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Semana dos Povos Indígenas

Programa Mais Cultura e SID/MinC participam do evento em São Grabriel da Cachoeira, no Amazonas

O Ministério da Cultura participa, no próximo dia 23, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, de três atividades que integram a Semana dos Povos Indígenas. O  município, localizado às margens do Rio Negro,  possui quase 90% da sua população de indígenas.

Pela manhã,  será realizado  o encerramento da Oficina de Capacitação em Audiovisual ministrada  pela ONG Rede Povos da Floresta em parceria com o Ponto de Cultura Vídeo nas Aldeias, nos 10 Pontos de Cultura Indígenas (PCIs) implantados na região do Alto Rio Negro.  O  secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, estará presente no evento. A instalação desses Pontos é uma ação do  Programa Mais Cultura   em parceria com as Secretarias da Identidade e da Diversidade Cultural, e  da Cidadania Cultural do MinC, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), e da Associação Cultura e Meio Ambiente (ACMA).

Córdula destacará, na ocasião, a importância da criação dos Pontos de Cultura para os povos indígenas da região, e falará sobre as ações da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural voltadas para a promoção e proteção da cultura das comunidades tradicionais brasileiras como os indígenas. “Uma das nossas principais ações é a realização de editais de premiação de iniciativas culturais que promovam a cultura desses povos”, afirma o secretário.

A SID já realizou dois editais (2007 e 2008) voltados para a premiação de ações culturais desenvolvidas pelos indígenas em todo o Brasil, contemplando 184 iniciativas com investimentos totais de R$ 3,6 milhões.

No encontro, que contará com a presença do vice-prefeito de São Gabriel da Cachoeira, André Baniwa, será realizada uma Oficina sobre os Microprojetos Mais Cultura. O objetivo da ação é o de orientar os pequenos produtores culturais da região para a elaboração dos projetos do Programa que investirá R$ 13,8 milhões na Amazônia Legal integrada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

No período da tarde, às 17h, haverá a exibição de dois filmes, um curta e um longa-metragem, da Programadora Brasil, no Cine Mais Cultura do Instituto Sócio Ambiental (ISA).

O Edital de Microprojetos,  executado em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), o Banco da Amazônia (Basa) e os governos estaduais da região amazônica, está em sua segunda edição e tem como foco principal a promoção da diversidade cultural da Amazônia Legal por meio do financiamento, não reembolsável, de projetos de artistas, grupos artísticos independentes e produtores culturais. As iniciativas deverão ter como beneficiários diretos jovens, entre 17 e 29 anos, residentes nas localidades da região. A primeira Edição do Microprojetos Mais Cultura foi realizada na região do Semiárido brasileiro e premiou 1,2 mil produtores culturais. As inscrições dos projetos podem ser feitas oralmente, gravadas em meio digital ou fita cassete. A medida visa facilitar e democratizar o acesso ao edital.

Pontos de Cultura Indígenas

Do total de dez Pontos de Cultura Indígenas (PCIs) previstos para a região, oito deles ficam em São Gabriel da Cachoeira, onde existem cerca de 23 etnias indígenas, dentre elas os Tukano, Baniwa, Baré, Dessana, Tuyuca, Piratapuya, Tariano e Rupda. Todos os PCIs foram instalados de outubro a novembro de 2009 e já estão funcionando.

As oficinas de capacitação dos indígenas são realizadas em três etapas pela Rede Povos da Floresta. “O projeto de PCIs conta com duas Rodas de Conversa, uma inicial e outra de fechamento, e com três oficinas, sendo uma de informática básica – Práticas Digitais, e as outras duas de Formação em Audiovisual. A primeira delas foca o processo de filmagem e a segunda o processo de edição”, explica a responsável da Rede Povos da Floresta pela implantação dos PCIs na região, Deborah Castor.

