Blog

Capoeira

Vendo Artigos de: Capoeira (categoria)

Detentos do Complexo do Curado são graduados em capoeira

Detentos do Complexo do Curado são graduados em capoeira

Catorze reeducandos do Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb), no Complexo do Curado, receberam graduações em capoeira, na manhã desta quarta (15). Durante o evento foram entregues certificados pela corda verde (para iniciantes) até a amarela e branca, destinadas aos professores do Projeto Liberdade da Ginga.
O projeto existe há seis anos e conta com 21 inscritos. Mais de 100 detentos do Pjallb já participaram do grupo desde a sua criação. O mestre Ubiraci Lima, 43 anos, recebeu o título dentro da unidade prisional e durante o evento desta quarta graduou dois professores. Conhecido como Timaia, Ubiraci ganhou a liberdade em novembro de 2019 e deseja ver todos darem continuidade ao Liberdade da Ginga.
“É muito gratificante ver tudo isso porque foi onde eu encontrei pessoas de boa índole, onde fiz amizades e abri minha mente”, contou.
Gestor do Pjallb há mais de cinco anos, José Sidney Souza, 58, considera a capoeira uma arte disciplinadora e afirma que quase 100% dos que participam não se envolvem em problemas. “Por ser um evento coletivo, baixa a tensão e o ócio criando uma irmandade. Mostra outro mundo, outras possibilidades”, destacou.
Durante a cerimônia, Sidnei recebeu do grupo um certificado de agradecimento. “Sou um cara durão e gosto das coisas certas. Nem sempre conseguimos tudo o que queremos, mas é preciso tentar. Procuro disseminar companheirismo, respeito, disciplina e principalmente crença na ressocialização”, disse. Foi homenageada também a equipe do setor Psicossocial, sob supervisão do policial penal Helder Leite.
O professor de capoeira, Williams Oliveira, 32, cumpriu pena de um ano e seis meses e ganhou a liberdade em 2016. “Eu era instrutor de capoeira quando fui convidado para dar aula. No início, eu era mais parado, ficava com raiva quando chegava a hora da aula, mas depois isso se tornou meu passatempo. Os alunos me fortaleceram”, afirmou. Do batizado, àquele momento em que o iniciante recebe a sua primeira corda, participou Amaro José, 37 anos, há dois anos e oito meses.
Detentos do Complexo do Curado são graduados em capoeira Capoeira Portal Capoeira

A prática é desenvolvida há seis anos no Presídio Juiz Antonio Luiz Lins de Barros (Pjallb) e contempla 21 detentos. (Foto: Divulgação/Seres.)

Bahia: Festival Internacional de Capoeiragem

Bahia: Festival Internacional de Capoeiragem

Festival Internacional de Capoeiragem está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para 8ª Edição do Festival Internacional de Capoeiragem, que acontece de 29 de janeiro a 2 de fevereiro, no Forte da Capoeira, no bairro de Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico de Salvador.

O evento é promovido pelo Centro de Treinamento e Estudos da Capoeiragem, liderado pelo Mestre Balão, e vai oferecer ao público diversas rodas de capoeira, apresentações, oficinas, vivências, palestra, um tour capoeirístico pelo Centro Histórico de Salvador, entre outros.

 

RODA ABERTURA 7° FESTIVAL INTERNACIONAL CTE CAPOEIRAGEM Capoeira

 

Segundo os organizadores, está prevista a participação de capoeiristas, mestres, pesquisadores de mais de 20 países.

As inscrições podem ser feitas pelo Sympla.

Pelotas & a Abolição da escravatura Brasileira

Pelotas & a Abolição da escravatura Brasileira

Primeiro estado brasileiro a abolir a escravidão foi o Ceará em 1860 bem antes da abolição acontecer em 1888.

O segundo estado a abolir a escravidão antes de 1888 foi o Rio Grande do Sul, em específico na cidade de “PELOTAS”.

Quando foi anunciado o decreto de abolir a escravidão nesta cidade o resto do estado chamaram de “froxo e covardes”, derivando o que era na época, uma ofensa grande, chamar alguém de “GAY”, colocando em causa a sexualidade de alguém no qual foi um ato totalmente ao contrário, foi um ato destemido de valentia por ter dado a liberdade aos escravos.

