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Escola utiliza capoeira como forma de incentivo ao esporte em Porto Calvo

Alunos realizaram um apresentação do jogo no pátio da escola.
Eles apresentaram ainda o que aprenderam sobre alimentação saudável.

Os alunos da Escola Municipal Domingos Fernandes Calabar, localizada no povoado Mangazala, na cidade de Porto Calvo, vem utilizando a capoeira como forma de incentivo ao esporte. Como parte do projeto ALTV na Sala de Aula, os estudantes realizaram uma apresentação no pátio da escola e apresentaram o que aprenderam sobre a importância de uma alimentação saudável.

Para montar o grupo de capoeira existente hoje na escola, os professores convidaram um mestre. Como a escola fica localizada em uma comunidade remanescente de quilombolas, os elementos que remetem a origem do jogo estão por todos os lados. Já a apresentação, realizada no pátio da escola, contou com a presença dos alunos de ensino fundamental.

“No início ninguém queria fazer, mas com o tempo fomos aprimorando. A capoeira não é só um prática esportiva, mas também uma filosofia de vida.” conta o aluno Jadson Oliveira. Segundo a coordenadora Magda Vanderlei, a ideia era trazer a identidade local à tona junto a prática de exercícios. “Trouxemos também os pais para dentro da escola e eles estão encantados com a participação de seus filhos neste projeto”, afirma Magda.

A prática tem deixado bons frutos entre os alunos da Educação de Jovens e Adultos, que também participam das aulas. “A capoeira é uma dança, não é para praticar o mal, apesar de ser uma luta. A capoeira também é educação, aprendi coisas boas com ela.” partilha o aluno José Márcio César.

Os alunos também apresentaram o que aprenderam sobre o papel das vitaminas e a importância de uma alimentação saudável. “Temos sempre que nos alimentar bem para praticar uma atividade física melhor”, diz um dos alunos. “Estamos aprendendo a importância de cada tipo de vitamina”, conta a aluna Vanessa Maria Gomes dos Santos, do 9º ano.

 

http://g1.globo.com/

Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha

Entre os dias 31 de março e 6 de abril, a Escola de Capoeira Angola Resistência comemora os 125 anos de história do Mestre Pastinha, um dos principais mestres de Capoeira da história, com uma semana de diversas atividades.

Na programação da semana está uma exposição de fotos retratando um pouco da vida do Mestre Pastinha, a exibição do filme “Mestre Pastinha, Uma vida pela capoeira”,  roda de conversa, aula aberta de Capoeira Angola com professores, além de muita roda de capoeira.

As atividades acontecem em diferentes locais da cidade de Campinas e também em Hortolândia. Haverá rodas de capoeira na Praça Rui Barbosa, na Lagoa do Taquaral, na Estação Cultura, onde fica a sede da escola em Campinas, e nos núcleos de Hortolândia, Pirassununga e Barão Geraldo.

Mais informações em nosso site: www.escolaresistencia.com.br

João Pessoa: Festival de Capoeira de Quilombo

Acontece nos próximos dias 24, 25 e 26 de janeiro, o I Festival de Capoeira de Quilombo.

O objetivo é difundir a cultura afro e celebrar o trabalho social com crianças carentes que vem sendo desenvolvido em diversos bairros da capital. O evento é uma realização da Escola de Capoeira Afro-Nagô e do projeto Paratibe em Ação e acontece paralelamente no Galpão Multicultural do Projeto Social Paratibe em Ação , e na Escola Antônia do Socorro Silva Machado, ambos na PB 008, próximos à subestação da Energisa. Nesta primeira edição, o Festival de Capoeira de Quilombo conta com a presença de mestres e contra mestres da Paraíba e de outros estados. Contato: (83)  8714 0878

Fonte: Paraíba Total http://www.paraibatotal.com.br

Centro de Capoeira São Salomão & Projeto Caxinguelês

Mais uma bela história de Capoeira…

Ontem dia 12 de dezembro de 2013, por volta das 21:00h, eu, Mestre Mago, minha companheira, Contramestra Bel e nossas filhas, Gabi e Belinha testemunhamos um dos momentos mais importantes dos quase dezessete anos do Centro de Capoeira São Salomão e do Projeto Caxinguelês.
Esse momento se refere ao coroamento de Othon que ingressou no Projeto Caxinguelês aos oito anos e hoje aos 17 anos fecha o ciclo da sua educação escolar e da participação no Caxinguelês com chave de ouro.