De acordo com ela, em cada uma destas oficinas a comunidade envia dois representantes que ficam responsáveis em compartilhar o que aprenderam com os demais moradores de sua comunidade. “No total, cerca de 40 indígenas estão participando das oficinas na região de São Gabriel”, informa Castor.

Para ela, é difícil enumerar o número de indígenas beneficiados com os Pontos de Cultura. “O número de pessoas beneficiadas em cada comunidade depende de diferentes fatores. Pensar nos povos que habitam esta região é compreender a diversidade da realidade de cada comunidade”. afirma. Segundo Deborah Castor, o projeto de PCIs inclui comunidades que nunca haviam entrado em contato com as tecnologias digitais, como também comunidades que já possuem uma rede de internet sem fio na escola indígena, como é o caso de Iauaretê.

A quantidade de pessoas beneficiadas depende também do número da população local, que vai desde comunidades com menos de 200 habitantes até a população do entorno de cidades como Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos, onde estão localizados os PCIs da ACEMIRN e da ASIBA, associações indígenas do Médio Rio Negro.

Castor destaca, ainda, que a instalação dos Pontos de Cultura Indígenas têm proporcionado o desenvolvimento de projetos de registro da memória dos antepassados e de danças tradicionais pelas comunidades. “Os PCIs também têm como foco o registro da língua materna e a produção de cartilhas para as escolas indígenas”, ressalta ela, acrescentando que a busca, por esses registros, mobiliza a comunidade para se encontrar e debater sobre sua cultura, o que incentiva o valor de suas tradições e o fortalecimento de sua identidade cultural.

 

(Heli Espíndola e Rafael Ely- Comunicação SID/SAI)

(Fotos: Acervo Encontro Guarani e Ponto de Cultura Vídeo Nas Aldeias)

 

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Fundo Internacional para a Diversidade Cultural

Financiamento para programas e projetos de promoção e proteção da diversidade cultural

O Fundo Internacional para a Diversidade Cultural criado pela Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, já entrou em sua fase piloto de funcionamento, com a divulgação de um formulário de pedidos de financiamento para programas e projetos.

Poderão ser financiados programa e projetos relativos à implementação de políticas culturais e ao fortalecimento de infraestruturas institucionais correspondentes; ao fortalecimento das capacidades culturais; ao fortalecimento das indústrias culturais existentes; à criação de novas indústrias culturais; e à proteção de expressões culturais comprovadamente em risco de extinção, conforme o artigo 8 da Convenção.

As solicitações poderão ser apresentadas por governos dos países em desenvolvimento membros da Convenção,  ONGs nacionais da área da cultura, grupos vulneráveis ou outros grupos sociais minoritários. Os pedidos serão avaliados por um painel de seis especialistas nomeados pelo Comitê Intergovernamental da Convenção, formado por 24 países, dentre os quais o Brasil.

O Fundo da Diversidade Cultural dispõe atualmente de US$ 2.391.489 (dois milhões, trezentos e um mil, quatrocentos e oitenta e nove dólares). A Convenção integra, atualmente, 109 países, dos quais a maioria é de países em desenvolvimento.

No Brasil, os pedidos devem ser enviados até o dia 15 de junho deste ano, para a Divisão de Assuntos Multilaterais Culturais (DAMC) – veja o endereço abaixo.

De acordo com decisão do Comitê Intergovernamental da Convenção, a prioridade de utilização dos recursos do Fundo é financiar projetos apresentados por países em desenvolvimento. Por este motivo, o Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) Américo Córdula, avalia que projetos brasileiros não terão prioridade, já que o Brasil é visto como um dos países em desenvolvimento em melhor situação econômica, e existem poucos recursos. O Secretário explica que, para financiar programas e projetos de promoção e proteção da diversidade cultural brasileira, o Ministério da Cultura está propondo a criação de um Fundo Setorial da Diversidade e Acesso, que faz parte da reforma da Lei de Incentivo – Procultura, atualmente em processo de tramitação no Congresso Nacional.

Os formulários só poderão ser preenchidos em francês ou em inglês.

