Blog

cortejo

Vendo Artigos etiquetados em: cortejo

FCP celebra o 20 de novembro na Serra da Barriga-AL

A programação, que inclui cortejos, oficinas, shows e apresentações culturais, será encerrada com um show do cantor e compositor Martinho da Vila

A Fundação Cultural Palmares – MinC (FCP) preparou uma programação especial para as 10 mil pessoas que devem visitar o município de União dos Palmares, em Alagoas, até 20 de novembro – Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. De 17 a 20 de novembro, os visitantes poderão participar de cortejos, oficinas, shows e apresentações culturais que vão celebrar a data mais importante do calendário afro-brasileiro.

De acordo com Hilton Cobra, presidente da FCP – MinC, o intuito da programação, além de celebrar a data, e provocar discussões sobre cultura e estética negra. “Nós acreditamos que a arte e a cultura também são totalmente capazes de eliminar as barreiras da desigualdades e promovem a inclusão. A nossa população precisa disso”, afirma.

Sem barreiras geográficas – Jovens negras e negros de União dos Palmares e Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, vão transpor barreiras geográficas para trocar experiências sobre como eles se organizam na área cultural e em busca de políticas públicas nas duas cidades. É o Escambo Cultural: de Ceilândia à União dos Palmares, que acontece no dia 17, às 14h.

De acordo com Lindivaldo Júnior, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da FCP – MinC, a ação também está vinculada ao plano Juventude VIVA, programa do Governo Federal que visa à prevenção à violência contra a juventude negra. “O nosso encontro é uma forma de responder as últimas notícias que apontam que 35,2% das vítimas de homicídios ocorridos no Brasil em 2011 eram homens negros entre 15 e 29 anos”, aponta.

“Nós não vamos discutir questões de segurança pública, mas vamos buscar soluções dentro da cultura. Como os jovens de União dos Palmares estão se organizando para vencer as estatísticas? Quais ações os jovens de Ceilândia estão desenvolvendo? É isso que queremos descobrir”, completa Lindivaldo.

Corpo, cor e movimento – Entre os dias 18 e 19, a cultura negra, nas mais diversas formas e expressões, vai invadir União dos Palmares. Serão ministradas as oficinas “Juventude Negra: Corpo, Cor e Movimento”, que exibirão movimentos de Hip Hop e Breack, técnicas de discotecagem, conceitos de estética negra e movimentos de dança afro. Além dos encontros, o evento “Resistência Negra em Cortejo” levará aos moradores desfiles de afoxés de Alagoas e Pernambuco que sairão em cortejo até a Praça da Matriz.

O grande dia – A grande celebração será realizada no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga. O Parque, que é uma referência ao Quilombo dos Palmares – o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de escravos das Américas – será palco de atrações que têm como objetivo conscientizar, promover e valorizar as diversas artes e culturas afro-brasileiras.

O banho de cheiro realizado por religiosos de matriz africana inicia as atividades do dia, que contará ainda com cortejo sagrado e a cerimônia de depósito de flores na Lagoa Encantada dos Negros. O rito vivencia as religiosidades afro-brasileiras, ainda vítimas da intolerância religiosa, alimentada pelo ranço do racismo estrutural no país. “As celebrações reverenciam a memória do líder negro Zumbi dos Palmares, morto pelo escravismo e pelo racismo que continua na vida da população brasileira”, pontua Cobra.

Apresentações de tradições culturais,rodas de capoeira e oficinas fazem parte da agenda do dia, que será encerrada às 20 horas com o show de um dos principais nomes do samba,o cantor e compositor Martinho da Vila, que canta sucessos como “Canta, Canta Minha Gente”, “Mulheres” e “Madalena do Jucú”.

Confira a programação completa:

FCP celebra o 20 de novembro na Serra da Barriga-AL

Culto à memória: Xangô Rezado Alto celebra a Memória do conhecido “Quebra de 1912”

Na próxima quarta, 01 de fevereiro, uma importante página poderá está sendo escrita na história de Alagoas, enquanto outra será virada. Há 100 anos um dos episódios mais tristes do estado estava em curso, com a destruição de todas as casas de matriz africana de Maceió, o que causou feridas que até hoje estão abertas e com as quais convivemos e sofremos.

