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Escola utiliza capoeira como forma de incentivo ao esporte em Porto Calvo

Alunos realizaram um apresentação do jogo no pátio da escola.
Eles apresentaram ainda o que aprenderam sobre alimentação saudável.

Os alunos da Escola Municipal Domingos Fernandes Calabar, localizada no povoado Mangazala, na cidade de Porto Calvo, vem utilizando a capoeira como forma de incentivo ao esporte. Como parte do projeto ALTV na Sala de Aula, os estudantes realizaram uma apresentação no pátio da escola e apresentaram o que aprenderam sobre a importância de uma alimentação saudável.

Para montar o grupo de capoeira existente hoje na escola, os professores convidaram um mestre. Como a escola fica localizada em uma comunidade remanescente de quilombolas, os elementos que remetem a origem do jogo estão por todos os lados. Já a apresentação, realizada no pátio da escola, contou com a presença dos alunos de ensino fundamental.

“No início ninguém queria fazer, mas com o tempo fomos aprimorando. A capoeira não é só um prática esportiva, mas também uma filosofia de vida.” conta o aluno Jadson Oliveira. Segundo a coordenadora Magda Vanderlei, a ideia era trazer a identidade local à tona junto a prática de exercícios. “Trouxemos também os pais para dentro da escola e eles estão encantados com a participação de seus filhos neste projeto”, afirma Magda.

A prática tem deixado bons frutos entre os alunos da Educação de Jovens e Adultos, que também participam das aulas. “A capoeira é uma dança, não é para praticar o mal, apesar de ser uma luta. A capoeira também é educação, aprendi coisas boas com ela.” partilha o aluno José Márcio César.

Os alunos também apresentaram o que aprenderam sobre o papel das vitaminas e a importância de uma alimentação saudável. “Temos sempre que nos alimentar bem para praticar uma atividade física melhor”, diz um dos alunos. “Estamos aprendendo a importância de cada tipo de vitamina”, conta a aluna Vanessa Maria Gomes dos Santos, do 9º ano.

 

http://g1.globo.com/

Jornalista lança livros de capoeira no Museu Capixaba

Uma das obras instrumentaliza a capoeira na luta contra as drogas. Outra obra conta em 4 idiomas a história da capoeira no Brasil

O jornalista e mestre em Educação Mano Lima lança no dia 22 de janeiro, a partir das dezoito horas, no Museu Capixaba, o livro SEJA UM CRAQUE SEM PEDRA (a capoeira que dá rasteira nas drogas).

O evento é uma promoção da Federação de Capoeira do Espírito Santo, com o apoio da prefeitura municipal de Vitória.

Mano Lima é historiador e autor de outros livros, como o DICIONÁRIO DE CAPOEIRA, A GINGA DOS MAIS VIVIDOS (capoeira na terceira idade) e e “EU, VOCÊ E A CAPOEIRA”, que conta a historia da escravidao no Brasil e da capoeira, e foi editado em português, inglês, francês e espanhol.

Os livros do escritor já foram lançados em três continentes (Europa, Asisa e América) e em paises como Espanha, Holanda, Alemanha, Belgica, França, Portugal, Paraguai e Cabo Verde.

Além de escritor, o autor é diretor de jornalismo da TV Portal Capoeira e colaborador no mesmo site.

 

Serviço: O escritor está à disposição de outros grupos de capoeira para dar palestras e fazer o lançamento do seu livro. Para receber o livro, via correio, ou convidar o escritor para eventos de capoeira, no Brasil, ou exterior, os interessados podem fazer contato direto com o mesmo, nos telefones (61) 8101 0915 e (61) 9190 4256, ou no e-mail [email protected].

Aguardo seu contato.
MANO LIMA    Jornalista(61) 9190 4256      OI (61) 8101 0915      TIM(27)30192707

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Capoeira também ajuda na melhoria das notas

Esporte, aliado à escola, tem transformado o aprendizado das crianças e adolescentes em Itaitinga


A capoeira e a educação estão unidas em um projeto social que visa a transformação de vidas de crianças de quatro a 15 anos em Caracanga, distrito de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Todos os sábados, um grupo de 40 meninos e meninas se reúne no pátio ao lado do Bar do Lula ou na sombra de um cajueiro em terreno vizinho para o treino com os instrutores do projeto “Eu, você, a escola e a capoeira”.

