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Maio 2008

Vendo Artigos de: Maio , 2008

Nota de falecimeno Mestre Waldeci – Belém-PA

Camaradas,

A Federação Paraense de Capoeira – FEPAC comunicou hoje o falecimento do Mestre Waldeci, ocorrido em Manaus – AM.
Ainda segundo o informe, o corpo está vindo para Belém – PA e será enterrado no bairro de Icoaraci, amanhã, 14.05.08.

Mestre Waldeci é um dos grandes capoeiristas formados por Mestre Bezerra, na década de 70, aqui em Belém. Teve como seu
aluno formado, entre outros, o atual Presidente da FEPAC, Mestre Nazareno.

Ele tem um significao importante, também, para mim, pois foi meu "padrinho" quando recebi um cordel verde-amarelo em
batizado, 1981, ao final de estágio que fiz no Grupo Rei Zumbi de Capoeira aqui em Belém-PA (1). Além disso, como Engenheiro Civil, em 1999, elaborou a primeira planta da minha Academia de Capoeira Cambará e foi comigo registrar a obra no Conselho de Engenharia. A Cambará acabou saindo com outra planta, de outro engenheiro, mas com a fundamental orientação do Mestre Valdeci.

 
Deus o guarde junto aos grandes da Capoeira.

Fernando Rabelo
Belém-PA

 

(1)Mestre Valdeci aparece jogando num filme que mandei fazer, em 1981, inclusive me "batizando".

É o jovem de calça azul com uma listra branca na perna, sem camisa:

{youtube}8HDf8DB-yds{/youtube}

O outro jovem de calça azul (sem listra) e camisa branca é o próprio Mestre Bezerra que, posteriormente, em 1994, me chamou
para criarmos a Federação Paraense.

 

Mestre Lua Santana, Nigôlo & Projeto Minhoca

“Minhoca” é um projeto social com criancas dum bairro mais pobre da cidade de Morro do Chapéu.

APRESENTAÇÃO

O Grupo de Educação Integral Minhoca entidade que realiza o Projeto Minhoca, localizado na cidade de Morro do Chapéu-Ba-Brasil, atua desde 2001 como Centro de Criatividade, através de uma proposta holística de educação para crianças e jovens carentes.

A partir dessa abordagem holística, o Projeto aponta para uma educação sustentável e elege a arte-educação como seu principal instrumento de aprendizagem, considerando a Arte como poderosa mola propulsora que, através do Teatro, da Dança, da Música, da Capoeira e das Artes Plásticas, abre portas para a visão da realidade como um todo, precedendo o exercício da transdisciplinaridade, promovendo a aprendizagem do sentido das coisas à partir da vida cotidiana, levando em consideração as práticas individuais e coletivas e as experiências pessoais para o surgimento da educação cidadã.

Ao longo da evolução humana, houve um período em que foi difícil para as pessoas descobrirem a habilidade de pensar, de discriminar, de fixar o conhecimento, em suma, de usar todas as faculdades mentais. Depois, por muitas eras, as faculdades intelectuais passaram a ser a forma por excelência do desenvolvimento. O intelecto teve de ser cultivado para cumprir seu papel como importante ponto de apoio na evolução da humanidade.

Mas, será que essa ênfase não foi longe demais em detrimento de outras habilidades, outras funções também inerentes a esta grandiosa e carente condição de sermos HUMANOS?

O Projeto Minhoca se baseia numa proposta holística de educação, que estimula o desenvolvimento global do ser, respeitando e valorizando também o que é peculiar a cada um. Portanto, essa experiência, sobretudo subjetiva , não é nada estatística e ainda corre o risco de parecer utópico frente ao capitalismo selvagem.

Contudo, nosso principal veiculo de atuação, a Arte educação, facilita o nosso querer já que abre os olhos, a mente e o coração pra uma existência mais criativa, que pode levar a outro nível de aprendizagem / realização. Uma aprendizagem divertida, que promove o interesse possibilitando o desenvolvimento e a consciência de talentos, a expressão de diversos pontos de vista, a interação e o exercício de uma convivência cooperativa e harmoniosa, etc, etc, etc…

Para tanto foi exigido da equipe técnica uma busca incessante no sentido de reconhecer contextos mais adequados para o alcance dos objetivos, no ritmo e na dinâmica das exigências do cotidiano. Foi necessário a reflexão permanente sobre valores que não só suscitassem o encorajamento como questionassem o desanimo comum frente a situações difíceis que a realidade nos impõe. Por isso, como eternos aprendizes, ousamos relatar resultados positivos não apenas no que diz respeito a aquisição de conhecimentos objetivos (escrever, ver, calcular, modelar, tocar, jogar capoeira, usar o computador e etc), como também com relação a pratica do cuidado e do carinho com as pessoas e com o planeta terra. Utilizando uma didática amorosa constatamos que vivenciar atitudes simples como o incentivo e a aprovação carinhosa também possibilitam o gostar e ter confiança em si mesmo e no próximo. Que o reconhecimento , a aceitação, ajuda a acreditar que é bom ter objetivos.

É e esse mesmo reconhecimento que o Projeto Minhoca recebe dos seus financiadores / colaboradores que aduba esse campo propício para as sementes de um novo modo de vida. Um novo que emerge do profundo do ser a cada momento, quando estamos receptivos, atentos e destemidos. Dessa forma, não podemos deixar de expressar nossa alegria por fazermos parte dessa corrente de esforços que acredita e não fica paralisado diante das dificuldades. Afinal, quem se resguarda por medo ou descrédito é que nada pode fazer de valido.

Mais uma vez agradecemos a todos e especialmente ao Grupo de Capoeira Nigolo da Alemanha, ao Brasiliniciative, Ao Brasilianarts, ao festival de samba de Coburg, ao grupo de Bairoz, a Ana Maria Jacobs.