Da destruição e perseguição dos seguidores e admiradores da cultura afro-brasileira, muitos se sentiram obrigados a abandonar sua cidade e mudar-se para outros estados, ajudando a desenvolver sua cultura em novos ares em estados como Pernambuco e Bahia.

Para marcar esse centenário e trazer a discussão sobre a intolerância religiosa e cultural, a Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) realiza neste ano o projeto Xangô Rezado Alto, uma referência antagônica do que ficou conhecida a prática de se celebrar seus ritos com os atabaques sendo tocados timidamente, ou simplesmente baixo, o que ficou conhecido por “xangô rezado baixo”.

A ideia surgiu de uma série de fatos e ações desenvolvidas por seguidores, populares, estudiosos e admiradores da cultura afro em Alagoas, como os professores universitários Edson Bezerra, Rachel Rocha, Clébio Araújo e do saudoso Marcial Lima, quando estava a frente da Fundação Municipal de Ação Cultural em meados dos anos 2000. Outros dois movimentos lembrando o episódio ocorreram em 2006 e 2007, sempre com a participação popular, mas ainda com pouca força.

O projeto “Xangô Rezado Alto – o centenário do Quebra” surgiu de uma inquietação da nova gestão da UNEAL, hoje representada pelo reitor Jairo Campos e do vice-reitor Clébio Araújo, que procurou à época (2010) o consultor para projetos culturais, Vinícius Palmeira, para formatação e tramitação do projeto no Ministério da Cultura, culminando, no fim de 2011, na aprovação e liberação de recursos federais oriundos do Fundo Nacional de Cultura.

Logo em seguida as Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas foram convidadas a participar do projeto, e assim uma forte aliança entre a academia e o popular foi formada, em prol de uma das maiores manifestações culturais que o estado já viu, não para protestar ou festejar, mas para celebrar a memória, com paz, de um fato determinante para a formação histórico-cultural do alagoano neste último século. Além de uma grande rede de parceiros que aderiram ao projeto como UFAL, Federações e Comunidades Terreiros de Alagoas, CESMAC, Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, ITERAL, IHGAL, IPHAN, Secretaria de Estado da Educação, BRASKEN, Articulação da Cultura Popular e Afroalagoana e IZP.

“Esse é um projeto fundamentado em diversas ações realizadas por nós e tantas outras pessoas, há pelo menos 07 anos junto ao movimento negro e manifestações culturais de matriz africana em Alagoas e isso só se concretizou graças à união de todos”, explicou o vice-reito da UNEAL, Clébio Araújo.

Segundo o Reitor Jairo de Campos, “A UNEAL vive um momento de maior aproximação com a comunidade e os movimentos sociais, e esse episódio é bastante emblemático, por isso pretendemos dar mais visibilidade às manifestações de cultura negra em Alagoas e buscamos no Ministério da Cultura o apoio financeiro para isso, com uma contrapartida nossa e juntamente com outros parceiros. Desta forma, assim, podermos demonstrar o poder de reação e resistência, elevando a auto-estima do povo alagoano, num trabalho que iniciou-se em outubro de 2010 e que agora colocamos em prática”.

O projeto inicia-se nesta próxima quarta (01), mas se estenderá até o mês de maio com ações como seminário, congressos, prêmio cultural etc… pondo em discussão tudo que cerca, não só o fato do “quebra” em si, mas também os anseios e necessidades de todo um movimento sócio-religioso e cultural.

 

O Cortejo

 

No dia 01 de fevereiro acontecerá um grande cortejo reunindo babalorixás, yalorixás, ogãs, artistas, grupos, admiradores e populares que juntos sairão, vestidos de branco, às 15h da Praça D. Pedro II (Praça da Assembleia), percorrendo a Rua do Sol, fazendo duas homenagens: uma à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que nasceu capela, e foi edificada por iniciativa dos negros em 1820; e outra homenagem ao prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) onde hoje está guardada a Coleção Perseverança, composta de peças que escaparam ao fogo à época e foram recolhidas pelos pesquisadores Abelardo Duarte e Théo Brandão junto à Sociedade Perseverança e Auxílio dos Empregados do Comércio de Maceió, onde ficaram guardadas durante décadas,compondo hoje o acervo do IHGAL.

