Mulheres da Pá Virada
21 Jan 2019

Mulheres da Pá Virada

Mulheres da Pá Virada Caladas Nunca Mais! Documentário sobre luta e resistência de mulheres na capoeira. O projeto Olá a todas e

21 Jan 2019

Mulheres da Pá Virada

Caladas Nunca Mais! Documentário sobre luta e resistência de mulheres na capoeira.

O projeto

Olá a todas e todos, somos o Grupo de Estudos e Intervenção Marias Felipas. Somos um grupo de mulheres capoeiristas, pesquisadoras, educadoras, feministas e ativistas. Nosso encontro nas intersecções entre a pequena roda da capoeira e a grande roda da vida resultou na criação desse coletivo. Partilhamos interesses em aprender e atuar nas diversas esferas do universo da capoeira e o desejo de lutar criativamente contra as relações de opressão sexista que perpassam a capoeira. Realizamos encontros, estudos e atividades com foco nas questões de gênero, educação e capoeira e organizamos Rodas de Capoeira Feminista como forma de intervenção política. Participamos de eventos culturais, acadêmicos e também político-sociais, como o Fórum Social Mundial que ocorreu em Salvador em 2017.

 

APOIAR ESTE PROJETO

Um dos nossos projetos mais ousados, para o qual estamos aqui pedindo a sua ajuda, é a execução de um documentário chamado “Mulheres da pá Virada”. Nosso objetivo com este documentário é dar visibilidade à história das mulheres dentro da capoeira, e também denunciar a violência de gênero que, infelizmente, vem atrelada a essa história. Para isso dividiremos com o público histórias e trajetórias dessas mulheres, junto com uma pesquisa histórica sobre o papel da mulher na capoeira. Esse filme conta com a participação e colaboração de mais de dez mulheres capoeiristas, com perfis, gerações e linhagens de capoeira diferentes que irão mostrar as suas trajetórias.

Para realizar este ambicioso projeto procuramos editais públicos de apoio a Capoeira e ganhamos o Prêmio Capoeira Viva ano II, através da Fundação Gregório de Mattos com apoio da Prefeitura de Salvador. Este edital nos proporcionou uma verba de R$20.000,00 com a qual orçamos um curta metragem de 20 min, com um valor mínimo simbólico para as mulheres capoeiristas participantes.

No entanto, a importância política deste projeto dentro a luta maior pela emancipação da mulher é muito grande e nós precisamos ampliar a duração deste documentário para poder incluir mais entrevistas e relatos das capoeiristas, assim como material de pesquisa histórica. Queremos também levantar fundos para remunerar melhor as capoeiristas, mestras de saberes populares, artistas, professoras, estudantes que disponibilizaram do seu tempo e da sua energia para fazer parte desta luta conosco.

Precisamos de mais R$19.097,00 para fazer com que este documentário vire um longa-metragem, ampliando assim as diárias de gravação de 2 para 5 dias e alugando equipamentos de tomada de som de alta qualidade. Usaremos esta verba para ampliar a curadoria histórica, e desta forma resgatar a história não contada da mulher na capoeira. E, finalmente, iremos garantir uma contribuição real para essas mulheres participantes do documentário, que vivem da capoeira e pela capoeira, e vão se disponibilizar para contar essa/nossa história. Precisamos da sua ajuda para que isso aconteça. Se você é a favor da igualdade de gênero, da liberdade da mulher de se expressar e buscar sua felicidade livremente, ajude com qualquer quantia!!

Este projeto tem uma enorme importância política. Na atualidade vemos uma nova onda conservadora querendo nos extirpar dos nossos direitos adquiridos depois de muita luta e muitas perdas. O movimento das mulheres não é exceção, cada vez mais relatos de violência, tanto física quanto simbólica, aparecem nas redes sociais. A capoeira também é um desses cenários de relações machistas; encobertas pelo manto do discurso da “tradição”, as práticas sexistas de discriminação e violência contra a mulher se multiplicam.

Precisamos dar voz a essas mulheres, dividir com o público suas trajetórias e estratégias de luta. Mostrar como mulheres viram capoeiristas, viram alunas, professoras, contramestras, mestras. Mesmo que muitas vezes não reconhecidas “oficialmente”, são mulheres guerreiras que toda a comunidade de mulheres na capoeira aceita e abraça enquanto referência. A luta pelo berimbau, pelo canto, pela liberdade de expressão corpórea, contra o assédio sexual, em prol do crescimento profissional dentro desse campo, é constante, é violenta e é extremamente necessária.

Queremos produzir um material que nesse sentido será inédito, pois trará a tona não só a história invizibilizada da mulher na capoeira, como também mostrará exemplos, referências de mulheres capoeiristas dentro dos seus diferentes contextos de prática e ensino da capoeira. Além disso, queremos denunciar a violência de gênero dentro da capoeira e apontar estratégias de luta e resistência neste campo.

Já passamos do momento silenciador e angustiante do ato violento, agora estamos indignadas, unidas somos mais fortes e queremos dizer ao mundo: Caladas nunca mais!

 

As Mulheres da Pá Virada, que participarão deste documentário são:

 

Adriana Albert Dias, conhecida como Pimentinha, nascida em 1975, começou capoeira em 1994, É historiadora, feminista, pesquisadora da capoeira. Escreveu o livro “Mandinga, Manha e Malícia: uma história sobre os capoeiras na Capital da Bahia”. Hoje faz seu doutorado na UFBA sobre capoeira e masculinidades. Co-fundadora do Grupo de Estudos e Intervenção Marias Felipas.

Alessandra Mattioni, conhecida como Alematt, nasceu em 1971. Começou capoeira angola em 2001 e é integrante do grupo Angoleiros do Mar. Alematt é professora de capoeira e co-fundadora do movimento Mulheres do Mar que realiza vários festivais em prol da valorização das mulheres na capoeira.

