Blog

Março 2015

Vendo Artigos de: Março , 2015

Instrutor de capoeira não precisa ser profissional de Educação Física

Por entender que a Lei 9.696/98 — que regulamenta a profissão de Educação Física e cria os respectivos conselhos profissionais — não alcança os instrutores de capoeira, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região manteve sentença que assegurou a um instrutor de capoeira o direito de exercer sua atividade independentemente de matrícula em curso de nivelamento.

O Conselho Regional de Educação Física do Estado de São Paulo (CREF4) alegava que a atividade em questão compreende as atividades próprias do profissional de educação física, com base no artigo 3º da Lei 9.696/98, e que qualquer treinamento na área de desporto deve ser ministrado por este profissional.

Afirmou ainda que a Resolução 07/2004 do Conselho Nacional de Educação dispõe que luta e artes marciais compreendem atividades próprias do profissional de educação física, e que, nos termos da Resolução CONFEF 45/02, há necessidade de frequência pelo impetrante a curso de Introdução à Educação Física e Caracterização da Profissão para o exercício profissional.

A desembargadora federal Alda Basto, relatora do acórdão, declarou que a Lei 9.696/98 não alcança os instrutores de capoeira, cuja orientação tem por base a transferência de conhecimento tático e técnico da referida luta e cuja atividade não possui relação com a preparação física do atleta profissional ou amador, como tampouco exige que eles sejam inscritos no Conselho Regional de Educação Física.

“Dessa forma, qualquer ato infralegal no sentido de exigir a frequência a curso de nivelamento como condição para obter registro no indigitado Conselho Profissional para poder exercer sua atividade profissional padece de ilegalidade”, afirmou a desembargadora.

Ela citou ainda precedente do Superior Tribunal de Justiça que diz: “Quanto aos artigos 1º e 3º da Lei 9.696/1998, não se verificam as alegadas violações, porquanto não há neles comando normativo que obrigue a inscrição dos professores e mestres de danças, ioga e artes marciais (karatê, judô, tae-kwon-do, kickboxing, jiu-jitsu, capoeira) nos Conselhos de Educação Física, porquanto, à luz do que dispõe o artigo 3º da Lei 9.696/1998, essas atividades não são caracterizadas como próprias dos profissionais de educação física”. (STJ – REsp 1012692/RS). Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-3.

 

0002157-07.2003.4.03.6115/SP

 

Fonte:  28 de março de 2015 – http://www.conjur.com.br/

Beleza e Feminilidade na “Roda de Saberes” em Uberaba

Capoeiristas competiram em concurso de miss e roda de saberes em Uberaba

Terceira edição de festival marca Dia Internacional da Mulher e ofereceu também mesa redonda e curso. Evento foi gratuito e celebra avanço no nível técnico das atletas

Em Uberaba, a roda de capoeira e a passarela serão exclusivamente delas no fim de semana. A terceira edição do Festival Feminino de Capoeira marcou a comemoração do Dia Internacional da Mulher. Com entrada gratuita para mulheres, o evento foi dividido em três partes e organizado pelo Centro Cultural de Capoeira Águia Branca. O tema “O Jogo das Amazonas” se refere à lenda de tribos femininas brasileiras com poder de combate, que inspiraram o batismo do estado e do Rio Amazonas.

A mesa redonda “Mulheres, Diversidade, Luta e Resistência”, ocorreu no sábado, no anfiteatro da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), antecedeu o festival. A abertura oficial ocorreu com o concurso de Miss Capoeira, no qual as capoeiristas competiram nas categorias infantil, juvenil e adulta. A disputa ocorreu no Teatro Experimental de Uberaba (TEU).

Na primeira fase, as atletas realizaram apresentações solo da modalidade para julgamento técnico, de flexibilidade e equilíbrio dos movimentos. Na avaliação em duplas, vale a capacidade de executar sequências e interagir com a oponente. Na terceira e última etapa, a simpatia e atitude são critérios considerados durante um desfile com traje de gala.

Para a organizadora e mestre em educação física Núbia Nogueira, conhecida como Mestre Puma, a igualdade entre os gêneros se faz presente na capoeira e merece ser comemorada.

– Atualmente há um equilíbrio em relação aos homens e crianças, tanto em quantidade quanto em nível técnico. As mulheres jogam de igual para igual, se profissionalizam na capoeira, executam projetos e eventos – afirmou.

O resultado do concurso saiu no domingo, na chácara Flor de Lótus. O último dia de festival trouxe também o curso “Vivência e Experiência Capoeirística”, ministrado pela mestra Vânia Borges, de Guarujá (SP), e festa para as participantes.

Mestre Puma no celular: (34) 8826-7585.

