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A Cultura como veículo de erradicação da miséria

O Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria, que conta com a parceria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), pode ser acompanhado ao vivo pelo Twitter da Fundação Cultural Palmares.

O presidente lembrou que 2011 foi considerado o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes pela Organização das Nações Unidas e que o racismo presente em vários países precisa ser considerado no debate, uma vez que, no Brasil, ainda é velado. “A cultura pode mudar essa realidade. Para isso, ela precisa estar inserida no meio governamental e estar a serviço, especialmente da população negra”, disse.

Eloi Ferreira de Araujo completa afirmando que um bom começo seria a garantia real dos direitos. “As religiões de matriz africanas, por exemplo, ainda não têm os mesmos direitos reservados às demais crenças”, pontuou. O ano de 2011 é um ano carregado de simbolismos para a comunidade negra, por isso a valorização da cultura, a melhoria da qualidade de vida das pessoas em situação de extrema pobreza e os direitos fundamentais são apenas alguns dos pontos a serem tratados no seminário.

Para Luiza Bairros, o seminário é uma possibilidade de reflexão para o que significa a situação de miséria ainda existente no país. Em concordância, Carlos Alberto Reis de Paula, ministro do Tribunal Superior do Trabalho, ressaltou que a parcela da sociedade constituída por mais da metade da população não pode ser marginalizada.
MISÉRIA X CULTURA – A ministra Luiza Bairros da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) alertou para a importância do evento, que durante dois dias vai discutir a cultura como veículo de erradicação da miséria. “Temos um desafio importante: ‘miséria’ e ‘cultura’ são palavras opostas, uma vez que a cultura negra representa nossa maior riqueza. É prova da resistência que tivemos neste país, de como nos mantivemos”, afirmou.

Para ele, embora os resultados sejam positivos ainda falta muito para reparar uma situação promovida por séculos de escravidão e a Fundação Palmares mostra sua envergadura ao levantar o tema à sociedade.

Na ocasião, o ministro do Desenvolvimento Agrário destacou que o país acaba de passar por um momento importante que reflete o empenho da gestão Dilma Rousseff no trabalho de erradicação da miséria. “Mais de 35 milhões de pessoas passaram a constituir a classe média, 28 milhões saiu da situação de extrema pobreza. Destes, quatro milhões estavam em áreas rurais e tiveram incrementos em sua renda”, apontou.

Na mesa de abertura do seminário estavam: Horácio Senna e Carlos Alberto Reis de Paula, ministros do Tribunal Superior do Trabalho; Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário; Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Elisa Larkin, esposa de Abdias Nascimento.
De acordo com o presidente da FCP, a proposta é debater a construção de mecanismos para que seja assegurado o acesso aos bens culturais, econômicos e aos direitos fundamentais a população negra, que representa 70% dos pobres e 71% dos indigentes no Brasil, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A erradicação da miséria é o caminho para um país mais justo, fraterno e igual”. Com esta frase o presidente Eloi Ferreira de Araujo, da Fundação Cultural Palmares, abriu o “Seminário Nacional – A cultura como veículo de erradicação da miséria”, na noite da última terça-feira (16).

O evento que acontece até dia 18 de agosto, no St. Peter Hotel, em Brasília, tem por objetivo reunir ideias, propostas e ações para o enfrentamento da extrema pobreza a que estão expostos 16 milhões de brasileiros, a partir da promoção e valorização da cultura, sobretudo, a cultura afro-brasileira.

 

http://www.palmares.gov.br

Cultura para Todos

Ministro Juca Ferreria, parlamentares e artistas se unem em Ato Cultural na Câmara dos Deputados

2009 Ano da Cultura no Congresso Nacional. A opinião, fruto da quantidade de projetos que tramitam nas duas casas do Legislativo brasileiro, foi tema do pronunciamento do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e de todos os parlamentares e artistas que participaram do Ato Cultural em prol da mobilização Vota Cultura que foi realizado na tarde dessa quarta-feira, 4 de novembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Além do ministro, o evento reuniu vários parlamentares como a deputada e presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Maria do Rosário (PT-RS), o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, a secretária de Cultura do Rio de Janeiro, Jandira Feghali, o presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Daniel Sant’Ana, além de artistas como Chico César, Nando Cordel e Falcão.

