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Aracajú: Atleta da PMA brilha na capoeira sergipana e brasileira

O atleta bolsista da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Elivelton José de Oliveira Santos, 20 anos, é um dos grandes nomes da capoeira sergipana e brasileira. Em setembro, o capoeirista disputará o Campeonato Brasileiro, em Salvador-BA.

“Sinto-me um privilegiado no esporte, porque já conquistei alguns títulos importantes na minha carreira. Fui campeão dos três últimos campeonatos nacionais e já venci alguns estaduais. Este ano, por exemplo, fui bicampeão sergipano e garanti a vaga para o Brasileirão”, afirmou o jovem atleta.

De acordo com Elivelton, os treinamentos têm sido planejados e incluem a parte funcional, academia e rodas de capoeira. “Sempre estou motivado para treinar e trazer mais títulos para a cidade da qualidade de vida e para Sergipe. Agradeço a todos que me ajudam e que incentivam a difundir o esporte”, explicou.

Segundo ele, hoje a capoeira está em ascensão em Aracaju e no estado. “É óbvio, que está muito melhor do que já foi, principalmente, depois do apoio também da prefeitura e da Semel, com o Programa Bolsa-Atleta. Nuca teve algo parecido no desporto sergipano . Na capoeira, esse benefício nos proporciona mais motivação para seguir em frente”, ressaltou.

O secretário de Esporte do Município, Antônio Hora Filho, disse que ter um atleta bolsista jovem, como o Elivelton, que se destaca nacionalmente,fortalece bastante. “Desejo que ele sirva de exemplo para tantas outras crianças e adolescentes que passem a praticar também a capoeira,como expressão natural da nossa cultura e prática esportiva com a finalidade de incentivar aos hábitos saudáveis e melhoria da qualidade de vida”, declarou.

“Este esporte é reconhecido como um patrimônio cultural brasileiro e, de certa forma, os praticantestêm uma maneira de fazer com que a nossa cultura não seja apagada”, salientou o secretário.

 

Início de carreira

“Comecei nesta prática esportiva em 1996 e não parei mais. Quando nasci meu pai era contra mestre, ou seja, uma graduação anterior a mestre. Por isso, despertou em mim a vontade de sempre está competindo”, enfatizou Elivelton.

O jogo foi criado aqui mesmo no Brasil, mas a origem cultural veio de Angola, um país da África. A capoeira vem do Tupi e significa Mato Ralo de pequenos arbustos, lugar preferido dos negros e escravos para o jogo. No Brasil, Zumbi, que era um negro guerreiro do Quilombo dos palmares, foi o primeiro mestre. A arte marcial despertou os brasileiros na época da escravidão, quando os escravos eram massacrados pelos patrões e utilizavam o esporte como uma autodefesa.

 

Fonte: Ascom Semel

Rondonópolis conquista 40 medalhas e fica em 3º no Estadual de capoeira

Uma performance digna de campeão colocou Rondonópolis em terceiro lugar na classificação geral do 6º Campeonato Mato-grossense de Capoeira, disputado neste fim de semana no município de Primavera do Leste. Com 40 medalhas individuais – 10 de ouro, 15 de prata e 15 de bronze, todos os atletas da delegação rondonopolitana subiram ao pódio.

Os 10 competidores que alcançaram o 1º lugar foram automaticamente classificados para o Campeonato Brasileiro. Atletas de 08 a 45 anos, das categorias Masculino e Feminino, participaram da competição.

O presidente da Liga Municipal de Capoeira, Everaldo de Oliveira, o ‘Gunga’, tricampeão Mato-grossense de Capoeira (2010-2011-2012) e vice-campeão Brasileiro em 2011 disse que o excelente resultado obtido pela delegação em Primavera se deve ao trabalho desenvolvido pela entidade.

“A Liga Municipal é uma entidade bem organizada, que cobra de seus atletas dedicação e disciplina, e que busca treina-los com periodicidade, para que todos consigam obter bons resultados como o conseguido em Primavera do Leste”, fala Everaldo de Oliveira.

O presidente da Liga agradeceu o apoio do governo municipal. “O ônibus que transportou os atletas foi cedido pela Secretaria Municipal de Esporte e Cultura, e em nome de todos os atletas gostaria de agradecer a administração municipal pelo apoio”.

 

Fonte: http://www.24horasnews.com.br

Competição: Rio-pedrense é vice-brasileiro de capoeira

Com capoeiristas de diversas regiões do país, competição foi de alto nível

O capoeirista Vanderlei de Souza França, conhecido como Jamaica, retornou da cidade de Jales (interior de São Paulo) com o troféu de vice-campeão brasileiro de capoeira, um feito e tanto para o atleta que começou a praticar o esporte com 17 anos. Jamaica disputou a competição em 9 e 10 de dezembro, na categoria Amadora. Enfrentando capoeiristas de diversas regiões do país, disse que a competição é de alto nível. “Enfrentei adversários do Ceará, Alagoas, Paraná. Empenhei-me ao máximo para trazer o ouro, porém, não foi dessa vez”, disse o jovem de 22 anos.

