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Ginga Porto

OBJECTIVOS

Difundir, valorizar e divulgar a Capoeira como meio de cultura popular, promover a integração social e o lazer entre alunos.Respeitar os costumes e tradições numa dimensão crítica e reflexiva, conscientizando a população da importância da Capoeira como instrumento de Educação e Cultura.

PROGRAMAÇÂO

Quinta-Feira (8 de Maio) – Apresentação de Puxada de Rede. Roda de capoeira que marca o inicio do XIX Encontro Internacional de Capoeira, Praça da Ribeira do Porto – Porto das 20 ás 22 horas

Sexta-Feira (9 de Maio) – Roda de capoeira com todos os convidados, Estação da Refer de São Bento – Porto das 20 ás 22 horas.

Sábado (10 de Maio) – Junta de Freguesia do Bonfim (Campo 24 de Agosto, em frente ao metro do Campo 24 de Agosto)10:00 ás 18.30 hrs – Oficinas de Capoeira, Palestra  e Rodas de Capoeira . 
20:00 – Roda de capoeira que marca o encerramento do 3ºdia do XIX Encontro Internacional de Capoeira, Praça da Ribeira do Porto – Porto das 20 ás 22 horas

Domingo (11 de Maio) – Junta de Freguesia do Bonfim (Campo 24 de Agosto, em frente ao metro do Campo 24 de Agosto)10:00– Roda de capoeira que marca o início do último dia do XIX Encontro Internacional de Capoeira, Praça da Ribeira do Porto – Porto das 10 ás 12 horas
15:00  – XIX Batizado e Troca de Graduações, na Junta de Freguesia do Bonfim . 
19:00  – Festa de Encerramento do XIX Encontro Internacional de Capoeira – Guindalense  – Escadas dos Guindais.

CONVIDADOS

Mestres: Barão, Nilson, Magôo, Caramúru, PernaLonga e Nagô.

Contramestres: Marcha-Lenta, Papagaio, Milani e Fantasma.

Professores: Pelé, Stress e Canela-Seca.

HISTÓRIA

Associação de capoeira Lagoa da Saudade foi fundada em 1987 pelo Mestre Barão em Santos, Brasil, onde ainda mantem as suas raízes. Em 1995 vem para Portugal e fundou o Grupo, já tendo realizado XVIII Encontros internacionais de capoeira. É em Portugal que em 1996, José Cláudio dos Santos, Mestre Barão, recebe sua graduação de Mestre de Capoeira pelos seus Mestres presentes: Mestre Corisco (fundador do Grupo ASCAB) e Mestre Bandeira (fundador do Grupo Arte de Gingar –Só Capoeira)

 

* Julio Pedro Ribeiro – PIU – Associação de capoeira Lagoa da Saudade

Livro Macaco Beleza e o massacre do Tabuão

Frederico José de Abreu, um dos mais conceituados e importante pesquisador/historiador da Cultura Afro Brasileira em especial da nossa capoeiragem, autor de “O Barracão do mestre Waldemar” e “Capoeiras: Bahia, século XIX”, duas das obras mais conhecidas da literatura sobre a Capoeira, acaba de lançar um novo livro intitulado: Macaco Beleza e o massacre do Tabuão. Com certeza uma ótima dica de leitura e presença obrigatória nas prateleiras das bibliotecas e acervos de todo capoeirista. Segue o release enviado pelo autor

 

Manuel Benício dos Passos, vulgo Macaco Beleza, foi um capoeirista baiano que se destacou no final do século XIX, tornando-se uma figura importante, principalmente por ter se intrometido e provocado vários conflitos de rua, que se deram em Salvador, entre monarquistas e republicanos, às vesperas da Proclamação da República.

Tipo de rua, abolicionista militante, monarquista convicto, Macaco Beleza teve contatos com Rui Barbosa, Conde d’Eu e outros personagens importantes da História do Brasil da época. Ele defendeu de corpo e alma a monarquia e tornou-se um dedicado admirador da princesa Isabel. E, por isso, foi um dos principais membros da Guarda Negra baiana e líder dessa instituição para os conflitos de rua.

