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Maestrias de Mestre Pastinha: um intelectual da cidade gingada

Maestrias de Mestre Pastinha: um intelectual da cidade gingada

Resumo em português
Vicente Ferreira Pastinha, mais conhecido como Mestre Pastinha é a mais importante referência da prática que se convencionou chamar capoeira angola, e também um de seus principais pensadores. Nascido em Salvador no final do século XIX, sua vida perpassa momentos cruciais da experiência Afro-Brasileira das classes subalternas de Salvador ao longo do século XX. A partir da década de 1940, Pastinha leva adiante a proposta de preservar um estilo de capoeira, mobilizando um elemento cultural que ainda carregava negativos marcadores sociais de raça, cor e classe. Ao fazê-lo, procura inscrever também uma biografia que silencia aspectos de seu passado em favor de outros, consolidando-se como um importante intelectual da cidade gingada noção que será desenvolvida em oposição à ideia de cidade letrada. As distâncias, aproximações, travessias e tensões entre esses dois universos são os eixos da presente análise, que destaca o ambiente formador da experiência de Mestre Pastinha no período pós-abolição e seus percursos até 1971. Durante este período, o mestre sai de uma relativa invisibilidade entre os praticantes de capoeira para consolidar o Centro Esportivo de Capoeira Angola (Ceca) no Pelourinho, alcançando um amplo reconhecimento que o leva a percorrer vários estados do Brasil e a visitar a África participando do Primeiro Festival Mundial de Artes Negras no Senegal. Nesse sentido, nosso objetivo é analisar, por meio da trajetória de Vicente Ferreira Pastinha, quais são as condições de emergência, experimentação, consolidação e reconhecimento de saberes subalternos e racializados na Bahia do século XX. Ao mesmo tempo, procura-se apreender os processos de formação e modificação da subjetividade de Pastinha nos entre lugares de dois polos dinâmicos de saberes: a ginga e a letra. Subjaz a esta investigação, o suposto de que Mestre Pastinha contribuiu para a construção de uma versão da democracia racial na Bahia e no Brasil, mas, paradoxalmente, para evidenciar alguns dos controversos limites dessa imaginação nacional.
Resumo em inglês
Vicente Ferreira Pastinha, better known as Mestre Pastinha, is the main reference to the practice of capoeira angola (the Afro-Brazilian martial art) and also, one of its great thinkers. Born in the end of the XIX century in Salvador, Bahia, Pastinhas life evolved in parallel with crucial moments in the historiography of Afro-Brazilian subaltern classes along the XX century. From the 1940s onwards, Pastinha carries forward a proposal to preserve a traditional style of capoeira, a practice still negatively correlated with the social markers of race, colour and class. In doing that, Pastinha looks to create a biography that silences certain dimensions of his past while it privileges others. In the same process, he also affirms himself as an important intellectual of the gingada city (cidade gingada) a notion we define as opposed to the concept of the lettered city. The distances, approaches, crossings and tensions between those two dimensions are the main focus of this analysis, which underlines the role of the environment in Pastinhas experience during the pos abolition period and his pathway until 1971. Along this time, the Mestre emerges from a situation of invisibility among capoeira practitioners, to lead the initiative for the Centro Esportivo de Capoeira Angola (Capoeira Angolas Sport Center) at Pelourinho (Salvadors Historic Center). The wide recognition of Pastinhas experience at Ceca allows him to travel across many Brazilian cities to exhibit the practice of capoeira and to become one of the Brazilian representatives at the First World Festival of Black Arts in Senegal in 1966. Thus, our main goal is to analyse, through Vicente Ferreira Pastinhas trajectory, the conditions of emergence, experimentation, consolidation and recognition of subaltern and racialized knowledges in the XX century Bahia. Additionally, the research aims to comprehend the formation and modification of Pastinhas subjectivity while being in-between two very dynamic poles of knowledge: the letter and the ginga, or the writing and the capoeira. One of the assumptions underlying this research is that Mestre Pastinha contributed to the design of one form of the racial democracy in Bahia and Brazil. However, paradoxically, its trajectory also made visible some controversial limits of that national imagination.

Tese de Doutorado

DOI: 10.11606/T.8.2018.tde-18042018-100742
Documento: Tese de Doutorado
Nome completo: Jorge Mauricio Herrera Acuna
Área do Conhecimento: Antropologia Social
Data de Defesa: 2017-10-30
Imprenta: São Paulo, 2017
Banca examinadora
  • Schwarcz, Lilia Katri Moritz (Presidente)
  • Díaz-quiñones, Arcadio
  • Monteiro, Pedro Meira
  • Santos, Jocélio Teles dos
  • Silva, Laura Moutinho da

Marinheiros, moleques e Heróis: alguns personagens da capoeira do Maranhão de fins do Século XIX

Marinheiros, moleques e Heróis: alguns personagens da capoeira do Maranhão de fins do Século XIX (1880-1900)

Roberto Augusto A. Pereira

Resumo

Este artigo busca, a partir da análise de indícios da presença da capoeira no Maranhão nas duas últimas décadas do século XIX, traçar um breve e inicial panorama dessa prática no Estado, entre 1880-1900. Discute, ainda, partindo de um paralelo com a capoeira do Rio de Janeiro e da Bahia do mesmo período, algumas similaridades e diferenças dessa prática nesses locais.

