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Nota de Falecimento: Frede Abreu

Morreu hoje o Professor Frede Abreu, aos 66 anos, em Salvador, vítima de Hepatite C

Considerado por muitos o maior estudioso de capoeira do mundo, morreu ontem o pesquisador Frederico José de Abreu, 66 anos, que faria aniversário amanhã, faleceu hoje no Hospital Portugês. Autor dos principais livros sobre capoeira do país.

A memória dos principais mestres de capoeira da Bahia deve a ele, que nas últimas décadas se tornou referência internacional. Fundador do Instituto Jair Moura, Frede tinha um acervo com mais de 40 mil títulos, entre livros, recortes de jornais, revistas, CDs, fotos e vídeos. A partir de documentos e jornais antigos, Frede construiu obras obras importantes como Capoeiras: Bahia Século XIX, Bimba é Bamba: capoeira no ringue, Pastinha, Cobrinha Verde, Mestre Canjiquinha, o Barracão do Mestre Waldemar, Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão… Mesmo doente nos últimos meses, Frede não parou de produzir. Tinha pelo menos três livros editados para ser lançado:  Manuscritos do Mestre Pastinha, Como Eu Penso (Livro de poesias de Pastinha), além de Mestre Najé, o capoeirista que Lutou até a Morte.

Trabalhou no projeto Axé, ajudou financeiramente e intelectualmente mestre João Pequeno, Fundação Mestre Bimba, Projeto Mandinga e diversos outros grupos…

Frede foi consultor do inventário que tombou a capoeira como patrimônio cultural do Brasil, em 2008.

Ultimamente, trabalhava na biblioteca do Instituto Mauá, no Pelourinho… Frede lutava havia um ano contra uma hepatite C. Ontem, não resistiu a uma infecção generalizada.

O corpo será cremado amanhã (sexta) no Cemitério Jardim da Saudade, as 13hs.

 

O Legado e a Obra de um dos mais carismaticos personagens da nossa capoeiragem... Mestre Frede

Compilação da Imagem: Vinícius Heime

Amigos lamentam a morte de Fred Abreu

  • Hélio, morador do Rio Vermelho:

“A Capoeira perde um grande capoeirista, o amigo Fred Abreu. Um capoeirista pertencente a todos os grupos e a elite da grande roda das idéias. Um pesquisador, escritor, amigo, orientador, detentor de um grande acervo de Capoeira, sempre de bom humor e acolhendo com seu dialogo amigo brasileiros e estrangeiros. Fred entre tantas homenagens pertence ao QUADRO DE HONRA DA FUNDAÇÃO MESTRE BIMBA, homenagem recebida no último dia 7/7/2013. Mas, a grande homenagem é pertencer ao coração de cada capoeirista por ser um homem de bem. Uma perda imensurável para a Capoeira.”

 

 

  • Vinicius Heime, Professor e Discipulo de Gladson

 

Fez sua passagem hoje o Mestre Frede Abreu, um dos mais atuantes ativistas, pesquisador, estudioso e escritor da Capoeira. Autor de uma vasta obra sobre temas diversos relacionados à Capoeira, todas escritas com muita competência e dedicação! Idealizador e gestor do maior acervo (com mais de 40 mil títulos) em livros, jornais, revistas e documentos relacionados à Capoeira. 

Entre suas obras estão os livros Bahia Século XIX, Bimba é Bamba: Capoeira no Ringue, Pastinha, Cobrinha Verde, Mestre Canjiquinha, O Barracão do Mestre Waldemar, Macaco Beleza e o Massacre do Tabuão, entre outros. Participou de diversos projetos relacionados à Capoeira! 

O seu legado estará sempre vivo como exemplo de dedicação, de valorização, de zelo e de amor pela Capoeira, sua história e seus atores! Que Mestre Bimba, Pastinha, Canjiquinha, Ezequiel e tantos outros lhe recebam de braços abertos numa grande Roda lá no céu! Axé e Luz!