Como membro da Guarda Negra organizou o Massacre do Tabuão, quando sua turma surpreendeu os republicanos em passeata, com emboscadas, tendo na ocasião tentado assassinar Silva Jardim, famoso tribuno republicano em campanha política na Bahia, contra a Monarquia.
Os acontecimentos relacionados com esse episódio – O Massacre do Tabuão – revelam muitos aspectos que envolviam a vida dos capoeiras de então, como as arruaças por eles provocados, a lábia e a formas orais de provocação dos conflitos; ligações com o poder e outros aspectos importantes para se compreender a cultura da capoeira da época e dos nossos dias.
Este livro dá continuidade à série Capoeiras, Bahia, século XIX, sendo dessa o segundo volume publicado. O autor, Frederico José de Abreu, é autor de outros livros como Bimba é bamba, o Barracão do Mestre Waldemar, Capoeiras, Bahia, século XIX.

Serviço

Livro: Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão
Escritor: Frederico José de Abreu
Editora: Barabô
ISBN: 978-85-62542-02-2
Tamanho: 12,7cm x 20cm
Páginas: 84 páginas
Ilustrações: Sante Scaldaferri
Fotos: Dadá Jaques
Valor: R$ 20,00 mais despesas postais
Emails: fredeabreu@gamil.com / barabolaroye@yahoo.com.br
Tel: (71) 3266-6092 (pela tarde e noite) / (71) 3136-6709 (pela manhã)

Memorial da Capoeira Pernambucana

” A idéia de um projeto surge de uma percepção, de uma visão – Gil Cavalcanti, o Mestre Gil Velho “

Prezados amigos,

Bem-vindos ao Memorial da Capoeira Pernambucana, uma iniciativa de mestre Gil Velho, patrocinada pelo Ministério da Cultura através do seu programa Capoeira Viva/Petrobras.

O Memorial cumpre a sua meta: não ser apenas um acervo estático, contendo somente o registro da capoeira do passado, e o mapeamento dos personagens da capoeira atual e sua distribuição geográfica; mas, sim, mostrar a força sócio-cultural da capoeira do séc. XIX, nas cidades do Rio de Janeiro e Recife e criar estratégias de resgate desta relação, para os personagens e seus espaços de atuação da capoeira atual.

Desta forma, o Memorial Pernambucano confirma sua intenção de desenvolver uma estratégia, através do uso da capoeira como vetor sócio perceptivo; criando ações que venham estruturar programas de inclusão sócio cultural, nos espaços que a capoeira está inserida.

Em síntese: a proposta deste projeto, ressalta a riqueza e a singularidade da cultura de um determinado contexto sócio cultural, ao se direcionar para construção da capoeira baseado nas informações da memória genética do indivíduo.Com isto, abre-se a possibilidade, através de seus ritmos sócio culturais, de resgate dos hábitos e valores das comunidades locais integradas na sociedade contemporânea. Desta forma, estimula o elo entre ações culturais e ações inclusivas sócio ecológicas, ao por em foco; registros que têm como essência a valorização da sobrevivência dessas comunidades ligadas a seus valores e a suas perspectivas identitária e territoriais.

O levantamento dos registros e interpretação feita pelo projeto, sobre a capoeira pernambucana do séc. XIX é um grande subsídio ao processo de inventário do pedido de registro da Capoeira como Patrimônio Imaterial Brasileiro e em simultâneo é, também, um grande subsídio para criação do Centro de Referências da Capoeira pernambucana, virtual e de caráter transdisciplinar e multimídia, com o objetivo de abrigar produções científicas, acadêmicas e audiovisuais, dentre outras.

Esta pesquisa, junto aos seminários que foram realizados, subsidiou o planejamento das oficinas sócio-perceptivas ao juntar a comunicação gestual da capoeira aos ritmos sócios culturais pernambucanos, como podemos ver no Link “Ações do Memorial”.

Saudações do mestre Gil Velho e do Memorial da Capoeira Pernambucana.

 

  • Visite o site do Memorial : http://www.memocapoeirapernambucana.com.br

 

Sobre o Memorial

O projeto da criação do Memorial da Capoeira Pernambucana foi desenvolvido, no prazo estabelecido pelo Projeto Capoeira Viva. Memorial cumpriu, a sua meta de não ser um acervo estático, contendo somente o registro da capoeira do passado e o mapeamento dos personagens da capoeira atual e sua distribuição geográfica Mas sim, mostrar a força sócio Cultural da capoeira de Pernambucana do séc. XIX, e criar estratégia de resgate, desta relação, nos personagens e seus espaços de atuação, da capoeira atual.