 

 

Título adaptado pelo Editor – Beleza e Feminilidade na “Roda de Saberes” em Uberaba

Título da Matéria Original: Capoeiristas competem em concurso de miss e roda de ginga em Uberaba

 

Fonte: http://globoesporte.globo.com/

 

 

Capoeira é atração na Praça Victor Civita

O grupo Senzala de Capoeira fará apresentação gratuita sob comando do Mestre Flavio

No sábado, 21 de março, às 15 horas, o grupo Senzala de Capoeira faz apresentação na Praça Victor Civita, localizada em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Formado na década de 60, no Rio de Janeiro, o grupo se aprimorou por meio do contato com outros capoeiristas durante anos. O Senzala foi campeão do torneio “Berimbau de Ouro” durante três anos consecutivos.

Ainda na década de 60, os integrantes do grupo passaram a ensinar capoeira em Universidades, clubes e academias. Hoje o grupo é uma referência internacional e forma professores de capoeira conscientes de seu papel na sociedade.

 

SOBRE A PRAÇA VICTOR CIVITA

Projeto pioneiro na América Latina, inaugurada em 2008, a Praça Victor Civita é resultado da iniciativa do Grupo Abril em parceria com a Prefeitura do Município de São Paulo, o Itaú, a Even Construtora e a Petrobrás. A partir de um espaço com aproximadamente 14 mil metros quadrados e área verde com cerca de 80 árvores, a Praça oferece à população um espaço que propõe uma reflexão acerca da preservação ambiental. Também abriga o Prédio do Incinerador, instalado no antigo incinerador de Pinheiros, e desenvolve atividades de educação socioambiental, com cursos, palestras e visitas escolares, além de localização privilegiada e de fácil acesso através de transporte público ou carro. A Praça Victor Civita dispõe de um palco para espetáculos com arquibancada coberta para 290 pessoas, onde ocorrem apresentações musicais, passando pelo rock, samba e música clássica, também espetáculos circenses, aulas de arte, yoga e pilates, além de atividades no centro de convivência para a terceira idade (CIIPE). O projeto foi implementado a partir da iniciativa de reviver uma região degradada pelo acúmulo de detritos ao longo dos anos, uma vez que, entre os anos de 1949 e 1989, o espaço funcionou como centro de processamento de resíduos urbanos. Dentro das normas técnicas de acessibilidade, a área conta com uma exposição permanente sobre as formas, materiais e tecnologias empregadas no tipo de reabilitação ambiental do terreno. Além disso, a Praça Victor Civita conta com soluções arquitetônicas de reuso de água, economia energética e projeto paisagístico educativo. A Praça Victor Civita é aberta diariamente, das 6h30 às 19h, e toda a sua programação é gratuita. Para visita de grupos escolares é necessário agendamento. A Praça divulga suas atividades através do site http://pracavictorcivita.org.br e também  nas redes sociais twitter (@pracavc) e facebook (fb.com/pracavictorcivita). No site, o público pode se cadastrar para receber a newsletter da programação.

 

SOBRE MESTRE FLAVIO

Flavio Luiz da Silva, Mestre Flavio Caranguejo, filho de pais capoeiristas, nasceu na cidade de São Paulo. Iniciou seu aprendizado na capoeira quando ainda era criança, no início dos anos 80, na Fonte do Gravatá, com o Mestre Kenura. No começo da década de 90, conheceu o Mestre Peixinho, ocasião em que passou a fazer parte do Grupo Senzala de Capoeira, realizando trabalhos em todas as classes sociais com atuação em clubes, escolas, academias, associações de bairro e universidades. Representou o Brasil em diversos países (USA, Canadá, Argentina, Chile, Israel, Palestina, Índia, Rússia, Finlândia, França, Sérvia, Dinamarca, dentre outros) ministrando aulas e fazendo apresentações e shows de capoeira e cultura popular brasileira. Em 2011 recebeu o título de Mestre corda vermelha formado pelo Mestre Peixinho do Centro Cultural Senzala de Capoeira. Idealizador e organizador do evento “Capoeiragem”, que acontece anualmente na cidade de São Paulo, sempre na segunda semana de dezembro. Atualmente coordena o Centro Cultural Senzala de Capoeira no Estado de São Paulo e em outros estados do Brasil, além de alguns países do exterior. É presidente fundador da Associação Casa Grande e Senzala, uma organização civil sem fins lucrativos, criada no ano de 2012 com o objetivo de viabilizar a capoeira como instrumento de educação e cidadania, além de promover e difundir a cultura popular brasileira através da capoeira e suas diversas manifestações culturais.

 

 

SERVIÇO
Data:
 21 de março. Sábado, das 15 às 17h.
Local: Praça Victor Civita | Rua Sumidouro, 580 – Pinheiros
Ingresso: Entrada Gratuita
Classificação: livre
Informações para o público: (11) 3031-3689 ou 
www.pracavictorcivita.org.br

Associação Casa Grande e Senzala*
Rua dos Pinheiros, 1207 – sala 1
Pinheiros – São Paulo – SP

*Local onde acontecem as aulas de capoeira e cultura popular do Grupo Senzala

*A apresentação acontece no palco da Praça com arquibancada coberta para 290 pessoas. Não é necessário retirar ingressos com antecedência.