“Hoje é um dia de muita felicidade para todos nós pois vemos que o parlamento brasileiro resolveu ficar à frente do processo de institucionalização da Cultura brasileira”, afirmou o ministro que considera importante o diálogo com o Legislativo para que a Cultura seja alçada ao lugar que lhe é de direito.

Ferreira lembrou ainda que a participação do Congresso Nacional é fundamental para o trabalho do Ministério da Cultura de fomento à toda diversidade cultural do Brasil. “Quando chegamos, em 2003, o ministério funcionava como um balcão de distribuição de recurso e isso precisa mudar, para tanto, contamos com o trabalho dos deputados e senadores”. Segundo o ministro, o projeto de Reforma da Lei Rouanet, irá reparar as deformações provocadas pelo fato de o mecanismo de renúncia ser a principal forma de fomento cultural.

Jandira Feghali disse que o Ato Cultural significou uma comunhão de esforços importante para as ações empreendidas até hoje mas é preciso avançar ainda mais. “Esse encontro marca o reconhecimento que o aspecto cultural tem na vida das pessoas, mas é preciso que todos os projetos que tramitam no Congresso sejam aprovados, não basta que essas aprovações se dêem apenas nas comissões”, afirmou.

Entre os presentes à cerimônia era visível a espectativa da inclusão da Cultura no fundo financeiro do Pré-Sal. Sobre o assunto o secretário de Cultura de João Pessoa, o músico Chico César, afirmou que o Fundo do Pré-Sal “veio para adocicar a vida cultural brasileira e dos artistas nacionais”.

Audiovisual

Durante a solenidade na Câmara dos Deputados houve o lançamento do projeto Cinema da Cidade, para criação de salas de cinema em cidades com população entre 20 e 100 mil. A deputada Maria do Rosário destacou a importância da ação. “Na minha infância o cinema era a porta de entrada para o mundo, como uma janela. Precisamos resgatar esse aspecto nas pequenas cidades e dar essa oportunidade a seus moradores”.

“Estamos muito bem no que diz respeito a investimentos na produção cinematográfica. O Brasil produz em média cem filmes por ano, mas é preciso mostrar essa produção, continuamos reféns das grandes distribuidoras internacionais, isso precisa mudar. É preciso que o público veja toda nossa diversidade nas telas e para isso o aumento das salas de cinema é fundamental”, ressaltou o ministro Juca Ferreira sobre o projeto que ajudará o cinema nacional.

Também falou da compra de toda produção das extintas produtoras nacionais Atlântida e Vera Cruz pelo Ministério da Cultura. Segundo ele, essas aquisições proporcionará a disponibilização de uma parte rica da história do cinema nacional contribuindo com a preservação da memória do país.

Cinema da Cidade – O projeto faz parte do Programa de Expansão do Parque Exibidor de Cinema articulado pela Agência Nacional do Cinema do Ministério da Cultura, para estimular a instalação de salas em cidades e zonas urbanas desprovidas ou mal atendidas por esse serviço, com o objetivo de diversificar, descentralizar e expandir a possibilidade de acesso ao cinema. O programa abrange ações de financiamento, investimento e desoneração tributária. A meta é financiar, por meio de emenda parlamentar e através de convênio com as prefeituras, a construção ou recuperação de complexos de exibição em cidades de pequeno e médio porte que não contam com esse serviço. Saiba mais.

(Texto: Marcos Agostinho)
(Fotos: Rafael de Oliveira)

Comunicação SID/MinC

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Ministro recebe lideranças da Capoeira no Rio de Janeiro

Eles discutiram projeto que visa regularizar categoria e que está em tramitação no Senado

Brasília, 29/07/2009 – Durante visita a sede do Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (24), o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, se encontrou com cerca de 100 mestres de Capoeira do estado. Eles pediram ajuda ao ministro no sentido de agilizar junto ao Senado a aprovação de um projeto que visa regularizar a categoria, já em tramitação.

Lupi disse aos esportistas que não medirá esforços e já pediu a seus assessores empenho na articulação junto aos senadores. A expectativa é que o projeto seja aprovado até dezembro deste ano. Dessa forma, os capoeiristas ocuparão um lugar na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do MTE.