A meta principal: aproximar a capoeira à realidade sócio cultural pernambucano, como estratégia de maior penetração desta, no contexto sócio cultural, foi o que direcionou projeto E, neste sentido, se complementa a ação do inventário, pois, ao associar, na construção da comunicação gestual da capoeira, elementos do universo rítmico do contexto sócio cultural pernambucano, se atingem as informações da memória genética dos indivíduos. E, com isto, além do resgate do processo e forma que estruturou a capoeira de outrora dos Brabos e Valentões, temos o resgate do indivíduo na percepção de sua participação, na construção de seu contexto sócio cultural.

Desta forma, o projeto do Memorial Pernambucano confirma sua intenção em desenvolver uma estratégia, através do uso da capoeira numa perspectiva sócio perceptiva; criando ações que venham estruturar programas de inclusão sócio cultural, nos espaços que a capoeira está inserida. Foi proposta a criação do Centro Nacional de Referências da Capoeira no Brasil, que será virtual, de caráter multidisciplinar e multimídia, com o objetivo de abrigar produções científicas, acadêmicas e sobre a capoeira.audiovisuais, dentre outras. Espera-se que essa iniciativa possa facilitar consulta de referências existentes .

Capoeiras na Bahia e no Rio do século 19 são tema de encontro

Uma das manifestações mais vigorosas da cultura popular do Rio de Janeiro do final do século XIX, a capoeira será o tema da aula inaugural, nesta terça-feira (2), do curso Conversando com sua História, promovido pela Fundação Pedro Calmon/Secult, às 17h, no auditório do Palácio Rio Branco. Na ocasião, o professor Carlos Eugênio Líbano dará destaque às ocorrências policiais envolvendo a prática da capoeira na província do Rio.

“A tradição da capoeira na Bahia já é um lugar comum nos estudos de cultura no Brasil. Mas estudos sobre a capoeira baiana do século XIX ainda são inexistentes, muito menos versando sobre capoeiristas baianos no Rio de Janeiro deste tempo”, destaca o palestrante.

Atualmente professor adjunto da Ufba, Carlos Eugênio tem doutorado em História Social do Trabalho pela Universidade Estadual de Campinas e experiência na área de História da escravidão africana no Brasil, com ênfase em História urbana.

Fonte: AGECOM

Do lenço de seda à calça de ginástica

Mestre Gil Velho explica as semelhanças e diferenças entre as maltas cariocas e as gangues pernambucanas no século XIX e reflete sobre a perda de personalidade sócio-cultural da capoeira

Ainda hoje, muito se discute sobre as origens da capoeira. Mas as perspectivas do debate estão atreladas aos diversos discursos que vestem sua imagem moderna, a esportiva. Parte-se de idéias construídas, e não de práticas sociais espontâneas.

A capoeira carioca está historicamente imbricada às maltas de capoeiras da cidade e à “filosofia da malandragem carioca” dos anos 1800. A baiana, por sua vez, está ligada à cultura negra baiana e especificamente ao candomblé. No Recife, ela se manifesta nas gangues de rua Brabos e Valentões.

Para analisarmos a essência da capoeira, temos que voltar no tempo e considerar o contexto da realidade sócio-cultural de espaços com registros identitários e territoriais dela. Neste olhar, destacam-se dois loci: Rio de Janeiro e Recife. Estes dois centros urbanos eram, no século XIX, os maiores pontos de comunicação com o resto do mundo, onde mais circulava gente, idéias, comércio. As zonas portuárias permitiam a troca de idéias entre nichos sócio-culturais semelhantes.

No século XIX, diversos movimentos ligados ao universo portuário apresentaram formas de organização identitária e territorial semelhantes. Eram as gangues de rua, movimentos sociais anárquicos que tinham como ponto de conexão o porto.

O Rio de Janeiro era a capital que tinha aberto seu porto. E Recife representava a face revolucionária da colônia, com suas insurreições contra o absolutismo português, como a revolução de 1817, um ensaio para a independência, cinco anos depois.

