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Capoeira: na essência da informação

É com imenso orgulho e felicidade que nós do Portal Capoeira, site Irmão e parceiro do Jornal do Capoeira (www.capoeira.jex.com.br) publicamos esta  Crônia especial de inauguração do contramestre Eurico para o Jornal do Capoeira, onde o jovem mestre relata de forma apaixonada e integral a sua dedicação e seu respeito pela nossa arte…
O Contra Mestre Eurico está iniciando uma parceria em prol da capoeiragem com o excelente Jornal do Capoeira, que esperamos que seja duradoura e que os frutos sejam suculentos e saborosos!!!
Boa Sorte Eurico, sucesso em sua jornada que esta experiencia de troca e soma possa fomentar a vontade e a "sede" de saber em nossos camaradas.
Aproveitando para agradecer a inclusão de nosso Portal como referencia de Informação e seriedade.
Luciano Milani

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

Edição 70 – de 23 a 29 de Abril de 2006
 
Nota do Editor:
 
        Há algum tempo que o professor de Educação Física e contramestre de Capoeira Eurico Barreto Viana, do grupo Cordão de Ouro de Brasília, DF, tem acompanhado e contribuído com "releases" para este nosso Semanário Capoeirístico. Neste processo, Eurico e eu passamos a "papoeirar" sobre assuntos diversos envoltos à nossa arte. Fiz o convite para que Eurico passasse a compor nosso time editorial e ele, de pronto, assumiu um dos gungas deste Jornal. O contramestre Eurico assumiu, mais precisamente, uma coluna para escrever sobre assuntos diversos de nossa arte e, é claro, escreverá também um pouco sobre as capoeiras que acontecem em Brasília. Nas próximas edições Eurico escreverá sobre o "Projeto Social Aprendendo com a Cultura Brasileira"; sobre a Capoeira como instrumento de integração social, num contexto de intercâmbio Brasil-Suécia; e sobre a Capoeira como elemento de Educação e Inclusão Social.
        Aos camaradas do Distrito Federal, nosso grande Axé! Ao camarada Eurico, bem vindo à Roda da Informação!
 
            Capoeiristicamente,
 
                    Miltinho Astronauta

Crônia especial de inauguração do contramestre Eurico:

Eurico Barreto Viana
Brasília, Distrito Federal
 – 16 de Abril de 2006 –
Camaradas,
 
É com grande prazer que escrevo ao nosso Jornal do Capoeira. Após acompanhar algumas publicações e receber apoio deste Jornal para divulgação de um evento que realizamos ano passado, passei a acompanhar mais de perto as notícias e artigos publicados no site.
 
Recentemente estive em contato com o Miltinho, e aproveite a oportunidade para parabenizá-lo pelo excelente trabalho em prol da Capoeira. Acabamos por discutir a escassez de periódicos que levassem mais a sério a Capoeira como meio de educação e expressão cultural. Dessa conversa surgiu a idéia de realizarmos uma parceria para noticiar assuntos referentes a esses temas, numa tentativa de incentivar outras iniciativas e a troca de experiências que tanto fortalecem a nossa cultura.
Com a massificação da Capoeira e a reprodução de modelos opressivos, do mais forte contra o mais fraco, veiculados em alguns meios de comunicação, os jovens perdem a chance de se expressar dentro da cultura da capoeira. O que contribui para a perda gradativa de sua cultura de resistência e sapiência popular. A informação veiculada sobre esses aspectos da Capoeira não pode ser igualmente alienada. Faltam-nos periódicos que tratem da capoeira de modo a desfazer este processo adverso que de tempos em tempos se instaura na capoeira.
 
Temos excelentes trabalhos de mestres e pesquisadores que se dedicam a produzir material de qualidade com a esperança de contribuir para o crescimento e evolução da Capoeira. Mas a maioria dos canais de divulgação que atingem o público jovem e disposto a aprender são também desprovidos de integridade no que compete à formação dos referenciais culturais pela experiência e dedicação. Nestes, a capoeira torna-se pouca e a propaganda muita!
 
Apesar de estar havendo uma comercialização de subprodutos atrelados à informação inexpressiva da cultura da capoeira, é possível ter acesso a material de qualidade sem sermos expostos à tanta propaganda! Exemplos disto são portais como o do Mestre Doutor Decânio – Capoeira da Bahia – ( paginas.terra.com.br/esporte/capoeiradabahia ), o Portal Capoeira, Editado por Luciano Milani ( www.portalcapoeira.com ) e este Jornal do Capoeira ( www.capoeira.jex.com.br ), que disponibilizam notícias e textos gratuitamente, incluindo obras completas.
 
