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Julho 2008

Vendo Artigos de: Julho , 2008

Brasil: Gilberto Gil confirma saída do Ministério da Cultura

Gilberto Gil, foi sem dúvida um dos políticos da história recente do Brasil, que mais lutou pela nossa CAPOEIRAGEM.

Podemos referir a criação do Projeto Capoeira Viva, o celebre discurso em Genebra (ONU) e o registro da Capoeira como patrimônio imaterial brasileiro.

Em nome de toda equipe do Portal Capoeira, agradecemos e desejamos todo o axé do mundo para nosso querido Artista-Ministro Gilberto Gil…

Ministro se reúne com Lula à tarde para definir data de saída; Gil não disse se vai indicar substituto

SÃO PAULO – O ministro da Cultura, Gilberto Gil, confirmou nesta quarta-feira, 30, que vai deixar o comando do ministério, segundo informações da Agência Brasil. Ele disse que vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta tarde para discutir a data de sua saída. Na agenda oficial do presidente, o encontro está marcado para as 16h30. O anúncio foi feito, no Rio, durante a abertura de um seminário sobre direito autoral.

Gil, no entanto, não quis antecipar quando pretende deixar o cargo ou se vai indicar o substituto. "A notícia será notícia no tempo certo", disse. O ministro avaliou como positivo seu mandato, mas exaltou o trabalho de toda a equipe. Segundo ele, esse período foi "importantíssimo no Ministério da Cultura, por acaso, com o ministro Gil à frente".

Ainda de acordo com o ministro,outro aspecto positivo no comando da pasta foi o reconhecimento como Patrimônio Cultural Brasileiro de elementos da cultura regional como a capoeira, o frevo, o samba de roda e a pintura corporal dos índios.

Gil está no ministério desde o primeiro mandato Lula, em 2003. Desde a semana passada, aumentaram os rumores sobre sua saída. Não é a primeira vez que o cantor diz que vai deixar o governo. No fim do ano passado, ele havia anunciado sua saída, mas voltou atrás a pedido de Lula.

O ministro interino, Juca Ferreira, chega nesta quarta-feira, 30, da Bolívia, após encontro com ministros da Cultura do Mercosul. O interino em exercício é Alfredo Manevy. Gil também acaba de chegar de sua turnê pela Europa e retoma as atividades artísticas no dia 2, quando fará show em Itaipava (RJ). No dia 8, vai a Curitiba (PR), e no dia seguinte toca em Florianópolis (SC).

Gil argumenta que quer voltar à carreira artística e já disse que os discursos prejudicam suas cordas vocais. "Treinei minha voz para o canto, e não para discursos", afirmou na primeira tentativa de deixar o governo. Em outubro do ano passado, Gil foi submetido a uma cirurgia nas cordas vocais para a retirada de dois cistos.

O Estado de S.Paulo – http://www.estadao.com.br

Capoeirada: Cordão de Ouro & Capoeira Feminina

Um evento feminino chamado Capoeirada, do Grupo Cordão de Ouro, vem tomando força no Brasil. Esta iniciativa é uma grande conquista de algumas capoeiristas do grupo como a Maria Patrimônio, a Instrutora Morgana, a Instrutora Claudinha, Janaína e a Viviane.

Capoeirada

Por causa da dedicação delas à cada ano que passa o evento fica mais forte e ajuda na transformação e destaque das mulheres na história da Cordão de Ouro. Com engajamento, prestatividade e companheirismo elas encontram nos homens grandes parceiros para a realização de um evento onde as mulheres podem se reunir e discutir pontos importantes da participação feminina na capoeira. A programação deste ano contará com dança afro, ritmos brasileiros, aulão e apresentações de maculelê, dança guerreira, dança afro, workshop de Capoeira Angola, rodas e para finalizar samba de roda.

O evento será realizado no dia 30/08/2008 no Ginásio do CEU Cidade Dutra na Avenida Interlagos com supervisão do Mestre Suassuna e organização das mulheres da Cordão de Ouro Matriz.

