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Julho 2019

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Denúncia: Assédio e Pedofilia na Capoeira

Caca Zungu, Presidente/Fundador da ESCOLA CULTURAL ZUNGU CAPOEIRA, profissional integro e dedicado, amigo de escola de longa data e companheiro de capoeiragem, corajosamente, trás a tona um sério problema que cada vez mais começa a aparecer na nossa comunidade.

Em carta aberta de Repúdio/Denúncia, Cacá fala sobre a experiência em primeira pessoa e como abordou o problema…

VALE A PENA LER !!!

 

Denúncia: Assédio e Pedofilia na Capoeira

Primeiramente eu gostaria de alertar e enfatizar que o problema não é exclusivo da Capoeira, pelo contrário, existe um movimento de grandes mestres da arte para fiscalizar e denunciar os crimes de assédio e pedofilia! Em diversos segmentos da sociedade esses crimes acontecem ou podem acontecer, infelizmente.

Eu não posso me calar, como ser humano, educador e responsável por um trabalho de capoeira, com crianças inclusive!

Há pouco mais de dois meses, chegou uma importante denúncia de abuso sexual infantil ao meu conhecimento, e para meu espanto, de um educador que tinha minha supervisão até então. Foi chocante, decepcionante e revoltante… Tentei ouvi-lo de alguma forma, mas ele, “evangélico” fiel e devoto, apenas se escondia atrás do nome sagrado de DEUS, mas se quer esboçou defesa!

O que fiz?

Pedi para dois instrutores da nossa escola ouvir a vítima e sua família, além de outras crianças e familiares para tentar confirmar o ocorrido, coisa que foi confirmada pela vítima, recém completado 14 anos.

Encaminhei um pedido para o abusador solicitando que ele se afastasse do trabalho e da Capoeira, porque ele não nos representava mais, procurasse ajuda psiquiátrica e psicológica para se tratar, mesmo não tendo conhecimento se existe tratamento para tal ato, mas por ter um carinho, e apreço pelo rapaz, dei essa “oportunidade” para ele.

Ele prometeu cumprir o meu pedido!
Alertei que se não o fizesse levaria o caso ao conhecimento público de nossa comunidade e toda capoeiragem, além de uma denúncia formal para autoridades locais.

Hoje recebi uma foto dele comandando uma roda de crianças com o seu uniforme. O trabalho segue, e o meu pedido não foi respeitado.

Portanto, e por esse motivo devo relatar e alertar que o perigo está solto em Santa Cruz de la Sierra na Bolívia, com o “instrutor” Jorge “Krosty” e seu grupo Mbarete capoeira.

Denúncia: Assédio e Pedofilia na Capoeira Notícias - Atualidades Portal Capoeira 1

Algumas crianças e adolescentes, que o seguem ainda hoje, não conseguem perceber o perigo, mas seus pais precisam ser alertados!

Outras crianças e adolescentes que tiveram coragem de se desligar deste “trabalho”, mesmo sobre forte pressão psicológica do abusador, estão amparadas por outros capoeiristas que realmente se preocupam com a integridade dos mesmos.

Não podemos permitir que esse tipo de crime continue acontecendo e nosso dever é alertar e denunciar sempre.

 


Opinião do Editor:

Temos de estar atentos pois as queixas e processos não param de aparecer… e  o perigo está em cada “esquina”.

Somente na ultima semana, tomei conhecimento de diversos casos através da “Rede Social e Watsapp”, pessoas com  NOME DE PESO na nossa capoeiragem… Pessoas que conheci pessoalmente e jamais colocaria sua integridade em causa… Mas como diria meu amigo Wellington Fernandes (Mestre Wellington – Capoeira Berim Brasil): “AONDE TEM FUMAÇA, HÁ FOGO!!!”