São muitos os elementos que precisam se harmonizar para que o desafio da educação/formação de uma criança dê certo. Mas com certeza dois, são pilares fundamentais: a família e a escola. No entanto, para crianças e jovens que vivem em situação de risco social e pessoal provocado pela pobreza e seus efeitos danosos é necessário mais um elemento para formar um tripé e melhorar a base de sustentação dessas crianças e jovens. É aí que entra a Capoeira e o Projeto Caxinguelês.

O Projeto Caxinguelês há quase dezessete anos atende crianças/jovens, dos 6 aos 18 anos de idade, com necessidades diversas de aprendizagem e comportamentais, num sistema de jornada escolar ampliada, em uma parceria com as escolas públicas do bairro. Até novembro deste ano atendíamos a comunidade do Pina, através de suas escolas Novo Pina, Osvaldo Lima Filho e João Cabral.

Othon chegou pra gente, pela sua extrema timidez ou quase prisão interior. Uma criança que desde cedo apresentou grande potencial na escola, com uma família atuante, mas rodeado por uma comunidade violenta, cheia de perigos e armadilhas e que não oferece condições para que as crianças cresçam em segurança. Então foi na Capoeira, no Projeto Caxinguelês, que ele encontrou essa segurança, esse espaço de expressão e crescimento. 
Othon passou por uma transformação radical de sua personalidade dentro do Projeto Caxinguelês, quebrando as grades de sua timidez que o impedia até de reagir fisicamente em momentos que eram necessários para manutenção do seu espaço. Teve uma fase, inclusive, que ele se tornou agressivo, causando assim, preocupação da escola e dos familiares, que nos procuraram achando que a Capoeira e o Projeto poderiam está prejudicando já que ele era tão comportado e agora estava rebelde e agressivo. Então eu disse, calma, isso vai passar, ele está apenas envergando a vara para o outro lado. Isso é necessário para que ela volte ao meio e encontre o ponto de equilíbrio. Ficará tudo bem! Essa agressividade que parece ser ruim nesse caso é positiva, ele precisa desenvolvê-la, confiem; e eles confiaram… E lá se foi Othon crescendo, desenvolvendo-se e como eu previ, equilibrando-se, sem perder o seu talento para a escola. Quando chegou ao Ensino Médio resolvemos estabelecer uma parceria com o Colégio Ideia, que é uma das melhores escolas de Ensino Médio de Recife, que topou a proposta na hora doando uma bolsa de estudos para Othon.
Othon tinha a difícil missão de ter sucesso nessa etapa da sua escolaridade no Colégio Ideia. Ele era o primeiro aluno que indicávamos para sair da escola pública, que apesar de todo esforço dos seus profissionais, é muito deficitária, por problemas estruturais no sistema público de ensino, para uma escola particular de alto nível. No entanto, os desafios dessa mudança não eram apenas intelectuais eram de toda ordem, mas acreditávamos na sua capacidade e sabíamos que ele ia ter êxito nessa missão.

Othon já estava nessa época, com seis anos de Projeto Caxinguelês e se apresentava como um jovem equilibrado e com condições psicológicas para enfrentar tal desafio. Não deu outra, ele chegou lá e logo venceu as primeiras dificuldades, que talvez tenham sido as maiores, pois foi essa transição do mundo da escola pública e da comunidade que a rodeia para o mundo da escola particular de classe média alta. Já adaptado a esse novo universo foi cada vez mais se desenvolvendo e focando nos estudos. Melhorou seu desempenho em todas as áreas e no final dessa jornada de três anos nos brinda com uma tremenda vitória!!!