O endereço para envio dos pedidos é:

DAMC – Ministério das Relações Exteriores
Palácio Itamaraty – Esplanada dos Ministérios – Bloco H
Brasília – DF – Brasil
CEP 70.170-900

 

Mais informações e/ou esclarecimentos podem ser obtidos com o ponto focal da Convenção no Brasil, Giselle Dupin – Coordenadora de Fomento à Identidade e Diversidade da SID/MinC, pelo endereço eletrônico: giselle.dupin@cultura.gov.br, ou pelo telefone: (61) 2024 2368.

Clique aqui para acessar o formulário de pedidos de financiamento (em francês e inglês).

Clique aqui para acessar o texto completo do Procultura.

(Comunicação/SID)

Colegiados Setoriais de Culturas Indígenas e Culturas Populares têm primeira reunião

Os Colegiados Setoriais de Culturas Indígenas e Culturas Populares, instâncias de representação da sociedade civil no âmbito do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), cujos membros foram eleitos na etapa setorial da II Conferência Nacional de Cultura, no início de março, em Brasília, estarão reunidos, pela primeira vez, no próximo dia 6. O Encontro será realizado na Academia de Tênis, em Brasília, e contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, na cerimônia de abertura, às 10 horas.

No período da manhã, os colegiados dos dois segmentos, beneficiados com ações da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID) do Ministério da Cultura, participam de uma Plenária Geral junto com os membros dos outros seis colegiados existentes. No período da tarde, serão realizadas as reuniões de cada um dos segmentos, separadamente.

No encontro, os 15 titulares da sociedade civil e os 5 do governo federal elegerão o seu representante para o plenário do CNPC, discutirão as propostas iniciais para o Plano Setorial de cada segmento e aprovarão a agenda de ações dos colegiados para o ano de 2010.

Nos dias 7 e 8, os eleitos como representantes dos Colegiados de Culturas Populares e Culturas Indígenas para o plenário do CNPC participam da reunião geral deste Conselho, além dos outros membros, que também foram convidados para esta ocasião.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

Fotos: Membros eleitos do Colegiado de Culturas Indígenas e de Culturas Populares

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Mato Grosso: Sinop realiza a 1ª Jornada de Diversidade Cultural do Município

Fórum de Diversidade Cultural com início às 13:30 horas voltado a toda comunidade e produtores culturais do município.

Será realizado em Sinop, de 12 a 14 de março, a 1ª Jornada de Diversidade Cultural que inclui a inauguração do Ponto de Cultura do Projeto Aruandê Mato Grosso e do Ponto de Cultura Projeto Juventude Ativa, o 2º Fórum de Diversidade Cultural, Encontro Regional de Capoeira e apresentações culturais.

A proposta do Fórum é criar uma agenda de discussões do setor cultural.

No dia 13 o encontro “Capoeira tem vida” será realizado durante a manhã e a tarde com participantes de 15 cidades da região. Durante a noite serão realizadas atividades culturais com Roda de samba.

No domingo, 14, a partir das 15:00 horas diversos grupos locais se apresentam e ás 20:00 horas o show de encerramento será com a banda Macaco Bong, o rapper Linha Dura e Paulo Monarco. O show ocorre na Praça das Bandeiras. A participação no evento é gratuita.

O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, Pontos de Cultura, Programa Mais Cultura e Ministério da Cultura.

Fonte: ExpressoMT – http://www.expressomt.com.br

Será realizado em Sinop, de 12 a 14 de março, a 1ª Jornada de Diversidade Cultural que inclui a inauguração do Ponto de Cultura do Projeto Aruandê Mato Grosso e do Ponto de Cultura Projeto Juventude Ativa, o 2º Fórum de Diversidade Cultural, Encontro Regional de Capoeira e apresentações culturais. 

A proposta do Fórum é criar uma agenda de discussões do setor cultural.