A capoeira do século XIX, no Rio, com as maltas de capoeira, e em Recife, com as gangues de rua dos Brabos e Valentões, foram movimentos muito semelhantes aos das gangues de savate (boxe francês) em Paris e das maltas de fadistas de Lisboa do século XIX. A semelhança pode ser constatada, por exemplo, no vestuário – lenço de seda no pescoço – ou no instrumental de combate – navalha, porrete, bengala etc. O que mais chama atenção, no entanto, é que os gestuais dessas lutas também são parecidos, ou seja, os golpes usados na aguerrida comunicação gestual eram análogos.

Por outro lado, as perspectivas identitárias e territoriais próprias dão a cada movimento sua sócio-fronteira, com espaços personalizados dos atores em seus próprios contextos sócio-culturais. A capoeira marca sua presença em grupos de sócio-fronteiras a partir de meados do século XIX, no Rio de Janeiro com as maltas e no Recife com as gangues. Nessas cidades, os grupos disputavam os espaços demarcados identitariamente e tinham suas próprias manifestação rítmicas.

Mestre Gil Velho As maltas eram confrarias cujos nomes variavam de acordo com a localidade em que se estabeleciam – seus espaços de sócio-fronteiras. A malta da freguesia de Santana, por exemplo, chamava-se “Cadeira da Senhora”, a de Santa Rita era conhecida como “Três cachos” ou “Flor da Uva”, a do bairro de São Francisco, “dos Franciscanos”, a da Glória, “Flor da Gente”, a da Lapa, “Espada”, e a do Campo da Aclamação era chamada de “Lança” ou “malta de São Jorge”.

Estas maltas dividiam-se em dois grupos (“nações”) rivais: os Nagoas e Guaiamus. Tinham seus sinais característicos e suas saudações típicas, assim como juramento e preces faziam parte de seu ritual. Participavam de todas as manifestações cívicas e festas populares e eram vistas durante as paradas, precedidos pelos caxinguelês (aprendizes), que vinham gingando à frente dos batalhões durantes as paradas.

No Recife, os grupos de capoeira se organizavam de forma semelhante, porém mais atrelados às manifestações rítmicas. As bandas militares foram as primeiras organizações rítmicas absorvidas pelos espaços iniciais de sócio-fronteiras da capoeira. A partir das Bandas do 4º Batalhão de Artilharia e o Hespanha, do Corpo da Guarda Nacional, os grupos criam duas unidades sócio-fronteiriças: O Partido do 4º ou “Banha Cheirosa” e o partido Hespanha ou “Cabeças Secas”.

A partir desta perspectiva identitária territorial, a capoeira pernambucana travou verdadeiras batalhas através de suas pernadas, sua ginga solta, aliadas à bengala, ao porrete, à navalha, à faca etc. Dos espaços rítmicos, o frevo – ritmo proveniente dessas estruturas de bandas e o passo da aguerrida comunicação dos capoeiras – era a última de suas brincadeiras.

A perda da identidade social

A capoeira do século XIX morre com o advento da República, tanto no Rio e como no Recife. Inimiga da capoeira, ela chega com uma proposta de reformas sociais e urbanas, criticando a organização e a expressão popular da sociedade brasileira, principalmente no que diz respeito à mestiçagem étnica e cultural. Sua proposta alternativa seria baseada no modelo cultural europeu republicano e qualquer coisa que estivesse fora desses princípios era desconsiderada.

Sob influência do positivismo europeu, a república introduz mudanças que alteraram a estrutura do espaço cultural carioca. Entre essas, estava a alteração da forma da malha urbana, com a destruição do morro do Castelo e a introdução sobre a nova geoforma de uma estrutura arquitetônica semelhante ao centro da cidade parisiense – largas avenidas, ruas ventiladas e arborizadas. Este processo é associado à imposição de hábitos culturais visando à melhoria da qualidade de vida da cidade, que naquele momento sofria de uma série de males produzidos pelo baixo padrão de infra-estrutura de saneamento.

Essas mudanças alteraram os nichos e a geografia culturais da cidade. Espaços de expressões culturais foram perdidos, desarticulando a forma de organização urbana e quebrando a dinâmica interativa das comunidades que a compunham. Assim, com a alteração de elementos essenciais do contexto social da capoeira, o processo que a personalizava se alterou. Desaparecidas, as maltas são substituídas pela solitária figura do malandro. Malandro é um indivíduo e a malta, um grupo social.