Catarina Aguirre, carinhosamente, chamada de Cata, nasceu em 1984. Começou capoeira regional no Sul da Bahia em 1998 e a partir de 2001 iniciou sua trajetória na capoeira angola. Faz parte de dois grupos de vadiação: Bando Maré de Março & Bando Anunciador. Atualmente Cata é professora de capoeira angola e dá aula no ginásio do Colégio Edgar Santos que fica no Garcia.

Celidalva Pinho Encarnação, conhecida como contramestra Brisa, nasceu em 1973 e começou capoeira em 1999. É uma das lideranças no grupo Angoleiros do Mar e co-fundadora do movimento Mulheres do Mar, ministra aulas de capoeira e participa de workshops de capoeira no Brasil e na Europa.

Christine Zonzon, cujo sobrenome virou apelido de capoeira, nasceu em 1958 e é capoeirista desde 1989, antropóloga, feminista, e pesquisadora da capoeiragem. É autora do livro “Nas rodas da capoeira e da vida: Corpo, experiência e tradição”, e atualmente desenvolve seu pós-doutorado na UFBA sobre experiências e representações de mulheres neste universo. Co-fundadora do Grupo de Estudos e Intervenção Marias Felipas.

Cleonice Damasceno Silva, conhecida como mestra Preguiça, nasceu em 1976. Começou capoeira em 1987, é e professora da Escola de Capoeira Regional Filhos de Bimba onde ministra aulas na sede que fica no Nordeste de Amaralina. Também desenvolve um trabalho com capoeira para meninas num projeto social na Ilha de Itaparica.

Isabela Maria Severo Nascimento Santana, conhecida como contramestra Tartaruga, nasceu em 1977. Em 1992 começou capoeira no grupo de capoeira Angola Palmares do qual faz parte até os dias de hoje. Atualmente ministra aula de capoeira na Academia Saúde em Patamares e participa de um projeto social em Castelo Branco.

Ivanildes Teixeira de Sena, carinhosamente chamada de Nildes, nasceu em 1968. Começou capoeira em 1986 no Centro Esportivo de Capoeira Angola, é idealizadora do Otá, Espaço de Convivência Sócio Cultural Cosmoafricana que é um ateliê de artes e estéticas literárias, visuais e corporais. Desenvolve atividades práticas e pesquisas com mitologia africana e capoeira angola em Foz de Imbassaí (BA).

Joana Pointis Marçal, Jô, como gosta de ser chamada, nascida em 1989, é capoeirista desde 2012, feminista e pesquisadora da capoeira. Joana realizou o seu mestrado na Pós-Afro, em Estudos Étnicos e Africanos, sobre Capoeira, identidade e Patrimônio Cultural Imaterial. Co-fundadora do Grupo de Estudo e Intervenção Feminista Marias Felipas.

Maria Luísa Pimenta, contramestra Lilu, nascida em 1973, iniciou capoeira em 1992 em Belo Horizonte. Em 2000 mudou-se para a Bahia para vivenciar melhor a capoeira. É co-fundadora do grupo de cultural Capoeira Malta da Serra em Lauro de Freitas. É, também integrante do Bando Anunciador da Capoeira Angola de Rua desde 2000. Escreveu e idealizou o livro “CAPOflora FaunaEIRA: uma arte brasileira”. É mestranda da faculdade de Educação da UFBA e co-fundadora do Grupo de Estudo e Intervenção Marias Felipas.

Rita de Cássia Santos de Jesus, conhecida como Mestra Ritinha, foi uma das primeiras mulheres a iniciar-se na capoeiragem. Nascida em 1964, começou capoeira em 1983 na Academia de mestre João Pequeno no Forte do Santo Antônio, no bairro onde nasceu e vive até hoje. Atualmente participa de eventos e realiza workshops no Brasil e no exterior.

Olivia Roberta Lima Silva, conhecida como formada Negona, nasceu em 1981, pratica capoeira desde 1996 e faz parte do grupo de Capoeira Porto da Barra. Também participa ativamente do Movimento Mulher na Capoeira tem Axé e em breve iniciará uma turma de capoeira apenas para mulheres em Salvador.

Viviane Santos Oliveira, conhecida como formada Princesa, nasceu em 1978. Começou capoeira em 1993 no grupo UNICAR (União Internacional de Capoeira Regional) na Pedra Furada onde dá aula no núcleo na Cidade Baixa. Faz parte do Coletivo Fortalece Capoeira, Orquestra de Berimbaus Afinados e do grupo percussivo Mãos no Couro. É integrante da Salvaguarda da Capoeira na Bahia ( GT SSA), na função de presidenta.


Orçamento

O montante arrecadado com essa campanha será utilizado para complementar o Prêmio Capoeira Viva ano II: dobrando o valor do cachê das capoeiristas participantes, transformando o documentário de um curta para um longa metragem adicionando mais 3 dias de gravações, ampliando o acesso e distribuição do documentário através da inclusão de legendas em inglês e português e cobrindo os demais custos adicionais referentes à ampliação do projeto, como locação de espaço, transporte e alimentação, além de uma ajuda de custo para as voluntárias.

Descrição/Valores

  • Gravação e edição5.750
  • Cachês capoeiristas7.050
  • Alimentação equipe500
  • Transporte500
  • Custos para exibição800
  • Legendas em inglês300
  • Transcrição do áudio500
  • Tarifa banco200
  • Ajuda de custo voluntárias300
  • Locação da Casa Rosada1.000
  • Sub total16.900
  • Total com 13% 19.097

 

Saiba Mais: https://www.catarse.me/mulheres_da_pa_virada

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