 

No dia 13 o encontro “Capoeira tem vida” será realizado durante a manhã e a tarde com participantes de 15 cidades da região. Durante a noite serão realizadas atividades culturais com Roda de samba.

 

No domingo, 14, a partir das 15:00 horas diversos grupos locais se apresentam e ás 20:00 horas o show de encerramento será com a banda Macaco Bong, o rapper Linha Dura e Paulo Monarco. O show ocorre na Praça das Bandeiras. A participação no evento é gratuita.


O evento conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso, Pontos de Cultura, Programa Mais Cultura e Ministério da Cultura.

 

 

Fonte: ExpressoMT

Encontro dos Povos Guarani da América do Sul

11.500 refeições foram servidas durante o Encontro dos Povos Guarani

Um dos pontos altos da organização do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, foi o momento das refeições, servidas aos 800 indígenas e mais de 120 não indígenas, das equipes de apoio que trabalharam no evento. “Foram produzidas 11.500 refeições, entre café da manhã, almoço e jantar, durante os três dias do evento, além de um jantar de boas vindas no dia anterior, totalizando nove toneladas de alimento”, conta João Gonçalves, Coordenador-Geral de Promoção da Diversidade, Difusão e Intercâmbio Cultural da SID/ MinC.

Para isso, foi montada uma praça de alimentação na aldeia Tekoha Añetete com estrutura de cozinha e um espaço de buffet com 200 mesas e 800 cadeiras. Uma equipe de 30 pessoas foi contratada especialmente para elaborar as refeições.

Segundo Gonçalves, o cardápio, elaborado pelos próprios Guarani, tinha como ponto forte uma grande quantidade de verduras, frutas e legumes. “As frutas, como mamão, laranja, melancia e maçã, ficavam disponíveis na tenda de alimentação o dia todo, principalmente para que as mães pudessem oferecer às cerca de 150 crianças presentes”.

No almoço e jantar, além de legumes, como beterraba, aipim (mandioca), cenoura, batata e abóbora, acompanhavam o arroz e o feijão, macarrão e algum tipo de carne. Foram consumidos 1.000 quilos de peixe, 500 quilos de frango e 1.200 quilos de carne de boi. A erva mate, servida como chimarrão e como tereré, também foi colocada à disposição dos participantes durante todos os dias do Encontro, totalizando 240 quilos de erva, acrescentou João Gonçalves.

A xixa, uma bebida elaborada a partir da fermentação da canjica e consumida pelos indígenas durante os rituais de reza, era oferecida nas cerimônias religiosas realizadas após o jantar. A bebida era servida numa cuia, que circulava na roda de oração, passando de mão em mão. A xixa foi elaborada pelos anfitriões.

Além da estrutura montada para alimentação, foi contratada uma equipe médica e uma ambulância que ficou a postos 24 horas por dia. Além disso, uma equipe de limpeza formada por indígenas da aldeia anfitriã garantiu o bom estado do local durante o Encontro. Não houve nenhuma ocorrência médica.

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Dia Internacional da Língua Materna tem como objetivo principal a Promoção da Diversidade Cultural

Diversidade Cultural

O último dia 21 de fevereiro foi comemorado em todo o mundo como o Dia Internacional da Língua Materna. A data foi instituída em 1999, pela 30ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, com o objetivo de promover a diversidade e desenvolver uma consciência maior das tradições linguísticas e culturais baseadas na compreensão e no diálogo.

Dentro das comemorações previstas para o 11ª Jornada da Língua Materna, será realizado, na sede da UNESCO, em Paris, nos dias 22 e 23, o Simpósio Internacional sobre Tradução e Mediação Cultural.

A língua materna, aquela das primeiras palavras e da expressão do pensamento individual, é a base da história e da cultura de cada indivíduo. As línguas, com suas implicações complexas em termos de identidade, de comunicação, de integração social, de educação e de desenvolvimento, têm uma importância estratégica para os povos e para o planeta.

