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Dezembro 2008

Vendo Artigos de: Dezembro , 2008

Aconteceu: II MUZENZAYA CAPOEIRA

O Grupo Muzenza de Capoeira/AL realizou nos dias 12 a 14 de dezembro em Maceió, o II MUZENZAYA – Encontro de Capoeira que possui todas as atividades ministradas por mulheres. As atividades aconteceram nos bairros do Feitosa, Jatiúca e Clima Bom, com aulas de maculelê, dança-afro, teatro e capoeira.

O evento buscou expandir a atuação feminina, combater qualquer forma de preconceito e investir no desenvolvimento do patrimônio cultural no Estado. Os organizadores defendem que: "Na roda de capoeira não existe homem nem mulher, somos todos capoeiristas".

A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira. Praticada em 164 países, é uma mistura de dança, música, esporte, arte, brincadeira, e também, considerada uma filosofia de vida para muitas pessoas. Divide-se em estilos: angola, regional e contemporânea (criada recentemente), executados por capoeristas das mais variadas classes sociais, faixas etárias, sem discriminação quanto à religião, raça ou gênero.

 

Mais informações: (82) 8814-4366, 8808-9366, ou pelo email tacmar_@hotmail.com .

 

Acesse o site: http://www.muzenza.com.br.

Cultura afro é destaque em feira etnomatemática

Estudantes do ensino médio e fundamental da Escola Estadual Alberto Torres, no bairro de Bebedouro participaram no último sábado (13), da I Feira Afro Matemática, realizada a partir do projeto Pérola Negra Brasileira: História, importância e lutas do povo negro. Conheça e se orgulhe!, idealizado pelo professor da disciplina Allex Sander Porfirio. O evento também se estendeu para as disciplinas de física, religião e história e contempla a Lei Federal 10.639/03, que obriga a inclusão da história e cultura afro-brasileira e africana no currículo educacional.

Abordando uma temática diferente da qual estão acostumados em sala de aula, sete turmas, divididas em cinco equipes: música afro; búzios e capoeira; África: O berço da matemática; Eu tenho um sonho (Sobre Martin Luther King); e poemas de matemática demonstraram, por meio de peças teatrais, danças e paródias a relação que os assuntos têm com o continente africano, ressaltando os equívocos que existem até mesmo no ensino escolar.

A matemática também foi retratada através de poemas de Millôr Fernandes, em seqüências musicais africanas – que comemoravam boas colheitas e nascimentos – e ainda, em instrumentos como o reco-reco, utilizado por negros e índios.

Segundo o professor Alex, os sistemas de numeração, probabilidade e até de engenharia tiveram origem no continente africano, a exemplo da construção das pirâmides do Egito. "Os estudantes se mostraram entusiasmados para a realização da feira e tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a verdadeira história da matemática".

A estudante Jeisiane Milane, do 2° ano do ensino médio, mostrou junto com os colegas de turma, a relação numérica implícita no jogo de búzios e na capoeira e disse que antes não sabia que a matemática também fazia parte da cultura afro. "A capoeira tem passos que simbolizam figuras geométricas, como o triângulo e o círculo e nos búzios existe uma relação de probabilidade. Alguns dos estudantes tiveram até medo de pegar neles, por causa da forma como a religiosidade é ensinada, mas atividades como essa servem para acabar com o preconceito", conta a estudante.

Já o estudante do 1° ano, Igor Fernando disse que o trabalho serviu para que ele conhecesse mais sobre a matemática, que é discriminada e tida como difícil de aprender. "Ela não surgiu na Grécia, porque antes os africanos faziam traços com ossos, que serviam como calendário lunar e também davam uma quantidade de nós em cordas, para lembrar quando emprestavam alguma coisa, explica.

Para a professora de religião Heloísa Lima, que ministra a disciplina há três anos na escola Alberto Torres, mostrar que a religião afro é diferente do que as pessoas estão acostumadas a aprender tem sido uma tarefa difícil, porque existe grande resistência por parte de alguns alunos, pais e até de professores, que são evangélicos ou católicos.

"No último ano, devido a estarem mais acostumados com o tema os estudantes tiveram facilidade para aceitá-lo, já que na disciplina abordamos a história das religiões e mostramos que algumas Deus têm vários nomes e símbolos. Mas, ainda existe um contexto histórico que faz predominar a discriminação e esse é um trabalho de conscientização, ressaltou Heloísa.

