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Acão Roda Mundo Promoverá Oficina de Caxixi na Vila Nenzim

Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda II

A comunidade da Vila Nenzim, em Barra do  Corda, nos dias 11, 12 e 13 de junho, será o   palco de  um importante evento da Capoeira   maranhense, o II Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda que este ano terá como tema:  “E o caxixi….??? …A gente faz!!!! E a Capoeira… ??? ..  .Dança guerreira da paz!!!!

O Encontro  faz parte das atividades do Trabalho Educacional da Secretaria Municipal de Educação,  AÇÃO   RODA  MUNDO    – CAPOEIRA ANGOLA”  , e   oferecerá aos participantes   do Projeto e aos demais capoeiras      cordinos,   oficinas     de   confecção de caxixi, ministrada pelo Professor Werti Silva, o Cabeludo  do Grupo Mandingueiros do Amanhã, e de Capoeira Angola, regida pelo Mestre Antonio da Conceição Ramos, o mestre Patinho.

O II Encontro, que conta a colaboração do Grupo Angoleiros da Barra, coordenado pelo Professo Irapuru Iru Pereira,  a colaboraç onta   Encontro rti Silva do Grupo Mandigueiros do Amanh  acontecerá  na Escola Nilva Silva de França e   contará também com a participação de capoeiras de outras cidades do Maranhão.

O II Encontro de Capoeira Angola de Barra do Corda, tem  como objetivo oferecer aos alunos beneficiados pelo  AÇÃO RODA MUNDO  da  Vila Nenzim, o contato com saberes práticos e teóricos com a Capoeira Angola, no caso específico a confecção do caxixi ( pequena cesta de vime, acessório do berimbau), como também dar  continuidade  ao intercâmbios dos capoeiras cordinos  com  os demais capoeiras maranhenses da Angola, iniciado em 2005 com a fundação do Grupo Angoleiros da Barra, o GABA Capoeira Angola.

A iniciativa  tem o  apoio de  órgãos públicos e privados de Barra do Corda e de São  Luis, e terá a seguinte programação;

Dia 11/06/2010 – Sexta-feira

☻Das 15 às 17 horas –  Papoeira  com  Mestre Patinho : “O velho no novo, sem molestar a raiz”; – Escola Nilva Silva de França;

☻17 horas – Capoeira Angola e Musicalidade – Regência de Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França;


Dia 12/06/2010 – Sábado

☻ Das 8  às 11  horas –  Oficina de caxixi com o Professor Cabeludo- Escola Nilva Silva de França

☻ Das 9 as 11  horas – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França

☻ Das 14  às 17  horas –  Oficina de caxixi com o Professor Cabeludo- Escola Nilva Silva de França
☻ Das 15 as 17  horas – Oficina de Capoeira Angola com Mestre Patinho; – Escola Nilva Silva de França;

☻20 Horas – Roda de Capoeira Angla –  Praça Melo Uchoa – Centro.

Dia 13/06/2010 – Domingo

☻ Das 11  horas às ?????? –  “Tambor rufô” –   vadiação dos participantes do evento , na Chácara Sapucaia, Av. Beira Rio, ao lado do Bar Taboca, Bairro Incra com a participação especial da Banda Irmandade;

As vagas para oficinas são limitadas.  Inscrições com o Professor Irapuru – (99) 9643-9989 ou (99) 8145-2852; e-mail  [email protected]

Deram a maior força  nessa história:

– Açougue 3 Irmãos;
– Audiolar;
– Auto Escola Brandãos;
– Azevedo Transportes;
– Churrascaria Oliveira;
– Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente de Barra do Corda;
– Deputado Rigo Teles;
– Deputado Tatá Milhomem;
– Dr. Carlos Moraes;
– Dr. David Feller;
– Dr. Weurik;
– Escola de Natação Aquabarra;
– Fazenda Chapada;
– Fernanda Milhomem;
– Funerária Santa Terezinha;
– Instituto José Orleans;
– Junho do Nenzim;
– Kumon;
– Loja Catu Biju;
– Olímpio e Sandra;
– Padaria Patrícia;
– Padaria Tocantins;
– Prazeres;
– Professor Inácio;
– Projeto;
– Raimundo Neto;
– Ritrama – Guindastes e Transportes;
– Roberto;
– Rudakof
– Ricardo Capoeira;
– Sacolão Brasil;
– Servidores da Apae;
– Vereadora Nilda Barbalho;
– Unilar
– Zeca do Juá;
– Todos os meios de comunicação de Barra do Corda e de outras cidades que estão divulgando o evento.

