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Julho 2009

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Ministro recebe lideranças da Capoeira no Rio de Janeiro

Eles discutiram projeto que visa regularizar categoria e que está em tramitação no Senado

Brasília, 29/07/2009 – Durante visita a sede do Ministério do Trabalho, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira (24), o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, se encontrou com cerca de 100 mestres de Capoeira do estado. Eles pediram ajuda ao ministro no sentido de agilizar junto ao Senado a aprovação de um projeto que visa regularizar a categoria, já em tramitação.

Lupi disse aos esportistas que não medirá esforços e já pediu a seus assessores empenho na articulação junto aos senadores. A expectativa é que o projeto seja aprovado até dezembro deste ano. Dessa forma, os capoeiristas ocuparão um lugar na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do MTE.

Os mestres estão otimistas. Eles vêem na regularização da categoria o reconhecimento do trabalho que eles já prestam a crianças, jovens e adolescentes, desenvolvendo a disciplina e, muitas das vezes, tirando-os da marginalidade. O projeto visa reconhecer como profissão o capoeirista, passando a ser considerado atleta profissional, apto a participar de eventos públicos ou privados mediante remuneração, de acordo com a Lei Pelé.

Entre os presentes ao encontro estavam o superintendente regional, José Bonifácio Ferreira Novellino, e cerca de 100 capoeiristas de várias partes do estado representando associações e federações ligadas a modalidade. A Capoeira se tornou patrimônio cultural pátrio em julho de 2008.

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537 – acs@mte.gov.br

A Revolução de 2 de Julho de 1823

Às margens do Ipiranga nada. Foi no Recôncavo que o Brasil se libertou.

Se não fosse pela Bahia, a independência do Brasil não teria ocorrido. Duvida?

Em 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro lançava para a História o seu famoso mote, apenas um pedaço do país podia se considerar de fato livre. “Independência ou morte” ainda era a sangrenta aspiração de várias outras províncias. As batalhas tomaram conta da Bahia em fevereiro daquele ano, e só terminariam em 2 de julho de 1823.

Por que, então, os baianos deveriam celebrar o Sete de Setembro? Dois de Julho é sua festa oficial — a maior e mais popular. As comemorações têm início no município de Cachoeira, onde é acesa uma tocha simbólica em homenagem aos heróis. Prosseguem pelas cidades de Saubara, Santo Amaro da Purificação, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho até chegar ao bairro do Pirajá, em Salvador, ainda no dia 1º. Ao amanhecer do dia 2, o cortejo segue para a Lapinha onde ocorre o “encontro dos caboclos”. Após percorrer as ruas do Centro Histórico, terminam no Campo Grande, com o acendimento da pira dentro do Parthenon, junto aos restos mortais do general Pedro Labatut – mártir da independência.

Em 2008, pela primeira vez a capital do estado é transferida simbolicamente para Cachoeira, principal núcleo de resistência às tropas de Lisboa. Lá, o governador se reúne com representantes dos municípios que à época reconheceram a autoridade soberana do príncipe D. Pedro. Para os próximos anos, a transferência da capital está incorporada ao calendário da festa.

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilha mesmo é no céu do Recôncavo.

O exelente texto de Filipe Monteiro e Mariana Benjamin ( Revista de História da Biblioteca Nacional), acima apresentado, foi a inspiração para acionar o amigo e parceiro, sediado em Salvador, prof. Acúrsio Esteves o qual acompanhado pelo Prof. Luciano Meron nos brindou com esta fantástica reflexão sobre o contexto histórico e a Independência da Bahia.

Matéria Especial de Aniversário.

 

A Revolução de 2 de Julho de 1823

Prof. Acúrsio esteves / Prof. Luciano Meron – Julho 2009

A Missão

Recebi de Milani a tarefa de verificar possíveis indícios de participação de capoeiristas nas lutas pela independência da Bahia. Diligente, fui pesquisar nas bibliotecas de Salvador e no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, presidido pela historiadora professora Consuelo Pondé, e não encontrei um registro sequer de tal participação de forma organizada ou reconhecida, como foi na Guerra do Paraguai.