Capítulo 6 – Toninho Ventania

 

CAPOEIRISTAS

PULP FICTION TROPICAL

 

Nestor Capoeira

capítulo 6

 

Finalzinho do capítlo 5

O nome deste Encantado no mundo espiritual é Mão de Faca.

Fim do cap. 5

  

TONINHO VENTANIA

Sou da Linha dos Malandros,
viajante e jogador;
Nada melhor que a vida
com suíngue e muito amor.

Mas se o céu escurece,
e o positivo falha;
Levo no meu calcanhar
a peçonha do rabo-de-arraia. 

(Nestor Capoeira, 2014; CD A balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada)

 

A FEITURA DE UM JOVEM MALANDRO

Entendam a dinâmica daqueles meus seis meses em Belô.

Eu tinha treinado com Leopoldina desde criança.

Jovem adolescente, conheci Veneno-da-Madrugada e Noivo-da-Vida; perambulei com eles alguns anos pela Europa e Estados Unidos. Voltamos ao Brasil e, nos anos seguintes, armamos o “exército de teleguiados” de Noivo.

Aí, Noivo perdeu sua visão clarividente e a coisa desmanchou – tudo que é sólido se desmancha no ar.

Então, na verdade, Belo Horizonte foi o meu primeiro vôo solo. Anteriormente, apesar de todas as aventuras, eu sempre estava acompanhado de jogadores mais velhos e experientes.

Os insights que eu tive jogando e ensinando capoeira aos iniciantes mineiros; e os relacionamentos sensuais e sexuais – e, por que não dizer toda a verdade: relacionamentos sensuais e sexuais e amorosos -, com aquelas quatro mulheres; fizeram definitivamente a minha cabeça.

Estas duas vertentes – insghts ensinando capoeira, e as mulheres – é que foram minha dissertação de mestrado, e tese de doutorado, no Mundo da Malandragem Alto Astral.

 

O AMADURECIMENTO

No lance com as 4 minas, não me refiro a um amadurecimento devido especificamente à “técnica” do sexo. Esta parte eu já dominava desde a adolescência através dos papos com Leopoldina e outros malandros como Mr. X – o negócio do clitóris e tudo o mais.

Meu amadurecimento veio do relacionamento, simultâneo, durante o mesmo período de tempo, com quatro mulheres muito diferentes. A amizade, as curtições, os papos, as inseguranças e ciúmes e estratégias femininas, o lance de la dona eh mobile, e por aí vai; com cada uma, era tudo diferente.

Aliás, “tudo” diferente é exagero; todas tinham um pouco do la dona eh mobile: a mulher diz uma coisa num dia, mas na semana seguinte já esta “sentindo” algo diferente; e, mais uma semana, ela volta ao lance inicial.

Não é uma porra-louquice, como os otários gostam de acusar. É mais semelhante às fases da lua, tem uma racionalidade feminina, diferente da masculina, que não é difícil de compreender. E se a maioria dos homens diz que as “mulheres são imcompreensíveis”, é porque o pior tipo de cego é aquele que não quer ver.

Alem do la dona eh mobile, acho que as “estratégias femininas” daquelas quatro gostosuras tambem tinham muita coisa em comum.

Na verdade, quando eu me lembrava dos meus romances de adolescente no Rio – com jovens minas, e algumas coroas, dos subúrbios cariocas -; e mesmo os romances da Europa – uma outra cultura, e mulheres de todas as idades -; eu ficava surpreso ao constatar que as mulheres eram muito diferentes entre si, mas as estratégias que usavam, nos Jogos do relacionamento, eram parecidas com as estratégias das minhas quatro maravilhosas balzacas mineiras.

Maior loucura.

 

OS ENSINAMENTOS

Você, caro leitor, caríssima leitora, talvez tenha curiosidade sobre os ensinamentos da malandragem  a respeito do sexo. Provavelmente já até classificou-os segundo o atual código do politicamente correto: papo machista.

É um pouco mais complicado.

Decididamenterte o tal “ensinamento”, por parte da malandragem, não é um enfoque que louva o matrimônio ou a monogamia; mas, em vários aspectos, é o oposto do machismo.

Mas antes de entregar o ouro; antes mesmo de mostrar o mapa da mina; de ensinar o caminho das pedras; seria interessante que eu apresentasse o Malandro, uma figura básica do Imaginário Brasileiro, mas que sempre é confundido com o Esperto, o Golpista, o 171, etc.

 

O MALANDRO COM “M” MAIÚSCULO

O Malandro é o aristocrata, o filósofo, o PhD da escória do submundo; e ele se orgulha disto.