O projeto é realizado há quase dois anos pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab) por Franco Silva e Juliana Monteiro, sob a orientação de Robério Batista de Queiroz, o mestre Ratto

Além de aprender os golpes que mais gosta – uau e meia lua de frente com armadura -, Marcos Levi Vieira Cavalcante, 12, melhorou as notas na escola. A mãe dele, Leila Maria Pires Cavalcante, conta que Marcos e seu irmão, João Marcos, 5, estão mais atentos e responsáveis e são incentivados a obedecer em casa e na escola pelo tio da capoeira, Franco Costa e Silva.

“A capoeira mudou a minha vida. Aprendi a jogar. Aumentou o meu físico e me ensinou a sorrir mais”, afirma Marcos Levi. A mãe dele diz que o filho gosta do tio Franco, que lhe ensina a ter zelo pela escola, a fazer as tarefas, a se comportar bem nas aulas e ainda empresta o berimbau para tocar em casa. “Tudo nesse mundo gira em torno da união”, disse ela com relação à integração do projeto social com a escola. “A gente só tem de agradecer por esse projeto, porque antes não tinha nada de lazer para as crianças. A violência, roubo e drogas estão até no interior”, lembra.

O projeto é realizado há quase dois anos pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab) por Franco Silva e Juliana Monteiro, sob a orientação de Robério Batista de Queiroz, o mestre Ratto. O Cecab mantem no bairro Serrinha, em Fortaleza, outro projeto com capoeira, educação e crianças, que gerou a tecnologia social transposta para a realidade rural de Itaitinga.

O trabalho em Caracanga desenvolveu a confiança da comunidade no projeto. “Os adultos foram cativados pelas crianças” conta Sérvulo Pimentel, que coordena a iniciativa e deu a ideia para a criação da Associação de Moradores de Caracanga com objetivo de ter mais força na defesa dos interesses comuns. A presidente da Associação, Valéria Oliveira Gomes Sousa, afirma que o projeto não é só capoeira, mas a educação das crianças, com aulas de flauta e ensino de caligrafia. Os instrutores acompanham o comportamento das crianças e querem saber do boletim escolar, ela destaca.

Frequentar a escola é condição para participar da capoeira. O projeto trouxe também cursos de artesanato para as mães, informa a presidente da Associação. Segundo Valéria Sousa, o próximo passo é concluir a cobertura da sede da Associação em janeiro, que já tem as telhas e espera conseguir a madeira com o resultado de bingo que vai sortear uma cama-box, fruto de doação. O projeto social tem o apoio da diretora da escola local e do núcleo Flor Divina do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), do qual o benefício à comunidade do entorno da unidade se originou, informa.

Um exemplo da integração acontece em março na realização do Dia do Bem pela UDV com atividades beneficentes realizadas na Escola de Ensino Fundamental Manuel Rodrigues de Paiva, conta Iris Cleide Lopes, a diretora da unidade na Caracanga. “A parceria com o projeto da capoeira é muito importante para a escola. Trabalhamos comportamento e respeito, e o tio Franco cobra dos meninos os mesmos valores”, ela afirma.

“Respeito ao próximo, a pai e mãe, isso se perdeu no meio do caminho”, lamenta a diretora. Segundo Iris Lopes, a escola hoje está fazendo o papel da família porque a maioria dos pais está se omitindo.

Edjane Damasceno de Lima, mãe de outro aluno da capoeira, Caio Damasceno de Sousa, 9, observa que a participação do filho no projeto influenciou no comportamento, no sentido de ficar mais atento na escola e melhorou as notas. O menino arranjou mais amizades, tornando-se mais responsável pelas atividades de casa, da escola e da capoeira. Agora, quando recebe alguma coisa, o filho agradece, ela diz, como exemplo.