Os mestres estão otimistas. Eles vêem na regularização da categoria o reconhecimento do trabalho que eles já prestam a crianças, jovens e adolescentes, desenvolvendo a disciplina e, muitas das vezes, tirando-os da marginalidade. O projeto visa reconhecer como profissão o capoeirista, passando a ser considerado atleta profissional, apto a participar de eventos públicos ou privados mediante remuneração, de acordo com a Lei Pelé.

Entre os presentes ao encontro estavam o superintendente regional, José Bonifácio Ferreira Novellino, e cerca de 100 capoeiristas de várias partes do estado representando associações e federações ligadas a modalidade. A Capoeira se tornou patrimônio cultural pátrio em julho de 2008.

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 – acs@mte.gov.br

Fortalecimento da cultura nacional

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu em seu gabinete, na manhã dessa terça-feira, 10 de março, o primeiro ministro de São Tomé e Príncipe, Joaquim Rafael Branco, que veio convidá-lo para a abertura da Bienal de São Tomé e Príncipe, que se realizará em 2010, e pedir apoio para a produção do filme Batepa, que será dirigido por um diretor angolano e um produtor brasileiro. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Cultura, em Brasília.

Também participaram da reunião, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulú Araújo, o secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin, o diretor de Relações Internacionais, Marcelo Dantas, representantes do MinC, do ministério das Relações Exteriores e de São Tomé e Príncipe.

ORIENTAÇÕES

Juca Ferreira disse que o ministério da Cultura vem seguindo a orientação do presidente Lula no sentido de fortalecer as relações com os países da África. Ele garantiu dar total apoio à Bienal e disse que o MinC irá participar do evento nas mais diversas áreas como: música, cinema, dança, dentre outras. O ministro também reafirmou a intenção de cooperação na execução do filme, especialmente na finalização do projeto e de mixagem, por meio da secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) e da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC).

Além desta parceria, Ferreira sugeriu trocas de conteúdos audiovisuais, por meio das TVs públicas e instalar, em breve, um Pontão de Cultura, que será discutido ainda este ano com representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Portugal.  Ele propôs também a instalação de bibliotecas públicas, com o apoio da Coordenação Geral de Livro e Leitura, e pediu ao país africano que intensificasse o uso da língua portuguesa, no âmbito do Acordo Ortográfico. O secretário Silvio Da-Rin sugeriu a exibição de filmes sobre a capoeira, nas formas prática e teórica, durante a Bienal de São Tomé e Príncipe.

O presidente da FCP/MinC, Zulú Araújo, falou do Portal da CPLP na Internet e pediu a participação do país africanos, junto aos outros países participantes, “tendo em vista que temos representantes na Europa, na Ásia, na África e na América”. Propôs a capacitação de três técnicos em São Tomé e Príncipe para inserir no site informações sobre a nação africana para que haja interação maior entre os países de língua portuguesa.

Brasil: Gilberto Gil confirma saída do Ministério da Cultura

Gilberto Gil, foi sem dúvida um dos políticos da história recente do Brasil, que mais lutou pela nossa CAPOEIRAGEM.

Podemos referir a criação do Projeto Capoeira Viva, o celebre discurso em Genebra (ONU) e o registro da Capoeira como patrimônio imaterial brasileiro.

Em nome de toda equipe do Portal Capoeira, agradecemos e desejamos todo o axé do mundo para nosso querido Artista-Ministro Gilberto Gil…

Ministro se reúne com Lula à tarde para definir data de saída; Gil não disse se vai indicar substituto

SÃO PAULO – O ministro da Cultura, Gilberto Gil, confirmou nesta quarta-feira, 30, que vai deixar o comando do ministério, segundo informações da Agência Brasil. Ele disse que vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta tarde para discutir a data de sua saída. Na agenda oficial do presidente, o encontro está marcado para as 16h30. O anúncio foi feito, no Rio, durante a abertura de um seminário sobre direito autoral.

Gil, no entanto, não quis antecipar quando pretende deixar o cargo ou se vai indicar o substituto. "A notícia será notícia no tempo certo", disse. O ministro avaliou como positivo seu mandato, mas exaltou o trabalho de toda a equipe. Segundo ele, esse período foi "importantíssimo no Ministério da Cultura, por acaso, com o ministro Gil à frente".

Ainda de acordo com o ministro,outro aspecto positivo no comando da pasta foi o reconhecimento como Patrimônio Cultural Brasileiro de elementos da cultura regional como a capoeira, o frevo, o samba de roda e a pintura corporal dos índios.

