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Bahia: Galo encaminha projeto que beneficia mestres de capoeira

O deputado estadual pelo partido dos trabalhadores (PT) Marcelino Galo, reuniu-se na tarde da quarta-feira (18) com membros da comunidade da capoeira baiana para apresentar o Projeto de Lei (PL) que estabelece auxílio previdenciário para os mestres da cultura popular – guardiões do patrimônio imaterial. No mês de abril, representantes de grupos, associações e federação de Capoeira da Bahia estiveram no gabinete para discutir as demandas do setor e agendou outro encontro para aprofundar o assunto.

 

A entrega oficial do PL está prevista para acontecer no dia 8 de junho, na Assembleia Legislativa, e contará com a presença dos membros da comunidade da capoeira da Bahia. Para isso, será lançada uma campanha que debaterá o conteúdo da lei, envolvendo a comunidade e que ajudará na celeridade da aprovação do projeto.

 

“A capoeira é uma das maiores representações da cultura baiana no mundo. Esses mestres, que dedicaram a maior parte de suas vidas ao ensino desses saberes, utilizam a arte como principal meio de vida. A falta de reconhecimento como profissional inviabiliza o acesso a políticas públicas e benefícios sociais”, avalia o deputado Marcelino Galo.

 

De acordo com o secretário da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA), Paulo Magalhães, o objetivo da Lei do Registro do Patrimônio Vivo é “reconhecer o trabalho dos mestres antigos e valorizar os saberes, preservando os aspectos da cultura tradicional ou popular de uma comunidade”.

 

Capoeiristas pedem debate sobre Lei do Registro do Patrimônio Vivo

 

Representantes de grupos, associações e federação de Capoeira da Bahia estiveram na manhã desta quarta-feira (13) no gabinete do deputado estadual Marcelino Galo. Além de entregarem ao mandato as resoluções do I Seminário Baiano de Proposição de Políticas Públicas para a Capoeira, discutiram a criação de um Projeto de Lei (PL) que estabelece pensões vitalícias para os mestres da cultura popular, guardiões do patrimônio imaterial.

 

Os membros foram recebidos pela chefe de gabinete, Ana Torquato, que ouviu as demandas e se comprometeu a encaminhar para o deputado todos os assuntos debatidos, confirmando uma próxima reunião para o dia 2 de maio.
Segundo o secretário da Associação Brasileira de Capoeira Angola (ABCA), Paulo Magalhães, no nordeste já existem cinco estados que estabeleceram a Lei do Registro do Patrimônio Vivo: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Alagoas e Ceará. “Esperamos que a Bahia avance na valorização da capoeira e que o Estado apoie devidamente os mestres antigos, que são guardiões da nossa cultura, dedicaram toda a sua vida à transmissão de seus saberes, mas têm sérias dificuldades de sobrevivência no dia a dia”, salientou.

 

Fonte: http://www.bahiatodahora.com.br

Encontro da Capoeira Baiana

Encontro da Capoeira Baiana: com Valmir Assunção e Marcelino Galo

Na volta que o mundo deu, na volta que o mundo dá. Capoeira se joga na pequena roda e na grande roda da vida. Só gingando com a linguagem do sistema poderemos dar uma rasteira no opressor e fazer avançar nossa luta por melhores condições de vida e trabalho para todas e todos!

A capoeira é uma manifestação histórica de resistência do povo afro-brasileiro, e faz parte das raízes culturais da Bahia. Presente em mais de 150 países, instrumento de educação em escolas e projetos sociais, a capoeira não tem entretanto recebido o apoio que merece por parte do Estado. Muitos mestres são reverenciados mas têm sérias dificuldades de sobrevivência no dia a dia. Depois de dedicar toda sua vida à educação popular através dessa arte/luta, morrem à míngua, como os saudosos mestres Bimba e Pastinha.

Algumas iniciativas de políticas públicas para a capoeira têm surgido pelo país. Alguns estados, como Pernambuco e Alagoas, criaram pensões vitalícias para mestres da cultura popular. Aqui na Bahia, VALMIR ASSUNÇÃO encaminhou na Assembléia Legislativa o projeto de Estatuto da Igualdade Racial, que prevê a inserção da capoeira nas escolas públicas através dos mestres de capoeira, e não apenas pelos professores de educação física.

O registro da capoeira como patrimônio cultural brasileiro abre a possibilidade de avançar na construção de leis como o reconhecimento do notório saber dos antigos mestres (permitindo que dêem aulas em escolas e universidades sem ter diploma universitário), a criação de um passaporte especial para os mestres de capoeira (considerados “embaixadores culturais” de nosso país), a regulamentação da profissão de capoeirista (mestre, contramestre, treinel e professor), a aposentadoria ou pensão vitalícia, dentre outros. Para que isso aconteça, é necessário que os capoeiristas estejam mobilizados e tenham voz no Congresso Nacional.

Por isso convocamos todos os capoeiristas, independente de estilo, vertente ou linhagem, para um encontro com VALMIR ASSUNÇÃO e MARCELINO GALO. Valmir, negro, Sem Terra e comprometido com a luta do povo, será a voz dos capoeiristas no Congresso Nacional. Marcelino, militante popular, dará continuidade ao debate do Estatuto e apresentará as reivindicações da capoeira na Assembléia Legislativa.

Capoeira na escola, capoeira no estrangeiro

nossos mestres na batalha, nosso povo sem dinheiro

não queremos sua esmola, queremos nossos direitos

Exigimos o escrito lá na Constituição

se preciso mudaremos toda a legislação

com seu Marcelino Galo e o Valmir Assunção

Capoeira é cultura, arte e educação

de um povo mandingueiro, na luta por libertação, camaradinha

É hora, é hora!!!

Dia 12 de Setembro, Domingo, a partir das 10h da manhã, no Largo da Dinha (Rio Vermelho)

 

Paulo Magalhães Fº

[email protected]