Historicamente daí vem todo o pejorativo sobre a masculinidade do povo da cidade de Pelotas que até hoje se extende em forma de “piadas” por todo o  território Brasileiro.

Quando se fazem piadas sobre gays referindo a cidade de Pelotas é um ato que remete a história de umas das cidades pioneiras no processo de Abolição da Escravatura no Brasil.

 

Pesquisa: Professor Magrela – Grupo Muzenza Capoeira

Fonte: Professor, Filósofo e Doutor em Educação Mario Sérgio Cortela – “As estruturas educacional rascista – 2004”.

 


Os redutos de escravos na cidade de Pelotas no século XIX

*Professor Joaquim Dias*

Abolição da escravatura Brasileira Capoeira Portal Capoeira

Os redutos de escravos na cidade de Pelotas no século XIX – Professor Joaquim Dias

“Os escravos estavam, em muitos lugares do centro urbano da cidade, tentando desenvolver suas formas de sobrevivência dentro dos limites da lei e, por vezes, fora destes limites.
 
Alguns locais já eram conhecidos pela população como redutos de negros folgados, como as margens do arroio Santa Bárbara, como se referia, em 1863, Domingos José de Almeida, ao dar seu parecer sobre o local da construção da Praça das Carretas, hoje Praça Vinte de Setembro:
 
…servindo este pequeno terreno de foco de imoralidades, fundição de crioulos e entretenimento de escravos da cidade fora do alcance de policiais…
Ao investigarmos a documentação, verificamos que diversos locais da cidade poderiam ser lugares de sociabilidades de escravos, entre eles as tavernas, bodegas ou bares que serviam como locais de socialização, seja para beber aguardente, seja para carteado, seja para a venda de produtos roubados pelos escravos, com o conluio dos donos de botecos.
 
Muitas vezes podiam ser encontrados nos bares, embora fossem proibidas suas presenças.
 
Havia grande interesse dos donos de botecos em comprar produtos roubados por escravos, pois poderiam obter bons lucros na revenda dos mesmos. Já por parte dos escravos, a venda para bodegueiros representava uma enorme facilidade na revenda insuspeita de produtos roubados.
 
(…)
 
A região da várzea, onde se localizava o Porto da cidade, também aparece como um dos locais de socialização de escravos e libertos; esta região era conhecida por ajuntamentos de escravos e suas arruaças.
 
Tal fato pode ser explicado por dois motivos. Um deles é que embarcações com gêneros alimentícios chegados à cidade deveriam vender produtos, a miúdo, para a população em geral, por até dois dias após sua chegada no Porto, o que naturalmente atraía para essa região uma quantidade razoável de escravos e livres pobres.
 
Outro motivo poderia ser a grande concentração de bares e botecos na região, como podemos observar na seguinte reclamação publicada no jornal Correio Mercantil de 1883:
 
…À noite, é esta parte da cidade teatro de cenas escandalosas que as mais vezes terminam, em grosas pancadarias (…). Provém isto dos ajuntamentos de marinheiros dos navios surtos no porto, escravos de charqueadas e mulheres de má vida; ajuntamentos que tem lugar em algumas tabernas e botequins aqui existentes, apesar das contínuas visitas que lhe faz a polícia.
No documento acima mencionado vemos que a taverna é descrita como pólo irradiador da desordem, confluindo escravos, marinheiros e prostitutas; no entanto, podemos deduzir que estas pessoas foram classificadas como escandalosas e violentas por não se enquadrarem nos parâmetros sociais pensados para elas pela elite local.
 
Esta desordem denunciada pelo jornal poderia ser a ordem das ruas, com suas regras próprias, seus códigos de honra e valores específicos.”
 
Fonte: SANTOS, Leovegildo Silva dos. O cotidiano de escravos e livres pobres no espaço urbano da cidade de Pelotas no século XIX. In: Ágora Revista Eletrônica, Ano IX, no. 17, dez. 2013, p. 19-20

Jovem promessa da ‘Pitbull Brothers’ Ilara Joanne começou na CAPOEIRA

Jovem promessa da ‘Pitbull Brothers’ Ilara Joanne começou na CAPOEIRA

 

Eu tive a primeira oportunidade de ter contato com as artes marciais na capoeira, quando me mudei para Fortaleza. Aí uma coisa foi levando a outra: capoeira, muay thai, jiu-jitsu.

 

Promessa da ‘Pitbull Brothers’, Ilara Joanne exalta treinos com Henry Cejudo no Brasil

Aos 25 anos, a jovem promessa da ‘Pitbull Brothers’ Ilara Joanne fará sua segunda apresentação no cage do Bellator no próximo dia 28 de dezembro, quando encara Kana Watanabe, em evento que será realizado na Saitama Super Arena, no Japão. Em conversa exclusiva com a reportagem da Ag. Fight, a cearense – que se encantou pelas artes marciais na infância ao assistir filmes com a temática de luta – comentou sobre a gratidão pelo papel exercido pelos irmãos ‘Pitbull’ em sua carreira, seus treinamentos durante a preparação com Henry Cejudo, campeão peso-galo (61 kg) do UFC, além de projetar uma futura disputa pelo cinturão peso-mosca (57 kg) da entidade americana.

Através dos filmes de artes marciais que passavam em sua televisão, Ilara – natural do interior do Ceará – teve a oportunidade de conhecer e se apaixonar pela luta. Já residindo em Fortaleza, a jovem ingressou na capoeira, seguida do muay thai e do jiu-jitsu. O caminho para o MMA era natural, e a lutadora estreou já como profissional na modalidade. E de acordo com ela, esta experiência foi fundamental para decidir seu futuro como atleta.

“Eu morava no interior do Ceará e lá ninguém ouvia falar em artes marciais, tudo que eu via era na televisão, com os filmes do Jackie Chan, ‘O (Grande) Dragão Branco’. E desde criança sempre foi meu sonho fazer isso, mesmo sem o entendimento de que isso poderia me trazer um retorno financeiro, esse sempre foi o meu sonho de infância. Eu tive a primeira oportunidade de ter contato com as artes marciais na capoeira, quando me mudei para Fortaleza. Aí uma coisa foi levando a outra: capoeira, muay thai, jiu-jitsu. Fiz algumas lutas de muay thai, de jiu-jitsu, e estreei no MMA, já no profissional. Depois dessa primeira luta eu tive certeza que era isso que eu queria para a minha vida”, relembrou Ilara Joanne.

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por © Ilara Joanne Mma (@ilarajoanne) a

De Fortaleza para Natal, onde mora e treina hoje em dia, a cearense encontrou nos irmãos Patrício e Patricky ‘Pitbull’ o suporte necessário para evoluir e alcançar o patamar atual, em um dos maiores eventos de MMA do mundo. Grata pela tutelagem recebida na equipe ‘Pitbull Brothers’, a lutadora afirmou que sempre se espelhou na trajetória dos potiguares.

“Acredito que, hoje, eu devo tudo a eles e a Pitbull Brothers. Tudo que vem acontecendo de bom na minha vida, eu devo primeiramente a Deus, mas se não fosse por eles eu não estaria onde eu estou agora. A minha equipe migrou para ser Pitbull Brothers de Fortaleza, então eu sempre tive eles como espelho, mesmo antes de vir para Natal. E depois de vir para cá, nem se fala. Tudo que vem acontecendo é por conta deles”, contou a lutadora peso-mosca.

Ilara estreou no Bellator com vitória por finalização sobre Bec Rawlings em outubro deste ano, seu terceiro triunfo consecutivo, e nono na carreira. Experiente, apesar da pouca idade, a cearense destaca este fator como fundamental para sua boa estreia, além de afirmar que a experiência adquirida antes de assinar com a organização americana lhe deixou pronta para uma disputa pelo cinturão da categoria, a qual ela espera que ocorra em breve.

“Acho que a gente não pode atropelar etapas e toda essa minha trajetória antes do Bellator serviu para eu ganhar experiência e calma. Talvez se eu tivesse entrado com menos lutas, o resultado não teria sido tão positivo quanto foi na minha estreia (no Bellator). Agora, eu acumulei bastante experiência, acredito que as etapas que eu passei foram as que eu precisava para chegar em um cinturão. E agora estou pronta, só esperando minha chance, a minha vez”, declarou Ilara, antes de comentar sobre a atual campeã peso-mosca, Ilima-Lei Macfarlane, que defende seu cinturão neste sábado (21) contra Kate Jackson, no Bellator 236, no Havaí (EUA).

