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Livro aborda pesquisa em BH sobre capoeira

O livro adota a noção de mestiçagem no Brasil sob um ponto de vista que considera mais do que uma evidência empírica, demonstrando-a como valor constituído e constituinte de um repertório da capoeira acessível por meio da memória. Para isto, considera as “tradições inventadas” (HOBSBAWN; RANGER, 1984) na capoeira como reflexos das relações raciais no Brasil, apresentando a capoeira na cidade de Belo Horizonte (Minas Gerais) como estudo de caso.

A discussão desenvolvida no livro também aborda o Turismo como articulador de relações entre as culturas, entendendo que as ressignificações simbólicas das culturas são influenciadas, mesmo que não sendo exclusivamente, pelo Turismo. O livro pretende demonstrar a capoeira na cidade de Belo Horizonte como estudo de caso para identificar a concepção de ‘afro-brasileiro’ e do afro-descendente na identidade local.

A argumentação é embasada em pesquisa realizada pela autora para obtenção do título de especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em 2007. A pesquisa teve enfoque qualitativo, utilizando para coleta de dados a pesquisa de campo, a realização de entrevistas do tipo pessoal/formal/estruturada com mestres e alunos capoeiristas de dois grupos de capoeira: Fundação Internacional de Capoeira Angola (FICA) que se identificava como sendo de capoeira angola e Grupo Bantus Capoeira (GBC) que se identificava como sendo de capoeira regional/contemporânea na cidade de Belo Horizonte. Ambos os grupos mantinham fortes relações com o Turismo.

Também foram utilizados formulários de entrevistas para coleta de dados com capoeiristas turistas brasileiros e estrangeiros que tiveram contato com a capoeira em Belo Horizonte, observação sistemática de rodas de capoeira da cidade, pesquisa bibliográfica e no acervo do Museu da Capoeira (idealizado e coordenado pelo Mestre Noventa) e entrevistas com os mestres Toninho Cavalieri (tido como principal precursor da capoeira em Belo Horizonte) e Primo (Grupo Iúna de Capoeira Angola).

Partindo dos resultados da pesquisa, o livro aborda a percepção dos capoeiristas sobre o que seriam as características peculiares à capoeira local, bem como as concepções sobre as relações raciais e de gênero na capoeira da cidade. Aponta, também, a percepção dos capoeiristas sobre a influência do Turismo e do mercado global na capoeira local enfatizando as relações e ressignificações simbólicas que esta influência acarreta para o capoeirista turista e o capoeirista residente, demonstrando como a viagem torna-se um valor importante para os capoeiristas em Belo Horizonte e, como a viagem ao exterior para dar aulas de capoeira é um ideal profissional dos capoeiristas locais, inclusive como forma de busca pela independência econômica.

Essa concepção de valorização da viagem aumenta a partir da interação destes capoeiristas através dos meios de comunicação de massa globais, as trocas culturais advindas do Turismo e de sua participação na indústria cultural mundial. Neste processo, os objetivos e buscas dos capoeiristas na prática da capoeira modificam-se, influenciando e sendo influenciados a partir das trocas culturais, ampliando as percepções sobre a cultura afro-brasileira e as percepções do afro-descendente em nível local e global.

 

Mini-currículo autora

Patrícia Campos Luce é turismóloga de formação (Centro Universitário Newton Paiva), especialista em Estudos Africanos e Afro-Brasileiros (PUC/MG) e Mestre em Lazer (UFMG). Capoeirista há 9 anos, desenvolve pesquisas enfocando a prática da capoeira desde sua graduação em Turismo. Trabalhou na Superintendência de Interiorização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais desenvolvendo projetos culturais relacionados à cultura afro-brasileira no interior do Estado de Minas Gerais. É sócio fundador do Instituto Brasileiro de Turismólogos, tendo atuado na comissão científica desta instituição focando pesquisas relacionadas ao turismo e cultura.

Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia residindo em Salvador e desenvolvendo pesquisas em diálogo com as áreas da Antropologia da Técnica, da Prática, do Corpo e da Performance tendo a capoeira como principal objeto de estudo.

