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Capoeirista “Besouro” leva lenda de herói negro ao Festival de Berlim

Berlim, 15 fev (EFE).- A lenda do capoeirista Besouro, herói da tradição negra brasileira pela luta em favor dos ex-escravos, chegou hoje ao Festival Internacional de Cinema de Berlim pelas mãos do cineasta João Daniel Tikhomiroff.

O filme “Besouro”, estreado na seção Panorama, fora de competição, chegou ao festival após ter sido um sucesso no Brasil, com bilheteria de mais de 500 mil espectadores.

“Para mim era importante mostrar esta história primeiro aos brasileiros, dos quais 95% não sabe que Besouro existiu de verdade e não é apenas um mito. Depois preferi ensiná-la ao resto do mundo”, explicou Thikomiroff à Agência Efe.

A história do lendário capoerista, apelidado de “Besouro”, chegou ao cineasta pelo romance “Feiojada no Paraíso” de Marcos Carvalho sobre a figura de um homem que se transformou em herói popular por seu empenho em praticar a capoeira, embora estivesse proibida, e em defender à população negra das discriminações.

“É um personagem fantástico que, além disso, permite refletir sobre a realidade social do início do século XX. Embora a escravidão já tivesse sido abolida, os negros ainda eram marginalizados e discriminados”, apontou.

Manoel Henrique Pereira, conhecido como “Besouro”, nasceu em 1897 em Santo Amaro da Purificação (Bahia) e passou ao imaginário popular como valente capoerista que enfrentava os armados patrões dos engenhos de açúcar com base em força e habilidade na luta.

O filme opta por um duplo enfoque: o da lenda, com um super Besouro capaz de se transformar em besouro e voar – estimulado pelos deuses da natureza dos Orixás – e o clássico, com dois amigos enfrentados pelo amor de uma menina, um malvado pistoleiro e uma terrível traição.

“Quis transitar entre esses dois mundos, entre o real e o imaginário. É o que faz esta história fascinante, a dúvida de se o que um está vendo é sonho ou realidade. Essa é a beleza do filme”, apontou o cineasta.

Para o papel protagonista, Thikomiroff escolheu Aílton Carmo, um jovem professor de capoeira, sem experiência interpretativa, mas a quem podia “ensinar a viver” a transição do jovem, de rapaz rebelde a fonte de inspiração para outros, mas que tivesse aptidões reais para a dança e para a luta.

Segundo o cineasta, é uma “pena” que nos últimos 20 anos não se tenham feito filmes sobre a capoeira, declarada bem cultural, que neste caso está “no coração” da história.

Carmo decidiu embarcar no projeto porque, desde criança, sonhava em demonstrar a sua mãe que podia fazer um filme de ação com um protagonista negro e que lutasse a ritmo de capoeira, igual aos filmes de Arnold Schwarzenegger, explicou à Agência Efe.

Jessica Barbosa atua no filme como Dinorá, a amiga de infância do protagonista, e na Orixá Iansã, deusa do vento e da chuva. “Em outros países existem o Batman e o Homem-Aranha. No Brasil, temos o Besouro, que é nosso próprio herói nacional”, ressaltou.

Para o cineasta, quase 100 anos depois da história, a realidade brasileira tem 55% de população negra “que continua vivendo algum tipo de discriminação”.

“Este filme mostra uma bela história sobre esse coletivo”, acrescentou. EFE

 

Fonte. O Globo – http://g1.globo.com

Acanne: O samba botou fogo na feijoada!

Evento da Acanne reuniu samba de roda e capoeira angola pela consciência negra

Deuses e santos, orixás, inquices e voduns permitiram que a 7ª Feijoada da Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro fosse um sucesso. Pela primeira vez em versão ampliada, a programação teve como fio condutor um amplo debate sobre a consciência negra e experiências históricas de luta por libertação. Reunindo núcleos do grupo da Bahia, Rio Grande do Sul e Estados Unidos, o evento “O Sabor do Saber Ancestral” contou com uma série de treinamentos diários, além de aulas de percussão na capoeira e no samba.

A abertura do encontro aconteceu na quarta-feira, dia 11 de Novembro, com a palestra “O intelectual senegalês Cheikh Anta Diop e sua teoria do Egito negro-africano” pela professora colombiana Paola Vargas Arana (mestre em Estudos Africanos por El Colégio de México). Historiador, Cheikh Anta Diop estudou química e física nuclear para comprovar a antiguidade do Egito e fundamentar seus estudos que apontam ter sido ali a primeira civilização do mundo. Ao provar que a humanidade nasceu na África e que o Egito negro foi o berço de todas as civilizações, inclusive da Grécia, Diop foi perseguido e continua sendo boicotado. Seus livros ainda não têm tradução em português, mas servem de inspiração para movimentos negros do mundo todo.