É óbvio, porém, que as batalhas acontecendo em Salvador e recôncavo baiano, – Cachoeira, São Félix, Maragogipe, Santo Amaro, Itaparica, São Francisco do Conde dentre outras cidades – berço dos capoeiristas mais famosos da Bahia, eles estavam com certeza presentes nas referidas contendas. Esta certeza se dá porque as tropas brasileiras eram compostas de pessoas comuns, brasileiros baianos que se revoltaram com a situação de jugo e literalmente “partiram pra cima” dos lusitanos. Entre eles, é claro, devia haver muitos capoeiras.

Porém, não temos elementos factuais, históricos, para afirmar que esta participação foi resultado de uma ação organizada dos capoeiras. Eles também estavam lá como o lavrador, o boiadeiro, o sapateiro e o escravo.

Porém, temos a certeza de que se não tivesse havido a revolta dos baianos contra os portugueses que insistiam em permanecer no Brasil após o grito de independência dado por D. Pedro I às margens do riacho Ipiranga, o mapa do nosso país seria hoje muito diferente do que é.

Um Pouco de História

Madrugada de 2 de julho de 1823. As tropas portuguesas que permaneceram no Brasil ocupando a Bahia após o “grito de independência” dado por D.Pedro I em 7 de setembro de 1822, desocupam a cidade do Salvador e evadem pelo porto. Depois de 18 meses de batalhas os cidadãos baianos voltam a ter controle sobre sua capital, a segunda mais importante cidade do Brasil no século XVIII. As tropas de Madeira de Melo perdiam a batalha.

Os gritos de independência ecoavam na Bahia décadas antes do movimento separatista de 1822. A Conjuração Baiana, de 1798, já conclamava a população a lutar pela independência. A ebulição política provocada pelo retorno de D. João VI, em abril de 1821, a Portugal e a posição das elites lusitanas de manter o Brasil como colônia ressuscitaram o velho ideal separatista.

À medida que se formava um bloco político ao redor de D. Pedro I, no intuito de consolidar os interesses nacionais, as relações entre portugueses e brasileiros se deterioravam. Autoridades portuguesas, especialmente militares, se colocavam abertamente contra lideranças brasileiras que criticavam o domínio lusitano. Na Bahia os atritos chegariam às ruas e confrontos entre unidades militares portuguesas e brasileiras começaram a ocorrer. Populares baianos apedrejavam portugueses em ruas da cidade. O clima era tenso.

Prevendo o pior, as autoridades portuguesas modificam o comando das forças estacionadas na Bahia, em janeiro de 1822. É nomeado o brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo como Comandante das Armas da província. Este procuraria apoio nos portugueses que viviam na cidade, especialmente comerciantes, que eram favoráveis á manutenção da dominação. Os primeiros atritos ocorreriam neste período, com a guarnição do Forte de São Pedro se rebelando e tiroteios sendo deflagrados pela cidade. À caça de revoltosos, tropas portuguesas invadiriam o Convento da Lapa, acarretando na morte da abadessa Joana Angélica.

Os conflitos provocaram o esvaziamento da cidade e a chegada de tropas – vindas do Rio de Janeiro – para reforçar as unidades lusitanas apressaram o processo. A guerra estava a um passo.

Cachoeira: Adesão à D. Pedro

A tensão política e os primeiros conflitos na Cidade do Salvador culminaram com a ruptura em relação à metrópole. A vila de Cachoeira manifesta-se favorável a que a Bahia passasse para a regência de D. PedroI, no Rio, ato que é logo seguido por outras vilas do recôncavo.

Uma Junta Conciliatória de Defesa é formada na cidade, aonde voluntários vindos do interior passam a ser treinados e defesas começam a ser organizadas em pontos estratégicos. As tropas profissionais que havia no Brasil eram predominantemente portuguesas, o que criou uma série de dificuldades para os separatistas. Era necessário treinar homens sem a menor experiência militar para lutar contra soldados experimentados e protegidos por fortalezas que cercavam a cidade. Daí a razão para a contratação de militares estrangeiros, como o oficial francês Pierre Labatut.

Ainda no recôncavo baiano seriam travados combates e escaramuças do tipo guerrilha, onde estes voluntários teriam grande importância. É nesta época que surge a figura de Maria Quitéria, que se travestiria de homem para se juntar às unidades que combatiam os portugueses.

