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Musica: Capoeira mundial, parceria de Margareth com Alfredo Moura e Mokhtar Samba

Musica: Capoeira mundial, parceria de Margareth com Alfredo Moura e Mokhtar Samba

O toque do berimbau que introduz Capoeira mundial, parceria de Margareth com Alfredo Moura e Mokhtar Samba, traz o disco de volta para a Bahia com a adesão vocal de Larissa Luz em samba que não chega a empolgar. Além de tocar bateria, Mokhtar Samba assina o arranjo e a direção musical da faixa.

 

Margareth Menezes vai de Jorge Vercillo a Gilberto Gil no álbum ‘Autêntica’

No disco, artista baiana abre parceria com filha de Jimmy Cliff e dá voz a músicas de Carlinhos Brown, Flavia Wenceslau e Luedji Luna. Com música inédita de Gilberto Gil (Paraguassu) entre as 13 composições do repertório, o 15º álbum de Margareth Menezes, Autêntica, tem lançamento agendado para 21 de outubro. A capa expõe a cantora e compositora baiana em foto de José de Holanda.

Até então inédita em disco, a música Paraguassu foi feita há anos por Gil para ser apresentada em edição do festival Percpan da qual participou Margareth. Na letra, o compositor baiano versa sobre a união da índia Catarina Álvares Paraguaçu (1503 – 1583) com o soldado Diogo Álvares Correia (1477 – 1557), conhecido como Caramuru.

Produzido por Tito Oliveira, sob direção musical da artista e do próprio Tito, Autêntica é o primeiro álbum de estúdio de Margareth Menezes em onze anos. O anterior, Naturalmente, foi lançado em 2008. O álbum Autêntica foi formatado entre estúdios de Salvador (BA), São Paulo (SP), Nova York (EUA) e Paris (França).

Entre regravações de composições de autoria de Jorge Vercillo (Por nós, parceria com Alexandre Rocha lançada por Vercillo em 2010 no álbum DNA) e de Flavia Wenceslau (Por uma folha, música lançada em 2017, em single, por essa talentosa compositora paraibana residente na Bahia), Margareth apresenta composições autorais como Vento sã – gravada com o toque da guitarra de Roberto Barreto, da banda BaianaSystem – e Amor e desejo.

Nessa safra autoral, Querera sobressai por ser música assinada por Margareth em parceria com Nabiyah Be, filha do cantor jamaicano de reggae Jimmy Cliff. Capoeira mundial, parceria de Margareth com Alfredo Moura e Mokhtar Samba, tem a participação da cantora baiana Larissa Luz. Já Minha diva, minha mãe é composição somente de Margareth.

As músicas inéditas Perfume de verão (Carlinhos Brown e André Lima), Mãe preta (Luedji Luna e Ravi Landim) e Mulher da minha vida (Gabriel Moura e André Lima) também integram o repertório do álbum Autêntica ao lado de Retrato 3×4 (Peu Meurray, Fabinho Alcantara, Aline Barr e Magary Lord) e de Peaceful heart (Ahmed Soultan, Samira Ammouri e Margareth Menezes).

Musica: Capoeira mundial, parceria de Margareth com Alfredo Moura e Mokhtar Samba Capoeira Portal Capoeira

No disco, Peaceful heart é faixa introduzida por citação de Uma história de Ifá (Elegibô) (Ythamar Tropicália e Rei Zulu, 1987), samba-reggae perpetuado na voz calorosa de Margareth Menezes em gravação de 1988.

Na sequência quase imediata do lançamento do álbum Autêntica em 21 de outubro, a cantora faz shows nas cidades de Salvador (BA) e São Paulo (SP), em 1º e 9 de novembro, para lançar o disco gravado com patrocínio do projeto Natura Musical e editado pelo selo da artista, Estrela do Mar.

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira

O projeto Capoeira de Outra Maneira é nossa contribuição para a música de capoeira extrapolar o âmbito da roda… do jogo… do jogador. É mais um caminho para elevar a arte brasileira à enésima potência e fazê-la atingir outra dimensão, alcançar outros públicos. Este é um pocket show que visa à participação do público cantando as músicas e à exaltação da musicalidade da capoeira ao acrescentar outros instrumentos além dos tradicionais de uma roda.

Esse projeto deu origem ao CD Capoeira de Outra Maneira – vol. I, cujo lançamento alcançou recorde de público em um teatro de fácil acesso na cidade de São Paulo e repercussão em vários países. Durante a apresentação, cantaram-se músicas populares da capoeira com nova roupagem, mais harmônica, acompanhadas por violão, baixo, agogô, pandeiros e congas. No meio digital, esse projeto obteve milhares de visualizações nas plataformas de música digital:

 

Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira Capoeira Portal Capoeira 1

 

SINOPSE

  • Gênero: Músicas de capoeira
  • Duração: 1h
  • Linguagem: Preserva o tom coloquial da arte e os termos comuns das rodas tradicionais de capoeira.
  • Figurinos: Roupas claras e/ou batas em tom informal e descontraído.
  • Coreografias: Em determinada música, ocorre um jogo de capoeira.
  • Música: Ao vivo, com arranjos únicos, mais modernos, criados exclusivamente.

