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José Evânio um Capoeira muito especial

Rede Record grava matéria com deficiente em Olho d’Água das Flores

A Rede Record esteve no município alagoano de Olho d’Água das Flores, na última sexta-feira, 19, para contar a história de superação do garoto José Evânio (Ninho), de 14 anos, portador de múltiplas deficiências físicas.

Ninho mora com a mãe e quatro irmãos, em uma casa alugada e a única renda da família é o salário que Ninho recebe do beneficio (BPC deficiente). Mesmo com as dificuldades o jovem é capaz de realizar tarefas como: jogar bola, jogar capoeira, tocar teclado e outras atividades realizadas com força de vontade.

O José Evânio exalta sua felicidade, é otimista em seus sonhos os quais busca diariamente e a reportagem se propôs a mostrar o segredo da ‘verdadeira felicidade’.

O José Evânio é otimista em seus sonhos os quais busca diariamente.

Nós do Portal Capoeira temos a imensa alegria de vos dar a conhecer José Evânio um Capoeira muito especial, mais um dos protagonistas de nossa seção: “Capoeira sem Fronteiras”

 

Fonte: http://minutosertao.com.br

SP: Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar

Nos dias 26, 27 e 28 de Agosto de 2011 será realizado o Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP) sob a coordenação de Gladson de Oliveira Silva e Vinicius Heine.

No evento acontecerão Palestras, Oficinas, Mesas Redondas e Apresentação de Trabalhos e Rodas de Confraternização. Entre os convidados e palestrantes estarão:

– Antônio Cesar de Vargas – Mestre Toni Vargas; – Gladson de Oliveira Silva – Mestre Gladson; – Prof. Dr. Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno); – Prof. Dr. Sergio Antônio Silveira; – Prof. Ms. André Luís de Oliveira; – Prof. Ms. João Perelli; – Prof. Esp. Marcio Rodrigues dos Santos – Contra-Mestre Márcio; – Prof. Esp. Mauricio Germano (Contra-Mestre Pelé); – Prof. Esp. MBA Vinicius Heine.

 

O objetivo do evento é gerar reflexões e ações acerca da Capoeira nos espaços educacionais como uma ferramenta de desenvolvimento humano e transformação social.

Nos últimos anos a Capoeira vem se consolidando como um poderoso elemento de formação humana em Escolas, Universidades, Praças, Parques, Projetos Sociais, entre outros, em função da sua riqueza e diversidade. Muitos resultados positivos têm sido obtidos através de projetos e ações que envolvem a Capoeira nesses espaços.

Em particular na escola, a Capoeira está presente nas aulas regulares, em diferentes disciplinas, como Educação Física, Artes, História, Geografia, entre outros. Ao mesmo tempo, a Capoeira tem sido oferecida em cursos extracurriculares e em projetos especiais e em muitos casos os programas são coordenados por profissionais da Capoeira (Mestres, Contra Mestres, Professores e Instrutores).

Enfim, são diversas as ações envolvendo a Capoeira no ambiente escolar, assim como diversos são os profissionais envolvidos nestas ações.

Mas afinal, quais são as tendências e perspectivas da Capoeira Escolar no Brasil e no mundo? Que ações realmente estão sendo feitas? Quais os resultados? Quais os caminhos para se potencializar a Capoeira nesses espaços? Quem são os profissionais envolvidos no desenvolvimento dessa área? Quais são os estudos e publicações relacionadas ao tema? Que tipo de estratégias tem sido implementadas? Quais as características da pedagogia da Capoeira Escolar? Quais ações governamentais tem sido levadas a efeito para uma maior presença da Capoeira no ambiente escolar? Que competências os profissionais devem desenvolver para atuar com a Capoeira no ambiente escolar? Quais as contribuições que a Capoeira, esta rica manifestação da cultura popular brasileira, oferece para a escola?

 

São muitas as questões e reflexões relacionadas ao tema Capoeira Escolar. Um tema rico, fascinante e multidisciplinar. Por isso, o Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar: Educação, Cultura e Cidadania na Escola pretende ser um espaço para o encontro, a reflexão, a troca de experiências e a produção de novos olhares, novos saberes, novos entendimentos e novas perspectivas para a Capoeira, a Escola, a Pedagogia, a Criança, a Cultura, a Educação e a Cidadania no Brasil e no mundo.