Para maiores informações é só ligar para: 55 (XX) 11 3223-5357 na matriz da Cordão de Ouro e falar com Morgana.

 

Maira Hora

Cel: (11) 9630 7900
Tel: (11) 5548 3060
 

Fortaleza: Cortejo pelo Centro comemora o Dia do Patrimônio Cultural

Em comemoração ao Dia Estadual do Patrimônio Cultural, a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult) realiza na tarde de quarta-feira, dia 30, o Cortejo dos Confederados. Reedição teatral, cívica e festiva da marcha dos condenados, o Cortejo resgata fatos que marcaram a vida do cearense e exalta as conquistas dos nossos heróis.

A ação faz alusão à Confederação do Equador – episódio marcante da nossa história – remetendo à participação do Ceará na Revolução Republicana de 1824, quando foi implantado, no Estado, um Governo Patriótico e Republicano, sob a chefia de Tristão Araripe. Vencida a revolução, os principais líderes foram executados pelas forças monarquistas, em fuzilamentos precedidos por cortejos que saíam da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção e seguiam pela Rua Conde D’Eu, Igreja do Rosário, Praça do Ferreira, Rua Floriano Peixoto, encerrando no então Campo da Pólvora, hoje Passeio Público.

Procurando rememorar as idéias e o heroísmo dos revolucionários de 1824, o Cortejo dos Confederados seguirá o mesmo trajeto do passado, fazendo paradas, com encenações, na 10ª Região Militar, Igreja da Sé, Museu do Ceará, Igreja do Rosário, Praça do Ferreira, Casarão Dr. José Lourenço e Passeio Público, onde serão encenadas as execuções.

A solenidade militar de degradação dos condenados será iniciada às 15h com a execução dos hinos do Brasil, do Ceará e de Fortaleza, salvas de canhão, toques de cornetas e fogos de artifício. O Cortejo sairá às 15h30min, com fogos e música. Apresentação de Maracatu, Capoeira e de uma cena relacionada com a libertação dos escravos no Ceará, acontecerá em frente à Igreja do Rosário. Já em frente ao Museu do Ceará e Palácio da Luz, será apresentado o Manifesto dos Confederados; na Praça do Ferreira, grupos indígenas executarão o Ritual do Torém e, no Sobrado Dr. José Lourenço, será feita outra encenação do Manifesto dos Confederados. De lá, o Cortejo seguirá para o Passeio Público, onde encerrará com grupo de atores e de grandes bonecos encenando os fuzilamentos de Padre Mororó, Ibiapina, Carapinima, Azevedo Bolão e Pessoa Anta.

Participarão do Cortejo o grupo Garajal, índios Tapeba, Escola de Samba Mocidade Independente/Bela Vista, Cia. Bate Palmas, Bumba-meu-boi Ceará (do Mestre Zé Pio), Quadrilha Paixão Nordestina, Caravana Cultural, Barraca da Amizade, Reisado Brincante Cordão do Caroá, Reisado SESC Nossa Senhora da Saúde, Grupo Formosura de Teatro, Viver Capoeira Mestre Índio, Ala dos Condenados, Linda Canalha e Maracatu Solar.

Serviço:

14h – Concentração dos Grupos em frente na 10ª Região Militar -Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção

15h – Início da Solenidade militar de degradação dos condenados, execução dos hinos do Brasil, do Ceará e de Fortaleza, salvas de canhão, toques de cornetas e fogos de artifício.

Assessoria de Imprensa da Secult:

Bianca Felippsen (bianca@secult.ce.gov.br – 3101.6759 / 8878-8805)

Ceará: Capoeira na Ponte Metálica

Projeto "Roda do Pôr-do-Sol" leva capoeiristas à Praia de Iracema, até o fim do ano, nas tardes de sábado e domingo

Dezenas de capoeiristas do Ceará comemoraram o reconhecimento da capoeira como patrimônio cultural brasileiro com apresentação especial, neste fim de semana, na Ponte Metálica, com a ginga típica da dança e o ritmo inconfundível da musicalidade deste jogo, ornamentados pelo pôr-do-sol da Praia de Iracema.