Após essas homenagens o cortejo seguirá para a Praça Mal Floriano Peixoto (Praça dos Martírios) onde uma grande congregação cultural acontecerá, após a realização de um fato inédito na história do Brasil, quando o Governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, assinará um ato onde, oficialmente, o Governo de Alagoas pedirá perdão às comunidades terreiros e ao povo alagoano pela barbárie cometida em 1912. Não se tem registro de nada parecido. Um chefe do executivo estadual pedindo perdão por um ato de extrema crueldade e intolerância religiosa. “Não há dúvidas que este será um fato que ficará para a história, pois pela primeira vez o governo estará reconhecendo a violência praticada no passado, dando-lhe um caráter oficial, e ao mesmo tempo, pedindo perdão por isso”, constata o Antropólogo e Sociólogo Edson Bezerra, estudioso do assunto e um dos incentivadores e colaboradores de todo esse movimento.

Após esse ato oficial segue uma programação cultural que se estende também ao dia seguinte, conforme a programação abaixo:

 

Dia 01 de fevereiro

18h – Hip hop – Guerreiros Quilombolas

19h – Afoxé Oju Omim Omorewá

20h – Wilma Araújo “70 anos de Clara Nunes”

21h- Igbonan Rocha em “Coisa de Nêgo”, com participação especial da Escola de Samba Girassol

22h- Orquestra de Tambores

23h- Vibrações

 

Dia 02 de fevereiro

Praça Mal. Floriano Peixoto (Praça dos Martírios)

17h- Banda afro Gifá Lomin

17:30h– Malungos do Ilê

18h- Maracatu Raiz da Tradição

18:30h- Projeto INAÊ

19h – Guerreiro Vencedor Alagoano (Mestre Juvenal)

19:30h-Afoxé Odô Iyá

20:30h- Jurandir Bozo com o show “Pros pés”, com participação dos grupos de coco de roda “Xique-xique”, do Jacintinho e “Pau-de-arara”, da Pitanguinha

21:30h- Mariene de Castro (BA)

 

Segundo a organização, a ideia é que essa celebração aconteça anualmente, como lembra o Diretor Geral do projeto, Vinícius Palmeira: “O que queremos é que essa data se firme no calendário de eventos de Alagoas para que possamos dar mais visibilidade ao movimento, mas também contribuir para o aumento da auto-estima do alagoano… pois o que queremos é criar a Noite do Xangô Rezado Alto”, concluiu.

Quem quiser mais informações, é só acessar o blog do projeto, que já se tornou em pouco tempo, uma ferramenta essencial de pesquisa sobre o tema: www.xangorezadoalto.blogpost.com

 

Para entender o Quebra

 

Por Rachel Rocha*

 

O episódio conhecido como Quebra de Xangô foi um ato de violência praticado em 1º de fevereiro de 1912 contra as casas de culto afrobrasileiras de Maceió e que se estendeu pelo interior de Alagoas. Naquele dia, babalorixás e yalorixás tiveram seus terreiros invadidos por uma milícia armada denominada Liga dos Republicanos Combatentes, seguida por uma multidão enfurecida, e assistiram à retirada à força dos templos de seus paramentos e objetos de culto sagrados, que foram expostos e queimados em praça pública, numa demonstração flagrante de preconceito e intolerância religiosa para com as nossas manifestações culturais de matriz africana.

Esse evento, que intimidou o povo de santo e suas práticas nas décadas subsequentes proporcionou o surgimento de uma manifestação religiosa intimidada, denominada Xangô Rezado Baixo, uma modalidade de culto praticada em segredo, alimentada pelo medo, sem o uso de atabaques, e animada apenas por palmas. Essa violenta ação contra o povo de santo tem repercussões contemporâneas e pode ser apontada como uma das fortes causas da invisibilidade de uma prática religiosa que é extremamente expressiva na capital e no interior de Alagoas, pois as pesquisas de estudiosos do tema apontam para a existência de cerca de 2 mil terreiros em todo o Estado.