Ainda em Cachoeira é organizado um novo governo, para comandar a resistência, a 22 de setembro de 1822, sob a presidência de Miguel Calmon do Pin e Almeida, futuro Marquês de Abrantes.

A Luta por Salvador

O Gen. Madeira de Melo tinha a vantagem de ter o porto como uma porta de entrada e saída da cidade em seu poder, mas, em contra partida tinha a península sob a ameaça das forças que vinham do recôncavo.
Neste contexto, dominar a Estrada das Boiadas era fundamental para sitiar a cidade. Esta estrada ligava Salvador ao norte da Bahia, num ponto em que hoje é conhecido como Pirajá, além disso, o domínio dessa região permitiria controle sobre a enseada de Itapagipe.

Desenho alusivo à Independência da Bahia, representando a participação do nativo brasileiro nas batalhas que levaram este estado à completa emancipação de Portugal. A Mesmo mal armados, com tropas heterogêneas _ contanto até com escravos _ predominando pessoas do povo, as forças patrióticas resistiram e aos poucos fecharam o cerco sobre a cidade. Soldados convergiam de várias áreas no esforço contra as unidades lusitanas, que tinham a confiança na vitória, já que predominava a inexperiência entre os brasileiros.  

No início de novembro de 1822, Madeira de Melo tentou romper o cerco: Ao amanhecer de 8, a Infantaria portuguesa desembarcou em Itacaranha e Plataforma; Ao mesmo tempo outras tropas atacaram Cabrito, ameaçando a retaguarda brasileira. Após cinco horas de violentos combates, sem um resultado decisivo, as tropas brasileiras começaram a recuar. Temiam um envolvimento e, conseqüentemente, um cerco. Neste instante ocorreu um fato duvidoso, mas extremamente curioso. O corneteiro Luis Lopes ao invés de tocar o recuo, ordenou o avanço da cavalaria com o som de “avançar e degolar”.

As forças lusitanas se aterrorizaram, acreditando haver reservas de cavalaria entre os nacionalistas. A confusão foi geral. Os oficias brasileiros perceberam a oportunidade de passaram à posição ofensiva, forçando as unidades de Madeira de Melo a abandonarem o campo de batalha.

Desesperado e na defensiva, Madeira de Melo ainda tentaria um assalto à Ilha de Itaparica, em janeiro de 1823, mas as forças locais resistiram ao assalto das embarcações de guerra e da infantaria lusitana. No mês seguinte algo parecido seria tentado pela região de Itapoã, mas, mais uma vez, as forças sitiadas fracassaram. O fim era uma questão de tempo.

A reviravolta se deu plenamente com a chegada de uma frota, vinda do Rio de Janeiro, com oito embarcações que apoiariam os baianos. Como ocorreu com o exército patriótico, a força naval necessitava de homens e oficiais experimentados, assim à frente dessa pequena esquadra estava o almirante inglês Lord Thomas Cochrane.

Com um cerco de mais de 11 mil homens e vários navios, Madeira de Melo se via sem alternativas. Em fins de junho decide por abandonar a cidade e aproveitando brechas no cerco naval evacua seus homens. Salvador passava novamente às mãos dos brasileiros e o Brasil, verdadeiramente livre.

 


  • Outras Informações (Fontes Externas):

Personagens Relevantes:

Caboclo e Cabocla:

Estas figuras simbólicas foram criadas para homenagear os batalhões e os heróis de 1823 que, pela bravura e coragem, lutaram pela liberdade do Brasil. A história conta que o povo resolveu fazer sua própria comemoração e, em 1826, levou uma escultura de um índio para representar as tropas, já que não poderia ser um homem branco, porque lembrava os portugueses, nem os negros que, na época, não eram valorizados. Vinte anos depois, a Cabocla foi incluída nas comemorações.

Maria Quitéria:

A maior heroína nas lutas pela independência do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimentações sobre as lutas da independência, conseguiu uma farda do exército e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do exército à Salvador.

Joana Angélica:

Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invasão do convento, mas acabou sendo morta.

Brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello:

Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposição portuguesa. Tomou posse utilizando a força bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a relação entre Portugal e Bahia. Lutou contra o exército brasileiro.