Na sexta a roda foi bem animada, e na segunda-feira as atividades prosseguiam com a exibição do filme “Um Grito de Liberdade” (Cry Freedom – Direção: Richard Attenborough, Inglês, 1987). O filme retrata a luta de Steve Biko contra o apartheid na África do Sul, a partir da ótica de um jornalista branco que, em meio às contradições do lugar social privilegiado que ocupava, se solidariza e dá apoio ao movimento. Dentre inúmeras outras questões, o filme mostra o papel eminentemente político e subversivo do futebol naquelas terras (ao contrário do Brasil, onde continua fazendo parte da velha política do “pão e circo”). Já que comícios e reuniões políticas eram proibidos, Steve Biko e outros militantes negros discursavam durante os jogos, organizando o povo para a luta social.    

Na terça-feira, dia 17, o moçambicano Benvindo Maloa (mestrando em Psicologia pela UFBA) falou sobre “O processo de colonização e a Independência de Moçambique”. Como ex-colônia portuguesa, Moçambique compartilha conosco uma série de similaridades históricas, mas ao contrário do Brasil, conquistou sua independência através da luta popular. Com ajuda russa e cubana, Moçambique passou por uma experiência de transição ao socialismo que não chegou a se consolidar (em parte pela falta de quadros técnicos e baixo nível de industrialização). Com um elevado índice de infecção de HIV/AIDS, há inúmeras famílias do meio rural chefiadas por crianças, amparadas pelas tradicionais redes de solidariedade africana. Hoje o país vive os dilemas de como construir uma nação multicultural, com uma série de etnias e idiomas.
Palestra

Quarta-feira Christianne Vasconcellos (mestre em História Social pela UFBA) apresentou a palestra “Filosofia da Consciência Negra de Stephen Biko e o Movimento na África do Sul”. Christianne situou historicamente a chegada dos europeus na África do Sul, suas guerras e o acordo que deixou de fora toda a população originária de pele negra, sem acesso à terra nem direito de ir e vir livremente. Os negros eram confinados nos “bantustões”, precisavam de autorizações especiais para entrar na cidade (apenas em determinados horários) e tinham que portar seus cartões de identificação no pescoço, podendo ser presos a qualquer momento. Steve Biko ressaltava a necessidade da população negra se orgulhar de sua história e cultura, libertando a mente da dominação ideológica para lutar pelo poder e por uma sociedade mais justa e igualitária. Em suas palavras, “A arma mais poderosa nas mãos do opressor é a mente do oprimido”.

No dia 19, quinta-feira, o jornalista Paulo Magalhães (mestrando em Ciências Sociais pela UFBA) falou sobre “Capoeira Angola: Luta, Identidade e Tradição”. Traçando um breve histórico da capoeira e suas relações com o Estado, Paulo apontou como as idéias atuais sobre tradição e identidade na capoeira angola baiana foram construídas numa relação dialética entre capoeiristas, intelectuais e o Estado. A partir de notícias de jornais, expôs fragmentos da luta pela definição da tradição entre os mestres angoleiros, e sugeriu reflexões em torno do caráter de luta da capoeira angola: os capoeiras de ontem corresponderiam aos capoeiristas de hoje? A capoeira continua sendo uma luta de libertação? De quem? Contra o quê?

Na sexta-feira, 20 de novembro, o Centro de Salvador estava em polvorosa, repleto de atos, passeatas e manifestações. A africanidade saltava à flor da pele: torsos e turbantes, tranças e dreads, batas e amarrações, black-powers e palavras de ordem exprimiam a luta pela igualdade e o orgulho da beleza e ancestralidade negra. À noite a roda veio aquecer os angoleiros e abrir os caminhos para a feijoada do dia seguinte.

Feijão, canela, samba e axé

Sábado, 21 de novembro, 10h da manhã: os angoleiros reunidos em círculo esperavam ansiosamente pelo início do ritual. A roda foi intensa, com muito dendê e axé, proporcionando a manifestação de corpos libertos em preparação para a grande roda da vida. Depois do derradeiro Iê do Mestre Renê, outro Mestre (este, do mundo espiritual) veio conduzir o samba. Segredos e mistérios só compreendidos pelos iniciados ou intuídos por aqueles sensíveis às manifestações do plano sutil. O samba ferveu por horas, temperado pela canelinha de Iansã que era servida para todos em um único copo de barro, par da moringa em que a bebida gelada era guardada. Após a abertura da feijoada por sete homens, todos foram servidos em seus pratos de najé, comendo de mão e ganhando forças para voltar ao samba.
Tocadores

Realizada anualmente em agradecimento a Ogum, a feijoada conta com uma participação livre e aberta. Cobra-se apenas respeito daqueles que compartilham de outras crenças: em tempos de intolerância religiosa, o universo da capoeira continua sendo um quilombo de resistência ao preconceito, ao racismo e à dominação capitalista. Uma prática inclusiva de expressão da diversidade, respeito às diferenças e combate às desigualdades.