Othon Vinícios, para nós da Capoeira, Enferrujado, formou-se no ensino médio sendo o homenageado da turma como aluno Laureado, ou seja, alcançou a melhor média geral: 9,1 de toda turma nos três anos de ensino médio. Além disso se apresenta como um jovem bonito, equilibrado, seguro, tranquilo, saudável, muito bem educado e formado, pronto para ingressar no mundo dos adultos e fazer a diferença na sua família e comunidade e porque não dizer no mundo. Quebra-se aqui, mais uma vez, através da Capoeira e do Projeto Caxinguelês o ciclo da pobreza e suas mazelas, que esmaga a maioria do nosso povo, missão cumprida!!!

Não temos como expressar tal alegria… Somente podemos compartilhá-la com quem sempre colaborou e torceu pelo nosso trabalho. Apresentamos por isso, mais uma prova material do que a Capoeira e o Projeto Caxinguelês fizeram, fazem e sempre tentará fazer, a diferença na vida das crianças e jovens que ingressam nessa aventura de se formar como cidadãos plenos, enfrentando as dificuldades e se tornando fortes para construir um mundo melhor de se viver. Parabéns Othon! Parabéns família de Othon! Parabéns aos professores e professoras das escolas que ele passou! Parabéns a nossa equipe do Projeto Caxinguelês! 
Hoje afirmamos em nós que vale a pena lutar pela educação através da nossa arte de fazer gente: a Capoeira!

Dedicamos esse momento e esse texto a Dona Elly, nossa fada Madrinha, que de lá do outro lado do oceano, na Holanda, tem se esforçado sobre humanamente para levantar recursos e financiar nosso Projeto aqui no Brasil. Obrigado!!!! Valeu à pena tudo!!!! 

Mago 
13/12/2013 – 00:30

Projeto “Capoeira na escola” comemora 16 anos em Piumhi

Durante esse mês, o Projeto “Capoeira na Escola” comemora 16 anos de existência em Piumhi. O feito surgiu de uma iniciativa do Mestre Zé Reis, vindo de Brasília, e com o apoio do prefeito da época, João Batista Soares, que aceitou o desafio e implantou a novidade.

Zé Reis, na atualidade, ministra aulas de capoeira gratuitamente para as crianças nas escolas municipais de maneira a resgatar a autoestima e cidadania.

No próximo dia 30, a partir das 13h, no Poliesportivo de Piumhi, acontecerá a 10ª Olimpíada Escolar de Capoeira, onde, todas as Escolas Municipais participarão, além da Escola Estadual José Vicente e também do Ciame, de maneira a comemorar a data da iniciativa do projeto.

Esse projeto surgiu devido à necessidade da manifestação de liberdade do cidadão e tem o objetivo de desenvolver ritmo em todas suas formas, bem como trabalhar a desinibição e autoconfiança dos alunos, de maneira a utilizar a capoeira no processo de alfabetização e no aprimoramento da psicomotricidade dos alunos.

Esta proposta fundamenta-se no fato de que a capoeira é um instrumento de educação, privilegiadamente também aborda a cultura nacional.

 

Fonte: Clic Folha – http://www.clicfolha.com.br

Capoeira também ajuda na melhoria das notas

Esporte, aliado à escola, tem transformado o aprendizado das crianças e adolescentes em Itaitinga


A capoeira e a educação estão unidas em um projeto social que visa a transformação de vidas de crianças de quatro a 15 anos em Caracanga, distrito de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Todos os sábados, um grupo de 40 meninos e meninas se reúne no pátio ao lado do Bar do Lula ou na sombra de um cajueiro em terreno vizinho para o treino com os instrutores do projeto “Eu, você, a escola e a capoeira”.