Sob uma ótica sustentável concluímos reafirmando o desejo de que nossos resultados possam se somar a tudo que favorece a soluções para a situação do mundo em que vivemos.

 

A Entidade

GRUPO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL MINHOCA
Inscrição no CNPJ 04.945.759/0001-06
End. Provisório Av. Cel. Dias Coelho, 56 1º andar sala 01 –
Morro do Chapéu BAHIA

Utilidade Pública Municipal
Lei nº 672 de 24 de março de 2003.

Utilidade Pública Estadual
Lei nº 8640 de 05 de agosto de 2003.

PROJETO MINHOCA
Travessa Gabriel Soares, s/n
Pedra Grande Morro do Chapéu Ba.

 

Nigôlo

O movimento Nigôlo teve seu início formal no ano de 1991, com a chegada de Lua Santana e família a Morro do Chapéu, uma cidade localizada na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil, onde adquiriu uma pequena área de terra para reflorestamento e preservação ecológica.

Paralelamente, com o objetivo maior de proporcionar a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, a apropriação de saberes e atitudes que contribuíssem para o alcance da tão almejada “felicidadania”, brota também, em 1994, o Grupo de Capoeira Angola, que vai, paulatinamente, aglutinando os elementos necessários, (entre os quais destacamos o brilho de alma da alemã Ana Maria Jacobs), para a concretização de um Projeto social mais conhecido hoje como Projeto Minhoca.

Posteriormente, fruto do também feliz encontro de Lua Santana com Suni, Luca Tomasi e Barbara, brota, em Munique, Alemanha, mais dois núcleos do referido movimento que, a partir da sua prática de Capoeira Angola, substancia também, junto a outras entidades, a execução do Projeto acima citado e do Herbarium, (ver link), projeto ecológico que começa a tomar forma, tendo como principal objetivo a contribuição carinhosa pela preservação da nave mãe, Planeta terra.

Desse modo, nos arvoramos a definir a Capoeira Angola que praticamos, nascida dos mais legítimos anseios de liberdade do nobre povo negro, como uma dança, um diálogo, um ritual, um jogo, um cultivo, um sentimento, uma “vadiagem”, uma construção/comunhão grupal, enfim, uma “artimanha” de celebração da vida, voltada para o aperfeiçoamento do corpo, da mente e do espírito, na trilha pela harmonia do ser, por um mundo mais digno.

Iê viva meu Deus!

Mestre Lua Santana

Mestre Lua Santana se considera aluno do mestre Caiçara por te sido ele com a permissão do seu pai que o levou a capoeira . Nasceu e cresceu no bairro Liberdade no Salvador da Bahia – onde tinha a possibilidade de assistir as rodas e aulas dos grandes mestres dessa época como João Pequeno, Valdemar, Virgilio, Dois de Ouro e outros. Desde então encontrava e treinava com demais capoeiristas muitas daqueles que hoje são mestres, por exemplo Cobra Mança e Rosalvo.

Nessa altura vive com sua família na cidade Morro do Chapéu na Chapada Diamantina no interior da Bahia. Ele dedica-se muito ao projeto Minhoca, onde se ensina Arte-Educação e Capoeira. O elemento principal da sua vida, se expressa no seu trabalho de preservação do meio ambiente e em sua arte de esculturas. Pensando na harmonia do Ser

Desde 2001 ele regulamente visitava Alemanha, treina com os grupos de Munique e da workshops de capoeira angola.


Von JahresBericht 2005

PROJETO MINHOCA

DER URSPRUNG DES NAMENS:
Die Regenwürmer (Minhoca) beißen nicht, kratzen nicht und übertragen keine Krankheiten. Sie sind Tiere, die absolut harmlos und dazu noch von großem Nutzen für die Umwelt sind. Sie haben fünf Herzen, sind in der Lage bis zu 5 Meter in die Tiefe hinunter zu graben und sie können einen Stein bewegen, der fünf Mal soviel wie sie selbst wiegt. Durch sie wird das Wasser im Boden mit Sauerstoff angereichert und sie verbessern die Wasserhaltekapazität des Bodens; sie sind dafür verantwortlich, dass die organische Materie in Humus umgewandelt wird und dadurch spielen sie eine wichtige Rolle für das Überleben und die Gesundheit der Böden und Pflanzen. Das heißt im Klartext, dass der Regenwurm mehr Bedeutung hat als das Pferd, mehr Kraft hat als ein afrikanischer Elefant und wichtiger für den Menschen ist, als eine Kuh. Daher stellt dieser echte Gigant der Natur die entscheidende Absicht dieses pädagogischen Projektes dar, welches ins Leben gerufen wurde, um die ganzheitliche Entwicklung der Kinder und Jugendlichen zu düngen , die sich in schwierigen Lebenssituationen in der Gesellschaft befinden. Es ergänzt die normale schulische Erziehung und es lenkt das Bewusstsein auf die dringende Notwendigkeit eines ökologischen Gleichgewichts, auf die Bürgerrechte und auf die Schaffung einer gerechteren Welt.

DER AUFTRAG:
Das Ziel des Projektes ist es, zur ganzheitlich Entwicklung des Menschen beizutragen, wobei hauptsächlich die Ausbildung des Selbstbewusstseins und das Stimulieren der beiden Gehirnhälften in den Mittelpunkt gestellt wird. Dies soll erreicht werden durch eine ganzheitliche Herangehensweise in der Erziehung, die zeigt, dass die letztendliche Zielrichtung des Wissens und Könnens das Glück ist.

