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3º Acampamento Internacional de Artes Marciais da Juventude – ICM UNESCO

3º Acampamento Internacional de Artes Marciais da Juventude – ICM UNESCO

Resumo do 3º Acampamento Internacional de Artes Marciais da Juventude!

 

 

Nossa capoeira esteve presente nesta edição do evento, organizado pela ICM – UNESCO.

A frente da jovem comitiva da capoeiragem estava meu querido amigo e parceiro de anos de capoeiragem: Mestre Wellington e Mestra Monise (Wellington Fernandes e Mosise Fernandes / Mooca – São Paulo). Os jovens capoeiristas viajaram para o Acampamento na Korea onde participaram diversas atividades ligadas as artes marciais e tiveram a oportunidade de conhecer outras culturas, além de carregar a imensa responsabilidade de mostrar a nossa capoeira para os outros jovens do acampamento.

About ICM

United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization(UNESCO) is a specialized agency of the United Nations system which is responsible for coordinating international cooperation in education, science, culture and communication. The main objective of UNESCO is to contribute to peace, sustainable development and security in the world by promoting collaboration among nations.

The International Centre of Martial Arts for Youth Development and Engagement under the auspices of UNESCO is the one and only Category 2 Centre under the auspices of UNESCO working in the field of martial arts

The International Centre of Martial Arts for Youth Development and Engagement under the auspices of UNESCO was launched based on the 37th UNESCO General Conference (Nov.16, 2013) and the agreement between the Government of the Republic of Korea and UNESCO (Dec.1,2015). The main objective of the Centre is to contribute to youth development and engagement by using martial arts philosophy and the values, positive attitudes, and personal development characteristics it engenders as the means of doing so. In order to fulfill its mandate, the centre will promote research and knowledge sharing, carry out capacity building programs, develop clearing house on martial arts and lastly, foster North-South cooperation. In addition, ICM projects aim to contribute to UNESCO’s priorties on women and sub-Saharan Africa. The Centre will strive to promote the equitable participation of young women in martial arts as facilitators, beneficiaries, and subjects of research. This is particularly important as martial arts are predomimantly masculine and there is an obvious need to increase the presence of female practitioners at all levels of martial arts.

According to the feasibility study report on the establishment of the centre, the value and the role of the centre is as below:

Establishment of ICM will bring about rather unique focus and specialized knowledge that will result in effective educational impact through martial arts. Such impact includes promotion of peace and establishment of non-violence, respect towards oneself and others, self-control, fair competition, resilience, and respect for cultural diversity.

Benefits of practicing martial arts include the following:

  • First: through martial arts, one’s culture, tradition, moral codes and ethics are transferred from one generation to another
  • Second: martial arts can help youth cope with the physiological and psychological changes that occur during adolescence

Indeed, martial arts are accredited with training of the mind and body, character building, and assisting in channeling one’s energy into positive action for the benefit of the community. Martial arts can also help youth cope with the phsiological and psychological changes that occur during adolescence and can assist them in building their self-confidence and cultivating the positive attitudes and nonviolent, peaceful dispositions which are needed to foster a culture of peace and non-violence.

ICM designs and implements various programs with the aim of fulfilling the following 4 objectives and functions of the centre.

  1. Promote research and knowledge sharing in the field of martial arts
  2. Contribution to youth development, leadership and community engagement through martial arts education and training in the field of capacity building
  3. Development of a clearing house on martial arts
  4. Fostering of cooperative relationship between developed and developing countries through martial arts

 

 

International Centre of Martial Arts for Youth Development and Engagement under the auspices of UNESCO
27339 5F, Eutteum-ro 21, Chungju-si, Chungcheongbuk-do, Republic of Korea
Tel:+82-43-845-6748 Fax:+82-43-850-7349 Email:unescoicm@unescoicm.org

 

Leia mais sobre o ICM – http://www.unescoicm.org/eng/

Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

Campinas: Multidão acompanha Lavagem da Escadaria da Catedral

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo

Muita gente foi conferir na manhã deste Sábado de Aleluia (20) a tradicional lavagem das escadarias da Catedral Metropolitana de Campinas. Nesse ano o ato, que é uma mistura de fé, religião, tradição e cultura, chegou a sua 34º edição.

A lavagem celebra a resistência do povo negro e o legado cultural e religioso trazido por eles de várias partes do mundo.

