preta era bonito, jogo bailado, dando risada, fazendo macaquice, muito bonito… já os outros era mais duro. Maré e Traíra também tinha jogo muito bonito, Bom Cabelo e Zacarias, agora o Waldemar era o Mestre né, bom demais, era bom em tudo. Caiçara, Caiçara era endiabrado e Dorival, quando se encontravam, hum!! Eram inimigos dentro da roda, o jogo era brabo, já fora não sei…
 
– O que o senhor acha mais importante para ser um bom capoeirista?

Tem que se dedicar para saber de tudo na capoeira, dos instrumentos ao jogo e sabe ensina também, tem muita coisa pra frente, não é só também bate um instrumento não, tem muita coisa…
 
– O que e o diferença entre o capoeira antigamente e a capoeira agora?

Muita diferença… quer comparar a capoeira da antiga com a descarada de hoje em dia…hum! Hoje nessa vagareza, vamu por um pouco mais de lenha, sentando no chão… por isso desclassificam a capoeira de angola, tem que ser em cima e em baixo, jogo vivo. E mais viu… Tão inventando moda, a capoeira é do mundo, ela é do mundo não tem dono não, querem ganhar dinheiro em cima dos trouxas. O ritmo era vivo, as notas explicadinhas, hoje em dia é uma tristeza, não dá pra entende viu.
 
– E o samba Mestre, com quem o senhor aprendeu!?

Lá com os velhos na Bahia, nos candomblés, nas rodas de samba, fazia a capoeira e depois o samba particularmente. Meu pai principalmente, fazia qualquer negócio, era o home do samba junto dos seus cumpadres violeiros, com pandeiro junto, e eu tava no meio aí aprendi.
 
– E o grupo “Garoa do Recôncavo”, onde surgiu!?

Ta muito bom, formei entre eu e meus alunos, primeiro veio a capoeira, depois juntei com os meninos aí pegou no breu, todo mundo ta aplaudindo e daqui pra melhor, tem que melhorar né e agente chega lá. Esse samba que agente faz é antigo, eu era menino quando aprendi, é o samba duro lá do Recôncavo… E o Cd, com as graças de Deus vai ser bom, ta ficando bom

 
– O que o senhor quer ensinar aos seus discípulos?

Tudo o que está dentro de mim, para ensinar aos meus alunos, depende da boa vontade deles né, mas ninguém quer nada com nada e eu quero meu cantinho de volta, é a casa de todos nós, onde todo mundo vem e gosta, mas até agora… tá todo mundo cobrando nosso espaço de volta
 
– Onde estará a capoeira em 20 anos?

Depende dos mestres né, por que do jeito que vai, essa anarquia, principalmente em praça pública, só pensam em valentia, vamu pensar melhor, ó o futuro aí…
 
– O senhor tem uma cantiga da Capoeira que o senhor prefere ou gosto muito de cantar?

Todas elas, são iguais, todas boas

 
– O que o senhor gosta de fazer fora da capoeira?

Candomblé, como ogâ das entidades, so pintado, raspado e catulado, à disposição dos orixás, mas… também ta tudo modificado, até as entidades estão modificadas, os cantos…
 
-Talvez o senhor possa nos contar mais sobre o seu grupo

Nosso grupo tá ótimo, o que falta é um espaço né, mas dependo de vocês, uma andorinha só não faz verão, vamos se junta, muita ciumera em cima de mim, um diz isso, outro aquilo, é um “disse-me disse miseravi”.

Mais informações no fone 11 5072 65 79

 

Outras Matérias relacionadas ao Mestre:
 

Lapinha – Lagoa Santa/MG: Mestre João Pequeno & III Encontro Cultura de Raiz

Muito mais do que um encontro de "capoeiras" o III Encontro Cultura de Raiz – “Lapinha – Museu Vivo no Mês da Abolição” vem com uma proposta de revalorização e resgate cultural e ambiental, tendo como enfaze  a capoeira cidadã, como diria Mestre Decanio: "A capoeira é uma escola de cidadania"… (Cito trecho da matéria: "…enfatiza o caráter educativo da Capoeira Angola enquanto elemento de ligação e identificação da criança, jovem ou adulto com o seu meio, consigo mesmo e com os outros.)
 Luciano Milani

III Encontro Cultura de Raiz – “Lapinha – Museu Vivo no Mês da Abolição” da Associação Cultural “Eu Sou Angoleiro”. 
 