A etnomatemática surgiu na década de 70, com base em críticas sociais acerca do ensino tradicional da matemática, como a análise das práticas matemáticas em seus diferentes contextos culturais. Pode ser entendida como um programa interdisciplinar que engloba as ciências da cognição, da epistemologia, da história e da sociologia.

 

Fonte: www.cojira-al.blogspot.com

Lançamento da Coleção Capoeira Viva no Planetário da Gávea

Prezados amigos capoeiristas é com o maior orgulho que vamos realizar, no Rio de Janeiro, a primeira noite de autógrafos da Coleção Capoeira Viva, com o lançamento dos livros dos nossos parceiros Izabel e Bernardo. Acreditamos que seja a primeira coleção exclusivamente dedicada à capoeira e desejamos que tenha vida longa. Segue o convite, para quem está no Rio, e o release, para quem quiser saber um pouco mais. Os livros estão à venda nas livrarias, mas o legal é reunir a galera na roda. Esperamos vocês. Abraços, Raquel Silva

Coleção Capoeira Viva

  • Volume 1 – A Capoeira no Rio de Janeiro 1890 – 1950 – Izabel Ferreira
  • Volume 2 – A Arte da Negociação: a Capoeira como Navegação Social – Bernardo Conde

Exatos cinco meses depois de ter sido oficialmente declarada patrimônio cultural brasileiro, chegam às livrarias os volumes de estréia da Coleção Capoeira Viva, a primeira exclusivamente dedicada à publicação de livros sobre capoeira.

Marcada pelo estigma da marginalidade por mais de um século, a capoeira sempre foi tema de investigação nos círculos acadêmicos brasileiros e internacionais, especialmente no Rio e em Salvador, cidades que disputam sua maternidade. Entretanto, muito pouco disso chegou ao grande público.

A Coleção Capoeira Viva é composta por uma série de livros histórico-etnográficos adaptados de teses e dissertações acadêmicas. Foi criada com o intuito de tirar das prateleiras das bibliotecas da academia textos resultantes de relevantes pesquisas sobre o tema e dar acesso a importantes estudos que, ao abordarem a capoeira, suscitam questões que remontam aos primórdios da gênese da cultura brasileira.

“Jogo, luta, cultura, dança, esporte, brincadeira, instrumento de socialização… Muito se fala da capoeira, mas pouco se compreende. A Coleção Capoeira Viva tem a intenção de quebrar paradigmas e trazer a público a riqueza e as nuances desta manisfestação cultural, tão próxima de seus praticantes e admiradores e tão distante da maior parte da sociedade brasileira”, declara a jornalista Raquel Silva, diretora da coleção.

Coleção Capoeira VivaO primeiro volume, A capoeira no Rio de Janeiro 1890 – 1950, de Izabel Ferreira, aborda um período, entre o fim da República e meados do século XX, no qual a memória da capoeira carioca foi gradativamente apagada. Segundo a autora, isso se deve fundamentalmente ao fato de que com a implantação da República e o projeto de nação brasileira, a capoeira escrava lembrava a vergonha que foi o modelo escravagista praticado no país até então. A partir do início da década de 1940 a capoeira começou a se revestir com uma imagem mais adequada ao idéário nacionalista da época, ou seja, como arte genuinamente brasileira ou como luta nacional.

“Acredito que a análise da capoeira praticada no Rio de Janeiro neste período será útil à compreensão da capoeira que se faz contemporaneamente. Trata-se de entender a cosmologia construída ao longo das últimas décadas, incorporada ao imaginário dos capoeiristas, e que, nos dias atuais, se descortina em uma multiplicidade de discursos, de práticas e em uma rede de difusão que cobre quase todo o planeta”, declara a autora Izabel Ferreira, mestre em Ciências Sociais e especialista em Sociologia Urbana.

