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Violência policial: Policia Militar de São Paulo agride mestre de capoeira com filho no colo

Violência policial: Policia Militar de São Paulo agride mestre de capoeira com filho no colo

Com o filho no colo, Valdenir Alves dos Santos, conhecido como mestre Nenê, teve sua casa na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo (SP), invadida na noite da última quinta-feira (19) por policiais militares da 2ª Cia do 23ª Batalhão de Polícia Militar (BPM), de Pinheiros. Ele foi arrastado e agredido pelos agentes e levado até a delegacia – sem máscara -, mantido algemado e trancado na viatura por 4 horas.

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Mestre Nenê, 45 anos, referência da capoeira de São Paulo, um dos pilares da Roda da Praça da Republica, sofreu um violento e injustificado ataque por parte da Policia Militar. O ataque covarde e desproporcional, teve como justificativa a suspeita de um “roubo”. Mestre Nenê estava sentado em frente a sua casa com seu filho no colo e conversando com amigos. Sem nenhum motivo aparente os Policiais abordaram o Mestre e agiram de forma violenta, ultrapassando todos os limites conforme relata o próprio mestre Nenê (ver video depoimento de Mestre). A cena foi assistida por vizinhos e alunos do capoeirista, que reclamaram com os agentes pelo uso excessivo da força.

 

 

“Naquele momento, por ter um filho no colo, o Nenê desceu a viela para deixar a criança em casa, mas os policiais foram atrás dele e tudo começou”, lembra Stefania Faro Barbosa Lima, companheira do capoeirista.

“Não esperaram ele nem entregar o menino, começaram a bater enquanto o filho ainda estava em seu colo, depois arrancaram nosso filho dos braços dele”, conta.

Segundo a companheira do mestre Nenê, os policias não informaram o motivo de deter o marido e nem para onde o levariam.

 

“Meu filho, cadê meu filho?”, grita o capoeirista no vídeo que o mostra sendo imobilizado e contido pelos policiais militares armados dentro da casa de um dos seus amigos. Enquanto isso, as pessoas perguntam por qual motivo o mestre estava sendo preso, mas os PMs não respondem.

Segundo mestre Nenê, os agentes usaram o ‘mata-leão’, golpe de imobilização aplicado no pescoço, que a PM proibiu seus comandados usarem no estado desde o dia 31 de julho, em razão da série de casos anteriores de violência policial durante abordagens.

A prisão do Mestre Nenê foi gravada por testemunhas, vizinhos e seus discípulos na Rua Fidalga, na comunidade do Mangue

 

O que diz a Secretaria da Segurança Pública:

A Secretaria da Segurança Pública se posicionou por meio de nota, informando que a abordagem da Polícia Militar foi realizada na Rua Fidalga porque havia a suspeita de que o ladrão estivesse no local.

“Durante diligências, os agentes encontraram quatro homens parados próximos ao local indicado pelo sinal de localização do celular. Ao iniciar a abordagem, um dos indivíduos desobedeceu a determinação legal e tentou deixar o local, resistindo à ação dos policiais que precisaram contê-lo. Enquanto ele era detido, outra equipe da PM, na mesma rua, prendeu o autor do crime recuperando todos os objetos roubados, o que reforça a suspeita fundamentada dos agentes para a realização de abordagem naquele local”, informa o comunicado da SSP.

A pasta comentou ainda que todas as denúncias sobre o caso serão apuradas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar.

Fontes:

  • https://g1.globo.com/
  • https://www.brasildefato.com.br/
  • https://revistaforum.com.br/

Bahia: Mandinga dos Capoeiras é tema de pesquisa

O curso “Conversando com sua História” contou na tarde de terça-feira (07/08/07) com a presença de Adriana Albert Dias, debatendo o tema “A Malandragem da Mandinga – o cotidiano dos capoeiras em Salvador na República Velha”. Fruto de seu recente livro “Mandinga, Manha e Malícia: uma história sobre os capoeiras na capital da Bahia (1910-1925), 2006.
 
A pesquisadora retratou o cotidiano dos capoeiras na cidade de Salvador, no período que o jogo da capoeira sofria repressão por parte da elite baiana e dos policiais. “Os capoeiristas nesta época eram chamados de vadios e vagabundos, a repressão policial que sofriam era tão grande, que por muitas vezes eles acabavam sendo presos por jogarem capoeira”, afirmou Adriana Albert.
 