“Ela (Ilima-Lei Macfarlane) vai continuar com o cinturão, tem um grappling bem superior ao da adversária. Com certeza o jogo dela encaixa com o meu. Inclusive, a gente já fez um treino juntas em Curitiba e foi um treino bem movimentado e agora, ainda mais treinando aqui, eu tenho certeza que eu posso vencê-la. Foi um treino de grappling, a gente fez um treino bem equilibrado, mas eu tenho certeza que, com a experiência que eu ganhei aqui, hoje eu sou superior”, contou a atleta, conhecida como ‘Arya Stark’, personagem da série de sucesso ‘Game of Thrones’, da qual é fã.

Assim como a personagem que dá a ela o apelido, Ilara busca destronar a principal ‘vilã’ da categoria. No entanto, antes de pensar em disputar o cinturão da divisão, a brasileira precisa superar sua próxima oponente, a japonesa Kana Watanabe. Invicta no MMA profissional após nove lutas, a lutadora asiática promete atrapalhar os planos da brasileira. Porém, a cearense teve reforços de peso durante a sua preparação para o duelo. Henry Cejudo – campeão peso-galo do UFC e recentemente destituído do título dos moscas –, Kelvin Gastelum, sétimo colocado no ranking peso-médio (84 kg) do Ultimate, além de Eric Albarracin, treinador de wrestling de longa história em solo brasileiro, vieram ao Brasil, mais especificamente para Natal (RN), e participaram de alguns treinos na academia ‘Pitbull Brothers’.

“Como eu já vinha de um camp, eu estava praticamente pronta. A gente só direcionou os treinos para a minha nova adversária. A coincidência do (Henry) Cejudo estar aqui foi muito feliz para mim. Ele somou bastante nos meus treinos, o ‘capitão’ (Eric Albarracin) também, eles sabem muito de quedas, até um pouco de judô, então me ajudaram bastante. Agregaram muito nos treinos de defesa de queda, foi bastante importante para mim, um treino de wrestling muito forte. Sem falar na energia que eles trazem (para a academia), a galera fica instigada para treinar, foi muito proveitoso”, concluiu a cearense.

No MMA profissional desde agosto de 2013, Ilara Joanne possui nove vitórias e quatro derrotas em seu cartel. Além do combate entre a brasileira e a lutadora da casa Kana Watanabe, o Bellator 237 terá em sua luta principal o duelo entre duas lendas, Fedor Emelianenko e Quinton ‘Rampage’ Jackson.

Capoeiristas de todo o mundo se reúnem em Brasília

Capoeiristas de todo o mundo se reúnem em Brasília

Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil  com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer organizam o Encontro das Américas, Europeu e Africano de Capoeira

Cerca de 600 pessoas participam do Encontro das Américas, Europeu e Africano de Capoeira

Até domingo (15), a  22ª edição do Encontro das Américas, Europeu e Africano de Capoeira se realiza em três escolas públicas do Distrito Federal. A programação,  que começou na segunda-feira (9), inclui show cultural, roda de capoeira dos velhos mestres, orquestra de berimbaus, puxada de rede (encenação da atividade pesqueira), Maculelê (dança folclórica brasileira) e formatura de mestre.

O encontro reúne cerca de 600 capoeiristas, associados ao Raízes do Brasil, que moram em várias localidades do mundo com a proposta de disseminar essa expressão cultural que combina arte marcial, cultura popular, dança, esporte e música. Nesta oportunidade, Brasília recebe visitantes da Itália, Suécia, Espanha, São Tomé e Príncipe, além de outras regiões do país, como Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Piauí, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão e São Paulo.