Outros casos já foram reportados neste Portal:

 

Braga: Professor de artes marciais preso por pedofilia

Professor de capoeira é preso fazendo sexo com aluna de 10 anos

 

Deixo aqui mais um link, para vossa apreciação, de um dos casos nucleares, que tomei conhecimento:

 

Processo n. 0002611-07.2009.8.01.0001/50000 – Recurso Especial – 29/02/2016 do TJAC

 

Obrigado a todos que colaboraram para publicar esta matéria

Lutador com projeto social é o Madureira, personagem de “Malhação”, da vida real

Lutador com projeto social é o Madureira, personagem de “Malhação”, da vida real

Quando tinha 15 anos, Marcos Pakito já estava com a enxada na mão batalhando por um futuro melhor. Capinava os terrenos da vizinhança no Sargento Roncalli, em Belford Roxo. Fazia o serviço rapidinho e corria para a sede da associação de moradores. Lá, o garoto ficava sentadinho assistindo ao Mestre Ninguém dar aulas de capoeira. Um dia, o professor o convidou para participar da aula e ele explicou que não tinha dinheiro. A resposta do capoeirista mudaria toda a sua vida:

— Ele disse que eu podia fazer porque ninguém pagava nada, não. Ali eu pensei que eu queria ter um projeto social também para retribuir — conta o agora Mestre Pakito, de 45 anos, depois de um carreira como lutador profissional de muay thai e finalmente conseguir abrir a sua escolinha gratuita de luta, no bairro Andrade de Araújo.

Da capoeira, ele passou para o muay thai, aos 18 anos, e foi nessa modalidade que fez a vida. Foi bicampeão Brasileiro, teve 15 lutas profissionais com apenas três derrotas e depois passou a dar aula. Primeiro, ficou empregado nas academias. Mas aquilo o incomodava. Ele queria dar aulas de graça para quem precisava. Conseguiu há três anos, quando criou o Escola de Campeões.

— Eu tinha que ajudar a minha mãe, e aí não podia me dedicar somente ao projeto social. As coisas foram melhorando, consegui parceiros e agora posso me dedicar a esses alunos — conta Pakito, que também dá aulas gratuitas no Faixa Preta de Jesus, de Nova Iguaçu, um dos maiores projetos sociais da Baixada: — Agora meus garotos estão continuando a minha caminhada.

Lutador com projeto social é o Madureira, personagem de "Malhação", da vida real Capoeira Portal Capoeira

A história do lutador de Belford Roxo poderia ter inspirado a criação de Madureira, o personagem de Henri Casteli, na atual temporada de “Malhação”, da TV Globo. Na novela, o ator interpreta a vida do rapaz que venceu na vida após aprender muay thai com um mestre e, para retribuir, resgata jovens de áreas carentes com o esporte.

— Fui criado na periferia de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, onde nasci e fui criado em volta de duas favelas. Já teve um momento em que policiais acharam que eu não morava lá. Falaram para mim: “Não era para você estar aqui. Não tem de se misturar”, tudo porque eu era louro de olho claro. Eu respondi que eles eram meus amigos da escola — conta Henri Casteli , que se mudou para Duque de Caxias no começo da carreira para a fazer os primeiros trabalhos como ator no Rio.

O Madureira da vida real conhece bem as dificuldades pelas quais passam os personagens adolescentes que chegam ao projeto social da “Malhação”. Pakito conta que tem orgulho quando vê um dos seus garotos mudando de vida através da luta.

—Eu seria o cara mais feliz do mundo se conseguisse colocar um aluno meu para lutar no Glory, o maior evento da modalidade. Mas eu não penso nisso. Se eu pegar uma criança dessa e ela virar um cidadão, já é a melhor coisa para mim — diz Pakito: — O que eu quero é recuperar a criança que vem da comunidade, do vício, de querer matar, roubar. Eu quero trabalhar a cabeça dela e mostrar que a vida não é isso. Tenho alunos assim, que agora são trabalhadores, estão no quartel. Essa é a ideia. É a melhor ideia do mundo para mim. Pensar que eu tirei do tráfico e hoje eles são pai de família respeitados.

Além de vencer na vida, os alunos da Escola de Campeões estão vencendo nos ringues. Walace Marcos, de 22 anos, o Mascote, já ganhou, entre outros, o Carioca, o Brasileiro e o Pan-Americano. Já Joyce Lima, também de 22, levou um estadual, uma Liga Carioca e uma série de campeonatos menores.

— Mas o esporte não é só para quem quer lutar, seguir carreira. O muay thai é ótimo para a saúde e o condicionamento físico. Mantém eles ativo, tira das ruas, afasta das drogas — conta Pakito: — Para quem quer perder peso e não quiser fazer academia também é ótimo porque os músculos ficam ativos. E não só para os jovens, mas todas as idades podem ser beneficiadas. A pessoa sedentária que começa a treinar vai querendo fazer cada vez mais.

Fonte: https://extra.globo.com/noticias