O evento que hoje celebramos em memória ao episódio do Quebra dos terreiros, denominado Centenário do Quebra – Xangô Rezado Alto, recupera esse passado e reivindica da população alagoana e dos poderes públicos constituídos, atenção e compromisso para com as causa das populações afro-descendentes que não podem, não devem e não irão mais se intimidar frente às injustiças históricas praticadas no passado e que relegaram nossa população afrodescendente a situações de exclusão e de extrema dificuldade.

Por isso Xangô Rezado Alto, para que nunca mais em Alagoas, as comunidades afroreligiosas se sintam intimidadas ou envergonhadas de professar sua religião que é um grande e reconhecido contributo para a formação da cultura alagoana e que muito nos orgulha.

 

*Rachel Rocha (Jornalista, Antropóloga, professora e Vice-reitora da UFAL)

 

Serviço:

Xangô Rezado Alto

Dia 01/02

Cortejo a partir das 14h, da Praça da Assembleia

Praça dos Martírios

Assinatura do pedido oficial de perdão do Governo do Estado

Apresentações artísticas

Dia 02/02

Praça dos Martírios

17h- Apresentações artísticas locais

21:30h Show com Mariene de Castro

 

Informações: (82) 3315-7892

www.xangorezadoalto.blogpost.com

Barra da Coroa: Capoeira & Roda da Amizade

CAPOEIRAS  DE BARRA  DO CORDA FAZEM RODA DA AMIZADE

Os moradores  das proximidades do Morro do Calvário, Centro e Altamira de Barra do Corda, foram surpreendidos na tarde de 31 de dezembro, por uma manifestação singular,  era o cortejo de capoeiras que subiam o   Calvário para realizarem a  segunda edição da Roda da Amizade.

De berimbaus e outros instrumentos de capoeira em punho, os mais de cem capoeiristas de Barra do Corda que participaram da manifestação,  se concentraram na Praça Maranhão Sobrinho, no Centro da cidade e com a alegria da vibração  de seus instrumentos, subiram o morro em cortejo. Na Porta da Igreja,  realizaram a 2ª Roda da Amizade.

O objetivo da manifestação, é lembrar à sociedade cordina  a importância da   capoeira vivenciada em Barra do Corda. A inciativa foi do Grupo Angoleiros da Barra, o GABA Capoeira  Angola, mas contou  com a participação dos alunos do Trabalho Educacional  Roda Mundo-Capoeira Angola, da Secretaria Municipal de Educação de Barra do Corda, cuja coordenação é do professor Irapuru;  do Grupo Passos da Liberdade, do Bairro Altamira, encabeçado pelo Formado Papagaio e pelo Professor Mateus;  e do Mundo Capoeira do Bairro Tamarindo, que tem a frente o Contra-Mestre Macaco.

A  Roda da Amizade  teve início no reveion de 2009, e tem como objetivo principal promover a  confraternização entres os praticantes de capoeira de Barra do Corda, independente de estilo  ou  grupo, e lembrar que um dos maiores ensinamentos da arte capoeira, é a convivência e o respeito entre os diferentes.

O axé foi fortíssimo, e os capoeiras de Barra do Corda saudaram as conquistas de 2010,  tiveram suas energias renovadas para os desafios do ano de 2011 e demonstraram que Barra do Corda tem  inquestionável vocação para a Capoeira.

Bahia: Lavagem de Santo Amaro reúne 50 mil pessoas e 300 baianas

Especial de Santo Amaro da Purificação: A lavagem da escadaria da igreja matriz foi feita por baianas

Ao som de É D’Oxum tocado pela charanga, o cortejo formado por mais de 300 baianas de todas as idades, em trajes típicos, partiu levando o estandarte em direção à escadaria da Igreja da Purificação. Até crianças de colo ingressam na fé dos festejos e envergam seus trajes africanos para participar da Lavagem de Santo Amaro (a 71 km de Salvador), que aconteceu neste domingo, 31 na cidade mais famosa do Recôncavo baiano.