Antes da Lavagem, os participantes fizeram um cortejo que saiu da Estação Cultura, desceu pela Rua 13 de Maio até chegar à Catedral. Durante o trajeto os participantes entoaram cânticos, e entregaram flores com muita água de cheiro. A mesma água também foi usada para lavar as escadarias da igreja.

Depois da celebração uma extensa programação com várias atividades culturais e sociais tiveram início com apresentações de jongo, congada, folia de reis, catira, dança afro, capoeira e samba. A festa termina às 17h.

 

A MANIFESTAÇÃO

Conforme estudo de Marcela Bonetti, especialista cultural da Secretaria de Cultura de Campinas, no decorrer dos anos a cerimônia da Lavagem das Escadarias foi recebendo outras manifestações culturais afro-brasileiras presentes no município, como a capoeira, o jongo e o samba de bumbo. “Em função desses movimentos estarem relacionados à população afrodescendente, o racismo atribuído a essa população se estende aos elementos de sua cultura. Deste modo, analisar a cerimônia da Lavagem da escadaria é também tratar das relações sociais envolvidas e a intolerância presente”, afirma.

“A história da Lavagem da Escadaria em Campinas é relevante também no sentido de compreender como se construiu uma relação de aproximação com a Igreja, na representação do Bispo, ao sugerir que a data ocorresse no Sábado de Aleluia, único momento que a Igreja Católica se encontra fechada. A cerimônia no adro da Catedral, com as portas fechadas da Igreja, transformam também o espaço como um ato de festa”, complementa.

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A partir de 1998, a manifestação cultural da cerimônia da Lavagem da Escadaria da Catedral de Campinas foi incorporada ao Calendário Oficial do Município de Campinas, pela Lei Municipal nº 9515/97 e a partir de 2005, incluída no Calendário Turístico do Estado de São Paulo, pela Lei Estadual nº 12.097/05.

 

Fonte: https://www.acidadeon.com

Da Redação | ACidadeON Campinas

Albufeira: “Adapta-te” – Fitness, Dança e Capoeira adaptadas

Albufeira: “Adapta-te” – Fitness, Dança e Capoeira adaptadas

O Município de Albufeira – Portugal vai realizar a 3ª edição do “Adapta-te”, um evento desportivo e de lazer direcionado aos munícipes portadores de limitações físicas.

A ação terá lugar no Parque Lúdico, durante a manhã do dia 28 de setembro, sexta-feira, e integrará Fitness, Dança e Capoeira adaptadas, assim como um lanche convívio entre os participantes e os colaboradores.

Durante a manhã do dia 28 de setembro, o Parque Lúdico vai ser palco de diversas atividades, entre as quais um Circuito de Fitness, uma aula de Dança e outra de Capoeira adaptadas a pessoas com alguma incapacidade para a prática de atividade física.

Esta é a terceira edição do “Adapta-te”, uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Albufeira com o objetivo de aumentar a autoestima, promover a saúde e o bem-estar e fomentar a socialização entre a população portadora de incapacidade.

Este evento desportivo e de lazer irá juntar os utentes das Instituições Particulares de Solidariedade Social do distrito, Centros de Dia, Centros Ocupacionais e Unidades de Ensino Especial do concelho.

Albufeira: “Adapta-te” - Fitness, Dança e Capoeira adaptadas Capoeira sem Fronteiras Cultura e Cidadania Portal Capoeira

Após a realização das atividades físicas adaptadas, os participantes e os colaboradores irão partilhar um lanche convívio.

http://www.postal.pt

Patrimônio da Humanidade, Frevo merece mais reconhecimento no Brasil

Patrimônio da Humanidade, Frevo merece mais reconhecimento no Brasil

Com raízes nas cidades de Olinda e Recife, em Pernambuco, o frevo é uma arte urbana surgida no final do século XIX. Trata-se de uma perfeita mescla de gêneros musicais, danças, capoeira e artesanato.

Em 2007, o  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarou o frevo como Patrimônio Imaterial do Brasil. No dia 5 de dezembro de 2012, durante uma solenidade, na França, a UNESCO reconheceu o frevo pernambucano como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Patrimônio da Humanidade, Frevo merece mais reconhecimento no Brasil Capoeira Portal Capoeira

Em 14 de setembro é comemorado o “Dia Nacional do Frevo”. A data foi criada em homenagem ao dia do nascimento do jornalista Osvaldo da Silva Almeida, reconhecido como um dos criadores da palavra “frevo”. O termo tem origens na palavra “efervescência”, por causa da rapidez no movimento dos pés e do corpo, como se o chão estivesse a “ferver”. Esse ritmo musical acelerado é traduzido em uma dança que mistura a marcha, o maxixe, alguns elementos da capoeira e inconfundíveis movimentos de pernas.