Devido aos processos de globalização, elas se encontram cada vez mais ameaçadas. Quando as línguas se extinguem, a diversidade cultural é reduzida, pois, com elas, perdem-se também perspectivas, tradições, memórias coletivas e modos únicos de pensamento e de expressão. Enfim, recursos preciosos para garantir um futuro melhor.

As línguas maternas e a coexistência pacífica

Para a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, nesse contexto, é preciso que os governos de todos os países estimulem o multilinguismo. “É fundamental o encorajamento de políticas linguísticas regionais e nacionais coerentes, que contribuam para uma utilização apropriada e harmoniosa das línguas no seio de uma comunidade e de um determinado país”, alerta Bokova. Segundo a diretora da UNESCO, tais políticas favorecem a adoção de medidas que permitam a cada comunidade de locutores utilizar sua língua materna no espaço público e no privado, dando aos locutores a possibilidade de aprender e de utilizar outras línguas locais, nacionais e internacionais.

“Essa 11a edição da Jornada se coloca no âmbito do Ano Internacional para a Aproximação das Culturas. As línguas são, por excelência, vetores de compreensão do outro e de tolerância. O respeito por todas as línguas é um fator chave para assegurar a coexistência pacífica, sem exclusão, das sociedades e, em seu seio, de todos os seus membros”, observa Bokova.

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/02/latim2.jpgEla lembra ainda que, paralelamente, a aprendizagem das línguas estrangeiras e, por meio delas, a faculdade individual de utilizar várias línguas, constitui um fator de abertura para a diversidade, e de compreensão de outras culturas. Assim, ela deve ser promovida como um elemento constitutivo e estrutural da educação moderna.

“O multilinguismo, a aprendizagem das línguas estrangeiras e a tradução constituem três eixos estratégicos das políticas linguísticas de amanhã. Por ocasião desta 11ª edição da Jornada da língua materna, eu lanço um apelo à comunidade internacional para que a língua materna receba, em cada um desses três eixos, o lugar fundamental que lhe cabe, num espírito de respeito e de tolerância que abre caminho para a paz”, desafia a diretora geral da UNESCO.

No Brasil, a língua materna dos Indígenas

Embora o português seja a língua oficial no Brasil, há cerca de 180 outras línguas maternas faladas regularmente por povos indígenas brasileiros. O línguista e professor da Universidade de Brasília, Aryon Dall’Igna Rodrigues, que estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, alerta, no entanto, que 87% das línguas indígenas estão ameaçadas de “morte” e encaixam-se na categoria de línguas com dez mil falantes ou menos. De acordo com os estudos realizados por ele, cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos.

Segundo o professor da UnB, uma das alternativas para a sobrevivência das línguas maternas indígenas é incentivar o aprendizado das novas gerações. “Esse tem sido um esforço dos linguistas e professores por todo o Brasil. Hoje, existem mais de duas mil escolas que oferecem alfabetização bilíngue para as crianças índias”.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

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Dia Nacional do Bumba Meu Boi

Lei institui o dia 30 de junho como o Dia Nacional do Bumba Meu Boi

Os praticantes e apreciadores da festa popular do Bumba Meu Boi têm agora mais um motivo para comemorar. O Governo Federal instituiu o dia 30 de junho como o Dia Nacional do Bumba Meu Boi  por meio da Lei nº 12.103 de 1º de dezembro de 2009 , publicada no dia 02 de dezembro de 2009, no Diário Oficial da União. A Lei foi criada tendo como base o Projeto de Lei nº 133/2009 da Câmara Legislativa, de autoria do deputado federal Carlos Brandão (PSDB/MA).

O projeto recebeu parecer favorável do Ministério da Cultura, que considera a festa do Bumba Meu Boi uma importante manifestação da cultura popular, uma das mais difundidas variações dos vários folguedos de boi existentes no país. O parecer técnico destaca os inúmeros grupos culturais,  e a enorme diversidade de estilos, ’sotaques’, sons e ritmos que constituem essa manifestação.