DIE TÄTIGKEITSFELDER:
Um dieses Ziel zu erreichen, wird im Projeto Minhoca mit Kunsterziehung als therapeutischem Ausgangspunkt gearbeitet, wobei dies folgende Aktivitäten beinhaltet: Musik, plastische Kunst, Theater, Tanz, Kunstgegenstände herstellen, Förderunterricht, Capoeira, Informatik, sowie sportliche Aktivitäten, Gärtnern, Umwelterziehung und Freizeitgestaltung.

DIE VORGEHENSWEISE:
Das Projeto Minhoca begann im Jahr l999 und entstand durch die Anstrengungen und das gemeinsamen Handeln von Menschen, die bereits Erziehungsarbeit leisteten. Diese Menschen machten sich darüber Gedanken, wie man die ganzheitliche Erziehung für Geringverdienende anregen und ermöglichen könnte und fanden durch die Arbeiten in diesem Projekt einen gemeinsamen Ort, wo sie ihren Zielen näher kommen konnten. Diese Ziele beruhen auf dem Respekt und auf der Wertschätzung des Potenzials eines jeden Menschen.
In der Anlage folgen die Berichte von den einzelnen Aktivitäten.


Um prazer enorme ter conhecido Mestre Lua Santana, que com sua energia ímpar e super positiva contagiou a tudo e a todos
um grande abraço e muito axé para toda família Nigôlo

Luciano Milani

Mais informações: http://www.nigolo.net

Entrevista: Mestre Bamba

Mestre Bamba em entrevista exclusiva ao Portal Capoeira realizada em Lisboa durante o 10º Festival Internacional de Capoeira do Grupo Alto Astral (Contra-mestre Marco Antonio).

RUBENS COSTA SILVA – MESTRE BAMBA

Profissão: Funcionário Público nº 05 Especial, MESTRE DE CAPOEIRA e atual Presidente da Associação de Capoeira Mestre Bimba.
Diploma dado pelo Mestre Vermelho 27, porém o Mestre Bamba já era reconhecido como Mestre de Capoeira.
Local de Trabalho: Rua das Laranjeiras, 01 – Pelourinho e em breve também estaremos no Forte de Santo Antônio e Carmo.
Nascimento: 04/09/1964

Ingressei na Associação de Capoeira Mestre Bimba, no ano de 1977, para assistir as aulas de capoeira Angola ministrada pelo Mestre Gato da Bahia no IPAC localizado no Pelourinho, logo em seguida assisti uma roda de capoeira no Terreiro de Jesus, de todos que jogaram, me interessei pelo Mestre Vermelho Boxel. De certa forma o destino me jogava para a capoeira, não foi difícil mas também não foi fácil, minha mãe tinha um pequeno restaurante no Pelourinho , lá conheci Mestre Vermelho Boxel. No mesmo ano comecei a treinar na Associação de Capoeira Mestre Bimba, administrada pelo Mestre Vermelho 27, mas meu primeiro Mestre foi Cecílio de Jesus Calheiro (Mestre Vermelho Boxel), fui auxiliado por vários outros Mestres no que era possível tais como Coringa, Durval (Ferro Velho), Boa Gente, Bahia e até pelo Mestre Vermelho 27, que além de meu Mestre foi e será sempre meu compadre (batizou meu filho) Kléber.

Completamente leigo, não tinha idéia dos trâmites legais da Capoeira Regional , nem do Centro de Cultura Física Regional, nem de dar continuidade ao legado administrado pelo Mestre Vermelho 27.

Passei a ver o Mestre Vermelho 27 com olhos diferentes, entendi toda sua percepção em manter aberto já a Associação de Capoeira Mestre Bimba que com a ida do Mestre para Goiás já não tinha o mesmo nome. Como compadre não me criou dificuldade para nada, aprendi o máximo que pude, foi difícil mas aprendi um pouco da história real e da sociedade baiana na resistência a um arte luta dança como a capoeira.

A partir desse momento comecei a entender todas as dificuldades enfrentadas pelos mestres de capoeira antigos, principalmente para Mestre Bimba e familiares, com a falta de apoio moral, social e principalmente histórica para um legado que invade o Brasil e o mundo.

Após a morte do Mestre Vermelho 27 em 1996, já estávamos preocupados com a preservação da nossa história de capoeira, consultei vários mestres antigos e achei apoio em vários no que o meu papel de preservar a metodologia de Capoeira Regional, procuro sempre ter uma mente aberta, aceito sugestões, ouço conselhos deixava-me ouvir e ser ouvido pelas pessoas ligadas a capoeira.

Hoje tenho absoluta certeza de que o tempo me trouxe a maturidade, a humildade necessária para dizer que ainda não sei tudo, mas tenho procurado me empenhar o bastante para saber que o aprendizado leva tempo, e conhecimento não se compra : SE ADQUIRE.

EU, Mestre (Rubens Silva) Bamba como discípulo do Mestre Vermelho 27, pretendo até o fim da minha vida tão somente preservar o trabalho da Capoeira Regional que me foi transmitido e respeitar qualquer outro estilo de capoeira sem criticas que venha a destruir o nome CAPOEIRA.

Sempre falo para meus alunos, e nos eventos que participo que não sou o dono da CAPOEIRA REGIONAL, tive vários Mestres; e sempre respeitarei meu MESTRE VERMELHO 27.

Estou transmitindo todos os ensinamentos que aprendi e todos os dias descubro que tenho mais a aprender.

Enfim sinto-me uma pessoa de moral ilibada, seja dentro do âmbito da capoeira, familiar ou profissional.

Meus alunos com fé em DEUS, jamais sentirão vergonha quando ouvir chamar meu nome em qualquer evento que seja.