Muitos dos que acompanhavam as filhas e filhos-de-santo no pequeno trajeto empunhavam lanças de flor de cana-de-açúcar. “Venho todos os anos, desde que me entendo por gente, pedir as bênçãos de minha mãe. É ela quem me vale nos momentos de aperto e enche minha vida de graças”, declara Valdelice Antunes, dona de casa, 52 anos.

Fugindo do calor e  empurra-empurra da concentração para a saída, muitas baianas esperaram o cortejo já na igreja, com seus cântaros de água de cheiro. Alguns pais e mães-de-santo desde cedo ofereciam seu axé, com banhos de folhas, milho e pipoca, na escadaria.

Também representando a forte cultura negra do Recôncavo baiano, se apresentaram grupos folclóricos de maculelê e rodas de capoeira. De acordo com a organização do evento, representantes de 40 terreiros de candomblé diferentes marcavam presença na festa.

Após breve discurso do prefeito da cidade, Ricardo Machado, do pedido de paz da baiana Nicinha do Samba e da lavagem do adro da igreja matriz, a charanga levou os participantes até a  Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, onde as baianas fizeram as últimas oferendas.

Quem se encarregou de animar os foliões (estimados em 50 mil) na parte profana da festa foram as bandas Chita Fina, Tribahia, Banda Clã, Banda Cactus e On The Floor. A Timbalada e o grupo de pagode Saiddy Bamba comandaram o bloco Tô na Aba.

Nesta segunda-feira, 1º, quem faz show na cidade é: Odoiá, Namoro Novo e Frank e Alex. A festa segue até terça, 2, com Reizinho, Eduardo Alves, Seu Maxixe e Silvano Salles.

Este ano, a sambista Dona Edith do Prato, morta no ano passado, foi homenageada. Seu nome e rosto estampavam placas espalhadas pela cidade.

Dona Canô – Na porta de casa, dona Canô, 102 anos, sentada numa cadeira de rodas, aguardava. Ela que sempre esteve à frente dos festejos de Nossa Senhora da Purificação, este ano precisou se contentar em ser mera observadora da Lavagem de Santo Amaro.

Ao lado da filha Maria Bethânia, cercada de convidados, familiares e curiosos que se acotovelavam e tentavam fotografá-la, a matriarca da família Velloso só pôde ver a saída do cortejo das baianas e da charanga. Ainda que um pouco contrariada por não acompanhar a festa do jeito que gosta, dona Canô parecia animada.

Por conta de uma queda no início do mês, que lhe causou uma fissura no fêmur, pela primeira vez ela não participou das novenas iniciadas 26 de janeiro, nem da tradicional lavagem que acontecem todos os anos durante a Festa da Purificação de Santo Amaro. Diante da situação atípica, sua família montou uma espécie de camarote em frente à casa.

Fonte: A Tarde – http://www.atarde.com.br/

Fortaleza: Cortejo pelo Centro comemora o Dia do Patrimônio Cultural

Em comemoração ao Dia Estadual do Patrimônio Cultural, a Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult) realiza na tarde de quarta-feira, dia 30, o Cortejo dos Confederados. Reedição teatral, cívica e festiva da marcha dos condenados, o Cortejo resgata fatos que marcaram a vida do cearense e exalta as conquistas dos nossos heróis.

A ação faz alusão à Confederação do Equador – episódio marcante da nossa história – remetendo à participação do Ceará na Revolução Republicana de 1824, quando foi implantado, no Estado, um Governo Patriótico e Republicano, sob a chefia de Tristão Araripe. Vencida a revolução, os principais líderes foram executados pelas forças monarquistas, em fuzilamentos precedidos por cortejos que saíam da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção e seguiam pela Rua Conde D’Eu, Igreja do Rosário, Praça do Ferreira, Rua Floriano Peixoto, encerrando no então Campo da Pólvora, hoje Passeio Público.

Procurando rememorar as idéias e o heroísmo dos revolucionários de 1824, o Cortejo dos Confederados seguirá o mesmo trajeto do passado, fazendo paradas, com encenações, na 10ª Região Militar, Igreja da Sé, Museu do Ceará, Igreja do Rosário, Praça do Ferreira, Casarão Dr. José Lourenço e Passeio Público, onde serão encenadas as execuções.