Muitos capoeiristas ainda não possuem os recursos que a Internet exige, mas o meio virtual tem sido importante na divulgação da prática e trabalho com a Capoeira. Divulgar trabalhos sérios como o deste Jornal deve ser uma atitude freqüente em prol de uma Capoeira mais inteligente, mais educativa e informativa.
A essência da Capoeira transmitida pelos mestres que fazem desta arte-educação um ofício precisa de mais meios de comunicação para chegar aos vários praticantes e educadores que se formam a cada dia. Veicular esta informação a todos os capoeiras sem perder a qualidade depende de uma estratégia simples!: Tratar da capoeira com o mesmo respeito – sagrado – que os Mestres mais antigos têm, buscando seus fundamentos e filosofia, com ética e cidadania.
 
Através da divulgação de eventos de intercâmbio, aulas práticas, periódicos, portais ou qualquer outra forma de fruição do conhecimento, o importante é que os meios de comunicação possibilitem que todos fiquem em sintonia com os Mestres de Capoeira, com suas agendas de atividades e eventos, com seus objetivos e linhas de trabalho e com sua produção cultural. É assim que ficamos sabendo dos trabalhos sérios que se desenvolvem em cada lugar, através da mídia que possui responsabilidade com o seu público e com o objeto  noticiado.
 
Em Brasília são vários os Mestres que estão trabalhando com artigos, palestras e movimentos de conscientização sobre a Capoeira, seja como instrumento de arte-educação, ou como objeto de pesquisa histórica. Dentre eles podemos citar o Mestre Squisito (Cia Terreiro) que têm batalhado junto ao governo para a implantação do ensino obrigatório da Capoeira em todos os níveis do ensino público e o Mestre Cláudio Danadinho (Fundador do Grupo Senzala) que tem promovido em suas aulas e palestras um conhecimento histórico específico sobre a Capoeira Carioca, o Batuque e os trabalhos dos Mestres Waldemar e Bimba, com os quais conviveu muito em sua juventude. Além destes podemos citar ainda, os bate-papos informais com o Mestre Angoleiro (aluno do Mestre Bimba) que são verdadeiras aulas de cultura popular.
 
Coloco-me, desta forma, à disposição dos camaradas que acessam o Jornal do Capoeira, para discutirmos estes e outros assuntos tão importantes à formação de nossos profissionais e capoeiras juntamente com todos os colunistas e Mestres parceiros deste Jornal. Será um prazer discutir e somar para uma prática mais consciente da Capoeira.
 
Parabéns ao Jornal do Capoeira pelo seu compromisso e qualidade de trabalho com a Capoeira.
Grande abraço e axé a todos os irmãos de jornada!


Contra-Mestre Eurico
O Contramestre Eurico Neto é Professor de Educação Física, com especialização pela Universidade de Brasília. Aluno do Mestre Suassuna, coordena o Grupo Cordão de Ouro em Brasília. Fundou o Instituto Volta Por Cima – Capoeira, Educação e Cultura, através do qual realiza o Projeto Social – Aprendendo com a Cultura Brasileira e o Programa de Intercâmbio Brasil – Suécia. Para mais informações visite www.cordaodeouro.org
 
Academia Cordão de Ouro | Instituto Volta por Cima | CLN 107, Bloco "A", Ap. 208
CEP 70743-510 Brasília DF, Brasil | +55 61  3443.8450 | 8111.0647
 

Florianópolis-SC: II SENECA

Em maio de 2006 acontecerá o II SENECA, um importante evento, organizado pelo GECA – Grupo de Estudos da Capoeira. Neste evento o tema principal será a Capoeira e a Política Pública. Cada dia mais a capoeira vem se embrenhando e crescendo dentro do cenário socio-político, o que se espera deste encontro é uma frutífera simbiose dentro do ambito da representabilidade e fortalecimento de políticas públicas e inclusão… suas realidades e possibilidades. Estarão presentes no evento importantes nomes dentro e fora da capoeiragem.
Nós do Portal Capoeira desejamos de coração muito sucesso a turma do GECA e em especial ao grande camarada Miltinho Astronauta, um dos participantes do SENECA, nosso grande parceiro e irmão.
Luciano Milani