Coleção Capoeira VivaNo livro 2, A arte da negociação – A Capoeira como Navegação Social, o autor, Bernardo Conde, a partir de sua própria experiência, se debruça sobre a formação da identidade do capoeirista. Com uma cuidadosa análise que inclui o universo cultural que circunda a capoeira – samba, samba-de-roda, maculelê, candombé, malícia, mandinga etc. – o autor traça o panorama de um mundo à parte, cuja porta de entrada é a prática de um jogo em que não há nenhuma regra fixa e o oponente não é adversário e sim companheiro. Uma viagem fascinante, em que o leitor haole1, é conduzido por um local e, depois de uma breve passagem por concepções históricas da capoeira é apresentado a um universo muito particular, que vai se constituindo desde a dinâmica de iniciação de um discípulo até a incorporação do ethos da capoeira, que indica um modo de agir e pensar no qual o jogo da capoeira é transportado para a vida.

“Procurei, por intemédio da observação participativa e da depuração de fatos e situações vividas ao longo de minha trajetária, (re) interpretar comportamentos e ações que apontam para este possível ethos da capoeira. Num segundo momento tento estabelecer como o saber do jogo é acionado em diversos espaços sociais e como o cotidiano é traduzido pela ótica da roda de capoeira”, adianta Bernado Conde, professor universitário e doutorando em Ciências Sociais.

Sobre os autores:

Izabel Ferreira é cientista social, pós-graduada em Sociologia Urbana e Mestre em Antropologia Visual pelo PPCIS-UERJ. Professora de Sociologia da Universidade Gama Filho, entre 2000 e 2001. Desde 1998 realiza pesquisas históricas e iconográficas para exposições de arte, entre elas: “Flávio de Carvalho – 100 anos de um revolucionário romântico”; “Ismael Nery – a poética de um mito”; “Pancetti – o Marinheiro Só”; “No Tempo dos Modernistas – D. Olivia Penteado, a senhora das artes”; “Traço Humor & Cia”; “O Preço da Sedução – do espartilho ao silicone”; “Mary Vieira – o tempo do movimento”; “Homo Ludens – do faz de conta à vertigem”; “O Olhar Modernista de JK”, “O’Brasil – da terra encantada à aldeia global”, “Di Cavalcanti – um perfeito carioca”, Nippon, Galeria de Valores, entre outras.

Bernardo Velloso Conde é doutorando em Ciência Sociais pela UERJ, professor do departamento de Sociologia da PUC-RJ e professor de Antropologia Cultural na Univercidade. Desde 1982, quando ingressou no universo da capoeira, vem produzindo trabalhos que resultaram na publicação de diversos artigos sobre o tema. Atualmente pesquisa sobre a difusão da capoeira na Europa.

Raquel Martins Silva é jornalista, Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo CPDOC/FGV. Trabalha, desde 1979, como produtora cultural. Atua em diversas áreas da comunicação, particularmente assessoria de imprensa, edição e produção de livros de arte e fotografia. Foi responsável pela coordenação editorial do livro Ismael Nery, que em 2005 recebeu o Prêmio ExcelênciaGráfica Werner Klatt. Escreveu o Guia da Copa França 1998. É coordenadora da Coleção Capoeira Viva, patrocinada pelo Minc, que publica ensaios acadêmicos sobre o tema. Uma das criadoras do Fundo Ângela Borba de Recursos para Mulheres, é verbete do livro Mulheres Negras do Brasil, que lista as mulheres negras que se destacaram em suas áreas ao longo da historiografia brasileira.

1 As expressões haole e local são gírias, oriundas do surf, que significam respectivamente pessoas de fora de uma sociedade específica e membros de uma sociedade.

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA

 

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA: CONSTRUINDO A UNIDADE NA DIVERSIDADE

Mais do que um sonho, o III Mosaico Integrado de Capoeira (MIC) é fruto de experiências articuladas por diversos grupos de Capoeira de Santa Catarina que ousaram realizar essa forma diferente de fazer um evento de Capoeira. A iniciativa coloca em prática – pelo terceiro ano consecutivo – a filosofia da Confraria Catarinense de Capoeira (TRIPLO-C), que é promover a integração e o intercâmbio entre praticantes de Capoeira de diversos grupos, no sentido de contribuir com o processo de democratização e socialização do conhecimento produzido em relação a esta manifestação da cultura afro-brasileira.

Participaram do III MIC os grupos Beribazu (Mestre Falcão), Camará Capoeira (Mestre K.B. Lera), Cordão de Ouro (Contra Mestre Habibis), Gunganagô (Mestre Kadu) e Irmão Capoeira (Contra Mestre Cascão). Seus integrantes já mantêm uma convivência significativa e o MIC é conseqüência direta desse convívio. A organização do evento certamente contribuiu para democratização das relações entre os grupos, abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural.