 

PROGRAMAÇÃO:

26 de Agosto – Sexta-feira

15:00h – Chegada dos participantes e entrega do material

17:00h – Mesa de Abertura

Local: Auditório A – CEPEUSP

18:00h – Palestra e vivência de Abertura – Prof. Vinicus Heine

Tema: Capoeira Escolar – Tendências e Perspectivas

19:00h – Palestra com Prof. Dr. Sérgio Roberto Silveira

Tema: Currículo e Capoeira na Rede Pública Estadual de Ensino de São Paulo

20:00h – Palestra e Vivência com Gladson de Oiveira Silva e Vinicius Heine

Tema: Jogos e vivências educacionais em Capoeira

Local: Auditório A e NURI – CEPEUSP

27 de Agosto – Sábado

8:30h – Oficina de Abertura – Prof. Esp. Márcio Rodrigues dos Santos

A capoeira, o poder público e o fantasma dos maus capoeiras…

A cada nova experiência que vivenciamos em nossas tratativas de interface com o poder público, vemos sempre a capoeira ser testada em sua mais emotiva visão: a de se fazer representar perante tais poderes e não buscar evidenciar suas limitações, reais ou imaginárias, enquanto comunidade organizada que é um pressuposto nesse tipo de relação.

Essas inúmeras vezes em que vimos esse diálogo acontecer, ficou patente que temos sempre um problema que vagueia o subconsciente coletivo dos capoeiristas, que é a existência constante de uma referência e da busca da punição, controle ou simples extirpação desse contexto dos maus capoeiristas…

Esses personagens consomem uma energia incrível de nossos esforços na busca de dialogar com os órgãos públicos e representam o nosso mais inevitável e lamentável subconsciente coletivo, que é para onde sempre enviamos ou resgatamos esse personagem, produto principalmente de nossas limitações enquanto organização ou instituição capoeiristica.

É óbvio que em qualquer grupo humano existem os bons e os maus profissionais.

Não se trata de negar isso.

O que temos que perceber é o quanto nos custa essa luta constante com eles, aliás, sempre ausentes nesses debates… por razões óbvias também sabemos porque eles estão sempre ausentes:

  • primeiramente porque, caso estejam presentes irão, obviamente, se identificar como parte dos que são do bem
  • também por ser muito difícil fazer uma acusação frontal, do tipo: você é do grupo dos maus capoeiras… obviamente se isso acontecer iremos ter um outro tipo complicado de situação, que será de um desequilibrado bate-boca entre os participantes de qualquer reunião;
  • devemos e precisamos perceber que enquanto não houver um esclarecimento público a respeito da ética capoeiristica, ficará sempre muito difícil decidir quais serão os bons e os maus… por exemplo, os capoeiristas mais tradicionais e conseqüentemente menos violentos ou agressivos em seus estilos de jogo e didática, são hoje taxados de sarobeiros, que na verdade é algo de significado impreciso, provavelmente servindo antes para discriminar estilos e condutas menos performáticas;
  • se detivéssemos a clareza suficiente para identificar quais seriam os maus capoeiras, estaríamos aí diante de um outro dilema: quais os elementos para se fazer um julgamento deles…? ou seja, se estiverem incorrendo em alguma forma de crime, como assédio sexual, exploração sexual de menores, lesões corporais, etc., eles

estarão devidamente enquadrados como criminosos, passivos de punição pela legislação penal… a comunidade da capoeira não tem que substituir esses códigos e essas leis para resolver esses problemas, obviamente isso seria uma inocente tentativa de fazer justiça com as próprias mãos;

