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LAPINHA – Museu Vivo no mês da Abolição – Encontro de Cultura de Raiz

7º ENCONTRO DE CULTURA DE RAIZ

Entre os dias 28 e 30 de maio acontecerá a sétima edição do Encontro de Cultura de Raiz “LAPINHA – Museu  Vivo no mês da Abolição”, no município de Lagoa Santa, região metropolitana de BH. Nestes três dias o Teatro de Arena da Praça Dr. Lund, o Areão, a Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Gruta da Lapinha serão cenário valorização e divulgação da Capoeira Angola e das manifestações culturais populares de raiz, como o congado, o candombe, a dança-afro e o boi da manta. O “LAPINHA Museu  Vivo no mês da Abolição” é o único evento do gênero no Estado, envolvendo mais de 300 agentes culturais da região metropolitana, com um público de mais de 1,5 mil pessoas por edição. Ele foi criado para promover para a população local o acesso à uma programação diversificada de cultura de raiz. Assim, durante os três dias do encontro, crianças e jovens de escolas públicas, e a população em geral, terão aulas gratuitas de capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental. Anualmente o evento vem provando a importância da valorização da cultura popular e regional como um grande instrumento para a formação de cidadãos socialmente comprometidos. O encontro foi idealizado e realizado pela primeira vez em 2004 e é uma realização da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa), com a coordenação geral do Mestre João Angoleiro. A produção do evento fica por conta da frente de trabalho da Acesa “Irmandade Atores da Pândega”, de Lagoa Santa, coordenada pelo treinel Gercino Alves.

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS – PROGRAMAÇÃO

Com uma programação eclética com shows de reggae, rap, samba e exibição de vídeos, o “Lapinha Museu Vivo” tem um público médio de mais de duas mil pessoas por edição. Um dos destaques do evento é a valorização da tradição oral e das trocas de saberes entre os mestres populares locais e mestres convidados de outros estados. No ano passado convidamos Mestre Moraes (Grupo Capoeira Angola Pelourinho- Gcap – Salvador/BA – responsável pela difusão da capoeira angola no Brasil a partir da década de 70), Mestre Manoel (Grupo Ypiranga de Pastinha – Conglomerado da Maré- Rio de Janeiro/RJ) e Mestre Gil Velho (Grupo Senzala- RJ). Também estiveram presentes os mestres mineiros Mestre Dunga e Márcio Alexandre (precursores da capoeira em Minas Gerais) além dos Mestres do Mamg (Movimento Angoleiro de Minas Gerais), do Candombe de Dona Mercês (Comunidade do Açude – Serra do Cipó) e da Mata do Tição (Jaboticatubas), os Reinados de Congo de Nossa Senhora do Rosário (da Lapinha) e o divertido e tradicional Boi da Manta, que mexeu com toda a criançada.

Uma semana antes do Evento (18 a 22 de maio) os capoeiristas, pesquisadores e educadores da Acesa estarão realizando nas escolas públicas de Lagoa Santa diversas oficinas atendendo 1.500 alunos, essas atividades serão acompanhadas também com uma oficina voltada para   professores, supervisores e diretores das escolas discutindo a importância das manifestações culturais na Construção da Identidade do povo brasileiro, atendendo também a Lei 11.645/07 ensino da história africana e afro-brasileira e indígena nas escolas. Outro destaque está para Mostra FórumDoc.MG: 3ª mostra itinerante do filme documentário e etnográfico, traz os mais expressivos filmes produzidos sobre a temática indígena e negra.

O Lapinha museu vivo no mes da abolição – 7º Encontro de Cultura de Raiz, em breve estará divulgando pelo site www.eusouangoleiro.org.br a programação completa para esse ano de 2010.

Axé Baba

 

Paulo A. Magalhães Fº

Jornalista, mestrando em Ciências Sociais
http://lattes.cnpq.br/9776286470259455

ALDEIA KILOMBO Século 21 lança os PRODUTOS CULTURAIS: PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG

Curta metragem, revista, site e exposição fotográfica sobre a cultura popular de BH  têm lançamento no Palácio das Artes com a presença dos Mestres da Cultura Popular da cidade


AMANHÃ, SÁBADO, dia 05 de dezembro, a partir das 14h, no Palácio das Artes (Livraria Usina das Letras e sala Humberto Mauro), a ALDEIA KILOMBO Século 21, a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – ACESA e a ATOS Central de Imagens, realizam o lançamento dos produtos culturais “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- MG”.

O evento integra as atividades em comemoração à CONSCIÊNCIA NEGRA e está sendo realizado com o coletivo ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21, composto por oito segmentos da cultura popular de BH: Capoeira Angola, Dança Afro, Reggae, Hip Hop, Samba e Religiosidades (Candombe, Candomblé, e Congado).

Essas manifestações da cultura popular de BH foram abordadas como tema/PERSONAGENS do projeto “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG” para a realização dos PRODUTOS CULTURAIS que serão lançados oficialmente no evento:

1- curta metragem “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – MG” (realizado pelos alunos da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”),
2- site www.eusouangoleiro. org.br
3- edição nº 3, da Revista “Angoleiro é o que Eu Sou!” (mais de 40 reportagens com mestres da cultura popular de MG).
4- Exposição fotográfica “Documentos de Si” (Still: fotos de cenas da gravação do curta)

ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21 – ATRAÇÕES CULTURAIS
* RODA DE CAPOEIRA ANGOLA do grupo Eu Sou Angoleiro, com a participação especial de representantes de outros grupos de capoeira angola de BH.
* RODA DE CONVERSA: tema “Cultura de Raiz é resistência ancestral”
Com a presença de mestres da cultura popular de BH

D. Isabel (Rainha Conga de MG – Guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio)

Mestre Dunga ( precursor da Capoeira Regional em MG),

Tatetu Arabomi (Movimento Nação Bantu),

Mestre Conga (velha guarda do Samba de BH),

Carlinhos de Oxossi (Grupo Fala Tambor)

Mediador: M. João Angoleiro

* MINI APRESENTAÇÕES de Dança Afro: Companhia Primitiva de Arte Negra

“PAZ NO MUNDO” EM NÚMEROS
Entre janeiro e março de 2009 realizamos as gravações do documentário em cinco estados: Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador e Santo Amaro da Purificação (BA), Recife e  Olinda (PE) e Quilombo dos Palmares (Serra da Barriga- AL). Ao todo entrevistamos 25 mestres de capoeira angola (os mais expressivos/ importantes de cada estado);  18 mestres da cultura popular e ou agentes culturais; gravamos em 65 locações (12 BA, 25 RJ, 15 MG; 1 AL; 12 PE); Nossa equipe técnica contou com 30 profissionais e instruimos 23 alunos em nossas oficinas.