    Voltado para qualquer tipo de público, de qualquer classe social e idade, este show é um musical que encerra reflexão e alegria. A terceira idade vai deliciar-se por ver/ouvir músicas em duas vozes; já a maturidade e a juventude vão conhecer e compreender o que significa o ritual da capoeira com transe, reflexão e motivação.

 

JUSTIFICATIVA

A capoeira constitui patrimônio de grande importância para a história brasileira, mas, em geral, curiosamente, tem maior reconhecimento do público internacional, porque o brasileiro tem contato principalmente com artes que se divulgam nos grandes meios de comunicação, mais imediatas e de fácil assimilação, e esses meios não exploram o potencial incrível que a arte-capoeira tem para oferecer.

A música em essência na capoeira possui um ritmo forte que provoca uma reação sensitivo-motora, o que para alguns pode até transformar-se em ferramenta de cura. É aí que vem um arrepio que percorre nosso corpo de ponta a ponta e sobrevém uma reflexão significativa. As palmas ajudam a fomentar essa energia.

Montar uma bateria de capoeira é importante não por ser bonito, contar com três berimbaus, dois pandeiros, um agogô e um reco-reco, mas sim porque a combinação desses instrumentos forma uma harmonia indescritível. Não há como falar de capoeira sem falar de música. E, para falar de música, nada melhor do que apresentar ao público as músicas de capoeira de forma mais melodiosa. A música faz-nos lembrar de uma pessoa querida, de um lugar, traz-nos recordações, etc. Este show promove exatamente isso.

A principal meta deste projeto é levar ao público todo o potencial e beleza da musicalidade de capoeira com toda a nossa brasilidade. Nosso desejo é que se valorize uma arte que é nossa, nativa deste país.

OBJETIVOS


– Colaborar com a preservação da memória musical da arte brasileira (capoeira);
– Divulgar e valorizar músicas de domínio público cantadas em rodas de capoeira;
– Levar ao conhecimento do público a arte capoeira com música ao vivo,ritual, jogo e
caracterização;
– Estimular alunos do Ensino Fundamental, Médio e Superior, professores, pesquisadores, músicos, artistas e historiadores a desenvolver estudos sobre assuntos da História do Brasil, como a escravidão, a música brasileira e, mais especificamente, a capoeira;
– Divulgar a música de capoeira com outra roupagem ao público que ainda não teve contato com essa arte e oferecer opção de entretenimento aos adultos e à terceira idade.

 

MÚSICAS EXECUTADAS

FaixaAutorTempo
1Na AreiaDomínio Público4:36
2Luanda Ê PandeiroDomínio Público2:57
3Chama Eu, AngolaDomínio Público5:06
4Bom VaqueiroDomínio Público3:29
5Segura o Tombo da CanoaDomínio Público4:02
6Preto Velho   Mestre Barrão3:45
7Canarinho da Alemanha que Matou meu CurióDomínio Público4:22
8Capoeira Praça da República   Mestre Maurão5:46
9Sai, Sai, CatarinaDomínio Público4:18


Musicalidade: Capoeira de Outra Maneira Capoeira Portal Capoeira 2

FICHA TÉCNICA

  • Produção e Direção: Danilo Andrade
  • Vocal: Danilo Andrade e Felix Quilombola
  • Conga: Carlos Quilombola
  • Pandeiro: Carlos Quilombola/Danilo Andrade
  • Berimbau: Danilo Andrade
  • Agogô: Carlos Quilombola/Felix Quilombola
  • Violão: Felix Quilombola e Cláudio Gingadinha
  • Baixo: Lucas Silva (Ursão Bonfim)
  • Design Gráfico: Felipe Andrade
  • Fotografia: Fernando Alexandrino
  • Apoio: Grupo Quilombolas de Luz Capoeira

Agradecimento Especial: Ao nosso grande Mestre Paulão

Para saber mais sobre o projeto: www.capoeiradeoutramaneira.com.br

…TERIA SIDO SONHO ?!

 …TERIA SIDO SONHO ?!

“YÊ, ‘TAva lá em CAsa, sem
penSÁ nem ‘MAgiNÁ… (…)
ISso pra MIM é conVERsa
pra viVÊ sem TRAbaIÁ” !
me. PASTINHA (trecho de LP)

Quando ouvi o disco de depoimentos de mestre Pastinha pela primeira vez — por volta de 1972, eu acho — na casa do exímio jogador de Capoeira “Rubinho” (“nasceu pra la”, diria Vicente Ferreira !) pensei ser cantado em gêge ou yorubá, nem percebi que era em Português. Foi preciso que o depois “Tabajaras” “me soletrasse” o que estava sendo cantado. Rubinho sabia muitos toques de Berimbau, tinha facilidade para aprender as coisas nessa área de percussão e canto, andou frequentando um “centro de macumba” na Ladeira — na época, “Centro Espírita”, a Umbanda era mal vista !– onde tocava atabaques, muito bem por sinal, como “ogan”. A partir deles entendi que qualquer sujeito pode até não ser um grande professor desta Dança-Luta, mas tem obrigação de dominar a parte musical que a mantém enquanto folclore,,, isso é o mínimo que a Capoeira exige !