Palavras-chave: capoeira – Maranhão – século XIX.

Autor: Roberto Augusto A. Pereira

Capoeira e Valentões de São Paulo (1830 – 1930)

Capoeiras e valentões na história de São Paulo (1830-1930)

Pedro Figueiredo Alves da Cunha
São Paulo, 2011
Orientador
Título em português: Capoeiras e valentões na história de São Paulo (1830-1930)
Palavras-chave em português
  • Abolicionismo
  • Capoeira
  • Cultura afro-brasileira
  • Escravidão
  • Pós-abolição
  • Samba
Resumo em português
Até meados do século XX, a capoeira teve seu potencial, enquanto registro de ações e vontades de africanos escravizados e seus descendentes, ignorado pelo estudo histórico. A partir de pesquisas específicas sobre tal manifestação, a historiografia sobre o tema avançou de maneira significativa. Primeiro, mais focada em dois estados conhecidos como polos da capoeira moderna, Rio de Janeiro e Bahia. Em seguida, com novos trabalhos sobre outras áreas, como Pernambuco, Pará e Maranhão. São Paulo foi cenário de uma escravidão vigorosa que avançou por todo o século XIX e explorou milhares de almas. Pesquisas sobre a vida dos cativos no território paulistas, nesse período, demonstraram, ainda que de maneira tênue, que a capoeira estava presente no cotidiano das cidades em processo de urbanização. Com o objetivo de compreender melhor como esta atividade se imbricava nas engrenagens da sociedade paulista ao longo dos oitocentos e nas primeiras décadas do século XX, desenvolvemos uma investigação sobre esta manifestação na capital e em outros espaços urbanos, através da análise de fontes de naturezas diversas reminiscências, jornais, posturas e atas de câmaras municipais, livros de entrada e saída de presos e outros registros policiais, documentos do poder judiciário, como processos criminais, bem como ofícios e telegramas. De maneira mais ampla, esperamos com isso contribuir com as discussões sobre o processo de formação no Brasil dessa arte marcial de raízes africanas, hoje praticada no mundo inteiro.
Título em inglês
Capoeiras and bullies in the history of São Paulo (1830-1930)
Palavras-chave em inglês
  • Abolition
  • Afro-brazilian culture
  • Capoeira
  • Post-abolition
  • Samba
  • Slavery
Resumo em inglês
Until mid-twentieth century, capoeira had its potential as a record of deeds and wills of enslaved Africans and their descendants ignored by historical study. Based on specific studies about this practice, the historiography advanced significantly. First, more focused at two states known as poles of modern capoeira: Rio de Janeiro and Bahia. After that, new studies have been showing the practice in other areas such as Pernambuco, Pará and Maranhão. São Paulo was scenario of a vigorous slavery that advanced throughout the nineteenth century and explored thousands of souls. Researches on the lives of slaves at São Paulo territory in this period have shown, albeit loosely, that capoeira was present in the everyday life of cities in urbanization process. Aiming to better understand how this activity is embedded in the cogs of São Paulo society throughout the nineteenth century and the first decades of the twentieth century, we developed a study on this martial art in the capital and other cities, through analysis of sources of diverse natures reminiscences, newspapers, laws and registers of municipal councils, prisoners record books, documents of the judiciary, such as criminal cases as well as letters and telegrams of authorities. More broadly, we expect that this research contributes to discussions about the formation process in Brazil of the capoeira, an afro-brazilian martial art now practiced worldwide.

Experiencia Giro Capoeira/ La capoeira en Escena

Experiencia Giro Capoeira/ La capoeira en Escena

Rillo, María Pia [ver currículum del autor, docente de la Facultad de Diseño y Comunicación]

Reflexión Académica en Diseño y Comunicación NºXXIV

Reflexión Académica en Diseño y Comunicación NºXXIV

ISSN: 1668-1673

XXIII Jornadas de Reflexión Académica en Diseño y Comunicación

Año XVI, Vol. 24, Febrero 2015, Buenos Aires, Argentina | 245 páginas

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Resumen: Giro Capoeira/ Fue una obra de danza- teatro, síntesis de un proceso de investigación que realice sobre la capoeira y su entrecruzamiento con la expresión corporal, contact improvisación y el teatro. La idea fue integrar estos elementos, re-significarlos y atravesarlos por experiencias propias y de los intérpretes. Me propuse reflejar mi propia estética, atravesada por este arte afroamericano que me apasiona, la capoeira. Integrar la capoeira, atravesarla por nuestra cultura y los lenguajes de movimiento de cada integrante del grupo, creo fue un aporte innovador a la búsqueda constante que se da en nuestro país en materia de danza y lenguajes de movimiento.

