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Agosto 2006

Vendo Artigos de: Agosto , 2006

Ministro Gilberto Gil lança projeto – CAPOEIRA VIVA

O Ministério da Cultura, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras lançam o projeto “Capoeira Viva”, um programa nacional abrangente, que visa valorizar e promover a capoeira como bem cultural brasileiro.

Ministro Gilberto Gil lança projeto “Capoeira Viva”

O Ministério da Cultura, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras lançam o projeto “Capoeira Viva”, um programa nacional abrangente, que visa valorizar e promover a capoeira como bem cultural brasileiro.

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, repassará R$ 930 mil a iniciativas qualificadas que procuram fazer o reconhecimento da capoeira como uma das mais importantes manifestações culturais do país. O projeto apoiará oficinas, pesquisas, acervos culturais e atividades que usam a capoeira como instrumento de cidadania e inclusão social. O programa Capoeira Viva concederá apoio financeiro a projetos de estudos e pesquisas no valor de R$ 20 mil, num total de R$ 360 mil; para as ações sócio-educativas doará cerca de R$ 300 mil, e para apoio a acervos documentais, o projeto repassará R$ 270 mil.

O “Capoeira Viva” promoverá a realização de seminários nacionais sobre a capoeira, a criação de um site sobre o tema e a escolha de 50 mestres que, por sua história de vida, sua participação na preservação da capoeira, na formação de outros mestres e por sua importância regional, receberão bolsas de estudo a fim de que, por meio de oficinas e palestras, possam dar seus depoimentos e subsidiar estudos e publicações futuras sobre a capoeira.

O Museu da República, no Rio de Janeiro, foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar o projeto pelo seu caráter simbólico: foi a foi a sede da Presidência da República do Brasil, entre 1897 e 1960. “Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso País. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil”, afirma o diretor do Museu da República, Ricardo Vieiralves.

Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, a capoeira foi perseguida e considerada ato criminoso, além de associada a uma infinidade de preconceitos e discriminações. O tema vem sendo bastante investigado e não faltam pesquisas sobre ele. Apesar da profusão de fontes, as polêmicas sobre o assunto se justificam pela dificuldade em encontrar documentos que relatem a vida dos escravos no Brasil. Isso porque, com o intuito de apagar da memória brasileira essa "lamentável lembrança", Rui Barbosa, ministro da Fazenda em 1890, mandou queimar todos os papéis que se referiam à escravidão. Neste ano, a prática de capoeira foi proibida. Quem a praticasse poderia ser punido com até seis meses de detenção. A interdição perdurou até 1937. Um momento importante ocorreu em 1953, quando Manuel dos Reis Machado, o mestre Bimba, e seus discípulos, apresentaram-se no palácio do governo da Bahia, numa demonstração especial para o presidente Getúlio Vargas.

Hoje, a capoeira é esporte, cultura e fator de transformação social, de exercício crítico da cidadania e da conscientização pessoal questionadora e até modificadora das estruturas sociais. Enquanto instrumento de educação, a capoeira apresenta possibilidades de formação de crianças e jovens, principalmente no que se refere à integridade física, psicológica e social.

Apresentação

O Ministério da Cultura do Brasil, o Museu da República, a Associação de Apoio ao Museu da República e a Petrobras têm a honra de proporcionar aos capoeiristas de todo o Brasil o primeiro Programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro – Capoeira Viva.

O Museu da República foi escolhido pelo Ministério da Cultura para sediar este projeto pelo caráter simbólico que este ato promove. Na história da República no Brasil, o respeito aos princípios republicanos não foi a máxima adotada em vários períodos da vida política de nosso País. A Capoeira é um triste exemplo do não respeito à cultura brasileira, principalmente a dos mais pobres e dos negros, cidadãos do Brasil.

Dança, jogo, luta e expressão cultural dos negros escravos, foi perseguida pela Polícia do Estado Republicano, considerada ato criminoso, e associada a uma infinidade de preconceitos e atos discriminatórios. O Museu da República, que foi a sede da Presidência da República do Brasil, de 1897 a 1960, resgata esta dívida republicana e reconhece a Capoeira como uma expressão brasileira de valor imprescindível para o Patrimônio Cultural Nacional.

