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Capoeira Mulheres

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Dandara: esposa, mãe e guerreira

Herói negro conhecido pela luta contra a opressão negra no Brasil, Zumbi dos Palmares é lembrado por sua luta e sua coragem no Dia da Consciência Negra, celebrado no próximo sábado.
Diz a sabedoria popular que por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher. Prefiro dizer “ao lado”, mas o fato é que com Zumbi não foi diferente. Esposa de Zumbi e mãe de seus três filhos, Dandara foi muito além do papel de esposa, se tornando uma verdadeira guerreira.
Conforme informações do professor de história Kleber Henrique, no blog Cuca Livre, Dandara, como todos no quilombo, plantava, trabalhava na produção de farinha de mandioca, aprendeu a caçar, e, além disso, aprendeu a lutar capoeira, empunhar armas e liderou as falanges femininas do exército palmarino.
Dandara participou de todos os ataques e defesas da resistência de Palmares e não tinha limites para defender a liberdade e a segurança do Quilombo.
A esposa de Zumbi compartilhava a posição do marido contra o tratado de paz assinado por Ganga-Zumba. Entre outras negociações, o acordo requeria a mudança dos habitantes de Palmares para as terras no Vale do Cacau. Dandara, assim como Zumbi, via o tratado como a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão.
Dandara morreu em 6 de fevereiro de 1694, após a destruição da Cerca Real dos Macacos, uma batalha sangrenta que deixou centenas de mortos. Ainda assim, acredita-se que ela se suicidou para não voltar a ser escrava, atirando-se da da pedreira mais alta de Palmares. Zumbi, que sobreviveu ferido a esta batalha, morreu no ano seguinte em 20 de novembro, data em que atualmente é celebrado o Dia da Consciência Negra.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

A feminilidade na capoeira

Antigamente, para ser respeitada nas rodas de capoeira, as mulheres precisavam rejeitar sua feminilidade, adotando comportamentos masculinos. É o que indicam apelidos, como Maria Homem, e até estudos feitos a partir de cantigas de capoeira. Mas, e hoje? Será que é diferente?

Atualmente a mulher tem conquistado cada vez mais espaço na capoeira, mas ainda enfrenta críticas simplesmente por ser feminina.

Uma questão é a vaidade. Quando a mulher se arruma e se enfeita para ir à roda, ainda é acusada, principalmente por outras mulheres, de não levar a capoeira a sério, e sim usá-la para chamar atenção dos homens, arrumar namorado, ou coisas do equivalentes.

Outra questão é o excesso de cuidado na roda por parte dos homens. A mulher é delicada por natureza e muitas vezes essa característica é confundida com fragilidade. Quando isso ocorre os homens jogam com elas como se as mesmas fossem feitas de vidro, podendo quebrar a qualquer momento.

É óbvio que não se trata de incentivar uma atitude violenta contra as mulheres, mas é muito bom quando o homem solta seu jogo sem fazer distinção quanto ao sexo do oponente.

Mas, para evitar essas e outras “pedras” no caminho, a opção da mulher seria se masculinizar? Deixar de lado sua vaidade e sua delicadeza e se comportar de modo semelhante aos homens?

Na verdade a melhor resposta que pode ser dada é seguir em frente e continuar treinando e se dedicando, sem deixar a opinião alheia virar um obstáculo. Por mais feminina, vaidosa e delicada que seja, quando a mulher entra na roda e dá o melhor de si, ela não é apenas respeitada, mas também admirada.

Neila Vasconcelos – Venusiana
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Documentário sobre Mestra Cigana

O acervo cultural sobre a mulher na capoeira ganhará uma contribuição gigantesca: um documentário sobre a Mestra Cigana.

Com o excesso de chuva em Angra dos Reis no início do ano, foram perdidos muitos materiais sobre a Mestra. O documentário vem preencher esta lacuna e, além disso, quebrar paradigmas e preconceitos em relação à mulher na capoeira.

No momento, o documentário ainda está em fase de reunião de materiais. Serão coletadas fotos, vídeos, revistas, entre outros materiais e documentos. A busca estará focada na trajetória da Mestra, incluindo as cidades de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Volta Redonda.

Quem tiver algum material sobre a Mestra Cigana, pode colaborar entrando em contato com a Contra-Mestra Arara pelo e-mail [email protected]

História

Fátima Colombiano, a Mestra Cigana, nasceu no Rio de Janeiro, mas começou a praticar capoeira em Belém do Pará, com o Mestre Bezerra, em 1970. Na época o preconceito contra a mulher capoeirista era ainda maior e mais evidente. A mulher que praticava capoeira era malvista pela sociedade e, com isso, durante muito tempo Fátima era a única mulher nas rodas que frequentava.