O projeto é realizado há quase dois anos pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab) por Franco Silva e Juliana Monteiro, sob a orientação de Robério Batista de Queiroz, o mestre Ratto

Além de aprender os golpes que mais gosta – uau e meia lua de frente com armadura -, Marcos Levi Vieira Cavalcante, 12, melhorou as notas na escola. A mãe dele, Leila Maria Pires Cavalcante, conta que Marcos e seu irmão, João Marcos, 5, estão mais atentos e responsáveis e são incentivados a obedecer em casa e na escola pelo tio da capoeira, Franco Costa e Silva.

“A capoeira mudou a minha vida. Aprendi a jogar. Aumentou o meu físico e me ensinou a sorrir mais”, afirma Marcos Levi. A mãe dele diz que o filho gosta do tio Franco, que lhe ensina a ter zelo pela escola, a fazer as tarefas, a se comportar bem nas aulas e ainda empresta o berimbau para tocar em casa. “Tudo nesse mundo gira em torno da união”, disse ela com relação à integração do projeto social com a escola. “A gente só tem de agradecer por esse projeto, porque antes não tinha nada de lazer para as crianças. A violência, roubo e drogas estão até no interior”, lembra.

O projeto é realizado há quase dois anos pelo Centro Cultural Capoeira Água de Beber (Cecab) por Franco Silva e Juliana Monteiro, sob a orientação de Robério Batista de Queiroz, o mestre Ratto. O Cecab mantem no bairro Serrinha, em Fortaleza, outro projeto com capoeira, educação e crianças, que gerou a tecnologia social transposta para a realidade rural de Itaitinga.

O trabalho em Caracanga desenvolveu a confiança da comunidade no projeto. “Os adultos foram cativados pelas crianças” conta Sérvulo Pimentel, que coordena a iniciativa e deu a ideia para a criação da Associação de Moradores de Caracanga com objetivo de ter mais força na defesa dos interesses comuns. A presidente da Associação, Valéria Oliveira Gomes Sousa, afirma que o projeto não é só capoeira, mas a educação das crianças, com aulas de flauta e ensino de caligrafia. Os instrutores acompanham o comportamento das crianças e querem saber do boletim escolar, ela destaca.

Frequentar a escola é condição para participar da capoeira. O projeto trouxe também cursos de artesanato para as mães, informa a presidente da Associação. Segundo Valéria Sousa, o próximo passo é concluir a cobertura da sede da Associação em janeiro, que já tem as telhas e espera conseguir a madeira com o resultado de bingo que vai sortear uma cama-box, fruto de doação. O projeto social tem o apoio da diretora da escola local e do núcleo Flor Divina do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV), do qual o benefício à comunidade do entorno da unidade se originou, informa.

Um exemplo da integração acontece em março na realização do Dia do Bem pela UDV com atividades beneficentes realizadas na Escola de Ensino Fundamental Manuel Rodrigues de Paiva, conta Iris Cleide Lopes, a diretora da unidade na Caracanga. “A parceria com o projeto da capoeira é muito importante para a escola. Trabalhamos comportamento e respeito, e o tio Franco cobra dos meninos os mesmos valores”, ela afirma.

“Respeito ao próximo, a pai e mãe, isso se perdeu no meio do caminho”, lamenta a diretora. Segundo Iris Lopes, a escola hoje está fazendo o papel da família porque a maioria dos pais está se omitindo.

Edjane Damasceno de Lima, mãe de outro aluno da capoeira, Caio Damasceno de Sousa, 9, observa que a participação do filho no projeto influenciou no comportamento, no sentido de ficar mais atento na escola e melhorou as notas. O menino arranjou mais amizades, tornando-se mais responsável pelas atividades de casa, da escola e da capoeira. Agora, quando recebe alguma coisa, o filho agradece, ela diz, como exemplo.