A capoeira das maltas do Rio e dos Brabos do Recife foi desmobilizada em menos de dois anos. Toda uma história de mais de quarenta anos se desfez.

A capoeira esportiva

Quando o universo interpretativo da origem e identidade da capoeira muda, há uma ruptura da capoeira como movimento social. Nasce uma capoeira sem identidade social, construída a partir dos discursos intelectuais, tanto o carioca como o baiano.

A capoeira atual tem toda sua construção relacionada aos discursos nacionalistas do final do século XIX e começo do XX, em duas linhas básicas: a capoeira carioca, com sua “ginástica nacional”, e a baiana, com seu “projeto regional”.

Mestre Gil Velho A ginástica nacional, descrita por Aníbal Burlamaqui em seu livro “Gymnastica Nacional (capoeiragem) Methodizada e Regrada”, herdeira das maltas e da malandragem, é representada por Sinhozinho, que ensina a “capoeira de sinhô” – uma capoeira para briga de rua a partir de 1930, usada por Madame Satã e os malandros da Lapa.

A capoeira regional, de Mestre Bimba, ligada ao candomblé e outras manifestações culturais negras da Bahia, está nos romances e personagens de Jorge Amado: há valentões e desordeiros e também jogadores mais lúdicos, como Samuel Querido-de-Deus.

O discurso da luta regional, auxiliado pela construção do método de Bimba, se estabelece como hegemônico. Talvez a falta de uma origem como movimento social da capoeira em Salvador tenha facilitado a construção desta proposta de capoeira, que chega aos dias de hoje e espalha-se pelo mundo todo.

Mas, fruto de uma construção racionalizada, essa capoeira contemporânea, esportiva, esconde a fragilidade da falta de uma personalidade sócio-cultural.

* Gil Cavalcanti, o Mestre Gil Velho, geógrafo, é coordenador do Projeto Memorial da Capoeira Pernambucana, do Programa Capoeira Viva, do Ministério da Cultura, 2008

 

Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional

 

Saiba mais:

Referências bibliográficas

Capoeira ou frevo? – Vídeo mostra ritmos pernambucanos em sintonia com a capoeira

Centro de Referência da Capoeira Carioca

Espetáculo teatral conta a história da capoeira no Brasil

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jóckey

De 8 de Setembro a 01 de Novembro
Setembro – Sábados e domingos às 18h

Outubro – Quartas e Quintas às 21 h.

Estréia dia 8 de setembro, no Teatro do Jóquei, ÁGUA DE BEBER, o primeiro espetáculo teatral que conta a história da capoeira no Brasil, país que se tornou o maior divulgador e exportador de profissionais desta arte no mundo.

A criação é do diretor, acrobata e capoeirista Cláudio Baltar, que há anos faz minuciosa pesquisa sobre a capoeira. Para realizar Água de Beber, Baltar teve como ponto de partida o livro "Santugri", do jornalista e sociólogo baiano Muniz Sodré, pesquisou jornais brasileiros do final do século XIX e fez entrevistas com mestres e estudiosos da capoeira como Mestre Camisa, o antropólogo Bernardo Conde, a neurologista Dra. Rosali Correia e Mestre Nestor Capoeira.

Depois de escolher o elenco (formado por seis capoeiristas) através de exigente teste de habilidades, o espetáculo foi construído a partir de uma associação entre a música, o corpo em movimento, o pensamento e a reflexão sobre a capoeira em todos os seus aspectos. Os capoeiristas são Rodrigo dos Santos, Davi Mico Preto , Fábio Leão Pequeno, Sérgio Cebolla, Charles Rosa e Fábio Negret.

A proposta cenográfica do espetáculo inclui projeção de imagens, escolhidas pela artista plástica Brígida Baltar.

A música ao vivo é fundamental no espetáculo, criando climas e pontuando situações, alem de remeter a outras influências artísticas na capoeira.

– A história da capoeira no Brasil e sua divulgação no exterior
(Textos extraídos dos sites Wikipédia e Portal Capoeira /A capoeira é do Brasil? A capoeira no contexto da globalização, por José Luiz Cirqueira Falcão)

O Brasil foi o maior receptor da migração de escravos enviados por Portugal, que trouxeram consigo as suas tradições culturais e religião. A capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos seus opressores, praticar em segredo a sua arte, transmitir a sua cultura e melhorar a sua moral.