Fonte: http://www.barradocorda.ma.gov.br/secretarias/secretaria_educacao.php

Capoeira inclusiva estimula crianças a superar limites

Capoeira inclusiva. É um projeto desenvolvido no município de Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, que reúne crianças de escolas públicas e da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais

Meninos e meninas se organizam numa roda, batem palmas, gritam, cantam e assim começa o jogo. O movimento das pernas e braços acompanha o som que vem do berimbau, do atabaque, do caxixi. Os pequenos capoeiristas se divertem e mostram habilidade nas acrobacias próprias do jogo. No grupo, crianças muito especiais: surdas, autistas, com paralisia, Síndrome de Down e deficiências múltiplas. A garotada pratica, há um ano, capoeira inclusiva, na sede da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Maranguape.

É um projeto pioneiro no Pais batizado com esse nome pelo professor Eraldo Gabriel de Sousa, o Mestre Beija-Flor. O sergipano fica no meio da roda das crianças orientando, incentivando e consegue tornar o jogo da capoeira igual para todos. "O nosso trabalho sempre é feito com a perspectiva da inclusão. Ajudamos as crianças no seu desenvolvimento psicomotor, no seu equilíbrio, afetividade e socialização. A capoeira inclusiva trabalha desde a consciência corporal até a elevação da auto-estima", diz Mestre Beija-Flor, que já deu cursos, palestras e aulas em várias cidades do Brasil divulgando esse projeto de harmonia social.

"Aqui (em Maranguape), a Secretaria da Educação acreditou no projeto e o adotou, especialmente a coordenadora do Núcleo de Educação Especial, a professora Virgínia Queiroz. Estamos encerrando o contrato de um ano", relata Mestre Beija-Flor que, mesmo indo embora da cidade, deixa uma pessoa preparada para dar continuidade à capoeira inclusiva. Deu todas as orientações para Antonio Renato da Silva Oliveira, o Renato Gigante, que vai trabalhar com as crianças. Ao todo são 680 alunos de escolas municipais e da Apae de Maranguape.

A prática da capoeira inclusiva, segundo Eraldo Gabriel, já foi implantada em Sergipe, Pernambuco, São Paulo, Alagoas, Minas Gerais, Pará, Maranhão e Rio Grande do Sul. No próximo mês, após o II Encontro Maranguapense de Capoeira Inclusiva, na sede da Apae, Mestre Beija-Flor segue para Manaus (AM). Depois, anuncia, viaja para Portugal e países da América Latina para difundir o projeto terapêutico.

A capoeira inclusiva é feita com pessoas cegas, surdas, com hidrocefalia, paralisia cerebral, déficit de aprendizagem e com idosos. "Queremos quebrar preconceitos, enfrentar as barreiras que essas pessoas encontram. Estimular uma cultura de paz. Esse projeto já foi levado para universidades, foi motivo de cursos, fóruns e palestras". Segundo ele, a capoeira estimula as crianças a vencerem seus próprios limites. Eraldo diz que, por onde anda, forma multiplicadores para que trabalhem a inclusão dentro das escolas.

DICIONÁRIO

O caxixi é um instrumento idiofone do tipo chocalho, de origem africana. É um pequeno cesto de palha trançada, em forma de campânula (sino).

O atabaque (ou tabaque) é um instrumento musical de percussão. O nome é de origem árabe: at-tabaq (prato). Constitui-se de um tambor cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas cobertas de couro de boi, veado ou bode.

SAIBA MAIS

A capoeira é uma técnica esportiva e cultural desenvolvida na África e trazida para o Brasil pelos escravos. Por muito tempo foi proibida, porque no período colonial buscavam reprimir a cultura negra. Esse fato se agravou quando se deu a abolição da escravatura, pois os negros, sem condições de sobrevivência, organizavam bandos e esquematizavam roubos.

Em 1932, a capoeira foi renovada por Mestre Bimba. Ele acrescentou movimentos existentes nas artes marciais e levou a capoeira a ser conhecida sem apresentar ligações com marginais. O esporte se estendeu, ao longo do tempo, por todo o País.

Para jogar capoeira é necessária a música tocada pelo berimbau, pandeiro, atabaque, caxixi, agogô e cantada pelos capoeiristas da roda. A música determina o ritmo e o estilo do jogo.

Os movimentos básicos da capoeira são: ginga, aú, queda de quatro, cocorinha, negativa, queda de rim e resistência.