A solenidade militar de degradação dos condenados será iniciada às 15h com a execução dos hinos do Brasil, do Ceará e de Fortaleza, salvas de canhão, toques de cornetas e fogos de artifício. O Cortejo sairá às 15h30min, com fogos e música. Apresentação de Maracatu, Capoeira e de uma cena relacionada com a libertação dos escravos no Ceará, acontecerá em frente à Igreja do Rosário. Já em frente ao Museu do Ceará e Palácio da Luz, será apresentado o Manifesto dos Confederados; na Praça do Ferreira, grupos indígenas executarão o Ritual do Torém e, no Sobrado Dr. José Lourenço, será feita outra encenação do Manifesto dos Confederados. De lá, o Cortejo seguirá para o Passeio Público, onde encerrará com grupo de atores e de grandes bonecos encenando os fuzilamentos de Padre Mororó, Ibiapina, Carapinima, Azevedo Bolão e Pessoa Anta.

Participarão do Cortejo o grupo Garajal, índios Tapeba, Escola de Samba Mocidade Independente/Bela Vista, Cia. Bate Palmas, Bumba-meu-boi Ceará (do Mestre Zé Pio), Quadrilha Paixão Nordestina, Caravana Cultural, Barraca da Amizade, Reisado Brincante Cordão do Caroá, Reisado SESC Nossa Senhora da Saúde, Grupo Formosura de Teatro, Viver Capoeira Mestre Índio, Ala dos Condenados, Linda Canalha e Maracatu Solar.

Serviço:

14h – Concentração dos Grupos em frente na 10ª Região Militar -Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção

15h – Início da Solenidade militar de degradação dos condenados, execução dos hinos do Brasil, do Ceará e de Fortaleza, salvas de canhão, toques de cornetas e fogos de artifício.

Assessoria de Imprensa da Secult:

Bianca Felippsen (bianca@secult.ce.gov.br – 3101.6759 / 8878-8805)

Natal: Primeiro Seminário da Consciência Negra no Município de Ielmo Marinho

Consciência negra foi discutida no município

A importância da cultura negra no município, costumes e tradições trazidos da África e o histórico da capoeira foram alguns dos temas abordados no Primeiro Seminário da Consciência Negra no Município de Ielmo Marinho.

O evento foi promovido pela prefeitura municipal, através da secretaria de promoção e bem estar social e os programas Casa da Família e Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Peti, acontecendo em duas etapas.

A primeira foi o seminário que discutiu as questões ligadas ao tema e a segunda, foi uma caminhada denominada de cortejo cultural, realizada na última semana, fechando a programação de eventos do mês de novembro.

Seminário

A psicóloga Tatiana Cunha que atende na Casa da Família, conta que o seminário foi realizado no último dia 20 durante toda a manhã. Na ocasião, foram discutidos vários temas ligados a cultura negra e sua importância, além também de mostrar um pouco das tradições que herdamos da África bem como um breve histórico da capoeira.

O evento que foi preparado cuidadosamente para o público infantil proporcionou ainda, uma palestra interativa, exposição de utensílios e elementos da cultura negra, roda de capoeira e produção de painéis.

Realizadas

Todas estas atividades foram realizadas na sede do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Peti e duraram toda a manhã. A iniciativa ganha um peso ainda maior pelo fato de Ielmo Marinho ser um dos municípios potiguares a possuir uma comunidade Quilombola que fica no distrito de Nova Descoberta.

Outra iniciativa realizada dentro do Primeiro Seminário da Consciência Negra no Município de Ielmo Marinho foi a realização de uma caminhada denominada de Cortejo cultural.

Cultura

Através dessa iniciativa , a programação que proveu a discussão sobre a cultura negra no município, foi encerrada. A caminhada saiu da sede do Peti, onde as crianças e todos os demais atendidos pelos programa sociais do município, juntamente com a população que foi aderindo ao cortejo, percorreu as principais ruas da cidade com destino a prefeitura.

