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Literatura de Cordel: Bloco Cacique de Ramos

LITERATURA DE CORDEL CONTA A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS

 

 

Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de jovens de Ramos, Olaria e Bonsucesso, fundava um pequeno bloco sem maiores pretensões. 50 anos depois, este bloco tornou-se um mito do carnaval brasileiro e sua quadra abriga um pagode onde passaram os maiores nomes do samba brasileiro e muitos ali foram revelados. É o Cacique de Ramos, patrimônio cultural do Rio de Janeiro. E pra contar a sua trajetória, o poeta popular Victor Alvim, conhecido também como “Lobisomem”, escreveu sua história no formato da tradicional LITERATURA DE CORDEL.

 

“Freqüentador da roda de samba do Cacique de Ramos, o autor tinha o rascunho deste cordel guardado há cerca de 5 anos e decidiu continuar a missão de terminar o texto para homenagear o bloco no seu cinqüentenário

 

 

“…O Brasil é terra rica

Na arte e na cultura

E tudo que vem do povo

Na sua expressão mais pura

É obra que emociona

Até a alma mais dura

 

E foi um dos grandes blocos

Que me chamou atenção

Despertou meu interesse

E tocou meu coração

Se tornando para mim

Fonte de inspiração

 

 

Um bloco muito animado

E também tradicional

Que arrasta multidões

Fenômeno sem igual

É o Cacique de Ramos

Um dos reis do carnaval…”

 

 

 

Pesquisando em livros, discos, jornais, vídeos e conversando com integrantes novos e antigos da agremiação, Victor reuniu as informações básicas que precisava para escrever. A origem das 3 famílias que fundaram o bloco; a rivalidade com o bloco “Bafo da Onça” do bairro do Catumbi; grandes nomes que passaram pela sua quadra e outros detalhes importantes.

 

 

“…E com essas três famílias

De Ramos e Olaria

Um capítulo importante

Do carnaval surgiria

Mas isso naquele tempo

Ninguém imaginaria

 

As mulheres já queriam

Dos grupos participar

As irmãs e namoradas

Foram reivindicar

Rapidamente atendidas Conquistaram seu lugar

 

E assim dessa maneira

Um novo bloco nasceu

O “Cacique Boa Boca”

De repente apareceu

Em homenagem aos índios

Esse nome se escolheu

 

 


Na década de 60

 

Começou a sua história

No ano 61

Registrado na memória

O Cacique começou

Sua carreira com glória…”

 

 

 

Conversas com Bira Presidente e Sereno, fundadores do bloco e integrantes do grupo Fundo de Quintal, foram primordiais para esclarecer dúvidas sobre nomes e fatos importantes.

 

 

“ …Na fundação do Cacique

Também temos que lembrar

De Ênio, Mendes e Dida

Everaldo e Alomar

E outras tantas figuras

Que é difícil enumerar…”

 

 

Membros da diretoria do Cacique como Tuninho Cabral, Ronaldo Felipe e Renatinho Partideiro, membros da diretoria e apaixonados pelo Cacique foram grandes colaboradores e incentivadores para que o cordelista publicasse o livreto ainda em tempo para as comemorações dos 50 anos do Cacique de Ramos que começam na próxima quinta feira dia 20 de janeiro na sede da Rua Uranos, 1326.

 

 

“…O bloco que começou

Somente por diversão

De uma turma de jovens

Sem nenhuma pretensão

Que jamais imaginavam

Que cumpriam uma missão

 

Que começou no subúrbio

Do velho Rio de Janeiro

Cresceu, ficou conhecido

Por esse Brasil inteiro

Transformando-se num mito

Do carnaval brasileiro

 

O Cacique é referência

Na música brasileira

Vem gente do Brasil todo

E até de terra estrangeira

Pra conhecer o Cacique

E a sua tamarineira

 

Desejamos ao Cacique

Um feliz aniversário

Parabéns por sua história

E pelo cinquentário

Vida longa e muito samba

Aguardando o centenário! …”

 

 

 

 

O AUTOR

 

 

“Lobisomem” é o apelido de Victor Alvim Itahim Garcia nascido no Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1973 na maternidade São Sebastião, filho de Joe Garcia e Nádia Itahim Garcia.

É capoeirista, discípulo de Mestre Camisa e membro da ABADÁ-CAPOEIRA. Compositor e poeta popular, foi eleito em 2007 para ocupar, na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a cadeira de nº. 27, tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês.

Publicou recentemente os folhetos “A Fantástica História de Zeca Pagodinho e o Disco Voador” e “O Maravilhoso Encontro de São Jorge com Jorge Benjor”.