Idealizado pela Associação Terreiro de Capoeira do Ceará, em parceria com o Grupo Capoeira Mundi, o projeto “Roda do Pôr-do-Sol” realizará, todos os sábados e domingos, a partir das 16h30, rodas com mestres e praticantes do jogo no Estado. “Conversamos com a Secretaria de Turismo do Estado, que aceitou fazermos o projeto até o fim deste ano, sempre na Ponte Metálica. A idéia surgiu como forma de comemorar o reconhecimento da Capoeira”, explicou mestre Soldado, fundador da Associação Terreiro.

Ele ressalta que a capoeira cearense vive um momento de comunhão entre mestres e praticantes das cerca de 17 entidades que representam o jogo. “O momento é positivo. Além da harmonia, o nosso Estado, que sempre teve tradição na capoeira, tornou-se um celeiro de capoeiristas para a Europa, Estados Unidos, Japão e África”.

As entidades, segundo Soldado, também lutam para a criação do Centro de Referência da Capoeira no Ceará. “Será um espaço que não ficará limitado somente à prática da capoeira. Haverá biblioteca, espaço para pesquisas, debates constantes e espaço para outras manifestações culturais regionais, como Maracatu”.

Responsabilidade

No último dia 15, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), composto por representantes de entidades governamentais e da sociedade civil, reconheceu, por unanimidade, a capoeira como patrimônio Cultural Brasileiro, inscrevendo o Ofício dos Mestres de Capoeira no Livro dos Saberes e a Roda de Capoeira no Livro das Formas de Expressão.

“Isso muda muito o panorama da capoeira. Aumenta a nossa responsabilidade de ensinar e o modo de sermos enxergados pelos órgãos públicos”, avaliou Mestre Soldado.

Além do reconhecimento, o Conselho Consultivo do Iphan sugeriu a criação do Plano de Salvaguarda da Capoeira, onde políticas públicas garantem direitos aos capoeiristas. O reconhecimento do notório saber dos mestres pelo Ministério da Educação, um plano de previdência especial para os velhos mestres, além da criação de um Centro Nacional de Referência e do Fórum da Capoeira são algumas propostas do Plano.

“O reconhecimento é justo, mas tardio. A capoeira, há muitos anos, é uma manifestação de destaque no País. Acredito que, agora, aumente a compreensão do significado dos seus elementos e instrumentos”, disse o estudante Alyson Vasconcelos, na abertura do projeto “Roda do Pôr-do-Sol”.

GUTO CASTRO NETO – http://diariodonordeste.globo.com
Repórter

Maranhão: Mestre Felipe morre aos 84 anos

Faleceu por volta das 20h30 de ontem, aos 84 anos de idade, Felipe Neres Figueiredo, o Mestre Felipe, um dos maiores mestres de tambor de crioulas do Maranhão. Ele estava internado no Hospital Universitário Presidente Dutra há duas semanas e ontem teve uma parada cardíaca, em decorrência de um efizema pulmonar e uma obstrução na uretra.

Mestre Felipe era natural de São Vicente Férrer e começou a tocar tambor aos três anos de idade. Atualmente ele comandava o Tambor de Crioula União de São Benedito – Mestre Felipe, com vários CDs gravados.

O corpo de Mestre Felipe deveria ser levado ainda na madrugada de hoje para a casa dele, na rua São Jorge, número 5, na Vila Conceição/Coroadinho, próximo à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Mas será trasladado para a sua terra natal, à tarde ou amanhã, para ser sepultado, pedido feito pelo mestre.

Fonte: Jornal Pequeno – http://www.jornalpequeno.com.br

Foto:G.FERREIRA

MS: Cine Moreninhas apresenta Maré Capoeira

 

 

Cine Moreninhas apresenta “Curtas infantis 2”

Na próxima sexta-feira (22), a partir das 18h30, fechando a programação de férias das crianças da região da região das Moreninhas, a Fundação de Cultura de Mato Grosso de Sul (FCMS) promove mais uma exibição audiovisual no Cine Moreninhas, com a exibição do “Curtas Infantis 2”.