Novas apresentações culturais marcaram o encerramento do cortejo cultural. Tatiana Cunha lembrou que o município de Ielmo Marinho, na gestão do Prefeito Germano Patriota, tem recebido o devido apoio a este tipo de iniciativa que promove a cultura e principalmente discute um tema tão presente em nossa sociedade nos dias atuais.

Objetivos

Este tem sido um dos objetivos da administração manter os alunos sempre atuais, sabendo qu está acontecendo e se preparando para um futuro melhor.

O prefeito Germano Patriota vem buscando desenvolver cada vez a educação com trabalhos sérios e fortes no sentido de que se tenha uma boa escola para estudar, professores qualificados, boa merenda escolar e ainda transportes de qualidade para que todos os alunos possam chegar aos colégios com facilidade e aprender a preparar-se para a vida.

Fonte: DN Online – www.dnonline.com.br

Aracaju: Cortejo folclórico na abertura do Projeto Verão 2006

Uma tradição na abertura do Projeto Verão, o cortejo folclórico este ano tem novidades. Na edição de 2006 do evento, os grupos folclóricos não estarão se apresentando no Centro da Cidade como em anos anteriores, mas na Passarela do Caranguejo, na Atalaia. A outra inovação é que a festa terá uma efetiva mistura de ritmos da cultura popular com a participação de grupos de Hip Hop, capoeira e quadrilha junina.
 
O cortejo folclórico que acontece hoje, dia 6, a partir das 19 horas, abre oficialmente o Projeto Verão 2006. Para este ano, com a mudança para a Passarela do Caranguejo, a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes (Funcaju), coordenadora do projeto, visou identificar o cortejo com o ambiente onde ocorre o evento: a praia de Atalaia. O local também é o principal ponto de encontro da população de Aracaju nos finais de semana, o que servirá como oportunidade para conhecer e ter um contato mais próximo com parte da cultura sergipana.
 
Estarão participando do cortejo: o grupo parafolclórico Peneirou Xerém (Aracaju), Reisado de Anúzia (Santo Amaro), Samba de Pareia da Mussuca (Laranjeiras), Samba de Coco (Barra dos Coqueiros), Grupo Muzenza Capoeira (Aracaju), Quadrilha Junina Abusados da Roça (Aracaju) e os grupos de Hip Hop: Ato Ofensor, Vozes do Belo, Resistência Negra e Familiativista.
 

Cortejo na abertura dos Jogos Quilombolas

Uma apresentação de capoeira da angola feita por integrantes do Projeto Raízes, da Secretaria de Justiça do Pará, abriu a programação do III Jogos Quilombolas, na Praça da Cultura, em Cametá, no final da tarde de domingo (20). Logo em seguida duas lideranças deram boas vindas aos  600 representantes de 170 comunidades quilombolas, de 22 municípios, que participam até a próxima sexta-feira do evento.

A programação continuou com chegada do grupo cametaense Bambaê do Rosário, um dos mais tradicionais da comunidade negra na região do Baixo-Tocantins. Eles mostraram a dança ritual, típica das comunidades Mola, Itapocu e Juaba, em Cametá, onde acontece a coroação do rei e da rainha nas festas de louvor à Nossa Senhora do Rosário. Os integrantes seguiram em cortejo pelas ruas da cidade, cantando e dançando ao som de maracás, em músicas que lembram lamento e adoração.

Os moradores foram para as janelas das casas acompanhar a passagem do cortejo que seguiu em direção à praça São João Batista, na orla da cidade. No meio do caminho foi inaugurada pelo Secretário Especial de Promoção Social Gerson Peres, um monumento comemorativo aos III Jogos Quilombolas de Cametá.

Lá foram entregues, três títulos definitivos de posse da terra para as comunidades quilombolas de São Manoel, Conceição do Mirindeua e Santa Maria de Tracateua, no município de Moju. O Programa Raízes, também repassou recursos no valor de R$ 450 mil para desenvolvimento de atividades de geração de emprego e renda nas comunidades quilombolas, como produção de farinha, apicultura e avicultura. O dinheiro também servirá para compra de equipamentos, barcos e máquinas agrícolas.Ainda no palco montado na praça, onze lideranças de comunidades negras foram homenageadas com placas comemorativas, pelo trabalho desenvolvido em prol da comunidade. Todos os homenageados fazem parte da velha guarda. Um deles fez o rito de passagem, entregando um colar para um jovem quilombola, que assumiu o compromisso de continuar a luta das comunidades remanescentes.