Há registros da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e Salvador, porém como durante anos a capoeira foi considerada subversiva, sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeiristas eram conhecidos como maltas.

Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil em Salvador. Mestre Bimba acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional. Em contraponto, Mestre Pastinha pregava a tradição da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola. Da rivalidade desses dois grandes mestres, a capoeira deixou de ser marginalizada, e se espalhou da Bahia para todos os estados brasileiros.

Ao longo dos últimos anos, a capoeira vem se inserindo vertiginosamente nos mais diferentes espaços institucionais das médias e grandes cidades do Brasil e em vários países do exterior, consolidando um avanço histórico controvertido.

Convém destacar que o grande interesse dos estrangeiros pela capoeira se desdobra imediatamente em dois desejos, conhecer o Brasil e falar o português. Falar português nas aulas de capoeira é um requisito que opera como uma espécie de "selo de qualidade" e vem contribuindo para abrir campos de trabalhos antes impensáveis. O Hunter College, uma das mais tradicionais faculdades de Nova York, já oferece cursos regulares de português, em decorrência da demanda provocada pela capoeira.

O primeiro trabalho de ensino sistematizado de capoeira na Europa foi empreendido pelo reconhecido Mestre Nestor Capoeira . Embora alguns capoeiras brasileiros tenham realizado espetáculos pela Europa desde 1951, foi Nestor Capoeira quem iniciou o processo de ensino sistematizado desta manifestação na Europa, na London School of Contemporary Dance, Inglaterra.

A partir do Mestre Nestor Capoeira, milhares de workshops e oficinas pipocaram por toda a Europa.

Mas a capoeira perpetua-se mesmo é através dos ensinamentos e histórias que são passadas de geração em geração, pelos mestres mais velhos aos alunos que, futuramente, serão os novos mestres.

– Capoeiristas históricos

* Zumbi dos Palmares
* Besouro Mangangá
* Mestre Bimba
* Camafeu de Oxossi
* Nascimento Grande
* Manduca da Praia
* Major Miguel Nunes Vidigal
* Manoel dos Reis Machado
* Mestre Pastinha
* Madame Satã

– Curiosidades

3 de agosto – Dia do capoeirista

Brincadeira de negro
Até o século XIX os "batuques" de negros eram estimulados por serem válvulas de escape e acentuarem as diferenças entre as diversas nações africanas. A partir de 1814, começam a ser perseguidos – "brincadeira de negro" torna-se fato social perigoso de acordo com textos legais.

Rabo-de-arraia
O rabo-de-arraia tradicional era um golpe em que, de frente para o adversário, planta-se uma bananeira, ficando-se então de cabeça para baixo e de costas para o oponente, e imediatamente atinge-se a cabeça do inimigo com uma violenta pancada dada com o calcanhar de um ou de ambos os pés.

"Vadiar"
Significa jogar por prazer, por diversão. Na época da escravidão a vadiação era o lazer dos escravos nas horas de descanso.

"Catinguelê"
É o nome dado a meninos que praticam capoeira.

Terno Branco
Antigamente, era de costume os capoeiristas trajarem terno de linho branco. Era considerado um bom jogador aquele que conseguisse sair da roda com o terno impecavelmente limpo.

"Crocodilagem"
É o nome dado a um jogo duro que submete ao capoeira a uma situação de inferioridade ou deslealdade.

Descriminalização da Capoeira
Depois de ver uma exibição de Capoeira no Rio de Janeiro, em 1937, o presidente Getúlio Vargas descriminalizou-a e decretou ser aquele o "esporte autenticamente brasileiro". Até então, os capoeiristas podiam pegar de dois meses a três anos de prisão, com pena de deportação no caso de estrangeiros.

A inserção do berimbau na Capoeira
Antigamente não havia música de fundo na Capoeira. No máximo, quem estava por perto marcava o ritmo com um tambor. Em seu fabuloso levantamento publicado em 1834, "Viagem Pitoresca e histórica ao Brasil", Jean Baptist Debret deixou claro que os tocadores de berimbau tinham a intenção de chamar a atenção dos fregueses para o comércio dos ambulantes.