A Associação Cultural “EU SOU ANGOLEIRO” (Belo  Horizonte) , fundada pelo Mestre João Bosco Alves, há quinze anos, vem somar-se ao grupo IRMANDADE DOS ATORES DA PÂNDEGA, há sete anos (Lagoa Santa), formado por atores, dançarinos  e capoeiristas da cidade, no intuito de proporcionar à comunidade local e aos visitantes da Lapinha lazer, entretenimento e cultura.  Para  isto, promoverá III Encontro Cultura de Raiz – “Lapinha, Museu Vivo no Mês da Abolição – ,  em  Lagoa  Santa,  nos  dias 26, 27 e 28 de maio de 2006 apresentando   diversas  oficinas, palestras discutindo a  importância  do patrimônio   Material (Gruta  da  Lapinha) e  imaterial (grupos  culturais) e  a  importância  da  Capoeira  Angola, contando com a presença do ícone na tradição Angola, Mestre João Pequeno, no seminário “Menino quem foi seu Mestre?”
 
NOS DIAS 26, 27 E 28/05 SERÃO TRÊS DIAS DE INTERVENÇÕES CULTURAIS COM DIVERSAS ATIVIDADES E CUJA ABERTURA SERÁ NA PRAÇA DR. LUND, PRINCIPAL PRAÇA DA CIDADE ÀS 18:00H, DIA 26/05 (SEXTA-FEIRA) ABERTURA COM A RODA DE CAPOEIRA ANGOLA E APRESENTAÇÕES CULTURAIS: SHOWS DE SAMBA CANÇÃO, LÉO MARQUES(CANDOMBE DE MATO DO TIÇÃO) BANDA THC DE REGGAE COM PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DO MESTRE RAS CIRO LIMA (SALVADOR/BA), COMPANHIA PRIMITIVA DE ARTE NEGRA.S NOS DIAS 27 E 28/05 AS ATIVIDADES ACONTECEM NA  LAPINHA  A  PARTIR  DAS  8:00H E ACONTECERAM DIVERSOS SHOWS E OFICINAS.
 
A proposta do projeto “Lapinha, Museu Vivo”  busca o reconhecimento e a valorização do patrimônio material que é a Gruta da Lapinha em conjunto com os saberes culturais da comunidade da Lapinha em Lagoa Santa/MG, que constituem patrimônio imaterial. O Museu Vivo 2005 enfatiza o caráter educativo da Capoeira Angola enquanto elemento de ligação e identificação da criança, jovem ou adulto com o seu meio, consigo mesmo e com os outros.
 
O EVENTO OFERECE ESTRUTURA DE  CAMPING  E   A  TAXA  PARA  PARTICIPAR  DO  EVENTO  NOS  TRÊS DIAS É DE R$ 35,00  PARA  CAPOEIRISTAS  E  OS  INTERESSADOS. ESSA TAXA INCLUI  OFICINAS, ALIMENTAÇÃO, CAMPING PARA  MONTAR  A  BARRACA E  UMA   CAMISA.
 
MESTRE JOÃO PEQUENO /ACADEMIA DE JOÃO PEQUENO DE PASTINHA (Salvador/BA)
 
João Pereira dos Santos é baiano e aos 89 anos é um dos discípulos mais antigo de Mestre Pastinha em atividade atualmente na Capoeira Angola. Ele é o tronco maior da capoeira de onde brotam todos os galhos, folhas, frutos e sementes da capoeiragem mundial. Representa o senhor da estrada baixa (jogo no chão), da humildade, herdeiro direto dos ensinamentos de Mestre pastinha e do ex-escravo angolano Benedito, pai de todos na roda de capoeira.Criada em 02 de maio de 1982 a Academia de João Pequeno de Pastinha foi um marco para difusão e ensinamentos da linha do Mestre Pastinha, representando luta, tradição, memória e resistência. Conquistada a partir da demanda histórica da população baiana, influenciando mais tarde na reativação do Centro Esportivo de Capoeira Angola criado por Pastinha em 1955. João pequeno permanece com atividades há mais de 20 anos no Forte de Santo Antônio. Em Minas, recebeu em 2003 da Universidade federal de Uberlândia o título de Doutor Honoris Causa, devido a preservação e ensinamento da Capoeira Angola no Brasil e no mundo.
 