Para quem não participou neste ano, ano que vem tem mais. E mais: em 2010 a Acanne fará uma série de retiros na Ilha de Maré, com oficinas e rodas de capoeira angola, filmes, debates e palestras. [email protected] estão convidados. Axé!!!    

Paulo A. Magalhães Fº

Jornalista, mestrando em Ciências Sociais
http://lattes.cnpq.br/9776286470259455

Capoeirista questiona exclusão de Curitiba na rota de exibição do filme Besouro

Um dos mais famosos capoeiristas do Brasil, o baiano Manuel Henrique Pereira, conhecido como Besouro Mangangá inspirou o longa-metragem dirigido por João Daniel Tikhmiroff, nome premiado em comerciais na América Latina. Em seu primeiro final de semana de exibição, Besouro – O Filme teve mais de 130 mil expectadores em todo Brasil, que o credenciam a ser um dos líderes em bilheteria no país este ano.

Diante do sucesso e da importância desta produção na valorização da cultura negra, expectadores da região Sul fazem um apelo para que Curitiba seja incluída na rota de exibição do filme. “Apenas Porto Alegre está exibindo o filme aqui na região Sul, uma situação lamentável e que nos envergonha porque esta era uma estréia muito aguardada não apenas pelos praticantes da capoeira, mas também por aqueles que acreditam na imensa contribuição que a população negra trouxe para o nosso estado”, disse Mestre Déa, fundador da Associação de Capoeira Kauande.

Mestre Déa destaca que o filme conta, inclusive, com a participação de uma paranaense em seu elenco. A londrinense Geisa Costa, radicada em Curitiba desde 1993, interpreta Zulmira, mentora espiritual de Besouro. “Era grande a expectativa para a estréia aqui em nosso estado. Temos uma das maiores populações negras da região sul e milhares de adeptos da capoeira em nosso território. Gostaríamos de entender o porque de não podermos prestigiar nas nossas telas do cinema este filme”, questiona o capoeirista.

Indignado, o capoeirista lembra que o filme seria grande contribuição para aplicação da Lei 10.639, que determina o ensino da história e cultura africana nas escolas brasileiras. “Este filme destaca a capoeira e história do negro em nossa sociedade e certamente, vai ser bem melhor recebido no exterior do que aqui”, destaca Mestre Déa. Para ele, que é mestre e educador da capoeira, arte que mais divulga nossa história e a língua portuguesa no mundo, a situação é um desrespeito. “Lamento profundamente em nome de todos os capoeiristas paranaenses que o estado sequer tenha previsão para exibição do filme, o que por outro lado incentiva a pirataria”, questiona Mestre Déa.

BESOURO – O FILME

Manoel Henrique Pereira viveu entre 1897 e 1924 na região de Santo Amaro, na Bahia. Conhecido como Besouro Mangangá ou Besouro Cordão de Ouro, ele era trabalhador nas usinas e tinha um comportamento rebelde, pois não aceitava os maus tratos dos patrões. Ficou famoso por causa de sua habilidade como capoeirista. Com as pernas ou com objetos e facas, sempre conseguia sair vivo nos confrontos com a polícia e os jagunços. Diversas lendas atribuem poderes sobrenaturais ao herói, que era abençoado por orixás e teria o corpo fechado e a habilidade de voar como um inseto.

Sua história é contada no livro Feijoada no Paraíso: A saga de Besouro, o capoeira, de Marco Carvalho, e também foi adaptada para o teatro, em um musical com texto de Paulo César Pinheiro e direção de João das Neves. O personagem também aparece em livros como Mar morto, de Jorge Amado. Manoel Henrique ainda era músico, autor dos versos do Canto do besouro, cuja letra foi aproveitada em duas canções dos compositores Noel Rosa e Paulo César Pinheiro (Quando eu morrer/ Não quero choro nem vela/ Quero uma fita amarela/ Gravada com o nome dela).

 

Fontes:

http://www.paranashop.com.br

[email protected]

São Paulo: Pré-estréia do filme BESOURO NASCE UM HERÓI

Aconteceu, no dia 20 de Outubro de 2009, no cinema Kinoplex em São Paulo, o coquetel e a pré-estréia do filme BESOURO-NASCE UM HERÓI.

O evento contou com a participação especial da equipe de show RABO DE ARRAIA, que apresentou um verdadeiro show de capoeira e convidou os artistas Besouro (Ailton Carmo) e Quero-quero (Anderson Santos de Jesus)  a participarem da roda que foi embalada pelas palmas do público. Besouro já com o espírito da Capoeira que habita seu corpo, não queria mais sair da Roda,  porém a pedido de Dinorah foi reencaminhado para a seção de fotos e entrevistas com a imprensa.