O professor de capoeira e mestre de Jamaica, Joaldo Gonçalves de Oliveira, acredita que o resultado foi bastante positivo e destacou as qualidades técnicas do aluno. “Durante a competição ele demonstrou um profundo conhecimento técnico e tático do jogo de capoeira. O bom desempenho dele se deve ao trabalho sério que desenvolvemos em nossas aulas, além da dedicação do Jamaica nos treinos”.

Dedicação essa que fez com que Jamaica de aluno se tornasse monitor do projeto “Joba Capoeira”, ministrando aulas de capoeira. “Comecei como aluno dentro do projeto e hoje com a orientação do mestre dou aulas”. E sobre a importância da capoeira na vida, o garoto conta que o esporte foi “divisor de águas”. “Antes eu era simplesmente um estudante, um trabalhador rural. Depois que tive contato com a capoeira, me tornei um bom marido, um cidadão, um ótimo funcionário”.

Desta forma, o projeto “Joba Capoeira” vai cumprindo o seu objetivo social. “A nossa meta é que o aluno aplique no dia a dia os conhecimentos adquiridos na capoeira. Autoconhecimento, respeito pelo próximo, solidariedade são esses os nossos valores”, comentou Joba.

 

Fonte: http://www.tribunatp.com.br

Fundação Cultural Palmares inaugura Biblioteca Oliveira Silveira

Na próxima quinta-feira (15), a Fundação Cultural Palmares inaugurará a Biblioteca Oliveira Silveira e o Arquivo da Fundação em sua nova sede, em Brasília. Na ocasião, também será lançada a Coleção Faces do Brasil – História, organizada pela professora Jacy Proença e Editora Ética do Brasil.

Com um acervo de aproximadamente 17 mil itens entre livros, folhetos, periódicos, imagens e CD-ROMs, a biblioteca abrirá suas portas para o público fazer pesquisas e consultar materiais diversos. Especializada em cultura afro-brasileira, o local reúne fotos, pinturas, cartazes e materiais museológicos, como arte quilombola, palharia, cerâmica e telas, que guardam parte da memória negra. Há ainda uma sala de vídeo com espaço para 16 pessoas e terminais para acesso à internet.

A biblioteca foi originalmente inaugurada no dia 20 de novembro de 1998, porém, com a mudança de sede, ficou desativada por alguns meses, e agora será reinaugurada sob o nome Biblioteca Oliveira Silveira, em homenagem a este grande militante do Movimento Negro brasileiro.

Oliveira Silveira – Professor, poeta e militante do Movimento Negro, foi o idealizador do Dia da Consciência Negra, juntamente com o Grupo Palmares de Porto Alegre, ainda na década de 1970. Gaúcho e autor de inúmeros poemas e textos literários, seu primeiro trabalho foi o poema Germinou (1962), tendo ainda publicado: Poemas Regionais (1968); Banzo, Saudade Negra (1970); Décima do Negro Peão (1974); Praça da Palavra (1976); Pêlo Escuro (1977); e Roteiro dos Tantãs (1981).

A Biblioteca Oliveira Silveira disponibiliza a listagem do seu acervo bibliográfico sobre a cultura negra e a história da Diáspora Africana para consulta pública no site: http://biblioteca.palmares.gov.br.

Coleção – A coleção Faces do Brasil – História e Cultura é composta por 37 obras redigidas por professores, pesquisadores e escritores negros e indígenas de 14 estados brasileiros. Organizada pela professora Jacy Proença, ativista histórica do movimento negro brasileiro, a coleção é destinada a alunos do ensino fundamental e médio.

 

Serviço

O quê: Inauguração da Biblioteca Oliveira Silveira e lançamento da coleção Faces do Brasil – História e Cultura

Quando: Dia 15 de dezembro de 2011 (quinta-feira), às 18h00

Onde: Fundação Cultural Palmares – SCS (Setor Comercial Sul), quadra 09, 1º andar, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre B – Brasília-DF

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Após título de Diego Brandão, Brasil está perto de ter capoeirista no TUF

Marcus ‘Lelo’ Aurélio passou nos três testes exigidos e espera receber o chamado do Ultimate para tentar o segundo título seguido para a país

Mais de 2,1 milhões de pessoas já assistiram no Youtube ao impressionante nocaute de Marcus Aurélio sobre Keegan Marshall, em luta realizada em 2009. O brasileiro usou movimentos característicos da capoeira e levou seu adversário à lona com uma meia-lua de compasso. Agora, Lelo, como também é conhecido esse filho do Mestre Barrão, está perto de ter a chance de mostrar toda a sua arte para um público ainda maior: ele está na fase final da seleção para participar da 15ª edição do reality show do UFC, o “The Ultimate Fighter”, marcado para começar no dia 9 de março.