O Ministro Gilberto Gil e o Secretário Executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, são os responsáveis por este belo ato de reconhecimento e apoio à Capoeira em todo o Brasil. Pela primeira vez na história republicana o Estado apóia um programa nacional abrangente, que incluirá: seminários reflexivos, ações educativas, recuperação de acervo e memória e, principalmente, a realização de uma justa homenagem aos GRANDES MESTRES da Capoeira no Brasil.

O Ministério da Cultura, coerente com o seu plano de trabalho, que considera a diversidade cultural o bem maior de nosso País, sabe que apoiar a Capoeira é, sem dúvida alguma, amar o Brasil.

Esperamos que este Programa tenha a adesão de todos os capoeiristas brasileiros.

Nossos sinceros agradecimentos à Petrobras pelo seu compromisso com o Brasil.

Rio de Janeiro, nos 117 anos da Proclamação da República.

Ricardo Vieiralves

Diretor do Museu da República

Dicionário da Capoeira será lançado na I ECOCAPOEIRA

Dicionário de Capoeira no Portal Capoeira – Portal no Dicionário de Capoeira…
 
Foi uma enorme surpresa quando o Jornalista Mano Lima, autor do Dicionário de Capoeira, nos escreveu contando esta maravilhosa novidade.
Devido a importância e relevância de nossa site, os serviços prestados, a notícia e informação sempre dinâmicas e todo o leque de ferramentas e serviços oferecidos pelo Portal Capoeira, fomos incluídos na 2ª edição ampliada do Dicionário de Capoeira, como um verbete.
 
O Jornalista Mano Lima nos brindou com este fantástico presente e através deste ato, sela , imortaliza e referência a qualidade e importância do Portal Capoeira dentro da comunidade capoeirística.
 
Aproveitamos para noticiar que no mes de setembro o Portal Capoeira em parceria com o Jornalista Mano Lima, estará sorteando 2 Livros (Dicionário de Capoeira) autografados pelo autor, para os visitantes e leitores registrados no Boletim Informativo do Portal Capoeira.
 
Fica a dica para participarem do lançamento do Dicionário de Capoeira que terá lugar no III Encontro Internacional Ecológico de Capoeira do Amazonas – Iº. Eco-Capoeira do Amazonas, organizado pelo Mestre Squisito da Cia. do Terreiro.
 
Luciano Milani

DICIONÁRIO DE CAPOEIRA SERÁ LANÇADO NA I ECOCAPOEIRA
     A nova versão do Dicionário de Capoeira, lançado em 2005, já circula nas rodas de capoeira e, em breve, estará nas livrarias. A 2a. edição – revista e ampliada – tem 210 páginas e mais de 1.400 verbetes. O lançamento oficial será em Manaus, durante a I Ecocapoeira, evento que acontece de 17 a 20 de agosto, por iniciativa do Instituto Terreiro do Brasil. O autor do Dicionário é o jornalista Mano Lima, editor da revista Capoeira em Evidência. A obra foi construída a partir de entrevistas com mestres de capoeira da Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e Brasília e de intensa pesquisa bibliográfica.

     Entre as novidades da 2a. edição estão verbetes com biografias de mestres, históricos de grupos de capoeira, fotos e ilustrações inéditas e um roteiro de filmes de capoeira. Segundo o autor, o Dicionário é uma &ldquoobra em construção&rdquo e está aberta a críticas e sugestões que levem ao seu aprimoramento e, principalmente, à valorização dos capoeiristas. Na apresentação da 2A. edição, Mestre Squisito enfatiza que o processo de  trabalho que Mano Lima segue é democrático e plural, baseado na dedicada e humilde coleta de palavras, como uma &ldquoverdadeira pescaria do conhecimento que jorra das cabeças dos mestres, dos professores, das rodas, da "papoeira".

     De acordo com Mestre Bamba (Bahia), o Dicionário se inspira numa idéia correta: &ldquoA capoeira segue um processo evolutivo e não pára de crescer&rdquo. Um dos méritos da obra, segundo Mestre Suíno, do grupo Candeias, é que ela reúne &ldquoexpressões raras e interessantes que poderiam perder seu significado com o tempo, mas que agora estão perpetuadas.&rdquo Para o ex-Ministro dos Esportes Agnelo Queiroz, que prefaciou a 1a. edição, "o dicionário é uma obra que o Brasil esperava e que já nasceu clássica".  Segundo Mestre Zulu, do Centro Ideário de Capoeira, a publicação é de "ldquoimensurável valia para o nosso meio e uma obra cujo gigantismo, promissão e livre criação dos capoeiras, forçosamente suscitarão ainda novas revisões, atualizações e ampliações".