General Pedro Labatut:

Foi quem assumiu o exército brasileiro das mãos do coronel Joaquim Pires de Carvalho e começou a enfrentar o exército português. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.

Coronel José Joaquim de Lima e Silva:

Assumiu o comando geral do exército brasileiro depois da prisão do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva às tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo a guerra.

 

O Brasão:

Com a independência política da Bahia foi necessário criar um Brasão de Armas. Ele tinha que representar os valores materiais e simbólicos da conquista, sem esquecer das batalhas e lutas que foram necessárias. Muitos estudos foram realizados e o povo teve a oportunidade de interferir. As idéias populares tornaram-se projetos na Assembléia Legislativa, em 1947.

Depois de analisados os projetos, a Câmara dos Deputados teve,em mãos, um projeto que reunia todos os pontos de vista, quer heráldico, político, espiritual ou tradicional e assim foi criado o Brasão ao 2 de Julho.

Curiosidades:

Uma luta tão duradoura, tão visceralmente ligada às aspirações de um povo, deixou um variado legado no folclore.

O historiador José Calasans registrou algumas quadrinhas que eram cantadas, de ambos os lados (portugueses e brasileiros):

Alegoria do “Caboclo”
* Dos portugueses, parodiando o Hino do Brasil:

Brava gente brasileira
Do gentio da Guiné
Que deixou as cinco chagas
Pelos ramos do café.

“cinco chagas” referia-se à bandeira portuguesa
“ramos do café”, alusão à bandeira adotada por Pedro I.

* Dos brasileiros, contra seus adversários, as quadrinhas:

Labatut jurou a Pedro,
Quando lhe beijou a mão,
Botar fora da Bahia
Esta maldita nação!

O Madeira queria
se coroar!
Botou uma sorte,
Saiu-lhe um azar!

 

Fontes:

http://www.revistadehistoria.com.br

http://ibahia.globo.com/especiais/2dejulho/

3º ENCAT – Encontro de Capoeira em Taubaté

Estaremos realizando nos dias 1 e 2 de agosto o 3º ENCAT – Encontro de Capoeira em Taubaté (evento realizado bienalmente) que tem a finalidade de reunir nós capoeiras para discutir, debater, atualizar conhecimentos, fazer novas amizades com a presença confirmada de diversos mestres e capoeiras do Estado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

No dia 1º de agosto (14:00 h) haverá debates e aulão de capoeira com os Mestres César (Capoeira Palmares – MG) e Tucano Preto (Centro Integrado de Capoeira – SP).
No domingo, 2 de agosto, a realização do 6º Batizado e Troca de Graduação do N”GOLO BRASIL CAPOEIRA a partir das 09:00 h.
Contato: Tel (12) 3629-5360 / 9114-0793 / 9103-1042 / 9765-1001

Prof. LAZARINI – CENTRO CULTURAL N’GOLO BRASIL

Ibicuitinga: Fundação Arte Brasil de Capoeira realiza o II CAPOARTE

A Fundação Arte Brasil de Capoeira realizou na noite deste sábado no ginásio de esportes de Ibicuitinga o II CAPOARTE com a troca de corda e batizado de jovens capoeiristas.

O Evento teve o apoio da Secretaria de Cultura, Secretaria da Educação e do Governo Municipal de Ibicuitinga, que incentivam o esporte que nas administrações anteriores não tinham nenhum incentivo. e que agora são usados como forma de inclusão do jovem a atividades esportivas.

Lideranças políticas do município estiveram prestigiando o evento e também trazendo a sua palavra de apoio a todos os jovens capoeiristas, assim como fizeram os vereadores Júnior Girão e Fábio Santana da câmara municipal de Ibicuitinga.

O Secretário de Esportes Nonato Saraiva também falou da importância de se tirar os jovens das ruas e lhes incluir dentro de atividades esportivas. A Secretária de Cultura Virginia Freires esteve presente ao evento e tem se mostrado forte colaboradora no incentivo a este esporte.
Grandes Mestres da capoeira como Mestre Pedro de Fortaleza, Mestre Gerson do Grupo Zumbi estiveram presentes ao ginásio de esportes como forma de incentivar os jovens a praticarem cada vez a capoeira. Foi registrada ainda a presença dos Contra Mestres Macaco também vindo da cidade de Fortaleza, juntamente com o Contra Mestre Galo Preto.