Em Las Vegas, Lelo, seu irmão, Marcus Vinícius, e mais de 350 lutadores, selecionados entre mais de mil inscritos, realizaram testes para a próxima edição do programa, que agora terá transmissão das lutas ao vivo e em TV aberta nos EUA. Na edição 14, encerrada no sábado, Diego Brandão faturou a disputa do peso-pena e serve de inspiração para o brasileiro.

– Foram três fases. A primeira é de jiu-jítsu (sim quimono). Tem que saber rolar (lutar no chão), e metade já é cortada aí. Consegui passar também na segunda parte, a da luta em pé. E cheguei até o fim, que é a entrevista. Tinha muita gente e só restaram uns 60. Mas não falaram nada para ninguém, ficaram de ligar em uns 15 dias – disse Lelo, por telefone, ao SPORTV.COM.

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Essa não é a primeira vez que Lelo tenta uma oportunidade no TUF. Na outra vez, ele ficou fora porque tinha poucas lutas, apenas três. Depois da frustrada tentativa, já fez mais dois combates e venceu ambos. Agora, está pronto para entrar na casa do reality show. E já sabe o que tem para mostrar aos telespectadores e ao UFC.

– Estou achando que vai dar. O povo está muito interessado em ver capoeira, algo diferente. Os caras aqui são a mesma coisa, todos pintam o cabelo, são americanos, quadrados. Um brasileiro de capoeira ainda não participou. Se não der agora, preciso fazer mais umas duas lutas e acho que eles me colocam direto no UFC sem precisar passar pelo TUF – declarou Lelo, que tem cinco vitórias e uma derrota no MMA.

De Recife para o mundo

O irmão de Marcus Aurélio, Marcus Vinícius, ficou fora da seleção do TUF, mas, segundo Lelo, também tem chances de ir direto para o UFC se vencer mais algumas lutas em outras organizações. Ambos moram em Vancouver, no Canadá, e são fruto de um projeto elaborado pelo pai, Marcos da Silva, o Mestre Barrão. Na década de 90, convidado por canadenses que gostaram de uma apresentação sua, ele levou o próprio grupo, o Axé Capoeira, para apresentações na América do Norte. Ganhou fama com a turnê, deu entrevistas para emissoras dos EUA e do Japão e foi passar um mês na Itália.

Em 92, Mestre Barrão voltou para o Canadá e ficou. Em 1996, montou sua primeira academia, que era tanto voltada para apresentações quanto para lutas. Ele tinha um objetivo em mente.

– As pessoas não acreditavam na capoeira como luta, e eu quis mostrar que ela é eficiente. Quem faz capoeira tem agilidade, flexibilidade e, por ser uma arte mais nova introduzida nos ringues, ganha no aspecto surpresa, na malandragem. Os lutadores de outras modalidades são eficientes, mas não têm a malandragem da capoeira. Malandragem de rua, que é usada até para sobreviver – explicou.

Mestre Barrão voltou para o Brasil e hoje tem grande fama no meio da capoeira. Com produção independente, revela que vendeu mais de 200 mil cópias de três edições do DVD de suas instruções e mais de 160 mil com mais outras três.

Fora isso, deixou seu conhecimento espalhado pelo mundo. Além de Marcus Aurélio e Marcus Vinícius no Canadá, ele também tem uma filha, Márcia, morando em Toronto, e mais um filho, Marcus Matias, ensinando a capoeira em Praga, na República Tcheca. E assim vai disseminando a cultura brasileira pelo mundo, seja dentro ou fora dos ringues.

– Além de ser eficiente, a capoeira é uma das maiores divulgadoras da língua portuguesa. Pois para aprender a cantar, precisa saber o português – finalizou.

 

Fonte: http://sportv.globo.com

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento em dezembro na USP

Obra-prima de Jacob Gorender ganha 5ª edição após 26 anos e tem lançamento no dia 01 de dezembro na USP

Relançada pela Editora Fundação Perseu Abramo, a polêmica tese “Escravismo colonial” reinterpreta o legado de Gilberto Freyre, renova o marxismo brasileiro e consolida-se como a mais notável contribuição contemporânea acerca deste período histórico.

Reconhecido como um dos registros mais notáveis da historiografia recente do Brasil, O escravismo colonial, de Jacob Gorender, ganha 5ª edição pela Editora Fundação Perseu Abramo (EFPA). Publicado anteriormente entre o final da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980, o livro – na época, considerado polêmico por contestar as teses defendidas por pensadores devotos de Gilberto Freyre – debate a concepção histórica sobre o modelo de escravismo implantado no país e propõe a inserção do fenômeno entre as possíveis considerações sobre a formação do modelo de socioeconomia brasileira. O lançamento ocorre no mês de novembro.