Fonte da Biografia: www.capoeiramestrebimba.com.br/mestre_bamba.htm

Mestre Bamba, Cabeção, Mestre Orelha e Milani – Lisboa
10º Festival Internacional de Capoeira Grupo Alto Astral

* Agradecimento especial ao Mestre Bamba e seu filho (Cabeção) que durante o Festival de Capoeira em Lisboa, nos mostraram e verdadeira simplicidade e a relação harmoniosa entre pai e filho.

Obrigado mestre Bamba pela disponibilidade, atenção e prontidão.

Prazer enorme te reencontrar em Valência no evento do amigo Careca.

Luciano Milani

Porto Alegre: Federação Riograndense de Capoeira necessita de 4 oficineiros

 

A Federação Riograndense de Capoeira necessita de 4 oficineiros para ministrarem aulas de capoeira para Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 4 turnos e um sábado Salário R$ 450,00 + Vale Transporte interessados deverão entrar em contato com o Mestre Gavião Fone: 9812.8737

FEDERAÇÃO RIOGRANDENSE DE CAPOEIRA
Entidade de Direção, Administração e Regulamentação Esportiva
CENTRO DE REFERÊNCIA DA CAPOEIRA GAÚCHA

Mestre Presidente Gavião – mestregaviao@gmail.com
http://www.mestregaviao.portalcapoeira.com
(051) 9812.8737

Secretário Gigante
(051) 8144.8525

Arpa ou berimbau?

 

O Prof. André Carvalho, em resposta a infeliz notícia* protagonizada pelo prof. Antonio Dantas, 69, responsável pelo curso de medicina da UFBA, que segundo Mestre Moraes já foi destituido do cargo,nos escreveu esta bem humorada e incisiva crônica.

* "Berimbau é instrumento de quem tem poucos neurônios", diz coordenador de medicina da UFBA

Leiam e reflitam…

Arpa ou berimbau?

Por André Carvalho

Mesmo sendo baiano da gema, acabo de comprar uma harpa. Fi-lo porque qui-lo, como diria o inteligentíssimo mato-grossense Jânio Quadros. Foi complicado encontrar uma harpa à venda aqui, na bendita cidade do Salvador.

Baiano não é muito chegado a essas coisas. As poucas existentes estão em museus e, sabe-se de uma, em casa de um professor, doutor, coordenador universitário.
Minha harpa tem quarenta e seis cordas e sete pedais e seu desenho é semelhante àquele usado nas harpas dos Caldeus, em 600 a.C.. Tive alguma dificuldade em contar todas as suas cordas. Confesso, escabreado, que me confundi umas três ou quatro vezes e que foi necessária a ajuda de um amigo, o Antônio, muito mais sagaz que eu, para a consecução da tarefa.

Apesar da passagem pela Universidade Federal da Bahia, nos idos de 70, empaco em coisas que dizem respeito à aritmética. A UFBA não tem culpa alguma, pois a questão é de QI. Também pudera, acostumado ao berimbaumonocó rdio, não podia ser diferente.

Optei pela harpa na esperança de elevar meu QI a números estratosféricos, seguindo uma nova teoria evolucionista que vem sendo elaborada e desenvolvida por médicos aqui da Bahia. Nunca dantes se viu coisa igual. A tese é a seguinte: quanto mais cordas você tocar, mais inteligente você é. Portanto, violonista que toca violão de doze cordas é mais inteligente do que o bandolinista que toca em oito cordas, que por sua vez é mais inteligente do que o baixista que é tão inteligente quanto o cavaquinista, e assim sucessivamente.

Como você já percebeu, na base da pirâmide do intelecto estão os tocadores de berimbau.

O que me encanta nos estudos científicos é a profusão de novas e revolucionárias idéias. Claro, pesquisa serve mesmo para isso. Pena o Brasil ter que reformar apartamentos de reitores magníficos e sobrar pouco recurso para as pesquisas. Com mais dinheiro poderíamos estudar a influência da percussão no resultado dos vestibulares, por exemplo. Bum, bum, bum, bum, bum ajuda ou atrapalha o batuqueiro a ingressar na universidade? Se ajudar, o faz mais em medicina ou engenharia? Outra pesquisa interessante seria relacionar curso a instrumento musical. Para direito é melhor tocar um instrumento de sopro, clarinete, talvez. Quer sucesso nas ciências econômicas, então toque oboé, e assim por diante.

Comprovadas estas hipóteses, melhorar-se- ia muito o desempenho dos alunos nos exames avaliatórios, tipo ENADE e OAB.

Apenas uma coisinha me intriga quanto ao resultado de tudo isso. É que dentre os instrumentos que conheço, o mais parecido com a harpa é o berimbau. Na verdade o berimbau é uma harpa de corda única. É uma prova de inteligência dos seus inventores; substituir quarenta e cinco cordas e sete pedais por uma cabaça, uma vareta, um caxixi e uma pedra, e tirar daí, os sons necessários para uma existência feliz é fantástico. O berimbau é mais barato, mais leve, portátil, de fácil manutenção e mercadologicamente mais demandado. Tirante eu ou outro insano qualquer, ninguém compra uma harpa eleva pra casa, mas todo o mundo compra um berimbauzinho de lembrança, não é mesmo?

Tocar berimbau não é para qualquer um. Dizem que é um dom de Deus. Extrair de uma única corda a profusão de sons que os tocadores conseguem deve ser mesmo obra dos deuses. Imagino um berimbau tocando os famosos e harmônicos temas natalinos!!! Maravilha!!! Ansioso, espero o desenrolar das novas etapas da pesquisa.