 

  • Luciano Milani, Editor do Portal Capoeira:

Pesquisador incansável, e confesso, um dos pilares motores do meu trabalho, Frede nunca irá deixar de estar presente em todas as rodas, encontros e onde quer que a nossa capoeira se fizer presente…

Frede era uma destas pessoas que fazia tanta pela nossa capoeiragem… fazia sem olhar a quem… fazia pelo simples e mais lindo dos motivos… fazia apenas por que tinha um coração enorme de capoeirista… repleto de vontade de compartilhar suas preciosidades… era capaz de abrir as portas de sua casa de forma apaixonada podia passar horas falando sobre a nossa cultura, nossa arte…

Foi assim que conheci Frede e me deslumbrei com o seu acervo, sua generosidade, a sua paixão e pluralidade por todas as manifestações da cultura popular….

 

  • Pedro Abib, Professor, Pesquisador e Colunista do Portal Capoeira:

O grande FREDE ABREU nos deixou na tarde de ontem. Tristeza enorme !!!

Um dos maiores conhecedores da nobre arte da capoeiragem…mas acima de tudo, um homem generoso, que a todos acolhia e ajudava. Minha dívida com ele é enorme !!!

Um ser humano daqueles que deixam marcas que não se apagarão jamais na sua passagem pela terra. Fique em paz, aí nas terras de Aruanda !!!!

 

Nós do Portal Capoeira prestamos a nossa homenagem assim como as mais sinceras condolências a todos os amigos e principalmente a família Abreu…. por esta perda.

Downloads da Capoeira

O Portal Capoeira provem uma enorme biblioteca virtual com os mais importantes documentos, manuscritos, músicas, livros, videos e biografias da capoeira. Uma importante e fundamental ferramenta de conhecimento!

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Crônica: Pensando bem, aprendi mais do que ensinei!

Deficientes. Insuficientes?  Imperfeitos? Aqui vão alguns exemplos.
 
Quando ouvi este termo pela primeira vez imaginava algo anormal e o sentimento que me tomava era o de pena. Então comecei a vê-los pelas ruas. Transitando em suas cadeiras de rodas, com ajuda de tutores e bengalas. Caminhando com dificuldades, porém sempre presentes em todos os cantos.
 
Fui crescendo e comecei a morar perto de alguns, estudar com outros e dividir os mesmo espaços de trabalho e lazer. Percebi que nos seus olhares havia algo diferente. Talvez piedade? Talvez compaixão? Não! Certamente estes não eram os sentimentos que brilhavam em suas pupilas.
 
Então, eu já escutava o que tinham para falar. Alguns não falavam, expressavam-se corporalmente. Outros falavam demais, pois ninguém os queria ouvir. Mas alguma mensagem sempre ficava na minha mente. Cadeirantes, na maioria das vezes com seqüelas de acidentes ou paralisias na infância comunicam-se perfeitamente. Com tudo em pessoas com problemas mentais e dependendo do nível da deficiência, o diálogo se torna mais difícil, porém não menos perfeito. O corpo fala e para bom entendedor pingo é letra. Tem muita gente que fala, fala e tu não entendes é nada!
 
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Na foto a aluna Luciana e o professor Beija Flor
Clique na Imagem para ampliar…

Um dia, conheci pelas ruas o Paulinho. Depois fiquei sabendo que se tratava do Mestre Paulo Duarte da academia Zumbi dos Palmares. Uma das primeiras do ABC Paulista, pioneira mesmo. Cadeirante, Mestre Paulo trabalha atualmente na Prefeitura de São Bernardo do Campo, nas bibliotecas públicas. Vítima de um grave acidente de carro, Paulinho ficou paraplégico. Memória viva da capoeira aparece em fotos ao lado de Pastinha. Há algum tempo atrás, ele cruzou a América Latina a bordo de um carro. Um Gol 1000. Adaptado por ele e sem nenhum conforto. Detalhe; sozinho e sem algum tipo de patrocínio. Agora está prestes a sair em aventura até os Estados Unidos. A bordo de seu carro! Cruzará o oceano de navio e seguirá viajem. Pergunto-me qual é a dificuldade dele. Às vezes não vamos daqui até ali por preguiça ou um simples resfriado. Mas certamente a história do Mestre Paulo Duarte está registrada em poucas mentes.
 