Prezado(a) Capoeira,
 
O GECA (Grupo de Estudos da Capoeira) convida o(a)  estimado(a) capoeira para participar do II SENECA – (Seminário Nacional de Estudos da Capoeira)  a ser realizado entre os dias 12, 13 e 14 de maio de 2006, na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC, com o tema:  Capoeira e Políticas Públicas: Realidade e Possibilidades. Abaixo apresentamos a Programação do II SENECA (sujeita a alteração)
 
Dia 12/05 – Sexta-feira
 
A partir das 14:00hs. – Recepção e Credenciamento dos participantes
 
18:30hs. – Mesa de abertura,  Auditório Garapuvu
 
– Representante do Ministério da Cultura
– Representante do Ministério do Esporte
– Representante do Ministério da Educação
– Representante do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte
– Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina
– Coordenador Geral do II SENECA
 
19:30 h – 21:30 h.  Conferência de Abertura
 
Coordenador: Dr. José Luiz Cirqueira Falcão
Conferencista: a definir
 
21:30 hs. – Atividades culturais
Maracatu Arrasta Ilha, Lançamento de livros, Coquetel afro-brasileiro
 
Dia 13/05 – Sábado
 
9:00hs. – Mesa de debates: A Capoeira e as Políticas Públicas, Auditório Garapuvu
Coordenador:  a definir
Palestrantes : Dr. Luiz Renato Vieira, e a definir
11:30h às 12:30h. – Apresentação de pôsteres – Hall do Centro de Eventos
14:00h às 16:00h. – Oficinas e mostras de vídeo.
16:00 às 18:30hs. – Reunião dos Grupos de trabalho temáticos e Apresentações das Comunicações Orais
18:30hs. – Atividades culturais
Roda de confraternização: "As capoeiras que o GECA joga"
Sarau Musical e Cultural
 
Dia 14/05 – Domingo
 
9:00 hs – 10:50 hs – Mesa de debates: Relatos de Experiências de Políticas Públicas em Capoeira.
Coordenadora: Dr.  Letícia Vidor de Souza Reis
Palestrantes: a definir
11:00 às 13:00hs. – Reunião dos Grupos de trabalho temáticos e Apresentações das Comunicações Orais
14:30 hs. – Plenária Final e elaboração da "Carta de Floripa – Capoeira e Políticas Públicas: Realidade e Possibilidades"
17:00hs. – Encerramento do evento 
 
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Jornal do CAPOEIRA abre novo espaço editorial

"Roda  de   Mestres   e   Doutores"
No Jornal do Capoeira
 
Apresentação
 
"Tive oportunidade de conversar diversas vezes, com velhos mestres Angoleiros, sendo que duas vezes com Mestre Bimba, uma delas fazendo uma grande e reveladora entrevista.  Com prazer e humildade, repetiria tudo de novo, o mesmo não acontecendo, entretanto, com muito doutor em capoeira que anda por aí". 
 
Pois muito bem, para minha surpresa, foi justamente o autor da frase acima (André Lacé), que sugeriu a abertura de um espaço permanente, no Jornal do CAPOEIRA, para textos atuais ou mesmo debates entre mestres e doutores universitários. 
 
Afinal, completou Lacé (aliás, também mestre em Administração pela Universidade de Syracuse, em Nova Iorque),  "se de um lado, assim como certos livros, existem muitas dissertações e teses doutorais sem grande valor, por outro, estão surgindo excelentes trabalhos que devem ser amplamente divulgados.  Trabalhos escritos de maneira muito clara e com pesquisas realmente sérias e sem a preocupação de agradar a este ou aquele grupo".
 
Concordo com este apanhado e creio, mesmo, que é hora de se abrir, no Jornal do CAPOEIRA, um espaço para esses senhores.  Assim pensando fiz meus primeiros contatos e obtive respostas estimulantes.  A rigor, o pingo d`água, desta resolução editorial foi  o recente texto do Sr.  José Luiz Cirqueira Falcão, doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (atualmente Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina), que, por  feliz coincidência, é, também, mestre de Capoeira (Mestre Falcão). O mencionado texto está rodando o mundo provocando forte e saudável polêmica.
 
Para reforçar o momento, tomamos conhecimento da tese doutoral do escritor premiado Luiz Sergio Dias (Quem tem medo da Capoeira?), sobre o tema: Da "Turma da Lira" ao cafajeste: a sobrevivência da Capoeira no Rio de Janeiro na Primeira República. 
 