O Cine Moreninhas é um ponto de exibição da Programadora Brasil, um programa do Ministério da Cultura (Minc) que disponibiliza obras audiovisuais para circuitos não comerciais de difusão pública. Com conteúdo em todos os formatos (curta, média e longas-metragens), diversificado em várias categorias, (animação, documentário, experimental e ficção), os filmes são de épocas e regiões geográficas diferentes, o que atende diversos públicos e respeita a diversidade da produção audiovisual brasileira.

O Cine Moreninhas fica no Centro Comunitário das Moreninhas I e II, na Rua Anacá, 175. A entrada é gratuita.

Sinopse

O Programa “Curtas Infantis 2” traz quatro ficções protagonizadas por crianças e adolescentes. “Maré Capoeira” e “Caçadores de Saci” foram produzidos a partir do “Curta Criança”, edital infanto-juvenil do Ministério da Cultura. “D. Cristina Perdeu a Memória” discute o esquecimento de uma idosa através de sua relação com um menino de oito anos, enquanto “Paisagem de Meninos” mostra os dilemas de um grupo de garotos que querem assistir a um seriado no cinema, nos anos 30.

“Maré Capoeira”, dirigido por Paola Leblanc, tem 15 minutos de duração e conta a estória de Maré, apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. O curta mistura ficção e documentário para contar uma pequena história de amor e guerra.

 

 

 

“Caçadores de Saci” foi filmado na chácara da pacata família de Onofre, que vem sendo assombrada por saci: a pipoca não arrebenta, o ovo não choca, o leite sempre azeda, o feijão vive queimando na panela, entre outros estranhos acontecimentos. Para resgatar a tranquilidade da casa, Onofre resolve contratar os serviços de Valdevino, o maior caçador de sacis do sertão. O curta tem a direção de Sofia Frederico.

Ana Luiza Azevedo dirige o curta “Dona Cristina Perdeu a Memória”, uma senhora de 80 anos, que conta histórias sempre diferentes sobre a sua vida para Antônio, um menino de 8 anos, pois acredita que o menino pode ajudá-la a recuperar a memória perdida.

“Paisagem de Meninos” é uma ficção de Fernando Severo filmado numa cidade do interior do Brasil, nos anos 30, cinco meninos tentam superar um grande obstáculo que pode impedi-los de assistir ao último capítulo de um seriado de aventuras, Haroldo, o Homem Relâmpago, ansiosamente aguardado durante semanas.

 

Maré Capoeira

DigiBeta, 15 min, Cor / P&B/ Rio de Janeiro, dezembro 2005

Sinopse:

Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações. O curta mistura ficção e documentário para contar uma pequena história de amor e guerra.

A Diretora:

Paola Barreto Leblanc nasceu em 1971 no Rio de Janeiro, onde atualmente vive e trabalha como diretora, produtora e roteirista. Começou a fazer filmes em super 8 no ginasial da escola EDEM e em 1986 representou o Brasil no Jury Infantil do Festival International du Film Pour l´Enfance et la Jeunesse, em Paris. Antes de “Maré Capoeira” dirigiu dois premiados curtas infantis: “O Sumiço do Amigo Invisível” (2002) e “O Filme dos Porquês” (2003) exibidos em Barcelona, Miami, Buenos Aires, Montevideo e Santiago, entre outros Festivais; além do documentário “Me Erra!” veiculado no canal a cabo GNT e nos Festivais de Havana, Sevilla, e É tudo Verdade. Atualmente trabalha na série de documentaries curtos “É Campeão” que versa sobre crianças e esportes e está sendo apresentada a canais de TV no Brasil e no exterior.