Nesses tempos eu frequentava o Grupo Senzala, de mestre “Peixinho”, como curioso, acompanhando “Rubinho”, que lá treinou por um período, por volta de 1974, calculo. Alguns sábados à noite voltava para assistir a Roda de bambas da Zona Sul, todos conhecidos por “Peixinho” e gozando de sua hospitalidade e gentileza. Um “gentleman”, MARCELO AZEVEDO jamais fechou as portas de sua Academia para quem quer que fosse, jamais questionou o fato de eu ficar ali, sentado num canto hora e meia, só observando. Isso é o “terror” de alguns, mestres medíocres que sequer merecem o título.

...TERIA SIDO SONHO ?! Capoeira Portal Capoeira

De Peixinho só belas lembranças… Deus sabe o que faz mas, por vezes, leva os melhores para sentar ao Seu lado no Céu. “Peixinho” esteve em Belém graças ao então contramestre Luís Carlos por volta de 2005… a mesma e eterna simplicidade, título e importância não lhe subiram à cabeça, contudo “não ensinou aqui” sua entrada “de tesoura” (ou “vingativa”) na “meia lua” alheia nem o “aú duplo” no mesmo lugar, exclusividades suas. Também tinha um “giro em pé”, braços abertos feito Cristo Redentor, mas como vi “Camisa” usá-lo quase na mesma época, não posso afirmar que foi “invenção” dele.

Ainda como praticante pouco esforçado no “CÉU” — Casa do Estudante Universitário, no Flamengo — vi mestre “Camisa” em ação várias vezes… levei caderno e lápis para tentar reproduzir alguns dos seus movimentos, em vão. Enquanto “rabiscava” perdia momentos geniais dele, isto por volta de 1974, talvez meados de 1975. Enfim, o Destino nos deu oportunidade de comprar pequena filmadora, com rolinho de 5 minutos, na bitola Super8. Adiante, adquirimos um miniprojetor, que “lixava” a fita, estragando-a em pouco tempo. Entretanto, conseguimos registrar esses 2 ASES da Capoeira carioca na sua melhor fase, no auge de sua forma física e técnica, provavelmente em 27 de setembro de 1975, na “Caixa d’Água” (em Santa Teresa ou Cosme Velho)e em 77… segundo meu irmão, seria em 1976 e 77.

Remontados precariamente, os 8 ou 12 rolinhos de 5 minutos fizeram um registro sem igual do Grupo SENZALA na época, quase todo êle em peso, com a presença de um certo Caio, de São Paulo, isto em 1977. A fita “viajou” por 3 MIL KMs sobre o mar e graças ao mestre “Guará”, em Paris, voltou com qualidade suficiente (em 3 partes) para ser admirada. “Camisa” e “Peixinho” juntos, mais o “meteoro” mestre “Lua” — que só se via a cada 2 ou 3 anos — todos mantendo viva a aura de excelência do Grupo SENZALA.

 

Capoeiragem no Rio de Janeiro dos anos 70 parte 1

 

Afinal, onde entra o SONHO nessa estória ?! Explico já: me vejo numa tarde sentado ao lado do então “Camisinha”, por volta de 1974 suponho, numa das “torres” abandonadas do prédio do CÉU. Êle preparava os berimbaus de um Batizado à noite, provavelmente um sábado. Não comeu nem bebeu nada até o fim da festa, lá pelas 22 horas… naquele os mestres torciam as cordas das graduações, entregues DE GRAÇA conforme o merecimento de cada um. “Camisa” andava só na época, não dava espaços para intimidade de aluno nenhum, nem os mais graduados. Como se explica que eu — tímido e reservado — estivesse ali, inútil, sem sequer cortar pneus : “Teria sido um sonho”? Êle nunca soube, mas na época criei um enredo de filme com êle (ao estilo “Bruce Lee”, seu ídolo, tenho certeza !) bem antes do filme “Cordão de Ouro”, no qual meu irmão gêmeo “Leiteiro” atuou por 10 segundos. 