Palabras clave: teatro – capoeira – danza

La idea de llevar la capoeira al escenario me acompañó como una fantasía durante muchos años. Parte de lo que me inspiró a subirla a escena nació del recorrido que realicé por su práctica. ¿Por qué sentía la intención de hacer algo más que jogar? ¿Qué me impulsaba a indagar su práctica como un lenguaje expresivo?
Mi primer encuentro con la capoeira fue en el año 1986, época en que era estudiante de teatro en el Conservatorio Nacional. Con mi grupo de teatro independiente, buscábamos un entrenamiento corporal que no fuese sólo físico. Mi primer profesor -primero también en Argentina- fue Yoji Senna, con quien entrenábamos en espacios públicos: la plaza Coronel Díaz. Más adelante, comenzó a dictar clases en el Centro Cultural Ricardo Rojas, espacio por donde la capoeira y la cultura afro ingresaron a un ámbito formal que se caracterizó, desde la mitad de los ochenta, por innovar y legitimar prácticas alternativas. Mi formación en danza y teatro estuvo teñida por ese movimiento que se produjo en Buenos Aires durante aquella década, época de apertura y de búsquedas que luego dio sus frutos en nuestra escena local.
En 1987, comencé a entrenar el estilo Capoeira Angola en un grupo muy reducido, coordinado por el Dr. Alejandro Frigerio. Su experiencia y su recorrido teórico y práctico fueron un gran aprendizaje, así como también mirar los videos del Mestre Joan Pequenho y sus alumnos (Academia Angola João Pequeno de Pastinha): los veíamos una y otra vez para aprender nuevos movimientos y empaparnos del clima de los jogos de capoeira angola en Bahía. Cuanto más me zambullía en el universo de la capoeira, más crecía en mí el interés y la necesidad de profundizar en este lenguaje. Al mismo tiempo jugaba con la idea de correrla de su lugar de origen y del ritual en que se enmarca, aunque sin borrar su esencia.
Pronto me propuse viajar a Bahía y tuve el privilegio de poder hacerlo y de entrenar con los maestros más importantes en aquellos años, que de hecho fueron formadores de las nuevas generaciones de capoeiristas “angoleros”. A esta altura han llegado a muchas de las ciudades más importantes del mundo, creando nuevos grupos y llevando la práctica a diversas culturas y públicos (Grupo Capoeira Angola Pelourinho, en ese momento a cargo del Mestre Moraes, del Mestre Joan Grande y del Mestre Cobra Mansa).
Mi formación en danza y teatro estuvo fuertemente influenciada por la capoeira. No obstante, en el nivel de los lenguajes del movimiento, también fueron significativos el contact improvisación, la danza moderna, el jazz, la danza-teatro y la expresión corporal. Además, mis estudios siempre tuvieron -y tienen- una dirección: el interés por la improvisación, la comunicación y la expresión a través del movimiento, y por cómo todos estos elementos producen teatralidad y potencia escénica. Por supuesto, la capoeira no quedó afuera de esta motivación.

 

¿Qué es la capoeira?
Siempre que escribo sobre capoeira e intento definirla, apelo a un texto del Dr. Alejandro Frigerio, que en su libro Cultura Negra en el Cono Sur: Representaciones en conflicto la describe muy claramente.
La capoeira, llamada hoy en día el deporte brasilero, o el arte marcial brasileño, es en realidad una rica expresión artística (una mezcla de lucha y danza) que forma parte del patrimonio cultural afro-brasileño. Tal como llega hasta nosotros, tiene aspectos de danza, lucha, juego, música, ritual y mímica. La conjunción de todos estos elementos brinda un producto que no puede ser encasillado bajo una sola de estas facetas a riesgo de perder su originalidad como arte.
Cuando comencé a entrenar me dio mucha curiosidad. Era una práctica diferente, difícil de definir. ¿Era danza?, ¿era una lucha?, ¿de qué se trataba? Rápidamente me fascinó, sin saber bien por qué. Me gustaba mucho el tipo de movimiento, siempre en relación con otro/s y sentía mucho placer al realizarlo.
Si bien existen varios estilos de capoeira -así como también diferentes abordajes desde lo artístico y lo terapéutico-, las dos escuelas más difundidas son la Capoeira Regional, antiguamente denominada Lucha Regional Bahiana, y la Capoeira Angola.
No es el objetivo de este escrito profundizar en el origen ni en las diferencias ideológicas y estilísticas de una u otra escuela; pero sí mencionar, que estos temas generan curiosidad y apasionadas discusiones dentro y fuera del mundo de la capoeira. La práctica de la capoeira es fuerte y completa como entrenamiento; involucra un diálogo con otros e integra muchos planos. Alguno de ellos son, la agilidad; la capacidad de moverse al ritmo de la música y de pelear danzado en un espacio compartido; el observar al otro en movimiento, planear estrategias y ver sus puntos débiles; el permanecer calmo y, por sobre todas las cosas, divertirse profundamente.
Más allá del entrenamiento diario que cada uno realice, el juego en sí se desarrolla dentro de una roda (rueda). El ritual de la roda -la música en vivo y el estar rodeados por este círculo de personas que observan, tocan instrumentos y cantan- genera un espacio grupal que envuelve a quienes juegan en vivencias de una intensidad aún mayor: los contiene, los hace vibrar, les pide el máximo de energía con la mayor calma y alegría.
Desde mi punto de vista, la Capoeira Angola integra el movimiento, el espacio y la comunicación al igual que otros lenguajes de movimiento. Pero su cualidad de danza/lucha la convierte en una práctica única, enriquecida, además, por hallarse contenida en este espacio propio, análogo a la escena, que mencioné: la roda.