 

Passados 26 anos desde a sua última edição, “O escravismo colonial” afirma-se como a mais sólida análise contemporânea acerca da argumentação gilbertiana sobre o sistema escravocrata implantado no Brasil colonial e suas consequências que perpassam a ascensão do capitalismo, em meados do século XIX, até os dias de hoje.

 

Gorender reinterpreta os clássicos modelos derivados de Freyre e desconsidera a suposta existência de um regime feudal brasileiro, subsistente ou paralelo ao sistema escravista. Sua tese de escravismo colonial suscita outra via para o entendimento da formação econômica do país, ao admitir o fenômeno como o grande responsável pelo fortalecimento da unidade lusitana na América Latina, em contraponto à fragmentação observada no território hispânico.

 

O autor convida o leitor a refletir sobre a estrutura e o sistema de produção escravista vigente no Brasil e afirma que este foi um método novo, temporal e específico deste espaço geográfico, objetivado pela produção mercantil para atender principalmente a demanda europeia. Portanto, esta forma peculiar de regime é diferente dos moldes do escravismo clássico, feudalismo e, ainda, do capitalismo, colocando o país numa situação de exceção em relação às culturas ocidentais durante todo este período histórico.

 

Sendo Gorender marxista desde a adolescência, “O escravismo colonial” dá novo fôlego para o marxismo brasileiro, ao acrescentar novas categorias de análise nos mesmos modos de produção. A obra reforça o conceito de materialismo histórico, pois, incrementa variações à fórmula de Karl Marx e o torna mais aplicável como ferramenta de estudo de sistemas econômicos que destoem dos europeus.

 

O lançamento ocorre no dia 01 de dezembro, às 19h00,  na Escola de Comunicações e Artes da USP com a realização de um debate onde estarão presentes:

Alípio Freire – jornalista e escritor, integra o Conselho Editorial do Brasil de Fato e da Editora Expressão Popular.

Dennis de Oliveira – Professor da ECA/USP e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP, coordenador do Celacc (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação)

Eunice Prudente – Professora da Faculdade de Direito e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da USP e  coordenadora do Neinb (Núcleo de Apoio à Pesquisa e Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro)

Flávio Jorge – diretor da Fundação Perseu Abramo e dirigente da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN)

Mario Maestri – professor titular do Programa de Pós- Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF), dirige a coleção Malungo da UPF Editora, especializada em trabalhos sobre escravidão colonial.

 

 

Jacob Gorender: intelectualidade excepcional

 

Nascido em Salvador, em 1923, Jacob Gorender é considerado hoje um dos mais importantes historiadores brasileiros. Filho de um judeu ucraniano socialista, frequentou a Faculdade de Direito de Salvador, onde militou na União de Estudantes da Bahia, durante o início de 1940.

 

Muito jovem, lutou na 2ª Guerra Mundial pela Força Expedicionária Brasileira. Foi membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) – ao lado de personagens importantes, como Carlos Marighella – e trabalhou como jornalista nos principais veículos de esquerda daquele período. Em 1968, com o início dos anos de chumbo da ditadura militar, Gorender aproxima-se da militância armada e participa da fundação do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR).

 

Em janeiro de 1970, foi preso em São Paulo. Seguiram-se dois longos e traumatizantes anos de constantes torturas, mas também foi nesse período de Gorender teve forças para iniciar esta que atualmente é considerada a tese mais revolucionária sobre a formação socioeconômica brasileira, desde “Casa Grande & Senzala”. “O escravismo colonial” era publicado em 1978 pela editora Ática, com inesperado sucesso.

 

O preconceito contra seu autodidatismo intelectual o reservou à margem do campo acadêmico durante muitas décadas. Apenas em 1994, aos 71 anos, seu mérito foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e passou a atuar como professor visitante no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).

 

Atualmente, com 88 anos, vive entre livros e publicações, numa simpática casa de vila do bairro da Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo.

 

A Editora Fundação Perseu Abramo registra sua homenagem a Jacob Gorender e reconhece a importância deste grande pensador brasileiro, com o lançamento da 5ª edição revisada de “O escravismo colonial”, marcada para novembro de 2011.

 

Sobre a EFPA

Fundada em 1997, a Editora Fundação Perseu Abramo é um espaço para o desenvolvimento de atividades de reflexão político-ideológica, estudos e pesquisas, destacando a pluralidade de opiniões, sem dogmatismos e com autonomia. Com mais de 180 livros em catálogo, a editora conta com autores importantes como Antonio Candido, Celso Furtado, Aloysio Biondi, Michael Löwy, Marilena Chaui, Lélia Abramo, Milton Santos, Maria da Conceição Tavares, Francisco de Oliveira, Maria Rita Kehl e Leandro Konder, entre outros. Para mais informações, acesse www.efpa.com.br e siga a EFPA no twitter (@editora_perseu).