Trata-se de uma das mais ricas expressões da inventividade e capacidade de realização popular na cultura brasileira. Possui a capacidade de promover a criatividade humana e também o respeito à diversidade cultural.

“Eu quero frevo, eu quero frevo!”

O ritmo mais pernambucano de todos continua embalando os foliões locais e também os que visitam o singular Carnaval que rola por aquelas bandas.

Como não poderia ser diferente, em Olinda e Recife, o “Dia Nacional do Frevo” novamente será comemorado em grande estilo. O público local vai celebrar a importância do frevo com diversas atividades, oficinas e apresentações. Em contrapartida, o restante do país não tem muito contato com uma manifestação cultural que é tão brasileira quanto o samba, a bossa nova ou o sertanejo.

Por obra de um rude descaso, mais uma vez, não há nada sobre celebrar o frevo nas agendas culturais de cidades como Belo Horizonte (MG) e Campo Grande (MS), por exemplo. Fica a reflexão para que possamos fazer o esforço de reconhecer e valorizar mais esse que é um dos pilares de nossa cultura.

Por um Brasil com mais frevo, já!

 

Fonte: https://www.cifraclubnews.com.br

Gustavo Morais

Elizeu Capoeira comemora nocaute impressionante no UFC

Elizeu Capoeira comemora nocaute impressionante no UFC

Lutador paranaense nocauteou Sean Strickland no UFC Rio.

Não tem como negar. Elizeu Capoeira já é um dos principais nomes do MMA paranaense no UFC. Com 31 anos, o atleta de Francisco Beltrão, que luta pela CM System, de Curitiba, embalou o seu quinto triunfo consecutivo no UFC 224, realizado no último dia 12, no Rio de Janeiro.

Contra o americano Sean Strickland, não foi uma vitória qualquer. Logo no primeiro round, Elizeu mandou um chute rodado que lembrou muito o nocaute do seu compatriota, Edson Barboza, em um dos triunfos mais expressivos do Ultimate. O gringo beijou a lona em pouco tempo.

“Cada vitória tem a sua importância, e acredito que a próxima luta é sempre a mais importante da vida. Assim, vou construindo minha carreira com grandes vitórias, e tenho certeza que essa do UFC Rio foi inesquecível. Foi um dos meus mais belos nocautes”, disse o paranaense, em entrevista ao Direto do Octógono.

Agora, sendo um dos principais meio-médios do Ultimate, Elizeu Capoeira já entra no rol dos nomes a ser batido. O paranaense não vê a hora de entrar novamente no octógono e encarar os melhores atletas da categoria. Entre os cinco últimos, do Top 15, estão Dong Hyun Kim, Leon Edwards, Alex Cowboy, Gunnar Nelson e Donald Cerrone. A tendência é que o brasileiro encare um destes adversários.

“Meu foco é figurar no top 15 da categoria. Acredito que eu mereço isso. São cinco vitórias consecutivas, é muito difícil emplacar uma sequência como essa no UFC. Quero enfrentar os melhores para seguir minha caminhada até uma chance ao cinturão”, ressaltou Elizeu. “Não tenho nenhum nome em mente, mas quero enfrentar alguém que me deixe mais perto do cinturão. Qualquer um nessas condições será bem-vindo para trocarmos umas porradas”, completou.

De porrada, o paranaense entende bem. Em 24 lutas realizadas em sua carreira profissional no MMA, Elizeu Capoeira acumula 19 vitórias e apenas cinco derrotas – apenas uma no UFC. O destaque fica pelo poder de nocaute do lutador da CM System. São 13 conquistados até o momento, provando que se cochilar na frente dele, a “chinela canta” mesmo.

 

Fonte: http://www.tribunapr.com.br/

Diogo Souza – Notícias sobre o mundo da luta. Tudo sobre artes marciais, MMA, UFC e outros campeonatos e eventos.