Falando nisso, é com “NESTOR Capoeira” a outra parte do tal “sonho”… estou num casarão antigo, bela fogueira no varandão e o Rio iluminado lá embaixo. Seria Santa Teresa ? Há “capoeiras” antigos  novos circulando por ali… Nestor se aproxima e me diz que “canto bonito” !” E agora, José ? Eu não me atreveria a cantar ali, nem que me pedissem ! Não havia Roda alguma talvez nem berimbau… parecia ser aniversário de alguém importante na Capoeira ! Infelizmente, essa Internet de “ratos” e pilantras cria um monte de perfis FALSOS e ficamos sem ter certeza se o do “CAMISA” e os 3 com o nome de “NESTOR CAPOEIRA” seriam verdadeiros.

Vou continuar em saber se… “teria sido SONHOS” ?!

 

“NATO” AZEVEDO (em 21/jan. 2019, 15 hs)

Jovem cria jogo de tabuleiro para ensinar história da capoeira a alunos do fundamental

Jovem cria jogo de tabuleiro para ensinar história da capoeira a alunos do fundamental

Jogo discute cultura negra por meio da capoeira

Valores como disciplina, companheirismo e respeito são transmitidos de forma lúdica a estudantes de escolas públicas de Campina Grande

Já pensou em aprender a história da capoeira por meio de um jogo de tabuleiro? Pois é exatamente isso que está acontecendo em algumas escolas da rede pública de Campina Grande (PB). A iniciativa partiu de uma pesquisa acadêmica e mistura arte marcial, dança, música e cultura popular. Essa história você escuta nesta semana no Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

O projeto, do designer Wagner Porto Alexandrino da Silva, debate a representatividade negra de forma lúdica e intuitiva com os jovens do ensino fundamental. Tudo começou em 2018, quando Wagner estava envolvido com o trabalho de conclusão do curso de design, na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

A partir do trabalho, surgiu a vontade de colocar em prática um projeto sobre representatividade negra. Foi quando ele mergulhou, por meio de pesquisa, no universo da capoeira – e desse contato com a história e tudo que a cercava, teve início a produção do material.

“Pesquisando temas, eu decidi que ia trabalhar com a representatividade negra. Eu sei a importância disso e o quanto isso tem que ser discutido em nosso país”, conta o designer. “Resolvi focar na capoeira. Eu não conhecia a capoeira, não pratico a capoeira, e pesquisando eu vi ainda mais o valor que ela tem para o nosso país, para nossa cultura e para a cultura afro-brasileira.”

Em 2008, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou a capoeira como uma forma de expressão e, em 2014, como Patrimônio Imaterial da Humanidade. A capoeira reúne cantigas, movimentos, músicas e símbolos da herança africana. É na roda de capoeira que os iniciantes são batizados, consagrados e onde se formam os grandes mestres.

Jovem cria jogo de tabuleiro para ensinar história da capoeira a alunos do fundamental Curiosidades Portal Capoeira

Wagner é aluno do curso de Design da UFCG (Foto: Arquivo pessoal)

“Quando entrei em contato direto com a Capoeira, especialistas na área, professores, pesquisadores e obras sobre o assunto, fiquei fascinado. O valor da Capoeira é imenso para o nosso país e para os seus praticantes. Todos deveríamos conhecer ao menos um pouco sobre o que ela representa. Não só a Capoeira como luta, como é abordada tantas vezes, mas, sim, os valores educacionais ali presente, seu contexto histórico, sua musicalidade, as modificações causadas em quem a pratica”.


Paranauê – E foi assim que surgiu o Paranauê. Um jogo que se passa no século dezoito, quando a capoeira era perseguida no Brasil. Para jogar, cada participante assume a identidade de um mestre que precisa montar a sua própria roda de capoeira. Para testar a ideia, Wagner convidou os amigos, vizinhos e crianças conhecidas para jogar. Dessa forma, foi adaptando o jogo até chegar ao conceito final.

Com a metodologia definida, partiu para a prática e apresentou a proposta aos alunos da rede pública de Campina Grande. “Eu levava para as salas de aula. Muitos já tinham tido contato com a capoeira, algumas crianças já a praticavam, e elas se identificaram muito com o projeto”, conta.

Além dos estudantes, os professores e diretores também ficaram encantados com o jogo. Agora, Wagner estuda a viabilidade de produção do material para distribuição nas escolas que se interessarem pela ideia.

 

Fontes:

Portal Correio – https://portalcorreio.com.br/

Assessoria de Comunicação Social – http://portal.mec.gov.br

 

Sugestão de Pauta: Luiz Schumann (Prof. Coqueiro – Senzala)

Conexão China – A capoeira encontra o kung fu

Conexão China – A capoeira encontra o kung fu

Em evento para convidados a celebrar o mês em quem o Brasil comemora sua Independência, a embaixada brasileira em Pequim apresentou nesta semana o curta-metragem “Capoeira encontra a arte marcial chinesa”.

O documentário é coproduzido pela Embaixada do Brasil e Flow Creative Content, em parceria com a Unesco, com apoio da gigante chinesa Tencent, está em fase final de tradução para a língua portuguesa.

O vídeo, que impressiona pela união de duas culturas aparentemente distantes, mostra o encontro dos mestres de capoeira brasileiros com mestres das artes marciais chinesas em Pequim e Hangzhou.