CAPOEIRA PARA ALÉM DO BESOURO
Mais do que a valorização dos golpes, da ênfase à luta, enfocada no filme “Besouro” o documentário “PAZ NO MUNDO CAMARÁ” propõe uma reflexão da capoeira para além do movimento corporal. O movimento da capoeira angola é um movimento de revolução pessoal e social. É uma luta, mas pela valorização de nossa ancestralidade, de nossas raízes e pela liberdade, realizadas nos terreiros da cultura popular em todo o Brasil.
O QUE É “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”
Nosso projeto consiste principalmente na produção de um documentário televisivo de 55 minutos sobre os 400 anos da Capoeira Angola no Brasil. Através de uma ampla pesquisa realizada nos estados do Rio de Janeiro, Bahia (Salvador e Recôncavo Baiano), Pernambuco (Recife e Olinda), Alagoas (Parque Nacional Quilombo dos Palmares – Serra da Barriga) e Minas Gerais, buscamos compreender como a Capoeira Angola conseguiu em menos de um século, transformar- se de uma luta praticada pela “escória social”, o primeiro crime terror dos republicanos oitocentistas, em um “instrumento de inclusão social e paz no mundo” – palavras do Ministro da Cultura Gilberto Gil, proferidas em conferência na ONU/Genebra em 2004.
O documentário televisivo “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, foi idealizado pela ATOS Central de Imagens, em 2005 e desde 2007 vem sendo realizado em parceira com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro. Ele ficará pronto em 2010 e será veiculado no Canal Brasil, na TV América Latina (TAL), além de TVs abertas e fechadas exibidoras desse gênero, e em mais de 60 festivais e mostras de cinema no Brasil e no mundo. Serão produzidas 200 cópias desse produto cultural que poderá ser utilizado como um novo material didático, criado para subsidiar a implantação da Lei nº 10.639/03 em escolas de Minas Gerais, e também distribuído para imprensa, formadores de opinião, embaixadas e patrocinadores. 

TODOS OS PRODUTOS CULTURAIS do projeto PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”:
1- Revista “Angoleiro É o que Eu Sou!” – Edição 3;
2- reformulação do site www.eusounagoleiro. org.br/portal200 9;
3- Oficinas de Produção Audiovisual “Documentos de Si” e de “Animação e Contação de Histórias”;
4- Exposição fotográfica;
5- curta metragem 15 min: “ PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá- MG”;
6- documentário televiso, 55 min, “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a Volta que  o mundo dá”.

SERVIÇO
ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21

faz o LANÇAMENTO dos produtos Culturais

“PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá- MG”

Data: 05/12/2009 – sábado
Local: Livraria Usina das Letras (Palácio das Artes) – Av. Afonso Pena, 1537, Funcionários.
Horário: 14h

ASCOM: Carem Abreu (9105-4369) 
Informações: (031) 4063-9822
www.atosimagens.com.br ou www.eusouangoleiro.org.br

JOVENS CAPOEIRISTAS ENTRAM NO MUNDO AUDIOVISUAL EM BH

Nesta quinta-feira, 23/04, às 19h, no Ponto de Cultura Flor do Cascalho, Região Sul de Belo Horizonte, acontecerá  a formatura de 12 jovens capoeiristas, de diversas frentes de trabalho da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – Acesa – na periferia da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Angoleiros de  Sabará, Vespasiano, Contagem e de comunidades da capital como Morro do Cascalho, Pedreira Prado Lopes e Alto Vera Cruz, participaram da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si” e farão a pré-estréia do documentário “Paz no Mundo Camará: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá – Minas Gerais”, um curta metragem de 25 minutos, resultado de 6 meses de suas incursões ao mundo audiovisual, que será parte integrante do documentário final de 55 minutos.
 
A solenidade contará com a presença de vários personagens do curta , bem como representantes do Ministério da Cultura, do Fundo Estadual de Cultura do Estado de Minas Gerais e da Secretaria Municipal de Educação. Além da pré-estréia do documentário “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá –  Minas Gerais”, haverá uma exposição fotográfica das fotos de cena (Still) e uma apresentação cultural surpresa para os convidados.

MUNDO AUDIOVISUAL

Durante a Oficina, jovens entre 14 e 30 anos, vivenciaram uma nova perspectiva de atuação e capacitação em suas vidas: o cotidiano dos SETs de gravação do mundo audiovisual e todo o trabalho especializado dos bastidores das cenas como  roteiro, produção, direção, fotografia, cinegrafia e tudo que é necessário para produzir um documentário.  Eles entraram no mundo do cinema e conheceram de perto a linguagem audiovisual ao realizarem seu primeiro documentário, orientados por profissionais do mercado audiovisual mineiro.
 
A Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”  potencializou as atividades culturais e a utilização dos equipamentos audiovisuais do recém-inaugurado Ponto de Cultura Flor do Cascalho (Morro das Pedras), da ACESA, através da capacitação dos angoleiros para o mundo audiovisual. Por isso, desde setembro eles tiveram aulas, e em dezembro gravaram a etapa de MG do documentário global, sob o olhar de quem vivencia e pratica o tema abordado: a Capoeira Angola. Neste documentário locais como a Comunidade da Pedreira Prado Lopes, Alto Vera Cruz, Saudade, Morro da Cascalho, Bairro Nacional foram abordados sob a perspectiva cultural e social, ao contrário do viés denotativo da violência.
 
DOCUMENTÁRIO GLOBAL – 55 MINUTOS

Restringir a Capoeira Angola como apenas uma atividade física, não revela a sua verdadeira essência. Ao contrário do senso comum, no Brasil sua implicação é cultural, histórica, política e principalmente social, é o resultado da manutenção de 400 anos de resistência do modo de ser do negro. O projeto “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, produzido pela ATOS Central de Imagens, em parceria com a Associação Cultural Eu Sou Angoleiro – Mestre João, apresenta uma perspectiva inédita sobre o assunto.

O projeto consiste em um documentário de 55 minutos que recebeu em 2008 o prêmio Capoeira Viva (do MINC, um dos 6 projetos de MG contemplados) e obteve financiamento do Fundo Estadual de Cultura de MG. O objetivo primordial é realizar uma pesquisa aprofundada na Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, sobre a história da Capoeira Angola no Brasil e sua utilização como instrumento de inclusão social e paz no mundo.