O Contra Mestre Oswagner aqui de Ibicuitinga, também esteve fazendo a entrega de cordas e certificados aos capoeiristas. Ao lado do Jovem Narcélio que tem estado frente ao trabalho de capoeira aqui em nossa cidade. Logo após a entrega de Cordas ocorreu o Batizados assim como chamam os adeptos a Capoeira.

Reportagem: Adriano Silva

http://ibicidadenoticias.blogspot.com

I Encontro Juvenil de Capoeira Angola na Austrália

O objetivo deste encontro e de reunir os alunos do Projeto Bantu que um projeto social cultural que atende 120 jovens refugiados de diferentes nacionalidades, e de países incluindo países Africanos, Iraque, Burma,Timor Leste e etc… que encontraram na Capoeira Angola uma forma de socialização e identidade Cultural .

O encontro terá uma serie de oficinas praticas e teóricas sobre a Capoeira Angola e a Cultura Afro-brasileira, já que nas aulas normais não temos tempo suficiente para o aprofundamento de todos elementos desta Arte.

Este Encontro vai dar também a possibilidade para os alunos encontrar com os Mestres da velha Guarda da Capoeira Angola que transmitira através da sua presença e aulas vários ensinamentos para estes jovens que desde sua infância vem enfrentando vários desafios na vida em seus países, onde estão em conflito politico e social, aja visto a maioria deles chegaram a perde todos os seus familiares incluindo pai e Mãe.

Para maiores informacoes www.capoeirangola-projectbantu.com

Ceará: Nota de falecimento – Mestre Soldado

A CAPOEIRA ESTÁ DE LUTO

Faleceu na última sexta-feira, dia 24 de julho de 2009 em Fortaleza-Ce, uma das maiores referências da Capoeira Mundial, Everardo Carlos Pereira, o Mestre Soldado, representante da Cia. Terreiro do Brasil. Mestre Soldado lutava contra um câncer, desde março deste ano.

Nasceu no dia  23 de outubro de 1964 e iniciou na capoeira no ano de 1978, com o Mestre Everaldo Ema, no colégio Júlia Jorge em Fortaleza. Em 1982, trabalhou em parceria com o Fundo Cristão para Crianças – CCF, realizando um trabalho de cunho social com crianças de áreas de risco através da prática da Capoeira. Desenvolvendo a partir daí seu primeiro Grupo de Capoeira na comunidade do Km-5 via férrea e Reino Encantado. No mesmo ano filiou-se ao Mestre Skysito e passou a ser integrante da Terreiro Capoeira do Brasil. Em 1984 desenvolveu trabalho junto a comunidade do Carlito Pamplona, no Centro Comunitário daquele bairro, sempre com a Capoeira. Em 1986 assumiu a Terreiro Capoeira, nesse mesmo período consagrou-se vice-campeão do Festival Praia Verde em Brasília,  representando o Ceará. Em 1988, implantou a Capoeira no Município de Caucaia-Ce, começando pelo Conj. Nova Metrópole e posteriormente integrou os quadros da Prefeitura junto ao Centro Comunitário de Caucaia. Em 1989 desenvolveu trabalho de implantação da capoeira no estado do Tocantins, recentemente criado naquela data, onde esteve presente por quinze anos. Em 1990 recebeu o Prêmio de Celebridade que mais contribuiu para a Cultura no Estado do Tocantins, promovido pelo Governo do Estado. Em 1991 consagrou-se Campeão dos Jogos Abertos de Brasília representando o Tocantins e foi homenageado com a graduação de Mestre, integrando a 1ª turma da Associação Brasileira dos Professores de Capoeira – ABPC. Em 2008 retornou a Fortaleza, assumindo novamente a Terreiro do Ceará, coordenou a realização do IV Simpósio Internacional de Capoeira contando com a participação direta de mais de 150 pessoas e público rotativo durante os três dias do evento de mais de 500 participantes. Também integrou a Comissão de Trabalho da Semana Municipal da Capoeira de 2008 no Município de Fortaleza-Ce, conforme Lei Municipal nº 9.041/05.  Compôs a mesa de debates da 3ª Audiência Pública na Câmara Municipal de Fortaleza de 2008, tratando dos temas: Profissionalização do Professor de Capoeira e alteração da nomenclatura da profissão junto ao CBO – Código Brasileiro de Ocupação.