IV MOSTRA COLETIVO 22 – Cultura popular afro-brasileira

IV MOSTRA COLETIVO 22 – Cultura popular afro-brasileira

As atividades de formação serão gratuitas, com presença de oficineiro de São Paulo

Com apresentações premia­das que navegam pela dan­ça, teatro e música, mer­gulhando nas manifestações da cultura popular afrobrasileira, o Núcleo Coletivo 22 realiza a quar­ta edição da sua Mostra, do dia 7 a 9 de junho. Na programação, apre­sentações dos espetáculos do grupo, como MoringaPor Cima do Mar Eu Vim, a performance Entre Raí­zes, Corpos e Fé, se entrelaçam com oficinas e exibição dos vídeos Èjé Elas Florescem, que expressam a força da cultura afrobrasileira e da ancestralidade. A Mostra será fina­lizada agradecendo as anciãs ances­trais com uma roda de tambor de crioula, uma ação do projeto Barro do Chão.

Como já é uma postura política do grupo, o acesso à arte será demo­crático, a atividade de formação será gratuita e os espetáculos terão entra­das populares de R$ 5. As oficinas terão participação livre e as inscri­ções podem ser feitas no momen­to da sua realização.

Em sua quarta edição a Mostra Coletivo 22 inicia na quinta-fei­ra, dia 7, às 20h no Centro Cultu­ral da UFG com o espetáculo Mo­ringa, uma dança feita de terra e água, cozida ao fogo e esfriada pelo vento. Uma experiência es­tética que percorre a sabedoria da natureza e das anciãs ancestrais. Na narrativa a Moringa feita do barro da criação guarda o líquido que nutre os que nascem e apazi­gua os ânimos dos deuses subter­râneos. É também a substância que no fundo do lago ou no pân­tano guarda os segredos de uma velha senhora do antigo Daomé.

A programação segue, na sexta­-feira, dia 8, com a Oficina Núcleo Coletivo 22 às 9h no Centro Cultural UFG. Os participantes da oficina po­derão vivenciar os elementos com­ponentes da proposta estética dos espetáculos presentes na programa­ção da Mostra, além das manifesta­ções populares que fizeram parte do processo de criação: Jongo, Ba­tuque, Tambor de Crioula e Sussa.

Ainda na sexta-feira, às 20h o Centro Cultural da UFG recebe­rá o espetáculo “Por Cima do Mar Eu Vim”, que tem como inspiração para o roteiro a travessia de afri­canos escravizados a caminho do Brasil e de sua permanência nesse território. A representação do mar, na qualidade de Kalunga Grande, é utilizado como elo entre o Brasil e a África bantu. Figuras históricas e ícones da resistência como a Ra­inha Nzinga Mbandi ecoam nesse espetáculo-musical.

E no sábado, dia 9, às 9h no Cen­tro Cultural da UFG a oficina será “Deuses que Dançam”, com o pre­miado artista-pesquisador,Wellin­gton Campos, integra o Núcleo Co­letivo 22/ SP e da Cia Balangan/ SP, professor de Educação Física. A ofi­cina tem como objetivo oferecer aos participantes elementos técnicos e poéticos de matrizes estéticas pre­sentes nas obras do Núcleo, perpas­sando pela dança, teatro e a música.

Na noite de sábado, às 18h, na sede do Núcleo Coletivo 22–Es­paço Águas de Menino ocorrerá a apresentação de Entre Raízes, Corpos e Fé, performance realiza­da por cinco mulheres, inspirada no fluxo entre o cotidiano e o ri­tual presente nos saberes e faze­res de mulheres do cerrado–par­teiras, raizeiras e rezadeiras.

E a programação finaliza agra­decendo as anciãs ancestrais com uma roda de tambor de crioula, uma ação do projeto Barro do Chão.

Depois da realização da Mostra, as atividades do grupo Coletivo 22 continuam de portas abertas para a comunidade, já que a sede do gru­po atua como um espaço cultural. O Espaço Águas de Menino fica lo­calizado na Rua Negrinho Barbo­sa, Qd 08 Lt 27, Residencial Antô­nio Barbosa Goiânia-GO.

Participam da equipe da Mostra a diretora artística do Núcleo Coleti­vo 22: Renata Lima; os intérpretes­-criadores do Núcleo Coletivo 22: Claudia Barreto, Diego Amaral, Flá­via Honorato, Lorena Fonte, Marli­ni De Lima, Vinicius Bolivar, Renata Lima e Wellignton Campos; a pro­dutora geral: Lorena Fonte; a assis­tente de produção: Rafaela Francis­co; designer gráfico: Michel Cunha e a assessora de imprensa: Lorena Dias–Avoá Produção e Assessoria.