     Para o mestre Luiz Renato, do grupo Beribazu, a publicação do Dicionário é mais do que oportuna. "Os diversos planos textuais que estruturam a capoeira como fenômeno cultural, a linguagem corporal, a musicalidade, a ritualística da roda, a simbologia da indumentária se conectam e condensam seus sentidos na linguagem oral e articulada. Assim, ao organizar o léxico da capoeira, Mano Lima escolhe enfrentar um desafio. E o faz muito bem porque, com humildade intelectual e rigor nos estudos que empreende, amplia suas fontes e enriquece seu trabalho em uma pesquisa permanente", declarou Renato.
      Como comprar o Dicionário?
     Entre em contato diretamente com o autor e receba pelo correio. O custo unitário é de R$ 30,00 (para encomenda simples, já inclusa a postagem). Os grupos que desejarem adquirir para revenda terão um desconto especial. O autor está à disposição para participar de encontros de capoeira e divulgar o seu trabalho.
      Mano Lima &ndash (61) 8407 7960
     www.manolima.com 
     [email protected] 
     [email protected] 
 

Acre: Projeto Iê Camará vai divulgar a arte da capoeira

Lá do Norte temos tido muitas notícias e muitos frutos estão sendo plantados…
Importantes eventos tem movimentado esta rica região do Brasil,  mestres de renome tem se destacado na forma participativa e interativa na implementação de seus trabalhos.
Entre os dis 17 e 20 de Agosto estará acontecendo um evento importante em Manaus, sob a responsabilidade e direção do Instituto Terreiro do Brasil.
Do Acre, mais precisamente da Liga Acreana de Capoeira, recebemos esta notícia que remonta ao uso correto da Lei de Incentivo à Cultura, usufruindo e fazendo valer a voz da capoeira…
 
Aos capoeiristas da região Norte do País fica a dica para participarem e somarem com os camaradas, buscando sempre um melhor entendimento e entrosamento da capoeiragem
 
Luciano Milani

 
A Liga Acreana de Capoeira vai realizar no período de 30 de agosto a 1º de setembro, no Memorial dos Autonomistas, o 4º Projeto Iê Camará. O evento faz parte das atividades aprovadas pela Lei de Incentivo à Cultura e tem como objetivo divulgar a arte da capoeira, valorizar os profissionais da área e capacitar professores e instrutores.
 
Durante o período, a Liga vai apresentar uma avaliação dos resultados do trabalho feito com as crianças de famílias carentes, provenientes de bairros como o Conquista, Nova Estação e Baixada do Sol, entre outros.
 
De acordo com o mestre Caju, do grupo Besouro Preto Mangangá, cerca de 2,5 mil crianças e adolescentes são atendidas pelos instrutores. “É um trabalho que visa a inclusão social dos meninos e meninas por meio da arte da capoeira”, explicou.
 
A Liga Acreana é formada por seis grupos, sendo eles: o Besouro Preto Mangangá, Cordão de Outro, Mameluco, Senzala e Cadeias. Durante a realização do projeto, será desenvolvido um ciclo de palestras sobre o desenvolvimento da capoeira no Acre, além de oficinas e cursos de toque de berimbau, atabaque, os movimentos acrobáticos da luta e os folguedos da capoeira.
 
“O público vai poder contar ainda com apresentações de samba de roda, maculelê, puxada de rede, dança e do fogo”, ressaltou Caju. Os cursos serão ministrados pelos professores e mestres acreanos. O nível de técnica deles é igual ao aplicado pelos profissionais dos grandes centros, não havendo a necessidade de trazer nomes de fora do Estado. O projeto está sendo patrocinado pelo Lojão dos Parafusos.
 
 
Página 20 Online – http://www2.uol.com.br/pagina20
Rio Branco-AC

Documento Histórico: Cadernos de Folclore – Capoeira – Édison Carneiro – 1975

O site Portal Capoeira tem, ao cabo de um ano, prestado relevantes serviços à cultura brasileira, especialmente à capoeira. O altruismo de Luciano Milani, seu idealizador, tem feito chegar a muita gente informações valiosas que com certeza seriam difíceis de serem acessadas pela grande maioria das pessoas que utilizam o site. Isto é democratizar conhecimento.