Capoeiristas de todo o mundo se reúnem em Brasília Eventos - Agenda Portal Capoeira

O encontro está divido ente a Escola Parque 313/314 Sul, a Escola Classe 410 Sul e o Teatro da Escola Parque da 308 Sul. “Nós desenvolvemos várias atividades durante o ano, mas uma vez a cada 12 meses, nós tentamos reunir o máximo de integrantes aqui em Brasília para desenvolvermos atividades diversas, graduar professores e nos atualizar mesmo sobre o mundo da capoeira”, destaca Ralil Salomão, fundador do Raízes do Brasil, associação que iniciou em 1980 e já se espalhou em 16 unidades da federação.

A realização do encontro é do Centro Cultural de Capoeira Raízes do Brasil  com apoio da Secretaria de Esporte e Lazer.

* Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer

IV Seminário Questões Epistemológicas da Capoeira

IV Seminário Questões Epistemológicas da Capoeira

Uma Leitura da Realidade do Mestre de Capoeira Dr. Luiz Renato Vieira-Beribazu/UnB

  • Local: Auditório Denis Bernardes-Centro de Ciências Sociais Aplicadas-UFPE.
  • Data: 06 e 07/12/2019.
  • Coordenação: Henrique Gerson Kohl-Contramestre Tchê-Projeto Capoeira COM a UFPE/Capoeira Interação-PE

Na sexta-feira (06/12/2019), no Auditório Denis Bernardes-Centro de Ciências Sociais Aplicadas-UFPE, o competente e colaborador Mestre Luiz Renato Vieira, com ética e singular responsabilidade social, abordou a temática: Introdução à história da Capoeira e, no sábado (07/12/2019), no mesmo local, ministrou a palestra: Identidade e Tradição no Mundo da Capoeiragem. Palestras que, com fins extensionistas públicos, gratuitos e de qualidade, oportunizou para o público beneficiado um estado da arte de relevantes temáticas do universo da Capoeira. Tal processo de formação continuada teve finalidade solidária para a arrecadação de alimentos não perecíveis para servidores(as) terceirizados(as) de limpeza do Departamento de Educação Física-DEF-CCS-UFPE.

Ambos os momentos formativos tiveram significativa adesão de parte das figurações da capoeira do Estado de Pernambuco e contou com os seguintes apoios: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc)/UFPE, Departamento de Educação Física/CCS/UFPE, Gabinete da Deputada Estadual Priscila Krause, Marante Hotel, da Associação Capoeira Interação, parte significativa das figurações da capoeira do estado de Pernambuco, Portal Capoeira, REDE CEDES-UFPE e Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão Artes Marciais, Modalidades Esportivas de Combate, Lutas e Capoeira-NEPEX-DEF-CCS-UFPE.

 

Link de divulgação do evento:

Mestres(a): Bero (Centro de  Capoeira e Educação João Mulatinho), Bira (Mandinga Mandingueiro), Dani (Chapéu de Couro), Danone (Rabo de Arraia), Envergado (Muzambê), Gilson (Axé Quilombo), Jacaré (Ginga Brasil), Jacaré (Nação Camaragibe), Marco-Angola (Volta Que o Mundo Dá), Radiola (Arte Livre), Vovô (Ginga Brasil) e Zumbi (Muzambê); Contramestres Bruno (Chapéu de Couro) e Boa Gente (Ilê Capoeira); Profa Rose (Ginga Brasil), Instrutores Folha (Ginga Brasil), Leite (Ginga Brasil) e Ton (Angola Palmares); Monitora Kinha (Volta Que o Mundo Dá); Grads. Iran (Rabo de Arraia) e Papagaio (Ginga Brasil); e outras referências não menos importantes.

Moções entregues em ato honorífico público materializado durante o evento:

  • Prof. Dr. Luiz Renato Vieira (Mestre de Capoeira),
  • Sra. Priscila Krause Branco (Deputada Estadual-Pernambuco),
  • Sr. Breno Nicolas Barbosa Ferreira de Araújo,
  • Sra Luciana Firmino- Apoio Pedagógico do Centro de Ciências Sociais Aplicadas-UFPE,
  • Prof. Dr. Jeronymo José Libonati- Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas-UFPE,
  • Marante Hotel.