Analisando o contexto histórico da época, a pesquisadora mostrou como a “desordem”, característica dos capoeiras e a “ordem” dos policias, passava como uma controvérsia para a repressão policial sofrida pelos capoeiristas. “Como a maioria dos capoeiras eram pobres e negros, exerciam ocupações como pedreiro, estivador, alguns chegavam a ser policiais”, completou a pesquisadora.
 
“A mandinga, a arte da malevolência aparecia constantemente nas rodas de capoeira devido a ser uma alternativa de sobrevivência dos capoeiras, até hoje é possível encontrar ‘mandingueiros’ nas rodas de capoeira de Salvador, pois são testemunhos das rodas de antigamente”, concluiu.
 
A próxima palestra será no dia 14 (terça-feira) às 17h, com o doutor em História Rinaldo César Nascimento Leite, com o tema “A Rainha Destronada: grandezas e infortúnios da Bahia nas primeiras décadas republicanas”. A palestra é aberta ao público.
 
Mais informações:
ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676
Centro de Memória: (71) 31166930
http://www.fpc.ba.gov.br
[email protected]

São Luís – MA: Professor de capoeira e alunos massacram músico no Reviver

Nem só de boas notícias, eventos e documentos de valor histórico é feito o Portal Capoeira. Como todo e qualquer meio de comunicação disposto a informar de forma séria e coerente os seus leitores e visitantes, não podemos e não iremos fechar os olhos para os fatores negativos que acontecem dentro ou fora da grande roda…
Ao ler a matéria abaixo, publicado no Jornal Pequeno de São Luís – MA, fiquei terrivelmente aborrecido e triste em ver a "nossa capoeira" envolvida em um ato de pura ignorância e desrespeito à CAPOEIRA.
 
Fica aqui o canal aberto para reflexões sobre a violência dentro e fora da capoeira…
 Luciano Milani

Jornal Pequeno – São Luís – MA
Data de Publicação: 30 de julho de 2006
Agressão ocorreu em frente ao Bar do Porto, na Praia Grande
Na madrugada de sexta-feira (28), por volta das 3h da madrugada, no Bar do Porto, localizado na Praia Grande, o compositor e músico Chico Nô foi violentamente espancado, de forma brutal e desumana, pelo professor de capoeira da Academia “Acapuz”, conhecido como Luís Senzala, alguns amigos seus e um aluno gringo que estaria de visita à cidade.
Violência revoltante – Depois de uma rápida discussão por motivo banal, segundo testemunhas, os dois partiram para a agressão covarde contra o artista, atingindo-o a socos e pontapés jogando-o ao chão com violência e, posteriormente, estando o mesmo indefeso, pisaram em sua clavícula, fraturando-a gravemente. A crueldade foi presenciada por várias pessoas que estavam no local, que no exato momento da agressão, não contava com a presença de nenhum policial.
Desfalecido, o músico foi levado por amigos para a emergência do Hospital Djalma Marques (Socorrão I), onde foi atendido e medicado, tendo sido constatados vários hematomas, contusões e escoriações pelo corpo e cabeça. Chico Nô teve ainda a clavícula fraturada e terá de passar por intervenção cirúrgica.
As pessoas que assistiram a cena de selvageria comentaram que “é vergonhoso para o universo da capoeira, que tal instrutor use de suas habilidades para tamanho ato de agressão e covardia". As providências policiais e judiciais estão sendo tomadas pelos familiares e amigos, para que os agressores sejam devidamente punidos na forma da lei”, informou um grupo de artistas.

Centro Cultural Quilombo Cecília

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Decanio, aluno de Bimba

 Decanio, aluno de Bimba, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA
 
Sobre a atividade de estivador de Bimba :
 
Ele era ajudante de carregador. O trabalho dele principal qual era?
carregar a faca dos estivadores. Como? Ele subia o elevador do taboão. Onde
tinha um posto policial, que, correr os estivadores, que eram conhecidos
como valentões, como brigões, pra pegar as facas.

Comprava um pão de um quilo, isso ele me contou foi assim cortava no meio,
enfiava fazia um buraco e botava o cabo, enfiava do outro lado e emendava o
pão. Passado o posto policial, ele entregava os pães a cada estivador e ia
embora