Além do documentário que já tem exibição garantida no Canal Brasil e na TV América Latina, o projeto contempla ainda a realização da Oficina “Documentos de Si” e a edição da Revista “Angoleiro é o que eu Sou” e a formatação do site www.eusouangoleiro.org.br em portal.

FINANCIAMENTO E PARCERIAS
FUNDO ESTATUAL DE CULTURA MG, BDMG, SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA, PRÊMIO CAPOEIRA VIVA 2008, FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATOS, PETROBRÁS, CENTRO CULTURAL UFMG, CANAL BRASIL, TV AMÉRICA LATINA.

REALIZAÇÃO

·        ATOS Central de Imagens
·        ACESA- ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO – Mestre João Angoleiro

SERVIÇO
EVENTO: Formatura da Oficina Audiovisual “Documento de Si” do projeto PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”
DIA: 23/04/2009
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Ponto de Cultura Flor do Cascalho – (Morro do Cascalho/Morro das Pedras) Beco Marco Antônio, 250  – Grajaú – BH-MG  (próximo à Polícia Federal)

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO:
ATOS Central de Imagens – WWW.atosimagens.com.br
 

Geral – [email protected] – 4063-9822
Carem Abreu – [email protected] – 9297-1582
Junia Bertolino – [email protected] – 9917-6762
Liliane Martins – [email protected] – 8884-7476

CINEMA COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO SOCIAL

NESTA SEMANA CAPOEIRISTAS DE BH ESTÃO GRAVANDO DOCUMENTÁRIO SOBRE A HISTÓRIA DA CAPOEIRA ANGOLA EM MG

Até domingo, dia 01 de março, 14 jovens capoeiristas da Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa – Mestre João), oriundos de diversas vilas, favelas de BH e região metropolitana, estarão vivenciando uma nova perspectiva de atuação e capacitação em suas vidas: o cotidiano dos SETs de gravação do mundo audiovisual. É a etapa de GRAVAÇÃO da Oficina de Produção Audiovisual “Documentos de Si”, integrante do projeto “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”, da ACESA.

Idealizada e realizada pela ATOS Central de Imagens, a Oficina “Documentos de Si”  tem como objetivo propiciar a participação dos alunos no processo de gravação de um curta-metragem de 15 minutos. O curta é integrante do documentário televisivo “PAZ NO MUNDO CAMARÁ: a Capoeira Angola e a volta que o mundo dá”. Este filme recebeu em 2008 o prêmio Capoeira Viva (do MINC, um dos 6 projetos de MG contemplados) e obteve financiamento do Fundo Estadual de Cultura de MG. O objetivo primordial do projeto é realizar uma pesquisa aprofundada na Bahia, Rio de Janeiro, Pernambuco e Minas Gerais, sobre a história da Capoeira Angola no Brasil e sua utilização como instrumento de inclusão social e paz no mundo. O resultado dessa pesquisa será um documentário de 55min, que já tem exibição garantida no Canal Brasil e na TV América Latina, a realização da Oficina “Documentos de Si”, uma edição da Revista “Angoleiro é o que eu Sou” e a formatação do site www.eusouangoleiro.org.br

 

em portal.  Outro objetivo do projeto é, através da Oficina, potencializar as atividades culturais e a utilização dos equipamentos audiovisuais do recém inaugurado Ponto de Cultura Flor do Cascalho (Morro das Pedras), da ACESA, através da capacitação dos angoleiros para o mundo audiovisual.

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Os alunos da Oficina de Produção Audiovisual possuem entre 14 a 30 anos e nunca tiveram experiências anteriores na área. Eles estão entrando no mundo do cinema para conhecer de perto a linguagem audiovisual e realizarem seu primeiro documentário. Por isso, desde outubro de 2008 estão aprendendo, com a orientação de profissionais que atuam no mercado audiovisual em BH, sobre roteiro, produção, direção, fotografia e tudo que é necessário teoricamente para se produzir um documentário. Nesta semana eles saíram da teoria e já colocaram as mãos na massa. Desde o último dia oito, os jovens estão gravando a etapa de MG do documentário global, sob o olhar de quem vivencia e pratica o tema abordado: a Capoeira Angola. As gravações já aconteceram em diversos pontos de Belo Horizonte, como a Comunidade da Pedreira Prado Lopes, na Sede do Grupo Meninos de Palmares, no Alto Vera Cruz e no Parque Municipal.

FINANCIAMENTO E PARCERIAS

FUNDO ESTATUAL DE CULTURA MG, BDMG, SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA, PRÊMIO CAPOEIRA VIVA 2008, FUNDAÇÃO GREGÓRIO DE MATOS, PETROBRÁS, CENTRO CULTURAL UFMG, CANAL BRASIL, TV AMÉRICA LATINA.

REALIZAÇÃO

ACESA- ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO – Mestre João Angoleiro

ATOS Central de Imagens

São Paulo: Lançamento CD – Mestre Bigo

Francisco Tomé dos Santos Filho, o Mestre Bigo (Francisco 45), discipulo de Mestre Pastinha lança seu CD em São Paulo no terreiro do Mestre Plínio o Angoleiro Sim Sinhô.

 

 

 

Visite: http://www.angoleirosimsinho.org.br/eventos.html

 

Mestre Bigo, discípulo de Mestre Pastinha, conta um pouco sobre a sua vida na Capoeira Angola.

Revista Praticando Capoeira, páginas 14 a 16.
Texto: Letícia Cardoso de Carvalho

Francisco Tomé dos Santos Filho, o Mestre Bigo, nasceu em 1946, em Salvador-Bahia. Iniciou na capoeira em meados dos anos 50, após assistir a uma apresentação de capoeira onde viu Mestre Pastinha e Mestre Cobrinha Verde num emaranhado de corpos.

Treinou na Academia de Mestre Pastinha até 1975 (época em que casou-se e veio para São Paulo), convivendo com grandes expoentes da capoeira, como: João Grande, João Pequeno, Natividade, Papo Amarelo, Jonas, Bola Sete, Gildo Alfinete, Genésio Meio Quilo, Roberto Satanás, entre outros.

Após chegar em São Paulo ficou um tempo afastado da capoeira, mas afirma que em momento algum esteve separado dela, pois a capoeira está no seu sangue, correndo em suas veias. Em 1989, Mestre Bigo fundou a Academia de Capoeira Angola Ilê Axé, onde realiza um trabalho até hoje.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que Mestre Bigo concedeu à Revista Praticando Capoeira.