Juliette Binoche se esbalda na quadra da Mangueira e arrisca na ginga em roda de capoeira

Juliette Binoche se esbalda na quadra da Mangueira e arrisca na ginga em roda de capoeira

Ganhadora de um Oscar e conhecida por filmes como “O Paciente Inglês” (1996) e “A Liberdade É Azul” (1993), Juliette Binoche visitou o Brasil pela primeira vez nesse final para ser a madrinha do aniversário de 30 anos da distribuidora cinematográfica Imovison. E a atriz francesa deu um show de simpatia para o público brasileiro. Juliette aproveitou para conhecer mais sobre a cultura do país e até se arriscou a sambar e a jogar capoeira.

Juliette Binoche se esbalda na quadra da Mangueira e arrisca na ginga em roda de capoeira Capoeira Portal Capoeira

Binoche e o cineasta Cédric Kahn foram visitar a comunidade do Morro do Palácio, no Ingá, Zona Sul de Niterói. Ao ver uma roda de capoeira, a atirz francesa não resiste e se arrisca em alguns movimentos, demostrando ter ginga.

 

Bahia: Projeto Ginga De Peito Aberto

Bahia: Projeto Ginga De Peito Aberto

Projeto Ginga De Peito Aberto II promove batizado de capoeira para beneficiados

O mês de dezembro será especial para os alunos do Projeto Ginga. Os beneficiados dos núcleos Vale das Pedrinhas e Cristo Rei, ambos em Salvador, participarão do batizado de capoeira. O evento será um momento único em que os alunos receberão um cordão de capoeira como reconhecimento simbólico pelos aprendizados adquiridos ao longo do projeto.

A primeira cerimônia será na Escola Municipal Vale das Pedrinhas, no sábado, dia 07/12, a partir das 9h. No sábado seguinte, dia 14/12, também a partir das 9h, será a vez da Escola Municipal Cristo Rei. Cada uma das instituições é um núcleo de atividades e recebe 225 alunos. Ao todo, o Ginga beneficia 450 crianças e jovens da capital baiana com aulas gratuitas de capoeira.

O coordenador pedagógico do projeto, Anderson Lopes, afirma que o momento do batizado é muito esperado por todos.

“É uma oportunidade muito gratificante para todos. O Ginga tem um total de 12 meses de duração, e estamos entrando na reta final de execução do ciclo. Os batizados serão um momento de reconhecer o esforço dos alunos ao longo do ano e parabeniza-los por todo o conteúdo aprendido e absorvido nesse período”, disse.

Executado pela Organização Social De Peito Aberto Incentivo ao Esporte, Cultura e Lazer, o Projeto Ginga II é viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Cielo e apoio da Prefeitura de Salvador através da Secretaria de Educação.

Batizado – O batizado é uma roda de capoeira solene e festiva, em que alunos novos recebem sua primeira corda e a partir de então podem passar para graduações superiores. Em algumas ocasiões, podem-se ver formados e professores recebendo graduações avançadas, momento considerado honroso para o capoeirista. O batizado parte ao comando do capoeirista mais graduado do grupo, seja ele mestre, contramestre ou professor. Os alunos jogam com um capoeirista formado e devem tentar se defender. Normalmente, o jogo termina com a queda do aluno, momento em que é considerado batizado, mas o capoeirista formado pode julgar a queda desnecessária. No caso de alunos mais avançados, o jogo poderá ser com mais de um formando, ou até mesmo com todos os formandos presentes, para as graduações avançadas.

 

Fonte: https://esportesmais.com.br/

Projeto oferece aulas gratuitas de capoeira para crianças de Maracajá

Projeto oferece aulas gratuitas de capoeira para crianças de Maracajá

Em Santa Catarina, um projeto oferece aulas gratuitas de capoeira para crianças de Maracajá. O esporte tem ajudado no desenvolvimento físico e social dos alunos.

 

Projeto Brambila Ginga Capoeira

Esse projeto oferece aulas gratuitas de capoeira para crianças em Maracajá, buscando melhorar o desenvolvimento delas e da sociedade. O projeto é uma iniciativa privada de uma rede de postos de gasolina.

Fonte:

Repórter Brasil: http://tvbrasil.ebc.com.br/

O Corpo da Capoeira

O Corpo da Capoeira Extrapola o físico, vai além do entendimento do que é palpável… Adapta se e se reinventa… Transforma e regenera… O Corpo da Capoeira personifica a Liberdade de expressão, evolução e a busca do auto conhecimento… Ele é imaterial, imensurável, divino… uma profunda e vasta relação emocional… É memória é sentimento… É o cantar de uma mãe ao filho.