 

 

INFORMAÇÕES TÉCNICAS

 

O escravismo colonial, Jacob Gorender

Editora Fundação Perseu Abramo

ISBN 978-85-7643-082-7

650 p. – 5ª edição revisada – ano 2011

R$ 65,00

 

LOCAL: Auditório Paulo Emílio às 19h00

Escola de Comunicações e Artes –

Sala da Congregação, 1o. andar 

Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 – Cidade Universitária

São Paulo (SP)

 

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

 

Foto Gorender: Alexandre Machado

22 de agosto: Dia do Folclore

Veja o rico floclore do Brasil, região por região

Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.

Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, “constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação”.

Para que serve?

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas para que um certo costume seja realmente considerado folclore, dizem os estudiosos que é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

Qual a origem da palavra “folclore”?

A palavra surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. “Folk”, em inglês, significa “povo”. E “lore”, conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ”conhecimento popular”. O termo foi criado por William John Thoms (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado “Folk-lore”. No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se “folclore”.

Qual a origem do folclore brasileiro?

O folclore brasileiro, um dos mais ricos do mundo, formou-se ao longo dos anos principalmente por índios, brancos e negros.

Região Sul

Danças: congada, cateretê, baião, chula, chimarrita, jardineira, marujada.
Festas tradicionais: Nossa Senhora dos Navegadores, em Porto Alegre; da Uva, em Caxias do Sul; da Cerveja, em Blumenau; festas juninas; rodeios.
Lendas: Negrinho do Pastoreio, do Sapé, Tiaracaju do Boitatá, do Boiguaçú, do Curupira, do Saci-Pererê.
Pratos: Baba-de-moça, churrasco, arroz-de-carreteiro, feijoada, fervido.
Bebidas: chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada.

Região Sudeste

Danças: fandango, folia de reis, catira e batuque.
Lendas: Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Iara, Lagoa Santa.
Pratos: tutu de feijão, feijoada, lingüiça, carne de porco.
Artesanato: trabalhos em pedra-sabão, colchas, bordados, e trabalhos em cerâmica.

Região Centro-Oeste

Danças: tapiocas, congada, reisado, folia de reis, cururu e tambor.
Festas tradicionais: carvalhada, tourada, festas juninas.
Lendas: pé-de-garrafa, Lobisomem, Saci-Pererê, Ramãozinho.
Pratos: arroz de carreteiro, mandioca, peixes.

Região Nordeste

Danças: frevo, bumba-meu-boi, maracatu, baião, capoeira, caboclinhos, bambolê, congada, carvalhada e cirandas.
Festas: Senhor do Bonfim, Nossa Senhora da Conceição, Iemanjá, na Bahia; Missa do Vaqueiro, Paixão de Cristo, em Pernambuco; romarias – destaca-se a de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Pratos – Arroz de Hauçá, Baba-de Moça, Frigideira de camarão, Bolo-de-Milho e outros.

Região Norte

Danças: marujada, carimbó, boi-bumbá, ciranda.
Festas: Círio de Nazaré (Belém), indígenas.
Artesanato: cerâmica marajoara, máscaras indígenas, artigos feitos em palha.
Lenda: Sumaré, Iara, Curupira, da Vitória-régia, Mandioca, Uirapuru.
Pratos: caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi .

Principais manifestações folclóricas:

BUMBA-MEU-BOI – Auto ou drama pastoril que por tradição é representado durante o período natalino, como sobrevivência das festividades cristãs medievais, em que o culto do boi se fazia em homenagem ao nascimento de Cristo. De tradição luso-ibérica do século XVI, nasceu dos escravos e pessoas agregadas aos engenhos e fazendas.

PASTORIL – Festa de origem portuguesa, onde “pastoras” vestidas de azul e encarnado, se apresentam diante do presépio em atitude de louvor ao Menino Jesus. Representado durante o Natal.

REISADO – De origem ibérica, é caracterizada por um grupo de pessoas que se reúne para cantar e louvar o nascimento de Cristo. Os praticantes personificam a história dos gladiadores romanos, dos três reis magos e a perseguição aos cristãos. A época principal de exibição são as festividades natalinas, sobretudo no período dos Santos Reis, e o local é de preferência diante de uma lapinha ou presépio. O enredo mais autêntico é registrado em Juazeiro do Norte.

CANINHA VERDE – Dança-cordão de origem portuguesa, introduzida no Brasil durante o ciclo da cana-de-açúcar. Apresenta também elementos de outros folguedos, tais como: casamento matuto (quadrilha junina), mestres e a formação de cordões (pastoril).