Fonte: Mestre Cobra Mansa – mestrecobramansa@yahoo.com.br

Curso de “Capoeira Terapêutica” ou “Psicossomaterapia”

É uma nova modalidade de terapia indicada para todas as idades e condições físicas. Fruto de estudos, observações teóricas e práticas fundamentadas através da Filosofia, Psicologia e resultados excelentes. Nosso método de ensino vem de um longo trabalho, esforço, dedicação, contínua vigilância e superação de nosso próprio sistema, depois de muitos anos de haver dedicado ao ensino da Capoeira, e práticas de terapias afins.
Considerando os benefícios que a capoeira propicia colocamos a sua disposição, um ambiente de tranqüilidade, um novo e fantástico mundo de cultura física, mental e espiritual, cuidadosamente elaborado, por nosso Instituto visando um único objetivo: seu bem estar. Temos um objetivo em comum a Capoeira Terapêutica e, somos motivados pelo desejo de servir, de nossa parte você terá toda a garantia de SUCESSO.
Sozinhos somos ponto de vista. Solidários seremos união. E juntos alcançaremos nossos objetivos. ( RIVAIL, D.H. Léon.)

Capoeira Terapêutica ou Psicossomaterapia.

No Oriente existe o Zen; A Europa desenvolveu a Psicanálise; No Brasil temos o jogo da Capoeira.
(Nestor Capoeira)

É nova modalidade de terapia. Tem suas bases em atividades de Educação Física milenar, na Filosofia: oriental e ocidental, na Psicanálise, na bioenergética e na capoeira. É uma arte associada à terapia que prepara o homem para viver melhor (convivendo pacificamente e buscando a resolução dos seus problemas).Tendo uma atitude positiva perante a vida e se comportando em vista de um objetivo maior, coletivo.Visa a preparação da mente e do corpo de modo que as pessoas adquiram recursos mais adequados para realizar ideais nobres e éticos, desejáveis no meio social.

Desde os povos primitivos passando pela Antigüidade oriental até os dias atuais os exercícios físicos continuam merecendo destaque. No Oriente antigo podemos deduzir uma classificação onde identificamos finalidades de ordem guerreira, terapêutica, esportiva e educacional, aparecendo sempre a religião como pano de fundo, como todas as realizações orientais.

A civilização Grega marca o inicio de um novo ciclo na história com o aparecimento do mundo civilizado ocidental. A Filosofia pedagógica que determinou os caminhos a serem percorridos pela educação grega tem o grande mérito de conjugar a Educação Física com a intelectual e a espiritual. Postulava, dessa forma, o mais significativo de todos os princípios humanistas, pois o homem somente é humano enquanto completo. Sendo a educação Integral refletida na frase “mente sã em corpo sadio”. Em A República, Platão fala por intermédio de Sócrates a respeito do ideal da educação grega que unia a ginástica à música (esta concebida como cultura espiritual).

Chegando à Idade Média e ao Renascimento, encontramos vários pensadores renascentistas que dedicaram suas reflexões à importância dos exercícios físicos. Da Vinci estudou e escreveu sobre os movimentos dos músculos e articulações, um dos primeiros tratados de biomecânica que o mundo conheceu. Rabelais defende práticas naturais para a educação e, por isto, os jogos e os esportes deviam ser explorados. Montaigne exaltava a importância da atividade esportiva, quando defendia que não só a alma deve ser enrijecida, mas também o corpo. Francis Bacon defendia a execução de exercícios naturais, havendo estudado a manutenção orgânica e o desenvolvimento físico pelo aspecto filosófico.

Rousseau e Locke dedicaram especial atenção aos exercícios físicos. Suas teorias evidenciavam os aspectos benéficos da vida do campo e ao ar livre, com a prática de jogos, esportes e ginástica natural. Influenciado por Rousseau, o educador Pestalozzi orientou a ginástica por parâmetros médicos, objetivando correções de postura. Passando por Denizard H. L. Rivail com a concepção espiritual de homem; chegamos a Freud, que estabelece as bases do funcionamento psíquico criando a psicanálise e formando vários adeptos. Reich foi um destes que optou pôr seguir o seu próprio caminho desenvolvendo nova visão no tratamento dos pacientes descobrindo a energia orgone e a vegetoterapia. Alexander Lowen, discípulo de Reich, baseado nas teorias de seu mestre formula e publica o livro Bioenergética. Roberto Freire descobre a Somaterapia conjugada a Capoeira enquanto meio para lidar com os problemas físicos e psicossociais.

No livro A Alma é o Corpo, R. Freire coloca que: “A palavra Somaterapia surgiu em 1973 para designar o tipo de trabalho que realizava na época”. Discípulo de Wilhelm Reich, já passara a terapeutizar o corpo (Soma, em grego) de seus clientes. “A teoria da Soma deriva das transformações operadas nas descobertas de Freud pelo pensamento crítico de Reich”. Dá como exemplo disso, a obra Análise do Caráter, de Wilhelm Reich, que parte da psicanálise e termina abrindo as portas para a Bioenergética, que se consolida com seu livro A Função do Orgasmo. No campo propriamente psicológico, em última análise, a Soma tem origem no que se convencionou chamar de pesquisas neo-reichianas em Bioenergética, especialmente no trabalho de Alexander Lowen. Por esta razão, R. Freire utiliza o próprio Lowen para realizar a passagem de Freud à Bioenergética, passando por Reich e terminando por explicar como esses caminhos desembocaram na síntese da Soma.