Como tais trabalhos, até por exigência acadêmica, são quilométricos, abrindo espaço para que esses senhores façam pequenos resumos de suas idéias, estaremos criando condições para que todo Mundo da Capoeira tenha acesso às pesquisas e conclusões realizadas por esses mestres e doutores.
 
De recente conversa com mestre-doutor Falcão tiramos mais uma conclusão: como a Capoeira é um poço sem fundo, para não correr o risco de abrir muito o leque de temas &  discussões, será recomendável  estabelecer um pequeno leque inicial de opções.   É o que propomos a seguir:
 
Coluna  Roda de Mestres e Doutores, do Jornal do CAPOEIRA –  Temas Básicos:
 
Tema  I  –     Seleção dos dez principais livros de capoeira resumindo-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema II –      Seleção dos dez principais discos & cds destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema III –     Seleção dos dez principais DVDs destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema IV –    Seleção dos dez melhores mestres de capoeira atuais, destacando-se o mérito maior de cada um deles;
 
Tema V –     Importância das Culturas Negras (ou não) na essencialidade da Capoeira Moderna;
 
Tema VI –    Reflexões sobre a crescente rebeldia, em relação a Capoeira Brasileira, por parte de alguns grupos estrangeiros.
 
Tema VII –    Sugestões para realização de uma Estratégia Nacional e um Plano de Ação para a Capoeira no Brasil e no Exterior
 
Tema VIII –   Avaliação crítica da ação dos governos municipais, estaduais e federal, nos últimos trinta anos, em relação à Capoeira;
 
Tema IX –    Afinal, Capoeira é Luta, também, ou não?
 
Tema X –     A parte Rítmica e Cantada da Capoeira: pontos fortes e fracos
 
Ao final de cada matéria, colocaremos os títulos de pós-graduação do autor, bem como, a seu critério, um endereço para qualquer eventual esclarecimento direto ou mesmo convite para palestras.
 
Em caráter excepcional, havendo forte motivo jornalístico, abriremos exceção para algum tema não listado.
 
Semana que vem, com prazer e muita honra, estaremos inaugurando este novo espaço. Aguardem!
 
 
Muito Cordialmente,
 
Visite: www.capoeira.jex.com.br – Jornal do Capoeira

Angoleiro Paulista, Sim Sinhô!

No Início dos anos 90, no Estado de São Paulo, existiam apenas alguns raros grupos dedicados exclusivamente à Capoeira Angola. Nos dias de hoje, somando-se os grupos da Capital, do Interior e do Vale do Paraíba, e mais os do Litoral Norte, chegamos, aproximadamente, a uma dezena.
 
Alguns, com trabalhos consolidados e reconhecidos pela exigente comunidade angoleira dos demais estados, especialmente Bahia, Rio de Janeiro e, até mesmo, do próprio Estado de São Paulo. Alguns outros grupos, ainda em estágio embrionário, mas com bom potencial.
 
Os Mestres Pé-de-Chumbo, Jogo-de-Dentro e Zequinha fizeram parte dos pioneiros da fase Pós-GCAP-80 da Capoeira Angola em São Paulo.
 
O “Centro de Capoeira Angola – Angoleiro, Sim Sinhô” – CCAASS – fundado em 1993 (ou 1995) pelo CM Plínio, também faz parte dos pioneiros da Angola neste Estado. Grupo que tem como referência os Mestres Moa do Katendê e Jogo-de-Dentro. Mestre Moa, baiano, há bom tempo atua também como “conselheiro” do grupo. Moa tem pelo menos uma década de atividades em São Paulo, considerando-se o tempo que aqui viveu, desenvolvendo sempre trabalhos com música, arte, religião e, especialmente, Capoeira Angola. Hoje em dia, praticamente, vive na ponte-aérea Bahia-Sampa.
 
Mestre Moa, juntamente com o CM Plínio, está à frente do  Grupo Afoxé “Amigos de Katendê”. Aliás, está mais do que na hora de os capoeiras paulistas passarem a observar, com mais atenção, o que se “executa” em conjunto com a Capoeira em outros estados, passando então a estudar e preservar outras manifestações prima-irmãs da Capoeira. 
 