Durante sua trajetória sempre desenvolveu trabalhos de cunho filantrópico com a Capoeira, visando o crescimento, reconhecimento e inclusão social das comunidades carentes e desprivilegiados, tendo notório reconhecimento junto a comunidade capoeirística dos Estados do Ceará e Tocantins, sendo ainda um Mestre de renome nacional e internacional.

Atualmente desenvolvia trabalho de Formação de Graduados (educadores de capoeira) junto a UFC- Faculdade de Educação – FACED.

Durante o período de 1982 até 1989 realizou vários eventos, batizados, cursos, simpósio, cursos de reciclagem em Fortaleza em benefício da capoeira do estado do Ceará.

Pessoa serena, paciente, batalhador. Excelente esposo, pai exemplar, um Mestre respeitado, amigo e dedicado, um grande homem de fé, esse era meu Mestre Soldado.

Professora Claudinha
Terreiro Capoeira do Ceará.
27/07/09

V Simpósio Internacional de Capoeira – Terreiro

O evento tem como proposta metodológica inovar na estrutura da organização, levando os participantes a uma convivência, durante 34 horas (esse numero é estabelecido pelos anos de atuação da organização em capoeira) num ambiente de ar livre, numa área especialmente locada para tal, onde ocorrerão todas as atividades coletivamente, desde os debates, oficinas, shows, palestras, rodas de capoeira e convivências promovendo trocas esportivas, educacionais e culturais.

A Cia. Terreiro Capoeira do Brasil, informa que já estão abertas as inscrições para o V Simpósio Internacional de Capoeira, que será realizado no período de 21 a 23 de agosto de 2009, no SESC de Iparana.Sob a Supervisão do Mestre Squisito (DF), Coordenação Mestre Soldado (CE) e Organização do Mestrando Auricélio (CE).

Neste ano de 2009, a Terreiro Capoeira também comemora seus 30 anos de fundação e espera contar com uma média de 2.000 pessoas oriundas de diversas partes do mundo tais como: Portugal, México, Inglaterra, Angola, Alemanha e Brasil.

O  contará com a presença de Mestres consagrados do Ceará e também os convidados de honra: Mestre Squisito – DF, Mestre Tabosa – DF, Mestre Pombo de Ouro – PE, Mestre Albino – PI, Jota Bamberg (Angoleiro) – DF, Mestre Itapoã – DF, Mestre Tambor – TO, Mestre Jogo de Dentro – SP, dentre outros.

No Ceará a Terreiro Capoeira realiza atividades em Universidades, Escolas estaduais e municipais, Clubes e Associações de bairros e promove rodas aos sábados na Ponte Metálica,16h30 na Praia de Iracema,  na última sexta de cada mês na praça da gentilândia,19h30 e na última terça na praça 1º de maio no parque dois irmãos,19h.

Segue arquivo anexo cotendo folder e fotos, e abaixo o link da mídia do evento.

Mídia do V Simpósio – http://www.youtube.com/watch?v=GRufoKQ1d-c

Pacote completo para os três dias – R$ 150,00 (hospedagem, alimentação, participação em toda a programação, camisa e certificado)
Pacote parcial – R$ 50,00 (participação na programação do dia e certificado)
Camisa do Evento – R$ 10,00
Dados para depósito:
Favorecido: Everardo Carlos Pereira – Ag: 1234 – Conta poupança – 64460-9

Maiores Informações: Mestrando Auricélio (85) 8620.9726 e
Professora Claudia – (85) 8854.6387

www.capoeira.art.br  / ciaterreiroceara@gmail.com

Cubatão: Semes realiza Grande Encontro de Capoeira

O evento será no sábado, dia 25, a partir das 14 horas, em frente ao Parque Anilinas

No próximo sábado (25/7), a partir das 14 horas, em frente ao Parque Anilinas, na Avenida Nove de Abril, s/nº, Centro, em Cubatão, acontece o 1º Encontro de Capoeira 2009, que será realizado pela Semes, juntamente com os Grupos Guerreiros Nascentes e Meninos Guerreiros.