Gil está no ministério desde o primeiro mandato Lula, em 2003. Desde a semana passada, aumentaram os rumores sobre sua saída. Não é a primeira vez que o cantor diz que vai deixar o governo. No fim do ano passado, ele havia anunciado sua saída, mas voltou atrás a pedido de Lula.

O ministro interino, Juca Ferreira, chega nesta quarta-feira, 30, da Bolívia, após encontro com ministros da Cultura do Mercosul. O interino em exercício é Alfredo Manevy. Gil também acaba de chegar de sua turnê pela Europa e retoma as atividades artísticas no dia 2, quando fará show em Itaipava (RJ). No dia 8, vai a Curitiba (PR), e no dia seguinte toca em Florianópolis (SC).

Gil argumenta que quer voltar à carreira artística e já disse que os discursos prejudicam suas cordas vocais. "Treinei minha voz para o canto, e não para discursos", afirmou na primeira tentativa de deixar o governo. Em outubro do ano passado, Gil foi submetido a uma cirurgia nas cordas vocais para a retirada de dois cistos.

O Estado de S.Paulo – http://www.estadao.com.br

Minc destina R$1,2 milhão para projetos de capoeira

Ministério da Cultura lança edital, homenageia João Pequeno e anuncia bienal na Bahia

O Ministério da Cultura (Minc) lançou, ontem pela manhã, o novo edital do programa Capoeira Viva, que distribuirá um total de R$1,2 milhão a projetos de todo o Brasil que tenham como vértice a mistura de luta, dança e rito trazida ao Brasil pelos negros escravos, no final do século XVIII. Realizada no Palácio Rio Branco, a solenidade homenageou o mestre capoeirista mais antigo ainda vivo, João Pequeno. Ele completa 90 anos em 27 dezembro. O ministro interino Juca Ferreira anunciou ainda que Salvador sediará, em 2008, a Bienal Mundial da Capoeira, além de ser palco da festa de tombamento da arte como patrimônio cultural brasileiro.

 

O Minc premiará projetos ligados à capoeira em quatro linhas: ações socioeducativas de mestres capoeiristas com foco na recuperação da auto-estima, que podem receber de R$8 mil a R$18 mil cada um; projetos inéditos de pesquisa e documentação sobre o desenvolvimento da capoeira no Brasil e exterior, no valor máximo de R$20 mil; apoio a acervos documentais, cujo aporte chegará até R$50 mil; projetos de utilização de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais, que podem receber até de R$30 mil.


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“Este projeto faz parte do intento do Minc em transformar a capoeira como instrumento de políticas públicas”, afirma o presidente da Fundação Gregório Matos, Paulo Costa Lima. O órgão coordenará o processo do edital. As inscrições abrem em 22 de outubro. O resultado da seleção sai em fevereiro. O valor destinado nesta edição é 29% superior ao anterior, quando foram premiados 74 projetos.

 

A solenidade de lançamento do programa Capoeira Viva congregou sábios capoeiristas de várias gerações, mas o homenageado, mestre João Pequeno, não pôde comparecer, por conta de problemas de saúde. Foi representado por uma neta. “Eu cumpri a missão que o mestre Pastinha me deu. Ajudei a manter o nome da capoeira angola e o dele que será eterno, graças a Deus”, disse à reportagem do Correio da Bahia, em casa, no bairro da Fazenda Coutos.

Patrimônio – A capoeira já é praticada em mais de cem países, mas o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, admite que o estado brasileiro peca em apoiá-la. “Temos que reconhecer que em alguns lugares na Europa e nos Estados Unidos, nossos capoeiristas são melhores tratados e recebidos do que no Brasil. Queremos mudar isso”.
Ferreira informou que o processo de tombamento da capoeira como patrimônio cultural brasileiro estará concluído até o fim do ano. “Nós devemos esperar o fim do Carnaval para fazermos o anúncio oficial que ocorrerá em Salvador”, explicou Ferreira. Mais informações sobre o edital no site www.capoeiraviva.org.br.

 

 

Universidade quer criar centro da arte-luta

Entre os projetos que concorrerão ao edital do Capoeira Viva, estará o da Universidade Federal de Bahia (Ufba), que pretende criar um centro de cursos, oficinas e memorial da capoeira. O núcleo será batizado de Aruandê – corruptela de Aruanda, que remete a Luanda, capital de Angola.