A energia foi tanta que acabou por quebrar o piso de granito em um dos vários saltos mortais e movimentos dos atletas da Rabo de Arraia que pareciam voar em alguns momentos, era a força da Capoeira sendo mostrada com toda a sua vitalidade.

Como não podia faltar em uma grande pré-estréia, os mestres consagrados da capoeira Brasileira marcaram presença no evento entre os mais de 100 convidados da Rabodearraia e do Portal Capoeira, entre eles estavam Mestre Brasilia, Burguês, Pinatti, Gladson, Zumbi, Gege, Ze Antonio , Ponciano, Flavio Tucano, Meinha, Helinho, Pequeno, Valdir, Chocolate e muitos outros.

Logo após a exibição do filme podia  se notar nos rostos dos mestres e convidados a alegria imensa de ver nas telas uma das maiores produções envolvendo a Capoeira, a confraternização acontecia embalada ao Coquetel oferecido aos convidados marcando um momento impar para a capoeira, uma verdadeira confraternização de Profissionais que escreveram e escrevem a historia da Capoeira, todos juntos celebrando “Besouro”, em um momento mágico! Hoje com o enorme crescimento da Capoeira é muito difícil unir todos estes nomes em uma local devido a Agenda cotidiana cheia de compromissos destas personalidades, uma tarefa dificil mais não impossivel destas pra nos lembrarmos e carregarmos conosco para sempre!

E como tudo sempre na Capoeira acaba com capoeira o encerramento do Coquetel se deu ao som novamente de uma roda de capoeira improvisada no saguão do cinema tendo ate mesmo o diretor João Daniel Tikhomiroff e o Coronel Venâncio (Flavio Rocha), jogando Capeira com Besouro, Quero quero e os Mestres convidados.

A estréia oficial do filme aconteceu dia 30/10/2009 em todos os cinemas do Brasil.

Não percam a oportunidade de conhecer esta maravilhosa história.

Salve a CAPOEIRA!
Salve BESOURO!

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Besouro estréia nesta sexta-feira 30-10-09 nos cinemas

Protagonizado por um herói negro do século passado e ambientado no universo da capoeira e do candomblé, Besouro chega sexta-feira aos cinemas disposto a derrubar vários preconceitos do público brasileiro de uma vez só. Centrado na história de Besouro Mangangá, tido como o maior capoeirista que o Brasil já conheceu, o longa-metragem de estreia do publicitário carioca (radicado em São Paulo) João Daniel Tikhomiroff desembarca no circuito respaldado por uma inédita e bem-sucedida de campanha na internet, que atraiu milhares de pessoas para um blog e um link no YouTube, repleto de vídeos de bastidores e trailers da produção. Empurrão essencial para uma produção de R$ 10 milhões, em parte consumidos em efeitos especiais que lembram as coreografias de filmes como O tigre e o dragão (2000), e protagonizado por um elenco de desconhecidos do grande público.

– A internet alçou o voo de Besouro. Foi uma ferramenta importantíssima para nossa comunicação, que continuará mesmo depois da estreia do filme – avisa o diretor de 59 anos, em entrevista ao Jornal do Brasil.

Em que momento a ideia de uma campanha virtual para o filme tomou forma?

Um pouco antes do início das filmagens, no segundo semestre de 2008, traçamos o plano de comunicação e percebemos que, por se tratar de uma produção repleta de peculiaridades, deveria ser compartilhada de alguma forma com o público. Foi então que nasceu a ideia de fazer um blog do filme, com registro de todas as etapas do processo. O diferencial do blog se deu com o seu formato. O conteúdo não era feito pelo diretor e equipe, mas por um jornalista que acompanhou as oito semanas de filmagem. Com o lançamento do blog, começamos a sentir a expectativa do público e, por isso mesmo, exploramos as redes sociais ao máximo. Criamos uma verdadeira legião de seguidores de Besouro, de tribos diversas: de amantes da capoeira a estudantes de cinema. Em 10 dias no ar, o trailer quebrou recorde de acesso de filmes nacionais. Sem contar as solicitações de estrangeiros perguntando sobre o seu lançamento no exterior. A internet alçou o voo de Besouro. Foi uma ferramenta importantíssima, que continuará mesmo depois da estreia do filme.

Não teme que a curiosidade gerada pela internet não se esgote nela mesma?

De forma alguma. Na semana passada tivemos um bom exemplo nesse sentido. Um site especializado em cinema promoveu uma pré-estreia do filme em São Paulo, seguida de debate. Segundo o diretor do site, foi a pré-estreia mais concorrida feita em cinco anos. E durante o debate, o próprio público fazia as perguntas. Várias pessoas chegavam ao microfone somente para fazer um agradecimento, queriam parabenizar a equipe por ter feito Besouro, um divisor de águas para o cinema. Esses agradecimentos eram emocionantes, houve gente que chorou. Outra pergunta recorrente tinha a ver com a continuação do filme. O que a internet fez com Besouro é algo que me impressiona. Fiquei emocionado.