 

ATIVIDADES PARA A COMUNIDADE

Atualmente está na programa­ção o projeto Barro de Chão que convida a todos para sentir a força do Tambor e perceber como o jon­go, o batuque, o tambor de crioula, o samba de roda e a capoeira ango­la, manifestações da afrobrasilida­de, se dão no contato com o barro do chão. É realizada uma vivência, uma brincadeira de cultura popu­lar, aberta para a comunidade, uma quarta-feira por mês às 19h. Em ju­nho será no dia 13, em julho no dia 11 e em agosto, será no dia 15.

Somado a isto, o projeto Águas de Menino oferece aulas de capoei­ra angola a partir do grupo Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô. As ro­das de capoeira são às quintas-fei­ras, sendo as próximas nos dias 28 de junho e 26 de julho.

NÚCLEO COLETIVO 22

O Núcleo Coletivo 22 une o co­nhecimento acadêmico com o co­nhecimento popular e atua em Goiânia e São Paulo. A trupe é for­mada do encontro de quatro linhas confluentes: a formação em dança na Unicamp, o Abaçaí – Balé Folcló­rico de São Paulo, o Centro de Ca­poeira Angola Angoleiro Sim Sinhô e a Universidade Federal de Goiás no curso de Licenciatura em Dan­ça. Na convergência dessas trilhas está a professora e diretora Renata Lima que, ao longo de sua trajetó­ria artística e acadêmica, vem aglu­tinando pessoas destes contextos, e nutre um profundo respeito e inte­resse em manifestações da cultura popular afrobrasileira.

Dessa forma para a diretora do núcleo “mergulhar na cultura po­pular para pensar e criar o traba­lho do Núcleo é uma forma de pro­testo, ou de afirmação política. E, em alguma medida, é isso mesmo. Mas esse, antes de tudo, é o nosso lugar de fala. É isso que eu, junto com meus parceiros, tenho para dizer”, explica Renata Lima.

 

PROGRAMAÇÃO

 

IV MOSTRA COLETIVO 22–DE 07 A 09 DE JUNHO

Dia 07/06/2018

NOITE

Espetáculo Moringa

Mostra de Vídeo Coletivo 22

Local: CCUFG às 20h

Ingresso: R$ 5,00 (Valor Único)

Dia 08/06/2018

MANHÃ

Oficina com Núcleo Coletivo 22

Local: CCUFG às 09h

Entrada Franca–Inscrições no local

NOITE

Espetáculo Por Cima do Mar eu Vim

Local: CCUFG às 20h

Ingresso: R$ 5,00 (Valor único)

Dia 09/06/2018

MANHÃ

Oficina “Deuses que Dançam” com Wellington Campos

Local: CCUFG às 9h

Entrada Franca – Inscrições no local

NOITE

Ensaio Ritual Entre Raízes, Corpos e Fé

Tambor de Crioula–Ação Projeto Barro de Chão

Local: Águas de Menino às 18h

Entrada Franca

Endereços:

CCUFG: Av. Universitária, 1533– Setor Leste Universitário, Goiânia- GO

Sede do Núcleo Coletivo 22 – Espaço Águas de Menino: Rua Negrinho Barbosa, Qd 08 Lt 27, Residencial Antônio Barbosa Goiânia-GO

 

 

Fonte: https://www.dm.com.br/

Chegou a hora dessa gente “BRASILEIRA” e bronzeada mostrar seu valor…

Chegou a hora dessa gente “BRASILEIRA”
e bronzeada mostrar seu valor…

Homenagem de Natal à toda comunidade de capoeiras que esta longe do seu país… A todos aqueles que de forma direta ou indireta, disseminam a nossa arte luta, nossa cultura, nosso legado… pelos 4 cantos do mundo, com carinho, amor e respeito a ancestralidade afro-brasileira.

 

Vídeo revela compositores, cantores e instrumentistas populares que interpretam uma versão criativa do clássico ‘Brasil Pandeiro’ na primeira edição do projeto Quatro Cantos, inspirado no americano “Playing For Change”

 

Que o povo brasileiro é um poço de diversidade cultural, musical e criatividade, ninguém pode negar!