 
O pró-reitor de extensão da Ufba, Ordep Serra, informa que, além de professores da instituição, mestres de capoeira e o governo participaram do projeto. “É responsabilidade da universidade atuar neste processo de difusão da capoeira”.
 

A Ufba pretende outorgar o título de mestre de ofícios e saberes populares a capoeiristas. O Minc planeja fazer o mesmo. “É preciso reconhecer os saberes dos mestres para que eles possam ensinar nas universidades e nas escolas públicas sem a necessidade de um título acadêmico”, afirmou o ministro interino Juca Ferreira. Para o mestre Nenel, filho de mestre Bimba, existe ainda uma dificuldade na sociedade em reconhecer o conhecimento aprendido na rua pelos capoeiristas.

Flávio Costa
Correio da Bahia – Salvador,Brasil
http://www.correiodabahia.com.br

Documentário Brasil Paz no Mundo: Capoeira & Homenagem ao Diplomata morto

Brasil Paz no Mundo: Filme em homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello será exibido pela Radiobrás

Será exibido no próximo domingo, dia 19 de agosto, às 19h, na Radiobrás, o documentário Brasil Paz no Mundo. Realizado com o apoio do Ministério da Cultura, o filme documenta uma homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello, morto num atentado terrorista no dia 19 de agosto de 2003, em Bagdá, na sede local da Organização das Nações Unidas (ONU).

O documentário – que apresenta cenas de um ato em homenagem ao embaixador brasileiro realizado no Victoria Hall Theatre, em Genebra, um ano após o atentado – destaca a importância da Capoeira ser apoiada por uma política pública específica. Por ocasião do evento, o ministro Gilberto Gil relacionou a ação diplomática e a manifestação cultural como capazes de construir espíritos de camaradagem, inclusão, diálogo e paz no mundo.

"O nosso país celebra a arte do encontro, da resistência cultural e da fraternidade. É por isso que trago hoje à ONU capoeiristas de todo o mundo para homenagear a Sérgio Vieira e seus campanheiros e companheiras. Afinal, ninguém luta só, ninguém dança só", destacou Gil.

Ainda durante o encontro, o ministro da Cultura propôs a criação do Programa Nacional e Mundial da Capoeira: um projeto participativo que, além de levar em conta as demandas e necessidades dos capoeiristas, pretende difundir e valorizar a prática em todos os seus aspectos.

Leia o discurso que o ministro da Cultura proferiu em Genebra.

Documentário

Ao longo do filme também são exibidos depoimentos de alunos e mestres de capoeira que descrevem a importância que ela possui em suas vidas como fator de integração em suas comunidades. De acordo com o secretário executivo do MinC, Juca Ferreira, "é necessário fazer um movimento no sentido de resgate, de recuperação, de mudança de postura; e reconhecer a capoeira como uma manifestação cultural das mais importantes".

Juca também destacou o dever de preservar o saber dos mestres da capoeira ao invés de desapropiá-lo de suas verdadeiras origens. "A capoeira esta indissoluvelmente ligada ao saber de seus mestres. Devemos fortalecer esse saber e reconhecer a sua importância cultural", completa.

Brasil Paz no Mundo: Filme em homenagem ao diplomata Sérgio Vieira de Mello será exibido pela Radiobrás Combate permanente à violência

Sérgio Vieira de Mello foi um diplomata brasileiro que dedicou 34 anos da sua vida ao serviço das Nações Unidas. 
 
Sua atividade profissional foi relacionada à reconstrução de comunidades que sofreram as conseqüências de guerras e de violências extremas. O caráter humanista de sua formação associado ao talento para a negociação e defesa da democracia foram responsáveis pelo sucesso de muitas de suas iniciativas.

Seu desempenho é hoje a maior fonte inspiradora da perpetuação de sua memória e do permanente debate do seu pensamento. No site www.usp.br/svm/tnp é possível conferir vários artigos, pronunciamentos e entrevistas do diplomata, em vários momentos de sua carreira.