Em 1975, Fátima conheceu o Mestre Canjiquinha, em São Paulo, e com ele seguiu para Salvador. Após cinco anos de treinamento, segundo informações do blog Filhos de Mestra Cigana, Fátima foi a primeira mulher a se formar Mestra de Capoeira no Brasil.

De volta ao Rio de Janeiro, Mestra Cigana abriu em 1980, a Associação de Mestre Canjiquinha, em Volta Redonda, onde teve mais de 100 alunos.

Impedida de ensinar capoeira em escola, Mestra Cigana se formou em Educação Física para conquistar este objetivo. Hoje é também formada em Filosofia e Pedagogia.

Mais tarde, fundou a Associação Cigana Capoeira, onde se graduou cerca de 20 instrutores. Mestra Cigana também presidiu a Federação de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro.

Fontes: 

 

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

 

 

A princesa Aqualtune

Não é apenas uma, duas ou três, são muitas as mulheres valentes e guerreiras que lutaram por si, pelo seu povo e por seus ideais.

Uma dessas mulheres é Aqualtune, princesa do Congo, que comandou um exército de dez mil homens em batalha contra os Jagas, guerreiros bárbaros que invadiram o Congo.

Com a interferência dos escravistas europeus que, com armas de fogo, desequilibravam as lutas dos povos africanos conforme seus interesses, o exército de Aqualtune foi derrotado e a princesa foi capturada e trazida ao Brasil nas condições sub-humanas de todo navio negreiro.

Aqualtune foi obrigada a manter relações sexuais com um escravo para fins reprodutivos e desembarcou já grávida no Porto de Recife. Foi leiloada e levada para um engenho em Porto Calvo, no sul de Pernambuco.

Foi no engenho que Aqualtune conheceu histórias sobre a resistência negra à escravidão e ouviu falar no Quilombo de Palmares. Com a mesma coragem e determinação que demonstrava em sua terra, Aqualtune organizou uma fuga para o quilombo e fugiu nos últimos meses de gravidez, acompanhada de outros escravos.

Já em Palmares, onde as tradições africanas eram preservadas, a princesa teve sua origem nobre reconhecida. 
Dois de seus filhos, Ganga Zumba e Gana Zona tornaram-se chefes dos mocambos mais importantes do quilombo e sua filha mais velha, Sabina, é a mãe de Zumbi dos Palmares.

Quanto à morte de Aqualtune, existem informações divergentes. Acredita-se que a princesa morreu queimada em 1677,quando sua aldeia foi incendiada durante uma batalha. Mas outras fontes citam que Aqualtune teria escapado, não sendo conhecida a data de sua morte.

Fontes:

A Terra da Liberdade
Criola.org
Casa de Cultura Mulher Negra
Meio Norte
Overmundo

Neila Vasconcelos – Venusianacapoeiradevenus.blogspot.com

O Canto da Mulher na Capoeira

Está em fase de produção o CD O Canto da Mulher na Capoeira, gravado exclusivamente por mulheres capoeiristas, professoras e alunas da ABADA Capoeira.

A idéia pioneira surgiu durante o Encontro Feminino ABADA Capoeira, realizado em maio deste ano e, graças a união e a determinação das mulheres envolvidas, a iniciativa foi levada a diante, com a escolha das letras, ensaios e, enfim, a gravação do CD em estúdio, no último sábado, dia 24 de julho, conforme informação do blog oficial da ABADA. 

O Canto da Mulher na Capoeira vem reduzir a lacuna que tanto lamentei no início do mês no texto A ausência de vozes femininas na Capoeira, portanto é com muita alegria e satisfação que recebi e repasso esta notícia, na expectativa de muito sucesso para as novas cantadoras.

Ainda não foi informada uma data para o lançamento do CD, mas após lançado, O Canto da Mulher na Capoeira poderá ser adquirido a R$ 30 cada.

 

Neila Vasconcelos – Venusiana
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Dia da Mulher Negra

Dia 25 de julho é o Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha. A data celebra a resistência da mulher negra e coloca em pauta o combate à discriminação étnica e de gênero.

O Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latinoamericanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, na República Dominicana. Mulheres negras de 70 países estiveram presentes no encontro.

Alvos de duplo preconceito as mulheres negras têm histórias de luta, coragem e resistência e, em suas batalhas cotidianas, dão sua contribuição para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Mas ainda há muito o que conquistar pois as mulheres negras ainda sofrem descaso, depreciação e violência, recebem os menores salários e são as principais vítimas do desemprego.

É por isso que o Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha não deve passar despercebido, mas ganhar visibilidade, já que, mesmo após 18 anos, suas motivações continuam atuais.