O evento contará com a presença de vários grupos da Baixada Santista e de outros Estados. As apresentações incluem samba de roda, acrobacia, roda para mulheres e crianças, e outras modalidades. As academias já confirmadas são: Cota 200 (Mestre Bile); UME Alagoas (Professor Coelho), Vila Esperança, Ilha Bela (contra Mestre Liminha); Morro do Índio (contra Mestre Abridor); Vila São José (Mestre Capoeira); Casqueiro (Mestre Curupira), Vila Natal (Mestre Cabrito) e Humaitá (Mestre André).

Os interessados em participar devem entrar em contato com o professor Coelho pelo telefone (13) 9747-3398 ou com o mestre Curupira (13) 9757-1100. Em caso de chuva, o encontro será realizado dentro do Parque Anilinas (quadra coberta).

Contato: Ana Borges (13) 3362-6452

Postado por Departamento de Imprensa – Cubatão

Capoeira Sul da Bahia – 4º Encontro Mundial de Capoeira

De 27 de julho a 2 de agosto, Arraial D’Ajuda, em Porto Seguro, será sede do 4º Encontro Mundial de Capoeira, onde são esperados mais de mil capoeiristas de 18 diferentes países. O evento, que conta com oficinas, workshops, batizado, palestras, campeonatos e muitas rodas de capoeira, será realizado no Ginásio de Esportes e em outros pontos famosos da vila.

Segundo o organizador do evento, mestre Railson da Associação de Capoeira Sul da Bahia, o encontro tem como objetivo valorizar e fortalecer o desenvolvimento de atividades culturais e tradicionais, além de conscientizar a sociedade sobre a importância da capoeira.

Um dos destaques da programação é a palestra sobre a origem da capoeira, ministrada pelo historiador Frede Abreu, de Salvador, que abordará as raízes da capoeira, seus fundamentos, tradições e rituais.

Mais informações no site da Associação de Capoeira Sul da Bahia http://www.capoeirasuldabahia.com.br/

; ou pelo telefone (0xx73) 3575-3194.

Grupo de capoeiristas representa o Brasil e o mundo em show

Foi seguindo a paixão pela capoeira – em 30 anos dedicados à meditação, respeito aos ensinamentos dos grandes mestres e, acima de qualquer coisa, disciplina – que mestre Ralil Salomão tomou uma das maiores decisões de sua vida. Ao lado do mestre Edinho, que, como ele, dava aulas de capoeira em algumas academias de Brasília, os dois transformaram simples aulas em um grande projeto social que hoje reúne cerca de 8.500 pessoas no mundo inteiro: o Centro Cultural Raízes do Brasil. Nesta quinta-feira (16/07), mestre Ralil traz 100 artistas – integrantes do grupo e convidados de várias partes do país e do mundo – para mostrar aos brasilienses a ginga desse estilo de dança, luta e arte no show Brasil de raízes, marcado para a Sala Villa-Lobos, às 20h.

O evento, que faz parte da programação do 12º Encontro Europeu e das Américas de Cultura e Capoeira, integra também a exposição de outras manifestações populares, como xaxado, maculelê, puxada de rede e jongo, entre outros. “A gente não se prende apenas à capoeira porque o intuito do show é esse mesmo: mostrar a cultura do Brasil que hoje é vista no mundo inteiro, por meio dos projetos que realizamos nas sedes espalhadas em vários países”, explica mestre Raelli.

O destaque da noite é a Orquestra de Berimbaus, que traz no repertório a execução do Hino Nacional Brasileiro. “Serão 40 capoeiristas responsáveis por este espetáculo”, diz. Na abertura, outra surpresa: o grupo vai gingar trajando ternos de linho branco. “É uma tradição da década de 50, quando os capoeiristas mostravam suas habilidades gingando de terno e permanecendo com a roupa limpa até o final. Era o chamado ‘traje de gala’”, conta.

Homenagem do mestre

Os cenários selecionados para o Brasil de raízes foram todos preparados pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. “Ele assistiu a uma apresentação nossa e achou muito interessante. No dia seguinte, nos ligou e disse que queria fazer o cenário de cada quadro do evento. Foi um presente que ele nos deu. Hoje, ele é presença constante no grupo”, comemora Ralil.