 

Los movimientos en la capoeira
Los movimientos básicos de la capoeira son la ginga, los traslados, el ataque y la defensa. A partir de ellos, y de la relación que establecen dos jogadores, surgen en el aquí y ahora del juego infinitas combinaciones: porque la capoeira es improvisación en el marco de una lógica que responde a duplas del tipo preguntas/respuestas, acción/reacción, etc. Valiéndome de conceptos elaborados por Reis Vidor de Sousa, L. (2000) y de observaciones propias, me interesa ampliar el concepto sobre la ginga, que es el corazón del juego de capoeira.
La ginga es un movimiento de traslado, centrado en las caderas, desde donde surgen los ataques, contraataques y defensas. El cuerpo, en movimiento continuo, busca un equilibrio dinámico. Es como un andar oscilante impreso de la cualidad y el modo de estar en el mundo de cada uno. Es una zona intermedia y ambigua que sitúa al cuerpo entre lo lúdico, la lucha y la danza. Permite pensar estrategias, observar al otro, entrar en el ritmo de la música, etc. Impide la confrontación directa, habilitando oposiciones como ataque/defensa, lleno/vacío, centro/periferia, además de cambios de frentes continuos y fluidos. A través de la ginga, se adquiere o se ejerce la mandinga, término que designa la malicia o picardía dentro del juego y cierta dimensión sagrada que se vincula con lo espiritual y lo religioso. Es esencial en el mundo y en el lenguaje de la capoeira. Se pueden leer las intenciones del otro, adelantarse, esperar, pensar, tomar ventaja o entrar en el juego del otro. Simular, disimular, engañar, sorprender, transformar ataques en defensas, salidas en entradas. La ginga también posibilita algo del orden de la negociación, actúa en un sentido opuesto al del conflicto, pero sin evadirlo “cuando las chances de hablar son mínimas” (Mestre Pastinha)
Otro movimiento fundamental en la capoeira es el “aú”. Se denomina así porque, al apoyar la manos en el piso y realizar un traslado con las piernas en el aire, se forman las letras A y U. Es un movimiento de inversión que traslada el cuerpo en un espacio esférico, uniendo todos los planos del espacio (adentro/afuera, arriba/abajo, atrás/delante/alrededor) del juego dentro de la roda. También se genera en la cadera, aunque usa los apoyos y empujes de las extremidades (pies, manos y cabeza). Es a través de la aú o de alguna inversión que se entra a la roda, al “mundo”: de cabeza para abajo, con las piernas como manos y las manos como pies. Con las caderas arriba y la mirada orientada de abajo hacia arriba. La inversión del cuerpo en el espacio como modo fundante del vínculo y de un nuevo mundo que se crea dentro de la roda produce una renovación del sentido de lo sagrado. El humor aparece como contracara del miedo; la maña o la picardía frente a la fuerza física; la sorpresa ante el momento de distracción. La ambivalencia de lo profano y lo sagrado está presente dentro de este mundo, lo que está abajo, la tierra, es lo sagrado, en oposición a otros que lo sitúan en el cielo y en lo alto.

 