Os toques mais conhecidos são: Angola (São Bento Grande), São Bento Pequeno (Angolinha), Iúna (Lamento), Amazonas (Cavalaria), Santa Maria (Benguela), Idalina (Maculelê), Samba de Roda (Samba de Angola), São Bento Grande de Bimba (Samango), Valsa (Samba de Enredo) e São Bento Corrido (Choro).

FONTE: www.brasilescola.com

Foto: TALITA ROCHA

II Encontro Internacional de Capoeira Angola de Salvador Mestre Jogo de Dentro

O Grupo de Capoeira Semente do Jogo de Angola convida
todos os amantes da Capoeira Angola, independentemente do
estilo ou nacionalidade para que, juntos, possamos crescer e nos aprofundar nesta arte centenária da Cultura Afro-brasileira.
Com a presença de renomados mestres da Velha Guarda
pretendemos através das aulas, oficinas, rodas e palestras trocar experiências, informações e, principalmente, ampliar nossos conhecimentos.
 
A Capoeira Angola já conquistou o mundo, mas não podemos
deixar que as tradições e fundamentos sejam esquecidos.
Esse era o sonho do Mestre Pastinha.
  
O I Encontro Internacional de Capoeira Angola de Salvador
aconteceu em janeiro de 2005 e contou com a presença de
Grandes Mestres, muita energia positiva e principalmente
grande troca de informações. Temos a certeza de que este
segundo encontro será ainda melhor. Contamos com sua
grandiosa presença.
 
PROGRAMAÇÃO
Dia 04 (15h)
Roda em frente a Igreja da Lapinha
Dia 05
10h – Aula de movimentos- Mestre Jogo de Dentro
12h – Intervalo
14h – Aula de movimentos- mestre convidado
16h30min – Roda para os participantes
Dia 06
10h – Aula de movimentos – mestre convidado
12h – Intervalo
14h – Aula de movimentos- Mestre Jogo de Dentro
17h- Palestra com Prof. Jorge Conceição(Capoeira Angola e o
resgate da ancestralidade ecológica)
Dia 07
9h – Oficina de fabricação de Berimbau e Caxixi
OBS: Trazer a cabaça (o instrumento fica com o participante)
16h – Aula de ritmos e toques de Berimbau – mestre convidado
17h – Roda aberta
19h30min – Coquetel, exposição de fotos e lançamento do Livro
“Capoeiristas na cidade Bahia” de autoria do Contra-Mestre Bel
Dia 08
10h- Encerramento do Encontro com Roda na Praça de
        Cachoeira de São Félix
 
Obs.: Não temos alojamento
 
Planos para pagamento
1º- Toda programação        = R$ 350,00
2º- Toda programação, exceto oficina de
      Berimbau e Caxixi  = R$ 300,00 
3º- Qualquer atividade avulsa         = R$ 25,00
4º- Somente oficina de Berimbau e Caxixi     = R$ 50,00
Inscrições até 28 de dezembro de 2005
 
Depósito bancário em nome de:
Jorge Egidio dos Santos
Banco do Brasil. Agência 1515-6.
Conta corrente 33.601-7
Obs.: Indispensável apresentação do comprovante
de depósito no momento da inscrição
 
Vagas limitadas
 
Haverá ônibus para Salvador com saída e retorno para Campinas.
Saída de Campinas dia 27/12/2005 as 08:00horas da manhã
Retorno para Campinas dia 10/01/2006
Informações com Mestre Jogo de Dentro
(19) 3289.0018 ou (19) 9715.3254
e-mail:
[email protected]
www.sementedojogodeangola.org.br
 
Local do Evento: Centro Cultural Quilombo Cecília
Rua do Passo, 37- Santo Antônio – Salvador – Bahia – Brasil
CEP: 40301-408 / e-mail:
[email protected]
 
 
Peça teatral em homenagem ao Mestre Pastinha
”Quando as pernas fazem miserê”
Direção e concepção: Luis Carlos Nem
 
 
INGLES
 
It comes the 2nd Capoeira Angola International Meeting  from Salvador, Mestre Jogo de Dentro
                           
 
2nd CAPOEIRA ANGOLA INTERNATIONAL MEETING
2006, from January 4th  to 8th
SALVADOR/BAHIA
 
"Centro Cultural Quilombo Cecília"
37, Passo Street – Saint Antonio – Salvador – Bahia – Brasil
CEP: 40301-408 / e-mail:
[email protected]
 