Ao explorar as diferenças e semelhanças entre suas artes, esses mestres discutem como as culturas tradicionais podem prosperar na sociedade moderna e ainda ajudar as pessoas a se relacionar com os outros e compreender a nós mesmos.

Conexão China – A capoeira encontra o kung fu Capoeira Portal Capoeira

Embaixada brasileira em Pequim apresentou em pré-estreia documentário de curta-metragem mostrando o encontro de capoeiristas e lutadores de kung fu. EMBAIXADA DO BRASIL, DIVULGAÇÃO

A produção faz parte da criação de uma Biblioteca Digital Aberta, projeto global lançado em 2015 pela Unesco, com o apoio financeiro e técnico suporte de Tencent. A idéia é promover o conhecimento inclusivo entre sociedades, criando uma rede internacional de esportes e jogos tradicionais, e salvaguardar e promover o patrimônio cultural imaterial por meio de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).

 

Fonte:

Jornal do Comércio: https://www.jornaldocomercio.com/

Mestre Waldemar e sua turma através das lentes de Marcel Gautherot

Mestre Waldemar e sua turma através das lentes de Marcel Gautherot

Nos últimos dias, postei diversas fotos em preto e branco do Mestre Waldemar e sua turma. Todas e esta foto foram feitas pelo Francês Marcel Gautherot que leu o livro Jubiabá de Jorge Amado e ficou fascinado pelo povo Brasileiro e viajou pro Brasil aonde trabalhou muito tempo até que veio a falecer no Rio de Janeiro em 1996.

Ele e Pierre Verger tiraram muitas fotos, nas decadas 40, 50, 60… não apenas de arquitectura e panoramas mais do povo e seus costumes no Brasil. Foi este interesse próprio no povo junto com o talento que os destacaram. De Marcel Gautherot existem alguns livros porém estas fotos aqui postadas não foram publicadas em nenhum deles.

Seria muito interessante utilizar as fotos para perguntar a velha guarda de capoeiristas que viveram esta época se reconhecem as pessoas, os locais e os hábitos do tempo para dar mais conteúdo a estas imagens.

Jeroen Verheul Rouxinol Capoeira

 

 

O camarada Rouxinou, capoeirista e pesquisador, nos brindou com esta excelente e inédita compilação de imagens históricas feitas pelo fotografo Francês Marcel Gautherot que após ler Jorge Amado ficou fascinado pela cultura e pelo povo Brasileiro. Marcel viajou para o Brasil aonde trabalhou muito tempo seu carinho e amor pelo nosso país era tanto que Marcel “escolheu como seu porto de repouso” o Rio de Janeiro, onde faleceu em 1996 com oitenta e seis anos de idade.

 

Galeria: Mestre Waldemar e sua turma através das lentes de Marcel Gautherot

 

Sobre Marcel Gautherot:

Filho de pais pobres – a mãe operária e o pai pedreiro – viveu a Paris dos anos 20 e foi muito cedo aprendiz numa escola de arquitetura. Nesses anos flerta com o movimento Bauhaus e com as obras de Le Corbusier, deixando incompleto um curso de arquitetura.

Em 1936 participa do grupo que seria responsável pela instalação do Musée de l”Homme e é encarregado de catalogar as peças do museu, começando aí a se dedicar à fotografia. Influenciado pela leitura do romance moderno de Jorge Amado – Jubiabá – decide conhecer o Brasil. Chega ao Brasil em 1939 onde viveu e trabalhou por 57 anos.

Fixa residência no Rio de Janeiro e passa a freqüentar o círculo de intelectuais ligados ao modernismo, conhece Rodrigo Melo Franco de Andrade, Carlos Drummond, Mário de Andrade, Lúcio Costa, Burle Marx, entre outros. Começa a fazer trabalhos de fotografia para o SPHAN, o Museu do Folclore e trabalha para a revista O Cruzeiro.

Em 1986, juntamente com Pierre Verger, recebe, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Prêmio Golfinho de Ouro na categoria Fotografia.

Ilustrou inúmeras revistas de arquitetura e quase todos os textos sobre Burle Marx. Sua coleção é composta de mais de 25 mil negativos e atualmente pertence ao Instituto Moreira Sales no Rio de Janeiro. Percorreu 18 estados brasileiros fotografando, registrando o povo brasileiro, sua arquitetura, suas festas. Sua coleção é um vasto retrato da diversidade cultural do país. Morreu no Rio de Janeiro em 1996 com oitenta e seis anos de idade.

 

 

Sobre Rouxinol: 

http://www.capoeirarotterdam.com

http://www.capoeirabarendrecht.com/

 

+ do Acervo de Rouxinol

Elizeu Capoeira projeta entrada no ranking dos meio-médios no UFC

Elizeu Capoeira projeta entrada no ranking dos meio-médios no UFC

Paranaense encara Max Griffin neste sábado, em São Paulo

Lutador iniciou nas artes marciais aos nove anos de idade com a CAPOEIRA

 

Comecei aos nove, lutando capoeira. Aos 20 eu fiz minha primeira luta de MMA. Comecei a treinar MMA porque gostei de ter feito aquela luta e a competição me chamou a atenção.