La capoeira en la escena
Llevar la capoeira al escenario fue un sueño que me sigue desde el día en que empecé a practicar. Como yo venía del teatro y de la danza, no podía dejar de advertir que la relación que se desplegaba entre los dos jugadores -en el medio de la roda que sostenía el jogo con la mirada, el canto y la música- era absolutamente teatral: relación, conflicto, entorno, tensión, distensión, humor, estrategias, gestos, distancias, aperturas, pasajes, cierres….. Todos condimentos de una escena teatral. Pero la experiencia de llevar a escena la capoeira y de montar Giró Capoeira surgió como resultado de años de trabajo durante los cuales desarrollé otras propuestas. Estas fueron peldaños en el proceso de investigación y dieron como resultado, más tarde, la llegada a esta puesta. El primer peldaño fue el proyecto de entrecruzar y poner en diálogo a la capoeira de Angola y el contact improvisación.
Muchos eran los interrogantes en relación a la comunicación posible entre los jogadores de capoeira y los bailarines de contact, y este trabajo me permitía profundizar en ellos. La idea era poner en diálogo estas formas de bailar, jugar o luchar sin buscar la preponderancia de un lenguaje sobre otro. Para hacerlo, convoqué a dos bailarinas de contact y a dos capoeiristas. Esa investigación culminó con una puesta, “Juegos cruzados”, que presentamos en el espacio No Avestruz en 2004, en el ciclo “Experimentaciones escénicas”.
El segundo peldaño fueron los talleres de “Capoeira e Improvisación”. Inicialmente, en este nuevo espacio de trabajo, me propuse transmitir los movimientos básicos, el uso del espacio y la comunicación en capoeira, para luego abrirlos a la improvisación, un poco corrida de la capoeira -de sus fundamentos, marcos y reglas- pero teniendo siempre presente la esencia. Lo tomé como un lugar de investigación y también como una manera de darle visibilidad a una práctica minoritaria en nuestro país y que, para el público en general, es vista y valorada solo como parte del folclore afrobrasileño. Me animaría a decir que intenté, humildemente, ampliar esta visión y transmitir la complejidad y la belleza de este arte. Esta tarea se llevó a cabo en los talleres que se dictaban en el Centro Cultural La Paternal del Programa Cultural en Barrios del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires. Los talleres dieron lugar a un tercer peldaño, ya que de ellos surgió el trabajo en proceso de “Capoeira en Danza”, presentado en ese centro y en otros espacios y centros culturales.
A partir de los talleres se fue conformando un grupo de bailarines intérpretes, con diversas formaciones en lenguajes de danza y, algunos, además, con práctica específica en capoeira. Así llegamos a Giró Capoeira, obra en la que me propuse realizar un montaje escénico con todo el material desplegado durante esos años e integrar los elementos fundamentales de la capoeira con el acerbo cultural propio desde el cual nos posicionamos. Es decir, reflejar nuestra propia estética, atravesada por este arte afroamericano que nos apasiona, la capoeira.

 

Giró Capoeira
Giró Capoeira es una obra de danza-teatro en la que nos acercamos a situaciones teatrales. El eje está puesto en las relaciones y en la comunicación, a través de movimientos inspirados en la capoeira y su estructuración simbólica.
Me resultaba sumamente rico moverme dentro y fuera de los límites del mundo de la capoeira, y no tomar aquellos elementos que la hacen única me parecía perderme su riqueza, su mundo particular y su humanidad. Pero, quedarme demasiado atada al código y a los “fundamentos”, también me acotaba la posibilidad de contar qué nos pasaba a nosotros con este arte.
El título de la obra tuvo que ver con lo que buscábamos: girar el sentido, corrernos, sin salirnos de la capoeira, pero sí dando una vuelta hacia otros territorios y otros movimientos. Fuimos por estos bordes, junto a seis intérpretes atrevidos que también se animaron a probar. Digo atrevidos porque tanto para el pequeño mundo de la capoeira en Argentina como para la danza teatro, era un material aún no explorado en el sentido en el que nos lo propusimos.
Expongo a continuación algunas observaciones con respecto al uso de la música, del movimiento, del espacio, y a la presencia de temáticas que atravesaron la obra. Además, me detengo en la composición de algunas escenas.

 

Movimientos
Observar la esencia de los movimientos, develar la lógica del cuerpo y sacarla de contexto abrió la posibilidad de componer coreografías en un sentido más abstracto, y utilizarlas como un disparador del movimiento bello, sensible y de inesperadas intencionalidades.
En relación con la ginga, que es el caminar de la capoeira, este movimiento de la danza/lucha nos permitió trabajar desde el estilo y el swing personal cada jogador (ahora intérprete).
También abordamos los movimientos de ataque desde la exasperación hasta el despojamiento; indagamos sobre la violencia hacia uno mismo o hacia los otros.
Los movimientos de defensa nos llevaron hacia la necesidad de replegarnos, guardarnos, escondernos, de transformarlos en zonas de receptividad, contención y cuidado.

 

Dúos y escenas dentro de otras escenas
En muchos momentos de la obra, mantuve el juego de los intérpretes en dúos. De esta manera, ellos se movían dentro de su espacio, circundado por otro círculo mayor (el resto de los intérpretes), al igual que una roda de capoeira. En definitiva, la roda funcionaba como una gran escena que, a su vez, contenía otras, y, los intérpretes, siempre se mantenían dentro del escenario, sin ingresos ni salidas a bambalinas.

 

Temáticas
El proceso creativo de Giró Capoeira nos fue llevando hacia el mundo de las relaciones: aparecieron vínculos donde primaba la sensualidad y la seducción; otros teñidos de miedo o desconfianza; otros llenos de curiosidad y admiración. Muchas de estas temáticas están latentes en la capoeira aunque, quizás, allí, no son el eje de su atención. Sin embargo, para nosotros fueron zonas sumamente ricas para abordar. En este sentido, es interesante el comentario de un maestro de capoeira que vino a ver uno de los trabajos. Él dijo: “Las escenas muestran o transmiten lo que sentimos quienes jogamos capoeira”. También, un capoeirista comentó: “hay escenas cargadas de poesía, donde se explicitan paisajes interiores, que uno experimenta durante un jogo, pero que en la capoeira tradicional no tienen cómo expresarse”. Existentes en todo universo y, por tanto, también en el de la capoeira, los juegos de poder se hicieron presentes durante el proceso creativo de Giró: el poder del grupo sobre cada uno; la aparición de líderes, el rol de la mujer y del hombre; la utilización de diferentes estrategias como la fuerza, la suavidad, el humor y la picardía; la necesidad de afecto y de ser mirado; de pertenecer y al mismo tiempo no perder la individualidad; el compartir un lenguaje, un mundo; y el poder acordar, finalmente, en aquello que une a los intérpretes, y a los personajes o entidades que construyeron.
Se podría decir que investigamos las relaciones humanas de la capoeira, la interacción, los deseos, los fantasmas.