 
It comes the 2nd Capoeira Angola International Meeting  from Salvador, Mestre Jogo de Dentro
 
The Capoeira Group “Semente do Jogo de Angola” invites all the
people who loves Capoeira Angola,  it does not matter the style or
nationality, in order to grow up together and go deeply in this
centennial Afro-Brazilian Culture art.
With the presence of former famous masters we intend exchange
experiences, informations and mainly to enlarge our knowledgment
through out classes, workshops, “rodas” and conversations. The
“Capoeira Angola” had already conquered the world, but we cannot
let that traditions and foundations could been forgotten. This was the
Mestre Pastinha’s  dream.
The First “Capoeira Angola” International Meeting, from Salvador,
took place on January, 2005, and could count on the presence of
Famous Masters, a hard positive energy and, mainly, an enormous
exchange of information. Now, we are sure that this 2nd Meeting
will be better yet. We are counting on your estimated presence.
 
JANUARY
The 4th (3:00 p.m.)
“Roda” in front of the “Lapinha” Church
The 5th
10:00 – Movements class  Master “Jogo de Dentro”
12:00 – Break
2:00 p.m. – Movements class – master invited
4:30 p.m. – “Roda” for the participants
The 6th
10:00 – Movements Class – master invited
12:00 – Break
2:00 p.m. – Movements Class  Master “Jogo de Dentro”
5:00 p.m. – – Speech with the Professor Jorge conceição (‘Capoeira
Angola’ and the ransom of echologic ancestral)
The 7th
 9:00 – Berimbau and Caxixi Manufacturing Class
Note: Please, take with you the calabash (the instrument is going to
stay with you)
 4:00 p.m. – Berimbau Rhythms and Touch Class – master invited
 5:00 p.m. – Open “Roda”
 7:30 p.m. –  Cocktail, Photos exposition and the issue of the book
"Capoeiristas na cidade da Bahia", autorship: ‘Contra-Mestre Bel’
The 8th
10:00 – Meeting Closing with “Roda” in the “Cachoeira de
           São Félix” Square
Note: We do not have accommodation.
 
FEES
1st  – The whole program  = R$ 350,00
2nd – The whole program, except Berimbau
 and –  Caxixi Class = R$ 300,00
3rd  – Single classes = R$ 25,00
4th  – Only Berimbau and Caxixi Class = R$ 50,00
 
Inscriptions up to 2005, December 28th
 
Banking deposit in the name of :
Jorge Egídio dos Santos
Banco do Brasil  Agency: 1515-6, Current account nº 33.601-7
It will be indispensable the presentation of the banking deposit at the
time of the inscription
 
Limited number of inscriptions.
 
There will be a bus with departure from and returning to Campinas.
Departure from Campinas: Dec. 27th, 2005 – at 8’oclock in the morning
Returning to Campinas: Jan. 10th, 2006
Informations: Master Jogo de Dentro
00 55 (19) 3289.0018 ou (19) 9715.3254
e-mail:
[email protected]
www.sementedojogodeangola.org.br
 
Play in honour to "Mestre Pastinha"
"When the legas dance and play"
Direction and conceiving: Luís Carlos Nem
Produced by the Group
“Capoeira Semente do Jogo de Angola”

A construção do berimbau

O primeiro passo para o fabrico do berimbau é a obtenção de uma madeira flexível e resistente, que suporte arqueamento e pressão sem ceder demasiado. Escolhe-se uma vara sem muitos nós ou grandes curvas, que bem pode ser "biriba" (a preferida pela maioria dos capoeiras ) ou guatambú (mais facilmente encontrada). O guatambú se apresenta como a madeira indicada – ao lado da taipoca e outras espécies nativas – na construção do berimbau, por se tornarem suas varas muito leves, após secas, sendo comuns longas hastes muito regulares, apresentando grossura mais ou menos uniforme de uma extremidade a outra. Tirada a vara, que não seja demasiado grossa ou muito fina. O tamanho ideal é de aproximadamente 1.20 m.
 
Quando a madeira ainda está verde, caso não seja perfeitamente reta, basta passá-la sobre o calor do fogo, ainda com casca, para que sejam corrigidas eventuais curvas, dando-lhe a forma reta necessária. A casca do guatambú sai com facilidade, passando uma faca de lâmina afiada de ponta a ponta da vara, removendo longas tiras.
 