Luciano Júnior Cavalcante, 11, resume em uma frase a sua opinião sobre o projeto social de que participa: “amo a capoeira”. A mãe dele, Aparecida de Souza Lima, assinala que os instrutores da capoeira demonstram compromisso porque vem todo sábado para os treinos, sem cobrar nada, com toda boa vontade. “Eles ajudam na educação, conversam muito sobre a escola e acompanham as notas e ensinam muitas coisas de uma maneira complementar ao que é ensinado na escola”.

No Dia da Criança, Elenira Oliveira do Carmo, mãe de Carlos Henrique do Carmo, 15, prestigiou a troca de corda do filho, agora branca e laranja, um grau a mais no aprendizado da capoeira. Filmou o momento com o celular. O filho mostrou habilidade na roda de capoeira. A solenidade incluiu batizado das crianças pequenas. “Aprendi a me comunicar, arranjar amizades boas e a tocar flauta. Não fico mais andando na rua”, disse.

Carlos Henrique disse que quer chegar a contramestre ou mestre na capoeira. A participação na arte marcial criada pelos negros escravos no Brasil, segundo ele, ajudou a melhorar as suas notas na escola e influi na sua educação como pessoa, testemunha. Circe Shara, 10, que também recebeu a corda branca e laranja, diz que estar na capoeira é muito melhor do que ficar no meio da rua brincando, com risco de acidente.

“Minha letra era horrível, agora está tão bonita”, declara Circe Shara sobre o resultado da prática de caligrafia. A aluna conta que aprendeu a tocar flauta e quer ser veterinária. Segundo ela, a capoeira incentiva para o estudo, ao qual dedica duas horas em casa, todo dia. Participar do projeto ajudou a tirar 10 na prova de história e geografia com o que aprendeu sobre a capoeira e a escravidão no Brasil. A atividade ajuda ainda na sociabilidade. “Conheci muitas amigas. Pessoas que via, mas não falava, por vergonha”, ela relata.

Encantamento

“Acreditamos na pedagogia do encantamento defendida por Paulo Freire que afirma ser necessário sentir para aprender”, diz o mestre Ratto ao explicar o projeto “Eu, você, a escola e a capoeira”. Segundo ele, a implantação do trabalho em Caracanga vem propor a utilização da capoeira como instrumento de sensibilização para a educação infanto-juvenil, despertando os jovens para a importância da escola e do estudo na formação do cidadão.

No Dia da Criança, antes do batizado e troca de faixas, Ratto reuniu as mães dos alunos para conversar sobre a importância da atividade que os filhos desenvolvem aos sábados. No encontro, propôs alguns exercícios corporais acompanhados pelas mães. Ao final, convidou quem queria participar de uma aula numa turma de mães.

É possível apresentar aos jovens os conhecimentos da arte da capoeira e também introduzir novos conceitos e ideia, sensibilizando-os para outras áreas do saber, sobretudo o conteúdo escolar, explicou o mestre Ratto.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

 

Fly Away Beetle (O Voo do Besouro) disponível no i-Tunes

Fly Away Beetle (O Voo do Besouro)

Finalmente disponível no i-Tunes o premiado filme Capoeira: Fly Away Beetle!

Sinopse:

Três renomados mestres (Olavo dos Santos, Boca Rica e Cobra Mansa) reúnem-se neste documentário para contar sobre as condições histórico-culturais que ajudaram a dar forma à Capoeira. Apresentando diferentes perspectivas, seus depoimentos falam desde a violência na Capoeira durante os seus primórdios até os benefícios que a mesma oferece na atualidade à jovens vítimas da exclusão socioeconômica.

O documentário também conta a história real de Roque Batista, um ex-menino-de-rua que encontrou na Capoeira a chance de escapar da pobreza e da violência das ruas. Em sua luta para melhorar de vida, Roque se torna um professor de Capoeira com a missão de ajudar outros jovens em situação de risco.

Alternando entre entrevistas, filmagens raras e exibições contemporâneas de Capoeira, Fly Away Beetle conta as histórias desses indivíduos e, ao fazê-lo, conexões com a escravidão, Candomblé e magia são trazidas à tona. Alusões ao legendário Besouro Preto nos levam a um encontro com esta figura mística e enigmática, tão lenda quanto personagem histórico, detentor dos segredos da magia africana.