A cerimônia de abertura dos jogos encerrou com uma missa afro em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado ontem. Participam dos jogos, comunidades quilombolas de Abaetetuba, Acará,Alenquer, Ananindeua, Augusto Corrêa, Baião, Colares, Cachoeira do Piriá, Cametá, Capitão-Poço, Irituia, Mocajuba, Mojú, Óbidos, Oeiras do Pará, Oriximiná, Santa Isabel, Salvaterra, Santarém, São Miguel do Guamá, Tracateua e Viseu.

Fotografia – Paralelo a toda essa programação, foi aberta ontem a Exposição Fotográfica “Quilombos do Pará”, dos fotógrafos Paulo Sampaio e Carlos Penteado. Ela está funcionando no Salão da Paróquia São João Batista. As fotos mostram o cotidiano de diversas comunidades quilombolas do Pará. A exposição atraiu centenas de moradores na noite de ontem.

A programação dos III Jogos Quilombolas do Pará só encerra na sexta-feira (25). Até lá o publico cametaense vai poder assistir, durante o dia, disputas esportivas de capoeira da angola, futebol de campo, futebol de salão, vôlei de quadra, canoagem, futebol de areia, corrida, salto a distância, cabo de guerra e natação. A noite, na praça matriz da cidade, vão acontecer apresentações culturais de Ópera Cabloca (Cametá), Samba de Cacete ( Belém), Tambor de Crioula(Cachoeira do Piriá), Aiué (Oriximiná, Banguê Cinco de Ouro(Abaetetuba), Marambiré (Alenquer), Danças Afro (Acará), Boi de Porto Alegre (Cametá) e Dança do Gambá (Gurupá).

Durante toda esta semana, a Fundação Curro Velho estará oferecendo oficinas de Trança Afro, Confecção de Bijuterias com Beneficiamento de Sementes e Argila, Ritmo Afro, Brincadeiras de Jogos Infantis, Danças Nativas e Confecção de Estandartes. Ainda dentro da programação dos jogos quilombolas, vai acontecer o Circuito de Capoeira Angola na Cidade, Mostra de Gastronomia e Artesanato de Comunidades Quilombolas, lançamento do CD “Bumbarqueira- Cantigas de Quilombos de Cametá” e lançamento do Vídeo “ Terra de Negro 3”, sobre comunidades do Acará e Abaetetuba.

Ministério da Cultura destina R$1,85 milhão à capoeira

Mais de 400 capoeiristas de 40 grupos integraram o Cortejo Viva Salvador, que percorreu as ruas da cidade
 
O secretário executivo do Ministério da Cultura (Minc), Juca Oliveira, aproveitou que Salvador ficou mais velha ontem para lhe dar um presente. Ele anunciou a liberação R$1,85 milhão para financiar dez projetos envolvidos com a capoeira na Bahia. O edital será publicado hoje no Diário Oficial da União. A novidade foi revelada durante a caminhada Cortejo Viva Salvador, que percorreu o trajeto do Campo Grande à Praça Municipal, com a presença de 456 capoeristas, de 40 grupos diferentes. "Precisamos reconhecer a maior manifestação cultural do Brasil. Pretendemos lançar outros projetos", acrescentou Oliveira.
 
Segundo o secretário, a capoeira existe em mais de 150 países do mundo, mas ainda assim é muito discriminada, por ter nascido no período da colonização do Brasil como uma forma de resistência dos escravos negros. "Até hoje a luta misturada à dança não recebeu seu verdadeiro reconhecimento. Capoeira é dança, é cultura, é educação física, fortalece o espírito de lealdade e solidariedade. Está na hora de dar a ela seu valor. Este é só começo de muitos outros investimentos que virão", informou.
 
Read More