 

Elizeu dos Santos, o Capoeira, encara Max Griffin no UFC Fight Night 119 deste sábado (28), em São Paulo. Aos 30 anos, o lutador tem a chance de atingir quatro vitórias consecutivas na organização e subir na categoria dos meio-médios — uma das mais concorridas do UFC. Em entrevista ao GaúchaZH, o atleta falou sobre a expectativa para o combate e os seus planos na carreira.

Com a promessa de muito apoio das arquibancadas, Elizeu garante que está pronto para conquistar seu terceiro bônus de melhor luta em cinco lutas pelo UFC.

O atleta de 30 anos já levou o bônus de US$ 50 mil duas vezes, nas vitórias sobre o russo Omari Akhmedov, em 2016, e o americano Lyman Good, em julho desse ano. Se derrotar Griffin, Capoeira chegará ao quarto triunfo consecutivo no Ultimate.

Elizeu Capoeira projeta entrada no ranking dos meio-médios no UFC Capoeira Portal Capoeira

“O mais importante, nem pela questão da bonificação, é o reconhecimento de ter feito a melhor luta. Já ganhei duas vezes e isso motiva ainda mais”, argumenta o meio-médio (até 77 kg), que ainda está fora do ranking da categoria.

“O evento dá prioridade aos atletas que fazem lutas de boa qualidade, empolgantes. Se continuar fazendo essa boa campanha, por que não me dariam adversários cada vez melhor e com o mesmo estilo de luta?”, acrescenta.

“Cada luta é um degrau para mim. Penso em ir acumulando vitória até ser impossível não ser notado. Não tenho muito que escolher adversário, mas todos serão bem recebidos na porrada”, finaliza.

 

Fontes: https://gauchazh.clicrbs.com.br e http://www.gazetadopovo.com.br/

“Capoeira Gospel” cresce e gera tensão entre evangélicos e movimento negro

“Capoeira Gospel” cresce e gera tensão entre evangélicos e movimento negro

 

Estavam presentes o berimbau, o atabaque, a ginga e os saltos mortais. Quase tudo fazia lembrar um jogo de capoeira típico, mas, em vez dos cânticos que enaltecem os orixás ou trazem referências à cultura negra, os versos faziam louvor a Jesus Cristo e a roda era alternada com momentos de pregação e oração.

“Não deixa seu barco virar, não deixa a maré te levar, acredite no Senhor, só ele é quem pode salvar”, cantavam as cerca de 200 pessoas, reunidas na quadra de uma escola para o “1º Encontro Cristão de Capoeira do Gama” (cidade satélite de Brasília), numa tarde de sábado.

Era mais um evento de capoeira evangélica, também chamada de capoeira gospel, vertente que ganha cada vez mais adeptos no Brasil, principalmente por meio da palavra e do gingado de antigos mestres que se converteram à religião.

Se antes a prática enfrentava resistência dentro de igrejas, agora, nessa nova roupagem, é cada vez mais considerada uma eficiente ferramenta de evangelização.

“Hoje é difícil você ir numa roda que não tenha um (capoeirista evangélico), e vários capoeiristas viraram pastores. É um instrumento lindo de evangelização porque é alegre, descontraído, traz saúde, benefícios sociais”, afirma Elto de Brito, seguidor da Igreja Cristã Evangélica do Brasil e um dos palestrantes do evento.

Praticante de capoeira há 40 anos e convertido há 25, Mestre Suíno é líder do movimento “Capoeiristas de Cristo”, que estima reunir cerca de 5 mil pessoas no país. Ele realiza encontros nacionais em Goiânia há 13 anos – a edição de 2018 será pela primeira vez em Brasília.

 

Veja o Video da BBC

O mestre calcula ainda que já existem cerca de 30 “ministérios” de capoeira, ou seja, grupos diretamente ligados a igrejas.

“Há um cuidado para não chocar com as visões da igreja. Cuidado com a roupa, com o linguajar, com as músicas, mas que “não necessariamente tem que ser só música que fala de evangelho, de Deus”, explica.

Críticas

O crescimento da prática, porém, tem gerado incômodo entre capoeiristas tradicionalistas e o movimento negro, que veem na novidade uma forma de apropriação cultural e apagamento da raiz afrobrasiliera da capoeira, prática que surgiu como forma de resistência entre escravos, a partir do século 18.

Eles também reclamam que em algumas dessas rodas haveria discursos de “demonização” contra a capoeira tradicional e as religiões do candomblé e da umbanda.