 

Fonte:

http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=28824&more=1&c=1&pb=1

(Renato Paiva)
(Comunicação Social/MinC)

Ministro da Cultura quer inclusão de “mestres sem diploma” em ensino formal

Rio, 25 (AE) – O Ministério da Cultura está atuando junto ao Ministério da Educação para que "mestres sem diploma", de "saberes informais", como por exemplo a capoeira , sejam reconhecidos e tenham a possibilidade de trabalhar no sistema formal de ensino.
 
O próprio ministro Gilberto Gil transmitiu a informação hoje durante a conferência de abertura do Fórum Cultural Mundial no Rio, com o tema "Arte e Cidadania".
 
Gil lembrou que a capoeira brasileira tem praticantes em diversos países e é "uma das razões por que (nós, brasileiros )somos amados" . O não reconhecimento dos capoeiristas "e mestres de tantas outras áreas da cultura brasileira" pelo sistema formal de educação "é uma limitação de cidadania, direitos e práticas reais", considera. Com o reconhecimento, essas pessoas poderiam "envelhecer transmitindo seus conhecimentos aos mais jovens".
Gil quer maior aproximação entre os dois Ministérios. "Penso que há coisas agora cujo avanço dependem de podermos reatar velhos laços com o Ministério da Educação e o sistema educacional do País, de construir pontes e corrigir os danos conseqüentes e inconseqüentes, ao mesmo tempo, de um divórcio que deixou muitos órfãos", disse. "O direito à cultura deve ser pensado como acesso à formação e à articulação como tal", afirmou também.
 
Depois, ao falar da cultura indígena, do convívio dos índios com a natureza, o ministro colocou como um desafio fazer com que "a produção de riqueza advinda dos conhecimentos ligados à biodiversidade ajudem a criar emprego e renda entre as populações que lhe deram origem". Argumentou: "onde está o valor senão na alta tecnologia imaterial desses conhecimentos (indígenas)?"
O ministro informou que o Ministério da Cultura está criando "formas de registrar os saberes e os sabores brasileiros e todo esse mundo criativo fora das escolas". Também está "flexibilizando as formas de registro autoral" que, de acordo com ele, por serem rígidas demais, acabam limitando o direito dos artistas.
 
"Hoje o reconhecimento dos saberes informais como tecnologia avançada começa a impulsionar um redesenho do próprio Estado brasileiro", disse. "Esses saberes desafiam uma redefinição da economia, da própria cultura, dos conceitos da propriedade intelectual e de valor", disse. 
 
Adriana Chiarini
Jornal do Estado – Curitiba, PR – Brasil
http://www.jornaldoestado.com.br 
 
 
Gil ressalta a Arte como “assimilação da cultura como cidadania”
Fonte: FCM
 
Neste sábado (25/11), na conferência de abertura da edição 2006 do Fórum Cultural Mundial, no Centro Cultural Ação da Cidadania, o ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil Moreira, presidente de honra do FCM 2006, afirmou que “Arte e Cidadania têm uma relação muito mais ampla do que se pode imaginar”. Gil conceituou Arte como uma das vertentes da Cultura, representando a assimilação da Cultura como Cidadania.
 
Falando a uma platéia integrada por pessoas de mais de 40 países, Gil registrou ainda que o crescimento da ação dos meios de comunicação eletrônicos, com ênfase para aqueles baseados na informática, como a internet, tem contribuído de forma significativa para a aceleração do processo de globalização, fato que interfere fortemente nos diversos ambientes culturais.
 
O ministro brasileiro assinalou que cada pessoa é um criador de arte em potencial. E chamou a atenção para a necessidade de os governos se transformarem em motores da cultura, apoiando e estimulando a criação artística, em todas as áreas, a fim de evitar que essa globalização provoque o fim de tradições culturais importantes para cada sociedade específica.
 
Além de Gilberto Gil, participaram da Conferência de Abertura "Arte e Cidadania" a professora Heloísa Buarque de Hollanda, como moderadora; o escritor indiano Vikram Seth; o chairman do BASA (Business and Arts South África, órgão de fomento à cultura da África do Sul), Ivan May; o secretário executivo do Convênio Andrés Bello, na Colômbia, Francisco Huerta Montalvo; e o criador do Teatro do Oprimido, Augusto Boal.
 
Foi de Boal, aliás, uma das melhores definições do encontro, merecedora de longos aplausos, ao abrir seu discurso dizendo que “palavras são meios de transporte, como o trem, a bicicleta e o avião; a palavra Cultura é um enorme caminhão que suporta qualquer carga”.