P. Capoeira: Como era a Capoeira Angola na época em que você começou a praticar?

Era um pouco diferente. Mestre Pastinha treinava Angola corrida e Angola amarrada. A Angola corrida era perigosa. Nós trocávamos pau com o pessoal da Regional. O regional levantava a perna lá em cima e o angoleiro dava rasteira. O angoleiro não levanta a perna lá em cima, pois sabe que se levantar vai cair.

Antes, para cada jogo era cantada uma ladainha, depois vinha o improviso e depois o corrido. O capoeirista jogava um certo tempo, então parava a roda e começava a cantar outra ladainha. Tomava muito tempo da gente. Hoje em dia têm mais capoeiristas e em virtude disso, tem menos tempo para jogar na roda.

P. Capoeira: Muitos capoeiristas que praticam Capoeira Regional afirmam que a Capoeira Angola é fraca como arte marcial. Qual a sua opinião?

Não acho não. A angola tem mais malícia. A Regional é só ataque, defesa e raiva. O angoleiro entra na roda dando risada. Capoeira são duas cobras. A Regional tem um veneno só. Já a Angola tem o veneno de várias cobras. O Regional entra na roda, fecha a mão, fecha a cara para bater. Quer dizer, é como se fosse uma cascavel, que avisa que vai te pegar. O angoleiro é o contrário. Seria como todas as cobras, que procura atrair o seu agressor e dar risada, para dar um bote só, no momento certo. O angoleiro quando vê que vai dar o bote e não vai pegar, ele não dá. Ele só dá o golpe certo. Na angola são poucos golpes, mas são todos originais. O angoleiro não desperdiça golpe. Angola é malícia, é manha, maldade, falsidade, ataque e defesa, alegria e tristeza. Depois vem a mandinga, que é o tempo que faz. O angoleiro não confia em ninguém. Ele confia e desconfia. Ele finge que não vê, que não escuta. O pessoal da Regional despreza a Angola (sem generalizar), é igual mãe e filho. A Angola é a mãe, e uma mãe nunca despreza o filho. Tem muita gente da Regional indo para a Angola para adquirir conhecimento, pois é na capoeira Angola que está o conhecimento. A Capoeira Angola nasceu na ânsia da liberdade. Ela nasceu como uma luta. Que lutou na Guerra do Paraguai não foi Regional, foi Angola. O pessoal pensa que Angola é fraca, não é não. Quando os angoleiros estão jogando parece que os dois são uma pessoa só, um transmite uma energia muito forte para o outro.

P. Capoeira: Qual era o sistema de ensino na Academia de Mestre Pastinha?

Ele começava com a ginga, era o primeiro passo. Depois, o primeiro golpe que ele ensinava era a meia lua de frente, que era para conhecer o seu adversário. Depois ele ensinava mais golpes de frente. Então, ele passava a ensinar os golpes giratórios; rabo de arraia, meia lua de costas e outros.

Agora, eu e Bola Sete gostávamos de chegar cedo para ficar conversando com o Mestre Pastinha, nós perguntávamos muitas coisas para ele e ele respondia. Ele dava muitos conselhos para nós, como:

"Sempre dobre uma esquina aberta"

"Não entre em lugar escuro"

"Se você desconfiar que uma pessoa está armada, jogue um cigarro aceso em cima dela que ela vai colocar a mão na arma".

"Sempre que estiver em um bar, sente-se olhando nos olhos do dono do bar, pois se acontecer qualquer coisa, os olhos dele vão avisar".

P. Capoeira: Por que grandes mestres de capoeira Angola estão hoje, de certa forma, "esquecidos", como aconteceu com Mestre Pastinha no final de sua vida?

Isso aconteceu mesmo. Eu falo que a Capoeira Angola muitas vezes castiga a gente. Se você anda um pouquinho errado ela castiga a gente. O caso do Mestre Pastinha foi inveja demais. Mestre Pastinha nunca jogou descalço. Antes da viagem dele para a África, ele foi fazer uma exibição num ginásio, na Bahia. Teve uma pessoa que falou para todo mundo jogar descalço, que capoeirista não nasceu calçado. Até esse dia, Mestre Pastinha nunca tinha jogado descalço numa roda de capoeira. Então, Mestre Pastinha tirou o sapato e foi jogar. Enquanto ele estava jogando, colocaram macumba no sapato dele. Mas a pessoa que fez isso também já morreu. O capoeirista sempre tem que pedir muita proteção. Quando o capoeira agacha ao pé do berimbau tem que se benzer, pedir proteção a Deus, pois ele vai para uma roda de capoeira sem saber a intenção de seu oponente. O capoeirista tem que descobrir nos olhos do seu oponente a intenção que ele vai tomar daquele momento em diante. Hoje em dia o capoeirista vai namorar e depois vai para a roda de capoeira; não pode, ele está como o corpo aberto, o capoeirista tem que estar de corpo e espírito limpo para transmitir uma energia positiva na roda de capoeira e em sua vida.

 

São Paulo: Mestre Plinio & Centro de capoeira angola angoleiro Sim Sinhô

Em nome de Mestre Plínio e do Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô, são paulo, sp, gostaria de convidar a todos os leitores e visitantes do Portal Capoeira para o evento que ocorrerá entre os dias 22 e 25 de maio de 2008 , no parque da agua branca, perdizes, sp, que contará com a presença de varios mestres angoleiros confirmados e com alguns que ainda estão confirmando.

O evento será um encontro de capoeira angola aberto aos capoeiristas em geral, praticamente um marco para a cidade de são paulo, pois será também o lançamento do CD do Centro de capoeira angola angoleiro Sim Sinhô, esperado e preparado há 15 anos, o centro de capoeira angola angoleiro sim sinhõ é o primeiro trabalho de capoeira angola estabelecido em são paulo desde 1993 que conta com uma roda semanal e ininterrupta desde a data da fundação do grupo.
 
Muito obrigado e contamos com a presença da portal capoeira no evento
 
Mazinho 
(aluno de mestre Plínio)

Lagoa Santa: “Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz”

Muito mais do que um encontro de "capoeiras" o IV Encontro Cultura de Raiz – “Lapinha – Museu Vivo no Mês da Abolição” vem com uma proposta de revalorização e resgate cultural e ambiental, tendo como enfaze  a capoeira cidadã, como diria Mestre Decanio: "A capoeira é uma escola de cidadania"… (Cito trecho da matéria: "…valorizar a cultura popular e regional é o grande instrumento para a formação de cidadãos comprometidos com as questões sociais…)
Luciano Milani
NO ÚLTIMO FINAL DE SEMANA DE MAIO LAGOA SANTA
VALORIZARÁ AS ORIGENS DE SUA CULTURA
ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO PROMOVE
4º LAPINHA – MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO.