Fontes:

Crédito da imagem: www.cachorrosolitario.com

Neila Vasconcelos – Venusiana
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A ausência de vozes femininas na capoeira

No mundo da capoeira a mulher está chegando, jogando e conquistando seu espaço. No mundo da música, está lado à lado com o homem, cantando, tocando, se destacando e fazendo muito sucesso. Mas porque será que, quando se trata da música na capoeira, a situação é tão diferente? 

Sim, na roda a mulher canta, a mulher toca pandeiro, atabaque e berimbau, mas quando você vai a uma loja especializada, ou mesmo quando procura na Internet, quantos CD’s de capoeira de mulher você já encontrou? Na melhor das hipóteses uns três ou quatro, todos da Carolina Soares, certo? 

Exitem também músicas interpretadas por mulheres em CD’s de grupos e coletâneas, mas a participação ainda é muito modesta. 

Por que isso acontece? Não tenho resposta para esta pergunta, mas trouxe algumas hipóteses para a reflexão: 

* Falta de interesse – Obviamente não é todo capoeirista que sonha em gravar um CD. Será que o número de mulheres capoeiras com este objetivo é simplesmente inexpressivo? Acho difícil acreditar nesta hipótese. 

* Preconceito – Se a mulher sofria e ainda sofre preconceito ao entrar na roda, na bateria a resistência masculina sempre foi ainda mais rígida. Afinal é o berimbau que comanda a roda, e em muitos lugares, por muito tempo, era inadmissível uma mulher tocando o gunga. Será que esta postura “atrasou” a inclusão da mulher no campo musical da capoeira?

* Dificuldades diversas – A dificuldade em conciliar a capoeira com os cuidados com os filhos, com a casa e o trabalho fora também é uma hipótese válida. Com a vida atribulada a mulher pensa duas vezes antes de assumir mais uma tarefa, chegando até mesmo a abrir mão de um grande desejo. 

É interessante pensar na questão, descobrir outras hipóteses, colocar o assunto em pauta. É possível que existam sonhos sendo sufocados e talentos desperdiçados. 

E que Carolina Soares seja exemplo e inspiração para que a mulher capoeirista ultrapasse mais esta barreira.

Neila Vasconcelos – Venusiana
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A guerreira Maria Felipa

Como lembrei no texto Onde estão as capoeiristas da história, em geral as mulheres capoeiras que se destacaram no passado ficaram esquecidas. Mas é importante conhecer a história dessas mulheres que são exemplo de coragem, persistência e determinação.

Uma dessas mulheres é Maria Felipa, a guerreira de Itaparica.

Maria Felipa de Oliveira viveu na Bahia no século XIX e teve um importante papel na Guerra da Independência, que ocorreu entre 1822 e 1824, para reafirmar a independência proclamada em 7 de setembro de 1822, até que esta fosse reconhecida por Portugal.

Na Bahia, assim como nas províncias de Cisplatina (onde atualmente é o Uruguai), Piauí, Maranhão e Grão-Pará, devido à concentração estratégica de tropas do Exército Português, as lutas foram mais acirradas. Quando a tropa portuguesa comandada pelo General Madeira de Melo tentou invadir a Ilha de Itaparica para controlar a guerra a partir da Bahia de Todos os Santos, Maria Felipa liderava as vedetas (vigias) da praia, um grupo de 40 mulheres que entrou no acampamento do exército português, atacou os guardas com galhos de cansansão, uma planta que provoca sensação de queimadura ao toque com a pele, e puseram fogo em 42 embarcações, promovendo baixas no exército.

Além de guerreira, Maria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Há quem acredite que Maria Felipa seja a identidade verdadeira de Maria Doze Homens, que ganhou este apelido após deixar doze homens no chão, porém não existe confirmação a respeito e há ainda outras versões, em uma das quais Maria Doze Homens teria sido companheira de Besouro Mangangá.

O atestado de óbito datado de 04 de janeiro de 1873, confirma que Maria Felipa sobreviveu à guerra e continuou levando sua vida na ilha por muitos anos, porém de seu nascimento nada se sabe.

A heroína foi retratada na obra de Ubaldo Osório, A ilha de Itaparica, e no romance Sargento Pedro, do escritor baiano Xavier Marques, onde são são contatos vários feitos atribuídos à capoeirista.

Fontes:

Capoeira Sou Eu

Conversa de Menina

Overmundo

Passeiweb

Wikipédia

Neila Vasconcelos – Venusiana
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A Tríade da Mulher Atleta

A prática excessiva e desregrada de esportes e uma alimentação inadequada podem fazer mal a qualquer pessoa. Isso todo mundo sabe. O que muita gente não sabe é que a mulher tem um motivo (ou três) a mais que o homem para se preocupar com isso.

