Como diz a música: "Sou da Bahia, sou lá de Itabuna... Terra do mestre Magrelo, Luiz Medicina e também Suassuna... Sou da Bahia, sou lá de Itabuna, terra do Cacau, lá se planta beriba de dia e de noite na roda já tem berimbau..."
Terra de Grandes Capoeiristas e esperamos que este livro faça valer a tradição de bons capoeiristas e nos brinde com uma boa literatura direcionada a capoeiragem...
Luciano Milani
Cláudia Viana lança o livro que conta, entre outras coisas, a história do esporte na região e expoentes do esporte na cidade
Cláudia Viana, professora de história e Geografia - mas com "história como especialidade", como ela mesma diz -, lança o livro "capoeira: de luta de negro a exercício de branco no cenário grapiúna". O lançamento oficial do livro acontece na próxima sexta-feira (11) na Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) às 19 horas.
A autora do livro diz que ele nasceu de uma publicação anterior. "Em 1999 fiz uma monografia com o mesmo nome do livro. Naquela época encontrei pouca coisa publicada sobre a história do esporte na região e eu queria explorar mais esse lado", comenta ela. "Daí a idéia. Após a publicação da monografia, fui informada de que ela era muito procurada na Uesc para ser consultada, exatamente por ser uma das poucas dessa natureza. Daí então nasceu a idéia de transformá-la em livro. Para isso ela foi revisada, atualizada e teve alguns fatos e nomes acrescidos", explica a professora de história.
A autora do livro diz que ele nasceu de uma publicação anterior. "Em 1999 fiz uma monografia com o mesmo nome do livro. Naquela época encontrei pouca coisa publicada sobre a história do esporte na região e eu queria explorar mais esse lado", comenta ela. "Daí a idéia. Após a publicação da monografia, fui informada de que ela era muito procurada na Uesc para ser consultada, exatamente por ser uma das poucas dessa natureza. Daí então nasceu a idéia de transformá-la em livro. Para isso ela foi revisada, atualizada e teve alguns fatos e nomes acrescidos", explica a professora de história.
O início
De acordo com Cláudia, a capoeira era praticada em Itabuna já no começo da década de 50 com os capoeiristas de rua. "Eram os angoleiros que praticavam o esporte no meio da rua, sem um local definido. Também por isso eram marginalizados", afirma ela.
A inserção da capoeira e dos capoeiristas na sociedade grapiúna veio depois. "Carlos Dória, mais conhecido como Major Dória, fundou em 1958 a Academia cultura Física e capoeira Major Dória. Quem dava aulas era um branco, Maneca Brandão, filho de um ex-prefeito de Itabuna, Ubaldino. Só a partir daí a capoeira passou a ter destaque na sociedade e nos meios de comunicação, pois começou a ser praticada também pela elite", fala Cláudia, que é capoeirista desde 1993.
De acordo com Cláudia, a capoeira era praticada em Itabuna já no começo da década de 50 com os capoeiristas de rua. "Eram os angoleiros que praticavam o esporte no meio da rua, sem um local definido. Também por isso eram marginalizados", afirma ela.
A inserção da capoeira e dos capoeiristas na sociedade grapiúna veio depois. "Carlos Dória, mais conhecido como Major Dória, fundou em 1958 a Academia cultura Física e capoeira Major Dória. Quem dava aulas era um branco, Maneca Brandão, filho de um ex-prefeito de Itabuna, Ubaldino. Só a partir daí a capoeira passou a ter destaque na sociedade e nos meios de comunicação, pois começou a ser praticada também pela elite", fala Cláudia, que é capoeirista desde 1993.
Homenagem
A historiadora diz ainda que o livro é uma forma de homenagem a capoeiristas que muito fizeram e fazem pelo esporte. "Não podemos nos esquecer de mestre Bimba, que fundou a primeira academia em Salvador, ainda na década de 30. Ele que foi o professor de Maneca Brandão e merece ser homenageado", explica ela.
Mas o mestre Bimba não é o único citado. "Há também o mestre Suassuna, capoeirista grapiúna que hoje mora em São Paulo, mas que tem alunos em mais de 30 países", afirma ela, que completa em seguida: "Bimba, Maneca Brandão, Suassuna, são vários nomes que não podem ser esquecidos. Em Itabuna temos Uesc, FTC e Facsul, três universidades com o curso de Educação Física e com a capoeira como matéria curricular. Os mestres e grandes nomes do esporte devem ser homenageados".
A historiadora diz ainda que o livro é uma forma de homenagem a capoeiristas que muito fizeram e fazem pelo esporte. "Não podemos nos esquecer de mestre Bimba, que fundou a primeira academia em Salvador, ainda na década de 30. Ele que foi o professor de Maneca Brandão e merece ser homenageado", explica ela.
Mas o mestre Bimba não é o único citado. "Há também o mestre Suassuna, capoeirista grapiúna que hoje mora em São Paulo, mas que tem alunos em mais de 30 países", afirma ela, que completa em seguida: "Bimba, Maneca Brandão, Suassuna, são vários nomes que não podem ser esquecidos. Em Itabuna temos Uesc, FTC e Facsul, três universidades com o curso de Educação Física e com a capoeira como matéria curricular. Os mestres e grandes nomes do esporte devem ser homenageados".
O livro mostra como o Sul da Bahia, e não só Salvador e o Recôncavo foi importante para o desenvolvimento da capoeira no estado
Batizado
No dia seguinte ao lançamento do livro (12) haverá o XXVIII Batizado e Troca de Cordéis do grupo Raça. O evento, que acontece no Espaço Alternativo do grupo (localizado no Bairro da Conceição, em frente à barragem do Rio Cachoeira), será realizado pelo contramestre Risadinha e seus alunos formados, e tem início marcado para as 9 horas.
No dia seguinte ao lançamento do livro (12) haverá o XXVIII Batizado e Troca de Cordéis do grupo Raça. O evento, que acontece no Espaço Alternativo do grupo (localizado no Bairro da Conceição, em frente à barragem do Rio Cachoeira), será realizado pelo contramestre Risadinha e seus alunos formados, e tem início marcado para as 9 horas.
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