SERVIÇO:
III Encontro Cultura de Raiz – “Lapinha – Museu Vivo no Mês da Abolição” da Associação Cultural “Eu Sou Angoleiro”
26, 27 e 28/05 – LAGOA SANTA/MG
26/05 -Abertura será na Praça Dr. Lund, principal praça da cidade às 18:00H
27 e 28/05 As atividades acontecem na  Lapinha  a  partir  das  8:00H. 
 
Inscrições  e  Informações
 
SEDE DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO – Rua da Bahia, 570 – 12 andar – Centro – Belo Horizonte/MG 
       INFORMAÇÕES:
 
Ana Cecília Assis (31) 91720909/ (31) 3681 3354
Sandra Vilela (31) 9952 7672
Escritório (31) 3681 1113
irmandadedapandega@hotmail.com  
 
Assessoria de comunicação :
Júnia  Bertolino (31) 9917-6762
Carem Abreu 031-97516869
Luan Gomide (031- 9639-2615).
 
Fonte: Rod@ Virtual – Mestre Jeronimo

Evento Berim Brasil Ao Vivo!!!

Super Novidade… Confira!!!


Estimado Camarada,

O Capoeira Berim Brasil na Pessoa do C. Mestre Wellington tem o grande prazer de convidar você e seus alunos para assistir ao vivo o evento cultural do BERIM BRASIL–SP.  = Dia: 05/11/2005 – Horário:16h00
 

 
O 1º evento de capoeira a ser transmitido ao vivo pela internet!!!

Show para gravação do DVD/CD promocional de Mestre Lourimbau

O espetáculo será realizado no Teatro Sesi Rio Vermelho nos dias 20 e 27 de Outubro, a partir das 21hs.
 
Lourimbau
é músico, cantor, compositor e artesão. Desenvolveu uma técnica de composição musical que extrapola o caráter monocórdico do berimbau, fundindo-o ao jazz. As canções da sua autoria e cantadas pela sua própria voz, são apoiadas por um trio de guitarra e baixo jazzisticas, sendo o toque diferencial – além do berimbau como lead-instrument – a substituição da tradicional bateria do jazz pelo poderoso set percussivo, tão comum às raízes afro-baianas.
 
Os melhores percussionistas do cenário nacional, tais como Carlinhos Brown, Naná Vasconcelos e Ramiro Mussoto, utilizam os instrumentos de autoria de Lourimbau como ferramenta de trabalho nas suas turnês, sendo considerado pelos entendidos como o verdadeiro " Lutier " do instrumento no Brasil.
 
No final da década de 80, é convidado por produtores estrangeiros e embarca com um grupo de artistas baianos rumo a Suiça e Alemanha. Depois veio o convite do Goethe-Institut para participar do grupo Pata-Masters, onde músicos baianos e alemães, num processo de work in progress, realizaram o projeto Pata-Bahia, com direito a disco e programa de TV. Das 12 faixas do CD, 3 são da sua autoria. Em 2001, Lourimbau foi convidado por Marcos Suzano para abrir o seu show e o de Luís Melodia no Sesc Pompéia em São Paulo.
 
O Show intitulado Mestre Lourimbau terá como objetivo o registro ao vivo em áudio e vídeo dos espetáculos, originando a posteriori dois produtos : CD e DVD que visam a promoção e divulgação do trabalho do artista no mercado nacional e internacional.
 
Além de Lourimbau no berimbau e voz, acompanhando o artista estarão os músicos Ivan Bastos ( baixo ), Paulo Mutti ( Guitarras ) e Giba Conceição ( Percussão ). O projeto do CD e DVD Mestre Lourimbau é uma realização conjunta da Procria Comunicação e DocDoma Filmes com a colaboração de Ivan Huol e Rodrigo Alzueta contando também com o apoio cultural do Teatro do Sesi Rio Vermelho.
 
Evento: Mestre Lourimbau. Show para gravação do DVD ao vivo.
 
Local: Teatro Sesi – Rio Vermelho Data: 20/10 e 27/10
 
Horário: A partir das 21 h
 
Preço: R$ 10 (Inteira) R$ 5 ( Meia)
 
Maiores Informações: João Rodrigo Mattos – 8818 1696
 
Daniel Rangel – 8867-2276
 
Bau Carvalho – 8849 – 1636