‘Besouro’, que fala de um herói negro, tem no elenco atores desconhecidos do público. Isso pode ser um complicador, do ponto de vista mercadológico?

O filme pedia esses elementos. Trabalhar com não-atores foi uma opção, já que eu precisava no filme de capoeiristas de verdade. Seria infinitamente melhor encontrar professores de capoeira, como é o caso do protagonista, Ailton Carmo, e ensiná-lo a vivenciar o personagem do que trabalhar com um ator famoso e ensinar a esse profissional a arte da capoeira. Isso não daria a veracidade que gostaria de ver nas telas. Sobre a questão de a narrativa falar de um herói negro, do século passado, isso me encanta. O Brasil é um país plural em todos os sentidos, inclusive na raça. Por que não homenagear os negros, a capoeira no cinema? Explorei os negros de forma diferente, pelos aspectos da beleza nunca feito antes no cinema nacional.

‘Besouro’ tem capoeira jogada ao estilo da ação de ‘O tigre e o dragão’. As lutas foram coreografadas por um especialista estrangeiro. É uma forma de dar uma roupagem internacional a um filme brasileiro?

Como comentei antes, a capoeira seria o fio condutor da trama mas não o objeto principal dela. Precisava então que ela tivesse tanto elementos reais quanto toques de fantasia. Nada melhor do que trazer um especialista em cenas de ação para tornar possível esse desejo. Foi por isso que contatamos o chinês Huen Chiu Ku, o Dee Dee. Já havia visto algumas cenas de filmes sob o cuidado dele, como O tigre e o dragão, Kill Bill e O clã das adagas voadoras. Ele se incumbiu da missão de inserir cenas áreas ao universo da capoeira retratada em Besouro, o qual, segundo a lenda, é cercado de magia e misticismo. O resultado transmite realidade e emoção ao filme.

O filme mistura ação, romance e grandes doses de fantasia. Até que ponto ele é fiel ao livro que o originou?

O filme baseia-se em Feijoada no paraíso, do Marco Carvalho, mas não se prende a ele e nem aos personagens reais que fizeram parte da vida de Manoel Henrique Pereira, o Besouro. Trata-se de um filme sobre as lendas que cercam a época em que Besouro viveu, mas não é uma reconstituição histórica. É um filme de fantasia.

Muitos publicitários que fazem cinema trazem ‘vícios’ da publicidade. Isso é inevitável?

Diria que a publicidade me ajudou bastante na direção de Besouro. Justamente por ter passado 35 anos contando histórias em 30 segundos, aprendi o poder da síntese, tive oportunidade de experimentar recursos nos comerciais e trazê-los para o cinema. A publicidade me deu a maturidade para dirigir longas.

‘Besouro’ consumiu R$ 10 milhões e pelo menos uns quatro anos de sua vida. Pretende continuar fazendo filmes? Já tem algum novo projeto em vista?

Sim. Já tenho um próximo filme a caminho, estamos na fase de roteiro. O que posso adiantar é que não tem absolutamente nada a ver com Besouro. Será um romance satírico, contemporâneo, e que se passa no Sul do Brasil.

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Presença de Vários Mestres e personalidades da Capoeira

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Presença de Vários Mestres e personalidades da Capoeira

Fonte: http://jbonline.terra.com.br
Carlos Helí de Almeida, Jornal do Brasil – RJ

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Diretor e o atores na roda de capoeira

Pré-estréia de Besouro em São Paulo: Diretor e o atores na roda de capoeira

* Em breve matéria especial sobre a Pré-estréia do Filme em São Paulo, acompanhada por uma espetacular galeria de fotos!!!

Se quer ganhar ingressos para assistir ao Filme Besouro, visite o site de nosso Parceiro Oficial: RabodeArraia.Com

 

Fotos Roger Spock – www.rogerspock.com

Porto Alegre: Pré estréia do filme Besouro

No último dia 26 / 10 aconteceu a pré-estréia do filme Besouro em Porto Alegre na  ocasião  a  CGC – Confraria Gaúcha  de  Capoeira ,  foi  convidada  para  estar
presente e organizar uma apresentação de Capoeira nos momentos que antecediam a estréia.

A CGC , se fez representada pela sua diretoria , Presidente Mestre Delmar Perroni, Vice Presidente Mestre Carson Siega, Secretário C.Mestre Fabinho, Tesoureiro
Mestrando Grande, Diretor de Marketing Profº Salsicha e Diretor de Educação Profº Cabeleira, ao qual coordenaram a apresentação e prestigiaram o lançamento do filme.

Atenciosamente

Mestre Delmar Perroni
Confraria Gaúcha de Capoeira – CGC

Relançamento mundial em DVD do filme: Pastinha! Uma Vida pela Capoeira

Primeiro filme/documentário sobre Capoeira lançado após a retomada do Cinema Nacional, conta a vida do maior mestre da Capoeira Angola, seu Guardião e Poeta – Vicente Ferreira Pastinha, o Mestre Pastinha.