Ministro Gilberto Gil lança projeto – CAPOEIRA VIVA

O Ministério da Cultura, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras lançam o projeto “Capoeira Viva”, um programa nacional abrangente, que visa valorizar e promover a capoeira como bem cultural brasileiro.

Ministro Gilberto Gil lança projeto “Capoeira Viva”

O Ministério da Cultura, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras lançam o projeto “Capoeira Viva”, um programa nacional abrangente, que visa valorizar e promover a capoeira como bem cultural brasileiro.

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, repassará R$ 930 mil a iniciativas qualificadas que procuram fazer o reconhecimento da capoeira como uma das mais importantes manifestações culturais do país. O projeto apoiará oficinas, pesquisas, acervos culturais e atividades que usam a capoeira como instrumento de cidadania e inclusão social. O programa Capoeira Viva concederá apoio financeiro a projetos de estudos e pesquisas no valor de R$ 20 mil, num total de R$ 360 mil; para as ações sócio-educativas doará cerca de R$ 300 mil, e para apoio a acervos documentais, o projeto repassará R$ 270 mil.

O “Capoeira Viva” promoverá a realização de seminários nacionais sobre a capoeira, a criação de um site sobre o tema e a escolha de 50 mestres que, por sua história de vida, sua participação na preservação da capoeira, na formação de outros mestres e por sua importância regional, receberão bolsas de estudo a fim de que, por meio de oficinas e palestras, possam dar seus depoimentos e subsidiar estudos e publicações futuras sobre a capoeira.

O Museu da República, no Rio de Janeiro, foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar o projeto pelo seu caráter simbólico: foi a foi a sede da Presidência da República do Brasil, entre 1897 e 1960. “Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso País. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil”, afirma o diretor do Museu da República, Ricardo Vieiralves.

Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, a capoeira foi perseguida e considerada ato criminoso, além de associada a uma infinidade de preconceitos e discriminações. O tema vem sendo bastante investigado e não faltam pesquisas sobre ele. Apesar da profusão de fontes, as polêmicas sobre o assunto se justificam pela dificuldade em encontrar documentos que relatem a vida dos escravos no Brasil. Isso porque, com o intuito de apagar da memória brasileira essa "lamentável lembrança", Rui Barbosa, ministro da Fazenda em 1890, mandou queimar todos os papéis que se referiam à escravidão. Neste ano, a prática de capoeira foi proibida. Quem a praticasse poderia ser punido com até seis meses de detenção. A interdição perdurou até 1937. Um momento importante ocorreu em 1953, quando Manuel dos Reis Machado, o mestre Bimba, e seus discípulos, apresentaram-se no palácio do governo da Bahia, numa demonstração especial para o presidente Getúlio Vargas.

Hoje, a capoeira é esporte, cultura e fator de transformação social, de exercício crítico da cidadania e da conscientização pessoal questionadora e até modificadora das estruturas sociais. Enquanto instrumento de educação, a capoeira apresenta possibilidades de formação de crianças e jovens, principalmente no que se refere à integridade física, psicológica e social.

Apresentação

O Ministério da Cultura do Brasil, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras têm a honra de proporcionar aos capoeiristas de todo o Brasil o primeiro Programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro – Capoeira Viva.

O Museu da República foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar este projeto pelo caráter simbólico que este ato promove. Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso País. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil.

Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, foi perseguida pela Polícia do Estado Republicano, considerada ato criminoso, e associada a uma infinidade de preconceitos e atos discriminatórios. O Museu da República, que foi a sede da Presidência da República do Brasil, de 1897 a 1960, resgata esta dívida republicana e reconhece a Capoeira como uma expressão brasileira de valor imprescindível para o Patrimônio Cultural Nacional.

O Ministro Gilberto Gil e o Secretário Executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, são os responsáveis por este belo ato de reconhecimento e apoio à Capoeira em todo o Brasil. Pela primeira vez na história republicana o Estado apóia um programa nacional abrangente, que incluirá: seminários reflexivos, ações educativas, recuperação de acervo e memória e, principalmente, a realização de uma justa homenagem aos GRANDES MESTRES da Capoeira no Brasil.