O Colegiado Setorial de Cultura Afrobrasileira, que faz parte do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, chegou a divulgar em maio a “Carta de repúdio à ‘capoeira gospel’ e à expropriação das expressões culturais afrobrasileiras”.

 

O documento, uma reação ao 3º Encontro Nacional de Capoeira Gospel convocado para junho deste ano, em João Pessoa (PB), reconhece que seguidores de qualquer credo podem praticar capoeira, mas cobra “respeito” a sua tradição.

“Temos lutado contra o racismo em suas diversas e perversas manifestações. A demonização perpetrada por pastores, mestres ou professores de ‘capoeira gospel’, ensinando o ódio e a intolerância contra as raízes da capoeira e contra seus praticantes não evangélicos, é um crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana”, diz a carta.

 

 

 

Patrimônio

A capoeira, que no passado chegou a ser proibida, recebeu em 2014 o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco, órgão da ONU para educação. O Iphan, órgão responsável por sua “salvaguarda” no Brasil, reconhece em documento sua “ligação com práticas ancestrais africanas”.

A antropóloga Maria Paula Adinolfi, técnica do Iphan, diz que “não é possível impedir a capoeira gospel”, mas explica que o órgão está focado em “fortalecer ações que vinculam a capoeira à matriz africana” como “uma política de reparação do processo de apagamento da memória afrobrasileira e de genocídio do povo negro”.

 

Organizador do evento na Paraíba, Ricardo Cerqueira, o contramestre Baiano, recebeu, além da carta de repúdio, algumas ligações com críticas e até mesmo ameaças de processo. Seguidor da Igreja Batista, ele diz reverenciar os grandes mestres da capoeira, como os baianos Bimba, Pastinha e Waldemar, já falecidos, mas argumenta que a “capoeira não pertence à cultura africana”.

“O país é laico. Acho que cada um tem liberdade para fazer a sua capoeira da forma que quiser”, defendeu.

“Colocamos o nome gospel sem intenção de descaracterizar a capoeira, até porque nós usamos todos os instrumentos e cantamos também música secular”, disse ainda.

 

Diferenças

Além das músicas e orações, mais alguns detalhes diferenciam a capoeira evangélica da “capoeira do mundo”, explicou à reportagem Gilson Araújo de Souza, pastor evangélico e mestre capoeirista em Manaus.

Em geral, rodas evangélicas não chamam a troca de corda de “batismo” porque o termo deve ser usado apenas no seu sentido religioso, de se converter e receber o Espírito Santo. Além disso, alguns capoeiristas também evitam o uso de apelidos, que, segundo Souza, tem origem na época que a capoeira era perseguida.

“No mundo cristão, Deus nos chama pelo nome. Antes, eu era conhecido como mestre Gil Malhado, hoje sou chamado de mestre pastor Gilson. Não preciso me camuflar”, explica ele, que faz parte da Igreja de Cristo Ministério Apostólico.

 

“Anos atrás, eu enfrentei muita dificuldade para levar a capoeira para a igreja. O pastor batia a porta na minha cara, dizia que era coisa da macumba, que não podia. Hoje eu sou pastor e as portas se abriram”, conta também.

Segundo o mestre Suíno, a adoção do termo “gospel” fez parte desse processo de quebrar resistências. Era uma forma, observa, de convencer os pastores que a capoeira podia ser praticada dentro dos valores cristãos.

Hoje ele próprio repudia esse “rótulo” por causa da polêmica que tem gerado. Suíno afirma que, apesar de haver algumas práticas próprias da capoeira cristã, sua “essência” de capoeira é a mesma.

“Não existe capoeira gospel! Não queremos bagunçar a capoeira. Nós respeitamos os mestres, respeitamos os fundamentos da capoeira, respeitamos as tradições, e vamos defender porque quem não defende a capoeira não tem direito de ser capoeirista”, discursou, empolgado, durante o evento no Gama, cujo lema era “minha cultura não atrapalha a minha fé”.

 

Constante mutação

 

Diante da polêmica, o historiador da capoeira Matthias Röhrig Assunção ressalta que a prática já passou por muitas transformações desde seu surgimento.

Hoje, há três vertentes principais: a angola (mais lenta e gingada, tida como a mais próxima da “original”), a regional (mais acelerada, que incorpora movimentos de lutas marciais) e a contemporânea – uma mistura das duas primeiras que surgiu no Sudeste a partir dos anos 70 e foi o estilo que conquistou o mundo.

“Acho que capoeira tradicional não existe mais, todos (os estilos) são modernizados”, resume Assunção, que é professor do departamento de história da Universidade de Essex, na Inglaterra.

Embora não simpatize com a ideia de uma capoeira evangélica, o professor afirma que não se trata do primeiro processo de “apropriação” da prática.

“A capoeira gospel me parece ser mais uma estratégia desses grupos religiosos de ocuparem espaços e de ganhar adeptos, mas não vejo como parar isso, não tem como proibir”, observou.