Ficha Técnica:

Direção: Paola Barreto Leblanc – Roteiro: Fabiana Egrejas, Paola Leblanc, Ferradura, Rosane Svartman – Fotografia: Mauro Pinheiro Jr., ABC – Edição: Daniel Garcia – Edição de Som: Aurélio Dias – Trilha sonora: ArpX – Som Direto: Vampiro – Figurino: Fernanda Fabrizzi – Direção de Produção: Patricia Barbara – Produção Executiva: Ailton Franco Jr. – Cia Produtora: PB Filmes e AR Produções – Elenco: Felipe Santos, Isabela Fabirezza, Mestre Chaminé.

Premiação:

Prêmio Especial do Jury Amazonas Film Festival 2006
Prêmio Melhor Documentário – Nueva Mirada, Buenos Aires 2006
Prêmio do Jury Infantil – Hamburgo 2006
Prêmio do Jury Infantil – Oberhausen 2006
Prêmio Curta Criança – Minc/ TVE 2005

Participação em festivais e mostras :

IDFA – Festival Internacional de Documentários de Amsterdam, Holanda 2006
Mostra Internacional do Filme Etnográfico – Rio de Janeiro, 2006
Festivalzinho Vitória Cine Vídeo 2006
Amazonas Film Festival 2006
Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2006
Festival Nueva Mirada Buenos Aires, Argentina 2006
Festival Internacional Calgary, Canadá 2006
Festival Internacional de Cinema Infantil de Chicago, USA 2006
Centro Cultural La Casa Encendida – Madrid 2006
Goiânia Mostra Curtas 2006
Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo 2006
Jornada Internacional de Cinema da Bahia 2006
Femina – Festival Internacional de Cinema Femnino 2006
Mostra de Cinema Universitário 2006
Festival Latinoamericano de Cortometrages de Caracas, Venezuela 2006
Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis 2006
FAM – Audiovisual Mercosul 2006
Festival Internacional de Curtas de Hamburgo, Alemanha 2006
Festival Internacional de Curtas de Oberhausen, Alemanha 2006
Festival Internacional de Curtas Metragens do Rio de Janeiro 2005

Contato: A.R. Produções – Ailton Franco Jr.
Praia de Botafogo 210 – Cob 01 – 22.240-050 – Botafogo – Rio de janeiro – RJ
Telefone: 21 2553 8918 – Fax: 21 2554 9059 – e-mail; a.franco@arproducoes.com.br Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

Leia Mais sobre o curta – Maré Capoeira:
http://www.portalcap…tent&task=view&id=937&Itemid=301

Aconteceu: Campeonato Paraense 2008

A Federação Paraense de Capoeira – FEPAC realizou no dia 13 de julho o campeonato paraense 2008. Segundo avaliação do Diretor de Arbitragem, Mestre Docinho, foi uma inesquecível maratona de 11 horas de jogos, entre apresentações de conjuntos, duplas e as tradicionais disputas homem x homem e mulher x mulher.

A competição, que vem sendo realizada anualmente desde 1999, tem entre seus objetivos a divulgação e fomento da prática da Capoeira no Estado do Pará. A Federação, apesar das dificuldades, tem cumprido seu papel. Pelo menos é o que indica o número de participantes: nove associações representadas por 180 atletas cobrindo todas as fases da vida, das categorias mirim até terceira idade, segundo informou o Formado Ivan “Bareta”, Vice-Presidente da Entidade.

FEPACÁrbitros e atletas durante a execução do Hino Nacional Brasileiro na abertura do Campeonato Paraense de Capoeira 2008, em Belém-PA.

Os campeonatos anuais da FEPAC são bastante apreciados pelos praticantes. Não há impedimento algum à participação, exceto quanto a exigência de que o grupo esteja devidamente legalizado e se apresente com seus atletas e técnicos.

 

Quem mais ganhou com o campeonato este ano foram as pessoas que compõem as nove Associações participantes:

• Vitória Régia
• Rei
• Luta Nossa
• Zambo
• Ginga Pará
• Pará Capoeira
• Berimbau Brasil
• Helena Coutinho
• Guerreiros da Libertação

Essas associações possuem em seus quadros vários campeões brasileiros, atletas muito experientes e árbitros que vêm participando dos eventos da Confederação Brasileira de Capoeira – CBC desde 1998.
Isto somado à experiência local agrega valor social à Capoeira paraense e promove o reconhecimento dela como importante elemento de formação humana. Tal benefício se estende a todos os praticantes de Capoeira do Pará, mesmo aos não filiados.