  • supondo que se chegue a conclusão de que se trata, enfim, de um mau capoeirista, segundo critérios mais clássicos de se avaliar as condutas tradicionais da capoeira, como questões de auto-graduação; sistemas de treinamento; tratamento agressivo com alunos ou capoeiristas de outros grupos (diversas formas de incentivo à xenofobia relativamente comum dentro dos grupos de capoeira). formas presunçosas de se auto proclamar detentor deste ou daquele mérito; uso indevido de conhecimentos e patentes de movimentos, toques, músicas, técnicas, etc.; ou mesmo o incitamento de alunos ao estilo de jogo mais agressivo ou violento… quem, na representatividade da capoeira irá julgar esses casos?? Segundo que critérios?? Quem pode se dizer detentor dessa verdade e dessa norma??
  • Em caso de admitirmos que não podemos julgar esses eventos dentro da capoeira, por que levar esses dilemas para um foro envolvendo terceiros? no caso o poder público nada pode fazer quando nós mesmos temos dúvidas sobre o que é legitimo e o que não é.
  • Há um outro aspecto que fica muito patente nessas discussões que é quanto ao desgaste que as reuniões sofrem por causa desse tema… é incrível como os capoeiristas deixam que esses fantasmas roubem nossa energia quando estamos diante de uma oportunidade inédita (como nos fóruns do pró-capoeira, nos congressos realizados pelo Ministério do Esporte, entre outros). Vale nesse caso a sabedoria de grandes mestres que sempre disseram: não fale do diabo porque ele aparece… em outras palavras nós os valorizamos quando permitimos que ocupem nosso tempo dentro de tão raras oportunidades.

Fica claro para nossos interlocutores do poder público que a capoeira tem um grande problema por causa de seus maus representantes e, no entanto, sabemos que isso representa uma minoria que sequer deveria ser tão considerada, senão vejamos:

  • Sabemos que a estatística de problemas graves envolvendo a capoeira é muito menor do que muitos outros esportes;
  • Sabemos que mesmo os ditos maus são tantas vezes responsáveis por grandes projetos dentro da capoeira e tantas vezes produzem grandes atletas, os quais acabam por perceber que estão no lugar errado e buscam outros espaços para seu aprendizado e crescimento, ou mudam de atitude por seus próprios critérios;
  • Sabemos ainda que estamos hoje diante de uma série de estímulos do mercado de lutas, que levam muitos mestres e professores a buscarem a marcialidade da capoeira como seu principal interesse… muitas vezes exclusivamente por uma questão de sobrevivência econômica e financeira… quem pode, de sã consciência, punir por isso ou condená-los? Temos que ter em conta a liberdade de escolha de estilo e de prioridade de foco de cada um;
  • Quanto aos sistemas de graduação que possam parecer a alguns sem mérito ou sem sentido, não cabe a nenhum de nós questionar, a menos que seja dentro de fóruns íntimos da própria capoeira, onde esse assunto possa ser discutido, de preferência dentro da mesma entidade a que pertençam os atores da discussão, sempre lembrando que isso é uma das mais históricas polêmicas dentro da capoeira e que ninguém pode se considerar o detentor da verdade ou da razão inquestionável, pois se trata de um tema delicado e impreciso, já conhecido de todos nós, cuja solução é, além de muito difícil, um eterno pomo da discórdia entre pessoas que muitas vezes partilham visões e interesses comuns, imagine num sentido mais amplo como cheguei a ver durante uma reunião do Pró-Capoeira do Ministério da Cultura, um dos grupos temáticos incluiu que o governo devia “implantar um sistema de graduação unificado”… será que estamos pedindo ao governo para nos impor algo assim?
  • Vale lembrar que não faz diferença praticamente nenhuma para uma questão cultural que envolva a capoeira a  questão da “graduação”, esse conceito foi introduzido pelo Mestre Bimba em um determinado contexto histórico e isso nos foi legado por ele como uma recurso de organização de nossa instituição capoeirista, seja por razões administrativa, econômica ou mesmo hierárquica, isso jamais deveria ter se tornado um cavalo de batalha onde tanta energia já se perdeu, a livre manifestação cultural da capoeira é uma de suas premissas, e direitos;
  • Vista sob a ótica desportivizante, a graduação tampouco é uma exigência de nenhum comitê olímpico ou marcial, onde são considerados, apenas, categorias compostas de idade e peso… no máximo estilos…  ou seja, mais uma vez sabemos que essa discussão é estéril e desnecessária… a não ser, claro, para grupos que partilhem de uma mesma organização, seja uma associação, federação, liga, escola, etc…
  • Muitos poderão entender que estejamos defendendo o caos na capoeira, perdoe-me os que assim pensam, mas estou apenas defendendo a razão no lugar de uma emoção infantil e estéril que a nada serve, mormente em locais e na presença de representantes do governo, muitas vezes interessados apenas em entender como podem ajudar a capoeira.