O Ministério da Cultura destaca ainda que a instituição de uma data comemorativa dessa relevante manifestação cultural certamente contribuirá para o reconhecimento e fortalecimento das culturas populares e da diversidade cultural brasileira, em congruência com as diretrizes da política cultural e com a Convenção da UNESCO sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O Complexo Cultural do Bumba Meu Boi do Maranhão se encontra, atualmente, em processo de registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Folguedos de boi pelo Brasil

Os Folguedos de boi se difundiram pelo Brasil, com amplo leque de variações. Sua inserção no calendário festivo é variada. Conforme a região e a modalidade do boi, o folguedo insere-se no ciclo natalino, junino ou mesmo carnavalesco, composto de dança, drama e música desenvolvidos em torno do artefato que representa o boi. Na ampla variedade de suas encenações, o tema da morte e ressurreição do boi emerge seja diretamente, seja de forma alusiva. Em torno desse episódio dramático, agregam-se variados personagens. Há bois que não revivem e cujos corpos são simbolicamente partilhados, e há casos em que ele não morre, simplesmente ‘foge’, desaparecendo no fim da festa para retornar no ano seguinte.

Os festejos de Boi acontecem anualmente, em vários estados brasileiros e em cada um recebe um nome, ritmos, formas de apresentação, indumentárias, personagens, instrumentos, adereços e temas diferentes. Dessa forma, enquanto no Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí é chamado Bumba Meu Boi, no Pará e Amazonas é Boi Bumbá ou Pavulagem; no Pernambuco é Boi Calemba ou Bumbá; no Ceará é Boi de Reis, Boi Surubim e Boi Zumbi; na Bahia é Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar, Dromedário e Mulinha de Ouro; no Paraná e em Santa Catarina, é Boi de Mourão ou Boi de Mamão; em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Cabo Frio e Macaé é Bumba ou Folguedo do Boi; no Espírito Santo é Boi de Reis; no Rio Grande do Sul é Bumba, Boizinho, ou Boi Mamão; e em São Paulo é Boi de Jacá e Dança do Boi.

O folguedo do Bumba Meu Boi acontece no Maranhão e em outras localidades nordestinas. No Maranhão, onde o folguedo permanece excepcionalmente amplo e vivaz, os numerosos e diferentes grupos distinguem-se por um conjunto de características que configuram “sotaques” próprios, segundo a denominação nativa. Reconhecem-se na atualidade, entre outros, os “sotaques” de zabumba, matraca, orquestra, pindaré, e costa de mão. Muitos grupos realizam apresentações ao longo de todo o ano, e a apresentação tradicional junina está inserida na vida de inúmeras comunidades e também no calendário turístico oficial do Maranhão.

Mais informações sobre os festejos de boi no Maranhão e no Brasil podem ser obtidas pelo link:

Tesauro do Folclore  e da Cultura Popular: www.cnfcp.gov.br/tesauro/00002040.htm

Boletins da Comissão Maranhense de Folclore: cmfolclore.sites.uol.com.br/

Foto: Boi Bumbá fé em Deus – Maranhão

(Heli Espíndola – Comunicação/SID)

 

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Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais

3ª Reunião do Comitê Intergovernamental da Convenção será realizada de 7 a 11 de dezembro, em Paris

O Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula, participa de 7 a 11 de dezembro, na sede da Unesco, em Paris, da 3ª Reunião Ordinária do Comitê Intergovernamental da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

O encontro vai reunir as delegações dos 24 países eleitos para integrar o Comitê, dentre eles o Brasil, além de observadores de outros países membros e da sociedade civil, que discutirão estratégias para aumentar a visibilidade da Convenção da Diversidade Cultural adotada pela Unesco em 2005. Atualmente, 103 países integram a Convenção da Unesco para a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

A reunião do Comitê Intergovernamental pretende estudar maneiras de estimular a adesão de pelo menos mais 15 países nos próximos dois anos, principalmente daqueles situados nos continentes asiáticos e no Oriente Médio, e estudar a adoção de estratégias que tenham como objetivo sensibilizar líderes políticos e formadores de opinião sobre a importância da proteção e promoção da diversidade cultural, especialmente em países menos desenvolvidos.