O Malandro é um solitário. Seus iguais são os homens e mulheres formados na malandragem – e só.

Entre os malandros não existe amizade, apenas respeito; “e o respeito vem do medo”, dizia Madame Satã – um famoso malandro que dominou a noite do Rio entre 1930 e 1950.

Muitos malandros dizem que “Malandro não existe”. O que existe é a Escola da Malandragem, a Filsofia da Malandragem. Isto é básico. Se voce não entender isto, vai sempre ficar perguntando se “fulano é malandro, ou não”.

Malandro não existe.

O próprio Zeca Pagodinho, um dos mais afamados músicos brasileiros da atualidade, décano da malandragem, afirma:

“Malandro? Eu? Que  é isso! Sou apenas um otário com sorte”. E otário com sorte é malandro duas vezes.

É como se o Malandro fosse uma figura utópica, uma meta, uma direção na qual os “aprendizes de malandro” caminham.

Poucos conseguem se diplomar pois, além de tudo, exige que o estudante seja extremamente talentoso em algum lance – música, esporte, carteado, bilhar, mulher, capoeira. Se o candidato não tem alguma excepcionalidade, ele é obrigado a dar golpes para sobreviver e se torna um mero golpista, um 171, etc.

E um esperto, um golpista, um estelionatário, é o oposto do malndro: “para o bom malandro, o bom negócio tem de ser bom pra todo o mundo”, dizia mestre Leopoldina. 

 

A ESCOLA

Existem muitas “escolas” na marginalidade brasileira; algumas bem barra-pesada, como a dos assaltantes de banco, ou a do tráfico de drogas.

Outras “escolas” são mais artísticas. A capoeira era uma delas, antes da “era das academias” que começa na década de 1930; o samba, idem; a malandragem tambem.

Especificamente em relação à capoeira/malandragem, note-se o golpe:

– Não é suficiente dar um golpe, como a “dobradinha” numa gringa loura e rica, ou o “bilhete premiado” num otário ganancioso, para ser um verdadeiro Malandro. Quem dá golpe é golpista.

– Não é suficiente dar um golpe, um rabo-de-arraia ou uma rasteira e detonar um Maciste, para ser um verdadeiro Capoeira. Quem dá golpe é lutador.

Os Malandros talentosos; que não precisam dar golpes para sobreviver; que “vivem de seus prestígios”; que não precisam se enquadrar, nem mesmo, nas regras dos locais onde faturam sua grana; são admirados por todos. Voce certamente conhece alguns deles: determinados músicos como Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola, capoeiristas como Mestre Leopoldina, alguns desportistas, etc.

Mas os Malandros talentosos são poucos, e a generalização “todo malandro (com ‘m’ minúsculo) é um artista” não é real.

Cavalo tem muito, São Jorge é um só.

 

O MALANDRO E A VIOLÊNCIA

Mas não se iludam.

Apesar de abominar o confronto fisico e a violência; e no caso de conflito, sempre resolver a coisa “na conversa”; o Malandro sempre tras – afiada e reluzente -, no bolso do terno de linho branco, ou talvez por baixo de sua camisa de seda vermelha, ou até mesmo enfiada no cós da calça ou escondida na faixa de seu chapéu panamá, a temível navalha que é manejada com destreza se ele for encurralado e não houver outra escapatória.

E então o Malandro se torna um adversário fatalmente perigoso, atacando inesperada e traiçoeiramente – um único golpe letal na jugular e, antes que alguém se de conta do sucedido, o oponente já está no chão agonisando, e o Malandro já se foi.

É algo semelhante a uma das ideias daquele livro milenar, O caminho da Guerra: se voce eh um cara pacífico, se voce deseja viver em paz; voce deve estar preparado. e muito bem preparado, para a Guerra.

Mas o Mundo dos Otários interpreta isto erroneamente. Vejam o caso da URSS: se “preparou” tanto para a Guerra; investiu tanta grana; que acabou indo à falência.

 

O MALANDRO E AS MULHERES

O Malandro é um homem, ou mulher, das ruas, da noite, da boemia, dos puteiros, do carteado e da sinuca, das casas de jogo e de dança, onde ele exibe suas habilidades, seus prestígios, e exerce sua sedução.

Com as mulheres, em público, o Malandro é sempre um cavalheiro. Ele oferece flores, murmura doces palavras no ouvido. Quando está com dinheiro, presenteia jóias, perfumes, e roupas vistosas.

O Malandro é um mão aberta; nunca se preocupa com o amanhã, o amanhã se resolve amanhã. Mas quando esta duro, lhes toma o dinheiro sem a mínima consideração, e vai gastá-lo em farras, talvez com outras mulheres.