 

Fato é que temos que amadurecer nossa capacidade de dialogar com o poder público, seja porque temos antes de mais nada um direito de fato relacionado com essa relação entre a capoeira e ele (o poder público), seja porque muitas vezes as pessoas que estão participando de uma reunião conosco – a maioria das vezes técnicos-burocratas do governo, não possuem a mínima condição seja de resolver nossas questões históricas e muito menos de encontrar para nós os nossos fantasmas do mau…

Se não tivermos essa consciência e essa maturidade, qualquer diálogo será muito difícil e as nossas expectativas de participação no bolo do orçamento público será algo que teremos que esperar muito mais tempo até que possam se materializar como algo sólido para nós, os capoeiristas, os mestres, os professores, os estudiosos do assunto, os produtores, os patrocinadores, os alunos, os parceiros, os interessados em nosso trabalho dentro de escolas e outros espaços públicos.

Enfim a nossa maturidade profissional é um requisito para uma negociação mais racional e menos emocional com qualquer instituição ou poder público.

 

Mestre Skisyto (skisyto@gmail.com)

Mestre Burguês – Aniversário & Roda

Em homenagem e comemoração ao seu aniversário, o Portal Capoeira, publica uma matéria especial sobre: Antonio de Menezes, o Mestre Burguês, que no próximo dia 06 de Setembro estará comemorando o seu aniverário com uma grande roda*. Nesta matéria ainda disponibilizamos uma entrevista realizada pela Revista Praticando Capoeira nº 33. Desejamos muitas felicidades, saúde e paz a toda família Muzenza.

Mestre e Presidente do Grupo Muzenza, há 32 anos lecionando no sul do Brasil. Técnico e Mestre de 18 campeões brasileiros, Campeão Brasileiro em 1987 (pela Confederação Brasileira de Pugilismo), editou 2 livros de capoeira “O Estudo da Capoeira – 1976” e “Cânticos de Capoeira – 1978” Gravou 20 CDs, 6 DVDs e ministrou cursos em mais de 30 países, realizador de vários eventos mundiais.

Mestre Burguês

Mestre Burguês

Antonio de Menezes, o Mestre Burguês, nasceu em 06/09/1955 em Laranjeiras/SE. Aos três meses de idade mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.

Aos doze anos de idade, deu seus primeiros passos na capoeira com um amigo de colégio, Nelson, em Ramos. Os dois para não apanhar do China, um menino que gostava de bater em todo mundo, compraram o livro "Capoeira Sem Mestre" e começaram a treinar.

Com o passar do tempo, entrou em contato com as rodas de Mestre Mentirinha em Ramos, Bonsucesso e identificaou-se com o estilo de Mestre Paulão, fundador do grupo Muzenza.

Nessa época, Mestre Paulão estava iniciando as aulas com Mestre Sillas, no Clube do Bolinha, e Burguês decidiu matricular-se.

O apelido resultou do fato de após arrecadar garrafas e chumbo pelas ruas e vender ferro velho, pagar adiantado a mensalidade de 3 meses.

Mestre Burguês, dedicou-se bastante à capoeira e depois de alguns anos, Mestre Paulão, ocupado com suas atividades na marinha, transferiu o comando do grupo a Burguês, que é o presidente até hoje.

Em 1975, após lecionar em Madureira e Meyer (RJ), foi para Curitiba, transferindo a matriz da Muzenza para o Paraná iniciando um trabalho voltado para as raízes da capoeira, implantando essa modalidade em clubes, escolas, comunidades carentes, univesidades e quartéis.

