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Gingando: Algumas das repercussões da viagem ao Brasil

Em Abril estive no Brasil, onde  em merecidas férias aproveitei o tempo livre para pesquisar capoeira “na fonte”… mantive uma extensa agenda na qual constavam encontros com mestres como o Mestre Decânio, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Pinatti, Mestre Jaime de Mar Grande, Mestre Cavaco, Mestre Boca Rica, Mestre Neco, Mestre Jean Pangolin, Mestre Wellington, Mestra Janja, Mestre Gagé, Mestre Bola Sete dentre outras personalidades da capoeira. Agendadas também estavam visitas à instituições como a Associação Brasileira de Capoeira Angola e academias como a Fundação Mestre Bimba.
 
Dentro das várias visitas e conversas com renomados mestres e camaradas da capoeira em Salvador, tivemos gratas surpresas e tres ótimas possibilidades de parcerias e projetos futuros em prol da capoeiragem… uma das mais valiosas parcerias firmadas foi sem dúvida nenhuma a "formalização de um site" dentro do Portal Capoeira, para a Associação Brasileira de Capoeira Angola – ABCA.
 
Esta necessidade foi verificada durante uma conversa que tive com Mestre Boca Rica no Terreiro de Jesus, onde o carismático mestre ficou fascinado com a ideia de poder ter um site próprio na internet… "Milani, poço lhe pedir um favor… faça um site pra mim…" assim disse Mestre Boca Rica…  e nesta hora uma luzinha acendeu e a idealização da construção do site da ABCA e de uma página para cada mestre do concelho… começou a aflorar… Depois foi Mestre Gajé que também gostou da ideia, Mestre Pelé da Bomba e por Último a conversa com Mestre Bola Sete, presidente da ABCA, onde ficou decidido a implementação do Projeto de construção do web site da associação e a presença dos mestres do concelho na internet, através do site da ABCA em Parceria com o Portal Capoeira.
 
Para iniciarmos este projeto estamos contando com a fundamental ajuda da ABCA. Com a participação de Mestre Bola Sete e de seu aluno Eulálio Cohin, Mestre Pelé da Bomba, Mestre Boca Rica e Mestre Gajé e os demais mestres do concelho.
 
Mestre Bola Sete, Gajé, Boca Rica e El Torito
 
Esperamos que o site da ABCA seja um grande sucesso, e que sirva para esta associação alargar suas fronteiras e propagar seus conhecimentos… e informações. Servindo também como canal de ligação e contato com os mestres do concelho onde cada visitante poderá conhecer um pouco mais sobre cada mestre e entrar em contato diretamente com eles…

* Em breve estaremos publicando alguns trechos de entrevistas gravados com os mestres da ABCA.
Luciano Milani

Entrevista exclusiva com José Luiz Oliveira Cruz, Mestre Bola Sete.

"A humildade foi a maior lição que tive nesses 37 anos de Capoeira Angola"
 
José Luiz Oliveira Cruz, o mestre Bola Sete, nasceu em 31 de maio de 1950, iniciou na capoeira em 1962 como auto didata, em 1968 começa a treinar com o grande capoeirista Pessoa Bababá, marinheiro da marinha Mercante e discípulo de Mestre Pastinha, em 1969 ingressa na academia de Vicente Ferreira Pastinha, onde ocupou o cargo de Fiscal de Campo, diplomado pelo próprio Mestre Pastinha em 1979, hoje trabalha no Setor de Transporte, na Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, é membro do concelho da Associação Brasileira de Capoeira Angola, Bola Sete diz que os valores tradicionais dessa arte estão sendo esquecidos.
 
"A capoeira praticada hoje não é autêntica, pois é feita apenas para impressionar com seus saltos acrobáticos e agressivos"

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Dia 12 de Julho “Sete meses no ar” + de 207.000 Visitas

Nosso site esta comemorando o seu sétimo mes no ar…

E é com muito orgulho que estamos trabalhando para manter o melhor nível das matérias… uma interatividade constante e uma dinâmica de informações bastante considerável.
Em sete meses conseguimos alcançar uma média de visitações fantástica!!! Batemos as
207.000 visitas
 

Muito obrigado a todos os membros do site, muito obrigado a todos os visitantes e a todos que direta ou indiretamente ajudaram este site a crescer e se solidificar… e que entraram nesta roda!!!
 
Obrigado: Mestre Squisito – Mestre Pinatti –  Piter Bedoian, N`Zinga – Marcelo Lampanche, Capuraginga – Maira Hora, Capoeira mulheres, pela colaboração, conversas e amizade.

Agradecimento especial:
  • Angelo Augusto Decanio Filho, Mestre Decanio ( www.capoeiradabahia.lmilani.com ), por tudo o que fez… por toda a sua obra… e pela sua amizade e parceria…
     
  • Milton Cezar, Miltinho Astronauta do Jornal do Capoeira ( www.capoeira.jex.com.br ), por todo o trabalho em prol da capoeira, por sua parceria… e pelo jogo de informações…
     
  • Wellington Fernandes, C.Mestre Furkilha do Grupo Berim Brasil, pelo projeto inédito na internet que em parceria estamos desenvolvendo ( www.capoeirista.com.br ), pelo trabalho em conjunto e pela confiança em meu trabalho.