DANÇA DO COCO – Surgiu nos engenhos de açúcar, entre os negros existentes no Ceará. Nasceu da cantiga de trabalho, ritmada pela batida das pedras quebrando os frutos, transformando-se, posteriormente, em dança, surgindo uma variedade de temas e formas de coco (coco de praia, do qual participa apenas o elemento masculino, e o coco do sertão, dançando aos pares, homens e mulheres). Dançado em roda, numa forma rítmica altamente contagiante e sensual.

MANEIRO PAU – Surgiu na região do Cariri na época do cangaço. Caracteriza-se por uma dança cujo entrechoque dos cacetes e o coro dos dançarinos produzem a musicalidade e a percussão necessárias. No Crato, o grupo de Maneiro Pau associado à Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto realiza a dança com características dramáticas. É representado nos sítios, subúrbios e pés-de-serra do Crato e cidades vizinhas por ocasião de comemorações diversas.

FOLIA DE REIS – Originalmente, festa popular dedicada aos Três Reis Magos em sua visita ao Deus Menino. É caracterizada por um grupo de pessoas que visitam amigos ou conhecidos, a partir do dia 2 de janeiro ou nas vésperas dos Reis (5/1). Nas visitas eles cantam e dançam versos alusivos à data, ao som de instrumentos e solicitam alimentos e dinheiro. É tradicional utilizar a arrecadação para a ceia no dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro). A visita noturna tem mais graça quando se torna uma surpresa.

TORÉM – Dança indígena originária dos descendentes dos índios Tremembé, nativos do povoado de Almofala, no distrito de Itarema, o Torém surgiu por volta do século XVIII no Ceará. É simples e imitativa da fauna local, tendo como ponto alto o momento em que é servido o “mocororó”, uma bebida fermentada do caju, bastante forte. O espetáculo é de grande plasticidade.

DANÇA DE SÃO GONÇALO – Como parte integrante da bagagem cultural do colonizador lusitano, a dança que integrava o culto a São Gonçalo do Amarante, bastante popular em Portugal, foi introduzida no Brasil, sendo, talvez, um dos ritmos mais difundidos do catolicismo rural brasileiro. No município de São Gonçalo do Amarante a dança é realizada durante a festa do santo padroeiro e apresentada em nove jornadas, num ambiente de muita fé e animação. São Gonçalo é o protetor dos violeiros e das donzelas casamenteiras.

MARACATU – De origem africana, consiste num desfile de reis. Apresenta-se em forma de cortejo carnavalesco que baila ao som de instrumentos de percussão, acompanhando uma mulher que na extremidade de um bastão conduz uma bonequinha ricamente enfeitada – a calunga. A dança se dá em passos lentos e cadenciados.

Parabés a todos os folcloristas e mantenedores das tradições

Fonte: André Cristiano Siewert
Gerente de Eventos Culturais
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“A cultura não deve sofrer nenhuma coerção por parte do poder,
político ou econômico, mas ser ajudada por um e por outro em todas 
as formas de iniciativa pública e privada conforme o verdadeiro humanismo, 
a tradição e o espírito autêntico de cada povo.”
( Papa João Paulo II )

O legado das senzalas

Filha de escravos africanos e nascida em terras brasileiras, a capoeira camufla arte marcial em dança, contagia e gera paixões aqui e no resto do mundo.

A história da capoeira se funde com a própria história do Brasil. Embora seja possuidora de raízes africanas, é no solo brasileiro que ela realmente se firmou e floresceu até os dias de hoje.

Causadora de grandes polêmicas, a mesma capoeira que gerou – e ainda gera – certa resistência e preconceito, também suscita grandes paixões. Nilson Rosa, 45, conheceu a arte cedo – aos 16 anos – e se identificou. Hoje, além de diretor da Secretaria Municipal de Cultura eTurismo, Nilson é mestre de capoeira, algo que para ele é um sonho que se tornou realidade.

Assim como os outros esportes, este também traz vários benefícios à saúde. Dentre eles, a melhora da condição física e o retardo do envelhecimento. Mas o diferencial também está presente nos benefícios não físicos. “A capoeira ensina o ser humano a ser mais humano. Ela é o tempo inteiro igualdade e união”, conta o mestre Nilson.

Mas se há tantas vantagens, qual é o motivo de o preconceito ainda existir? Para o mestre, é simples: “As pessoas tem resistência ao que é invisível e desconhecido. Por ter sido criada pelos escravos, a capoeira tem a famade ser algo para os desocupados”. Embora muita coisa da história não esteja escrita, o mestre Nilson passa seu conhecimento aos alunos, contando para eles as histórias do folclore brasileiro e o legado deixado pelos escravos. “Ainda que a capoeira pareça distante, esta arte originada como forma de autodefesa camuflada em dança está mais do que presente em nossasvidas.

Se antes os escravos viviam em senzalas e tinham como inimigo comum o senhor de engenho, hoje moramos em cidades e enfrentamos a dureza do cotidiano”.