“Historicamente, houve muitas apropriações da capoeira. Há uma apropriação nacionalista forte, rodas no exterior com as bandeiras do Brasil, o verde e o amarelo, por exemplo, em que a origem da capoeira, a história de resistência e a ligação com os africanos escravizados muitas vezes não têm destaque algum”, pondera.

 

Fonte: BBC – http://www.bbc.com/

Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Museu Itinerante Balaio da Capoeira

Velho ônibus escolar roda pelo Brasil divulgando a arte marcial brasileira criada pelos escravos

Pilotado por Mestre 90, o museu itinerante tem até navalha de Cintura Fina

 
Nesta grande roda da capoeiragem… neste mundo de meu Deus… cada qual é como cada qual… assim é Mestre 90 e seu #balaiodacapoeira!!!

 

No começo dos anos 1970, época de sua fabricação, ele fazia a linha Centro-Carrefour Contagem. Na década seguinte, passou a servir ao transporte escolar e circulava pelos bairros da Região Oeste de Belo Horizonte – Grajaú, Gutierrez e Barroca. Por volta de 2003, assumiu função inusitada: virou museu, viajando para vários cantos de Minas Gerais e para fora do estado. Estamos falando de um ônibus Mercedes-Benz de 1972 – apelido “Dino”, alusão aos dinossauros. “Com mais de 40 anos, ele roda que é uma beleza. Tudo é original de fábrica. Precisa ver que maravilha é o motor”, celebra o proprietário do “balaio”, Rudney Ribeiro Carias, de 61 anos, o Mestre 90, um dos ícones da capoeira em Minas Gerais.

Capoeirista desde menino, ao longo dos anos Mestre 90 foi acumulando não só conhecimento, mas milhares de objetos relacionados à arte, que mistura esporte, luta, dança, cultura popular, música e brincadeira. “A maioria de nós só se preocupava em jogar. Eu não. Jogava e guardava qualquer coisa ligada à capoeira, porque sempre fui muito organizado. Daí a ideia de criar um museu. Hoje, tenho cerca de 4 mil itens no meu acervo. O interessante é que fui criando a consciência nas pessoas de guardar coisas ligadas a essa manifestação. Muitos dos meus companheiros fornecem material para o museu”, ressalta.

O acervo conta com livros, revistas, quadros, fotos, discos, berimbaus e outros instrumentos, além de armas usadas nas rodas. Uma delas é a navalha que pertenceu ao travesti Cintura Fina, mito da zona boêmia de Belo Horizonte nos anos 1950. Ficou famoso pelas brigas, era temido pela destreza com que manejava a navalha, sempre amarrada a um cordão. “Ele foi muito valente, mas a gente não tem provas de que foi capoeirista. Porém, o Cintura faz parte da história das rodas e das lutas da cidade”, explica Mestre 90.

Depois de se aposentar como motorista, ele decidiu aproveitar o veículo escolar com o qual ganhava a vida para preservar a história da capoeira. “Já que as pessoas não vão muito a museu, decidi levar o museu até elas. Nunca ganhei nada com a capoeira. Pelo contrário: sempre gastei muito (risos). Mas não me arrependo e daí a ideia de criar esse espaço”, destaca Mestre 90, que conta com a colaboração dos mestres Gaio, Luiz Amarante (Mineiro) e Toninho Cavalieri.

Sempre que é convidado para algum evento, o capoeirista leva o ônibus. Quando o “busão” chega, vira festa. “Ele é uma grande novidade. As pessoas, sobretudo a criançada, ficam fascinadas. O comentário que mais ouço é: nossa, não sabia que a capoeira tinha tanta coisa e tanta história”, repara.

 

 

A divulgação da iniciativa tem apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 2012, a pedido dos mestres, o historiador, documentarista e videomaker Daniel Porto elaborou o projeto Museu Itinerante Balaio da Capoeira, contemplado no Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). Daniel participa da Rede Catitu Cultural, associação em defesa de artistas e mestres populares voltada para conhecimentos tradicionais e étnicos.

“Recebemos recursos para fazer toda a catalogação e identificação do material, realizamos um documentário e agora aguardamos para reformar o ônibus e inaugurá-lo oficialmente junto ao Iphan. Vai deixar de ser o ônibus do 90 e se transformar num museu de verdade, com sustentabilidade. Vai sair por aí visitando escolas e instituições, cair na estrada mesmo. A expectativa é de que isso ocorra este ano”, afirma Daniel Porto. O Iphan informa que tem interesse em concretizar a iniciativa e aguarda alguns trâmites burocráticos para viabilizá-la. Porém, não há data definida.

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“Mestre 90 fez algo fantástico. Se você não contar a sua própria história e a história do seu grupo, ninguém vai contá-la. Se você não se organizar para resguardar sua memória, ninguém fará isso. Daí a importância de um projeto como este”, conclui Daniel Porto.

MUSEU DA CAPOEIRA
Visitas agendadas e informações: (31) 99997-69473.