 

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA

O Mosaico Integrado de Capoeira visa cumprir com seu objetivo de conclamar todos e todas capoeiras a se integrarem cada vez mais, difundir os trabalhos realizados pelas diversos grupos de Capoeira buscando contribuir para o desenvolvimento de uma consciência crítica em relação à necessidade de organização da comunidade da Capoeira. Nossas ações engajadas estão sintonizadas com experiências concretas cujas linguagens emanam de experiências em extensão e profundidade de sujeitos históricos situados no tempo e no espaço e moldam a forma como vemos e agimos no mundo, com o mundo e sobre o mundo, dando sentido às nossas vidas.

O evento iniciou com a Roda de abertura na sexta feira (14/11) à noite no Barracão da Capoeira da UFSC. No sábado pela manhã (15/11), a partir das 10h00min, aconteceu a Cerimônia de Batismo, realizada no Teatro da UFSC (Igrejinha). No mesmo local, às 19h00min foi dado prosseguimento à programação com a realização do Show Cultural e a Cerimônia de Graduação e Formatura de professores de Capoeira.

III MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRAO Show Cultural do III Mosaico Integrado de Capoeira mostrou claramente como, com muita arte e manha, o que antes era motivo de sangue e castigo se transformou em Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Na oportunidade, além das apresentações com recursos multimidiáticos, foram encenadas algumas das diversas formas de linguagens que a Capoeira possibilita, como o Batuque, a Dança do Fogo e o Maculelê; apresentação de músicas (inéditas) de Capoeira com arranjos e instrumentos inusitados; Orquestra de Tambores; demonstração de uso de armas (facas, bengala e porretes) pelos capoeiras de outrora, e o emocionante jogo entre capoeiristas cegos.

Em seguida, a Roda de Graduação e Formatura de professores de Capoeira foi um momento de celebração ao verdadeiro espírito da Capoeira, onde o Ritmo, o Ritual e o Respeito caminhavam lado a lado com a malícia e a luta. Mestres, Contra-Mestres e Professores vindos de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e de toda Santa Catarina proporcionaram um espetáculo de malícia e camaradagem que jamais será esquecido.

  • Mestre Falcão – Grupo Beribazu
  • Mestre Kadu – Centro Cultural Gunganagô Capoeira
  • Mestre K.B. Lera – Centro Cultural Camará Capoeira
  • Contra Mestre Habibis – Grupo Cordão de Ouro
  • Contra Mestre Cascão – Grupo Irmão Capoeira

 

Limeira – SP: Projeto LUTA PELA CAPOEIRA

O projeto LUTA PELA CAPOEIRA é um resgate ao esclarecimento sobre o que é a Capoeira. Reconhecida recentemente como Patrimônio Cultural Brasileiro, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) do Ministério da Cultura, esta luta-dança, que tem mil facetas dentro do complexo e vasto acervo cultural brasileiro, sofre com a má informação tanto dentro do seu próprio meio de atividades, quanto do público em geral.

Como tudo – ou quase tudo em nosso país – há uma inversão de valores onde a Capoeira é ensinada como esporte, luta ou até mesmo como forma de condicionamento físico.
A Capoeira, além dos aspectos descritos acima, trata de dança, música, instrumentos diversos, expressão corporal, expressão de linguagem, folclore, arte, inclusão social, manifestação cultural, dentre outros.
Acima de tudo, serve de ferramenta para o aprendizado e cidadania, auto-estima de nosso povo, o que, na maioria das vezes, passa despercebido.

Na verdade todos estes aspectos citados acima estão inseridos dentro da Capoeira, mas nenhum deles consegue defini-la propriamente.

É Cultura Brasileira, criada no Brasil, e muitos ainda não sabem disso.
Relaciona-se com todos os adjetivos citados, mas não tem um entendimento adequado de toda sua extensão. É compreendida apenas como um ou mais aspectos, mas não está clara a real importância e definição desta manifestação cultural genuinamente brasileira.

Objetivo

O objetivo do projeto é esclarecer o que é a Capoeira, definir sua importância, principalmente para os professores que ensinam a parte prática e física, que é apenas um dos elementos que compõem sua complexa abrangência.