 
 
Entre os dias 25 a 27 de maio Lagoa Santa será palco para a valorização e divulgação da cultura popular e da história do mineiro e do povo brasileiro: vem aí a quarta edição do "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz". São três dias de práticas culturais que acontecem no centro de Lagoa Santa (no Teatro de Arena da Praça Dr. Lund) e na Lapinha (Igreja Nossa Senhora do Rosário e Gruta da Lapinha). Assim as crianças e jovens de escolas públicas da cidade, as associações comunitárias ligadas a estes alunos e o público em geral terão acesso à práticas gratuitas de aulas capoeira angola, teatro, percussão, dança afro e educação ambiental. A atração deste ano está no resgate do trabalho de Mestre Virgílio (de Ilheus, BA), bem como o encontro e vivência com mestres da cultura popular como a capoeira angola, dança afro, Candombe (D. Mercês, do Açude- Serra do Cipó), os reinados de congo de Nossa Senhora do Rosário e os participantes do boi da manta. Com uma programação eclética formada por shows de reggae, rap, samba e exibição de videos, o "Lapinha Museu Vivo" já foi apreciado por mais de 5mil pessoas e vêm provando que valorizar a cultura popular e regional é o grande instrumento para a formação de cidadãos comprometidos com as questões sociais. O "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: Encontro de Cultura de Raiz" foi idealizado e realizado em 2004 pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa) através da coordenação geral do Mestre João Bosco, por meio de seu núcleo Irmandade Atores da Pândega, em Lagoa Santa, coordenado pelo treinél Gersino Alves e desde 2006 conta com o apoio institucional da Prefeitura de Lagoa Santa, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.
 
O QUE ACONTECE NO LAPINHA MUSEU VIVO
 
O encontro visa a valorização do patrimônio cultural imaterial brasileiro através do intercâmbio cultural promovido com a troca de experiências dos grandes mestres de tradição oral. Assim o evento tem trazido para Minas grandes mestres da capoeira angola, como os baianos e alunos diretos de Mestre Pastinha, Gildo Alfinete e Boca Rica (representantes da Associação Brasileira de Capoeira Angola) e João Pequeno (Academia João Pequeno de Pastinha, guardião da Capoeira Angola neste século), para trocarem experiências e saberes com outros mestres da capoeira angola de manifestações culturais do Estado, como dona Mercês, do Candombe e dona Isabel, Rainha Conga de Minas Gerais, do Reinado de Nossa Senhora do Rosário.
 
Nesta quarta edição do evento o mestre convidado será Virgílio de Ilhéus/BA e mestres de outras culturas populares de raiz como o Candombe e o Reinado. José Virgílio dos Santos, mais conhecido como Mestre Virgílio, 73 anos, é o mais antigo representante da velha guarda da capoeira angola de Ilhéus. Iniciado na capoeiragem aos 9 anos de idade por Mestre Caranha, aprendeu o jogo com velhos angoleiros como os mestres Chico da Onça, Claudemiro, Álvaro, Elíscio, João Valença e Barreto. Na década de 50 foi formado Contra-Mestre por Mestre João Grande, que morou alguns anos na região, sendo conhecido como João Bate-Estaca. Mestre Virgílio foi fundador e primeiro presidente da União de Capoeiristas do Sul da Bahia – UCASUB, tendo renunciado ao cargo por divergências quanto à condução da entidade. Atualmente coordena a Associação de Capoeira Angola Mucumbo e dá aulas de capoeira angola em Olivença e no Teatro Municipal de Ilhéus. Em breve o Grupo estará lançando um cd com 20 composições sobre a capoeira
 
ASSOCIAÇÃO CULTURAL EU SOU ANGOLEIRO/ MESTRE JOÃO BOSCO CONVIDA:
MESTRE VIRGÍLIO (ILHÉUS/BA)
MESTRE MARCIO ALEXANDRE (BH)
MESTRE CABELLO (ITACARÉ/BA)
MESTRES DO MANG – MOVIMENTO ANGOLEIRO DE BELO HORIZONTE
 
QUEM SOMOS
 
A Acesa realiza em Belo Horizonte desde 1993 trabalhos de formação nas áreas de capoeira angola, dança afro, percussão e teatro com atividades nas 15 frentes de trabalho (Centro, Vila Acaba Mundo, Morro do Cascalho, Santa Tereza, Barro Preto, Pampulha, Santa Luzia, Jardim Canadá, Contagem, Betim, Ibirité, Lagoa Santa, Nova Lima, Codisburgo, Ribeirão das Neves e Coronel Fabriciano), atendendo mais de 300 alunos.
 
"LAPINHA MUSEU VIVO NO MÊS DA ABOLIÇÃO: 4º ENCONTRO DE CULTURA DE RAIZ"
 
PROGRAMAÇÃO
 
Sexta – dia 25, às 17h
Local – Lagoa Santa (Praça Dr Lund)
Programação: Grande roda de Capoeira Angola e shows : Banda Agbara (reggae), Cia Primitiva de Arte Negra (dança afro) e Apologia X (rap).
 
Sábado – dia 26, a partir das 8h
Local: Gruta da Lapinha
08h às 12h – Oficinas de capoeira angola, dança afro, percussão, educação ambiental, argila, máscara de gesso, pães e alimentação integral e produção audiovisual.
14h às 16h – Mesa Redonda: "Não nego meu Natural: meio ambiente, cultura de raiz e educação". Convidados: Mestre João Angoleiro (BH /MG),Mestre Virgílio (Ilhéus- BA), D.Isabel (Rainha da guarda de Congo e Moçambique 13 de Maio), Representante Comunidade do Açude, representantes das secretarias municipais de educação e cultura.
16h cortejo de tambores Namastê (Santa Luzia) e Boi da Manta (Irmandade dos Atores da Pandêga – Lagoa Santa)
Local: Igreja de Nossa Senhora do Rosário/ Lapinha, a partir das 18h
Mostra de vídeo: Prata da Casa – vídeos sobre cultura e educação
20h – Show com D.Elisa (Velha Guarda do Samba)
21h – Festival de dança afro: Kandoá (Serra do Cipó), Núcleo Flor do Cascalho, Cia Baobá Arte Africana e Afro-Brasileira, Núcleo do Nacional, Namastê (Santa Luzia), Projeto Querubins e Cia Primitiva
22h – Shows: Aidê Acustico, Os Plantas e Samba de Roda
 
Domingo – dia 27/05 a partir das 8h
Local: Igreja Nossa Senhora do Rosário/Lapinha
Apresentação da Guarda de Congado da Lapinha
Grande roda de capoeira angola
Shows: Candombe do Açude e Matição
Oficina de Auto-Educação Vitalícia: alimentação como fonte de saúde. 
 