A tarefa (estimulante) de comentar esta obra de Edison Carneiro, uma das mais expressivas figuras da cultura nacional, muito me envaidece. É sem dúvida uma grande responsabilidade que Milani, amigo que é, colocou para mim. Espero que estas linhas sirvam para estimular a leitura do referido livro, ao tempo em que parabenizo o organizador do site pela iniciativa.
 

CAPOEIRA – Cadernos de Folclore
Edison Carneiro (1912-1972)

Advogado de formação, folclorista, historiador, jornalista, professor, etnólogo e escritor, Edison Carneiro teve a sua vida pautada pela defesa da cultura negra que à sua época era por demais perseguida pelas autoridades policiais e políticas, e discriminada pela sociedade que exaltava os valores eurocêntricos. Negro e carente de recursos materiais, como os valores que defendia, Carneiro teve muita dificuldade para ter o seu trabalho reconhecido pela sociedade em virtude do preconceito racial de que foi vítima. Criou a Comissão Nacional do Folclore e o Museu do Folclore dentre outras ações que visavam a preservação do nosso patrimônio imaterial (folclore), em particular da Capoeira Angola, que atinge esta condição especial por ser uma manifestação popular muito cara ao povo brasileiro.

Juntamente com intelectuais do quilate de Jorge Amado e Carybé, freqüentadores da academia de Mestre Pastinha e ainda o folclorista Manuel Querino, representou o esteio acadêmico sobre o qual a Angola se sustentou da rasteira social que a Regional de Bimba lhe aplicou, quando, como um rolo compressor, arrebatou a preferência popular em detrimento da arte de Pastinha. Fato este que quase a levou ao desaparecimento ao fim da primeira metade do século XX, tal como aconteceu de novo ao fim da década de 70. Vem deste apoio elitizado a condição de “capoeira mãe”, expressão muito usada ainda hoje que, em tese, lhe empresta uma superioridade cultural em relação à Regional.

Na obra em questão, Carneiro não esconde a sua preferência pela Capoeira Angola e toda vez que se refere à capoeira o faz em referência à este estilo. Para ele a Regional não é capoeira, aliás, ele não se refere à Bimba em nenhum momento como mestre. À página 14, em uma das raríssimas vezes em que Bimba é citado neste seu livro, ele o reconhece apenas como: “O capoeira Bimba, virtuoso tocador de berimbau” para logo adiante, desmerecendo o valor do seu trabalho dizer: “A capoeira popular, folclórica, legado de Angola, pouco, quase nada tem a ver com a escola de Bimba” pág. 14.

Nem como um bom capoeirista, ou ao menos como um capoeirista conhecido, ele coloca aquele que repesenta um ícone para centenas de milhares de capoeiristas no mundo inteiro:

“Os bons capoeiristas da Bahia eram, até poucos anos, o pescador Samuel Querido de Deus e o estivador Maré, ambos da capital, e Siri do Mangue, de Santo Amaro. Outros capoeiristas conhecidos eram “o capitão” Aberrê, Juvenal, Polu, Onça Preta, Barbosa, Zepelin…”  pág.14

Em oportunidade anterior (pág. 7) afirma: “Os ases da capoeira na Bahia eram o pescador Samuel Querido de Deus e o estivador Maré” deixando bem clara a sua opinião sobre insignificância de Bimba no cenário geral da capoeira.

Preferências à parte, este registro histórico nos evidencia aspectos interessantes da sua visão sobre a arte, que difere da forma que usamos hoje. À página 9, por exemplo, ele se refere a vários “estilos” de capoeira como segue:

“Os capoeiras distinguem vários estilos de vadiação – pelo jeito de jogar, pela música, pela disposição dos jogadores. Assim temos
– Capoeira de Angola
– Angolinha
– São Bento Grande
– São Bento Pequeno
– Jogo de Dentro
– Jogo de Fora
– Santa Maria
– Conceição da Praia
– Assalva Sinhô do Bonfim”

Como podemos observar ele coloca a Capoeira Angola não como um estilo de jogo (talvez porque se assim o fizesse ele teria que considerar a Regional de Bimba como tal), mas como um jogo característico de certo tipo de toque.

Outro aspecto interessante e que serve como registro histórico são os detalhes com os quais ele diferencia a capoeira nas três cidades onde a cultura negra é mais evidente e que à época eram os mais destacados centros de capoeira: Salvador, Rio de Janeiro e Recife. As características de uso de armas brancas, a ligação com o frevo, a dissolução das maltas tudo isso enriquece e valoriza este importante registro.