DETALHES DA PROGRAMAÇÃO

Será convidado um Mestre de Capoeira que tem sua competência comprovada durante muitos anos de atividade, e também uma formação dentro do aspecto educacional e cultural.
Teremos uma mesa de debates com profissionais capacitados em suas áreas, relacionadas com nossa cultura e co-relacionadas com a Capoeira.

Estarão presentes na mesa de debate:

Adalberto Mansur é jornalista e administrador de empresas, sendo pós-graduado em Comunicação Pública e Responsabilidade Social. Atualmente, é Secretário da Cultura de Limeira. Ainda na Prefeitura de Limeira, atuou como assessor de comunicações. Trabalhou em jornais e rádios da região, ao longo de 18 anos. Realiza projetos de comunicação e marketing para entidades e empresas, além de ser professor universitário em cursos de Comunicação Social, Marketing e Administração.

projeto LUTA PELA CAPOEIRAProfessor Augusto José Fascio Lopes, Mestre de Capoeira, conhecido como Baiano-Anzol, é formado por mestre Bimba em Capoeira Regional, onde possui dois cursos de Especialização. Também é Mestre Cordel Branco pela Confederação Brasileira de Capoeira. É autor do Livro Curso de Capoeira, Edições de Ouro, 1974, RJ. Foi introdutor da disciplina de Capoeira na Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ, sendo atualmente professor de Educação Física, com especialização em Educação. Atualmente, exerce o cargo de professor da cadeira de Capoeira na Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ e a chefia do Departamento de Lutas da Escola de Educação Física/UFRJ.

Regina Muller, antropóloga, autora do livro “Os Asuriní do Xingu: história e arte” e de vários capítulos de livro e artigos sobre xamanismo, arte e ritual indígena e performance artística. Doutora em Antropologia pela Universidade de São Paulo, com pós-doutoramento no departamento de Performance Studies/ New York University e livre-docente em Antropologia da Dança pela Universidade Estadual de Campinas.Foi responsável pela disciplina “Pesquisa Antropológica de Danças Brasileiras”no curso de graduação em Dança e atualmente orienta pesquisa sobre capoeira em nível de doutorado no Programa de Pós-graduação em Artes/ Instituto de Artes da UNICAMP. Realizou pesquisa sobre performance, interculturalidade e o corpo em movimento na cena contemporânea e atualmente desenvolve o projeto “ Performance e corpo em movimento no ritual indígena e na cena contemporânea”.

Roberto Bonomi, fotógrafo, editor do Jornal O PIU, vem fotografando a Capoeira por mais de 10 anos e pesquisando o assunto junto a livros, historiadores e mestres de Capoeira pelo mesmo período. Com uma grande experiência em publicações diversas, começou sua Carreira com o assunto Capoeira e fez parte da fundação da primeira revista de Capoeira nas bancas de todo país, além de ter participado em todas as novas publicações de revistas que ainda existem, no Brasil e exterior.

Serão convidados a participar grupos de Capoeira de Limeira e região, para apresentações durante o evento.
Será elaborado um questionário com as perguntas e respostas sobre o que é a Capoeira e quais são seus fundamentos dentro de suas raízes e manifestação cultural. Este questionário tende as ser um futuro manual de consulta, publicado no Jornal O PIU, nas edições de novembro (perguntas do questionário) e dezembro (respectivas respostas), que além de servir de base, fará o registro do evento, com informações detalhadas e material completo das atividades.
Convite para todos os órgãos de imprensa, formadores de opinião, historiadores, pesquisadores e afins, visando um maior aproveitamento das informações apresentadas e a continuidade de uma conscientização maior de nossa cultura no aspecto específico da Capoeira.
Cadastro dos interessados pela palestra final.

 

PROGRAMAÇÃO 21 de Dezembro

10h00 – Começa na Praça do Museu com uma breve explanação das metas traçadas e da programação, seguida da apresentação dos palestrantes.
11h40 – Apresentação para o público e mesa de palestrantes, com roda de Capoeira dos estilos e filosofia dos grupos convidados para as apresentações.
12h00 – Almoço
13h30 – Palestra com o Mestre de Capoeira na Praça do Museu, com a apresentação do que é a Capoeira e sua história. Será entregue o questionário publicado no Jornal O PIU (de novembro), para público e participantes, para que possam conhecer as perguntas mais relevantes sobre as raízes da Capoeira. Assim aguçaremos a curiosidade dos presentes, e despertaremos a vontade do conhecimento.
As repostas serão veiculadas no Jornal O PIU de dezembro, que será publicado no dia seguinte do evento, 22 de dezembro.
15h30 – Abertura ao público e participantes para perguntas, dirigidas à mesa, para esclarecimento das dúvidas.
17h00 – Intervalo do debate, com abertura da exposição fotográfica LUTA PELA CAPOEIRA, de Roberto Bonomi.
18h00 – Retorno à Mesa, para encerramento do evento, com roda de Capoeira de professores e mestres, na Praça do Museu.
18h30 até 20h00 – Palestra do Mestre convidado, na Biblioteca Municipal de Limeira, para os participantes previamente cadastrados.

Fonte: http://jornalopiu.blogspot.com

Câmara reconhece prática de capoeira como profissão

SÃO PAULO – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última quarta-feira (3), em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 7150/02, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que reconhece a prática de capoeira como profissão. O projeto já aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público segue para a análise do Senado.

Pela proposta, o capoeirista passa a ser considerado atleta profissional, apto a participar de eventos públicos ou privados mediante remuneração. A capoeira já é reconhecida como manifestação cultural de dança, de luta ou de outras formas de competição.

A CCJ aprovou o parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO), pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do projeto, com emenda que suprime a exigência de inscrição do mestre capoeirista na Confederação Brasileira de Capoeira (CBC). Segundo Mabel, essa exigência criaria indesejável reserva de mercado, em conflito com o princípio do livre exercício profissional.

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=3&id_noticia=264684

Aconteceu: 1ª Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira

Universidade Federal do Paraná (UFPR): A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

1ª. Roda de Estudos: Os Processos de Institucionalização da Capoeira, evento teve entrada franca, do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com a presença de Mestres da Velha Guarda da Capoeira do Paraná e convidados de Brasília, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Recife. O encontro faz parte da programação de 15 anos do Grupo Força da Capoeira, cuja cerimônia de troca de cordas será no sábado. Mestre Kinkas, fundador do Grupo, participa da primeira mesa, sobre história da luta brasileira. Junto, estará seu Mestre, o engenheiro Mario Ricardo Furtado, o Birilo, de Recife. Ele conta que em um dos berços da capoeira um problema é o crescimento desordenado, o que gera distorções. As pessoas não se deram conta, diz, de que o tombamento cultural foi “do saber do mestre e da roda”. “Valoriza o Mestre. É importante ressaltar isso porque tem muita gente que acha que já aprendeu tudo e não precisa mais deles”, observa, acrescentando uma alfinetada. “O tombamento como patrimônio cultural imaterial brasileiro se deu por força da Bahia, que já tinha feito isso antes, então ficou chato”.

Para ele, a globalização chegou na capoeira e trouxe um lado ruim, que é a perdas se perde a “gíria de cada local”. “Tem gente que se filia a um grupo que não é de sua cidade e nem conhece seu mestre”, comenta, indo contra, ainda, da unificação da graduação, que provocaria mais perda de personalidade. Questões, aponta, relacionadas a (falta de) Educação em geral. “Estava comprando sombrinha de frevo pra trazer e ninguém sabia, em Recife, que o frevo nasceu da capoeira”, indigna-se ele, que tem 30 anos de capoeiragem e é Mestre desde 85.A Capoeira que ajuda a formar cidadãos

Na mesa da 14h, estará o primeiro mestre formado pelo Força, José Edélzio, o Xangô, do Jogar Capoeira, de Niterói. O tema, A Capoeira nas Escolas e Universidades, é assunto que ele entende. A mestra Portuguesa, sua parceira, criou há 15 anos um método de educação infantil com capoeira para crianças a partir de 1 ano. A estratégia é: atividades lúdicas. “Brincadeiras com objetivo, que dão limites, noções de respeito, tudo com música”, explica. O olhar garante a fidelidade dos pequenos e abriu caminhos profissionais para o grupo, que está em 30 escolas.O envolvimento com o grupo acaba sendo natural porque os pais notam os resultados e levam as crianças para os eventos do Jogar.

Em várias escolas também, a capoeira do Jogar virou currícular. Nesta mesa estará também o catarinense Jose Luiz C. Falcão, da Universidade Federal de Santa Catarina. Entre os dados que traz está a informação de que 25 universidades brasileiras têm capoeira no currículo. “Não tem muita visibilidade, mas estão se desenvolvendo. E desde os anos 80 foram 83 dissertações e teses. A perspectiva da capoeira de trabalhar o ser de forma mais lúdica e integrada, de certa forma, questiona a formalidade exagerada de algumas instituições”, comenta, confirmando que “o conhecimento do mestre tradional está sendo preservado”. “Porém toda manifestação passa por resignificações e é impossível em sala de aula reproduzir o ambiente cultural de uma roda; são traduções”.

Só na grande Florianópolis, um levantamento apontou 32 grupos. “Que se articulam em entidades como a Confraria Catarinense da Capoeira, que trabalha com o resgate do saber popular, da cultura dos mestres, e de maneira bastante descontraída e informal”, diz. Quando ele veio de Brasília estava sensibilizado com a dificuldade de juntar forças e investiu nisso. “Farei um panorama histórico da escolarização, desde o começo do século retrasado, até a consolidação no século 20”, adianta Mestre Falcão.

Serviço
1ª Roda de Estudos. Dias 5 e 6 às 9h. Entrada franca. Anfiteatro 100 – Reitoria (R. Gal. Carneiro, 460).
Batizados: Hoje: 19h: Escola Rio Negro ( Sítio Cercado).
Dia 06: 15h – Grupo Força , com apresentações de coco, maculelê e frevo. Memorial de Curitiba (Largo da Ordem).
Ingresso: R$ 2( 1kg de alimento que será doado para as vítimas da enchentes em Santa Catarina)

Pesquisadores pedem registro de reisado como patrimônio cultural

Uma área de 300 metros quadrados, coberta parcialmente com sapê, um mestre da cultura popular guiando com seus cânticos (ou toadas) o pequeno grupo que dança em reverência ao rei. Foi desta forma que terminou o primeiro dia de atividades do 4º Encontro Mestres do Mundo e o 3º Seminário Nacional de Culturas Populares, que vai até sábado (6), nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha (CE). Este é o cenário de um reisado, expressão da cultura popular que pode se tornar patrimônio cultural do Brasil.

O pesquisador Oswald Barroso, que participa do evento, defende o pedido de registro do reisado como patrimônio cultural como um dos encaminhamentos do seminário. Este ano, a capoeira e o processo artesanal de produção do pão de queijo foram assim reconhecidos.

“O reisado é um dos mais representativos. Está presente no conjunto do Brasil, incorporado na vida popular e, longe de desaparecer, há cidades no Ceará, por exemplo, que reúnem mais de 50 grupos de reisados de vários tipos. Além disso, tem uma complexidade que eu penso que outros folguedos não têm. Um apanhado dessas nuances seria fundamental não só para entender o Brasil, mas a alma humana”, defende o pesquisador.

No Cariri, região ao sul do Ceará que sedia o evento, a cultura do reisado é muito forte. Na verdade, é uma das expressões da cultura popular mais presentes no território brasileiro, que ganha formas e criações de acordo com o lugar. Há pelo menos quatro tipos de reisados: o de congo, o de caretas, as bandas cabaçais e as torés indígenas.

Pela tradição, o rei representa um dos reis magos – escolhidos por Deus para conhecer seu filho (Jesus) – e conduz seu povo. O que se observa nas apresentações é o caminho para chegar lá, onde o povo encontra criaturas, inimigos, e têm que combatê-los. A história se mistura à luta dos escravos nos quilombos, que tinham que batalhar pela vida e pelo território com índios e brancos. O reisado é considerado uma tradição do período natalino, ao contrário dos bois, que são do período junino.

Oswald, que é ator, jornalista e sociólogo, tem dois livros sobre a tradição e desenvolveu a teoria do “teatro como desencantamento”, com base em seus estudos de mais de duas décadas sobre o reisado.