Então, um viva pra nossa terra e também pra quem sambe diferente noutras terras, noutra gente, num batuque de matar…

 

Esse vídeo foi gravado com músicos dos quatro cantos do país e é parte integrante do DVD exclusivo do projeto Quatro Cantos da marca Luigi Bertolli. A primeira edição do projeto lançou essa versão do clássico do cancioneiro popular nacional “Brasil Pandeiro”, de Assis Valente (que já era uma lindeza só na interpretação dos Novos Baianos e que aqui ganhou uma nova cara com a nossa gente brasileira, talentos espalhados pelos quatro cantos do país).

Produzido pelo pesquisador e produtor musical Betão Aguiar, o vídeo conta com a participação de cerca de 25 artistas e atrações dos quatro cantos do país.

A proposta da ação, idealizada pela marca Luigi Bertolli e concebida por Betão (que também é filho de Paulinho Boca de Cantor, um dos membros dos Novos Baianos) e Dipa Di Pietro (Diretor de branding da LB), é dar espaço e visibilidade para artistas pouco conhecidos do grande público ou até mesmo anônimos, como artistas de rua, ligados à cultura popular nacional.

O vídeo ‘Brasil Pandeiro’ oficializa o apoio do grupo GEP – responsável pelas marcas Luigi Bertolli, Emme + Estúdio Emme e Cori – às práticas de valorização da cultura nacional.

 

Confira a lista dos artistas participantes do projeto Quatro Cantos:

  • Orlando Costa (Bonfim, Salvador/ Bahia): pandeiro e tamborim de dedo
  • Di Freitas (Juazeiro do Norte/ Ceará): rabecão
  • Marinez e Marias do Coco Frei Damião (Bairro João Cabral, Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e coro
  • Luê Soares (Belém do Pará/ Pará): voz
  • Wem (São Paulo/ SP): voz e violão
  • Samuel Macedo (Nova Olinda/ Ceará): violão
  • Bule Bule (Salvador/ Bahia): voz e prato
  • T-Kaçula (Casa Verde, São Paulo/ SP): voz e cavaquinho
  • Calixto (Campo Limpo, São Paulo, SP): voz e dança
  • Renato Dias (Vila Madalena, São Paulo/ SP): voz e caixa de fósforo
  • Guilherme Kastrup (São Paulo/ SP): percuteria reciclada, MPC, cajon, galão e tamborim
  • Abará (Salvador/ Bahia): surdo ruber nose
  • Dú e Jô (Salvador/ Bahia): pandeiro e xequeré
  • Percussionistas do Candeal (Candeal, Salvador/ Bahia)
  • Mestre Bigode e Antonio Contramestre (Juazeiro do Norte/ Ceará): ganzá e pandeiro
  • Mestre Cirilo do Maneiro Pau (Vila Padre Cícero/ Ceará)
  • Lívia Mattos (Salvador/ Bahia): voz e sanfona
  • Didi Moraes (Fortaleza/ Ceará): cavaquinhoPalhaça Rubra (São Paulo/ SP): voz e carrinho de brinquedos
  • Juninho Costa (Salvador/ Bahia): guitarra
  • Maneiro Pau do Mestre Raimundo (Bairro João Cabral, Juazeiro do Norte/ Ceará): coro e bastão
  • Trio de Sopros (São Luiz do Paraitinga/ SP)
  • Ciço Gnomo (Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e violão
  • Zé Matias do Cavaco (Juazeiro do Norte/ Ceará): voz e cavaquinho elétrico

Lançamento do livro : Favela, o mundo desconhecido

Lançamento do livro : Favela, o mundo desconhecido

Trecho do livro de Marcelo Santos < Mestre Pulmão – Grupo Senzala >

Marina desligou o telefone e pensou com ela mesma: Preciso voltar para Honório Gurgel agora!

Tudo está acontecendo naquele lugar!; alguma coisa me diz que esse dia vai ser inesquecível na minha vida!; este meu sentido de jornalista ainda vai me trazer muitos problemas, ou talvez vai me dar o prêmio de melhor jornalista do ano!; é!, preciso voltar lá agora!

– Chefe!, por favor, me arruma um motorista pra me levar em Honório Gurgel? – Marina, você acabou de chegar de lá…!

 

Favela, o mundo desconhecido

  • Para você que trabalha com projetos sociais
  • Para você que quer saber mais das vidas das crianças de ruas
  • Para você que quer saber mais sobre a minha história

 

 

Quando: Terça-feira, 21 de Novembro às 19:00 UTC-02

Onde: Multifoco Bistrô Av. Mem de Sá, 126, 20230152 Rio de Janeiro

 

Fonte: Marcelo Santos < Mestre Pulmão – Grupo Senzala >

 

 

Regras e Tradições

Regras e Tradição

Capoeira é beleza, capoeira é tradição…capoeira tem fundamento, capoeira é vibração” A tradição é um conceito importante no mundo e discurso da capoeira; a gente fala por exemplo da tradição que tem que ser mantida e respeitada, a tradição das vertentes da capoeira Angola ou Regional, ou os rituais dentro da tradição.