Segundo o folclorista Édison Carneiro, foi no século XX, e na Bahia, que o instrumento se incorporou ao jogo da Capoeira, para marcar o ritmo dos praticantes. O que define um jogo rápido ou lento é o toque.

O DIRETOR
Cláudio Baltar atua há 15 anos na Intrépida Trupe, atualmente como diretor técnico e um dos diretores artísticos do grupo. Foi o responsável pela direção de "Sonhos de Einstein" e um dos diretores de "Metegol", os dois últimos espetáculos da Companhia.

"Depois de 30 anos praticando, observando e estudando a capoeira, resolvi finalmente amadurecer este projeto, que há muito esperava nos arquivos a oportunidade de se concretizar. Trata-se de uma volta às origens, pois foi através da capoeira que descobri as possibilidades do meu corpo em movimento, da expressão da minha voz e do meu ritmo dentro de um grupo. A capoeira é uma fonte de inspiração inesgotável, à qual eu sempre retorno para matar a sede. Uma arte que se transforma e se molda como a água, de acordo com o contexto que se vive no espaço e no tempo do ritual de uma roda de capoeira. "Água de Beber" é uma reflexão atual sobre a capoeira, trazendo, não uma, mas muitas visões acerca de uma das manifestações mais ricas da nossa cultura popular".

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jockey (2540-9853)

Rua Mário Ribeiro, 410 – Lagoa – Estacionamento Gratuíto

Rua Bartolomeu Mitre, 1110 – Gávea – Entrada de pedestres

Lotação 125 lugares.
Setembro – Sábados e domingos às 18h (a partir de 8 de setembro)

Outubro – Quartas e Quintas às 21h
Ingressos – R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
Censura livre – recomendado para maiores de 4 anos

ELENCO
Rodrigo dos Santos
Davi Santos da Silveira – Davi Mico Preto
Fábio Lima Abreu Ramos – Fábio Leão Pequeno
Sérgio Henrique Sales – Sérgio Cebolla
Charles Estácio Rosa – Charles Rosa
Fábio Rodrigo G. do Nascimento – Fábio Negret

DIREÇÃO, CONCEPÇÃO E ROTEIRO: Cláudio Baltar

CO-DIREÇÃO: Fabianna Mello e Souza
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO E FIGURINO: Valéria Martins
DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA: Rafael Rocha, Fábio Leão Pequeno e Sérgio Cebolla
PROJEÇÃO E PROGRAMAÇÃO VISUAL: Brígida Baltar
ILUMINAÇÃO: Aurélio de Simoni
FOTOS: Andréa Cals e Mico Preto
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Ana Coll
PREPARAÇÃO JOGO DOS BICHOS: Mestre Camisa
PREPARAÇÃO JOGO DE DENTRO: Marron Capoeira
TREINAMENTO DE MÁSCARAS: Fabianna Mello e Souza
VOZES EM OFF: Rodrigo dos Santos, Muniz Sodré, Bernardo Conde
CORDEL: Parafina e Lobisomem
MÚSICA DAS MALTAS E MÚSICA FINAL: Bernardo Palmeira
MÚSICA "ÁGUA PRA VIVER": Lobisomem e Cebolão
CONFECÇÃO DAS MÁSCARAS: Clívia Cohen
CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS: Sérgio Cebolla e Marcos China
ADEREÇOS: Cida de Souza
OBJETOS DE CENA: Marcos China

"ÁGUA DE BEBER" – Inspirado no livro "SANTUGRI" de Muniz Sodré e nas entrevistas feitas por Cláudio Baltar com o próprio Muniz Sodré, Bernardo Conde (antropólogo), Mestre Camisa, Nestor Capoeira e Dra. Rosali Correa (neurologista).

Artigos de jornal sobre escravos do final do século XIX extraídos do livro "Retrato em Branco e Negro" de Lilia Moritz Schwarcz.

Texto sobre as maltas e perseguição aos capoeiras no final do século XIX extraído do livro "Aborgagens Sócio-Antropológicas da Luta/Jogo da Capoeira de Paulo Coelho de Araújo.

Definição de negaça extraída do dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, do dicionário Houaiss e do livro "Capoeira – A Luta Regional Baiana" de Jair Moura.