SERVIÇO:
 
Evento: "Lapinha Museu Vivo no Mês da Abolição: 4º Encontro de Cultura de Raiz"
DATA: 25 a 27 de maio em Lagoa Santa
Local: Praça Central de Lagoa Santa (Dr. Lund), Gruta da Lapinha e Igreja Nossa Senhora do Rosário/Lapinha.
Realização: Associação Cultural Eu Sou Angoleiro (Acesa)
Inscrição: Sede da Acesa em BH – Rua da Bahia, 570 – 12º andar – Belo Horizonte/MG ou Site  – www.eusouangoleiro.org.br
VALOR R$ 35,00 (TRINTA CINCO REAIS) (03 DIAS COM DIREITO ALIMENTAÇÃO, OFICINAS, CAMPING E SHOWS) . VALOR R$ 50,00 (CINQUENTA REAIS) INSCRIÇÃO + CAMISA
Sede da Acesa em Lagoa Santa
Rua Melo Viana,420 B. Várzea – Lagoa Santa [email protected] [email protected]
INFORMAÇÕES: (31) 9297-1582
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
CAREM ABREU (JP 5871/MG) 9751-6869/ 9297-1592 E JÚNIA BERTOLINO (0011097/MG) – (31) 99176762/3467-6762.
 
AGUARDAMOS TODOS LÁ. JUNIA BERTOLINO (31) 99176762.
 
http://www.eusouangoleiro.org.br
 
Fonte: [email protected] Virtual – Mestre Jeronimo

Crônica: A Sabedoria do Povo do Brasil

"A Capoeira é sabedoria do povo do Brasil." É assim que o Mestre Angoleiro (Prof. J. Bamberg), discípulo do Mestre Bimba, conta como ele definia a Capoeira. Hoje em dia, o Mestre também tem se incomodado muito com as "novas tradições" da Capoeira… Uma figura e tanto!!

Há um tempo atrás chegou num evento, foi apresentado e depois desse momento, quando pra começar a roda, abriu tocando seu berimbau viola. Para seu espanto, o responsável pela roda disse: "-Mestre, aqui está o gunga para o senhor!". O Mestre Angoleiro insistiu no seu berimbau viola e aí veio o comentário: "– Aqui no grupo o gunga é que "comanda" a roda, e como o Senhor é o mestre mais antigo, TEM QUE tocar o gunga".  O Mestre gingou um pouco… (sem entrar na roda), não tocou nem um, nem outro, esperou o desenrolar do evento educadamente, não “comandou” nada e… Ao fim do evento agradeceu a todos e foi-se embora.
 

Parece que as pessoas afiadas de pensamento, como o Mestre, atraem esse tipo de situação, e o interessante é a forma como esse pensamento afiado trás sempre uma reflexão importante e óbvia sobre o acontecido.  E mesmo sendo uma reflexão óbvia, a maioria das pessoas não havia percebido o mesmo… No caso do Mestre foi um comentário muito interessante: “-Só na cabeça desses “oligofrênicos” é que uma “coisa” (no caso o berimbau gunga) pode substituir o conhecimento de um Mestre do saber popular!”. Oligofrênico é o “apelido” carinhoso do Mestre para a galera cheia de músculos e vazia de conhecimentos.
 

Essa passagem na vida do Mestre é só mais um entre tantos acontecimentos que mostram como a re-invenção de tradições (para validar as “heranças culturais”) e a repetição desses rituais podem levar a um processo de alienação em que as pessoas, a Educação e o verdadeiro sentido da Capoeira – Sabedoria do povo do Brasil, são colocados em segundo plano. Para essas pessoas, o mais importante é mostrar o quanto se sabe, ou em algumas ocasiões, o quanto o outro não sabe a respeito das “tradições” (re-inventadas) de determinada escola de capoeira… 
 

Assim, tradições e rituais que deveriam servir para manter viva nossa Cultura Popular, nossa sabedoria, acabam por reforçar a prática da Capoeira dentro de um contexto competitivo, exclusivo e opressor. Sempre dando mais valor as supostas diferenças entre as escolas e grupos de Capoeira, do que ao que temos de mais importante e em comum – somos todos seres humanos, todos Capoeiras.
 

Como o Mestre Angoleiro costuma dizer: “– Isso é `Capoeira de Prateleira´, rapaz! A Capoeira não é isso não!”. Ele também conta que esses rituais rígidos, essas regras generalizadas que estão chamando de “tradição” e de “fundamento”, são na verdade re-invenções, são parte de um processo de “re-tradicionalização” da Capoeira. Um movimento criado por algumas pessoas para justificar sua rigidez, seus recalques e tentar herdar um legado cultural construído pelos verdadeiros Mestres do saber popular. Estes últimos sim, eram capazes de ensinar com simplicidade, compromisso e devoção. Eles, com certeza, tinham seus rituais e seus métodos, cada um a seu modo e sempre com o compromisso de passar adiante sua sabedoria – a Capoeira, para seus semelhantes.
 

O finado Mestre “Iziquiel” levava a roda cantando suas chulas e tocando seu pandeiro, hoje em dia, Mestre João Pequeno leva sua roda tendo como instrumento só uma baqueta na mão, o Mestre João Grande usa uniforme branco na sua academia e não mais o preto e amarelo do Ipiranga do Mestre Pastinha. Todos eles são Grandes Mestres respeitadíssimos que formaram suas tradições e rituais durante anos de compromisso ensinando sua sabedoria aos seus iguais. O conhecimento, a dedicação, os rituais e tradições que eles têm são instrumentos de libertação que vem de sua ancestralidade cultural.
 

Tenho certeza que essas pessoas maravilhosas que fizeram da Capoeira um ofício (não uma profissão!), jamais colocariam seus rituais, suas tradições acima da Educação e dos bons modos para com o próximo. Mesmo o berimbau sendo um instrumento sagrado, concordando com o Mestre Angoleiro, penso que não podemos substituir a figura do verdadeiro Mestre, a Educação e o bom senso por um conjunto de “tradições re-inventadas”! A educação deve estar em primeiro plano. Antes de qualquer ritual, tradição ou fundamento, deve vir o respeito ao próximo e os bons valores. O conhecimento na Capoeira deve servir a todos, deve libertar os oprimidos, incluir os excluídos, deve estar à cima de tudo a serviço da solidariedade!
 