A musicalidade no jogo também representa um aspecto contemplado por Carneiro. Sobre este tema ele tece diversos comentários sobre o significado das suas letras, origem, relação com o Candomblé, complexidade da composição dentre outros, sempre exemplificando com o texto musical para um melhor entendimento da leitura.

O berimbau ocupa lugar de destaque quando ele lhe dispensa 6 (seis) páginas de um total de 17 (desessete) páginas de texto. Aí são tecidos comentários que bem explicam as suas várias utilidades, algo em torno de 35% da obra. A riqueza de detalhes e informações sobre seu uso dentro e fora da capoeira, formas de confecção e registros de livros e autores que lhe fazem menção é de um valor inestimável.

A edição também é bem ilustrada com belas imagens que registram o jogo da capoeira nas ruas de Salvador, tendo como artífice o povo simples, herdeiro direto dos criadores dessa nossa arte/luta e como pano de fundo o mar, inspiração de músicos e poetas e freqüentemente local de trabalho e lazer dos capoeiras da Cidade da Bahia. Infelizmente a autoria destes registros fotográficos não é devidamente citada na obra, ficando assim uma lacuna a ser preenchida, dentro de uma visão crítico-acadêmica.

Por tudo isso, recomendo a leitura de “Cadernos de Folclore – Capoeira” de Edison Carneiro tanto para pessoas que se interessem por uma leitura lúdica, quanto para aqueles (as) que pretendam ter um conhecimento mais específico sobre a nossa arte maior.

No mais, reitero os agradecimentos à Milani pela oportunidade de comentar este importante registro da capoeira e espero que vocês tenham uma boa leitura. 
 

Para Baixar este DOCUMENTO DE GRANDE VALOR HISTÓRICO, Clique aqui.


Cadernos de Folclore - Capoeira - Édison Carneiro - 1975 * O professor e pesquisador Acúrsio Esteves, é formado em Educação Física pela UCSal, com mestrado em Gestão de Organizações UNEB/UNIBAHIA e é professor da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Salvador. Leciona também nas Faculdades Jorge Amado e Fundação Visconde de Cairu, respectivamente nos cursos de Educação Física e Turismo, sendo também autor dos livros Pedagogia do Brincar e A “Capoeira” da Indústria do Entretenimento.
 

Contactos: (71) 3233-9255 / 9946-4743
 
e-mail:
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Portal Capoeira & Wikipédia

 Dentro do espírito de difundir e compartilhar informações, e na busca constante pela informação e pela divulgação democrática e coerente de conteúdo relevante dentro do universo capoeirístico, o Portal Capoeira, acredita que boa informação é aquela que é compartilhada, colabora efetivamente com a "WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre", publicando artigos, matérias, conteúdo multimídia e verbetes dentro desta conceituada ferramenta gratuita de conhecimento.
 
A Wikipédia é uma enciclopédia livre baseada em wiki e escrita por voluntários. Livre aqui significa que qualquer artigo da Wikipédia pode ser copiado e modificado desde que os direitos de cópia e modificação sejam preservados. O conteúdo da Wikipédia está sob licença GNU FDL.

Internacinal Capoeira Meeting in Utrcht Holland

Aconteceu em Utrecht veja vido e Site anexo.
Mestra Suely) Sao Farncisco/USA, Contra-mestra MArisa/USA. Chicago, Contra-Mestra Maria PAndeiro Bremen/Germany, Professora Ursula-Paris e muito mais…organizado por Mestre Paulão Capoeira Brasil – Holland
 
ObrigadarnAxé

MAria PAndeiro
 
http://www.youtube.com/watch?v=d-4K6h9Fqe8&search=capoeira%20women

Entrevista Especial: Mestre Ananias

O Portal Capoeira, através do camarada Minhoca, Uirapuru Assessoria Cultural e a Associação Cultural Cachuera , tem o enorme prazer de trazer esta entrevista especial com o Mestre Ananias, e convida-lo para a gravação de seu CD vol II com seu grupo de Samba de Roda "Garoa do Recôncavo". A gravação será realizada ao vivo, em duas apresentações e com venda de ingressos limitados, uma vez que se trata de um registro. Pretende-se manter a autenticidade do samba de roda portanto a participação da comunidade é fundamental. Todos são convidados especiais para esse momento importante da cultura afro-baiana na capital paulistana.