A Tríade da Mulher Atleta é um termo que surgiu na década de 80 para englobar três problemas de saúde que tendem a se apresentar em conjunto ou em sequência em mulheres que malham e se alimentam de forma desequilibrada: distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.

O problema atinge principalmente mulheres que praticam atividades físicas nas quais é preferível ter um corpo magro, seja por motivo estético ou por melhorar o desempenho na atividade, e modalidades que estabelecem índices de peso corporal por categorias. Alguns exemplos que se enquadram nos casos acima são: ginásticas rítmicas e artística, nado sincronizado, corrida de fundo, maratona, lutas em geral e até mesmo o balé.

A tríade também atinge mulheres que praticam esportes ou frequentam academias sem acompanhamento médico, independente da modalidade, principalmente quando existe o objetivo de perder peso. Portanto é aconselhável que toda mulher conheça a tríade,

suas causas, seus sintomas e como evitar.

 

Conhecendo o inimigo

É fato que quem pratica atividade física gasta mais calorias e, portanto, precisa se alimentar bem. Mas se de forma consciente, com o objetivo de emagrecer por vontade própria ou exigência do esporte, ou por simples descuido, a atleta consome menos nutrientes do que o corpo precisa para a prática esportiva, este balanço energético negativo pode desencadear a tríade da Mulher Atleta.

O que parece um simples “erro” alimentar pode evoluir para distúrbios como anorexia e bulimia nervosa. A amenorréia (irregularidade ou ausência de menstruação) é outra conseqüência desta deficiência alimentar, pois na falta de nutrientes para a produção de energia, o corpo “desliga” a função reprodutora, desregulando a produção hormonal da mulher.

Em conjunto, o desequilíbrio hormonal e a carência alimentar desencadeiam o terceiro sintoma da tríade: a osteoporose precoce. Desse modo a atleta fica mais sujeita a fraturas que, com a atividade física, podem se tornar frequentes. A osteoporose indica que a tríade está em um estágio avançado e pode até mesmo ser irreversível.

 

Como evitar

Quem pratica esportes deve ter um acompanhamento médico regular. Este é o principal modo de evitar a tríade da mulher atleta

e também outros problemas de saúde. E se você quer emagrecer, nada de seguir a dieta que a amiga fez e deu certo. Procure um

especialista e deixe-o a par das suas atividades físicas.

Mas, se emagrecer não está nos seus planos e, mesmo assim, você percebe que está perdendo peso, infome seu médico, pois pode ser um sintoma da tríade.

Também fique atenta às irregularidades menstruais, pois, no caso de tríade, quanto mais cedo tratar, melhor.

 

Fontes:

Olhar Vital
Por dentro do 9 de Julho

 

Neila Vasconcelos – Venusiana

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Rivalidade feminina nas rodas

Rivalidade e competitividade existem desde que o mundo é mundo e não é exclusividade feminina. Mas entre as mulheres a rivalidade normalmente é mais acirrada ou, pelo menos, mais perceptível.

Infelizmente é comum as mulheres se verem como oponentes ou inimigas uma das outras, e se posicionarem de tal modo como rivais que ganham a fama de fofoqueiras, invejosas e traiçoeiras.

Na capoeira não é diferente e, nas rodas, a rivalidade feminina também faz fama, causa desunião e, algumas vezes, acaba até em briga e puxões de cabelo.

Já me indignei com um campeonato onde o regulamento para as competições masculinas e femininas eram bem diferentes. Ao questionar, a explicação foi de que “as mulheres levam tudo para o lado pessoal”. Mesmo a contra-gosto, observando algumas mulheres nas rodas nos dias que se seguiram, fui obrigada a concordar.

Mas por que isso acontece?

Sem dúvida existe a herança dos tempos das cavernas, onde se destacar para conquistar um macho de qualidade era até mesmo questão de sobrevivência. Mas os tempos mudaram e, ao invés de largar a competição, ela foi levada para outras áreas da vida, como o trabalho, ou, no caso, as rodas.

É bom lembrar que, independente do sexo, querer se destacar, ser o melhor, faz parte da natureza humana e é até saudável pois estimula a superação.

O fundamental é reconhecer quando a rivalidade passa dos limites, pois assumir a vida como um jogo onde o outro é um adversário que precisa ser “vencido” costuma ser sintoma de imaturidade e baixa autoestima.

Nesta situação, o melhor remédio é reconhecer que todos têm seus pontos fracos e fortes e que, a melhor forma de evoluir, é através da ajuda mútua, e não da disputa.

E para quem foi eleita “a rival” de alguém, não há nada melhor do que um elogio sincero a algo que “a oponente” tenha de bom ou faça bem, pois conhecer as próprias qualidades é um ponto de partida para o resgate da autoestima e para o fim da necessidade de se auto promover passando por cima do outro.

Neila Vasconcelos – Venusiana
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