Detentos do Complexo do Curado são graduados em capoeira
16 Jan 2020

Detentos do Complexo do Curado são graduados em capoeira

Detentos do Complexo do Curado são graduados em capoeira Catorze reeducandos do Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb), no Complexo

16 Jan 2020

Detentos do Complexo do Curado são graduados em capoeira

Catorze reeducandos do Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb), no Complexo do Curado, receberam graduações em capoeira, na manhã desta quarta (15). Durante o evento foram entregues certificados pela corda verde (para iniciantes) até a amarela e branca, destinadas aos professores do Projeto Liberdade da Ginga.
O projeto existe há seis anos e conta com 21 inscritos. Mais de 100 detentos do Pjallb já participaram do grupo desde a sua criação. O mestre Ubiraci Lima, 43 anos, recebeu o título dentro da unidade prisional e durante o evento desta quarta graduou dois professores. Conhecido como Timaia, Ubiraci ganhou a liberdade em novembro de 2019 e deseja ver todos darem continuidade ao Liberdade da Ginga.
“É muito gratificante ver tudo isso porque foi onde eu encontrei pessoas de boa índole, onde fiz amizades e abri minha mente”, contou.
Gestor do Pjallb há mais de cinco anos, José Sidney Souza, 58, considera a capoeira uma arte disciplinadora e afirma que quase 100% dos que participam não se envolvem em problemas. “Por ser um evento coletivo, baixa a tensão e o ócio criando uma irmandade. Mostra outro mundo, outras possibilidades”, destacou.
Durante a cerimônia, Sidnei recebeu do grupo um certificado de agradecimento. “Sou um cara durão e gosto das coisas certas. Nem sempre conseguimos tudo o que queremos, mas é preciso tentar. Procuro disseminar companheirismo, respeito, disciplina e principalmente crença na ressocialização”, disse. Foi homenageada também a equipe do setor Psicossocial, sob supervisão do policial penal Helder Leite.
O professor de capoeira, Williams Oliveira, 32, cumpriu pena de um ano e seis meses e ganhou a liberdade em 2016. “Eu era instrutor de capoeira quando fui convidado para dar aula. No início, eu era mais parado, ficava com raiva quando chegava a hora da aula, mas depois isso se tornou meu passatempo. Os alunos me fortaleceram”, afirmou. Do batizado, àquele momento em que o iniciante recebe a sua primeira corda, participou Amaro José, 37 anos, há dois anos e oito meses.
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A prática é desenvolvida há seis anos no Presídio Juiz Antonio Luiz Lins de Barros (Pjallb) e contempla 21 detentos. (Foto: Divulgação/Seres.)

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