Blog

revela

Vendo Artigos etiquetados em: revela

Milésimo Centro Digital de Cidadania é inaugurado em Salvador

O maior programa de inclusão sociodigital da Bahia, o Cidadania Digital, atingiu a marca histórica de mil Centros Digitais de Cidadania instalados nos 417 municípios baianos. A inauguração do milésimo CDC aconteceu, nesta sexta-feira (18), no Ponto de Cultura do Forte de Santo Antônio, o Forte da Capoeira, com apresentações especiais de rodas de capoeira, maculelê e danças regionais.

Assim como os demais, o novo CDC está equipado com dez computadores ligados a internet banda larga, que vão oferecer acesso gratuito à rede. Para o governador Jaques Wagner, trata-se de uma porta de entrada às tecnologias da informação e ao mercado de trabalho, localizado num ponto histórico da cidade.

“Um símbolo de algo que antes era uma prisão daqueles que lutavam por liberdade, agora abriga um espaço de contato com o mundo. Aqui, a comunidade vai poder mergulhar no mundo da informação, em várias bibliotecas virtuais”, afirmou Wagner.

Com a inauguração do centro, o Forte de Santo Antônio – casa de Mestre Pastinha – torna-se, ainda mais, um espaço de convivência ao unir esporte, tecnologia e educação. Nele, são realizadas aulas de capoeira, oficinas culturais e, agora, aulas de informática.

“Tudo começa pela educação. Por isso, temos, aqui, uma ação de grande valia que, certamente, abrirá os caminhos de muitos jovens”, disse o músico e mestre de capoeira atuante no Forte, Tonho Matéria.

A marca de mil CDCs – 84 dos quais localizados na capital baiana – revela o sucesso da iniciativa realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Em 2007, a Bahia contava com 350 centros. O aumento significativo revela que, em menos de três anos, o Cidadania Digital triplicou suas ações.

“E o programa vai continuar crescendo num futuro promissor. Hoje, 67% dos frequentadores são jovens de até 21 anos e 93% de escola pública, o que significa, de fato, inclusão social com vistas ao mercado de trabalho”, afirmou o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Eduardo Ramos.

http://www.jornalfeirahoje.com.br

UFBA lança livro sobre capoeira no Pará

O livro “A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906)”, de Luiz Augusto Pinheiro Leal e publicado pela Editora da UFBA (Edufba), será lançado no Hotel Sol Vitória Marina, no dia 19, às 19h.

A obra trata da capoeira no Brasil no início do século XX. O foco é a região do Pará, onde a capoeira tem peculiaridades diferentes da Bahia e do Rio de Janeiro. O livro é dividido em três capítulos e mostra a relação da capoeira com o Boi-bumbá e a capanagem. Revela, também, a participação da capoeiragem na implantação da República no Brasil e as campanhas repressivas à capoeira e à “vagabundagem” na cidade de Belém.

Fonte: Tarde on Line

http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=852674

Fernando Rabelo
Belém-PA

 

Umuarama – PR: Arte da capoeira é levada aos bairros

Mestres de Umuarama levam a arte até os bairros da cidade, trazendo o resgate da inclusão social
 
A capoeira de Umuarama tem ganhado um importante destaque entre as artes praticadas pelos apaixonados pelo esporte. Um bom exemplo disso são os grupos que trabalham com crianças nos bairros da cidade e fazem um trabalho de resgate social. Além do Grupo Chora Menino que foi tema de reportagem desse jornal na semana passada, a Associação de Capoeira Afoxé e o Sucena, vem trazendo disciplina e técnica aos jovens que vêem na arte um modo de inclusão.
O pioneiro da capoeira e em atividade ainda em Umuarama é o mestre Luiz, que desde 1986, quando foi fundado o Afoxé vem tentando introduzir a capoeira no município. “No início dos anos 80 jogava a chamada ‘capoeira de rua’ mas com a chegada de alguns mestres aprendi a técnica”, diz. Segundo ele, há 21 anos quando o Mestre Valdir fundou o grupo em Umuarama ele continua tentando passar a arte do esporte às gerações futuras. “Faço da capoeira um trabalho de amor à arte, sem pensar em ganho financeiro. Vários professores e mestres que estão na cidade já trabalharam comigo. Meu filho é professor e até minha netinha de 5 anos está engajada no esporte”, diz emocionado.
 
Atualmente, o grupo Afoxé conta com uma parceria com o Ceprev – Centro de Prevenção – e trabalha com comunidades carentes dos bairros Laranjeiras, D. Pedro II, Daniele e 1º de Maio, num projeto social chamado “Capoeira para Todos”, visando despertar no jovem a consciência para o respeito ao próximo. “Queremos desmistificar esse preconceito de que a capoeira é praticada apenas por negros e favelados. Estamos levando o projeto para todos os cantos da cidade”, revela o mestre. “Além disso queremos levar o trabalho para outras classes sociais para mostrar que o esporte nada tem de marginal”, completa ele.
 
Mestre Luiz ressalta também que hoje os mestres de capoeira estão tentando diminuir o conceito de religiosidade africana que a arte traz. “As músicas estão sendo modificadas para trazer um aspecto mais cristão ao esporte. Isso tira o mito de que capoeira só se relaciona a umbanda e candomblé”, revela.
 
Troca de graduação – No próximo dia 29 de abril o grupo Afoxé estará realizando em Umuarama, no Ginásio Amário Vieira da Costa mais um “batizado de capoeira”. O evento contará com a participação de capoeiristas de várias cidades da região como Paranavaí, Campo Mourão, Cascavel, Terra Boa, São Jorge do Patrocínio, Guaíra, entre outros. Serão cerca de 80 alunos fazendo a troca de graduação. Da programação, consta uma roda na feira livre, às 10h30, almoço às 12h00 e às 14h00 início do evento com a presença de vários mestres, com destaque para o Mestre Guerreiro, 60 anos, uma das grandes personalidades de Dourados e membro da Confederação Matogrossense de Capoeira. “É intenção formarmos uma Associação no Noroeste para difundir melhor a arte”, revela o mestre Luiz.

Livro sobre Capoeira Angola

Release do livro recém-lançado, versando sobre Capoeira Angola & Cultura Popular, de autoria de Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno de Pastinha).
 
 Capoeira Angola: cultura popular e o jogo dos saberes na roda
Neste trabalho o autor sugere ao leitor algo além de uma simples e boa etnografia. Sugere mesmo algo mais do que a tomada de algum ângulo novo, pouco explorado entre autores antecedentes. O trabalho revela dimensões da experiência da criatividade e do aprendizado humano. Resulta de pesquisa de vários anos e também da vivência pessoal do autor no universo da cultura popular, sobretudo no âmbito da capoeira Angola não apenas na condição de pesquisador como também como praticante.
Informações: [email protected]