 

Nosso amigo Thiago Ferreira (Capoeira de Besouro)  traz uma importante reflexão: O corpo da capoeira

O corpo da capoeira e a Capacidade de buscar novas formas (se deformar) em cada individuo, de achar em cada um, a virtude de se adaptar, de compensar o que não e dominado a serviço de se expressar . Um ato de Liberdade. Uma forma única de evoluir internamente. Um processo de alto conhecimento.

O corpo da Capoeira não é a pratica, também não é palpável… “O corpo da Capoeira” é subtil, imaterial, intrínseco, plural e metafisico… ele consegue mover o corpo físico, e ligar ao plano espiritual, no seu mais profundo sentido…. aflora sentimentos, gera reflexões, nos faz sentir que somos parte de algo muito maior.

Uma nova noção de todo corpo, uma conexão alem do entendimento comum, como “o cantar de uma Mãe ao filho”. Como um Rabo de lagartixa, ele pode se compensar, se regenerar e  buscar novas virtudes, sempre a serviço de uma liberdade única e exclusiva de cada um.

Não é uma coisa só de educação e fundamentos. Não é só uma ideia de formação. Pensar que este corpo se limita a isso é subjuga-lo, é menosprezar a força e o tamanho deste poder…. uma compensação advinda da adversidade.

Então qual e o corpo da capoeira que eu quero ter? Qual e o tamanho do corpo da minha capoeira?

Como capoeira, eu percebi que o tamanho da minha capoeira, tem que ser, nem que seja com muita forca, o tamanho da minha sensibilidade. O corpo da minha capoeira não pode ser só, o tamanho do meu corpo físico. Também não só da minha motivação, nem tão pouco só alguma forma de credulidade espiritual… mas sim, o tamanho daquilo por que, por quem, e como EU ME EMOCIONO E ME RELACIONO. É todo um corpo social, e nesse corpo social, é que a capoeira exerce uma de suas maiores virtudes: “A agregação”.

Estar juntos… No que familiariza, e no que difere, nos relacionarmos, nos construir, confiar, ser e estar…

  • (ver texto abaixo do querido Mestre Decanio)

 

Ø Jesus pregou a cidadania como Lei Divina
# Somos todos irmãos

Ø Vigotisky concebeu a cidadania como decorrência lógica da vida em sociedade e cooperação inter-pares
# A vida em sociedade ou grupo baseia-se na cooperação entre seus membros ou pares
# Nenhum homem se constrói HOMEM sem a cooperação de OUTRO HOMEM

Ø A capoeira materializa a cidadania pela indispensabilidade de respeito e confiança mútua entre os seus praticantes
# A Capoeira parece um embate de corpos, mas é um encontro de corações em clima de harmonia, felicidade e amor

Jesus, Vigotisky, Capoeira e Cidadania

 

Uma constante luta contra toda essa segregação, a cada dia mais vigente,  infelizmente acontece em nossa capoeira. Grupos são exaltados e tratados como verdadeiros impérios. Mestres ou melhor pseudos mestres se comportam como imperadores. Então através desse processo se permite todo uma agressividade física verbal e social… Seja na capoeira ou em qualquer outro aspecto cultural.

É la no embrião da capoeira, na sua formação como um corpo social, que não separa grupos, por imposições genéticas, como famílias, que não divide por classes e não reconhece raças, não separa por etnia, pigmentação ou por qualquer razão vazia como orientação sexual, é ai que este corpo toma forma… cresce… prolifera… nasce e morre… em cada aú, em cada ginga, cada canção… e no toque do berimbau… no olhar e no aperto de mão… é ai que vive O CORPO DA CAPOEIRA.

O corpo social da capoeira, é o tamanho do que eu quero para o meu corpo como capoeirista. Que tem a adversidade como principal elemento para a formação de comunidades, organizando uma necessidade de cantar mos juntos uma mística maior. O cantar de uma Mãe ao filho.

 

Texto: Thiago Ferreira Eletrodo (Capoeira de Besouro)