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Nota de Falecimento: Mestre Bigodinho

Morre um dos maiores representantes da cultura popular da Bahia.

Morreu, nesta terça-feira (05/04/11), no hospital  em Santo Amaro, Mestre Bigodinho, conhecido por seu trabalho na capoeira, um Mestre conceituado

O enterro será realizado na Quinta dos Lazaros.

O mestre nos deixa a lembrança da importância de se valorizar e se reconhecer os constituintes da nossa cultura popular enquanto vivos.

Mestre Bigodinho

Reinaldo Santana – Mestre Bigodinho, Exímio cantador e tocador de berimbau, nascido em 13 de setembro de 1933 na cidade de Santo Amaro, na Bahia, começou na capoeira em 1950 com Mestre Waldemar Rodrigues da Paixão, permanecendo até 1970, onde se afastou devido a repressão e discriminação sofrida na época.

Em 1997, incentivado por seu amigo – o Mestre Lua Rasta, retornou ao convívio da capoeira, para a satisfação de todos que admiram essa nobre arte.

Mestre Bigodinho reside atualmente em Salvador/BA e viaja por todo o mundo levando seu conhecimento e amor pela capoeira.

 

“A Capoeira é uma defesa pessoal e cada qual se defende como pode na hora da necessidade. A capoeira não é valentia”.

“Faça pouco bem feito do que muito mal feito”.

 

Nossos mais sinceros pesames a todos os “membros da familia Santana” e nossa singela homenagem a um dos mais conceituados e respeitados mestres da nossa capoeiragem… Um cantador de timbre único e entoação ímpar… Muita paz para continuar gingando nesta “eterna roda da vida”.

Portal Capoeira


A Capoeira e o Universo Feminino

MARÇO MÊS DA MULHER: A CAPOEIRA E O UNIVERSO FEMININO

A capoeira é arte e como tal, é uma forma de expressão que não tem barreiras, não tem limites. Isso quer dizer que cada um pode adapta-la e ela pode se adaptar as características pessoais de cada individuo.
Capoeira é dança, a mulher é pela própria natureza uma bailarina……desde criança ensaia, dança, deixando-se levar pela musica.
A capoeira é luta, e a mulher já faz tempo que vem demonstrando sua valentia naquelas artes confinadas no passado só aos homens: das mais tradicionais (judô, karaté, aikidô) as mais atuais (ju-jistu, muay thai, wrestling).
 
Dentro da roda a mulher leva sua energia, sua flexibilidade, raramente chega aos níveis acrobáticos dos homens, mas ela se sobressai por outras qualidades.
Não é raro ver uma mulher jogando com um sorriso que ilumina a roda a seu redor, não é raro que uma mulher ao entrar na roda influencie com sua energia a bateria, o ritmo e as pessoas que estão assistindo.
Talvez pela sua sensibilidade pela sua delicadeza, no jogo lembra as crianças: cria, ousa, cai e levanta, e as vezes esquece do sorriso que continua mesmo estando no chão.
A mulher lutou muito acompanhando nos anos o desenvolvimento da capoeira dentro da sociedade, até chegar aos dias de hoje onde ela reina e conquista aqui também seu espaço, ás  vezes difícil nessa arte.
Conquista seu espaço no Brasil onde o preconceito em relação a capoeira é maior e no exterior onde talvez a sociedade está mais acostumada a lidar com a evolução feminina.
Divulga a cultura brasileira, educa jovens, desenvolve cidadãos, implanta projetos sócias.
 
Assim, o que é difícil de pesquisar na historia e tão raro de se tornar lenda, como o mito de “Maria doze homens”, que com sua valentia dava conta de lutar com doze homens de uma vez só, agora vira normalidade. Inúmeras Tatiana, Virginia, Caroline, Josy, estão aí mostrando ao mundo que não existe coisa melhor que as diferenças para completar, somar e ampliar qualquer tipo de forma de expressão.

 

No mês de março Capoeira Luanda lembra o “dia internacional da mulher”, data decretada pela ONU em 1975 para homenagear a mulher e suas lutas sociais:

Roda na Praça Rui Barbosa, Mogi Mirim – SP dia 8/03 as 10:00 hs

Encontro feminino: Sesc Goiânia- GYN  dia 16/03 a partir das 9:00 hs (cursos e rodas)