Entretanto, existe mais um motivo que sustenta esse radicalismo, esse “engessamento”, essa re-tradicionalização da Capoeira por alguns seguidores desse comportamento: A adequação ao mercado! O “conhecimento” fica na mão de poucos e com isso o poder e o dinheiro em um circuito fechado. Fora desse circuito, existe uma quantidade imensa de jovens professores esperando por um reconhecimento, uma aceitação, que nunca virá! Por um simples motivo, esses milhares de jovens professores são o maior mercado desses poucos radicais, que por interesses financeiros, fecham as passagens que um dia eles próprios usaram. “-Lástima! Assim eles estão queimando seus próprios rastros…”, como diz o Mestre Angoleiro.
 

Precisamos nos cuidar! Hoje, grande parte do mundo da Capoeira está sofrendo mudanças para se adequar a um mercado que só visa o capital. Não podemos esquecer de nos perguntar: – Que Mercado é esse que estamos nos adaptando?! E, quais são nossos objetivos, verdadeiros, ao ensinar/praticar a Capoeira?
 

Pois bem, para conseguir mudar alguma coisa, não podemos mais aceitar as “verdades” que nos “ensinam”, ou melhor, que nos vendem como Capoeira! Precisamos ouvir, estudar e praticar verdades muito mais coerentes! Como diz o Mestre Cláudio Danadinho (Professor Arq. Cláudio Queiroz, um dos fundadores do Grupo Senzala): “-A Capoeira é um método de preparo para a vida, um caminho para felicidade universal.” Para o Dr. Ângelo Decânio (um dos discípulos mais antigo do Mestre Bimba), a Capoeira é um instrumento de cidadania cristã!
 

A Capoeira é nossa ferramenta para melhorar o mundo a nossa volta! Mas para isso precisamos conhecer bem nosso instrumento, tirar dele todas as possibilidades de ensino-aprendizagem. E, nesse sentido, vale à pena conhecer a fundo, saber praticar e ensinar a capoeira de Mestre Bimba, de Mestre Pastinha, dos Mestres Valdemar, Traíra, Paulo dos Anjos e tantos outros. Ao dizer do Mestre Suassuna: “-Precisamos praticar uma Capoeira sem rótulos!”.
 

É preciso construir um futuro tendo em mente a vida que levamos em nossa sociedade. Precisamos ensinar/praticar uma Capoeira que possa, ao mesmo tempo, criticar e avaliar nossos enganos e trazer valores mais humanos. Ensinar/praticar uma Capoeira que traga valores mais dignos, que eduque, inclua e liberte, de verdade. Precisamos pesquisar o passado, fundamentos e tradições não para nos aprisionar, mas como forma de nos preparar melhor como Mestres do Saber Popular na Capoeira, construindo assim uma sociedade melhor.
 

Eurico Neto / Contra-Mestre da Associação Cordão de Ouro Brasília
Academia Cordão de Ouro – Instituto Volta por Cima
CLN 107, Bloco "A", Ap. 208 CEP 70743-510 Brasília DF, Brasil
+55 61  3443.8450 – 8111.0647
www.cordaodeouro.org

Crônica: FILOSOFIA DA CAPOEIRA – Mestre Chiquinho Correa

A Capoeira é cultura,  é a união das caracteristicas humanas: atitudes,
costumes, modo de agir, instituições e valores espirituais e matériais de um
grupo social, de um povo que se cria e se preserva, através da comunicação e
da cooperação entre individuos.
As raízes principais da capoeira são:
 
1 – Dos africanos, herdamos movimentos, rituais, fundamentos e a
religiosidade ( dos Deuses Iorubá vem o ritmo Ijexá e o refrão tonal a cada
tres batidas; e do povo bantu provem o berimbau.).
 
2 – Dos portugueses herdamos o improviso da dança popular chula, o pandeiro
e a viola.
 
3 – Dos nativos brasileiros, temos a nomeclatura dos movimentos, os titulos
dos cantos, os rituais e métodos de ensinamento.
 
La capoeira é la ricerca dell´universo, dello sviluppo fisico, mentale e
spirituale.
 
A capoeira é  o desenvolvimento fisico, mental e espiritual.
 
A  capoeira muda o modo de viver, harmonizando e equilibrado o ser, ligando
o homem com o céu e a terra, através da fantasia, da música, do jogo da
criatividade e da socialização.
 
Nessa forma de cooperação, não existe vencedores, nem perdedores.
 
É uma forma mutua de respeito.
 
Respeito e a sensibilidade que cada aluno deve ter pelo seu mestre, pelo
ritual da roda , pelos instrumentos, pelos cantos e pela espiritualidade da
capoeira.
 
O respeito é um valor que não se pode ver nem tocar, mas que se sente e que
sabemos que é necessário.
 
O Mestre deve comunicar-se para transformar o aluno em um discipulo.
 
O aluno deve ser sincero para que suas técnicas sejam verdadeiras.
 
Através do conhecimento o aluno com o tempo será um discipulo e depois um
mestre.
 
O verdadeiro capoeirista é aquele que pergunta ao mestre os fundamentos da
arte e que caminha com o mestre até o fim.
 
Assim, juntos, eles alcançam  o equilibrio fisico, mental e emocional:
 
Da união destes valores os movimentos  ganham vida, e a técnica a magia, e
tudo isso se transforma em energia pura e criativa que sustenta outros
valores.
 
Principalmente o valor do amor, que transforma o veneno, em agua cristalina.
 
Por isso se faz necessário,  manter o uso da sabedoria tradicional, para
fazer com que a nossa prática atual seja iluminada.
 
1 – O aluno que " pratica " só por curiosidade essa disciplina
interessando -se somente pela atividade fisica não permanecerá por muito
tempo na academia.
 
2 – O discipulo tem respeito pelo seu mestre e deve saber que a sua tarefa
será  prosseguir os seus ensinamentos, por isso ele aprende evolui e espera
com serenidade o seu tempo o seu momento.
 
E quem decide quando um discipulo será um mestre?
 
As cordas, cordeis, cinturas, conquistadas nos anos tem o significado
simbolico do tempo e da continuidade do caminho percorrido e não do tempo
para ser um mestre, isso vem estabelecido da humildade, da sabedoria e da
sensibilidade conquistada.
 