Para maiores detalhes sobre o Projeto Documental de Mestre Ananias, clique aqui.

Mestre Ananias é um dos icones da Capoeira em São Paulo, com seus 81 anos, Mestre Ananias é a síntese da herança africana do povo brasileiro. Vive a Capoeira, o Samba e o Candomblé sem dissociá-los, esclarecendo no seu comportamento questões sobre a ancestralidade do nosso povo. Nascido no ano de 1924, em São Félix, região do Recôncavo Baiano cuja fertilidade cultural merece estudo aprofundado. Absorve o contexto no qual está imerso e na metade do século XX vem para São Paulo a convite de produtores do teatro paulistano. Trabalha com Plínio Marcos, Solano Trindade e outras personalidades, em todos os teatros da cidade. Em 1953, ano de sua chegada, Mestre Ananias funda a roda de capoeira mais tradicional de São Paulo, a Roda da Praça da República. Essa ganha força com a chegada de seus conterrâneos e nesse ínterim a capoeira exerce de fato um dos seus principais fundamentos, integrar à sociedade, classes desfavorecidas frente às imposições e preconceitos raciais e sociais.

 
Nome (completo): Ananias Ferreira
Data de nascimento: 01/12/1924
– O que é capoeira, mestre?
 
Capoeira pra mim é saúde, um esporte pra home, no modo de fala!! tem que ter coragem, se comportar, aceitá um beliscão, não é só bate, porque hoje é assim… Nós temos saúde de ferro, tem nego que fala que é dança, pra mim é a dança da morte, a capoeira mata sorrindo, um cumprimento é gorpe, rapaz!!! É tudo na minha vida, se não fosse a capoeira eu não estava com a idade que estou.
 
– Como o senhor começou (e quando) com capoeira (sua história)?

Desde os 14 anos, é a idade pra sentir a capoeira na pele, antes disso não tem noção de nada, não entende “patavida”, essa é a idade que dá pra começar contar história, que comecei a ficar esperto. To no meio disso desde pequenininho, sou de São Félix / Cachoeira
 
– O que o senhor pode dizer sobre quem que te ensinou?

Juvêncio estivador, ele era o mestre, fazia capoeira na beira do cais de São Félix, no Varre Estrada, nas festas da Igreja de São Deus Menino e Senhor São Félix. A roda era formada com João de Zazá, os irmãos Toy e Roxinho, Alvelino e Santos dois irmãos também de Muritiba, Caial, Estevão capoeira perversa, esse era vigia da fábrica de charuto (“Letialvi”) e tanta gente que… Traíra e Café de Cachoeira… Ninguém ensinava, mas o mestre mesmo era o Juvêncio, todo mundo se reunia e pronto, não tinha esse negócio de procurar um mestre. Depois, quando fui pra Salvador, lá sim, cheguei na roda do Pastinha em 1940 mais ou menos. Eu morava na Liberdade, na rua XIII e nos domingos ia assistir a roda do Mestre Waldemar e comecei a freqüentar. Nas 4ª feiras tinha treino e domingo era a roda para apresentar para o povo, os americanos que iam lá ver nosso trabalho. Formava com o Dorival (irmão do Mestre Waldemar) Maré, Caiçara, Zacaria, Bom Cabelo, Nagé, Onça Preta, Bugalho e Mucunge tocador de berimbau. Na capital comecei melhorar meu berimbau e jogo com o falecido Waldemar, com o tempo recebi o posto de Contra Mestre do Waldemar, um teste rigoroso com os mestres.
Canjica foi grande capoeirista, sambista, cantador, ritmista, o home era completo, fiz show com ele aqui em São Paulo, conheci ele na Bahia e depois aqui, joguei capoeira junto dele sempre fora, fazendo show, não na academia não, e peguei meu diploma com ele, na época antiga não tinha esse negócio de diploma não.
 
– Quem eram seus exemplos quando o senhor começou praticar capoeira?

Nagé e Onça Preta era bonito, jogo bailado, dando risada, fazendo macaquice, muito bonito… já os outros era mais duro. Maré e Traíra também tinha jogo muito bonito, Bom Cabelo e Zacarias, agora o Waldemar era o Mestre né, bom demais, era bom em tudo. Caiçara, Caiçara era endiabrado e Dorival, quando se encontravam, hum!! Eram inimigos dentro da roda, o jogo era brabo, já fora não sei…
 
– O que o senhor acha mais importante para ser um bom capoeirista?