 

Gallito ciego
Durante un largo tiempo nos tapamos los ojos para abrir la percepción y ampliar los sentidos que no son la vista. Surgieron así escenas de una gran potencia. Sin buscarlo, llegamos a aquella que terminamos llamando “gallito ciego” porque tenía la misma estructura que el juego de niños. Tenía mucha fuerza y condensaba gran parte del trabajo. Poder, diversión, sometimiento, deseo de tocar o ser tocado, de capturar y de ser capturado. Y se volvía otra vez a la amabilidad, al tanteo y al acercamiento.
El modo en que arribamos a esta escena fue muy impactante ya que no fue mi objetivo buscar representar ninguna situación literal descriptiva de temas relacionados al origen negro y esclavo de la capoeira. Sin embargo, llegamos a una escena donde se respiraban emociones que, rápidamente, conectaban con el uso y abuso de poder, fuera y dentro de un grupo. Sin querer apareció un poco de nuestra historia. Y esto lo vinculo al concepto del cuerpo como construcción social y soporte de la memoria, que surge como discursos no verbales archivados en el cuerpo (Tavares citado en Reis Leticia. pág. 173)

 

La música
En el contexto de la capoeira y en la roda, la música se utiliza para crear un espacio sonoro que genera cohesión grupal y energética. Por esta razón, mi idea original fue trabajar con música en vivo, al igual que sucede en una roda, y tomar algunos de los elementos musicales que la estructuran.
Por ejemplo, decidí abrir y cerrar la obra como se abre y se cierra una roda de capoeira. La obra comienza con un canto llamado ladainha, de la misma manera que una roda. Este canto es como una letanía o cántico que puede contar una historia, hacer una oración, una alabanza, una lamentación, una provocación, dar un aviso, etc. Es cantada sola, es decir, conducida por el mestre.
Me interesó tomar y traducir al español una ladainha que utiliza metáforas muy bellas para hablar sobre la capoeira. Mi objetivo era que el espectador pudiera entender, entrar, entablar una comunicación, por lo que era necesario traducirla. Durante la obra, se realiza una pequeña roda, dentro de una escena, en la que tomé un canto de capoeira tradicional que habla sobre el mar y la capoeira. Lo trabajamos en portugués y en español por la misma razón que mencioné en el párrafo anterior.
El fin de Giró Capoeira se realiza con un grito, “ié”, de la misma forma que cierra una roda.
Toda la puesta musical de la obra posee una estructura similar a la de una roda -con inicio, desarrollo y fin- y nos permitió trabajar por los bordes del mundo de la capoeira, con aquello que nos emociona, nos transforma y nos conecta con nuestro propio mundo. Además, la idea de acercar la capoeira a un público que no tiene por qué conocer los códigos pero sí puede emocionarse, transportarse y verse reflejado en las relaciones que se van desplegando, fue algo subyacente a la elección de la música y a toda la obra.
Por razones prácticas y de posibilidad, la música finalmente no fue en vivo, pero fue compuesta especialmente para Giró Capoeira. Trabajaron a partir de músicas inspiradoras y en los climas y objetivos de cada escena. Eligieron un universo de instrumentos y sonidos que no necesariamente tenían que ver con la capoeira y mantuvieron una cuerda de instrumentos para toda la composición. El resultado fue una banda sonora muy rica, que acompañaba y potenciaba el trabajo de los intérpretes. Todos los temas fueron interpretados por los compositores, excepto el canto de apertura de la obra, que fue grabado por una cantante acompañada por los tres berimbaús tradicionales se utilizan también en la batería de una roda (gunga- medio-viola).

 

Conclusión
Mirando todo el proceso desde el presente hacia atrás, puedo decir que, a medida que fui atravesando los diferentes trabajos, arribé a lo que se hacía necesario, lo pidió el mismo proceso de trabajo: hacer síntesis, llevarlo a escena y hacer obra. El escenario fue un espacio para compartir un trabajo, comunicar zonas de interés y emocionar.
Por último, quiero mencionar que el subsidio recibido de Prodanza para este proyecto fue un estímulo fundamental para sostener y legitimar nuestra propuesta de subir la capoeira a la escena.