FEPACEsteve presente na abertura do evento, também, o Mestre Bezerra, pioneiro na organização desportiva da Capoeira no Pará.

Considerado hoje o Mestre da Capoeira Angola do Pará, Mestre Bezerra, que também é fundador, árbitro da Federação e vice-campeão brasileiro master da CBC, não pode atuar este ano no Paraense por que estava se preparando para viagem a Salvador onde participaria do ato de registro da Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil.

É de se acreditar, pelo visto, que a capoeiragem paraense está preparada para os desafios que estão postos à Capoeira moderna, seja no campo da organização e prática desportiva, seja no da preservação dessa jóia da cultura brasileira.

A galera do Pará tem muito axé!

(fotos por Fernando Rabelo)

Capoeira, patrimônio imaterial: a mão que apedrejou é a mesma que afaga

Durante o Estado Novo, Getúlio Vargas retirou a capoeira, o candomblé e outras manifestações de matriz africana do rol de infrações penais. Foi um avanço. Depois de conviver com um estado repressor, a capoeira passou a ter a tolerância do estado. Mas continuou nos guetos. Políticas públicas de fomento a capoeira demoraram décadas para se concretizar. Sem mergulhar em proselitismo político, foi no governo Lula que se esboçaram as primeiras ações.

Por isso, a cerimônia do Registro da Capoeira como Patrimônio Imaterial, que ocorreu essa semana, em Salvador, é um divisor de águas. Durante a reunião dos conselheiros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que deliberou sobre o tema, rodas de capoeira festejaram a conquista em frente ao Palácio Rio Branco. Antes tarde do que nunca. E olha que cá nos trópicos, as coisas quase sempre chegaram com atraso. Mestre João Grande foi condecorado com o título de Doutor Honoris Causa nos EUA, antes de receber a mesma homenagem na Universidade Federal da Bahia.

Ao oficializar a inscrição do ofício de mestre de capoeira e da roda de capoeira como bens culturais de natureza imaterial, a reunião do Iphan inaugurou um novo paradigma para a capoeira brasileira. Outras medidas importantes foram adotadas, como o estabelecimento de um programa de incentivo desta manifestação no mundo; a criação de um banco de histórias de mestres de capoeira; a criação de um centro nacional de referência da capoeira; o plano de manejo da biriba – madeira utilizada na fabricação do berimbau – e outros recursos naturais; e a desvinculação obrigatória do Conselho Federal de Educação Física, para que mestres de capoeira sem escolaridade, mas detentores do saber, possam ensinar em colégios, escolas e universidades.

A transformação da nossa arte-luta em patrimônio imaterial é um reparo histórico, mas que por si só não corrige décadas de preconceito e repressão sofridas pelos capoeiristas. Talvez sejam necessários mais 90, 100, anos para o estado brasileiro pagar a sua dívida social com essa que é uma das maiores expressões da nossa cultura.

Numa conversa recente com o repórter de um jornal português, disse-lhe que a evasão de mestres de capoeira para o exterior é fruto da falta de incentivos que a nossa nação oferece aos nossos “embaixadores culturais”. Ou seja, muitos capoeiristas buscam dignidade profissional no além-mar, porque aqui não são prestigiados. Não somos contra a internacionalização da capoeira, mas é preciso ações concretas, traduzidas em políticas públicas permanentes, articuladas nos âmbitos municipal, estadual e federal, garantam que os capoeiristas encontrem mercado de trabalho em nosso próprio país e não seja obrigados, para sobreviver, a vender a sua força de trabalho ao peso de dólares, euros e ienes.