Sempre lembro do Paulinho e suas convicções. Uma delas é a de que “você tem surpresas na vida e ela te coloca em caminhos nunca antes percorridos”. Foi bem assim que aconteceu no momento que finalizei uma aula de educação corporal para alunos do ensino médio de uma grande rede de ensino privado na cidade de Santo André em São Paulo. Alunos ditos “normais” e que me davam um enorme trabalho pela rebeldia e falta de compromisso com o futuro. A escola tinha um programa de atividades com a APAE, que oferece tratamento a deficientes físicos e mentais, e enquanto saíamos, cerca de trinta portadores das mais diversas disfunções mentais entravam para começar a atividade com uma terapeuta. A minha sorte foi que ela não pôde chegar e ministrei uma aula de iniciação à capoeira para a turma. Incluindo prática corporal e instrumentação.      
 
Guardo esta aula como uma das melhores. Foi incrível o retorno desta galera, que me deu menos trabalho que a anterior e enorme satisfação. Experimentaram novas propostas de aprendizagem, enxergaram o mundo de cabeça para baixo e aproveitaram ao máximo todas as possibilidades que a capoeira contempla. Ao final, o que mais me tocou foi uma gota. Sim uma gota. Uma garota, que devia ter por volta dos seus 17 anos com deficiência mental moderada insistiu durante uma hora para segurar o berimbau. Às vezes eu me aproximava dela e dava uma dica. Mas percebi que ela queria solucionar o problema sozinha. Deixei; mas não tirava o olho de sua luta. Foi então que ela tirou três notas do instrumento. E por mais simples que pareça, isto a emocionou e a fez derrubar uma lágrima. Conclui com isto que pequenas bobagens para alguns são grandes conquistas para outros! Isto me fez refletir sobre a importância que “deficientes” demonstram perante a vida e suas conquistas. Como minha querida aluna formada Luciana e seu parceiro de treinamento o Ivan. A Lú, está com 22 anos e o Ivan com 45 anos. São portadores de síndrome de down e a capacidade de aprendizado deles é surpreendente. Dias com aulas de capoeira são os dias mais importantes da semana. Respondem muito bem do ponto de vista motor e cognitivo. Sem falar do lado afetivo aflorado. Se eles simpatizam com alguém, são amigos para sempre.
 
O Ivan por estes dias, conseguiu realizar um macaco, movimento característico da capoeira. Ao jeito, dele. Mas foi o macaco mais comemorado que já vi. Na roda, tenho que alertá-lo para não soltar toda hora, pois ele gostou mesmo do movimento.
 
A história dos dois é algo curioso. O Sr.Roberto, pai da Lú, saiu da maternidade transtornado com a notícia de que sua filha era down. Isto no nascimento da Luciana; há 22 anos atrás. Ficou abalado e dirigindo pelas ruas atropelou um garoto com cerca de 20 e poucos anos. Desceu do carro para prestar o socorro e se deparou com o Ivan, down também, levantando do chão com dificuldades e meio atordoado. Aquele pai, desiludido com a notícia que acabara de receber, se emocionou e perguntou ao garoto o que podia fazer a mais por ele além do socorro. O Ivan respondeu que seu grande sonho era ser músico. E então, o Sr.Roberto passou a ensinar o que sabia sobre ritmo e música ao mais novo amigo. E mais, este fato o deu força para aceitar e se orgulhar de sua maravilhosa filha que acabava de chegar ao mundo.
 
O Ivan está até hoje próximo do Sr.Roberto e de sua família. Ele é quem conta o maior número de histórias interessantes lá na academia em dia de treino. É campeão de patinação in line e já viajou por todos continentes. Assim como a Lú.
Ela, por sua vez, já se formou na capoeira e tenho muito orgulho de vê-la desenvolvendo o seu jogo dentro da roda. De fato, necessitam cuidados particulares do ponto de vista anatômico e fisiológico. Mas o ensino é realizado juntamente com os demais alunos da academia. Sem nenhuma diferenciação. Os dois portadores de síndrome de down. Os dois portadores de muita alegria e ótimo bom astral.
 