Plínio Angoleiro,  Sim Sinhô! – O dono da casa
 
Em 1999, quando comecei a trilhar os caminhos da Capoeira Angola, sempre orientado pelo saudoso Mestre Cosmo, tive a sorte de participar de um evento do Angoleiro Sombra. Isto aconteceu em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas, de 22 a 24 de outubro. Na ocasião tive a oportunidade de fazer uma oficina de Capoeira Angola com o Mestre Jogo-de-Dentro. O Plínio, que acabara de receber, pelas mãos do próprio Jogo-de-Dentro, o título de Contramestre, também ministrou aulas naquela oficina. Na ocasião tive também o prazer de conhecer os Mestres Bigo (Francisco 45), Alemãozinho e Robinho Angoleiro. O Robinho é mestre do Grupo de Capoeira Angola Axé Brasil, e desenvolve os trabalhos na região de Santo Amaro de São Paulo. Aliás, em 1999, ele organizou uma série de excelentes reportagens em uma revista de circulação nacional, com mestres da região da Zona Sul onde tratou de, por exemplo, ressaltar a importância destes mestres nas décadas dos 70 e 80 na Capoeira daquela região. Mestres Bigo, Natanael, Limãozinho, Alemãozinho e muitos outros participaram daquelas reportagens. Aliás, a bem da verdade, o Robinho é um dos grandes incentivadores do resgate e preservação da memória do Mestre Angoleiro Paulo Limão.
 
Voltemos ao Contramestre Plínio!
 
Mais recentemente, em curso da USP “Capoeira na Academia” – promovido pela Doutora Letícia Vidor e grande elenco (Bia, Camila, Joao da Selva etc) – o CM Plínio contou parte de sua história. Ele conta que começou capoeira em 1979, com um discípulo dos Mestres Caiçara e Silvestre, chamado  Almir Vitório. Pouco depois conheceu Mestre Gato Preto, angoleiro da Bahia, com quem aprendeu capoeira de 1980 a 1983. Naquela época, em São Paulo, não existia muito essa diferença entre Angola e Regional, como se vê hoje. Capoeira Angola era só pra “abrir batizados”.
 
Quando Mestre Gato Preto volta para Santo Amaro da Purificação, Bahia, em 1984, Plínio participou então do Grupo Cordão de Ouro de Mestre Suassuna. Isto aconteceu até os anos de 90/91. Nesta época ele, CM Plinio, já havia passado dois anos em Salvador trabalhando, onde teve a oportunidade de treinar durante três meses com o Mestre João Grande no Teatro Miguel Santana.
 
 
De volta a São Paulo, em 1991, o CM Plínio iniciou um trabalho com o Mestre Moa do Katendê, quem primeiro lhe estendeu a mão para o desenvolvimento na Capoeira Angola. Em início de 1993, Plínio é a convidado coordenar um grupo só de Capoeira Angola para a Somaterapia de Roberto Freire. Após 1995, o Plínio se separa dos somaterapeutas, iniciando seu grupo. O núcleo Casa da Soma assumiu o nome de IÊ, a busca pela pedagogia libertária. O somaterapeuta (de SOMAIÊ) Rui Takeguma é remanescente do núcleo IÊ de Roberto Freire e atualmente coordena o IÊ de São Paulo, a União de Angoleiros Independentes – UAI em Belo Horizonte e participa da Federação Anarquista de Capoeira Angola (FACA), a qual ajudou a criar.
 
Antes de eu conhecer a Capoeira Angola de Plínio, eu já conhecia parte de seu trabalho, como, por exemplo, o CD organizado pelo Mestre Limãozinho (sobrinho do saudoso Mestre Angoleiro Paulo Limão), no qual Plínio teve participação.
 
O Terreiro do CM Plínio exala Axé e dendê. Pudera, pois ele tem na veia a questão da espiritualidade. Seu campo de mandinga é sempre bem freqüentado por entendidos no assunto Candomblé, como é o caso do próprio Mestre Ananias, que diz que Capoeira e Candomblé são como irmãos.
 
No curso da USP, Plínio fez os seguintes comentários: “Para se entender melhor a capoeira, até mesmo a partir da musicalidade, o candomblé é uma das formas mais eficientes… é beber da fonte… é você receber alimento de um mesmo lugar… muitos capoeiras antigos eram Ogãns e defendiam os Candomblés…”. Aliás, este assunto – Capoeira e religião afro-brasileira – é um bom mote!
Afinal, parafraseando o próprio Plínio, “São Paulo tem Angoleiro, Sim Sinhô!”.

Parte do texto: ANGOLEIRO PAULISTA,  SIM SINHÔ !
Aniversário do Contramestre Plínio
Fonte: Capoeira do Brasil
 

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