Passamos, a seguir, à confecção propriamente dita do berimbau. Esculpe-se uma pequena ponta na extremidade mais grossa da vara, que irá servir como conexão para se ajustar o arame do berimbau. A outra ponta deve ser bem acertada, pois irá receber um pequeno pedaço de sola de couro, que impedirá o arame de rachar a madeira.
 
O arame – que cumprirá o papel de corda do instrumento – é um fio de aço com um comprimento maior que a vara cerca de 20 cm e recebe em sua extremidade um laço de diâmetro adequado para se encaixar na ponta esculpida na madeira – que será o pé do instrumento – enquanto que no outro extremo recebe uma laçada menor, onde será amarrado o cordão que irá prendê-lo à madeira. Após esta primeira fase, o berimbau é vergado – ou "armado" para o ajuste da corda, formando o arco – com o emprego de um pé flexionando a madeira, enquanto uma das mãos apoia a extremidade superior da vara e a outra amarra o arame. Pronto o berimbau, já se tornou comum acrescentar-lhe discreta pintura, manchas de fogo e verniz, com a finalidade de embelezá-lo. Esta pintura às vezes possui um significado especial para o tocador, quando é este que confecciona o instrumento.
 
O próximo passo é a elaboração da caixa de ressonância, indispensável ao arco do berimbau. Para isto, utiliza-se uma cabaça que serve à perfeição ao nosso propósito. De preferência, que a cabaça se encontre já bem seca e não tenha sido colhida madura. Que a casca não seja demasiado grossa ou muito fina. O tamanho ideal terá um circunferência de aproximadamente 18 cm – quando se pretenda fazer um berimbau gunga, de timbre grave; caso se pretenda um berimbau viola, de timbre agudo, o tamanho deverá ser menor, com cerca de 11 cm.
 
Escolhida a cabaça, primeiramente façamos uma abertura tal que seja possível a saída de um som claro. Esta abertura será proporcional ao diâmetro máximo alcançado pela cabaça e feita na extremidade oposta à que se prende a haste, quando ainda no pé. Concluída a abertura – feita com uma serra fina – se a cabaça for demasiado grossa é conveniente que coloquemos água em seu interior e deixar por 48h, para depois raspá-lo até que a casca se torne da espessura desejada. Isso para que a ressonância obtida seja de boa qualidade. Depois, com o emprego de uma lixa, daremos à abertura da cabaça o acabamento necessário.
 
Terminado este preparo, a cabaça receberá no seu fundo dois furos paralelos em uma distância de aproximadamente 3 cm um do outro, por onde irá passar o cordão que a manterá fixa ao arco. O tamanho deste cordão irá depender do grau de curvatura obtido pelo arco, para que a cabaça fique presa de forma tal que aperte o arame e proporcione ao tocador a necessária firmeza para segurar o instrumento, apoiando-o sobre o dedo mínimo através deste cordão. Servirá ainda para afinar o instrumento, conforme a pressão exercida sobre a corda.
 
Na escolha da vareta a ser utilizada na percussão do arame são preferidas pequenas varas tiradas de pedaços de bambu, da grossura aproximada de um lápis e comprimento de mais ou menos 30 cm. Outra espécie de vareta muito apreciada é de bambu fino, do tipo das varas de pesca, obedecendo às dimensões citadas. A vareta será usada segura entre os dedos indicador e polegar, apoiada sobre o dedo médio de uma mão, enquanto a outra sustenta o instrumento e prende o dobrão. A percussão da corda se dá numa altura pouco superior ao ponto onde o dobrão pressiona o arame. As batidas devem ser firmes.
 
O dobrão – denominação popular das antigas moedas de 40 réis – é empregado com a finalidade de pressionar o arame quando se pretende obter uma nota aguda, já que o berimbau emite dois tons básicos (grave e agudo) e outros efeitos. É por seu intermédio que o tocador estica ainda mais a corda do instrumento, provocando em conseqüência a modificação do tom grave para o agudo ou um chiado característico. Muitos capoeiras preferem o uso de pedras lisas e resistentes no lugar das moedas de cobre, por considerarem o som obtido mais agradável, além da escolha das pedras possibilitar o emprego daquela de formato mais conveniente para o manuseio do tocador.
 
O caxixi
 
Na execução do berimbau, um outro instrumento constitui acessório indispensável: o caxixi, que é usado como chocalho.
Caxixi é o nome que se dá ao pequeno cesto de alças, feito com tiras de junco trançadas, contendo em seu interior contas de lágrimas, pequenas conchas marinhas ou búzios. O seu fundo é feito de pedaços de cabaça.
 