Com um pouco mais de dificuldades em se locomover, porém com a mesma coragem, recordo de meu amigo Renato. Vítima de um acidente enquanto mergulhava de uma pedra em alguma cachoeira, Renato teve um comprometimento medular grave o que prejudicou drasticamente os seus movimentos. Cursei o ensino médio com ele e nossa sala era no quarto andar. Até hoje não entendo como nossos “engenheiros” não pensam neste pequeno detalhe ao construir estes prédios sem adaptação alguma aos que necessitam. E como é “burrocrático” (desculpe o neologismo) para alguns a simples mudança de uma sala de aula. Subíamos com o Renato as escadas até a sala todos os dias e descíamos ao final. Ele não tinha controle sobre os músculos da bexiga e usava um reservatório com uma adaptação para eliminar a urina. Tinha uma criatividade incrível. Como não dominava também os movimentos da mão, construiu um adaptador para que pudesse escrever.
Hoje o Renato é um advogado respeitado e muito requisitado. Como ver um cadeirante, nestas condições, se expressando na roda de capoeira e não se emocionar? Cantando, tocando o berimbau, fazendo das rodas as suas pernas e muitas vezes até saindo da cadeira para jogar e conhecendo novas perspectivas. E com isto, não quebrarmos as nossas fronteiras para entendermos que tudo é uma questão de força de vontade e otimismo.
 
Assim, quando recebi o convite do Luciano Milani para contribuir com esta coluna, me senti muito emocionado em poder falar do Mestre Paulo, da Luciana e do Ivan, da galerinha da APAE, do Renato e de muitos outros exemplos que tive de superação e de companheirismo. Pensei em escrever sobre métodos, procedimentos e características sobre e trabalho adaptado com a capoeira. Mas no momento que comecei a refletir sobre o tema capoeira sem fronteiras, me deu uma enorme vontade de mostrar o lado humano, vitorioso e na maioria das vezes despercebido desta gente. Uma galera que se supera. Dança, canta, ginga, joga, ensina e vive com uma intensidade ímpar.
E quando você enxergar na roda de capoeira uma luz enorme iluminando um jogador, não se espante, é o dedo do criador que está derrubando as fronteiras do preconceito!
 
Muito Axé e Saúde a todos!
 
Professor Beija-Flor
Ricardo Costa
São Bernardo do Campo/SP
 
 

O Jogo da Capoeira – Coleção Recôncavo n.3

Mais uma vez o Portal Capoeira trás mais uma obra de enorme valor histórico,  em colaboração com o camarada Bruno Souza e Cris Young, conhecidos na capoeiragem como: Teimosia e Cantor. É um enorme prazer poder compartilhar com todos os amigos e leitores do nosso site uma obra rara como esta, sempre lembrando que boa informação é aquela que é compartilhada…
 
O Documento em questão foi editado pela Tipografia Beneditina em 1951, e distribuido pela Livraria Turista, Salvador – BR.
Deste caderno de nº 3, da Coleção Recôncavo, organizada por K. Paulo Hebeisen, foram tiradas apenas 1500 cópias sendo que a cada uma delas foi atribuido um numero de 1 a 1500, rúbricados pelo artista. ( este que está sendo partilhado é o de número 146 )
 
O JOGO DA CAPOEIRA – 24 DESENHOS DE CARYBÉ é sem dúvida nenhuma uma obra de arte e uma preciosidade!!!
 
Uma leitura leve e agradavel, recheada com as fantásticas ilustrações de Hector Julio Páride Bernabó – Carybé.
 

Hector Julio Páride Bernabó – Carybé (Lanús, Argentina, 7 de fevereiro de 1911 – Salvador, BA, Brasil, 2 de outubro de 1997).
 
Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, ceramista, escultor, muralista, pesquisador, historiador, jornalista
 
Fez 5 mil trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços. Desenhou para livros de Jorge Amado. Era obá de Xangô, posto honorífico do candomblé. Morreu do coração durante uma sessão num terreiro de candomblé.
 
Uma parte da obra de Carybé se encontra no Museu Afro-Brasileiro de Salvador, são 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia. Cada prancha apresenta um orixá com suas armas e animal litúrgico. Foram confeccionadas em madeira de cedro, com trabalhos de entalhe e incrustações de materiais diversos, para atender a uma encomenda do antigo Banco da Bahia S.A., atual Banco BBM S.A., que os instalou em sua agência da Avenida Sete de Setembro, no ano de 1968.

Dicionário da Capoeira

O site www.lmilani.com propõem a participação da comunidade capoeirista para juntos organizarmos, um vasto e democrático dicionário da capoeira…
 
A idéia é poder relacionar o mais vasto número de termos e vocabúlos existentes no universo da Capoeira.
Cada termo, ou palavra deverá ser tratada de maneira única e através da ajuda de todos poderemos construir um enorme glossário da Capoeira de maneira positiva e democrática, disponível para todos há qualquer hora e de qualquer lugar.
 

Entrevista do Amigo e Capoeirista Julio Ikeda, Graduado Japones

Entrevista do Amigo e Capoeirista Julio Ikeda, Graduado Japones, que atualmente esta desenvolvendo seu trabalho na terra do sol.
Ele conta como começou na capoeira e a inter relação das culturas… "A capoeira no Japão"
 

01 – COMO FOI SEU PRIMEIRO CONTATO COM A ARTE DA CAPOEIRA?
 
JAPONÊS: Meu Pai era professor de judô e me disse que gostaria que eu praticasse um esporte dizendo que era o melhor caminho para se educar um filho atitude de um Pai com grande sabedoria e inteligência que me ensina muito até hoje! Então saímos para procurar uma modalidade fomos ver o karate o kung fu e a Capoeira ao chegar a uma academia de capoeira estava tendo uma roda aquela musica e aquelas pessoas jogando foram me envolvendo por inteiro fiquei louco para treinar, lembro da minha ansiedade quando saímos para procurar uma academia perto da casa que morávamos e achamos o grupo cordão de ouro com o estagiário Thiane na época corda azul do mestre Suassuna era no Tremembé, bairro próximo a minha casa, lembro bem da minha primeira aula me deixou gingando e fazendo meia lua de frente e queixada por cima de um cavalete boas lembranças…
 
02 – COMO FOI SUA CAMINHADA NA CAPOEIRA ANTES DE ENTRAR PARA O GRUPO HERANÇA CULTURAL CAPOEIRA?
 
JAPONÊS: Iniciei capoeira em 1978 com Thiane estagiário do Mestre Suassuna posteriormente treinei na academia do Mestre Suassuna onde senti uma vibração enorme e hoje entendo porque ele é tão respeitado lembranças do falecido Biriba, Risadinha, Dal (minhoca), Marcelo Caveirinha, Thiane, Flavio Tucano etc… Grandes mestres participavam de suas rodas… Inesquecível! Após este período treinei com risadinha ele abriu uma academia na Maestro vila lobos rua no qual eu morava aquela época no Tucuruvi. treinei com ele até ele fundar o filho de Zambi,depois acabei me afastando por um longo período voltei a treinar com então mestre Zambi(risadinha)na quadra orion no mandaqui após sumiço inesperado do mestre !Procurei outro grupo conhecendo o Mestre Catitu no qual estou até hoje!Na minha vida de capoeira trago comigo enorme respeito por todos que conheci muitos pararam muitos se tornaram muito conhecidos, mas eu parabenizo aqueles que carregaram em sua alma o espírito de um verdadeiro capoeirista. 
 
03 – O QUE TE FEZ ENTRAR PARA O GRUPO HERANÇA CULTURAL?
 