Conta com depoimentos dele, de sua companheira D. Maria Romélia, dos maiores mestres da Capoeira Angola, como João Grande, em Nova Yorque, USA, João Pequeno e Curió, em Salvador, Bahia, e Neco Pelourinho, no Rio de Janeiro, bem como o depoimento do Mestre Dr. Ângelo Decânio, o mais antigo discípulo de Mestre Bimba. Conta ainda com entrevistas de Jorge Amado, Carybé, Pierre Verger, Roberto Freire, Ildásio Tavares, do Prof. Muniz Sodré, e dos especialistas em Capoeira Prof. Carlos Eugênio Líbano Soares e Frede Abreu.

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Protagonista de BESOURO pensou que não conseguiria fazer filme

Capoeirista Ailton Carmo, de 22 anos, estreia sua carreira como ator em filme de João Daniel Tikhomiroff

Com o jeito simples de quem não sabe que está prestes a ser conhecido na rua a cada esquina, Ailton Carmo – protagonista do filme “Besouro” – confessa que depois de ter passado no teste, pensou em desistir. Antes de cogitar estar no primeiro longa de João Daniel Tikhomiroff, ele era “apenas” um grande lutador de capoeira, além de guia turístico na cidade de Lençóis, na Bahia.

“Para mim foi uma experiência nova (estar em um filme). Eu nunca havia sonhado com isso. Depois de passar no teste e ser informado de que seria o protagonista, cheguei para a Fátima (Toledo, preparadora de elenco) e disse que não ia dar para fazer. Ela só me respondeu que seria difícil, mas não impossível”, contou, ressaltando que ficou alegre e nervoso ao mesmo tempo. “Ela estava confiando em mim.”

Capoeira e efeitos especiais podem fazer de Besouro o novo heroi brasileiro 

Após as aulas de interpretação e coreografias com o chinês Dee Dee ( “Kill Bill”), ele ainda não sabe se quer seguir a carreira adiante. Ele, que já deu aulas de capoeira na Bélgica, agora tenta oportunidade de viajar para a Polônia. “Penso em me desenvolver como ator, mas precisarei estudar muito.”

Segundo Ailton, de todos os esportes que já fez, a capoeira é o único que não larga. “Nela, você não tem apenas o esporte, também há o instrumento, a música, a dança… Até mesmo com o pé quebrado você pode participar. Quero ver você lutar boxe com o pé quebrado.”

Atores não decoraram textos

Para todos os atores participantes de “Besouro”, um dos grandes desafios foi trabalhar com a preparadora de elenco Fátima Toledo. Ela e o diretor fizeram com que nenhum dos intérpretes tivessem textos. “A Fátima trabalha a partir do ator vivendo a história. Não há um texto. Quando eu me dei conta, já estava me comportando como os meninos. Eles até falavam `fecha essas pernas!”, diverte-se Jéssica Barbosa, que faz a personagem Dinorá e Iansã no longa.

Quem também participou dessa preparação foram os atores Flávio Rocha (Coronel Venâncio) e Irandhir Santos (Noca de Antônia), ambos integrantes da minissérie “A Pedra do Reino” (Globo). “Para mim, o desafio foi não enxergar as belezas da capoeira. Me distanciava do grupo deles. Tinha que encontrar meu lado mau nos palavrões, no cuspe, no vômito…”, revela Irandhir.

“Passei por má pessoa para alguns colegas de elenco. Isso porque passava boa parte do tempo guardando energias ruins para o personagem. Outra coisa que fiz foi andar com um punhal e furar tudo que via pela frente. Precisei encarar meu inimigo na vida real”, completou Flávio.

A espinha dorsal do samba

A quadra da Estácio de Sá está vestida de chita, tema do enredo deste ano. O look florido e colorido casa muito bem com o clima do evento daquela tarde: o Encontro de Galerias da Associação de Velhas Guardas de Escolas de Samba do Rio de Janeiro. São 13h e a área ainda está vazia. Os anfitriões, membros da velha guarda da Estácio, já estão por ali, devidamente uniformizados – as mulheres de vestido vermelho e chapéu branco, os homens de camisa social vermelha e calça branca. Movimento intenso só na cozinha, onde, desde o dia anterior, o almoço para cerca de 800 pessoas é preparado: arroz de carreteiro, farofa e ovo cozido, mais romeu e julieta de sobremesa.

Poucas horas depois, o espaço está totalmente tomado de personagens de cabelos brancos. Praticamente todo domingo esse ritual se repete em alguma quadra de escola de samba do estado. A exceção desta terça-feira se dá por conta do feriado de São Sebastião, padroeiro da cidade e da Estácio de Sá. A comida é por conta da casa, mas os convidados também trazem salgadinhos de reforço em tupperwares para o longo dia que vai se seguir. A venda de bebidas também fica a cargo da escola anfitriã, mas a organização da festa em si é feita em todos os detalhes pelos coordenadores da associação. Não é trabalho simples: são 72 grupos participantes, dentre escolas de todas as “divisões”, blocos tradicionais e grupos carnavalescos.