Ao longo de sua carreira realizou vários congressos, encontros nacionais, fundou a Federação Paranaense de Capoeira, a confederação


Entrevista: Revista Praticando Capoeira nº 33

Ha mais de 30 anos difundindo a capoeira no Brasil e no mundo desde que assumiu o comando do Grupo Muzenza, em 1975, transferindo a matriz para o Paraná, Mestre Burguês vem trabalhando incansavelmente pelo desenvolvimento da capoeira. Implantou trabalhos em clubes, academias, escolas, comunidades carentes, universidades e quartéis;fundou a Federação Paranaense de Capoeira e a Super Liga Brasileira; publicou vários livros; realizou inúmeros eventos, entre eles campeonatos mundiais, encontros e festivals; lançou dezenove CDs e dois DVDs.

Numa entrevista exclusiva para a revista Praticando Capoeira Mestre Burguês fala sobre o trabalho do Grupo Muzenza no Brasil e em outros paises, a expansão da capoeira no exterior, os maiores problemas que a capoeira e o capoeirista enfrentam atualmente, alem de dar dicas de como ser um capoeirista bem sucedido.

Entrevista

Praticando Capoeira: Como está, atualmente, o trabalho do Grupo Muzenza no Brasil e no exterior?

Mestre Burguês: O trabalho no Grupo Muzenza tem crescido especialmente nas escolas e comunidades carentes. Estamos procurando desenvolver cada vez mais o trabalho de alto rendimento. Também estamos trabalhando na divulgação e preservação dos verdadeiros mestres. No exterior, o trabalho tem crescido cada vez mais. Procuramos implantar a capoeira nas escolas de Portugal, Espanha e Israel. Tambem temos divulgado nosso trabalho com menores infratores e drogados, procurando sociabilizá-los através da capoeira. Já temos alcangado bons resultados!

Praticando Capoeira: Qual a tendência que a capoeira tende a seguir fora do Brasil?

Mestre Burguês: Me preocupa muito como a capoeira esta sendo vendida fora do Brasil, já que ela não para de crescer em todos os continentes. Muitos professores despreparados, que não estao transmitindo todas as vertentes que a capoeira oferece nem os seus fundamentos e tradições.

Praticando Capoeira: E dentro do Brasil?

Mestre Burguês A capoeira no Brasil está passando por uma série de crises, entre elas a falta de alunos. A tendência é o capoeirista voltar ao passado tendo que trabalhar em outra profissao e lecionar capoeira a noite ou nos finais de semana.

Praticando Capoeira: Como a capoeira é vista, hoje, fora do Brasil (tanto a Capoeira Regional como a Capoeira Angola)?

Mestre Burguês A Capoeira Regional tem sido vista como uma grande obra realizada pelo Mestre Bimba mas pouco transmitida como ela foi ensinada. A Capoeira Angola é bem vista apesar de ter poucos mestres divulgando a arte.

Praticando Capoeira: Os conflitos que acontecem entre os grupos no Brasil tambem existem no exterior?

Mestre Burguês Nao, pois a mentalidade dos capoeiristas no exterior e totalmente outra. Lá vemos professores ajudando colegas de outros grupos, que no Brasil são inimigos. Vejo que podera haver uma mudança de fora pra dentro do Brasil.

Praticando Capoeira: Quais os maiores problemas que a capoeira e o capoeirista enfrentam atualmente?

Mestre Burguês Um dos grandes problemas da capoeira é a falta de reconhecimento do governo com a nossa arte, já que ela é uma das grandes divulgadoras da nossa cultura. O capoeirista tem sofrido por nao ter sua profissão regulamentada.

Praticando Capoeira: Como resolvê-los?

Mestre Burguês Acredito que para tentar resolver essas questões precisaremos de muita união e amor pela capoeira.

Praticando Capoeira: Quais as dicas que voce daria para aqueles que querem se desenvolver na capoeira (em todos os sentidos): performance de jogo, financeiramente, reconhecimento na comunidade, etc?

Mestre Burguês Para você ter uma grande performance de jogo é necessário ter muita dedicação, procurar estar sempre atento em pesquisar e fazer cursos com os verdadeiros mestres tradicionais. Aqueles que querem crescer financeiramente na profissão, além de trabalhar muito, devem guardar tudo aquilo que ganham e investir bem para sempre ser um mestre bem sucedido financeiramente. 0 reconhecimento pela comunidade é só com o tempo e com o trabalho que apresentar.