Texto "QUE SE DIGA" extraído do livro "O Pequeno Manual do Jogador de Capoeira" de Nestor Capoeira.

Texto dos velhos extraído do capítulo marginalidade no Rio de Janeiro entre 1850 e 1900 da tese de Nestor Capoeira no site capoeiracarioca@gbfree.com

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
ACALS COMUNICAÇÃO / Andréa Cals e Alessandra Andrade

21 8203-7372 / 2265-7901/ 9159-6891
cals.andrea@gmail.com

Luísa Mahin séc XIX

Escrava liberta em 1812, pertencia à nação nagô-jejê, da Tribo de Mahi, religião Muçulmana, africanos conhecidos como Malês. Todas as revoltas e levantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX foram articulados por ela, em sua casa, que tornou-se quartel – general destes levantes. Luísa era quituteira e passava mensagens escritas em árabe para outros rebeldes, através de meninos que fingiam comprar produtos em seu tabuleiro de vendas e levarem os bilhetes aos outros articuladores. Foi uma das articuladoras da Revolta dos Malês em 1835. Ficou conhecida pela valentia e insubmissão. Foi articuladora também da Sabinada em 1837/38. Descoberta é perseguida e consegue fugir para o Rio de Janeiro onde foi encontrada, presa e degredada para a África, Angola. No entanto, nenhum documento foi encontrado lá em Angola, comprovando seu degredo. Acredita-se que ela tenha fugido e instalado-se no Maranhão, onde o tambor de crioula foi desenvolvido e parece que houve sua ajuda para tal. Deixa um filho aqui no Brasil, fruto da união com um português rico e fidalgo boa vida viciado em jogos de azar. Mais tarde este pai vende o próprio filho com 10 anos para pagar uma dívida de jogo. Recusado em uma fazenda em Campinas por ser baiano e os baianos tinham fama de rebeldes ele é arrematado por uma fazenda em Lorena, interior paulista. Este menino cresce e sete anos mais tarde é alfabetizado por um hóspede da fazenda que se chamava, Antônio Rodrigues do Prado Júnior. O hóspede o ensina a ler e escrever, com os documentos que provam sua alforria foge para um quilombo perto de Lorena e torna-se poeta abolicionista, jornalista importante para o Brasil. Em 1854 é expulso do exército por responder a uma ofença de um superior. Segue trabalhando como escriturário, organizando bibliotecas e criando escolas gratuitas para crianças e cursos noturnos de alfabetização dos adultos. Autodidata cursa Direito conseguindo através da maçonaria autorização para advogar, consegue libertar 500 escravos, defendendo no tribunal que : …_”Aquele que mata quem quer o escravizar age em legítima defesa.” Seu nome, Luiz Gama.

ASSESSORIA LITEROFILOSÓFICO

Títulos que formam o fundo cultural musicoliterofilosófico da capoeira

JUSTIFICATIVA

Não se pode compreender a  cultura dum povo sem conhecer a sua história
Para conhecer a história dum povo
É preciso conhecer a historia dos  seus grandes homens
Aqueles que fizeram a história do seu povo e determinaram seu destino
Nós somos apenas seguidores
Eternos copiadores
O Brasil tem o "Cruzeriro do Sul" como guia
Segue a trilha dos Orixás…
A "Via Láctea" do nosso Destino!
Chêêê Babá!

 
 Como disseram Carybé e Fatumbi

Um balalaô me contou:
"Antigamente, os orixás eram homens.
Homens que se tomaram orixás por causa de seus poderes.
Homens que se tomaram orixás por causa de sua sabedoria.
Eles eram respeitados por causa da sua força.
Eles eram venerados por causa de suas virtudes.
Nós adoramos sua memória e os altos feitos que realizaram.
Foi assim que estes homens se tomaram orixás.
Os homens eram numerosos sobre a terra.
Antigamente, como hoje,
muitos deles não eram valentes nem sábios.
A memória destes não se perpetuou.
Eles foram completamente esquecidos.
Não se tomaram orixás.
Em cada vila um culto se estabeleceu
sobre a lembrança de um ancestral de prestígio
e lendas foram transmitidas de geração em geração
para render-lhes homenagem."
(in "As  lendas africanas dos orixás" )

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