Luciano Júnior Cavalcante, 11, resume em uma frase a sua opinião sobre o projeto social de que participa: “amo a capoeira”. A mãe dele, Aparecida de Souza Lima, assinala que os instrutores da capoeira demonstram compromisso porque vem todo sábado para os treinos, sem cobrar nada, com toda boa vontade. “Eles ajudam na educação, conversam muito sobre a escola e acompanham as notas e ensinam muitas coisas de uma maneira complementar ao que é ensinado na escola”.

No Dia da Criança, Elenira Oliveira do Carmo, mãe de Carlos Henrique do Carmo, 15, prestigiou a troca de corda do filho, agora branca e laranja, um grau a mais no aprendizado da capoeira. Filmou o momento com o celular. O filho mostrou habilidade na roda de capoeira. A solenidade incluiu batizado das crianças pequenas. “Aprendi a me comunicar, arranjar amizades boas e a tocar flauta. Não fico mais andando na rua”, disse.

Carlos Henrique disse que quer chegar a contramestre ou mestre na capoeira. A participação na arte marcial criada pelos negros escravos no Brasil, segundo ele, ajudou a melhorar as suas notas na escola e influi na sua educação como pessoa, testemunha. Circe Shara, 10, que também recebeu a corda branca e laranja, diz que estar na capoeira é muito melhor do que ficar no meio da rua brincando, com risco de acidente.

“Minha letra era horrível, agora está tão bonita”, declara Circe Shara sobre o resultado da prática de caligrafia. A aluna conta que aprendeu a tocar flauta e quer ser veterinária. Segundo ela, a capoeira incentiva para o estudo, ao qual dedica duas horas em casa, todo dia. Participar do projeto ajudou a tirar 10 na prova de história e geografia com o que aprendeu sobre a capoeira e a escravidão no Brasil. A atividade ajuda ainda na sociabilidade. “Conheci muitas amigas. Pessoas que via, mas não falava, por vergonha”, ela relata.

Encantamento

“Acreditamos na pedagogia do encantamento defendida por Paulo Freire que afirma ser necessário sentir para aprender”, diz o mestre Ratto ao explicar o projeto “Eu, você, a escola e a capoeira”. Segundo ele, a implantação do trabalho em Caracanga vem propor a utilização da capoeira como instrumento de sensibilização para a educação infanto-juvenil, despertando os jovens para a importância da escola e do estudo na formação do cidadão.

No Dia da Criança, antes do batizado e troca de faixas, Ratto reuniu as mães dos alunos para conversar sobre a importância da atividade que os filhos desenvolvem aos sábados. No encontro, propôs alguns exercícios corporais acompanhados pelas mães. Ao final, convidou quem queria participar de uma aula numa turma de mães.

É possível apresentar aos jovens os conhecimentos da arte da capoeira e também introduzir novos conceitos e ideia, sensibilizando-os para outras áreas do saber, sobretudo o conteúdo escolar, explicou o mestre Ratto.

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com

 

Alagoas: Capoeiristas protestam contra proibição de aulas no Cepa

Eles reclamam que aulas foram suspeitas sem justificativa. Grupo bloqueou avenida e afirma que está sendo vítima de discriminação.

Capoeiristas de Alagoas bloquearam um trecho da Avenida Fernandes Lima, em frente ao Centro Educacional de Pesquisas Aplicada (Cepa). Eles protestam contra a proibição das aulas de capoeira que eram ministradas gratuitamente na Escola Estadual Afrânio Lages, que fica nas dependências do Cepa.

A mobilização, denominada “Protesto do Berimbau Contra a Discriminação Institucional”, denuncia que a proibição é um preconceito à manifestação cultural. Segundo os capoeiristas, a atividade era oferecida de forma voluntária e foi proibida pela sem que houvesse uma justificativa para a medida.