Praticando Capoeira: Para você, o que e ser capoeirista?

Mestre Burguês Ser capoeirista é respeitar a arte, fazê-la com amor e a transmitir com honestidade, lealdade, educação e humildade. Ser capoeirista e ter caráter.

Praticando Capoeira: Fale um pouco sobre o novo CD que esta lançando.

Mestre Burguês Esse é o nosso 19° CD. Procuramos, como sempre, dar oportunidade as novas revelações do nosso grupo. São vinte cantigas no ritmo de Sao Bento Grande da Regional. O lançamento oficial aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro, no Rio de Janeiro, no Encontro Brasil Intemacional Capoeira Muzenza.

Praticando Capoeira: Quais sao seus pianos para o futuro?

Mestre Burguês O langamento do terceiro DVD Muzenza, quatro livros que estão em fase final, o 20° CD e o 4° Mundial Muzenza no Rio de Janeiro.

 

Mestre Burguês* Mestre Burguês convida você para a Roda de capoeira do seu aniversário, neste próximo sábado, 6 de setembro de 2008, às 15:00 horas, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, na Rua São Francisco Xavier, 267, Tijuca/RJ (Próximo ao Maracanã – Estádio de Futebol).
MAIORES INFORMAÇÕES:
55 (21) 9190.3234 / 9824.0348 / 9226.2196
Envia a todos AQUELE AXÉ !!!

Fonte: http://www.mestreburgues.com.br

Mestre João Pequeno de Pastinha em Aveiro – Portugal

1º FESTIVAL DE CAPOEIRA ANGOLA
Academia de Capoeira Angola de Mestre João Pequeno de Pastinha

Temos o enorme prazer de convidar a toda a comunidade capoeiristica para este evento imperdível que estará acontecendo no final de julho em Aveiro – Portugal.
 
Sob a organização do Mestre Pé de Chumbo, este fantástico acontecimento irá nos proporcionar uma oportunidade singular de conviver e estar perto de um dos maiores ícones da capoeira, Mestre João Pequeno de Pastinha.
 
Também estarão presentes os Mestres Rosalvo e Deraldo, convidados de renome internacional para abrilhantar ainda mais este festival.
 
Ao invés de apenas publicitar o EVENTO, resolvi fazer uma singela homenagem a João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador, é hoje o mais "velho" discípulo VIVO de Mestre Pastinha. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal). Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador) e continua dissiminando pro todo o mundo os ensinamentos e as "manhas" de seu professor. Em dezembro de 2003 a Universidade Federal de Uberlândia outorgou o título de doutor honoris causa pelo seu conhecimento em capoeira angola.
 
Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: "Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato".
 
Retirado de "http://www.portalcapoeira.com/wiki/index.php?title=Jo%C3%A3o_Pequeno"
 
Não percam esta oportunidade, eu estarei lá e voce? 

 

Mestre João Pequeno de Pastinha

 Para ver o cartaz em tamanho real, clique aqui.


Local: 
Pavilhão Municipal – Avenida Mário Sacramento, Ílhavo – Aveiro

Contato:
Mestre Pé de Chumbo – mestrepedechumbo@bol.com.br
Estudante Russo: +351 916009479


Segue um dos mais belos textos que já li sobre Mestre João Pequeno

 

AS TRÊS ESTRELAS DE ANGOLA

Por A. A. Decanio Filho – Mestre Decanio
 
Mestre Caiçara certamente cantaria:
 
Céu de Angola tem três estrelas!
Todas três entrelaçadas!
Uma é "Grande"!
Outra é "Pequeno"!
A "Primeira" está no Alto…
Onde mora "O Brilho Maior"!
 
Acostumado a assistir do anonimato das galerias, às rodas e exibições do Centro Esportivo de Capoeira Angola, onde pontificavam as figuras de Pastinha e seus principais seguidores, desde logo aprendi a admirar o jogo expressivo dos dois "Joãos", diferenciados em "Grande" e "Pequeno’ em paralelo físico, apesar de idênticos na lisura, elegância, disciplina e beleza gestual.
 