 

Referencias bibliográficas
Areias Almir Das (1983) O que é a Capoeira. Sao Paulo. Editora Brasiliense
Freire R. Soma. (1991/) 2da Edición.Una terapia anarquista Vol.1/2 A arma é o corpo (Práctica de Soma y Capoeira) Río de Janeiro. Brasil. Editora Guanabara Koogan S.A.
Frigerio, Alejandro (2000) Cultura Negra en el Cono Sur: Representaciones en Conflicto. Buenos Aires. Ediciones de la Universidad Católica Argentina
Mestre Bola Sete (1989). A Capoeira Angola Na Bahía. Salvador. Brasil. Empresa Grafica da Bahía /EGBA
Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) (1964). Capoeira Angola. Nossa Senhora del Loreto. Salvador. Escola Gráfica. Rego, Waldeloir (1968). Capoeira Angola Ensaio Sócio- Etnográfico. Salvador. Editora Itapuá
Reis, Leticia Vidor de Sousa. (2000). O mundo de pernas no ar: A Capoeira no Brasil San Pablo. Brasil. Publisher Brasil Ltda.
Revista Textos de Brasil N. 14 Capoeira. Teixeira Gráfica e Editora. DIVULG.
Tavares, Julio C. de Souza 1990 “Corporeidade étnica e social: en Revista de Cultura da Vozes, Mulher Negra, ano 84, n2, mar/abril. Rio de Janeiro
Tampini Marina. 2012 Cuerpos e Ideas en Danza. Una Mirada sobre el Contact Improvisation. Cuaderno de Danza Nro. 1/2012 Colección Cuadernos de Danza- 1ª ed. IUNA. Buenos Aires.

http://www.luciernaga-clap.com.ar/articulosrevistas/ 1_contactimp.htm/ Contact Improvisation por Olender Adrian http://nzinga.org.br/
http://acervoficadc.blogspot.com.ar/
www.alejandrofrigerio.com.ar/…/Frigerio_Capoeira_ 1989_2000.pdf

Abstract: Giro Capoeira/ It was a dance-theatre performance, a synthesis of my personal research on capoeira and how this technique interweaves with corporal expression, contact improvisation and theatre. The idea was to integrate these elements and resignify them through my own experiences and those of the performers. My purpose was to reflect my own aesthetic, enhanced with this African-American art that I’m passionate about. I believe that integrating capoeira with our culture and the movement languages of each member of the group was an innovative contribution to the ongoing research work constantly developing in Argentina about dance and movement languages.

Keywords: theater – capoeira – dance

Resumo: Giró Capoeira / Foi um trabalho de dança – teatro, síntese de um processo de pesquisa sobre a capoeira e suas relações com a expressão corporal, contato improvisação e teatro. A idéia era a de integrar esses elementos, re-significá-los e atravessá-los por experiências próprias e dos intérpretes. Decidi refletir minha própria estética, atravessada por esta arte do afro-americano que sou apaixonada, a capoeira. Integrar a capoeira, atravessá-la pela nossa cultura e pelas linguagens do movimento de cada membro do grupo, acredito ter sido uma contribuição inovadora para a busca constante que ocorre em nosso país no campo da dança e linguagens do movimento.

Palabras chave: teatro – capoeira – dança

(*) María Pia Rillo: Profesora Nacional de Expresión Corporal. Interprete en Danza Teatro (UBA /CCRojas)

Cultura da Capoeira: Refletindo sobre a construção de Práticas Organizacionais em Organizações Sociais

Cultura da Capoeira: Refletindo sobre a construção de Práticas Organizacionais em Organizações Sociais

 Resumo

Este trabalho apresenta uma análise da influência da cultura da capoeira na construção de práticas de gestão nas organizações sociais. Para tanto, o texto versa sobre os estudos sobre cultura organizacional e especificamente do contexto cultural e tradicional da capoeira, enquanto manifestação alicerçada em valores civilizatórios africanos. Em seguida, se conceitua as organizações sociais e suas práticas de gestão, para então criar algumas categorias de análise para estudar a relação da gestão e a cultura da capoeira. As constatações realizadas indicam o quão distantes estão os diálogos entre estes campos de conhecimento, e o quão urgente é a necessidade de aprofundamento dos estudos organizacionais no campo das culturas populares e de suas comunidades tradicionais de matriz africana como condição elementar para que gestores sociais, cientistas e alunos, possam compreender os desafios propostos para este cenário.

Palavras-chave: capoeira, gestão social, cultura organizacional

Gingando na Lusofonia: A institucionalização da capoeira em Portugal

Gingando na Lusofonia: A institucionalização da capoeira em Portugal

 Resumo

A capoeira é uma prática cultural e esportiva de origem afro-brasileira que chega a Portugal no final dos anos oitenta com a emigração brasileira e hoje é praticada em todo país. O presente artigo pretende analisar o impacto decorrente do processo de institucionalização da capoeira em Portugal, iniciado pelo Estado português em 2010, junto à comunidade luso-brasileira de praticantes. Tenciona ainda: verificar as contradições do processo no que toca à compreensão dos diversos atores sobre o que é a capoeira e como deve ser concebida, bem como perceber as relações de poder entre o Estado e as instituições desportivas representativas dos capoeiristas. A fim de realizar esta tarefa, foram entrevistados os diferentes atores envolvidos e analisada a documentação referente ao tema.