Na obra A Arma é o Corpo, Freire diz ser a Soma uma terapia anarquista, como a criou e desenvolveu. Explica também por que a “Soma está agora associada definitivamente à Capoeira, que provou ser o melhor e o mais completo exercício para a liberação bioenergética, bem como a forma ideal e mais brasileira de levar as pessoas ao necessário enfrentamento interpessoal que possibilite a sua libertação como ser social”. Ao justificar essa associação, Freire lembra que a Capoeira foi, no Brasil, a arma utilizada pelos negros escravos para a libertação. “Neste período de escravização psicológica (neuroses), a juventude brasileira agora pode dispor da Soma – Capoeira, para a sua libertação”. Na fala do prof. Gladson O. Silva, do Centro de Práticas Esportivas da USP: “A Capoeira é um dos trabalhos corporais mais completos que se conhece, pois sua prática envolve o uso de vários grupos musculares, além de melhorar as condições cardiorrespiratórias e os reflexos”. Em decorrência temos hoje a Capoeira Terapêutica, ou seja: a Psicossomaterapia.

 

 

Inscrições abertas

Início dia 13/05/2008.
Horário: das 19:30 as 21:00, terças e quintas. Ou aos sábados das 15:30 as 17:30.
Local: INCORE (Instituto de Convivência Renovação).
Rua Marechal Hermes da Fonseca, 60 – Vila Carvalho – Sorocaba.
Tel: 3233-6355 hor. Comercial ou 9726-7016.

Cuide do Corpo e da Mente – Numa combinação única de exercícios físicos e mentais que integram: Saúde, Qualidade de Vida e auto-conhecimento.

Maria de Lourdes P. Santos. CREFITO; 3/8587-TO
Eduardo A. Santos. CREF: 9458 –T/SP, pedagogo, pós-graduado em psicologia pela USP e mestre de capoeira.

Cuiabá: Capoeira entra em cena

Palco Giratório traz espetáculos de todo o Brasil para o Sesc Arsenal, a partir deste final de semana. Teatro, dança e circo, diariamente, até 01/06

Depois de passar por um Curto Circuito de Teatro(últimas peças hoje) Cuiabá entra em um Palco Giratório. Dionísio reina neste calor cuiabano. O SESC vai entrar em ebulição. São espetáculos com grupos de todo o Brasil, durante todo o mês de maio.

Integram a programação oficinas, debates e, claro, muito teatro. O Festival Palco Giratório é um dos maiores festivais de artes cênicas circulando o país, senão o maior.

Máscaras, bonecos, figurinos, cenários, imaginários compartilhados e construídos e reconstruídos pela cultura. Que privilégio uma cidade que depois de esbaldar em um mês de teatro local recebe os grupos nacionais e continua a interagir com atores e platéias em um palco cotidiano.

O Festival Palco Giratório está de volta a Cuiabá com espetáculos fundamentados na pesquisa como base de criação e desenvolvimento e primam por trabalhar a educação dos sentidos para a formação de público. Durante este mês, Cuiabá sedia pelo segundo ano consecutivo, o Festival. De 03/05 a 01/06, serão exibidos, diariamente, espetáculos de teatro, dança e circo, de vários estados do País e de produções locais.

Quem começa girando é o Besouro Cordão-de-Ouro (RJ) um espetáculo que faz homenagem a Manuel Henrique Pereira(1897-1924), o Besouro Cordão-de-Ouro ou o Besouro-Mangangá, tido como o maior capoeirista de todos os tempos da Bahia. Suas histórias são contadas por outros mestres capoeiristas conhecidos, como Canjiquinha, Bimba(criador da capoeira Regional), Barroquinha, Caiçara, Budião, Rosa Palmeirão, Dora das Sete Portas e Pastinha(líder da capoieira Angola).

O palco se transforma numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis. Caixotes de madeira, painéis com as letras das músicas do espetáculo e balaios espalhados pelo chão compõem o cenário e aproximam o ambiente dos personagens da platéia. O elenco, todo composto de atores negros, contou com dois grandes mestres da capoeira para a preparação corporal, Mestre Casquinha e Mestre Camisa.

O espetáculo mostra a trajetória, filosofia, prática e música do mestre Besouro, fazendo um paralelo com a história do Brasil suas raízes culturais. Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação, deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira. Metido em política, ele impunha respeito naquele princípio de século XX, na Bahia. Além de capoeirista, Besouro também tocava violão e compunha sambas-de-roda.

Besouro inspirou a música Lapinha, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, vencedora do Festival de Música da TV Record, na voz da cantora Elis Regina. Serviu de fonte também para um dos capítulos do livro Mar Morto, de Jorge Amado, e para o filme Besouro capoeirista, com o ator baiano Mário Gusmão. O curioso é que a mesma coragem e valentia lembradas nas canções, que o transformaram num herói, fizeram com que, em vida, tivesse fama de arruaceiro e fosse perseguido pela polícia em inúmeras ocasiões. E pensar que tudo isso foi feito antes de ele completar 30 anos.

Em um texto do Luciano Milani, baseado em uma matéria publicada no Correio da Bahia, temos a descrição do Besouro lendário: “Até hoje, sua personalidade permanece envolta em mistério, fortalecendo ainda mais o mito em torno de seu nome. Sua certidão de nascimento nunca foi encontrada, nem documentos de identidade. Também não há qualquer imagem – seja fotografia ou pintura – dele. Besouro não deixou filhos conhecidos, nem mulher, nenhum grande amor que tenha ouvido suas confidências naquelas noites antigas. Seus amigos já partiram deste mundo. Sua única irmã viva não chegou a conhecê-lo: temia o próprio irmão”. Sua existência foi “comprovada” há pouco tempo através de dois documentos encontrados no Arquivo Público da Bahia, em Salvador, e no de Santo Amaro. Neste último, Besouro é acusado por um crime cometido na Fazenda Rio Fundo, onde ele vivia como empregado de um poderoso proprietário da região.