João Pequeno, na realidade não era tão pequeno, o cognome sendo apenas relacionado ao físico avantajado do "Grande". No jogo ambos se agigantavam e equivaliam.
Calado, ele ensinava aos mais novos pela exibição de seus movimentos elegantes, desenvolvidos dentro do ritmo como exigido pelo ritual da capoeira, sempre mantendo o respeito pelo parceiro do jogo, seja no plano físico, seja no moral.
Cantando, falava a linguagem tradicional dos capoeiristas na roda, louvando a tradição, exaltando suas origens, acentuando as qualidades da terra e de seu povo, num jogo elegante e ritmado de frases poéticas.
 
Vivendo, transmitia um exemplo de humildade serena e liderança inconteste, impondo-se pelo carisma a todos que dele se aproximavam.
Na intimidade, revelava-se um pai extremoso, devotado à preservação dos valores espirituais da família e zeloso no provimento das necessidade materiais dos seus.
 
Ao completar a oitava década, continua o mesmo de sempre: calmo, humilde, apaixonado pela capoeira; jogando capoeira e liderando um dos grupos mais expressivos da nossa terra, embora cultuado como um dos monstros sagrados da nossa e reconhecido internacionalmente como um dos marcos mais importantes na história da nossa arte-e-manha de São Salomão.
 
A evolução da capoeira a partir de 1943 vem acompanhando o trajeto duma estrela gêmea, cujos focos são os dois Mestre Maiores, Bimba e Pastinha, sob a luz dos quais temos que forçosamente examinar e entender os fatos.
Pólos opostos, porém complementares, os dois grandes lideres, se completam, unindo a modernidade à tradição.
Somente graças à visão de Pastinha, manifestada na sua adorada Capoeira de Angola, pôde o verdadeiro jogo da capoeira conservar sua pureza original e sobreviver ao impacto da histórica tormenta desencadeada pela criação da Luta Regional, antípoda do Jogo de Capoeira, porta aberta para intromissão dos teóricos modernos e as conseqüentes deformações conceptuais da capoeira baiana original, "sempre elegante, bela e gentil com Deus a concebeu", nas suas palavras.
Pastinha proclamou nos seus manuscritos a estrita obediência aos três erres fundamentais do jogo capoeira : Ritmo, Ritual e Respeito, sem os quais a prática se transforma em luta feroz, de bestas ensandecidas.
 
João Pequeno, após o retorno do Velho Mestre aos planos mais elevados, toma do cetro e vem dirigindo com serena humilde, o barco da tradição, de portaló aberto ao progresso e à evolução, sem perda de objetivo e rota.
Enfim, João Pequeno faz jus à frase do Mestre Pastinha … "o famoso o povo lhe diz" …
 
Deus salve o Mestre João Pequeno!
Oxalá o cubra com seu alá…
e resguarde das artimanhas dos exús…
nas encruzilhadas da vida!
 
 
Nota final:
Pessoalmente, desejo alcançar os "oitentinhas" assistindo suas brincadeiras e exibições de habilidade nas rodas da "Academia de João Pequeno de Pastinha do Centro Esportivo de Capoeira Angola".

DF – Mestre Gilvan & Censo Cultural 2007

TAGUATINGA FAZ O CENSO CULTURAL
 
A Divisão Regional de Cultura de Taguatinga (DRC/RAIII), inicia apartir do dia 12/02 a primeira fase do Censo Cultural de 2007, que tem como objetivo fazer um mapeamento de quem trabalha com a cultura no Distrito Federal e entorno, nesta fase estarão sendo cadastrados artistas plásticos, atores, dançarinos, músicos, compositores, poetas, escritores, artesãos, designer, cartunistas, artistas gráficos e quem trabalham com vídeos.
 
Após a primeira fase, mais duas etapas estão previstas, estas com o objetivo de mapear 1º – “Quais as instituições e empresas que incentivam a cultura no DF”, 2º- “Quais são os fornecedores de insumos para o mercado Cultural”, ainda sem data prevista e 3º – A volta da implantação dos Projetos: “Empresa Amiga da Cultura” e “Despertar da Arte”.
 