Palavras-chave: Capoeira. Esporte. Cultura. Institucionalização.

Dancin’ within Lusophony: capoeira’s institutionalization in Portugal

Abstract

Capoeira is a cultural and sports activity of african-Brazilian origin that arrived in Portugal in the late eighties with the Brazilian emigration and which is practiced today throughout the country. This article aims to analyze the impact of the capoeira institutionalization process in Portugal, initiated by the Portuguese state in 2010 together with the Luso-Brazilian community of practitioners. It intends to: (a) verify the contradictions of the process regarding the understanding of the various actors about what capoeira is and how it should be conceived, as well as (b) identify power 1 Professor-Doutor do Instituto de Humanidades e Letras da Universidade da Integração Internacional e da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB), Brasil.

 

Keywords: Capoeira. Sports. Culture. Institutionalization.

 

ricardonascimento@unilab.edu.br RICARDO NASCIMENTO

 

Religiosidade na Capoeira: a capoeira e seus aspectos religiosos em São Miguel do Guamá

Objetivo deste trabalho foi analisar os aspectos religiosos e sua importância para que a identidade cultural da capoeira continue intacta, dando um destaque para capoeira vivida em São Miguel do Guamá:

Identificar os elementos religiosos presentes na capoeira; Identificar quais as religiões que influenciam na capoeira; Proporcionar o entendimento melhor dos rituais que irá acontecer dentro da capoeira, tendo como símbolo berimbau e sua influência do cristianismo e conhecer melhor sobre as divindades existente dentro da capoeira, como por exemplo, Orixás.

 

Thais Sampaio – thais-sampaio2011@hotmail.com

Jogo de Discursos A disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana

Resumo da Dissertação

O trabalho debate as identidades angoleiras, ligadas a diferentes linhagens da capoeira angola. A identidade angoleira se constrói através de discursos sobre a tradição, que tende a reificá-la como um legado ancestral que se perpetua de modo fixo e imutável. Há, entretanto, intensas disputas dentro do campo angoleiro pelo poder de nomeação, pela definição de quem ou o quê é mais tradicional, puro e legítimo. Essas disputas frequentemente se materializam em sinais identitários, fronteiras que simbolizam o pertencimento a determinada linhagem, sejam elas uniformes, graduações, modelo de ritual e/ou códigos corporais. Essas fronteiras, entretanto, embora pretendam materializar uma ligação direta com o passado, se deslocam e transformam constantemente. O uso de cordões de graduação pelos angoleiros baianos na década de 80 é um bom exemplo disto, bem como as polêmicas em torno da fundação da ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola). A dissertação enfoca alguns momentos históricos em que houve fortes disputas pela definição da capoeira angola, seus sentidos e fronteiras, caminhando ainda para a construção de um conceito nativo de tradição, a partir de entrevistas com cerca de vinte mestres angoleiros baianos.

 

Breve Currículo

Paulo Andrade Magalhães Filho bacharelou-se em Jornalismo pela UFMG, criando como Trabalho de Conclusão de Curso a revista “Angoleiro é o que Eu Sou”, com três edições lançadas pela Associação Cultural Eu Sou Angoleiro. Após ter cursado a Especialização em Educação e Relações Étnico-Raciais na UESC, com a monografia “Capoeira – Projetos Identitários, cultura popular e educação”, dedica-se atualmente ao Mestrado em Ciências Sociais na UFBA, em fase de conclusão, com o projeto “Jogo de Discursos – a disputa por hegemonia na tradição da capoeira angola baiana”. É Secretário da Associação Brasileira de Capoeira Angola e da Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro. Foi consultor dos Encontros Pró-Capoeira realizados pelo IPHAN e membro da organização do I Seminário Baiano de Proposição de Políticas Públicas para a Capoeira.

 

Paulo A. Magalhães Fº
(71) 8741-1251 / 9273-7765

Republicanos versus Democratas: Conflitos Políticos no alvorecer Republicano Paraense

Resumo: É proposta deste trabalho, analisar as disputas político-partidárias no Pará do final do século XIX. O centro da investigação é a revolta ocorrida em Belém que de um lado envolveu o Partido Republicano Democrático e de outro o governo do estado, liderado pelo Partido Republicano do Pará. Aborda as ações de grupos organizados pelo partido que derrotado em eleições, tentou evitar a abertura do Congresso Constituinte e a elaboração da primeira Constituição republicana do Pará, depor o governador do estado.

 

Palavras-chave: República – Revolta – Constituição.

VALENTIA E LINHAGEM: Valores Sociais em negociação e Mudança Entre os Capoeiristas

VALENTIA E LINHAGEM:  Valores Sociais em negociação e Mudança Entre os  Capoeiristas

Dissertação de Mestrado – Universidade de Londrina

“Este trabalho se propõe analisar o surgimento e a transformação dos valores da valentia e da linhagem no campo da capoeira  (pós)colonial como produto das relações entre praticantes de capoeira e grupos políticos dominantes”.

Alan Caldas
alan_caldas@yahoo.com.br