O som do berimbau é o sinal de que a aula vai começar. As palmas dos alunos revelam a motivação para o que vem a seguir. Em pouco tempo, todos já estão de pé, prontos para formar um círculo e fazer, durante cerca de 40 minutos, os exercícios da capoterapia. Criada por Gilvan Alves, subsecretário de Cultura de Taguatinga, a terapia adapta movimentos da capoeira para os alunos do curso, todos deficientes visuais.
“A dificuldade do deficiente visual para fazer atividade física é muito grande”, afirma Rosilene Caires, aluna de capoterapia. Ela conta que os exercícios que aprendeu ajudaram a dar mais equilíbrio ao corpo. Desde que as aulas começaram, Rosilene não perdeu uma sequer. A animação da aluna pode ser percebida em poucos minutos: após o alongamento inicial, ela já coloca os sapatos de lado e se concentra nos exercícios seguintes.
“Além de melhorar o desempenho físico, é uma família que a gente ganha”, afirma Nelci Maria Mota, integrante do grupo da terceira idade que também tem aulas de capoterapia. No final da aula, o mestre recita um pequeno texto sobre a importância do abraço: “Abraçar rejuvenesce, não tem efeitos colaterais indesejáveis e é um remédio milagroso”. A aula de termina com um longo abraço entre os alunos.
Fonte: Tribuna do Brasil - http://www.tribunadobrasil.com.br
Data: 27 de abril de 2007
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