Fly Away Beetle é um daqueles filmes que mescla lindas imagens, ação e documentação à uma mensagem relevante e pertinente, não só aos capoeiristas, mas à sociedade como um todo. Para além de um documentário em formato tradicional, Fly Away Beetle nos leva para dentro da vida desses indivíduos, de forma que possamos perceber, ao menos por um breve momento, o que realmente é a Capoeira. Mais do que um relato histórico, é uma penetração artística na Capoeira.

O filme pode ser adquirido via i-Tunes no seguinte link:

https://itunes.apple.com/us/movie/capoeira-fly-away-beetle/id619870821

Lázaro Ramos grava cena de luta: capoeira x jiu-jítsu

Trama retoma episódio histórico que marcou a popularização da capoeira

Lázaro Ramos ensaia coreografia de luta com Walter, Cocoroca (boné) e o dublê Rodrigo Oyie (de costas)

Um combate emocionante entre a capoeira e o jiu-jítsu, em Lado a Lado. De um lado do ringue, Zé Maria (Lázaro Ramos), do outro, o grande campeão de artes marciais Jun Murakami, professor de luta contratado pela Marinha. A gravação dessa cena exigiu espírito guerreiro de todos: Lázaro Ramos ensaiou exaustivamente todas as coreografias, foram recrutados 150 figurantes e montado um cenário que reproduz um pavilhão de lutas em 1910. Seriam os primórdios do MMA (sigla para Artes Marciais Mistas, em inglês)?

“A gente sempre se pergunta: o que acontece se uma pessoa de um estilo de luta enfrentar outra, de outro estilo? Inclusive eu fiquei sem entender como é que ia funcionar a cena, mas acabou indo bem”, conta Lázaro Ramos. A mistura de estilo de lutas está presente até no texto da cena, como lembra o ator: “Tem uma frase do texto que é boa, que o Jonas fala: ‘Imagina se alguém um dia junta jiu-jítsu com capoeira? Vai ser imbatível!’. No ensaio a gente falava de brincadeira: ‘Pô, Anderson Silva!’. De qualquer forma, quem for fã de MMA, vai se inspirar.”

 

Fonte: http://tvg.globo.com

Capoeiristas do Projeto “Semeadores da Paz”, de Jacareí participam de mostra internacional

As crianças do Grupo de Capoeira Semeadores da Paz, de Jacareí, projeto social mantido pela Guarda Civil da cidade, estão participando da 1ª Mostra Cultural Internacional Oficina da Capoeira. O evento começou na última segunda-feira, dia 5, na EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Profª Delly Gaspar dos Santos, no Conjunto São Benedito, e segue até o próximo sábado, dia 10.

De acordo com o professor de capoeira Marcos Pereira, o Gavial, o evento contará com participação dos mestres Di Pedra (Bahia), Ray e Pernalonga (Minas Gerais), além do norte-americano Sigueijo. O batizado e troca de cordas será no domingo, dia 11, das 9h às 13h, no EducaMais Espaço Centro.

A Mostra segue até esta quinta-feira, dia 8, das 19h às 22h, na Delly Gaspar, e na sexta-feira, dia 9, das 18h às 22h, e no sábado, dia 10, das 8h30 às 17h, no Auditório Ramon Ortiz, no Parque Santo Antônio.

Entre os destaques do projeto está o aluno e capoeirista Pedro Henrique (categoria infantil), que foi campeão em sua categoria no torneio realizado em outubro, em Jacareí.

O grupo de capoeira do Semeadores da Paz conta com um total de 80 crianças e adolescentes e está com vagas para atender mais crianças.

 

Sucesso:

Segundo o professor “o ritmo dos treinos e a exigência do bom comportamento e disciplina são ferramentas que contribuem para que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade conheçam outras vertentes e tenham novos objetivos de vida. Depois que começaram a se dedicar ao esporte, os meninos voltaram a sonhar, querem fazer faculdade de Educação Física e, futuramente, trabalhar como instrutores de capoeira”, conta o mestre.