É comum que velhos malandros, cafetinas, jogadores, prostitutas, tomem “jovens de talento” sob sua proteção. Seria uma pena se aquele jovem, com tanta potencialidade, terminasse como traficante, assaltante, ou pistoleiro.

 

POSSE E CIÚME

Na verdade, os “grilhões da armadilha” que existem no sexo e no amor – posse e ciúme – deveriam afetar somente quem optou por viver, e seguir as regras, do Mundo dos Otários – ou seja, da Sociedade Estabelecida, do Sistema. Sejam eles os manés monogâmicos, que levam no dedo anular da mão esquerda o “bambolê de otário”; ou fossem eles os “espertos” afeitos ao machismo, que se consideram malandros, mas na verdade são meros “malandro-agulha” (toma no buraco sem perder a linha).

O  sentimento de posse e o ciúme não deveriam ser um perigo para um “verdadeiro” Malandro “cabeça feita”; que sabe que “ninguém é de ninguém; cada um faz o que quer com seu corpo”; nas palavras do falecido Mestre Leopoldina.

Ou seja: Leopoldina não pertencia à nenhuma mulher, não lhes devia “fidelidade conjugal”. Por sua vez, as mulheres também não deviam a tal “fidelidade” ao Leo (em oposição à maneira de pensar machista).

Esta concepção – “cada um faz o que quer com seu corpo” – tambem significa, para o Malandro, que a pessoa ser homosexual ou heterosexual é uma escolha, ou uma característica daquela pessoa, e ninguem tem nada a ver com isso.

Este discurso não é para ser moderninho ou feminista.

O discurso existe porque, qualquer perspectiva de “posse” de uma mulher, limita a liberdade do malandro. Mr. X dizia que o sentimento de posse é semelhante ao caso do macaquinho aprisionado.

O caçador amarra um pedaço  de doce dentro de uma cabaça semelhante à do berimbau. A abertura feita na cabaça é larga o suficiente para o macaquinho enfiar a mão dentro da cabaça e pegar o doce. Mas com o doce dentro do punho fechado, a abertura da cabaça não é larga o suficiente para o macaquinho retirar sua mão fechada. A cabaça esta amarrada numa estaca fincada no chão.

O macaquinho ouve o caçador que, ao longe, vem se aproximando.

O macaquinho grita, pula, faz caretas, esbraveja, esperneia. Mas não abre a mão, não larga o doce.

Acaba no zoológico ou coisa pior.

Existe, tambem, uma razão histórica para a preferência, do malandro, pelo relacionamento amoroso/sexual  não-monogâmico.

O Malandro começou a se cristalisar no Rio de Janeiro no começo dos 1900s. Entre as duas Grandes Guerras Mundiais que destroçaram a Europa, e levaram os Estados Unidos à posição que anteriormente pertencia ao orgulhoso Império Britânico. No tempo em que determinadas (então) novidades tecnológicas estavam se tornando corriqueiras e populares: a luz elétrica, os carros, o avião, o telefone, o rádio. No ocaso da época dos Grandes Impérios regidos pela Realeza; na época da fundação do Comunismo na Rússia, e da ascenção do Capitalismo Selvagem disfarçado de Democracia liderado pelos USA.

E tambem na época de reformas radicais na cidade do Rio de Janeiro, capitaneadas pelo prefeito Pereira Passos, que vai botar abaixo áreas do centro da cidade – onde habitava a rude plebe, que vai se refugiar nas favelas -, e construir uma moderna e espetacular “Paris Tropical”, com a Cinelândia, a Avenida Rio Branco, o Teatro Municipal, e a Biblioteca Nacional.

O Malandro é o desdendente dos capoeiristas das maltas, que foram dizimadas com a perseguição levada à cabo pelo primeiro chefe de polícia da recem-proclamada República Brasileira, Sampaio Ferraz, o Cavanhaque de Aço – ele, tambem, um praticante de capoeira.

Ora, por volta de 1900/1920, somente as mulheres da vida frequentavam as noturnas. Mulher “direita” não frequentava dancing e cabaré, que eram o habitat do malandro. Então, era com as putas, com as artistas de teatro que ocasionalmente faziam michê, que o malandro se relacionava. E, evidentemente, ele não podia exigir a monogamia da mulher, pois em muitos casos, ele vivia da grana que ela faturava.

 

O MALANDRO E O MACHISMO

A filosofia da malandragem encara com ironia o machismo.

O machista pensa que pode comer todo mundo, mas ninguém pode comer a mulher dele.

Nem tampouco comer suas amantes, irmãs, filhas, nem mesmo sua vovó ou mamãe. Nem mesmo o papai do machista pode comer a mamãe dele, veja-se a problemática do Édipo levantada por Sigmund Freud.

O machista se acha “dono” dessas mulheres, especialmente a “sua” esposa, noiva, namoradas e amantes. A possibilidade que uma delas possa traí-lo – “côrno!” -, é uma fonte constante de preocupação, pois o machista é refém da opinião pública, em especial a dos outros homens.