Assim, a tradição é explicada como algo que tem que ser seguido, não só porque sempre foi assim, mas porque dá uma certa estrutura, que no fim – contrariamente – nos dá uma certa liberdade: de controle, de disciplina e de autoconhecimento por exemplo. E que deixa o jogo acontecer, como falei no último texto.

Então enquanto a gente se movimenta ‘dentro da tradição’, está tudo bem: dentro da tradição existe uma certa liberdade, mas porque a gente precisa da tradição, e porque seguir os deveres nela? Porque não podemos logo partir para a liberdade?

Na verdade, na filosofia e na psicologia existe a consciência de que uma liberdade absoluta não existe, e se existe, de fato não é a liberdade. A liberdade existe sempre ao lado de algo que a limita.[1] Sabem na psicologia que uma liberdade sem limites, por exemplo a liberdade de poder escolher tudo que se quer, leva a uma ansiedade. A criança que é criada sem nenhuma regra, depois tem muitas problemas de auto-controle, e de construir uma vida própria. A pedagogia consiste em ajudar a criança em crescer e se desenvolver, e isto é feito com a aprendizado de negociar com os limites.

 

Limites portanto, são deveres. E a tradição também tem seus deveres. Fiz um teste. Tenta fazer um ‘pesquisa de palavra’ num grande documento de músicas de capoeira, e conta quantas vezes a palavra ‘tradição’ e ‘regra’ aparecem: ‘tradição’ encontrei várias, ‘regra’ somente uma: “..Mas se ficar inventando regras vou chamar o meu advogado..”

A regra não parece fazer parte do discurso lírico da capoeira, e mesmo assim tem várias regras na capoeira, regras escritas e não-escritas. Muitas delas justificadas para ajudar a ‘manter a tradição’. Então como é que é isso?

Vários (as) mestres (as) que entrevistei, costumaram explicar a regra como algo imposto, que diz o que tu podes e não podes fazer. Enquanto à tradição é algo voluntária, onde você faz porque você quer; porque dá prazer e uma sensação de criar uma certa liberdade. Tudo bem, mas deveres são deveres, não é? Você pode ou não pode. E há varias regras que estão lá para respeitar a tradição, pelo menos segundo eles que defendem-lhes. Qual a diferença então?

De fato, a tradição está dentro de um sistema maior, que determina a cosmovisão do mundo. Enquanto a regra é norma, a tradição tem ‘regra’ também, mas a função dela na tradição é diferente; suporte a perspectiva da vida. Enquanto a regra como norma é para deixar funcionar um determinado sistema.

 

Quando a gente entra numa casa que não é a nossa, precisamos respeitar as regras da casa, igual como nas escolas de capoeira. Porque a gente sabe que quando nós não fazemos, isto cria confusão e é um sinal de desrespeito. A regra é então da casa, mas respeitar essas regras da casa, não é uma regra em si: é uma tradição, que cria uma sociedade mais agradável, onde todos tem o seu espaço. O que ajuda o nosso bem estar. Uma outra analogia será um explicação dado a mim uma vez assim: a tradição é ter berimbau na roda de capoeira, uma regra é ter 3.

 

Regras são introduzidas, inventadas às vezes, por uma escola ou vertente de capoeira, mas isto não automaticamente quer dizer que fazem parte da tradição da capoeira. Voltando para o exemplo do berimbau, a regra de ter três berimbaus na roda respeita e segue a tradição de ter berimbau na roda. O numero de três não fazia parte desta tradição, vendo que há vários exemplos de grupos e escolas de capoeira onde usava mais ou menos berimbaus, dependendo das possibilidades, necessidades e preferências. E todos sabem que mestre Bimba só usava um.

Mas quem sabe, talvez um dia 3 berimbaus será tradição. Porque como as regras são postas ou inventadas seguindo as necessidades e preferências de quem lhes faz, também a tradição não é algo fixa pela eternidade. Uma tradição também se evolui.