 

Fonte: http://www.nossajacarei.com.br

Natal: Punido pelo preconceito

Conheça a história de um inocente que viveu mais de 2 anos atrás das grades

Ser negro, tatuado, pobre, sem estudo e ainda professor de capoeira. Valdécio de Oliveira Soares, 34 anos, acredita que foram essas características que o levaram a ficar preso por dois anos, três meses e 28 oito dias por um crime que não cometeu. Acusado de ter matado um amigo, Erivan de Paiva Justino, 34, em janeiro de 2010, ele foi inocentado em um júri realizado em 19 de julho deste ano por falta de provas. Solto desde então, ele lembra com tristeza dos momentos de desespero e sofrimento na cadeia, pagando por um crime que não cometera, sentindo saudades da família e de amigos. No entanto, ele também compartilha o gosto da liberdade de fazer coisas simples como tocar um berimbau ou mesmo comer pão com ovo quando bem entender.

Valdécio Soares foi detido em Bom Jesus, onde mora, em 29 de abril de 2010 durante a chamada “Operação Sentinela”, deflagrada pela Polícia Civil com objetivo de cumprir mandados de prisão contra pessoas acusadas de crimes diversos, principalmente homicídio. O professor de capoeira foi apontado como o principal suspeito na morte de Erivan Justino, que fora encontrado morto e com o corpo carbonizado às margens da BR 226, no município de Bom Jesus, em 26 de janeiro daquele mesmo ano. A vítima estava desaparecida desde o dia 4 daquele mês, depois de ter saído da casa de Valdécio.

Ele conta que no dia em que Erivan desaparecera, esse teria ido à sua casa para beber, juntamente com outro amigo, Elias. Enquanto bebiam, Erivan teria pedido para tirar a calça, por estar com calor e estar vestindo uma bermuda por baixo. “Eu disse que ele podia ficar à vontade. Ele tirou a calça e me pediu para guardar”. Por volta das 11h, Erivan disse para Valdécio que precisava sair para sacar um dinheiro da conta e chamou o professor de capoeira e o outro colega para irem junto. “Mas eu disse que não iria, que ele podia ir só”. Desde então, Valdécio não viu mais o amigo.

O advogado do capoeirista, Lázaro Amaro, explica que o delegado Frank Albuquerque, que à época conduziu as investigações, teria entendido que Erivan teria comprado droga ao seu cliente e não pagou, por isso foi executado. “A mãe da vítima revelou à Polícia que o filho era dependente químico de crack. Ela contou ainda que Erivan deixou uma calça na casa de Valdécio e, no mesmo dia, tentou sacar dinheiro da conta. Isso é o que tinha de concreto nas provas e que levou à presunção do crime. Associaram o fato do meu cliente ser negro, tatuado e capoeirista com a possibilidade de ser traficante, porque o delegado ouviu dizer que ele vendia drogas. Porém, não encontrou uma pessoa que confirmasse isso”.

 

Falta de provas

Preso por mais de dois anos e finalmente levado a júri popular, Valdécio Soares foi inocentado exatamente por falta de provas contra si. “Apresentaram uma testemunha, funcionário de uma farmácia na qual Valdécio fora tirar uma cópia da identidade a pedido da Polícia, acompanhado do amigo Elias. Essa pessoa disse que teria ouvido, na ocasião, meu cliente dizer para o amigo que tinha ido à lotérica comErivan para retirar o dinheiro. Porém, depois de se contradizer duas vezes, ele negou essa versão”, conta o advogado do capoeirista.

O defensor de Valdécio ressalta ainda que sequer existia a confirmação de que Erivan tinha sido assassinado. “O laudo do Itep (Instituto Técnico-Científico de Polícia) não conseguiu apontar a causa da morte. O corpo foi simplesmente encontrado carbonizado junto a uma plantação. Houve, inclusive, um boato que o fogo foi ateado por agricultores para preparar a terra. O que pode ter acontecido é que o rapaz teria consumido drogas, ficado desacordado e não escapou do incêndio”. Com a falta de provas, durante as alegações finais, a própria promotoria pediu pela absolvição do réu.