JAPONÊS: Bom quando mestre Zambi sumiu do lugar onde ele dava suas aulas fiquei meio chateado na época achei que não considerava os seus alunos eu amo a capoeira e ela esta em todo lugar então resolvi procurar outro grupo. Encontrei o Mestre Catitu voltei a treinar na academia Gaviões do Karate com instrutor Ligeirinho e o Mestre dava suas aulas lá também percebi que o Mestre se integrava muito com seus alunos ganhando minha admiração e respeito ,e assim sendo como manda a tradição criei uma vontade imensa de ajudar o Grupo fazendo a minha parte como integrante do grupo nunca quis aparecer e até hoje sou assim sei o que vi e passei na vida de capoeirista e para mim o mais importante é o que sinto não o que vou provar para os outros por isso hoje faço meu trabalho somando tudo que aprendi na minha vida inteira assim como todos que trabalham com a Capoeira com a própria interpretação! Gostaria de salientar que admiro muito mestre Zambi e aprendi muito com ele sendo muito grato a ele ainda mais sendo o primeiro aluno dele. 
 
04 – COMO ESTÁ SEU TRABALHO NO JAPÃO E QUE VISÃO VOCÊ TEM PARA ESSE TRABALHO?
 
JAPONÊS: Meu trabalho no Japão esta em um ótimo ritmo tem hoje a oportunidade de apresentar a capoeira nas univerdades japonesas por todo o Japão por intermédio da presidente da associação internacional de cultura motivo pelo qual acho a importância deste trabalho enorme para o mundo da capoeira, pois estamos apresentando a nossa arte para uma cultura milenar em um Pais de enorme desenvolvimento tecnológico com uma igualdade social incrível sendo assim destacasse quem tem o que dizer e não quem tem mais dinheiro, pois todos ganham um equivalente, para ter uma vida com dignidade. Como dou aula em uma escola brasileira vejo a importância do meu trabalho no dia a dia iniciei o trabalho há um mês e percebi que a capoeira poderia abrir as portas de uma maneira bastante saudável para eles ,eu trabalho a capoeira para o desenvolvimento total da mente e do corpo e estou totalmente satisfeito com os resultados tive um amadurecimento enorme neste Pais e hoje sinto muita segurança no meu trabalho .Meu objetivo e mostrar aos políticos brasileiros que somos felizes pelo que somos e não pelo que temos e por este caminho poder ajudar meu Pais através de uma grande conscientização.
 
05 – COMO ESTÁ A ACEITAÇÃO DA CAPOEIRA NO JAPÃO?
 
JAPONÊS: Ainda estou trabalhando para divulga – lá atingi um publico que forma opiniões um publico de alto nível intelectual universitário e Professores das universidades e sinto um interesse enorme pela arte Capoeira japonês entusiasmadíssimos pelo poder da Capoeira. Quero muito iniciar um trabalho pra japoneses mesmo podendo assim enraizar a nossa cultura e semear bons frutos respeitando a tradição e os ensinamentos de mestre Bimba e Pastinha e tantos Mestres de Capoeira ,respeitar a ideologia da capoeira que nasceu para lutar pela liberdade e contra o preconceito racial objetivos nobres que tornam a capoeira mais de que um esporte uma filosofia de vida. axé Japonês Capoeira 
Julio Ikeda - Graduado Japones

IÊ CAPOEIRA ENTREVISTA – GRADUADO JAPONÊS 
Entrevista autorizada para divulgação por Julio Ikeda – [email protected]
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Dicionário da Capoeira.

O site –  www.lmilani.com – propõem a participação da comunidade capoeirista para juntos organizarmos, um vasto e democrático dicionário da capoeira…
 

A idéia é poder relacionar o mais vasto número de termos e vocabúlos existentes no universo da Capoeira.
Cada termo, ou palavra deverá ser tratada de maneira única e através da ajuda de todos poderemos construir um enorme glossário da Capoeira de maneira positiva e democrática, disponivel para todos há qualquer hora e de qualquer lugar.