 

O filósofo Escocês MacIntyre nós explica que a tradição na verdade é um argumento estendido pelo tempo em que algumas concordâncias são definidas e redefinidas, pelos debates externos e internos.[2] Voltamos para o exemplo do berimbau, teve um época, no início do surgimento da capoeira, onde não havia berimbau quando a capoeira era jogada. Há vários documentos históricos para testemunhar esse fato. Mas, como várias outras manifestações da cultura afro-brasileira – como o batuque e o samba de roda – a execução é feita em roda, com música e dança, consistindo de diferentes instrumentos e canto. Ter musica na roda é então uma tradição até mais antiga, podemos dizer. Mas também podemos ver que o debate não termina nunca, vendo agora também o acrescentamento de surdo e triangulo (e antigamente o violão) nas rodas de capoeira.

Segundo MacIntyre, tratando-se de tradições rivais, o relativismo não seria uma perspectiva de assimilação ou diálogo entre estas tradições rivais.[3] Ou seja, pode-se acabar em rupturas absolutas, onde nenhum debate entre as duas tradições ou vertentes acontece mais. Podemos ver isto como um risco real entre as vertentes de capoeira Angola e regional ocorrido nós últimos 15-20 anos , que hoje em dia parece estar diminuído.

 

Um debate entre tradições é então muito mais profundo e com conseqüências maiores, de que um debate entre regras; muitas vezes o debate sobre regras é baseado somente em uma tradição.

 

As regras ‘universais’ da capoeira – que incluem tanto o uso de uniforme e/ou abada, graduações e títulos, etc. – foram introduzidas na tentativa de oficializar a capoeira numa época (1920), aonde a tendência era desenvolver o aspecto esportiva da capoeira, indo por lado de dô e a pratica no ringue.

Essa tendência aparece dentro um contexto, aonde a capoeira se depara com uma concorrência forte com as lutas Japoneses, o boxe e o savate na época, como o historiador Matthias Assunção nos conta.[4] Uma das conseqüências foi a luta regional Baiana, que mestre Bimba então criou; mas paralelo ao trabalho de mestre Bimba já existia várias outras tentativas de esportizar a capoeira. Com o apelo do governo nacionalista, houve uma tendência em reduzir a capoeira aos seus movimentos ofensivos e defensivos, eliminando aspectos ritualísticos e simbólicos (que é algo cultuado dentro a tradição), a sua musicalidade original e a prática e aprendizagem baseados na tradição oral. Gerando sistematizações, baseadas em regras e princípios oriundos de uma prática didática esportiva.

A gente conhece as críticas – justificadas ou não -, que depois surgiram contra a ‘militarização’ ou a ‘esportização’ da capoeira; regras que foram vistas como não características da capoeira, especialmente no âmbito da competição. Hoje podemos ver um desenvolvimento parecido no ‘empreendedorismo’ dentro a capoeira. Mas a idéia de ter regras na capoeira não foi atacada em si mesmo. Enquanto elas mantiverem a tradição, parece estar tudo bem.

 

Hoje em dia – talvez com o resultado das pesquisas e a realização de que ‘a união faz a força’ – haja uma maior realização de que no fundo a capoeira está inserida numa tradição cultural própria, que é baseada na tradição afro-brasileira. Uma tradição que as varias vertentes de capoeira partilham. Uma arte em que os praticantes segue uma tradição que – entre outras – cria um relacionamento com pessoas de uma outra forma que na sociedade diária; e assim dá mais liberdade aos praticantes de se movimentarem dentro desta sociedade. Uma tradição que tem deveres que são seguidos pela própria vontade e prazer, porque sentimos que nos faz bem. Cada casa tem regras que devem ser respeitados, segundo as tradições de nossa sociedade. Mas isto não quer dizer que estas regras definam a tradição da capoeira.

regul[1]


[1] Pode se explicar um pouco como a idéia que não existe o bem sem existir o mal, agora, depois há varias maneiras de ver o que é o ‘mal’; certo é que é um conceito moral, mas pode ser de uma falta de ação ou de negação, até uma ação grave, como matar ou manipular alguém.

[2] MacIntyre, A. (1988) Whose Justice? Which Rationality? Notre Dame, University of Notre Dame Press. P. 12

[3] Idem.

[4] Assunção, M. (2012) Ringue ou Academia? A emergência dos estilos modernosda capoeira e seu contexto global. No: História, Ciências, Saúde – Manguinhos. Rio de Janeiro. http://www.scielo.br/hcsm