Axé e muito obrigado a todos!!!

Estudo Sobre Toques de Berimbau

  • Estudo Sobre Toques de Berimbau
Francisco Ferreira Filho Diniz
Professor de Educação Física
O berimbau é um instrumento que foi adotado pelos capoeiristas como o principal regente da orquestra da capoeira. Antigamente o atabaque era quem ditava o ritmo.
Estamos pesquisando os toques abaixo relacionados procurando associá-los ao jogo correspondente conforme descrição de Mestres, através de literaturas aqui citadas, (ver bibliografia) bem como através de entrevistas.
ANGOLA- Toque lento e cadenciado. Serve para jogo rente ao chão, lento e malicioso (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 03).
BANGUELA- Jogo de dentro com faca – segundo Carybé em citação de Nestor Capoeira no livro: Os fundamentos da Malícia, ed. Record, pág. 119.
SÃO BENTO PEQUENO – Também chamado de "ANGOLA INVERTIDA" – Toque para um jogo amistoso, muito técnico (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 04).
SÃO BENTO GRANDE  DE  ANGOLA –
SANTA MARIA –
APANHA LARANJA NO CHÃO TICO-TICO – toque para o jogo de apresentação em que os capoeiristas apanham dinheiro no chão com a boca (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º 02, pág. 07).
AVISO – Toque para denunciar a presença do senhor de engenho, capitão do mato ou capataz (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º. 02, pág. 07). Segundo dizem os capoeiristas mais antigos, servia para avisar aos escravos da presença do feitor ou capitão-do-mato (Mestre Bola Sete, em: Capoeira Angola na Bahia, pág. 66, ed. Pallas, RJ, 1997).
CAVALARIA – toque que imita o trotar do cavalo, avisando que há polícia nas proximidades. Esse toque foi criado por volta de 1920 para avisar a chegada da cavalaria de "Pedrito", um temido delegado de polícia que perseguia os capoeiristas (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º 02, pág. 07). Antigamente servia para avisar aos capoeiristas, da presença da Cavalaria da Guarda Nacional (Mestre Bola Sete, em: Capoeira Angola na Bahia, pág. 66, ed. Pallas, RJ, 1997).
Capoeira Regional
Os toques de Regional inicialmente eram acompanhados por uma bateria inconstante que se apresentava de acordo com a decisão do Mestre Bimba, podendo conter um, dois ou três berimbaus. Tempos depois por sugestão de Decânio, a charanga resumiu-se a um berimbau e dois pandeiros.
AMAZONAS – criação de Bimba, era dificílimo de acompanhar tal a riqueza de ritmos, a sutileza das variações melódicas; poucos capoeiristas conseguiam obedecer aos seus comandos, mais raros ainda os que conseguiam executá-lo no berimbau.
Amazonas é um toque festivo para saudar mestres e visitantes. É chamado de hino da capoeira (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 05).
BANGUELINHA – Jogo de dentro, colado, corpo a corpo, treinamento para defesa de arma branca.
BANGUELA – Jogo de dentro, colado, corpo a corpo, treinamento para defesa de arma branca.
Benguela – Toque para jogo compassado, curtido, malicioso e floreado (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 05).
CAVALARIA – Jogo duro, pesado, violento.
IDALINA – jogo alto, solto, manhoso, rico em movimentos.
Idalina – Apresentação de jogo com facas, facões, porretes (Revista Universo Capoeira, ano I, n.º 03, agosto/99).
Idalina – Toque para jogo de navalha (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 03).
IÚNA -Jogo baixo, manhoso, sagaz, ardiloso, coreográfico, exibicionista; retorno ao estado lúdico.
Iúna – Só para formados e mestres com movimentos de balões (Revista Universo Capoeira, ano n.º 03, agosto/99).
SANTA MARIA – Toque simples, porém rápido; permite jogo solto e alto aceitando bastante floreio.
Santa Maria – Jogo com navalhas (Revista Universo Capoeira, ano n.º 03, agosto/99).
SÃO BENTO GRANDE DE REGIONAL – Jogo ao estilo regional: forte, rápido, mais para violência que para exibicionismo; viril sem perder a malícia.
SÃO BENTO PEQUENO DE REGIONAL – São Bento Grande às avessas; um jogo mais suave, corpo a corpo, aceitando mais deslocamentos e malícia.
NOTA: As explicações feitas aqui, dos toques que estão SUBLINHADOS e em ITÁLICO, referentes a Capoeira Regional foram retiradas do livro de Ângelo Decânio: A Herança de Mestre Bimba, págs. 183 e 184.
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