Na associação, que completou 25 anos em 2008, não existe divisão por nota, tradição ou gênero musical. Os associados são a parcela das comunidades que tem mais experiência de vida. Não à toa, as atividades vão além do binômio samba & carnaval. Há palestras sobre doenças geriátricas, bingo, obras… a programação é intensa.

Ali, classificar a turma como da “melhor idade” não é só apelar para o linguajar politicamente correto de hoje. A julgar pela disposição dos senhores e senhoras que começam a chegar para o encontro de galerias elegantérrimos dentro de seus uniformes, se aquela não é a fase mais animada de suas vidas, provavelmente não deixa a dever aos tempos de mocidade. As mesas enormes reservadas a cada agremiação vão sendo ocupadas e o povo trata de comer e beber antes de a cerimônia começar.

E, claro, de se cumprimentar – todos se conhecem, se festejam, independente da escola que defendam.

Não sou a única “forasteira” por ali. A festa é aberta, mas reservada. É gratuita e sem controle na porta, mas é nítido que todos sabem quem é quem. Estou acompanhada de um grupo que se autointitula Guardiões da Memória e é composto por alunos e professores do Colégio Estadual Professor Sousa de Silveira, em Quintino, e do Programa de Reflexões e Debates para a Consciência Negra. Há anos eles frequentam a festa para registrá-la em um documentário. As dificuldades para o filme sair não são poucas, mas ele está ficando pronto e deve ser lançado no dia 17 de fevereiro, às vésperas do carnaval, no Sesc-Madureira. Independente disso, vê-se de cara que todos estão ali por prazer, totalmente integrados à festa e a seus personagens.

Enquanto os grupos vão chegando, com algum atraso por conta da procissão de São Sebastião que se espalha pelas ruas próximas, George, Renata, Albérico e Daiana, da equipe do filme, se organizam para registrar o que falta e me ajudar a produzir imagens para este texto. Em busca de entrevistas junto com Cristiane e Rosana, da equipe de pesquisa, ouço de um senhor da Velha Guarda da Estácio: “Aqui tem hierarquia, é um sistema presidencialista! Podemos falar, mas é sempre bom ouvir o presidente antes”. Se referia ao presidente da associação, que ainda não tinha chegado. Fomos então entrevistar a integrante mais velha do grupo da escola, Waldice Rodrigues de Souza. Ela foi a primeira a falar de algo que se tornaria recorrente nas entrevistas seguintes: a longa história dentro da escola. No caso, dos 72 anos daquela senhora, já eram 61 de Estácio de Sá. “Tinha 11 anos quando saí de baiana pela primeira vez. Naquele tempo diziam que só criança batizada podia sair. Aí minha avó resolveu a questão: me batizou no sábado de carnaval e eu desfilei no domingo”. E ainda dizem que carnaval é uma festa profana…

Tentando descrever a cerimônia indescritível

No carnaval das velhas guardas, a fé tem lugar de destaque. A cerimônia começa com os anfitriões de mãos dadas rezando Ave Maria. Muitas vezes, acaba com a mesma oração, entoada pela quadra inteira (não cheguei a ver isso, mas a equipe do filme falou que é de arrepiar). A reverência e o respeito seguem dando o tom. Muitos senhores e senhoras usam faixas douradas cruzadas no peito, como as de campeões do futebol, com alguma homenagem: Musa 2008, Mãe do ano, Avô do ano… O presidente da velha guarda anfitriã – no caso da Estácio, uma senhora – se posiciona na frente do palco e vai recebendo as galerias, formadas pelos componentes de cada grupo. Eles desfilam da entrada da quadra até o outro extremo. Na dianteira, a porta-bandeira “sênior” da escola. O desfile pode ser com o samba-enredo deste carnaval, o hino ou alguma canção marcante da escola.

Ao fim do percurso, a porta-bandeira cumprimenta o anfitrião e entrega a bandeira para ele colocar num porta-estandarte. É uma bela demonstração simbólica do espírito de união do grupo. Tudo é acompanhado de perto por Jorge Ferreira, coordenador de eventos da associação, que cruza a quadra trocentas vezes, dá o ritmo dos desfiles e não se furta a dar broncas aos berros quando necessário. Sem ele, dá a impressão que a coisa não funcionaria tão bem. Enquanto um grupo tem seus 20 segundos de glória, as outras galerias esperam pacientemente – àquela altura, com guarda-chuvas abertos para se protegerem do aguaceiro – na parte externa da quadra.

Há momentos emocionantes. Membros de determinadas escolas entram em silêncio, apenas andando, com o chapéu à altura do peito: sinal de que algum de seus integrantes morreu há pouco tempo. Com ou sem música, todos os participantes param no circuito para cumprimentar a alto clero da Associação, que se senta bem ao meio do caminho.

Antes de chegar ao “trono” para ser reverenciado, o presidente da Associação, Ed Miranda Rosa, de 92 anos, faz algo que há tempos não se via, por conta da idade: desfila junto com os outros membros da Mangueira. Numa elegância de dar gosto.


“Se a gente fica em casa o reumatismo ataca”

Esta frase divertida, dita às gargalhadas por Manoel Bustilho, 74 anos, resume em tom de galhofa a motivação dos senhores e senhoras presentes. Como a senhora da Estácio, ele começou na sua Vila Isabel ainda na infância e já desempenhou diversos papéis por lá. Como vários outros, veio a mim já com a apresentação completa na ponta de língua: “Tenho 74 anos, fui presidente da velha guarda da Vila por dez anos e sou diretor de patrimônio da associação. Hoje tenho um dever: ir em todas as festas”. Taí um homem que cumpre sua missão à risca.

Enquanto ele fala, várias galerias passam e têm tratamento igual, de escolas consagradas até os Filhos de Gandhi, passando por convidados especiais: os Baluartes do Estado de São Paulo. Depois da última, todas as bandeiras estão juntas na frente do palco. É a hora de as portas-bandeiras entrarem em ação novamente, pegando seus respectivos mantos e se reunindo mais uma vez no outro extremo da quadra, desta vez para entrar junto com todas as outras, como numa ala. À frente, a porta-bandeira da associação rodopia sendo cortejada por um mestre-sala que logo reconheço: é Manoel Bustilho, dando um show na pista. A trilha sonora é o hino de todas as velhas guardas, composto por Dicró:

“Sou velha guarda,
provei ao mundo inteiro que sou bamba
sou velha guarda, a espinha dorsal do samba
(…)
a velha guarda é o samba em pessoa
até minha casa já serviu de barracão
e essa juventude que começa a desfilar
será a velha guarda de amanhã”

A esta altura, a equipe do filme canta e dança tão empolgada quanto os mais velhos. A “juventude que começa a desfilar” também marca presença no programa-família – muitos filhos e netos, crianças sobretudo, sambam sem parar. Como seus avós no passado, eles já fazem parte da estrutura das escolas. Alguns vestem uniformes mirins.

Tão impressionante quanto a festa em si é o fato de que ela acontece todo domingo. Não seria nada demais, se no sábado à noite não houvesse o tradicional samba na sede da associação, na Piedade. É lá que os senhores mostram suas composições inéditas e cantam aquelas que vivem só em suas memórias. Membro da equipe do filme, Tiago de Aragão, que mora no Rio há cerca de um ano (e não é meu parente), diz: “Fui a muita roda de samba aqui no Rio, mas a da associação foi de longe a melhor”.

Quem sou eu para duvidar… Já exausta diante de tanta animação, vou concluindo que disposição não tem nada a ver com idade… Carla Lopes, coordenadora do projeto Guardiões da Memória, olha para mim solidária e diz: “É assim mesmo, em geral a gente vai embora e eles continuam nos bares em volta da quadra”. Não deu outra. Quando saí, mesmo na chuva, avistei uma turma animada, ninguém com menos de 60 anos, tomando cerveja num boteco com mesas na calçada e cantando na maior alegria.

Com aquela cena final na cabeça – que para mim ficou marcada como um dos retratos mais simples de fecilidade – parti refletindo sobre a complexidade do carnaval carioca. Sem alarde nem holofotes, aqueles senhores reforçam a cada semana o melhor espírito carnavalesco. Enquanto para muita gente as escolas de samba se resumem hoje a ostentação, contravenção e disputas milionárias, aquela festa, apenas uma das que acontecem ao longo do ano, comprova que há muita coisa bonita e genuína por trás da tradição que se mantém.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/a-espinha-dorsal-do-samba

Besouro leva lendário herói da capoeira às telas de cinema

Depois de três meses de filmagens em locações na Chapada Diamantina e no Recôncavo Baiano – e quase nove meses de árduo trabalho de pós-produção – o longa-metragem do diretor João Daniel Tikhomiroff sobre Besouro Mangangá, o lendário herói da capoeira brasileira, está pronto para sair do forno.

Veja o trailer de três minutos do filme Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, produzido pela Mixer e pela Globo Filmes, e distribuído pela Miravista, com lançamento previsto para outubro de 2009

Besouro, o filme: trailer oficial de cinema

Visite o site oficial do Filme: http://www.besouroofilme.com.br

Mais informações: http://www.besouroofilme.com.br/blog/

Em breve o Portal Capoeira trará novidades sobre a parceria com o Filme Besouro, aguardem…