Também passarão pelos palcos do SESC Arsenal os espetáculos: Adubo (DF), neste domingo e mais: Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Escudeiro Sancho Pança (GO), Tempo (MT), Amor e Loucura (BA), Desutilidade Poética (MT), Miniteatro Ecológico – Caatinga (MG), A Gaivota (Alguns Rascunhos) (PB), Circo Minimal (RS), Larvárias (RS), O Porco (SP), O Pupilo Quer Ser Tutor (SC), Siriri e Cururu (MT), O Sapato do Meu Tio (BA), Ópera Dance (MT), Circo Teatro Artetude (DF), The Carnival (MT), Casa de Ferro (BA), Curta Curva do Rio (MT), Senhora dos Afogados (MT), As 04 Chaves (SP), Saudades em Terra/Água (RJ), Quebra-Cabeça, A Lenda do Minhocão do Pari (MT), O Reencontro de Palhaços na Rua é a Alegria do Sol com a Lua (AL), Sambalelê (MT), Brevidades (SP).

O projeto Palco Giratório foi criado pelo Departamento Nacional do Sesc, desde 1998, com o objetivo de difundir e descentralizar as artes cênicas no Brasil. A iniciativa se transformou em uma das ações culturais mais importantes do país, pois através do projeto a população pode ter acesso às produções teatrais de qualidade. Com uma programação múltipla, diversos espetáculos circulam pelas capitais e cidades do interior, viabilizando a troca de experiências entre grupos de teatro de todo o Brasil.

Fonte: Diário de Cuiabá: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=315896

Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus traz a África para o Brasil

Grupo apresenta espetáculo Intore baseado em dança tradicional dos guerreiros de Ruanda.

 

Em busca da valorização das raízes culturais do país, o grupo Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus da ONG Ação Comunitária do Brasil/RJ (ACB/RJ) mergulha na história e traz à cena o espetáculo Intore. A temporada de shows de dança e música afro-brasileira estréia dia 07 de maio às 19h no Teatro SESI da FIRJAN e fica em cartaz até o dia 21.

Intore, que significa “os escolhidos”, é uma dança tradicional que com movimentos fortes narra a vida de heróis e Reis de Ruanda, na África. Criada há séculos atrás, era originalmente apresentada por guerreiros apenas para a corte real. Nas tradições, os guerreiros intore são selecionados pela excepcional qualidade física e moral e são conhecidos por sua elegância, humildade e honradez.

Sob a direção artística do coreógrafo Charles Nelson, o espetáculo recria os elementos básicos da dança ancestral mantendo a tradição da utilização dos tambores rituais ingomas, vindos de Ruanda. O primeiro ato do espetáculo apresenta o cotidiano de uma tribo africana e suas tradições, retratando situações de caça, agradecimentos a divindades, rituais de modo geral e simboliza a força através da dança dos guerreiros. O grande destaque é a dança da guerra, onde movimentos fortes criam uma coreografia complexa com brutal agressividade.

Com o apoio da Petrobras, a montagem foi elaborada a partir dos resultados da Cooperação Sul Sul Brasil-África realizada com o apoio da ONU no final de 2006. O resultado mescla a tradição ruandesa com elementos da cultura popular brasileira. O intercâmbio com artistas do Ballet Nacional de Ruanda deu ao musical o tom da miscigenação cultural e étnica que orienta todos os trabalhos da Ação Comunitária. O resultado dessa cooperação foi destaque no relatório da UNCTAD sobre as experiências de destaque envolvendo o conceito de economia criativa no Brasil.

Kina Mutembua – Batizado com nome em dialeto banto que significa Dançando com o Vento, o grupo Kina Mutembua da ONG Ação Comunitária do Brasil/RJ caracteriza-se pela dança afro associada à capoeira e ao uso de músicas em dialeto banto em seus shows.

Composto por jovens com idade entre 10 e 30 anos, o grupo iniciou sua trajetória há quatro anos sob orientação de um corpo docente formado por professores de expressão corporal, artes cênicas, dança afro, canto e percussão. A partir dessa experiência, surgiu a Orquestra de Berimbaus que tem como base voz, berimbaus e instrumentos de percussão e efeito.

Coisas Nossas, o primeiro espetáculo do grupo, foi apresentado em espaços culturais tradicionais do país como Teatro Rival Petrobras, Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, Teatro Municipal Raul Cortez, Teatro Francisco Nunes (Belo Horizonte), Teatro Nacional de Brasília, Conjunto Cultural da República, Teatro Odylo Costa Filho, Circo Voador e SESC Tijuca. O histórico de apresentações deste grupo ultrapassa as fronteiras do Brasil, o Kina Mutembua já soou seus tambores e mostrou as tradições da capoeira na festa de aniversário da cidade Rinconada de Los Andes (Chile) em 2004.

Ação Comunitária do Brasil/RJ – Fundada há 40 anos junto a comunidades de baixo desenvolvimento econômico, a Ação Comunitária do Brasil/RJ é uma das pioneiras na área de responsabilidade social no Brasil.

Com 40 anos de experiência, a ONG contribui com a definição de políticas e práticas de geração de trabalho e renda para moradores de comunidades de baixa renda. Funciona como incubadora de empreendimentos adotando os princípios da economia solidária e do comércio justo. Recentemente foi destacada pela ONU como um exemplo a ser seguido no combate ao racismo e escolhida, por esta organização, para a realização de experiências-piloto de cooperação Sul-Sul na área da economia criativa. | Site: www.acaocomunitaria.org.br

.Show Intore – grupo Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus, com temporada: 07/05, 13/05, 14/08 e 20/05, 21/05, às 19h30, no Teatro SESI – FIRJAN – Avenida Graça Aranha, 01. Centro – Rio de Janeiro. Ingresso: R$ 12 inteira – R$ 6 meia entrada.

Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=38429

FALC derruba edital que excluiu capoeira de processo seletivo

FALC E FENAL derrubam edital da SEE – CORAC/AL que excluiu a capoeira do processo seletivo para agentes culturais.

Caros camaradas,

Nos últimos quatro dias, a Federação Alagoana de Capoeira (FALC) e representantes do Fórum de Entidades Negras de Alagoas (FENAL) travaram uma luta histórica junto a uma das instâncias do poder institucional do Estado de Alagoas.

Através do edital 03/2008, da Secretária Estadual da Educação e do Esporte, fomos surpreendidos com a abertura de concurso público para agentes culturais da Coordenadoria de Ação Cultural (CORAC), do qual a capoeira foi excluída das atividades realizadas por esta coordenadoria.

Nos últimos sete anos, a pratica da capoeira vem sendo ensinada em escolas públicas alagoanas, através de contrato verbal com a CORAC. O mesmo acontece com a música, o teatro, balé, folguedos populares, artes plásticas, cinema, maestro de bandas. Neste tempo, a capoeira revelou-se peça fundamental na inclusão da cultura afro-brasileira nas escolas.

Diante de tal situação que caracterizou a exclusão por questões étnico-racial e descumprimento às Leis 10.639 e 6.814 a FALC com apoio do FENAL articulou as seguintes ações:

* Formação de comissão para contato direto e urgente com a CORAC e com a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas. Os contatos foram feitos com Suely Cavalcante, diretora da CORAC e com Márcia Valéria Lima Santana, Secretária Estadual da Educação.

* Elaboração de carta e encaminhamento para a secretaria Márcia Valéria Lima Santana, solicitando a anulação ou aditamento do edital n° 03/2008, no intuito de incluir a capoeira no processo seletivo desta coordenadoria.

* Solicitação de estudo e viabilidade junto ao advogado da FALC e do advogado Betinho, para impetrar Mandato de Segurança no sentido de impedir a realização do processo seletivo;

* Contato com a Gerência de Educação Étnico-Racial – Arísia Barros, para solicitar a participação na reunião com a diretoria do CORAC;

* Reunião com a diretora do CORAC, exposição dos fatos, solicitação de cumprimento às leis, requerimento de inclusão da capoeira neste processo seletivo como ação inegociável, visão da capoeira dentro do processo de inclusão social, e disseminadora da cultura afro-brasileira no Brasil e no mundo.

Como resultado da nossa articulação e comprometimento pela igualdade de direitos e ocupação de espaços pela cultura afro-descendente tivemos:

* Reconhecimento que a capoeira, na sua prática e seu contexto histórico-social, muito tem contribuído no auxílio da educação dentro das premissas da CORAC;

* Entendimento da Secretaria do equivoco cometido na elaboração do edital;

* Comprometimento em abertura de vagas, neste processo seletivo, para capoeira com as mesmas cargas horárias dos últimos trabalhos;

* Correção do edital e republicação incluindo as vagas para agentes culturais de capoeira e ampliação do prazo de inscrição;

* Documento de compromisso do cumprimento das ações definidas junto à comissão formada pela FALC e a Gerência de Educação Étnico-Racial.

Esta é uma conquista histórica que representa, por uma lado, a força dos seguimentos afro-brasileiros quando unidos e conhecedor dos seus direitos, por outro lado, que os poderes institucionais tendem, se solicitado, a atender as nossas reivindicações pautadas nas leis e necessidades socias.

Mostrou também que, com urgência, se faz necessário a buscar constante da aplicação das Leis 10.9639 e 6.8114. E isto depende muito de nós, seguimentos do FENAL no sentido de buscar soluções e caminhos para que isto aconteça. Uma oportunidade está na capoeira como forma de ensinar a história e cultura Afro-Brasileira nas escolas, mas muitas outras deverão participar.

Como capoeiristas afirmamos a posição desta arte, movimento de luta legitima, rico no seu contexto histórico-social.

Quem é afro-descendente, quem é capoeirista, quem se identifica com a causa do nosso herói nacional – ZUMBI DOS PALMARES – Acredita e não abre mão da crença que: quando em situações adversas, não pudermos dar um passo à frente, é questão de vida, não darmos um passo atrás. Resistir sempre.

Agradeço a todos que direta ou indiretamente participaram desta conquista.

Comissão:

* Contra-Mestre Marco Baiano, Mestre Dumel, Professor Denis, Contra-mestre Leto, Professor Marcão, Professor Devagar, Prof. Arísia Barros –(Gerência de Educação Étnico-Racial), Dr. Reginaldo Gomes, Dr Alberto (Betinho)

Um grande abraço a todos.

Marco Baiano.

PRESIDENTE DA FALC

São Paulo: Mestre Plinio & Centro de capoeira angola angoleiro Sim Sinhô

Em nome de Mestre Plínio e do Centro de Capoeira Angola Angoleiro Sim Sinhô, são paulo, sp, gostaria de convidar a todos os leitores e visitantes do Portal Capoeira para o evento que ocorrerá entre os dias 22 e 25 de maio de 2008 , no parque da agua branca, perdizes, sp, que contará com a presença de varios mestres angoleiros confirmados e com alguns que ainda estão confirmando.

O evento será um encontro de capoeira angola aberto aos capoeiristas em geral, praticamente um marco para a cidade de são paulo, pois será também o lançamento do CD do Centro de capoeira angola angoleiro Sim Sinhô, esperado e preparado há 15 anos, o centro de capoeira angola angoleiro sim sinhõ é o primeiro trabalho de capoeira angola estabelecido em são paulo desde 1993 que conta com uma roda semanal e ininterrupta desde a data da fundação do grupo.
 
Muito obrigado e contamos com a presença da portal capoeira no evento
 
Mazinho 
(aluno de mestre Plínio)