Em Jaú, a capoeira está em sua sexta geração. A primeira delas contou com o mestre Bimba, que treinou diretamente com os escravos e passou seus conhecimentos ao mestre Suassuna. O mestre Suassuna ensinou Nino, que por sua vez foi mestre de Betão.

Quando Betão faleceu, Nilson – que já treinava há cerca de 10 anos – se tornou mestre, e hoje passa aos seus alunos a arte capoeirística, até o dia em que alguém se levante e então seja um mestre da sétima geração em Jaú.

A capoeira é uma mistura de tradições e segredos, de golpes e gingas. É como disse o mestre Pastinha, “jeito de escravo com ânsia de liberdade. Seu princípio não tem método, e o seu fim é inconcebível ao mais sábio dos mestres”.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Viva/62690/O+legado+das+senzalas

SP: Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar

Nos dias 26, 27 e 28 de Agosto de 2011 será realizado o Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP) sob a coordenação de Gladson de Oliveira Silva e Vinicius Heine.

No evento acontecerão Palestras, Oficinas, Mesas Redondas e Apresentação de Trabalhos e Rodas de Confraternização. Entre os convidados e palestrantes estarão:

– Antônio Cesar de Vargas – Mestre Toni Vargas; – Gladson de Oliveira Silva – Mestre Gladson; – Prof. Dr. Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno); – Prof. Dr. Sergio Antônio Silveira; – Prof. Ms. André Luís de Oliveira; – Prof. Ms. João Perelli; – Prof. Esp. Marcio Rodrigues dos Santos – Contra-Mestre Márcio; – Prof. Esp. Mauricio Germano (Contra-Mestre Pelé); – Prof. Esp. MBA Vinicius Heine.

 

O objetivo do evento é gerar reflexões e ações acerca da Capoeira nos espaços educacionais como uma ferramenta de desenvolvimento humano e transformação social.

Nos últimos anos a Capoeira vem se consolidando como um poderoso elemento de formação humana em Escolas, Universidades, Praças, Parques, Projetos Sociais, entre outros, em função da sua riqueza e diversidade. Muitos resultados positivos têm sido obtidos através de projetos e ações que envolvem a Capoeira nesses espaços.

Em particular na escola, a Capoeira está presente nas aulas regulares, em diferentes disciplinas, como Educação Física, Artes, História, Geografia, entre outros. Ao mesmo tempo, a Capoeira tem sido oferecida em cursos extracurriculares e em projetos especiais e em muitos casos os programas são coordenados por profissionais da Capoeira (Mestres, Contra Mestres, Professores e Instrutores).

Enfim, são diversas as ações envolvendo a Capoeira no ambiente escolar, assim como diversos são os profissionais envolvidos nestas ações.

Mas afinal, quais são as tendências e perspectivas da Capoeira Escolar no Brasil e no mundo? Que ações realmente estão sendo feitas? Quais os resultados? Quais os caminhos para se potencializar a Capoeira nesses espaços? Quem são os profissionais envolvidos no desenvolvimento dessa área? Quais são os estudos e publicações relacionadas ao tema? Que tipo de estratégias tem sido implementadas? Quais as características da pedagogia da Capoeira Escolar? Quais ações governamentais tem sido levadas a efeito para uma maior presença da Capoeira no ambiente escolar? Que competências os profissionais devem desenvolver para atuar com a Capoeira no ambiente escolar? Quais as contribuições que a Capoeira, esta rica manifestação da cultura popular brasileira, oferece para a escola?

 

São muitas as questões e reflexões relacionadas ao tema Capoeira Escolar. Um tema rico, fascinante e multidisciplinar. Por isso, o Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar: Educação, Cultura e Cidadania na Escola pretende ser um espaço para o encontro, a reflexão, a troca de experiências e a produção de novos olhares, novos saberes, novos entendimentos e novas perspectivas para a Capoeira, a Escola, a Pedagogia, a Criança, a Cultura, a Educação e a Cidadania no Brasil e no mundo.

 

PROGRAMAÇÃO:

26 de Agosto – Sexta-feira

15:00h – Chegada dos participantes e entrega do material

17:00h – Mesa de Abertura

Local: Auditório A – CEPEUSP

18:00h – Palestra e vivência de Abertura – Prof. Vinicus Heine

Tema: Capoeira Escolar – Tendências e Perspectivas

19:00h – Palestra com Prof. Dr. Sérgio Roberto Silveira

Tema: Currículo e Capoeira na Rede Pública Estadual de Ensino de São Paulo

20:00h – Palestra e Vivência com Gladson de Oiveira Silva e Vinicius Heine

Tema: Jogos e vivências educacionais em Capoeira

Local: Auditório A e NURI – CEPEUSP

27 de Agosto – Sábado

8:30h – Oficina de Abertura – Prof. Esp. Márcio Rodrigues dos Santos

Literatura de Cordel: Bloco Cacique de Ramos

LITERATURA DE CORDEL CONTA A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS

 

 

Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de jovens de Ramos, Olaria e Bonsucesso, fundava um pequeno bloco sem maiores pretensões. 50 anos depois, este bloco tornou-se um mito do carnaval brasileiro e sua quadra abriga um pagode onde passaram os maiores nomes do samba brasileiro e muitos ali foram revelados. É o Cacique de Ramos, patrimônio cultural do Rio de Janeiro. E pra contar a sua trajetória, o poeta popular Victor Alvim, conhecido também como “Lobisomem”, escreveu sua história no formato da tradicional LITERATURA DE CORDEL.

 

“Freqüentador da roda de samba do Cacique de Ramos, o autor tinha o rascunho deste cordel guardado há cerca de 5 anos e decidiu continuar a missão de terminar o texto para homenagear o bloco no seu cinqüentenário

 

 

“…O Brasil é terra rica

Na arte e na cultura

E tudo que vem do povo

Na sua expressão mais pura

É obra que emociona

Até a alma mais dura

 

E foi um dos grandes blocos

Que me chamou atenção

Despertou meu interesse

E tocou meu coração

Se tornando para mim

Fonte de inspiração

 

 

Um bloco muito animado

E também tradicional

Que arrasta multidões

Fenômeno sem igual

É o Cacique de Ramos

Um dos reis do carnaval…”

 

 

 

Pesquisando em livros, discos, jornais, vídeos e conversando com integrantes novos e antigos da agremiação, Victor reuniu as informações básicas que precisava para escrever. A origem das 3 famílias que fundaram o bloco; a rivalidade com o bloco “Bafo da Onça” do bairro do Catumbi; grandes nomes que passaram pela sua quadra e outros detalhes importantes.

 

 

“…E com essas três famílias

De Ramos e Olaria

Um capítulo importante

Do carnaval surgiria

Mas isso naquele tempo

Ninguém imaginaria

 

As mulheres já queriam

Dos grupos participar

As irmãs e namoradas

Foram reivindicar

Rapidamente atendidas Conquistaram seu lugar

 

E assim dessa maneira

Um novo bloco nasceu

O “Cacique Boa Boca”

De repente apareceu

Em homenagem aos índios

Esse nome se escolheu

 

 


Na década de 60

 

Começou a sua história

No ano 61

Registrado na memória

O Cacique começou

Sua carreira com glória…”

 

 

 

Conversas com Bira Presidente e Sereno, fundadores do bloco e integrantes do grupo Fundo de Quintal, foram primordiais para esclarecer dúvidas sobre nomes e fatos importantes.

 

 

“ …Na fundação do Cacique

Também temos que lembrar

De Ênio, Mendes e Dida

Everaldo e Alomar

E outras tantas figuras

Que é difícil enumerar…”

 

 

Membros da diretoria do Cacique como Tuninho Cabral, Ronaldo Felipe e Renatinho Partideiro, membros da diretoria e apaixonados pelo Cacique foram grandes colaboradores e incentivadores para que o cordelista publicasse o livreto ainda em tempo para as comemorações dos 50 anos do Cacique de Ramos que começam na próxima quinta feira dia 20 de janeiro na sede da Rua Uranos, 1326.

 

 

“…O bloco que começou

Somente por diversão

De uma turma de jovens

Sem nenhuma pretensão

Que jamais imaginavam

Que cumpriam uma missão

 

Que começou no subúrbio

Do velho Rio de Janeiro

Cresceu, ficou conhecido

Por esse Brasil inteiro

Transformando-se num mito

Do carnaval brasileiro

 

O Cacique é referência

Na música brasileira

Vem gente do Brasil todo

E até de terra estrangeira

Pra conhecer o Cacique

E a sua tamarineira

 

Desejamos ao Cacique

Um feliz aniversário

Parabéns por sua história

E pelo cinquentário

Vida longa e muito samba

Aguardando o centenário! …”

 

 

 

 

O AUTOR

 

 

“Lobisomem” é o apelido de Victor Alvim Itahim Garcia nascido no Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1973 na maternidade São Sebastião, filho de Joe Garcia e Nádia Itahim Garcia.

É capoeirista, discípulo de Mestre Camisa e membro da ABADÁ-CAPOEIRA. Compositor e poeta popular, foi eleito em 2007 para ocupar, na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a cadeira de nº. 27, tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês.

Publicou recentemente os folhetos “A Fantástica História de Zeca Pagodinho e o Disco Voador” e “O Maravilhoso Encontro de São Jorge com Jorge Benjor”.

Tem como objetivo maior sempre divulgar e elevar o nome da capoeira, do samba, da literatura de cordel e de toda a cultura popular brasileira.

 

 

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