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Janeiro 2009

Vendo Artigos de: Janeiro , 2009

Salvador: Mercado de São Miguel está em situação de abandono

O Mercado de São Miguel, localizado na Baixa de Sapateiros, faz parte juntamente com o Pelourinho da área tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, mas está esquecido. A situação do edifício construído em 1965 que já foi uma propriedade particular encontra-se depredado. Além dos problemas com a infraestrutura física, a segurança e os constantes assaltos e usuários de drogas que ficam no local amedrontam a população.

‘Eu faço um trabalho com a capoeira no mercado há vários anos e o mercado encontra-se abandonado. É uma área de risco, o que espanta compradores e turistas’, disse o mestre de capoeira angola, José Alves, também conhecido como Mestre Zé do Lenço.

Segundo ele, que também é membro do Conselho de Mestres da ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola (Pelourinho) e Presidente da Associação de Capoeira Angola Relíquia Espinho Remoso, a prefeitura que á responsável pelo espaço já foi notificada e fez a promessa de tomar providências para a recuperação do Mercado. ‘Eles disseram que o projeto já foi aprovado e que as obras começariam ainda neste mês de janeiro’, disse o Mestre Zé do Lenço.

Segundo informações da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SESP), o projeto realmente existe e já está em estágio avançado de tramitação junto ao Ministério da Cultura. Ainda segundo a SESP, a revitalização do Mercado de São Miguel foi inserida em um projeto maior de revitalização de toda a região da Baixa dos Sapateiros.

Com o objetivo de pressionar as autoridades e chamar atenção da população para o problema, o Mestre Zé do Lenço organizou uma roda de capoeira angola na frente do Mercado de São Miguel, na tarde desta quarta-feira (14).

Aconteceu: Orquestra de Berimbaus faz apresentação gratuita na Bomba do Hemetério

A Orquestra de Berimbaus da Bahia fez apresentação gratuita na Praça Castro Alves, na Bomba do Hemetério, Zona Norte do Recife.

À noite, houve apresentação de um grupo de percussão local, o Tambores do Banzo, que resgata a cultura afro, através do maracatu, coco, ciranda e mangue beat.

A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento Local da Bomba do Hemetério (Bombando Cidadania), uma iniciativa do Bompreço, através do Instituto Wal-Mart. O programa começou em junho de 2008, e atua nos eixos de cultura, educação, saúde e geração de trabalho e renda.

ORQUESTRA

A Orquestra de Berimbaus da Bahia é composta principalmente por mestres de capoeira. Os músicos se apresentam dispostos como uma sinfônica, em três tipos de berimbaus: a violinha, o berimbau e o Gunga, que vão do som agudo ao mais grave.

Entre os ritmos tradicionais da capoeira, estão o de São Bento, Una, Angola e do Samba-de-roda. A Orquestra de Berimbaus faz parte da proposta de trabalho do Pólo de Capoeira de Lauro de Freitas, criado em 2006 para desenvolver a cadeia produtiva em torno do esporte.

da Redação do pe360graus.com

Professor é preso suspeito de abuso sexual em SE

Infelizmente não só de "Boas Notícias" vive o Portal Capoeira… Como um importante e respeitado veiculo de informação direcionado a capoeira, nos vimos na obrigação de reportar todo e qualquer tipo de informação relevante a nossa comunidade.

Dentro deste contexto de isenção e seriedade, segue matéria confirmada por duas fontes respeitadas de notícias sobre a prisão do professor de capoeira Vanderlan Nascimento de Oliveira, 36 anos, conhecido como Mestre Garrincha.

O professor de capoeira Vanderlan Nascimento de Oliveira, 36 anos, conhecido como Mestre Garrincha, foi preso na manhã de terça-feira, suspeito de abusar sexualmente de crianças e adolescentes, na cidade de Estância (SE). Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado, Oliveira confessou o crime.

Conforme a delegada Annecley de Souza Araújo, titular da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis de Estância, os alunos de Oliveira tinham entre 9 e 13 anos. As crianças eram levadas até a casa do professor, onde ele as abusava, segundo a delegada.

Oliveira vai ficar custodiado na Delegacia de Santa Luzia do Itanhy à disposição da Vara Criminal de Estância, em cumprimento do mandado de prisão preventiva. Ele deverá responder por atentado violento ao pudor.

Redação Terra – http://noticias.terra.com.br

Centro de Cultura de Porto Seguro

Um avanço na democratização da arte é demostrada no município

2008 foi um ano especial para a Cultura do Município. O Centro de Cultura de Porto Seguro, sob a Coordenação Geral de Miriam Silva, procurou democratizar a utilização dos espaços e trouxe uma nova perspectiva a todos que atuam na área artística da região.

 

As atividades realizadas foram muitas. Na área teatral, além dos espetáculos Dois Perdidos Numa Noite Suja, com o global André Gonçalves, Intimidades Sem Censura com Renato Piaba, O Mágico de Oz e das apresentações de Adelaide Costa, aconteceram duas ótimas produções locais : Versos Íntimos, com a Companhia de Teatro Prosopopéia e A 7ª Abominação, com a Trup Brasil de Circo e Teatro. Cursos de maquiagem e figurinos foram oferecidos pela FUNCEB e um workshop gratuito sobre as linguagens do ator foi ministrado por André Gonçalves e Freddy Ribeiro. Na área de cultura popular merece destaque a comemoração do dia do Folclore; o apoio do espaço Cultural Macunaíma, o Cordão de Caboclo de Santa Cruz Cabrália , a Ciranda da Terceira Idade e as brincadeiras feitas pela Companhia de Teatro Prosopopéia deram um toque especial para o evento.

A Literatura esteve presente nas comemorações do Dia do Escritor. Um belíssimo sarau foi realizado no Salão de Espetáculos e homenagens a Machado de Assis foram prestadas na apresentação do monólogo “Dom Casmurro”, com atuação de Ed Aquino e direção de Carleone Filho.

A Capoeira foi outra atividade que recebeu um olhar diferenciado. O tombamento pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Brasileiro foi ressaltado nas comemorações do Dia do Capoeirista e a sua implantação nas escolas surgiu como proposta no encontro “Capoeira em Debate” realizado no Salão de Espetáculos, durante a Semana da Consciência Negra.

A Semana da Consciência Negra foi marcada por diversos eventos. O Centro de Cultura,em parceria com o Instituto Sociocultural Brasil Chama África, apoiou atividades externas nas Escolas do Município, realizou uma Caminhada Cultural pelas principais ruas do centro da cidade e, no Salão de Espetáculos, em parcerias, apresentou conferências, debates, e o concurso de beleza para eleger as Chamas da África no Extremo Sul.

O Foyer foi outro espaço bem utilizado, recebeu a mostra fotográfica de Pierre Verger, fotos de Luiz Nascimento, pinturas de Benê Olivier, exposição de antiguidades e o Arraial Fotográfico. Vale ressaltar o trabalho desenvolvido pelas oficinas regulares. Capoeira, karatê, dança de salão, ballet, música e teatro foram diariamente oferecidos para a comunidade. A participação popular, devido ao profissionalismo dos professores e as ações de divulgação, cresceu substancialmente dinamizando as quatro salas do Centro.

Destaque também para toda a equipe do Centro Cultural. Carleone Filho,Patrícia Brito, Marilene, Nilton, Orley, Ozeni,Marcos, Márcio,Vivaldo, Zelito, Romilson, Fernando, Luiz Manoel,e Corte Silva. foram responsáveis pelo bom atendimento e pelo funcionamento eficaz da Instituição.

Em 2009 a FUNCEB enriquecerá a programação do Centro com o Salão Regional das Artes e o Circuito Popular de Cinema. Novas oficinas serão oferecidas. Pintura em tecido e em tela, arte em cerâmica, quadrinhos, tecelagem e criação poética farão parte do quadro das oficinas regulares. Em 2008 o Centro Cultural entrará em recesso no dia 23 de dezembro, reabrindo as portas à comunidade em janeiro de 2009. Miriam Silva deixa o convite à participação de todos os representantes das diversas áreas artísticas da região. Afinal o espaço é público e merece ser utilizado de maneira ativa e democrática.

Fonte: Centro de Cultura de Porto Seguro

Natal: Conexão Felipe Camarão – Capoeira & Cidadania

 

Problemas se proliferam na Zona Oeste de Natal

A zona Oeste de Natal engloba 10 bairros, onde moram cerca de 200 mil pessoas, quase 30% dos habitantes da capital. Nas Quintas, Bom Pastor, Nossa Senhora de Nazaré, Felipe Camarão, Cidade Nova, Guarapes, Planalto, Nordeste, Cidade da Esperança e em Dix-Sept Rosado vive uma população com renda média, de acordo com o último Censo do IBGE, de 2,92 salários mínimos, a menor de Natal e igual à da zona Norte. A TRIBUNA DO NORTE percorreu a região para conhecer de perto a realidade enfrentada por esses moradores e as principais demandas dessa parcela de Natal:

Casa própria é sonho de moradores do Guarapes Fábio José da Silva, de 29 anos, abandonou a casa onde morava de aluguel para ir viver em um casebre de taipa, no bairro Guarapes. “Era R$ 100 por mês e não tinha mais condições de pagar”, lembra. O pai de família é apenas um dos milhares da zona Oeste que têm de colocar os parentes sob um teto longe do ideal, enquanto sonha com a casa própria. Na região estão localizadas algumas áreas ocupadas por centenas de sem-tetos, como o “Leningrado” e a ocupação “8 de outubro”. Foi vizinho a esta última que Fábio José ergueu sua moradia de apenas dois vãos, que divide com dois filhos e a esposa, grávida do terceiro.

Desempregado, ele já se cadastrou em alguns programas habitacionais, mas afirma não ter idéia de quando vai poder ganhar um teto melhor. “Desde criança morei em Natal e nunca tive uma casa minha mesmo”, lamenta o jovem, que atualmente mantém a família com o dinheiro de alguns “bicos” que realiza diariamente. Assim como a residência improvisada de Fábio José, muitas outras podem ser vistas nos bairros da zona Oeste, onde também se multiplicam favelas como a do Detran, em Cidade Nova, e a Wilma Maia, no Felipe Camarão.

De acordo com dados de 2005, um total de 24 das 66 favelas de Natal se encontram nos 10 bairros da região, abrangendo quase 6 mil casebres e uma população de 23 mil pessoas. Porém, a precariedade das moradias não é o único problema. A zona Oeste de Natal é aquela na qual há a maior média de habitantes por moradia, acima de quatro por casa (4,12 segundo o Censo 2000). Neste quesito, o Guarapes surge mais uma vez como destaque negativo, com média de 4,3 moradores por domicílio, abaixo apenas de Santos Reis (zona Leste) e Salinas (zona Norte).

A família de Kíria Ferreira dos Santos, de 55 anos, é um exemplo disso. A casa dela é dividida por nada menos de 10 pessoas, incluindo os oito filhos e um neto. Vivendo há 19 anos no Guarapes e há cinco no conjunto Dinarte Mariz, onde ganhou o imóvel da Prefeitura, a dona-de-casa acompanha seus descendentes crescerem, sem ter como deixar o local.

“Meu filho mais velho tem 35 anos, outro tem 24, alguns já trabalham, mas nenhum ainda tem condições de comprar suas próprias casas”, reconhece Kíria Ferreira. Ela lembra que emprego é algo difícil de se conseguir e geralmente os disponibilizados aos moradores da região costumam oferecer salários baixos e poucas oportunidades de crescimento profissional. “Por isso, a gente segue dividindo todo mundo dentro de casa, do jeito que pode”, resume.

Faltam opções de lazer e educação

O aposentado Pedro Barbosa do Nascimento, de 80 anos, resume sua vida escolar: “Nunca freqüentei colégio. Meu estudo foi o cabo da enxada e a chibanca (instrumento agrícola).” O exemplo do ex-agricultor não é um caso isolado no bairro de Bom Pastor, onde quase 27% da população é analfabeta, índice igual ao do bairro de Felipe Camarão e inferior apenas aos de Salinas e Guarapes em toda Natal. A zona Oeste como um todo, aliás, é a que apresenta maior índice de analfabetismo na capital, com mais de 21% dos moradores sem saber ler ou escrever.

A história de Pedro Barbosa representa um exemplo comum entre milhares de moradores da área. Agricultor da região de Baixa Verde, ele começou a trabalhar na roça em João Câmara desde que “se entende por gente”, até conseguir um emprego em uma usina de cana-de-açúcar, onde se aposentou. Já idoso, veio para a capital e hoje se divide entre uma casa no Guarapes e a outra, da filha, em Cidade Nova. Apesar do tempo livre, nunca teve oportunidade de aprender a escrever, porém reconhece que hoje isso é imprescindível. “Não sei nem meu nome, mas agora é diferente, só não estuda quem não quer”, ressalta. Mesmo com quase metade da idade, a dona-de-casa Maria Socorro de Lima, de 41 anos, também não vê motivos para retornar aos bancos escolares. Apesar de ter freqüentado colégios em sua infância, hoje se limita apenas a assinar o próprio nome. “Não tenho tempo para aprender, tenho de cuidar das crianças, pois meu emprego é menino para criar”, diz a senhora, que se orgulha, ao menos, de ter todos os filhos matriculados em escolas.

Porém, mesmo as crianças que estudam nos colégios da região também sofrem com outra carência antiga em Cidade Nova: a falta de opções de lazer. Uma duna localizada na entrada do bairro é a única alternativa. No espaço, quatro traves foram levantadas e demarcam os dois campos improvisados. Ginásio ou quadra pública, nenhum dos dois existe. Aliás, uma quadra que seria erguida por um candidato a vereador terminou se resumindo à primeira fileira de tijolos e montes de areia e metralha, que agora ocupam o espaço onde os jovens improvisavam uma quadra de vôlei de areia. O pequeno Guilherme Oliveira, de 12 anos, resume a situação: “Só tem mesmo o morro para a gente pular”, diz , no intervalo entre uma pirueta e outra, para as quais, felizmente, não precisa de estrutura nenhuma. Seu colega, Deílson dos Santos, de 17 anos, confirma a falta de opções enfrentada pela juventude local: “Cidade Nova não tem lazer. Nem quadra, nem campo, nem nada.” De acordo com dados da Semsur, referentes a 2007, a zona Oeste é também a que apresenta o menor número de praças, somente 17 das 194 da capital, ou seja menos de 10% do total (na Sul são 68, na Leste 62 e na Norte 47). Na região, três bairros são apontados como não tendo nenhum espaço público desse tipo: Cidade Nova, Dix-sept Rosado e Planalto.

Bom Pastor tem uma das piores rendas

A zona Oeste divide com a zona Norte de Natal um título nada animador: o de regiões com menor renda média por família na capital, exatamente 2,92 salários mínimos. A população de Bom Pastor apresenta valores ainda menores (2,23 salários mínimos de média) e aparece na 32ª posição nesse quesito, entre os 36 bairros de Natal. Subempregos e o comércio informal fazem parte da realidade de boa parte dos moradores da área.

O vendedor de CDs e DVDs Luciano da Silva Macedo, é um exemplo disso. Aos 28 anos, ele nunca teve carteira assinada e sequer aprendeu a ler e escrever. Além do analfabetismo, o jovem enfrenta outra dificuldade na busca por uma vaga de trabalho fixo. “Não tenho nem mesmo meus documentos completos”, revela. Diante disso, só restou mesmo trocar os bicos temporários pelo carrinho de vendas com o qual circula pelo bairro e por toda a cidade, até o final do dia.

“Só termino por volta das 7h da noite. Em uma semana boa consigo fazer uns R$ 100 a R$ 150”, calcula. Seu sonho, contudo, vai bem além e é de conseguir um emprego em uma firma que lhe permita manter a esposa e a mãe, com quem mora. A escola que freqüenta atualmente é a bíblica, onde aprende sobre a religião, mas não tem aulas de leitura e escrita. “Se aparecesse um curso, se a Prefeitura me desse condições para estudar, eu topava”, garante.

Situação ainda pior é a de grande parte dos moradores da Baixada Frei Damião, também no Bom Pastor. Muitos dependem do lixo reciclável, catado no antigo terreno da Chesf, por trás do cemitério do bairro. É o caso de José Alves, que há mais de 10 anos tira o sustento do local e parece já ter perdido as esperanças quanto a dias melhores. “Meu sonho era mesmo ser gerente de banco, mas não acho que o futuro seja esse, porque sai prefeito, entra prefeito, sai governo, entra governo, e nada muda, nunca vi nenhuma melhora pra gente”, reclama.

Tendo deixado o emprego de servente de pedreiro há um ano para catar material reciclável no local, Francisco Assis dos Santos, de 34 anos, diz não ter perdido a esperança de conseguir um novo trabalho com carteira assinada, mas não reclama da nova atividade. “Pelo menos aqui posso chegar mais cedo em casa”, compara. Emprego, porém, não é a única coisa que falta no bairro, segundo o catador. “Bom Pastor precisa de saneamento, moradia, água, luz, quase tudo que a gente da baixada não tem direito.”

Ruas de terra causam transtornos

Diversos projetos de pavimentação e drenagem foram desenvolvidos nos últimos anos nos bairros da zona Oeste de Natal, porém esse investimento não foi suficiente para transformar em exceção o cenário das ruas de barro, onde no verão a poeira invade casas e causa doenças respiratórias, e no inverno se transformam em verdadeiras lagoas, impedindo a passagem dos veículos e até mesmo das pessoas.

Até o final de 2007, o bairro do Planalto era apontado como o segundo de menor percentual de ruas drenadas e pavimentadas em Natal, 12% e 6% respectivamente, acima apenas dos números do bairro de Lagoa Azul, na zona Norte de Natal (5% e 10%). Um serviço recém executado em uma das principais vias do Planalto, a Engenheiro João Hélio, ampliou um pouco esses percentuais, mas os muitos moradores que não foram beneficiados continuam sofrendo com a poeira e os alagamentos.

Na rua Araguaiana, a revolta é grande. “Aqui é os meninos doentes por conta da poeira, mas na época da chuva é que é fica ruim mesmo”, aponta o desempregado Geraldo Luiz de Queiroz, de 55 anos. Ele acredita que só quando algum político tomar “vergonha na cara” vão resolver o problema do local, onde água servida é despejada no meio da rua, formando verdadeiros esgotos a céu aberto, que acabam se transformando também em espaço de despejo de lixo, exalando um fedor constante. A também moradora Francisca Maria Galdino, 55 anos, afirma que nem mesmo os ônibus transitam pela rua, por conta da falta de asfalto, ou pelo menos de paralelepípedos. “Aqui tudo acaba ficando longe”, explica. Já a dona-de-casa Edna Santos, de 32 anos, lembra, que calçamento é apenas uma das várias demandas da população do Planalto.

Investimentos são necessários para combater insegurança

O trabalho do mestre de capoeira Marcos Antônio Gomes, diretor da organização não-governamental Conexão Felipe Camarão, é ainda um oásis em meio à falta de políticas públicas de combate à criminalidade na região Oeste de Natal. No bairro onde funciona a ong, os assassinatos são uma triste rotina com a qual convivem os moradores. “Alguns policiais já me disseram que mal dá para investigar os casos de homicídio, quanto mais os de furtos, roubos, drogas”, lamenta “mestre Marcos”.

O Conexão tem apoio da Petrobras e atende cerca de 400 crianças e jovens de Felipe Camarão, com atividades esportivas, culturais e musicais. São aulas de capoeira, mamulengo, coral, boi de reis, rabeca, luteria (fabricação de instrumentos) e inclusão digital. Porém, nem mesmo esforços como esse impedem o assédio da criminalidade aos adolescentes da região. “É um trabalho difícil. Às vezes a gente oferece uma música, mas e se eles preferirem o baseado? Mas continuamos assim, perdendo um, ganhando dois”, resume.

Hoje, o trabalho desenvolvido pela organização é elogiado e até defendido pela população. “Eles nos apoiam, mas o fato é que o policiamento é mesmo muito pequeno no bairro. Fazemos um trabalho preventivo, mas também é preciso o repressivo”, lembra. A realidade é confirmada por quem já foi vítima da violência. O motorista Roberto Carlos Rodrigues mora em Cidade da Esperança, mas trabalha na linha de Felipe Camarão. “Não sei onde é mais perigoso, se lá onde moro, ou aqui”, afirma.

Ele já sofreu três assaltos e acredita que seriam necessárias mais viaturas nas ruas para poder coibir esses crimes. Porém, o cenário é distante disso, já que até mesmo o posto policial do terminal rodoviário está fechado. “Não se vê um policial. Se matam alguém, leva horas para a polícia chegar”, descreve. O terminal é muito movimentado, reúne comércios e passageiros à espera dos coletivos e, por isso mesmo, também atrai os marginais. Porém, a porta do posto policial se mantém trancada e sem qualquer sinal dos PMs.

Para o agente de Polícia Civil Joab dos Santos Costa, da Delegacia de Felipe Camarão, os desafios da futura Secretaria Municipal de Segurança não são poucos, em relação à região. “É preciso investir principalmente em educação. Muitas crianças estão fora da escola. As áreas de lazer aqui são poucas e também é necessário dar alternativas aos jovens, como opções de emprego e mesmo de qualificação”, observa.

O número de homicídios é elevado, porém os criminosos não começam suas vidas como assassinos. O agente lembra que muitas vezes os jovens chegam à delegacia após ser presos por pequenos furtos, porém aos poucos vão se envolvendo com outros criminosos e mesmo com o mundo das drogas. “E depois que entra para a marginalidade é difícil sair”.

 

Fonte – Tribuna do Norte – Wagner Lopes – Repórter

PÓS-CAPOEIRA UNESA-RJ

PÓS-CAPOEIRA UNESA-RJ, iniciará em 14 de Abril 2009.

Corpo docente: Ms. Roberto Cláudio, Esp. Fábio Cantizano, Dndo. João Perelli, Dr.Leonardo Mataruna, Ms. Sandro Carpenter, Dr. Julio Tavares, Ms.Alvaro Andreson, Dr. Luis Alberto, Ms.Elisa Rennó, Dr. Paulo Coelho, Dndo. Carlos Dória, Ms. Tufic Derzi,Dr. Mathias Assunção, entre outros.

Coordenação: Prof. doutorando João Perelli.

Cordialmente
João Perelli

 


Certificação Conferida

Certificado de especialização em Capoeira.

Professor Responsável

João Marcus Perelli dos Santos

Objetivos

Especializar o profissional de Educação Física para planejar, executar e avaliar atividades de ordem prática da Capoeira, considerando a diversidade de ambiente e de alunos em que se dá a aprendizagem.

Estabelecer espaço crítico reflexivo sobre a relevância da Capoeira.

Promover a pesquisa científica estimulando o debate pedagógico em diferentes instituições de ensino.

Pré-Requisitos

Diploma de Ensino Superior em Educação Física, Pedagogia, Antropologia, Sociologia, História e Ciências Sociais.

Público-Alvo

Graduados em Educação Física, Pedagogia, Antropologia, Sociologia, História e Ciências Sociais.

Disciplinas

ANATOMIA E CAPOEIRA – 20 h
BIOMECÂNICA CAPOEIRA – 30 h
CAPOEIRA ADAPTADA – 20 h
CORPOREIDADE E CAPOEIRA – 20 h
ÉTICA NA CAPOEIRA – 10 h
FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO E AVAL. FUNCIONAL NA CAPOE – 30 h
HISTÓRIA DA CAPOEIRA – 20 h
LESÕES ARTICULARES E CAPOEIRA – 20 h
METODOLOGIA DA PESQUISA – 18 h
PRÁTICA PEDAGOGIA E CAPOEIRA – 20 h
PRIMEIROS SOCORROS À CAPOEIRA – 20 h
PROJETO SOCIAL E CAPOEIRA – 20 h
PSICOMOTRICIDADE E CAPOEIRA – 30 h
REDAÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS – 18 h
TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO – 18 h
TÓPICOS ESPECIAS EM CAPOEIRA – 16 h
TRABALHO FINAL – 1 h
TREINAMENTO DESPORTIVO E CAPOEIRA – 30 h

Total de Horas: 361 h

Perfil Profissional

Profissionais interessados na história, desenvolvimento e no ensino da capoeira como atividade cultural e esportiva.

Mercado de Trabalho

Academias de Ginástica, escolas públicas e privadas, clubes e intituições de estudos de cultura brasileira.

Informações Adicionais

A disciplina Didática do Ensino Superior é optativa, devendo ser cursada pelos alunos que desejarem obter qualificação para o magistério superior. Valor: R$ 280,00.

A disciplina Escalada Básica é optativa, devendo ser cursada pelos alunos que desejarem conhecer, vivenciar e dominar técnicas de segurança e de movimentação na rocha, desenvolvendo a solidariedade e confiança. Saiba mais.

Inscrições/Informações

Todos os campi da Universidade Estácio de Sá. Taxa de inscrição: R$ 70,00;

Projeto reúne sambistas em homenagem a Geraldo Filme

Passados 13 anos da morte de Geraldo Filme, um dos mais importantes sambistas brasileiros e expoente do samba paulistano, o Centro Cultural Banco do Brasil reúne, em São Paulo, a partir de 6 de janeiro até o dia 3 de fevereiro 12 grupos e cantores no projeto “É tradição e o samba continua”.

Geraldo Filme nasceu em 1927 na cidade de São João da Boa Vista, em São Paulo. Foi criado na Barra Funda, onde teve contato com rodas de samba e capoeira. Com estas influências, tornou-se um dos nomes mais respeitados entre sambistas de todo Brasil, mas seu reconhecimento veio tarde, após sua morte, em 1995.

A cantora Fabiana Cozza, acompanhada do Quinteto em Branco e Preto, será a primeira da programação. Nos outros dias, os participantes serão acompanhados de uma banda fixa e todos os shows vão terminar com sambas de Filme.

O projeto, cujo nome saiu de um verso de seu clássico Tradição (Vai no Bexiga pra Ver), vai mostrar diversas modalidades, como o samba de terreiro e o samba de bumbo, típico do interior paulista, onde Filme nasceu e cresceu influenciado pelo canto dos escravos, que conheceu com a avó.

Integrante do Samba da Vela, padrinho de algumas e militante em outras comunidades, Chapinha assina a direção musical. “Sem bairrismo, bato sempre na mesma tecla para que se valorize mais o samba de São Paulo: Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Oswaldinho da Cuíca e outros que são menos lembrados”, diz Chapinha.

O samba de comunidade é uma das características marcantes do que se faz em São Paulo atualmente e que ganha mais visibilidade no projeto do CCBB. Além da Comunidade Samba da Vela (que divide o programa do dia 13 com Oswaldinho da Cuíca), tem também o Berço do Samba de São Matheus (dia 20, com Dona Inah), o Samba da Laje (dia 27, com Teroca e a Velha Guarda da Camisa Verde e Branco) e o Pagode da 27 (dia 3/2, com Graça Braga e Chapinha).

Geraldo Filme nasceu em 1927 na cidade de São João da Boa Vista, em São Paulo. Foi criado na Barra Funda, onde teve contato com rodas de samba e capoeira. Com estas influências, tornou-se um dos nomes mais respeitados entre sambistas de todo Brasil, mas seu reconhecimento veio tarde, após sua morte, em 1995.

Mais informações podem ser obtidas na página do CCBB.

http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/sp/DetalheEvento.jsp?Evento.codigo=33107&cod=4

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

De acordo com o governo brasileiro, a reforma ortográfica pretende simplificar e unificar a grafia entre os diferentes países que falam português. No discurso de assinatura do acordo ortográfico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse o seguinte: “[O acordo ortográfico] É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas. Como avançar sem fortalecer a língua, como produzir bens culturais e didáticos sem uniformidade?”. Especialistas apontam que a unificação do idioma pode facilitar a assinatura de documentos diplomáticos, o comércio exterior e a cooperação entre os países de língua portuguesa.

Quais são os países que participam do acordo?

Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo – ou seja, reafirmaram o compromisso de implantá-lo. O Brasil é o país que está mais adiantado, pois já tem um cronograma claro. Portugal se comprometeu a adotar as novas normas até 2014.

Quando foi firmado o acordo ortográfico?

As mudanças da língua portuguesa foram acordadas em 1990, entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2004, foi assinado um documento diplomático que inseria no grupo dos países de língua portuguesa o Timor Leste.

Quantas palavras são modificadas pela reforma ortográfica?

Segundo o Ministério da Educação (MEC), 0,8% das palavras sofrem alteração no Brasil. Em Portugal, a proporção de palavras modificadas chega a 1,3%. Especialistas divergem sobre esse percentual: também já foi divulgado que 1,6% das palavras de Portugal e que 0,5% das do Brasil serão afetadas.

É possível voltar atrás e desfazer as mudanças?

No Brasil, de acordo com o decreto assinado pelo presidente Lula, qualquer revisão do acordo ortográfico está sujeita à aprovação do Congresso Nacional.

Até quando posso escrever na antiga ortografia?

É possível escrever na antiga ortografia até o dia 31 de dezembro de 2012. A partir de 2013 ficam valendo apenas as novas normas ortográficas.

Quais são as principais mudanças na ortografia que a reforma traz?

As principais mudanças são o acréscimo de três letras no alfabeto, a extinção do trema, a retirada dos acentos em partes das palavras, além de alterações no uso do hífen.

A queda do trema e de acentos muda a pronúncia?

Não. A pronúncia continua a mesma. A reforma ortográfica só modifica a escrita.

Os livros escolares vão adotar as novas regras?

De acordo com o MEC, os livros escolares estão autorizados a circular em 2009 nas duas grafias, a velha e a nova. Em 2010 as obras deverão circular apenas na nova ortografia – com exceção das reposições de livros.

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Saiba o que muda na ortografia brasileira a partir de 2009.

Para baixar o Guia da Nova Ortografia da Lingua Portuguesa, clique aqui.

Bahia: Capoeira Angola – Resistência de um Povo

Capoeira Angola – Resistência de um Povo” é o tema do evento que vai apresentar a filosofia, ética, hierarquia e principais diferenças entre a capoeira de Angola e a regional, entre 19 e 24 de janeiro.

O XX Evento da Escola de Capoeira Angola Irmãos Gêmeos, de mestre Curió, é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult), através da Fundação Gregório de Matos, e o Ministério da Cultura.

O anfitrião será Jaime Martins, o mestre Curió, que com 71 anos ainda pratica e dá aulas de capoeira. O evento será realizado na Escola de Capoeira Angola, sediada no Pelourinho. Os interessados devem fazer as inscrições através do telefone: 71 3321-0396 ou pelo e-mail [email protected]

Fonte: http://www.imbui.com.br