Com a iniciativa do Iphan, muitos velhos mestres terão o merecido direito a aposentadoria, o que é já é um bom começo. Mas muita água ainda tem que passar por baixa dessa ponte. A mão que apedrejou durante o império, que afagou durante no Estado Novo, agora precisa construir um novo tempo na relação estado-capoeira, traduzido em programas e projetos que garantam que a prática da capoeira seja uma política nacional, com metas, orçamento e planejamento.

A capoeira já fez muito pelo Brasil. Sedimentou uma prática de inspiração libertária, difundiu a cultura nacional nos cinco continentes, estimulou o turismo. Agora, chegou a vez do Brasil fazer mais pela capoeira e pelos capoeiristas. Ouvi do Mestre Curió, durante um pronunciamento num fórum de capoeira, que os mestres não precisam apenas de homenagem. “Eu já cansei de fazer ajuda humanitária para muitos camaradas, mas eu não quero morrer à míngua como eles”, desabafou Curió. Esse parece ser um sentimento que emana, passada a euforia inicial pelo “tombamento” da capoeira.

(*) O autor é presidente da Confederação Brasileira de Capoterapia e Diretor da Divisão de Cultura da Administração de Taguatinga (DF)

I PAPOEIRA: CAPOEIRA DE HOJE – OS MITOS DE ONTEM E AS VERDADES DE HOJE

*Promovido pela Associação Cultural Nova Era*

Tomando por base a atuação da Associação Cultural Nova Era, as quais fundamentam-se em abordagens sociais e educativas considerando, inclusive, os eixos de inclusão social, o grupo centra seus planejamentos com maior autonomia e clareza na definição de novas ações que visam estimular a integração entre os participantes do grupo. É, neste sentido, que estaremos
promovendo o I PAPOEIRA: CAPOEIRA DE HOJE – OS MITOS DE ONTEM E AS VERDADES DE HOJE, no dia 03 de agosto, das 14 às 17 horas, no Colégio Santa Catarina, na Estrada do Arraial. O Encontro pretende, especificamente, disseminar a arte capoeira através das ações da Associação Cultural Nova Era, promovendo uma outra dimensão da capoeiragem com debates e estudos.

*Caracterização*

A Associação Cultural Nova Era é um centro cultural que favorece a execução da arte capoeira. Viabiliza aulas de capoeira angola, regional, e contemporânea, frevo, coco, maculelê, samba de roda, ciranda, dança afro, entre outras vertentes culturais, enfatizando o resgate da cultura local e a atuação do grupo. Desenvolve atividades sócio-culturais (inclusive em localidades em que se há situação de risco) e um efetivo trabalho de conscientização nas escolas públicas, aliando os objetivos do grupo às
necessidades dos praticantes, as quais referem-se, em sua maioria, às questões de apoio social e efetivo. O grupo é formado por profissionais especializados para a execução das atividades previstas, em especial no trabalho voluntário em escolas da rede estadual e municipal, associações de moradores e creches. Temos pólos de ação na sede do Grupo (Alto Nossa Sra.
de Fátima – Associação de Moradores) e em outras localidades, inclusive em escolas e academias.

*Objetivos*

– Resgatar costumes da cultura afro-brasileira, pernambucana, e de cada região de atuação do grupo, aliando-se aos princípios e práticas dacapoeira;
– Colaborar para o desenvolvimento da capoeira e seus praticantes;
– Promover o ensino da capoeira nos seguintes aspectos: brincadeira,
poesia, música, dança, liberdade, esporte, arte e luta;
– Realizar encontros periódicos entre os integrantes do grupo e demais grupos;
– Estabelecer a instituição de seminários, cursos e oficinas, incentivando a produção de conhecimentos;
– Viabilizar o intercâmbio entre a Associação Cultural Nova Era e demais grupos.