“O reisado é a incorporação do arquétipo do rei, que, dentro de cada roceiro, cada carroceiro, cada biscateiro, há um rei dentro de si. Eles vivem desencantados nessa vida comum, e, na brincadeira, eles se encantam e entram em outra dimensão da realidade, do maravilhoso. Nessa dimensão, eles são reis, rainhas, embaixadores. Então eles vivem a dimensão do eterno, do paraíso, da utopia. Vivem a dimensão do sagrado”, sintetiza.

O pesquisador da Federação de Reisado do Estado do Rio de Janeiro, Afonso Furtado, conta que o reisado já quase desapareceu da Baixada Fluminense pela falta de incentivos. Por isso, considera que oportuna a proposta de registro do folguedo.

“É uma idéia muito apropriada para o momento. E é um desafio para nós porque, à medida que o reisado vai do Amazonas ao Rio Grande do Sul apresentando diferenças claras, teremos que registrar tudo. É um desafio, mas não é impossível”, afirma.

Fonte: http://www.pernambuco.com/
Da Agência O Globo

Presidente da FCP participa de debate sobre igualdade racial

Zulu Araújo falará sobre "A cultura afro-brasileira como patrimônio imaterial"  no projeto Forúm Jornal de Brasília

Amanhã, 9 de dezembro, o projeto Fórum Jornal de Brasília terá por tema a igualdade racial, entre as 9 e as 17 horas, no auditório da UDF (antiga UniDF), na 904 Sul. O ciclo de Fóruns do Jornal de Brasília tem o objetivo de promover a discussão entre imprensa, população e autoridades dos principais problemas do Distrito Federal.

No próximo Fórum, que contará, especialmente, com o apoio da Comissão de Jornalista pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), serão focadas as seguintes questões: políticas de superação do racismo no Distrito Federal (11h), o desafio da imprensa e políticas de igualdade racial (14h) e um painel sobre o patrimônio imaterial da cultura afro-brasileira (16h). O evento se iniciará com uma palestra do ministro da Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, às 9h.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, comporá a mesa, às 16h, que vai debater a cultura afro-brasileira como patrimônio imaterial, e que terá como mediador o jornalisa Jorge Eduardo, editor-chefe do Jornal de Brasília, e os debatedores Rose Coimbra, presidente do Conselho de Cultura do Distrito Federal, e Giorge Patrick, antropólogo da Superintência Regional do Distrito Federal do Iphan.

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Recanto do Falcão: Beleza e Cultura no sul do Brasil

Nosso grande amigo e parceiro, José Luiz Cirqueira Falcão, conhecido no mundo da capoeiragem como Mestre Falcão acaba de nos surpreender com um empreendimento fantástico e repleto de beleza natural no sul do Brasil, o Recanto do Falcão.

Após ter recebido convite para a inauguração do Recanto do Falcão, que acontece no final de Dezembro, na Praia do Rosa- SC, o qual lamentavelmente não poderei estar presente por motivos maiores, fui de imediato visitar o site institucional do empreendimento e fiquei maravilhado com a beleza, qualidade e principalmente com a proposta cultural.

Fica aqui uma excelente dica para todo e qualquer amante da capoeira, passar umas férias diferentes e repletas atividades culturais.

Parabéns a toda equipe da Pousada e ao mestre Falcão pela brilhante iniciativa e nossos mais sinceros votos de sucesso!!!

Segue agora o material colhido no site do Recanto do Falcão, o qual recomendo uma visita.

Luciano Milani

A pousada oferece estrutura com hospedagem, cursos e oficinas de capoeira. Além de conhecer as mais belas praias do Sul do Brasil, os interessados poderão desfrutar da pratica capoeira em lugares paradisíacos. Durante a estádia serão oferecidas oficinas de capoeira e outras atividades de manifestações da cultura afro-brasileira para grupos de até 16 pessoas, num clima de camaradagem, hospitalidade, integração, competência e muita descontração.

 

Pousada:

A pousada Recanto do Falcão fica localizada na Praia do Rosa, em Imbituba, uma das mais belas praias catarinenses. (Estrada IMB 407, Rua Doze (John Lenon), s/n, Praia do Rosa.)

Telefone: +55 48 9102 7360


Coordenação
: Mestre Falcão

Mestre de Capoeira do Grupo Beribazu com trinta anos de experiência. Autor do Livro “A Escolarização da Capoeira”. Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994). Doutor em Educação pela Universidade Federal da Bahia (2004). Professor universitário.

email: joseluizfalcao@hotmail.com