03 Nov 2004

A Arte da Capoeira

A Arte da Capoeira           Camille Adorno   ©Copyright by Camille AdornoCaixa Postal 95CEP 74001-970 – Goiânia – G0. Prefácio Herança africana legada

03 Nov 2004
  • A Arte da Capoeira
         
Camille Adorno
 
©Copyright by Camille Adorno
Caixa Postal 95
CEP 74001-970 – Goiânia – G0.

  • Prefácio
Herança africana legada à cultura brasileira, o jogo da Capoeira significa valioso contributo à formação da nossa identidade cultural.
Neste livro, Camille Adorno estabelece os caracteres delineadores da Capoeira, propiciando uma oportunidade de iniciação à arte.
Na leitura desse tema ampliam-se as possibilidade de compreensão da nossa história, onde  se insere a Capoeira e que preservou a lembrança das lutas sociais que forjaram a cidadania brasileira.
Esta obra é um passo importante para se promover o resgate das tradições da Capoeira divulgando essa bela expressão nacional.
KLEBER ADORNO
 
 

  • O caminho da Capoeira
“Em nome do Deus de todos os nomes
Javé, Obatalá, Olorum, Oió.
Em nome de Deus, que a todos os Homens
nos faz da ternura e do pó.
Em nome do Povo que espera
na graça da fé, à voz do Xangô
o Quilombo Páscoa que o libertará.
Em nome do Povo sempre deportado
pelas brancas velas no exílio dos mares
marginalizados no cais, nas favelas e até nos altares.
Em nome do povo que fez seu Palmares,
que ainda fará Palmares de novo
Palmares, Palmares, Palmares do Povo.”
(missa dos Quilombos)
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  • O que é a Capoeira
Os negros usavam a Capoeira
para defender sua liberdade.
Mestre Pastinha
Dança negra. Com muitos rituais. Brincadeira de movimentos com malícia. Na dança negra de pés no chão a agilidade da esquiva e a esperteza da fuga. E de repente, ante os olhos surpresos do adversário, o gesto rápido. O ataque fulminante. Então, prostrado, o inimigo se dá conta de que foi vítima da mandinga. Isto, se ainda tiver vida…
“No tempo em que o negro chegava
fechado em gaiola
Nasceu no Brasil
Quilombo e Quilombola
E todo dia
Negro fugia
juntando a curriola
De estalo de açoite, de ponta de faca
e zunido de bala
negro voltava p’ra argola
No meio da senzala
E ao som do tambor primitivo
berimbau, maraca e viola
Negro gritava: – abre ala!
Vai ter jogo de Angola
(Mauro Duarte/Paulo César Pinheiro, Jogo de Angola)
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