Os membros do Comitê vão trabalhar, também, na definição do formulário de solicitação de assistência ao Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, que entrará em operação em 2010 e , ainda,  a implementação de um painel de especialistas para examinar as solicitações de assistência ao Fundo.

As diretrizes operacionais para o compartilhamento, troca e difusão de informações previstas nos artigos 9 e 19 da Convenção também serão temas discutidos  na reunião. Essa troca de informações será viabilizada pelos relatórios que deverão ser entregues a cada quatro anos, referentes às ações desenvolvidas por cada país para a proteção e promoção da diversidade cultural, previstos no artigo 9º.

Além do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), Américo Córdula, integram a delegação brasileira que participará do Encontro, a coordenadora de Fomento à Identidade e Diversidade da SID/MinC, Giselle Dupin, e a Representação Diplomática do Brasil na Unesco.

O Comitê Intergovernamental da Unesco  já realizou duas outras reuniões ordinárias. A primeira aconteceu em dezembro de 2007, no Canadá, e a segunda em dezembro de 2008, em Paris. Foram realizadas mais duas reuniões extraordinárias, em julho de 2008 e em março de 2009, também na sede da Unesco. Os membros do Comitê, incluindo o Brasil, foram eleitos durante a 1ª Conferência das Partes, realizada há dois anos. Em junho deste ano, na reunião realizada  pela 2ª Conferência das Partes, o Brasil foi reeleito membro do Comitê.

 

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Prêmio Culturas Populares 2009

Divulgada lista com mais projetos habilitados para concorrer à premiação

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) publicou nesta quarta-feira, 2 de dezembro, no Diário Oficial da União (Seção 3, página 20 a 23), lista com os projetos habilitados ao edital do Prêmio Culturas Populares – Edição Mestra Dona Izabel.

Os proponentes, que tiveram seus recursos deferidos, concorrem a uma das 195 premiações, no valor de R$ 10 mil, sendo 60 na categoria de mestres e 135 na categoria de grupos/comunidades formais e informais. Os trabalhos de avaliação começaram nesta terça-feira, 1º de dezembro, em Brasília, e se estendem por cinco dias.

O secretário da SID/MinC, Américo Córdula, destacou o sucesso do Prêmio Culturas Populares 2009: “Tivemos um recorde de inscritos este ano, um total de 2.788 iniciativas de todas as regiões do país”, comemorou. Também informou que a premiação será distribuída de acordo com a demanda por estado.

Do total de propostas inscritas, 1.977 foram habilitadas – 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Dentre os projetos concorrentes, 1.113 são de mestres; 601 de integrantes de grupos/comunidades informais e 263 de integrantes de grupos/comunidades formais.

Comissão de Seleção

A Comissão de Seleção conta com 32 membros e é formada por antropólogos, pesquisadores, representantes de fóruns, instituições do segmento e técnicos/dirigentes do Sistema MinC, além de três mestres que tiveram suas iniciativas contempladas em editais anteriores. Confira os integrantes:

  • Adriana Cabral (SID/MinC)
  • Anglaé D’Ávila Fontes de Alencar (Comissão Nacional de Folclore-SE)
  • Alberto T. Ikeda (Universidade Estadual Paulista)
  • Ana Maria Ângela Bravo Villaba (SID/MinC)
  • Angélica Salazar (SID/MinC)
  • Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú – Mestra Fátima Paraguassú (Fórum de Culturas Tradicionais do Estado de Goiás)
  • Catarina Ribeiro (Ponto de Cultura A Bruxa Ta Solta-RR)
  • Cecília Mendonça (Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular-MG)
  • Cleri Fichberg (Secretaria de Estado de Cultura-DF)
  • Daniel Castgro Dória de Menezes (SID/MinC)
  • Fernanda Buarque (Coordenação de Diversidade da Secretaria de Estado da Cultura-RJ)
  • Geovana Jardim (Projeto Vozes dos Mestres-MG)
  • Gilberto Augusto da Silva – Mestre Gil do Jongo (Jongo e Conselho de Mestres do Fórum Permanente para as Culturas Populares-SP)
  • Giselle Dupin (SID/MinC)
  • Henrique Jorge Pontes Sampaio (Fórum Metropolitano das Culturas Tradicionais-PE)
  • Hirton Fernandes Jr. (Núcleo de Culturas Populares e Identitárias – Secretaria de Estado da Cultura-BA)
  • Isabelle Cristine da Rocha Albuquerque (SCC/MinC)
  • Jairo Araújo (Fundação Cultural do Piauí-PI)
  • Katharina Döring (Fórum de Cultura Popular-BA)
  • Letícia Vianna (Iphan/MinC)
  • Lia Maria (FCP/MinC)
  • Lucas Alves (Museu do Cavalo Marinho-PE)
  • Luiz Cláudio M. Ribeiro (Comissão Espiritosantense de Folclore-ES)
  • Marcelo Manzatti (SID/MinC)
  • Margareth Gondim (Fundação Curro Velho-PA)
  • Maria Acselrad (Universidade Federal de Pernambuco)
  • Patrícia Dornelas (SID/MinC)
  • Pedro Domingues (SPC/MinC)
  • Ricardo Calaça (Instituto Olhar Etnográfico-DF)
  • Taís Garone (FCP/MinC)
  • Thais Teixeira de Siqueira (Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília)
  • Volmi Batista (Fórum das Culturas Populares do DF e Entorno)

 

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XIV Congresso Brasileiro de Folclore acontece em Vitória

Começa hoje (24), e vai até domingo (29), na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, o XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba. O Congresso tem como objetivo integrar mestres da cultura popular e mestres do saber erudito num mesmo patamar de conhecimento, em busca de caminhos conjuntos para uma sociedade de respeito à cultura popular, aos seus criadores e aos seus estudos.

O evento terá, como um dos pontos centrais de discussão, as políticas públicas que estão sendo desenvolvidas para o folclore no país.  Dentro desse tema, integra a mesa-redonda do Congresso, no dia 25, pela manhã, o diretor de Políticas da Diversidade e Identidade da Secretaria da Identidade e da Diversidade, do Ministério da Cultura, Ricardo Lima, que discorrerá sobre O Estado Brasileiro e as Políticas Públicas para o Folclore.

A SID será também representada, no evento, pelo coordenador geral de Fomento à Identidade e Diversidade, Marcelo Manzatti, que fará Simpósio Temático, no dia 25, sobre Políticas Públicas para o Folclore Brasileiro. Também no dia 25, o professor da Universidade de Brasília, José Jorge Carvalho, fará conferência sobre O Povo Brasileiro e a Construção do País entre Diferenças: O Papel do Folclore.

O XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba, com o apoio da SID/Minc, oferece ainda aos professores, o Curso de Capacitação em Folclore, que abordará a cultura popular, os conceitos e história, sua importância na sociedade contemporânea e sua utilização no meio educacional, turístico e cultural, entre outros.

A programação do evento, com atividades nos dois períodos diurnos durante todos os dias de duração do congresso, inclui também simpósios, conferências, assembléias, apresentações, exposições, lançamento de livros, apresentação de grupos folclóricos, oficinas e feiras, entre outros. No domingo, o XIV Congresso Brasileiro de Folclore Capixaba terá ainda uma atração especial, no setor Cidade Alta da capital capixaba: o II Desfile da Identidade Capixaba e Brasileira.

Maiores informações sobre o Congresso e a programação completa podem ser obtidas pelo site http://www.folclorecapixaba.org.br/ ou pelo telefone: (27) 4009-2957.

 

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