*Concepções*

As concepções da Associação Cultural Nova Era fundamentam-se em buscar o desenvolvimento do nível técnico, teórico e pedagógico da capoeira. Trabalhar e estimular tal arte como representação autêntica de movimentos culturais constitui a essência do grupo, o qual visa contribuir para a formação de novos profissionais da capoeira numa visão de respeito,
disciplina, socialização, liberdade de expressão e cidadania. Acrescenta-se a questão de que a valorização pessoal é chave mestra do grupo, incentivando-se, inclusive, espaços democráticos. Nesta direção, têm-se como metas específicas utilizar a capoeira como recurso pedagógico, artístico e cultural, com a valorização e práticas de cidadania.

*Organização:*

Profº Ismar Martins 8813-6008 *mangai2005@hotmail.com*

Profº Julio Capilé: 8861-7109

Supervisão Geral: Mestre Toinho Pipoca

Mônica Beltrão


*PROGRAMAÇÃO*

14 às 14: 15 – Apresentação das autoridades e convidados

14:20 às 15:00 – Apresentação Cultural

– Maracatu
– Frevo
– Maculelê

15:00 às 16:30 – Palestras

– Mestre Ferrugem – Antonio Paulino da Silva Neto
– Mestre Toinho Pipoca – Antonio Carlos da Silva
– Mestre Espinhela – Minervino Peixoto
– Mônica Beltrão

– Interventores: Mestre Marco Coca-Cola

Mestre Ulisses Cangaia

16:30 às 17 hs – Roda de Capoeira

Iphan: Capoeira registrada como patrimônio imaterial brasileiro

Expressão brasileira surgida nos guetos negros há mais de um século como forma de protesto às injustiças sociais, arte que se confunde com esporte, mas que já foi considerada luta, a capoeira foi reconhecida como patrimônio imaterial da cultura brasileira. A decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi concretizada nesta terça-feira no Palácio Rio Branco, em Salvador.

Para comemorar o resultado, que é definido pelos 22 membros do Conselho Consultivo do Iphan, foi inaugurada, no mesmo local, a exposição Rodas de Capoeira, com pinturas, esculturas em barro, instrumentos musicais, xilogravuras e folhetos de cordel que retratam o universo da arte que agora é patrimônio.

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, já havia declarado, em reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) que homenageava o embaixador Sérgio Vieira de Mello morto durante atentado terrorista na guerra do Iraque, que a capoeira do Brasil "poderia ser vista como instrumento da construção da paz mundial" e levou uma roda de capoeira para se apresentar aos líderes.

Desde então, as ações do ministério voltadas à valorização da capoeira como a criação do programa Capoeira Viva começaram a se voltar para o reconhecimento da expressão como patrimônio, segundo a diretora de Patrimônio Imaterial do Iphan, Márcia Sant’anna.

"O começo do processo de registro já começou no âmbito dessas ações de apoio. Foi um projeto iniciado pelo ministério e do Iphan, mas contou com a participação de estudiosos e pesquisadores de três estados do Brasil: do Rio de Janeiro, da Bahia e de Pernambuco", conta a diretora.

Ela acrescenta que o registro é de significado simbólico. "Ocorre um aumento muito grande da auto-estima dessas pessoas. Embora a capoeira esteja disseminada em todo o mundo, alguns mestres da tradição oral nunca tiveram, pelo menos até recentemente, nenhum programa de valorização do seu saber", aponta.

A capoeira é a 14ª expressão artística do país registrada como patrimônio imaterial. A diferença deste registro para o tombamento como patrimônio material caso de edifícios históricos é que "o registro volta-se a ações de apoio às condições sociais, materiais, ambientais e de transmissão que permitem que esse tipo de bem cultural continue existindo", de acordo com Sant’anna.

Preservação do patrimônio

O plano de preservação é uma conseqüência do registro, e prevê medidas de suporte à capoeira como um plano de previdência especial para os velhos mestres; o estabelecimento de um programa de incentivo desta manifestação no mundo; a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira; e o plano de manejo da biriba –madeira utilizada na fabricação do berimbau– e outros recursos naturais.

Patrimônio cultural imaterial são representações da cultura brasileira como: as práticas, as forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato, etc.), junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados, cuja tradição é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras. Com a inclusão da capoeira, o Brasil passa a ter 14 bens culturais registrados.