Tem que se dedicar para saber de tudo na capoeira, dos instrumentos ao jogo e sabe ensina também, tem muita coisa pra frente, não é só também bate um instrumento não, tem muita coisa…
 
– O que e o diferença entre o capoeira antigamente e a capoeira agora?

Muita diferença… quer comparar a capoeira da antiga com a descarada de hoje em dia…hum! Hoje nessa vagareza, vamu por um pouco mais de lenha, sentando no chão… por isso desclassificam a capoeira de angola, tem que ser em cima e em baixo, jogo vivo. E mais viu… Tão inventando moda, a capoeira é do mundo, ela é do mundo não tem dono não, querem ganhar dinheiro em cima dos trouxas. O ritmo era vivo, as notas explicadinhas, hoje em dia é uma tristeza, não dá pra entende viu.
 
– E o samba Mestre, com quem o senhor aprendeu!?

Lá com os velhos na Bahia, nos candomblés, nas rodas de samba, fazia a capoeira e depois o samba particularmente. Meu pai principalmente, fazia qualquer negócio, era o home do samba junto dos seus cumpadres violeiros, com pandeiro junto, e eu tava no meio aí aprendi.
 
– E o grupo “Garoa do Recôncavo”, onde surgiu!?

Ta muito bom, formei entre eu e meus alunos, primeiro veio a capoeira, depois juntei com os meninos aí pegou no breu, todo mundo ta aplaudindo e daqui pra melhor, tem que melhorar né e agente chega lá. Esse samba que agente faz é antigo, eu era menino quando aprendi, é o samba duro lá do Recôncavo… E o Cd, com as graças de Deus vai ser bom, ta ficando bom

 
– O que o senhor quer ensinar aos seus discípulos?

Tudo o que está dentro de mim, para ensinar aos meus alunos, depende da boa vontade deles né, mas ninguém quer nada com nada e eu quero meu cantinho de volta, é a casa de todos nós, onde todo mundo vem e gosta, mas até agora… tá todo mundo cobrando nosso espaço de volta
 
– Onde estará a capoeira em 20 anos?

Depende dos mestres né, por que do jeito que vai, essa anarquia, principalmente em praça pública, só pensam em valentia, vamu pensar melhor, ó o futuro aí…
 
– O senhor tem uma cantiga da Capoeira que o senhor prefere ou gosto muito de cantar?

Todas elas, são iguais, todas boas

 
– O que o senhor gosta de fazer fora da capoeira?

Candomblé, como ogâ das entidades, so pintado, raspado e catulado, à disposição dos orixás, mas… também ta tudo modificado, até as entidades estão modificadas, os cantos…
 
-Talvez o senhor possa nos contar mais sobre o seu grupo

Nosso grupo tá ótimo, o que falta é um espaço né, mas dependo de vocês, uma andorinha só não faz verão, vamos se junta, muita ciumera em cima de mim, um diz isso, outro aquilo, é um “disse-me disse miseravi”.

Mais informações no fone 11 5072 65 79

 

Outras Matérias relacionadas ao Mestre:
 

Ceará: Alunos e vizinhos do Colégio Filgueiras Lima aprendem capoeira

Alunos e vizinhos do Colégio Filgueiras Lima aprendem capoeira
 
40 crianças de 10 a 17 anos recebem aulas de história da capoeira e outros temas até instrução sobre diferentes modalidades, como maculelê e angola.Quarenta crianças e adolescentes, alunos do Colégio Municipal Filgueiras Lima e moradores do entorno da escola, têm uma atividade especial todos os fins de tarde, de segunda a sexta-feira. São aulas do Projeto Viver Capoeira, da Associação Palmares de Capoeira e Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município (SDE). As aulas são dadas na quadra do colégio, que fica na Avenida dos Expedicionários, 3910, Jardim América.
 
Os alunos, de 10 a 17 anos, têm uma atividade diferente a cada dia da semana: de aulas teóricas de história da capoeira e outros temas até instrução sobre diferentes modalidades, como maculelê e angola. Uma vez por semana, a turma faz uma roda de capoeira, onde põe em prática as movimentações e os golpes aprendidos.
 