3 – O " Esperto " através da ambição, inveja, odio, ciumes, não respeira o
seu momento, depois de pouco tempo se convence de ter aprendido tudo e esse
convencimento lhe faz esquecer o respeito que tinha pelo seu mestre, que com
paixão e dedicação mestreza tramanda os ensinamentos a sua cultura
tradicional.
 
Não tem dignidade, honestidade, humildade, mas uma determinação egoista.
 
Não tendo profissionalidade, organiza cursos a um preço inferior as outras
escolas, procura criar discordia falando de um modo não verdadeiro do seu
mestre para impor suas falsas convicções.
 
O Individuo não é um mestre graças a ele mesmo:
 
O imediatista nao é aluno, nem discipulo. O que que ele é?
 
O imediatista não è um aluno, nem um discipulo, O que ele è? E simplesmente um
rapaz, geralmente individualista, e ligado materialmente as coisas.
 
Pode acontece que por férias ou para preparar uma tese universitária, vai a
Salvador,  ao Rio,  a São Paulo, ou a qualquer, outra, cidade do Brasil, a
curiosidade em certos casos  e a falta de honestidade faz com que ele venha
errar e a encontrar um falso mestre, a quem mostra a sua capacidade, sem
mais mencionar o nome do seu mestre que com paixão seguiu seus passos na sua
estrada do aprendimento. Por sua vez o falso mestre por pouco dinheiro
alimenta essa convicção do " Esperto " elogiando – o por sua capacidade
fisica e aconselhando o direito de desenvolver o seu grupo com o titulo de
professor sem nenhum reconhecimento, com o único vinculo de depositar ao
falso mestre um percetual anual da suas entradas.
 
Em virtude do que apenas foi escrito,  as escolas de capoeira se
proliferaram em pouco tempo, mas somente algumas transmitem realmente a
verdadeira cultura
 
Infelizmente, nem todas as academias tem como objetivo a cultura, algumas se
interessam somente pela atividade fisica e pensam somente na luta e não no
jogo, no egoismo e no excessivo desenvolvimento muscular, outras que se
interessam apenas pelo  discurso tradicionalista, tem como finalidade o
aspecto material da capoeira.
 
Não temos como controlar, nem mesmo através das federações mundiais. No
entanto,vamos procurar dar maior espaço  àqueles que realmente são ligados
as raizes e desejam criar um único mundo, ao menos, no que se  refere  a "
Capoeira ".
 
A Capoeira, è uma arte nobre, e è a raiz de um povo, que sofreu e que sofre,
e por esse motivo que deve ser respeitada.
 
A Capoeira tem como sinal o simbolo da união entre todos os mestres que
estao divulgando essa cultura em todo o mundo de maniera pura e sincera,
mantendo os seus principios e sem segundos fins.
A Capoeira, do presente somos nos e nossos alunos: Devemos trabalhar unidos
para o seu futuro.
 
Por esse motivo escrevo a " Filosofia da capoeira ". Mestre Chiquinho Correa
 
NÃO SOU ANGOLEIRO NÃO SOU REGIONAL
JOGO CAPOEIRA PRÁ MIM É LEGAL             2v
 
Alguns pode cantar assim:
 
Eu sou angoleiro não sou regional
Jogo capoeira pra mim é legal
 
Outros:
 
Eu não sou angoleiro Eu sou regional
Jogo capoeira pra mim é legal
 
Aqueles que sao inteligentes devem cantar desse modo:
 
NÃO SOU ANGOLEIRO NÃO SOU REGIONAL
JOGO CAPOEIRA PRÁ MIM É LEGAL             2v
 

Francisco Levino Correa da Silva in arte Mestre Chiquinho Correa; è um brasileiro poliedrico Professor de Estudos Sociais, compositor, interprete, musico, pesquisador , dançarino, coreografo, mestre de capoeira angola do  Grupo olo+xum = ( A energia com o amor ) aluno de Mestre Brasilia – www.oloxum.com,  mestre de samba, forró, salsa etc.., vive em Bolonha -Italia; desde 1990;
 
Tem  uma coluna sobre a capoeira e o samba na web: http://musibrasil.net/
 

Criador do CD e DVD didattico Samba Capoeira Agosto/2006
 
Autor da Musica TIM TIM TIM BERIMBAU  que sairà dia 23 de novembro como homenagem a capoeira e ao samba na Rede de TeleviSao Italiana RAI UNO no programa musical infantil  " Zecchino de Ouro "
 
www.oloxum.com – e.mail: [email protected] – Tel + 39 3334924237

SP: Capoeira Angola na Região de Santo Amaro, Zona Sul, capital

Mestre Robinho Angoleiro e o "Centro Cultural de Capoeira Angola NGUZU"
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 65 – de 19 a 25/Mar de 2006
Miltinho Astronauta


Mestre Robinho Angoleiro, da região de Santo Amaro, Zona Sul paulistana, está com novo trabalho de Capoeira. Trata-se do Centro Cultural de Capoeira Angola NGUZU. Segundo Robinho, que anteriormente coordenava o Grupo de Capoeira Angola Axé Brasil, a reformulação de seu trabalho prende-se ao fato deste estar se dedicando, cada vez, mais ao resgate e preservação da matiz africana de nossa arte. O "Angola Nguzu" fortalecerá também internamente o ensino e aprendizado do Quimbundo, uma das línguas dos povos de origem Banto.
 
Robinho Angoleiro é discípulo de Mestre Alemãozinho, e pertence à linhagem do saudoso Mestre Paulo Limão, que por sua vez tem raízes na Capoeira Angola caiçariana de Antonio da Conceição Moraes, o Mestre Caiçara, famoso angoleiro da Bahia.
 
O espaço do Angola Nzugu está funcionando na Estrada MBoi Mirim, 1441, Santo Amaro,  às 2af, 4af e 6af, das 19h00 às 22h00, e o telefone para contato é (11) 6863-4766.
 
Em breve Mestre Robinho convidará os amigos e camaradas para a Roda de Inauguração do espaço. Robinho está também empenhado em manter viva a memória do Mestre Paulo Limão. Tanto é que vem idealizando a criação de um Centro de Memória da Capoeira em homenagem à este mestre que tanto fez pela capoeira paulistana, principalmente na região de Santo Amaro e Zona Sul. Aos que estão envolvidos nesta missão, nosso mais sincero Axé.
 
E VIVA o Quilombo de Mestre Paulo Limão!