Além do seu emprego como complemento ao berimbau, Edison Carneiro nos informa em Candomblés da Bahia acerca de outros usos do caxixi.
 
"Caxixi, s.m. Saquinho de palha trançada que contém sementes de bananeira-do-mato, usado pelos pais dos candomblés de Angola para acompanhar certos cânticos, especialmente a ingorôssi. (…) Ingorôssi, s.m. Reza da nação Angola. O tata, agitando um caxixi, fica no meio das filhas, que sentadas em esteiras, batem com a mão espalmada sobre a boca, respondendo ao solo. (…) O chefe do candomblé acrescenta à orquestra, quando Nagô ou Jeje, o som do adjá, uma ou duas campânulas compridas que, sacudidas ao movimento da filha, ajudam a manifestação do orixá, e quando Angola ou Congo, o som do caxixi, um saquinho de palha trançada cheio de sementes. (…) Os candomblés de Angola e do Congo saúdam conjuntamente os inkices com um cantochão lúgubre, o ingorôssi, que se compõe de mais de trinta cantigas diferentes. As muzenzas se sentam em esteiras, em volta do tata, que, com um caxixi na mão, faz o solo, respondido por um coro de gritos entrecortados por pequenas pancadas na boca."
 
No acompanhamento do berimbau o caxixi é usado prendendo-se a sua alça entre os dedos anular e médio da mão que segura a vareta. Tem destaque especial na marcação rítmica dos toques.

Oficina de Instrumentos e Roda

OFICINA DE CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS E RODA
Roda de Rua
 
Dia: 09/04/05
Local: Esquinas das Avenidas: Nova Cantareira com Maria Amália Lopes de Azevedo. Próximo ao MC’Donalds
Horário: 16:00 hs.
Inf: Contramestre Pezão Cel:96744535
 
Oficina de Confecção de (berimbau e caxixi)

Venha aprender a confeccionar seu próprio Instrumento.
Dia: 10/04/2005
Local: E.E. Rui Barbosa
Endereço: R. Conchita, 100 Horto Florestal
Acesso: Terminal Santana / ônibus Vila Rosa
Programação:9:00 às 12:00 oficina de Berimbau
13:00 às 17:00 oficina de caxixi.
Taxa: R$ 25,00 para cada oficina Realização: Contramestre Pezão
Inf: Cel: 96744535
Todo o material está incluído:
Berimbau: madeiras, cabaças, baquetas e pedras.
Caxixis: Junco natural, sementes e cabaças.

Instrumentos

INSTRUMENTOS
 
BERIMBAU
 
Instrumento de percussão, em formato de arco, retesado por um fio de arame, tendo, na sua extremidade inferior, uma cabaça que funciona como caixa de ressonância. O arame é percutido com uma vareta de madeira, chamada de vaqueta, que o tocador segura com a mão direita, juntamente com um caxixi, acentuando o ritmo através do chocalhar e modificando a intensidade do som com a aproximação e o afastamento da abertura da cabaça na barriga. A mão esquerda, que segura o arco e a moeda (dobrão), encosta ou afasta do arame com o objetivo de obter os mais variados sons.  
 
PANDEIRO
 
Instrumento de percussão, composto de um aro circular de madeira, guarnecido de soalhas, sobre o qual se estica uma pele, preferencialmente de cabra ou bode, e que se tange batendo com a mão, com os cotovelos, nos joelhos e até nos pés.
 
 
ATABAQUE
  
Tambor primário, feito com pele de animal, distendida em uma estrutura de madeira com formato de cone vazado nas extremidades. Percutindo com as mãos, é bastante usado no candomblé e nas danças religiosas e populares de origem africana.
 
 
 
 
CAXIXI
 
Instrumento em forma de pequena cesta de vime com alça, usado como chocalho pelo tocador de berimbau, o qual segura a peça com a mão direita, juntamente com a vaqueta, executando o toque e marcando o ritmo.
 
 
 
 
VAQUETA ou BAQUETA
 
É uma vareta de madeira de, aproximadamente 30 a 40 centímetros, tendo uma extremidade mais grossa que a outra. A vareta é normalmente feita de biriba ou bambú
 
 
 
 
 
AGOGÔ
 
Instrumento de percussão, feito de metal ou castanha (coco), também utilizado nos cultos e festas de candomblés.
 
 
 
Dobrão

 
 
 
 
 
 
Tipos de Cabaças

Fechada; Gunga ou Berra-Boi; Média; Viola

 

 

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