As atividades esportivo-pedagógicas oferecem às crianças e aos adolescentes mais que um espaço de lazer, mas também ocupação de tempo que dificulte o aliciamento da infância e da juventude da comunidade para práticas ilícitas. O projeto Viver Capoeira ainda incentiva os estudos, ao determinar que a participação dos alunos só aconteça com a aprovação do aluno no colégio.
 
 
http://verdesmares.globo.com
O Portal Verdes Mares faz parte do Sistema Verdes Mares de Comunicação e tem como principal objetivo a cobertura jornalística do Ceará.
 

Mestre Brasília no projeto O Autor na Praça


AUTOR NA PRAÇA
 
Apresenta: Mestre Brasília comemorando seus 45 anos de Capoeira
 
Mestre Brasília é o convidado do projeto O Autor na Praça. Comemorando seus 45 anos de Capoeira o mestre estará autografando a Revista/CD Praticando Capoeira e o cordel Mestre Brasília & A Capoeira, escrito pelo amigo Luiz Wilson. Mestre Brasília apresentará algumas das músicas do CD. Contaremos com a participação do artista plástico D`Ollynda. Informações sobre o mestre e a revista/CD abaixo
 
SERVIÇO:
 
O Autor na Praça apresenta Mestre Brasília comemorando 45 anos de Capoeira, Autografando a revista/cd Praticando Capoeira.
Dia 12 de agosto, sábado, 15h, Espaço Plínio Marcos – Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros – SP
 
Sobre o Mestre Brasília
 
Antônio Cardoso Andrade, mestre Brasília, comemora estes seus 45 anos de Capoeira. Nascido em 29/05/1942, é um dos pioneiros da Capoeira paulista. Aprendeu com mestre Canjiquinha, de quem foi amigo dedicado. Veio para São Paulo, gostou, acabou ficando. Praticava capoeira na antiga CMTC, com mestre Melo, e na academia do mestre Zé de Freitas, no Brás. Conheceu então mestre Suassuna, e juntos fundaram uma academia, a “Cordão de Ouro”, que viria a se tornar no pólo principal da Capoeira paulista. Joga com extrema elegância e habilidade. Mantém academia e casa de espetáculos em São Paulo, à Rua Pedroso de Moraes, 645, 3º. Andar, Tel é 011 3097 0607. É vice-presidente cultural da Federação de Capoeira do Estado de São Paulo, entidade filiada à Confederação Brasileira de Capoeira e à Federação Internacional de Capoeira; atualmente, é presidente do Conselho Superior de Mestres – seção São Paulo. (Fonte: www.portalcapoeira.com).
 
Mestre Brasília é um dos precursores da Capoeira no Japão, para onde viaja com freqüência, além de outros países. Em 2001 o mestre lançou o livro Vivência de um Mestre de Capoeira. Um estudioso e conhecedor da cultura afro-brasileira, fala de tradição, malandragem, música e principalmente de como praticar a capoeira. O livro encontra-se esgotado, mas está sendo preparada uma nova edição
 
Sobre a Revista/CD e o Cordel
 
A revista Praticando Capoeira é publicada pela Editora D+T e apresenta uma entrevista com o Mestre Brasília e outras matérias, acompanha o CD Histórico com os 20 maiores sucessos, uma coletânea organizada especialmente para a edição a partir dos três cds Ginga Original. O cordel Mestre Brasília & A Capoeira é uma homenagem escrita por Luiz Wilson.
 
Revista/CD Praticando Capoeira / R$ 9,90 / Editora D+T
 
Informações: Edson Lima – Tel. 3085 1502 / 9586 5577 – [email protected]

Video: Trechos do filme “Cordão de Ouro”, estrelado pelo Mestre Nestor Capoeira na década de 70

Trechos do filme "Cordão de Ouro", estrelado pelo Mestre Nestor Capoeira na década de 70. Também participam do filmes os mestres Leopoldina, Camisa, Peixinho, Lua Rasta e outros.
 
Excerpts of the movie "Cordão de Ouro", starring Mestre Nestor Capoeira (recorded in the 70’s). Also features mestres Leopoldina, Camisa, Peixinho , Lua Rasta and others


Cordão de Ouro – O filme (Parte 1)
 
 
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 Cordão de Ouro – O filme (Parte 2)
 
 
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 Cordão de Ouro – O filme (Parte 3)
 
 
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Cortesia: Bruno Souza