A DRC de Taguatinga quer saber quem trabalha com cultura no DF, quem incentiva e quem oferece produtos e serviços a esses artistas afirma o novo Diretor de Cultura Gilvan Alves de Andrade – Mestre Gilvan, as informações do Censo Cultural assim como outras informações farão parte de um grande banco de informações culturais que ficará a disposição do público em geral.
 
Para fazerem parte do Censo Cultural os artistas devem procurar a DRC, Área Especial Central, Praça do Relógio de Taguatinga.
Telefone: 3451-2571/99622511
 
“Cultura é um bom negócio”

TRÊS “ERRES” FUNDAMENTAIS

Capoeira é uma palavra estranha…
que se escreve com um "rê" suave…
e se pratica com três "erres"…
o primeiro é o RITMO… o segundo o RITUAL..
o terceiro é o RESPEITO
sem os quais não se joga capoeira!

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Um dicionário para a capoeira

A capoeira ganhou um Dicionário…
A obra, do jornalista Mano Lima, será lançada no dia 21 de julho, durante o IX Congresso de Educação do Sindicato das Escolas Particulares, realizado no Hotel Nacional, em Brasília.
 
O Dicionário foi produzido a partir de pesquisa bibliográfica, eletrônica (sites) e oral (com mestres de capoeira) de vários estados sobre termos e expressões usadas na capoeira. O Dicionário tem 10.30 verbetes, 23 dos quais conceituam a palavra capoeira. O autor entrevistou mestres de São Paulo, Bahia, Goiás, Distrito Federal, entre os quais Bamba, Saci, Gildo Alfinete, Squisito, Zulu e Suíno.
 
A obra é prefaciada pelo Ministro dos Esportes e tem textos de recomendação dos mestres Bamba (Bahia), Suíno (Goiás), Squisito e Zulu (DF). Segundo Agnelo, o dicionário é "uma obra que já nasceu clássica".
 
Contatos com o autor: (61) 9296 4757 – 3435 6673.

BARBARIE!

Não somente os mais velhos, como eu, Itapoan, Cobrinha Mansa, Jelon, Lua Rasta, Moraes, Jerônimo, Suassuna, Squisito… estão preocupadoso com violência que assolando a prática da capoeira, notadamente na impropriamente denominada "regional". Também juventude vem se aliando ao nosso apelo à razão e retorno às raízes lúdicas do jogo da capoeira da Bahia…
Volta-e-meia recebemos mensagens de protesto e apoio à nossa campanha de recuperação dos valores iniciais da capoeira., dentre as quais destacamos a que vai abaixo transcrita na linguagem simples e sincera dum jovem aprendiz.

"Querido Mestre Decanio

Sou Tiago Graziano, a alguns meses o escrevi, se lembra ?
Não importa, venho por meio desta, informa-lo, você que é um dos grandes responsaveis pela capoeira ser o que é hoje e por um futuro da capoeira sem devida descaracterização; que um grupinho medíocre de capoeira, se não me engano de Porto Seguro, chamado Grupo Topázio, diz ter modernizado a capoeira pondo nela movimentos de jiujitsu, é ridiculo ver dois capoeiristas de repente se atracarem no chão e ficarem rolando até que um desista (bata) e até certo ponto engraçado.
O incrivel foi que passou ontem (6/8) no programa da Bandeirantes chamado H como uma novidade maravilhosa, ninguem teve a noção de tal barbaridade que estava passando ali.
O impressionante é que o mestre que implantou o jiu jitsu na roda e todos os integrantes do grupo afirmam que não houve, descaracterizaçao na capoeira, mas até mesmo um aperfeiçoamento dela, fazendo que agora com o jiu jitsu se possa ver o campeão da luta, ou seja, aquele que finaliza primeiro.
Eu peço a voce que é meu idolo; peço que informe mestre Itapoan; e que acredito que lutam para preservar maravilhosa arte , que tomem providencia , seja quais forem. Estou indignado, por favor.
Obrigado pela atenção,

Tiago Graziano."

TRÊS “ERRES” FUNDAMENTAIS

Capoeira é uma palavra estranha…
que se escreve com um "rê" suave…
e se pratica com três "erres"…
o primeiro é o RITMO… o segundo o RITUAL.. o terceiro é o RESPEITO
sem os quais não se joga capoeira!