 

AS CAFETINAS, OS CAFETÕES, OS GIGOLÔS

Mas além desta infra-estrutura “psicológica”, que acabamos de apresentar e que enfoca o sentimento de posse, o machismo, etc.;  existe também, caro leitor e gentil leitora, um aprendizado prático do sexo, como já havíamos comentado antes de “apresentar” o Malandro, e diferenciá-lo de outros atores, não tão nobres, do cenário da marginalidade.

E, apesar das cafetinas e cafetões não serem necessariamente Malandros – são comerciantes capitalistas -, seus ensinamentos práticos lançam uma certa luz, embora geralmente de forma grosseira e rude, sobre a desconhecida arte do sexo – algo básico nos ensinamentos da Escola da Malandragem.

Na intimidade, o Malandro coloca em ação  seu conhecimento sexual e sensual; muitas vezes aprendido com velhas cafetinas e prostitutas de ilimitada experiência, quando ele ainda era um adolescente.

Estas distintas senhoras vestem seu protegido com roupas vistosas, brilhantina no cabelo, e um exagero de perfume; enfeitam-no com muitos anéis, grossas pulseiras e cordões de ouro; formam o jovem malandreco na prática e na teoria do sexo e das mulheres.

 

O CLITÓRIS

Mas qual o teor prático deste aprendizado sexual?

O ensino básico se refere ao clitóris.

Ouvi uma velha megera escolando um de seus protegidos:

“Quem gosta de pau duro é viado; mulher gosta é de siririca (masturbação) e dinheiro!”

Em outra ocasião, ouvi um experiente e bem sucedido gigolô – que na adolescência, antes de fazer seu upgrade, tinha sido cafetão -, pontificar um discurso para um grupo de neófitos. Este Malandro, até certo ponto, relatisava a falta de importância do “pau duro”, explicitado pela velha cafetina. 

Os aprendizes ouviam-no atentamente e em silêncio, podia-se literalmente ouvir uma môsca voando. O prestígio deste gigôlo tinha fundamentos evidentes: estava sempre rodeado de mulheres; de todos os tipos – “quem de tudo come, está sempre mastigando” -; e de todas classes sociais – era um verdadeiro socialista e democrata.

“Homem tem medo de brochar, então quando fica de pau duro vai logo metendo a piroca na mulher.

 Eles acham que “ser homem” é dar uma porção de pirocada com força na buça da mina. Aí o cara goza. A mina faz aquele teatrinho, e finge que gozou também.

Se ela não fingir que gozou, o mané vai sair dizendo que ela ‘é frígida’.

E a próxima mina que o mané comer vai ficar com fama de ‘gostosa e quente’ se fizer bastante alarde e teatro, dizendo que gozou.

Mulher não está aí pra botar azeitona na empada de uma outra vadia qualquer. Então, ela finge que gozou; apesar de não ter tido tempo, nem preparação – a siririca -, para gozar.

Foda é que nem jogo de futebol.

Os primeiros 45 minutos é só lingua e dedo no grelinho (clitoris); a mina vai ficar toda molhada, vai gozar na tua boca, vai implorar pra voce meter nela.

Mas você não mete.

No máximo fica tateando, só com a pontinha da pica, a entradinha da buceta dela, enquanto continua a bater a siririca com o dedo.

Presta atenção, mané, que dedo não é Bom-bril (palha de aço para limpar panela), e o grelo da mina não é frigideira enferrujada. Passa o dedo de leve, de preferência molhado de cuspe, ou se voce for um perfeicionista, use vaselina. Se a mina, mais adiante, e já enlouquecida, quiser que voce esfregue com mais força; ela vai te pedir com palavras, ou vai guiar a tua mão.

O pau-nas-buças só entra em campo pra dar a goleada nos 45 minutos do segundo tempo.

Mas, aí, o jogo já está ganho.

Mesmo assim, a pica dura tem seu valor. Valor físico na hora da foda, e tambem nas mentalidades da mina.

Se voce tiver a sorte de ter um pau de tamanho mediano, ou um pouco maior que o mediano; na segunda vez que voce for comer a mina, ela vai ficar gulosa do teu pau. Ela sonhou e viu aquele pau duro nas fantasias da imaginação dela, depois que voce deu aquela primeira surra de siririca e de pica na creatura.

Aí, um garotão que estava entre os ouvintes, com uma expressão de descrença crítica no rosto, comentou:

“Eu não entendo essa mania de querer comer todas as mulheres do mundo. Eu tenho minha namorada, gosto muito dela, e ela é apaixonada por mim. Pra que eu vou perder meu tempo comendo uma porção de mulheres. Acho tudo isto um sinal de muita carência afetiva, de muita insegurança”.