O Ministério da Cultura, coerente com o seu plano de trabalho, que considera a diversidade cultural o bem maior de nosso País, sabe que apoiar a Capoeira é, sem dúvida alguma, amar o Brasil.

Esperamos que este Programa tenha a adesão de todos os capoeiristas brasileiros.

Nossos sinceros agradecimentos à Petrobras pelo seu compromisso com o Brasil.

Rio de Janeiro, nos 117 anos da Proclamação da República.

Ricardo Vieiralves

Diretor do Museu da República

Mestre Pinatti: Livro e novo e-mail na Roda do Mundo

Quanto ao LIVRO!
 
O Mestre ítalo-brasileiro Djamir Pinatti é um dos veteranos da capoeira paulista. Ao lado de Paulo Limão, Paulo Gomes, Suassuna, Silvestre, Brasília, Joel, Gilvan, Grande e tantos outros, fez com que a capoeira adentrasse  no seleto cardápio cultural e desportivo da Terra da Garoa, principalmente nos idos dos anos 60 e 70.
 
Quarenta anos depois, Mestre Pinatti continua em plena forma e em atividade. Sua Associação São Bento Pequeno, fundada em 1969, uma parceria feita com os mestres Paulão e o saudoso Paulo Limão, tem endereço certo: Rua do Vergueiro, 2684, próximo ao metro Ana Rosa.
Em seu acervo particular, que mereceria uma Sala Especial na Biblioteca Mário de Andrade, Pinatti mantém documentos preciosismos da História da Capoeiragem paulista e paulistana, e mesmo dos demais estados. Será impossível, apenas para dar pequeno exemplo,  conhecer a história completa da Federação Paulista de Capoeira (FPC), fundada em 1974, sem recorrer a seu acervo.
 
Mestre Pinatti, nesse momento,  está em mais uma grande missão: condensar seu precioso acervo capoeirístico em um livro:  “Capoeiras de São Paulo: da gestão federativa a capoeiragem livre como o vento”.
 
 Segundo o mestre-pesquisador-autor, a parte mais complexa deste “jogo” é decidir o que deverá ser incluído e o que deverá ficar de fora.
–  “Pois tudo é história, tudo é importante; todos os mestres, antigos ou atuais, foram e são essenciais para nossa arte; é uma construção coletiva”, professora o mestre.
–  “Apenas os documentos que estoquei sobre os saudosos Paulo Limão e Paulo Gomes, seriam mais do que suficientes para justificar um livro de garantido sucesso editorial”, arremata Pinatti.
 
Com sorte, até o final deste ano de 2006, estaremos sendo convidados a participar de lançamentos itinerantes desse livro. Ciclo que percorrerá a maioria dos estados brasileiros, começando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Realizada a Etapa Brasil, mestre Pinatti deverá fazer lançamentos nos Consulados Brasileiros de Roma, Bélgica, França, Espanha e Portugal.
O primeiro grande passo, entretanto, no que tange a lançamentos, enfatiza Mestre Pinatti, será presentear os Ministros Agnelo Queiroz (Esportes) e Gilberto Gil (Cultura) com um exemplar:  É ponto de honra:
“Quero fazer um jogo de capoeira com o Ministro Agnelo – que é capoeirista – no hall de entrada da Esplanada dos Ministérios, com o Senhor Ministro da Cultura, o Administrador-Compositor-Cantor Gilberto Gil, entoando “Berimbau”, linda composição de Vinicius de Moraes e Baden Powell, já considerada, até pela sutiliza de suas mensagens, o Hino da Capoeiragem.
 
Quanto ao novo endereço eletrônico (e-mail) de Mestre Pinatti
Para facilitar e incrementar a troca de e-mail sobre Capoeiragem Mestre Djamir Pinatti resolveu estabelecer um endereço específico: mestrepinatti@terra.com.br
Com muito prazer continuará recebendo e interagindo com todo aquele que estiver interessado em trocar informações sobre Teoria e Prática da Capoeiragem. Mas que usem tão somente o endereço acima, através do provedor TERRA.  Não mais utilizando, portanto, o e-mail que vinha sendo utilizado (do provedor BOL). Pois esse está fora da Roda da Capoeira.
  
Milton Cezar Ribeiro
São Paulo, Capital, 19.Mar.2006
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 65 – de 19 a 25/Mar de 2006