 

Indenização

Livre desde o julgamento, o mestre de capoeira ainda está avaliando a possibilidade de entrar com uma ação contra do Estado pedindo indenização pelo tempo que passara preso. “A gente tem que correr atrás do nosso direito. Não posso deixar isso de lado depois de tanta injustiça que sofri. Isso vai ficar de exemplo para muito outros que passam pela mesma coisa em nosso país”.

 

Momento da prisão

Valdécio lembra com bastante dor o momento de sua prisão. “Eu ainda estava dormindo, ao lado de minha namorada. Escutei um barulho fora da casa e me levantei para ver o que era. Quando abri a porta, um policial apontou uma arma para mim, perguntando se eu era Valdécio. Respondi que sim e ele disse que eu estava preso. Para mim, foi terrível o momento, pois fui colocado de joelho e algemado de frente ao espaço onde dava aula de capoeira, lugar que eu considero sagrado”. Depois de detido, ele passou por três unidades prisionais: primeiro no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Macaíba, em seguida para o Centro de Triagem de Pirangi, depois o Presídio Estadual de Parnamirim e retornou para o CDP de Macaíba.

 

Entrevista Delegado Frank Albuquerque: “A Justiça fez a parte dela”

O delegado Frank Albuquerque chefiava a delegacia de Macaíba à época do crime e respondia pela cidade de Bom Jesus. Foi ele quem conduziu as investigações que levaram ao indiciamento de Valdécio Soares por homicídio. E explica como chegou à conclusão de que o capoeirista teria matado Erivan Justino, mas comenta apenas que a justiça fez a parte dela.

Ao final do processo, Valdécio Soares foi inocentado das acusações. A pergunta que fica é se havia no processo provas robustas que pudessem incriminar o mestre de capoeira. O que o fez indiciá-lo pelo crime?

Havia provas testemunhais e técnicas. Tudo foi feito dentro da legalidade. Tanto que o juiz mandou prendê-lo e a prisão se sustentou até o final do processo. O que foi feito se baseou no que a mãe da vítima nos revelou, ou seja, de que Erivan fora a casa de Valdécio e desapareceu em seguida. O rapaz era dependente químico, mas não havia nenhuma outra pessoa interessada na sua morte. A mãe do rapaz ouviu dizer que o acusado vendia drogas. Acreditamos que a vítima tenha ido comprar droga ao acusado e deixou a calça como garantia de pagamento. Como não pagou, acabou sendo assassinado.

Mas a suspeita de que ele vendia drogas não foi comprovada. Você não conseguiu achar uma testemunha que confirmasse que Valdécio Soares era traficante?

Sabemos que, em geral, um traficante é uma pessoa perigosa e intimidaa comunidade que está a seu redor. Quem vai aparecer para confirmar que alguém vende drogas, correndo o risco de ser morto? Só a família da vítima, que está interessada em justiça.

Você ainda acredita que Valdécio seja culpado pelo crime, mesmo após sua absolvição?

Se ele foi absolvido, não posso ir de encontro a uma decisão judicial. A Justiça fez a parte dela, assim como eu sei que a Polícia também fez a sua. 

Estado perverso e injusto

O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Marcos Dionísio, declara que o caso de Valdécio Soares demonstra bem as consequências de se ter uma Polícia desestruturada. “Um caso assim mostra que quando o Estado é ausente, ele se torna perverso. A incapacidade das polícias brasileiras em dar conta das investigações de homicídios no pais de maneira satisfatória gera injustiças como essa”.

Marcos Dionísio acredita que foi o fato de Valdécio Soares ser pobre que o levou a ficar preso por tanto tempo injustamente. “Se dermos uma olhada para a população carcerária, veremos que a grande maioria é de gente assim. É praticamente inexistente a presença de ricos na cadeia, pois esses têm condições de ter uma assessoria jurídica eficaz que possa tirá-los da prisão. Já os desfavorecidos têm de contar com a defesa dada pelo Estado, muitas vezes ineficiente”.