Tem como objetivo maior sempre divulgar e elevar o nome da capoeira, do samba, da literatura de cordel e de toda a cultura popular brasileira.

 

 

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www.quintal-do-lobisomem.blogspot.com

Lançamento: Mestre Gigante – O Canto do Berimbauman

No dia 19, uma terça-feira, Mestre Gigante estará lançando novo CD: O Canto do Berimbauman, na Casa da Mandinga, em Salvador.

O trabalho intitulado O Canto do Berimbauman, foi produzido com apoio do Projeto Capoeira Viva, que tem o objetivo de fomentar políticas públicas para a valorização e a promoção da Capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.

A cerimônia de lançamento está marcada para as 10h e será seguida de feijoada e roda de capoeira.

A Casa da Mandinga fica na Rua Comendador José Alves Ferreira, 160, Garcia.

 

O CD de Mestre Gigante estará a venda no local a R$ 20,00

Brasilia: Cânticos populares, cantigas e cantadores de capoeira

Quem mora em Brasília e aprecia a riqueza musical da capoeira tem uma boa opção para 19 de maio. Nesse dia, o Centro Cultural Porão Capoeira Tabosa e o Centro de Iniciação Desportiva (CID) da cidade do Núcleo Bandeirante (DF) realizam, a partir das 14:30 h, o IV Ciclo de Palestras, cujo tema será “Cânticos populares, cantigas e cantadores de capoeira”.
A palestra fará uma “viagem” pelos ritmos, rituais e tradições da cultura popular brasileira através da capoeira. A atividade, coordenada Mestre Fred Guaraná, acontece no Espaço Garcia Neto, na praça da administração do Núcleo Bandeirante. A entrada é franca.
 
Informações: (55 61) 3380-1227 e  9814-4814
 
 
* Mano Lima é jornalista, editor dos sítios www.portalcapoeira.com, www.jornalmundocapoeira.com
e  autor dos livros "Dicionário de Capoeira" e "Eu, você e a capoeira"
 

Capoeira Angola: Encontro internacional reúne capoeiristas em Salvador

Nesta quarta-feira (04) acontece em Salvador o II Encontro Internacional de Capoeira Angola. O evento realizado pelo Grupo Semente do Jogo de Angola reunirá mestres e praticantes de Capoeira de diversos países com o objetivo de intercambiar idéias e aprofundar conhecimentos sobre a Capoeira Angola, gênero difundido pelo mestre Pastinha.
 
Estão sendo esperados visitantes de países como Canadá, Estados Unidos, Grécia, Alemanha, além de delegações de outros Estados do Brasil. Na oportunidade, serão realizadas oficinas de fabricação de instrumentos, palestras sobre cultura africana e ecologia, debates com renomados mestres da Capoeira Angola e ainda o lançamento do livro "Capoeiristas na cidade Bahia".
 
As atividades acontecerão no espaço Casa da Mandinga, no Garcia. A abertura será na Praça da Lapinha, Liberdade, e o encerramento na cidade de Cachoeira de São Félix, no Recôncavo.
 
A Capoeira Angola é uma das principais formas de resistência do povo negro no Brasil. Com o misto de dança e luta, era praticada pelos africanos escravizados, fazendo com que estes se preparassem para alguma rebelião ou conflito. Hoje a Capoeira Angola é conhecida em todo o mundo, despertando a curiosidade de brasileiros e estrangeiros.
 
PROGRAMAÇÃO
 
Dia 04
15h – Roda em frente à Igreja da Lapinha – Liberdade
 
Dia 05
16h30- Roda para os participantes na Casa da Mandinga, Rua José Alves Ferreira, n.º 165, Garcia.
 
Dia 06
17h- Palestra com Prof. Jorge Conceição – “Capoeira Angola e o resgate da ancestralidade ecológica”, na Casa da Mandinga, Garcia.
 
Dia 07
9h – Oficina de fabricação de Berimbau e Caxixi, na Casa da mandinga, Garcia.
17h – Roda aberta
 
19h30 – Coquetel, exposição de fotos e lançamento do Livro "Capoeiristas na cidade Bahia" de autoria do Contra Mestre Bel, na Casa da Mandinga, Garcia.
 
Dia 08
10h- Encerramento do Encontro com Roda na Praça principal de Cachoeira de São Félix, no Recôncavo baiano.
 
Mais informações pelo tel: (71) 3328-5756 / 8101-7320 (Fábio Mandinga) ou no site: