Blog

confederação

Vendo Artigos etiquetados em: confederação

Documento não contempla profissão de capoeirista

Apesar de o documento ter dois artigos fomentando a valorização da capoeira, ele não atende o público que mais depende do esporte: os profissionais.

Valdenor dos Santos, presidente da Confederação Internacional de Capoeira, explica que é necessário regulamentar a profissão.

O estatuto versa sobre o reconhecimento em todas as modalidades em que ela se manifesta: “seja esporte, luta, dança ou música”, mas não contempla quem depende da capoeira para sobreviver. A única exceção é a parte em que estipula o ensino facultativo em instituições públicas e privadas “pelos capoeiristas e mestres tradicionais, pública e formalmente reconhecidos”, sem definir quais são esses critérios.

A proposta de Santos é desvincular a capoeira da educação física e criar um conselho próprio para regulamentar a profissão.“Nossa expectativa é que o Congresso nacional vote a lei da regulamentação do capoeirista”, explica o mestre, referindo-se ao Projeto de lei 031/09 de autoria do Deputado Arnaldo Farias de Sá.

O projeto ainda está em tramitação no Legislativo, mas já é certo que não poderá exigir inscrição na Confederação Brasileira de Capoeira (CBC). O motivo da proibição é a CBC ser uma instituição privada e a inscrição obrigatória feriria o direito constitucional do exercício livre de qualquer profissão.

Fonte USP: http://www.jornaldocampus.usp.br/

Do quilombo ao Leblon

Na semana em que comemoramos os 120 anos da Lei Áurea, a coluna “Histórias do Rio” visitou um lugar na Zona Sul da cidade que guarda a marca dos abolicionistas. O repórter Márcio Gomes foi até o Alto Leblon, onde no fim do século 19 foi criado um movimento de resistência à escravidão. ( Para ver o vídeo da matéria, clique aqui )

O som que invade as ruas estreitas e íngremes do Alto Leblon ecoa pelo tempo. O instrutor de capoeira Leonardo Dib Boiadeiro sabe que, mais do que ensinar a ginga, está mantendo uma tradição que começou aqui no século 19.

A história do Quilombo do Leblon veio à tona quando o escritor Eduardo Silva lançou o seu livro “As Camélias do Leblon e a abolição da escravatura – uma investigação de história cultural”. Na ocasião o instrutor de capoeira Leonardo Dib conhecido como Boiadeiro, estava desenvolvendo um trabalho de capoeira e valorização da cultura afro brasileira nas dependências do Clube Campestre da Guanabara. Ao tomar conhecimento do livro percebeu que o espaço onde estava atuando estava intimamente ligado as suas propostas de trabalho. Assim começou o projeto Camélias do Leblon. Em sua primeira edição que foi realizada no dia 13 de maio de 2006 o capoeirista realizou o plantio de uma Cameleira para marcar o retorno das “Camélias da Liberdade”. O evento foi seguido de apresentações de Jongo, Capoeira, Samba de Roda, Maculêlê e uma feijoada, desde então sempre no dia 13 de maio é realizado o “Camélias do Leblon” que este ano homenageou em sua 3ª edição o grande poeta negro, Solano Trindade, que faria 100 anos.

Solano Trindade era poeta, pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife, capital de Pernambuco. Era filho de Manuel Abílio, mestiço, sapateiro, e da quituteira Merença (Emerenciana). Estudou até completar um ano de desenho no Liceu de Artes e Ofício. A partir de então, começa a escrever.

Solano Trindade foi o poeta da resistência negra por excelência.

História:

Quilombo na Zona Sul produzia as camélias, símbolo do movimento abolicionista

Existia no Alto Leblon, no século XIX, um "sítio encantador, de cujo plateau se descortinava um dos mais belos e dos mais empolgantes panoramas (…), em cujo meio vicejavam camélias brancas, aparecidas nas festividades promovidas com escopos liberatórios", na época do movimento da Abolição da escravatura no Brasil. Era na verdade, segundo o depoimento do jornalista Brício Filho, "a afamada chácara – batizada sob o nome de Quilombo do Leblon – benéfico esconderijo dos perseguidos pela ferocidade dos escravocatas". A história desse pequeno, mas fundamental quilombo – criado numa época em que havia centenas de outros no país, formados por escravos que naqueles anos fugiam em massa de seus senhores – é contada pelo historiador Eduardo Silva em As camélias do Leblon e a abolição da escravatura – Uma investigação de história cultural (Companhia das Letras), que será lançado na Bienal do Livro (entre 15 a 25 de maio).

Pela primeira vez, os segredos da camélia, o símbolo do movimento abolicionista, são desvendados. Quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, ganhou de presente dois buquês de camélias: um de flores artificiais, da Confederação Abolicionista, e outro de flores naturais, cultivadas pelos negros do Quilombo do Leblon. Quem a presenteou foi o dono da chácara subversiva, o comerciante de malas José de Seixas Magalhães, um português que mantinha uma loja na elegante Gonçalves Dias. Na sua pesquisa, Silva, historiador da Casa de Rui Barbosa, logo viu que o mistério das camélias nunca seria desvelado se ele não destrinchasse as atividades clandestinas do quilombo que Seixas protegia, na então bucólica Zona Sul do Rio.

– Foi um quilombo fundamental para a assinatura da Lei Áurea – afirma o historiador, que começou a se interessar pelo assunto quando reparou, certo dia, com olhar de suspeita, os três pés de camélias do jardim da casa de Rui Barbosa, até hoje no mesmo lugar onde floresciam, com sua beleza desafiadora, quando o eminente intelectual lá vivia: dois na frente, avistados por quem passa pela São Clemente, e outro embaixo da janela do quarto dele.

Assim como eram uma senha para os abolicionistas se identificarem, exibidas na lapela, as camélias foram a porta que o historiador abriu para se lançar na pesquisa sobre o quilombo, que teve, como conta o livro, uma ligação secreta com a influente Confederação Abolicionista. O jornal A Gazeta da Tarde, chefiado por José do Patrocínio, era o órgão oficial da Confederação, que "por detrás dos panos ajudava a organizar e a manter o Quilombo do Leblon".

– É importante fazer essa ligação entre a elite, que defendeu a Abolição no Parlamento e nos jornais, com a luta dos negros, nos quilombos. A Abolição foi uma conquista, não uma benesse da princesa. Foi a elite e o povão negro que fizeram a Abolição – diz Eduardo Silva.

Sendo flores delicadas e "cheias de melindres com o sol dos trópicos", segundo o historiador, as camélias exigiam técnicas modernas e cuidados especiais: para o seu cultivo, "somente um trabalhador livre de todas as amarras".

– Ninguém tinha levado tão a sério o simbolismo das camélias, a ponto de estudá-lo. Mas, por trás do simbolismo, está o Quilombo do Leblon. Para pesquisar algo tão secreto, só mesmo encontrando uma porta, como foram as camélias da casa de Rui Barbosa no meu caso. É um livro bem pequeno (140 páginas, boa parte de apêndices), mas deu muito trabalho. Para mim, foi também uma revelação – conta Silva.

O quilombo das camélias é mencionado en passant em cartas, como na correspondência entre Seixas e Rui Barbosa, citado em charges de Ângelo Agostini – muitas das quais ilustram o livro -, descrito em depoimentos orais que tiveram alguma forma de registro. Até a literatura ajudou Silva. Em A conquista, Coelho Neto, que trabalhou na Gazeta da Tarde, escreve que "para os lados da Gávea, em frente ao mar, havia um quilombo mantido pela Confederação Abolicionista e, no escritório da Gazeta da Tarde, (…) negros e negras sentados melancolicamente fumavam esperando que lhes dessem destino".

Diferentemente da maior parte dos quilombos, que Silva chama de "quilombos-rompimento", lugares para onde os escravos fugiam para se esconder e morar, o Quilombo do Leblon seria do tipo abolicionista, que contava com a proteção de pessoas influentes. Rui Barbosa, que lançou em 1869 a tese de que a escravidão era ilegal, foi uma dessas pessoas, segundo os indícios levantados por Silva. O livro mostra que a tese de Barbosa fez a Abolição, no Brasil, ser decretada sem indenização aos proprietários de escravos. Outro quilombo-abolicionista seria o de Jabaquara, em Santos, organizado em terras cedidas por um abolicionista, abrigo para milhares de negros.

Nova história do negro muda Brasil pela raiz: Ação de José do Patrocínio e de André Rebouças e o destemor dos escravos foram decisivos para a Abolição

Resgatar a história dos quilombos, segundo Eduardo Silva, é uma maneira de modificar o Brasil pela raiz.

– É humilhante para os negros, na sua condição atual, dizer que eles não tiveram papel na Abolição. Porque eles tiveram um papel preponderante. O lado subversivo do abolicionismo, esse lado secreto, tem de ser destacado. O fim da escravidão foi conquistado. E a elite negra, liderada por José do Patrocínio e André Rebouças (engenheiro que foi tesoureiro da Confederação Abolicionista), desempenhou papel muito importante. Eles influenciaram a princesa Isabel e ela adotou, corajosamente, a causa abolicionista – diz o historiador.

Com o respaldo dos abolicionistas, aumentou o destemor dos negros.

– Os escravos fugiam em massa. As fazendas amanheciam vazias – destaca Silva.

Curiosidade sobre os quilombos cresceu em 1988
A curiosidade sobre os quilombos, no Brasil, tem crescido desde a Constituição de 1988, que reconheceu, no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, o direito à posse da terra de remanescentes de quilombos. Em alguns casos, há comunidades negras que vivem há 300 anos em seus lotes. Eram pessoas que permaneciam invisíveis para a sociedade e que passaram a se reconhecer e a se identificar, orgulhosamente, como quilombolas. Sua história, que também estava invisível, começa a ser contada. Nas biografias de Patrocínio, por exemplo, não há referência ao Quilombo do Leblon.

– É uma história invisível, até porque eles não queriam ser descobertos. Mas isso mudou de forma perceptível. É por isso que cada geração precisa reescrever a História. O movimento negro avançou muito, e isso é um sinal da transformação da sociedade brasileira – destaca Silva, que em As camélias do Leblon sugere muitas outras pesquisas a serem feitas sobre quilombos e mocambos.

No momento em que os quilombolas travam batalhas judiciais pela posse de terras, o livro de Eduardo Silva ganha um contorno social.

– Eu tenho esse compromisso. É preciso fazer a política de ação afirmativa no sentido simbólico, porque os negros não entraram na nossa História – destaca o historiador, autor de Dom Obá II d’África, o príncipe do povo, no qual conta a história do príncipe africano que foi um personagem pitoresco do Rio, no fim do Império, muito ativo na conquista da sua liberdade. – O que tento fazer, e isso também no livro sobre dom Obá, é contar a nova história do negro, porque ele foi um agente ativo na História. É impossível, hoje, continuar a se ter a interpretação tradicional. É preciso rever o racismo entronizado na nossa História.

E como sinal de que a releitura do passado pode mudar a cultura popular, a história de dom Obá, embora tenha sido tema de uma tese de doutorado, inspirou o samba da Mangueira de 2000. Se Zumbi é símbolo de luta pela liberdade, não pode ser considerado um símbolo do movimento abolicionista. Já a nova história dos quilombos pode ajudar a compreender o papel dos negros naquele momento crucial da História do Brasil.

Fonte: http://rjtv.globo.com/

C.B.C: I Convenção Nacional de Capoeira 2007

Convocação:
 
O Vice-Presidente Desportivo e Vice-Presidente Cultural da Confederação Brasileira de Capoeira, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, vem por meio desta convocar os presidentes de federações, ligas regionais, municipais e diretores de entidade, a participarem da I CONVENÇÃO NACIONAL DE CAPOEIRA 2007 a se realizar nos dias 31/08/07 A 02/09/07 das 9:00h às 19:00h, Salvador-BA, para debater sobre os seguintes temas:
 
01 – Desafios e Perspectivas Futuras para a Capoeira;
 
02 – Congresso Técnico Desportivo;
 
03 – Projeto Ginga Brasil;
 
04 – Assuntos gerais;
 
Brasília, 20 de julho de 2007.
 
Presidência
C.B.C
 
PROGRAMAÇÃO
 
1. Atividades e Cronograma
 
31/08/07 (sexta-feira)
09:00h Cadastramento e recepção dos convidados e presentes;
17:00h – Internacionalização da Capoeira – “Globalização”;
Amostra de Vídeos
18:00h – Abertura
Apresentação de Autoridade e demais participantes;
 
01/09/07 (sábado)
09:000h – Palestra sobre a Capoeira Angola (Mestre Augusto Januário/ Ms. Santa Rosa);
10:00h – Palestra sobre Ética na Capoeira (Ms. Josevaldo Lima de Jesus);
10:30h – Mesa redonda com os Mestres e Dirigentes;
12:30h – Parada para o almoço;
14:00h – Explanação sobre o Projeto Ginga Brasil;
16:30h – Debates;
18:00h – Encerramento.
 
02/09/07 (domingo)
09:30h – Apresentação Proposta Técnicas de Arbitragem (Dirigentes);
12:00h – Almoço;
14:00h. Continuação;
17:00h – discussões sobre a calendário 2008 (proposta e perspectivas);
18:00h – Encerramento.
 
03/09/07 (segunda-feira)
09:30 – Avaliação da Convenção (Comissão de Avaliação Convenção)
 

A Confederação Brasileira de Capoeira é entidade nacional de administração desportiva. Foi fundada em 23 de outubro de 1992, e é hoje a única a ser reconhecida pelo Comitê Olímpico Brasileiro – COB. Filia-se à recém-criada Federação Internacional de Capoeira – a FICA.

Quem e quando inventou a Graduação?

Irapuru Iru Pereira, colunista do Jornal do Capoeira, lança um desafio interessante à nossa comunidade capoeirística: QUANDO PASSAMOS A USAR Corda, Cordel ou Cordão?
Nós sabemos que Mestre Bimba, em determinado momento, instituiu o uso de Lenços de Seda, com variadas cores em função "do grau" de cada aluno.
 
Mas a questão é: Quando passamos a usar as cordas e variantes como graduação?
Em que momento se deu esta "instituição"?
Isto teria acontecido ainda na Bahia, ou é resultado do Regulamento Nacional de Capoeira, organizado por Damianor Ribeiro de Mendonça, no Rio de Janeiro, em 1972, quando a capoeira estava sob a tutela da Confederação Brasileira de Pugilismo? Ou seria ainda que os capoeiras paulistas, inspirados por outras artes marciais – que adotavam faixas como graduação – acabaram "colocando na cintura" suas graduações de mestres?
 
 
A matéria do camarada Irapuru Iru, intitulada "Maranhão – E A CORDA, QUEM INVENTOU?" está disponível no www.capoeira.jex.com.br 
 
 
Vamos ver que "jogo dá" esta pesquisa!

Capoeira Paulista se Reune para discutir Jogos Regionais

O Governo do Estado de São Paulo convoca entidades representativas da Capoeira Paulista com o intuito de estabelecer critérios para os Jogos Regionais
São Paulo reúne ENTIDADES DE REPRESENTAÇÃO ESTADUAL DA CAPOEIRA
 
De parabéns São Paulo, pela iniciativa e, sobretudo, pelos bons resultados.
Iniciativa da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer, bons resultados obtidos graças à coordenação hábil do Sr. Antonio Carlos Pereira,  Divisão de Esporte da Coordenadoria de Esporte e Lazer da mencionada  Secretaria.
Ainda não foi desta vez, entretanto, que a Capoeira começou a ser discutida em seus aspectos mais transcendentais.  Mas, temos certeza, que este momento não tardará.
Entendemos até, é importante que fique claro,  que a estratégia do Governo está muito certa:  pautar apenas um assunto,  no caso a presença da Capoeiragem nos Jogos Regionais.
À medida que as lideranças da capoeira forem aprimorando suas propostas e  a capacidade de bem discutir em assembléia, aí sim, o Governo do Estado poderá até coordenar reuniões mais abrangentes, onde todos os ricos aspectos desta fascinante e multifacetada Arte Afro-Brasileira da Capoeiragem serão discutidos.
Vários excelentes subprodutos, tenho certeza, surgirão nesta segunda fase, inclusive, a elaboração e lançamento itinerante, pelo Estado a fora, de um  "Álbum dos Mestres e Capoeira em São Paulo". "Álbum" que, na realidade, será um grande Diagnóstico da Capoeira em São Paulo, sem um diagnóstico desse, vale sempre lembrar,  todo e qualquer projeto de capoeira, por definição, será sempre casuístico, capenga e efêmero.
 
Voltemos à reunião.
Além do Professor Antonio Pereira, Coordenador de Esporte e Lazer, dois assessores da Secretaria de Estado da Juventude Esporte e Lazer, as seguintes entidades capoeirísticas se fizeram representar: 1. Federação Internacional de Capoeira,  FICA (Doutor-Mestre Sergio Vieira, presidente);  2. Federação de Capoeira do Estado de São Paulo,  FECAESP (Mestre Tim); 3. Federação Paulista de Capoeira, FPC (Mestre Valdenor);    4. Liga Nacional de Capoeira (Mestre Marcial);  5. Órgão Supremo Administrativo da Capoeira,  OSACABRAC (Mestre Marquinhos);   6. Sindicato do Capoeira  (Mestre Da Bahia); 7. Associação Brasileira da Capoeira, ABRACAP (Mestre Helinho); 8. Ricardo Urbano Saliba (Grupo Candeias) e o Jornal do Capoeira (Editor: Miltinho Astronauta).
 
A situação, todos reconheceram, é no mínimo curiosa, um órgão Internacional  ("FICA")
realizando funções que seriam mais adequadamente alocadas a um órgão estadual ou, no máximo, a um órgão federal. Por acaso a sede deste órgão internacional fica em São Paulo, mas, apenas para demonstrar o absurdo, institucional e gerencial desta "ingerência",  bastará o leitor imaginar a FICA coordenando diretamente um evento em Viterbo, na Itália. Ora, se Viterbo tem, como tem, várias academias de capoeiras, se a Itália tem, como tem,  uma Federação Italiana de Capoeira, não caberá jamais a um órgão internacional se intrometer em tais eventos. Cabe sim, a FICA exercitar uma intensa interação com as entidades a ela filiadas, quais sejam, as federações nacionais.  A menos que se queira violentar um dos mais consagrados princípios da Administração " o alcance de controle. Por oportuno, colocamos este Jornal a disposição da FICA para que ela publique o que, até hoje ninguém sabe com muita precisão:  os nomes, os endereços e a diretoria de todas as federações nacionais formalmente filiadas a FICA, com o registro público de cada uma dessas federações.
A principal consenso, tanto por parte do Governo Estadual, quando por parte das entidades ali representadas, é que é necessário a realização de um Congresso Técnico para elaborar um novo Regulamento que contemple a visão de todos os representantes. De modos que o regulamento não seja exclusivamente "com a cara" da FICA/CBC. E, é claro, que para que este novo regulamento seja proposto, não haja necessidade de filiação por parte das demais entidades à FICA e Confederação Brasileira de Capoeira.
A despeito desta situação inusitada, a reunião admitiu que, ainda este ano, a FICA estará à frente dos Jogos Regionais, especialmente no que tange a treinamento de árbitros. O que, seguramente, levantará uma questão muito razoável: e a Confederação Brasileira de Capoeira,  não "apitará" nada?
Não que haja um consenso sobre ela (a Confederação Brasileira de Capoeira), mas, nos demais esportes,  se me permitem uma linguagem de esquina, "é assim que a banda toca".
Enfim, todos os caminhos e, sobretudo, todos os problemas, apontam na direção da necessidade de se fazer um grande Diagnóstico da Capoeiragem em São Paulo e no Brasil.
Relevem a repetição. De parabéns está o Governo Estadual por abrir este canal de diálogo entre as diversas entidades de representação da Capoeira no Estado de São Paulo.
 


Miltinho Astronauta
 
Jornal do Capoeira, abril – 2005  – www.capoeira.jex.com.br

Confederação Brasileira de Capoeira

CBC TEM NOME PRESIDENTE

No auditório do Ministério do Esporte em Brasília dia 12 de Janeiro as 16h, tomou posse da Presidência da Confederação Brasileira de Capoeira, o Sr. Gersonilto Heleno de Sousa, conhecido na capoeira como Mestre Neguinho e também Presidente da Associação de Capoeira Novos Baianos.

A assembléia se deu nos dias 11 e 12 e contou com representantes de várias federações, ligas e associações e que apostaram em um futuro promissor desta entidade nesta nova gestão. Ficou definido os seguintes cargos:

Vice-presidente Planejamento Ricardo de Amapá; Vice-presidente Cultura Augusto Januário da Bahia; Vice-presidente Administração Ely Carvalho de Goiás; Os demais cargos serão constituídos posteriormente. O atual presidente promete abrir a CBC para todos os praticantes de capoeira do país e criar uma nova política de adesão à entidade, com intuito de somatizar e consolidar a família capoeira.

Gilvan Alves de Andrade – Ms. Gilvan/DF

Assessoria de Comunicação
Brasília 12 de fevereiro 2005