 

Paulo de Sousa
[email protected]

O Sabor do Saber Ancestral

Uma semana de degustação dos fundamentos profundos da cultura afro-brasileira. É o que propõe o evento “O Sabor do Saber Ancestral”, realizado pela ACANNE de 19 a 24 de Novembro de 2012. O encontro conta com oficinas de capoeira angola, dança afro e percussão, samba de roda, palestras e vivências. Dentre as atividades da semana, há lançamentos de livro e de filme, participação na Caminhada da Liberdade (com o Ilê Aiyê) e uma feijoada religiosa de obrigação a Ogum.

Este ano, o evento conta com a participação de três mestres: Renê Bitencourt (ACANNE), Cláudio Costa (Angoleiros do Sertão) e Lua Rasta (Bando Anunciador da Capoeira Angola de Rua), além de oficina de dança afro com Vânia Oliveira e performances poéticas com Jocelia Fonseca.

Os participantes podem ficar hospedados na sede do grupo, que fica no Largo Dois de Julho, a cinco minutos do Pelourinho, no coração do Centro Histórico de Salvador.

Venha provar desse axé!!!


Publicada por Blogger em ACANNE – Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro

Laranjal Paulista – SP: Projeto oferece aulas gratuitas de capoeira

Aulas serão realizadas na Vila Zalla para crianças, adolescentes e adultos.
Outras atividades já são oferecidas para as crianças carentes do município.

O projeto ‘Espaço Amigo’, realizado em Laranjal Paulista (SP), vai oferecer aulas de capoeira para crianças adolescentes e adultos no centro educacional no bairro Vila Zalla.

As aulas serão ministradas aos domingos, das 9h30 às 11h30, no Centro Esportivo ‘Paulo Roberto dos Santos’. Atualmente, o projeto já oferece às crianças atividades como teatro, dança, karatê, artesanato, canto e grafite.

As aulas são gratuitas e abertas para a população, mas tem como público alvo crianças carentes da cidade. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3283-6576.

 

Projeto

O ‘Espaço Amigo’ conta com aproximadamente 260 inscritos este ano. O projeto trabalha com crianças e adolescentes carentes do município.

Suas ações oferecem oportunidades para que seus participantes desenvolvam potenciais se utilizando de atividades que enriqueçam o aprendizado de forma lúdica e prazerosa.

O projeto conta com três unidades. Além da Vila Zalla, também é realizado no bairro Maristela e Laras atendendo crianças com faixa etária de 6 a 12 anos. As atividades são realizadas conforme o período em que as crianças estudam.

Os participantes praticam atividades como vôlei, futebol, coral, recreação, jogos, artesanato, pintura, karatê, dança, teatro e grafismo, todas acompanhadas por monitores. Além das atividades, as crianças também recebem alimentação durante as aulas.

 

Fonte: http://g1.globo.com

Cubatão: Cidadania, Intercâmbio e Capoeiragem…

Grupo de Capoeira Meninos Guerreiros inaugura núcleo no Residencial Rubens Lara

O Centro de Esporte e Cultura da Capoeira Meninos Guerreiros Brasil/Suíça terá a partir de domingo, dia 11, mais um núcleo montado em Cubatão, na quadra esportiva da escola construída no Conjunto Residencial Rubens Lara, ao lado do IFSP – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, no Jardim Casqueiro.

Conforme Fábio de Oliveira Reis, o mestre Cabrito, a aula inaugural deste domingo terá início às 19 horas, com a presença de vários mestres, contra-mestres e professores da região. O evento estará aberto para todos os interessados em conhecer a capoeira, reconhecida como a única luta genuinamente brasileira.

O Grupo Meninos Guerreiros existe desde 1982, tendo iniciado suas atividades na extinta Vila Parisi, em Cubatão. Hoje conta com 13 núcleos no município, mais dois em São Vicente, um em Pernambuco, um em Campinas e outro em Clermont Ferrand, na França, todos sob o comando dos mestres André e Geraldo.

O mestre informa ainda que as aulas serão gratuitas e realizadas aos sábados e domingos, das 19h às 22 horas. Mestre Cabrito destaca ainda o apoio que a entidade recebe da Coopertec.

Para mais informações os interessados podem entrar em contato pelo endereço de correio eletrônico [email protected] ou pelos telefones (13) 9719-4603, ou 7816-6182, ID13*916230.

 

Texto: Lula Terras – MTb. 13.553