O presidente da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas, José Carlos Pereira, disse que o trabalho com cerca de cem alunos estava sendo feito há dois anos pela Associação Cultural Capoeira Brasil, entidade legalmente constituída. No dia 19 deste mês, eles foram informados pela diretora da escola que as aulas teriam que ser suspensas.

“As aulas eram voluntárias e ministradas por um professor formado em Educação Física e em escola de capoeira. Esse trabalho estava sendo muito importante para os alunos que passavam parte do tempo ocioso aprendendo uma arte. Não podemos admitir que atos de discriminação como esse aconteçam”, reclamou Pereira.

O professor Rodrigo Pedrosa de Freitas, conhecido por “Arapuá”, disse que quer um pedido de desculpa por parte da direção da escola. “Iremos ao Ministério Público denunciar essa situação. Desde que a Capoeira começou a ser difundida no estado sofre preconceito. Não vemos isso com outras atividades”, disse.

A técnica auxiliar do Núcleo de Rede do Cepa, Vânia Marciglia, informou que os capoeirisas não tinham autorização para ministrar aulas na escola. Ela disse ainda que os alunos da escola não participavam das aulas. “Eles têm que fazer uma proposta para a Secretaria de Educação. As aulas estavam acontecendo sem autorização e isso e ruim porque qualquer coisa que acontecesse não havia quem respondesse por isso”, falou.

A assessoria da Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou que já está ciente do protesto e que vai encaminhar uma nota à imprensa.

Fortaleza: Guardas Municipais recebem aulas de capoeira e técnicas de defesa pessoal

Aumentar a sensação de segurança da população nos equipamentos públicos municipais. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec) ministra aulas com técnicas de defesa pessoal para as guardas municipais. O curso, Defesa Pessoal com Manuseio de Tonfa para Mulheres, receberá a Escola de Capoeira Fortaleza, nesta sexta-feira (19), das 9h30 às 11 horas. O encontro ocorrerá no jardim da instituição.

A aula contará com a participação de 15 integrantes da Escola de Capoeira Fortaleza. Atabaque, berimbau e pandeiro farão a percussão e emprestarão ritmo ao encontro. Márcio Wagner Mesquita de Paulo, contra-mestre da Escola, explica que a Capoeira aumenta a autoconfiança, o equilíbrio, a coordenação motora e a agilidade na resposta a ataques. “As técnicas reúnem golpes como Vingativa, Tesoura, Pisão e Martelo, que são muito eficientes para serem aplicados por mulheres, por serem contundentes e atingirem diversos pontos do corpo, em uma luta”, ressalta Wagner, conhecido na capoeira como Tropeço.

Cerca de 30 mulheres, incluindo integrantes de Guardas Municipais da Região Metropolitana de Fortaleza, participam do curso, que ocorre de 15 de julho a 9 de agosto, às segundas, quartas e sextas-feiras. As aulas incluem, além da Capoeira, técnicas de imobilização com a tonfa (cassetete), Muay Thai, Judô, Krav Magá, Luta Olímpica, Karatê e Hapkido. A coordenadora do curso, Denice Braga, é guarda municipal, faixa preta em Hapkido e instrutora Nível 2 de tonfa.

 

http://www.fortaleza.ce.gov.br

Mestre Siqueira na Roda do Cais do Valongo

No próximo sábado, o Conexão Carioca / Roda do Cais do Valongo recebe um convidado muito especial, o Mestre Siqueira, um dos pioneiros da Capoeira na Europa. Paulo Siqueira trará fatos, “causos” engraçados e fragmentos de sua longa estória no continente europeu. 