O ex-cafetão ficou olhando pensativamente para o jovem, finalmente deu de ombros, e respondeu.

“Faz o seguinte: arma um time que tenha umas mulheres gostosas, umas mulheres bonias, umas inteligentes, outras com suíngue e personalidade. Come estas minas uns dois ou tres anos; depois compara com o período que voce passou junto a namorada que te ama tanto. Aí, a gente conversa”.

O garotão levantou uma sobrancelha, naquela de desafio. Neste momento ia passando,  na rua, uma senhora bem tipo classe média. O malandro, irônico, comentou, indo diretamente ao cerne da questão:

“Aí, acho que tua mãe tá te procurando”.

 

SAINDO BATIDO

Meus relacionamentos com as quatro balzaquianas de Belo Horizonte eram um lance meio perigoso, apesar de apenas uma delas ainda ser casada e morar com o marido.

É que eu era um mulato jovem. E, para irritar mais ainda os racistas de plantão – que não eram poucos -, eu era boa pinta, dançava bem pra caralho – era um sucesso nas boatezinhas avant garde.

Então, meus encontros com aquelas gostosas eram sempre em ambiente fechado. E não podia nem ser num dos poucos motéis da cidade; seria um escândalo, a começar pelo porteiro – a dondoca com o mulato.

Ou então a coisa rolava numa das duas buatezinhas frequentadas por jovens ricaços doidões, artistas plásticos de araque, jornalistas e colunistas sociais descolados, aspirantes à literato, várias bichas talentosas da alta costura, e mais algumas outras que eram donos de antiquário ou de galeria de arte. Ali, naquele ambiente escurinho regado a uísque escocês, as mentalidades eram mais arejadas e em sintonia com os lances que rolavam nos círculos prafrentex de New York e da Europa.

Eu transitava livre e tranquilamente pelos ambientes modernosos de Belô: mandava bem o francês e inglês, arranhava alemão.

Nas tranzas com as minas, nos vários anos de Europa, tinha aprendido – europeia adora civilizar um primitivo! – quem era Picasso e VanGogh; Coco Chanel e Saint Lauren; Jung e Freud; Banhaus e Andy Warhol; Baudelaire e Nitzsche; Kerouac e Jim Morison. Não era preciso sacar nada em profundidade, só uma meia dúzia de clichês superficiais e rastacueras; e, então, eu era o cara!

Mas mesmo nesses guetos de riquinhos e descolados rolava um racismozinho.

E foi num desses, quando eu já estava instalado e curtindo a maior onda, que a vaca foi pro brejo.

 

Fim do capítulo 6

Uma janela de exibição para as culturas de matriz africana

Mostra CineAfroBH explora religiosidade afrobrasileira hoje em quilombo urbano no Santa Efigênia

Atuante na área audiovisual em Belo Horizonte já há algum tempo, Carem Abreu dirigiu em 2012 o documentário “Paz no Mundo Camará: a Capoeira Angola e a Volta que o Mundo Dá”, sobre a tradição e a prática da capoeira Angola no Brasil. O média-metragem teve lançamento em alguns locais, mas a diretora encontrou bastante dificuldade em colocá-lo em mostras e festivais.

 

 

“E conversando com colegas do meio artístico afrodescendente e do audiovisual em BH, sempre comentamos dessa dificuldade de janelas de exibição. Então, tive a ideia de criar uma voltada especificamente para realizadores afrobrasileiros belo-horizontinos, já que as próprias mostras da cidade não dedicam um espaço exclusivo para nós”, argumenta Abreu. O resultado é a mostra CineAfroBH, que realiza sua sétima sessão hoje, a partir das 19h, no bairro Santa Efigênia.

Além de “Paz no Mundo Camará”, o festival traz sempre obras de outros diretores afrodescendentes da capital relacionados às comunidades onde ocorrem as exibições. Na sessão desta noite, os curtas “Os Mestres”, realizado pela Associação Imagem Comunitária, e “O Boi Foi Beber Água Até Chegar no São Francisco”, de Gercino Alves, Carolina Canguçú e Bernard Monteiro, completam a sessão.

Cada edição conta ainda com uma homenagem. “O ‘Paz no Mundo Camará’ foi gravado em cinco Estados. Aqui em BH, entrevistamos grandes mestres da cultura afrobrasileira, e estamos exibindo o filme nas casas de tradição onde eles foram entrevistados”, explica a diretora.

A homenageada desta noite é Dona Efigênia, cujo terreiro se transformou no primeiro quilombo urbano de Belo Horizonte reconhecido pelo Instituto Palmares e pelo Iepha , o Manzo Ngunzo Kaiango. O CineAfroBH vai acontecer na rua São Tiago, em frente ao quilombo. “A ideia é desvincular a ideia negativa vinculada ao candomblé pelo senso comum. Queremos demonstrar que se trata de uma expressão cultural muito importante para a formação da identidade brasileira”, propõe Abreu.