. onde: Cais do Valongo, Av. Barão de Tefé em frente ao C.C. da Ação e da Cidadania
. data: 20 jul. 2013
. horário: 11hs em diante
. convidado Roda dos Saberes: M. Siqueira (Escola de Capoeira Angola N’Zinga . Hamburg)

siga os clipes das Rodas do Cais do Valongo |  follow the Roda do Valongo teasers

7a Roda do Cais do Valongo
6a Roda do Cais do Valongo
5a Roda do Cais do Valongo

 

Carlo Alexandre

Kabula Rio & London

Diretor Artístico / Mestre de Capoeira Angola
webwww.kabula.org
Cel. 21 7948.7969 tim |
Skype: carloalexkabula1

Capoeira: o esporte da mente, do corpo, da alma e do coração

Se o papel da escola é educar e os princípios ultrapassam a sala de aula e envolvem respeito e coleguismo, tudo através de aulas de capoeira, os alunos do mestre Lindomar Nascimento Saraiva, que ensina o jogo no Colégio Hermann Spethmann, de Criciúma, estão no caminho certo para serem cidadãos do bem.

Eles ainda são bem pequenos. Mas a agilidade é de gente grande. São aprendizes com um sonho em comum, jogar capoeira. “É até difícil resumir os benefícios que a capoeira traz. O esporte desenvolve a habilidade motora, a elasticidade e ajuda a manter o equilíbrio, é preciso misturar atenção, habilidade, agilidade e ginga, pois acima de tudo, a capoeira é uma dança. Faz bem para a saúde, para o corpo e também para a mente e o coração”, explica Saraiva, que pertence ao Grupo Senzala. “Além da dança, nós ensinamos também princípios. O respeito é fundamental, seja ele na escola com os colegas, na aula de capoeira, ou em casa. O que eles aprendem aqui acaba refletindo no cotidiano de cada um”.

Enquanto os alunos praticam os primeiro passos, pais e mães acompanham de fora, orgulhosos, o desempenho dos esportistas. José Anselmo é o pai do Cristopher, de quatro anos, que pratica capoeira desde o ano passado. “A vontade de jogar partiu dele. Logo nos primeiros dias percebemos uma diferença no comportamento que ele tinha em casa. Incrivelmente ele melhorou o senso de disciplina e organização. Dou total apoio para que ele siga adiante. A prática do esporte é importante para o desenvolvimento dele, é fundamental para manter uma boa saúde”, atesta Anselmo. “Acho que ficou uma união perfeita, aquilo que eu e a mãe dele passamos em casa se junta ao que ele aprende aqui e assim ele cresce um cidadão com um caráter melhor”, complementa o pai.

A capoeira – A capoeira é um dos mais antigos esportes brasileiros, surgiu quando o país ainda era colônia de Portugal. Foram os escravos que criaram. Eles eram proibidos de lutar pelos seus senhores. Sendo assim, criaram uma espécie de “dança lutada”. Foi a maneira encontrada por eles de tornar os sofridos dias mais divertidos. Os negros vindos da África eram muito festeiros e gostavam de dança. Com a capoeira não esqueciam suas raízes e ainda cuidavam do corpo. Foi proibida no país por muito tempo, hoje é tradição no Brasil e conhecida no mundo todo. Sem música, não existe jogo, não existe dança e não existe capoeira. O som que acompanha o esporte é tocado no berimbau, um instrumento de corda de origem angolana que é considerado por alguns como um instrumento sagrado. Ele é reverenciado no início de cada luta e comanda o ritmo e o estilo de jogo. O berimbau vem ainda acompanhado do pandeiro e, muitas vezes, do atabaque. Sem contar nas palmas dos jogadores que ajudam no clima do jogo.

Saiba mais – Em Criciúma as aulas do Grupo Senzala são oferecidas pelo Colégio Hermann Spethmann, no Centro da cidade. É uma das atividades extracurriculares oferecidas pela escola. Podem frequentar as aulas os alunos da escola e a comunidade. Informações podem ser obtidas no colégio, ou ainda pelo telefone (48) 3437-8037

Colaboração: Ioton Neto/Comunicação Colégio Hermann Spethmann

http://www.engeplus.com.br