Não por acaso, religiosidade é o tema desta edição da mostra. No próximo sábado, o CineAfroBH acontece no Espaço Tambor Mineiro, com o tema Samba e a homenagem a Maurício Tizumba. E no dia 21, é a vez da Fundação Internacional de Capoeira Angola (Fica), com a homenagem ao mestre Jurandir e o tema Capoeira Angola.

Aconteceu: 2º Encontro de Mulheres Capoeiristas de Roraima

Grupo cultural realiza 2º Encontro de Mulheres Capoeiristas de Roraima

O evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março,

O Centro Cultural Arte e Capoeira da Amazônia realiza neste sábado, o 2º Encontro de Mulheres Capoeiristas de Roraima. O evento ocorre na Praça das Águas, a partir das 19h30, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março. Participam das atividades grupos convidados como: Raízes Brasileira, Angola Palmares, Senzala, Capoeira Gospel e Abadá Capoeira.

O Encontro é aberto a comunidade em geral, mas tem como principal objetivo reunir apenas as mulheres que praticam a capoeira no estado. Está prevista a participação de 20 mulheres, incluindo crianças. Na organização do evento está o Contra Mestre Fofo e Mestre Bahia. Conforme Fofo, a ideia é fazer algo diferente para o público feminino.

– O objetivo é reunir o público feminino que treina capoeira, mostrando a importância de praticar e os benefícios que a arte traz. Ano passado não atingimos nossa meta na quantidade de mulheres, mas foi muito bom os capoeiristas que prestigiaram. Esse ano continuamos com o mesmo foco de fazer uma integração e troca de experiências, principalmente pela comemoração de uma data importante para elas – afirmou o Contra-Mestre.

As interessadas em participar devem comparecer no dia do encontro a partir das 19h30 na Praça das Águas, para iniciar o aquecimento, que será feito por mulheres mais graduadas. O evento é aberto ao público, mas quem poderá participar da roda serão apenas mulheres capoeiristas.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/

Aconteceu: IX Encontro da Velha Guarda da Capoeira de Brasília no Zoológico

Capoeiristas celebraram encontro Nacional no Zoológico

Segundo os organizadores, centenas de desportistas participaram deste evento.

O Zoológico de Brasília sediou neste sábado (28), na Praça Onça-tigre, o IX Encontro da Velha Guarda da Capoeira de Brasília. Na ocasião, os atletas também celebraram o III Encontro Preparatório para o Fórum Nacional de Capoeira, onde foram discutidos temas pertinentes à profissão do capoeirista e o status de bem imaterial, entre outros.

Em Parceria com o Zoológico, a Escola Cultural Alforria Capoeira –ECAC- realiza os encontros desde 2005, e faz de cada roda mais um instrumento para integração social das diversidades culturais afrodescendentes. Está também aliada à interação com o meio ambiente, uma vez que uma das suas características é ‘batizar’ golpes e instrumentos com nomes presentes na fauna e flora, o que a torna arte na expressão musical, na criação e improviso, bem como meio de defesa pessoal. 

O encontro contou com a presença de mestres, contramestres, professores e alunos de diferentes grupos do DF e Região Metropolitana, bem como de outras regiões do país. Segundo os organizadores, centenas de desportistas participaram deste encontro.

 

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília – http://www.jornaldebrasilia.com.br/

Capoterapia para terceira idade utiliza o lúdico da capoeira como terapia

Atividade chega ao Riacho Fundo II para incentivar os idosos a praticarem o esporte que proporciona o bem estar físico e mental

Você já ouviu falar em Capoterapia? O Revista Brasília desta sexta-feira (27) conversou com o idealizador do projeto Mestre Gilvan. Ele conta que o grande desafio é tirar o idoso de casa e com esta luta brasileira, que reúne musicalidade e cantiga de roda. Segundo o mestre Gilvan a capoterapia é diferente da capoeira tradicional porque não tem voto de capoeira.
 
Confira também: Projeto oferece gratuitamente aulas de capoeira para a terceira idade
 
As atividades acontecem no Riacho Fundo, todas as quarta-feiras, às 16h30, com a proposta de implantação de 100 núcleo de capoterapia em todo o Distrito Federal. Atualmente, vários hospitais, CAPS e clínicas estão utilizando a capoterapia, para ajudar na recuperação de pessoas. Interessados podem obter mais informações pelo telefone (61) 3475-2511.
 
Confira as informações sobre a Capoterapia com o mestre Gilvan, nesta entrevista ao programa Revista Brasília, no ar de segunda a sexta-feira, às 10h, na Rádio Nacional de Brasília, com o jornalista Miguelzinho Martins.

Produtor: joana Darc Lima
 
Fonte: http://radios.ebc.com.br/
 
Mais Informações: http://www.capoterapia.com.br/