Patrícia Campos Luce (Pimenta)
Doutoranda em Antropologia Ufba
(71) 92008809

 

Nestor Capoeira & Lançamento de seu Novo Livro

Lançamento de livro: CAPOEIRA A CONSTRUÇÃO DA MALÍCIA E A FILOSOFIA DA MALANDRAGEM – 1800 – 2010 de Nestor Capoeira

Alo rapaziada, em alguns meses lanço um novo livro.

É um livro de responsa, com 560 páginas, muitas ilustrações, papos com Velhos Mestres já falecidos, as melhores partes de meu doutorado (mas em linguagem do dia-a-dia), e ampla bibliografia (autores de 1886 para cá e, em especial, as últimas pesquisas).

O novo livro enfoca em profundidade a malícia; e também, como sempre, uma parte prática de treinamentos para o iniciante, o médio, e o aluno formado.

Se no passado, há 10 ou 20 ou 30 anos atrás, algum dos meus livros te deu uma nova visão do que realmente é o Jogo de Capoeira; então prepare-se: este novo livro vai fazer tua cabeça, é um passo além.

Estamos criando “grupos de estudo”. Já existem alguns na Europa e agora vamos ampliar para o Brasil e outros países.

Eu envio um capítulo, você lê, reune-se com seus amigos do “grupo de estudo” umas 2 ou 3 vezes para discutir o assunto; concordar ou discordar; bolar outras idéias. Então entram no blog do livro com suas dúvidas e intervenções, para discutirmos e “trocar figurinha”.

Paralelo a isso, você vai ver os outros grupos de outras cidades que também estarão entrando no blog com suas contribuições.

Um mês depois, eu envio novo capítulo e repetimos o lance.

 

Como criar um “grupo de estudo”?

Basta você ler o texto que está no arquivo anexo, e envia-lo para amigos que também curtam o lance.

Você e seus amigos (1, 2, 5 ou 20 amigos) é que vão criar o seu “grupo de estudo”; resolver quando vão se reunir; e depois mandar as suas idéias, dúvidas, e contribuições para o blog.

É totalmente gratuito. Não tem nada a ver com seu “grupo de capoeira”, sua academia, ou o seu estilo.

No entanto, há uma regra: no blog só discutimos o capítulo que está sendo estudado. Não discutimos outros aspectos da capoeira, ou dos capoeiristas.

 

Você pode participar sozinho?

Claro que sim.

Mas lembre-se que para jogar capoeira é preciso uma dupla, e mais outro para tocar berimbau. Aqui é a mesma coisa; a troca num “grupo de estudo” é mais rica do que a cabeça de uma só pessoa.

 

Então aí vai, no arquivo anexo, os 2 primeiros capítulos.

 

Breve você vai receber o endereço do blog.

Tudo de bom, muito axé,

Nestor Capoeira.

Abril pra Angola

APRESENTAÇÃO  

A Associação Cultural de Capoeira Badauê  apresenta aqui a vontade coletiva de organizar um momento de intensa vivência da capoeira angola e suas raízes: o Abril pra Angola. Em sua terceira edição o Abril pra Angola configura-se num evento que ganha cada vez mais destaque nacional e internacional, aprimorando sua abordagem nesta manifestação cultural afro-brasileira que representa uma vivência em forma de dança, arte, luta, jogo e ritual.

JUSTIFICATIVA

A Capoeira Angola no Estado do Ceará está em processo de construção de sua identidade.  Apesar de ter desenvolvido um campo de ações importante e de já ter obtido projeção internacional, no Estado do Ceará a capoeira angola ainda pode ser considerada nova e pouco representada nos eventos que ocorrem aqui. O Ceará se ressente da oportunidade de um encontro de estudo e fomentação de um público novo a fim de se tornar referência enquanto centro de formação  de CAPOEIRA ANGOLA. Além disso, o evento é motivado pela criação de um momento de intensa vivência da capoeira angola e suas raízes ancestrais. Ora sabemos que a capoeira angola oferece a possibilidade do individuo que a exercita reconhecer as suas raízes e a importância da cultura africana para a formação e construção das práticas cotidianas. Essa afirmação da origem e da cosmovisão africanas faz muita falta no Ceará onde ainda impera a falsa idéia de não haver negros nem raízes africanas relevantes. Assim, um encontro como o nosso permite fortalecer nos praticantes de capoeira angola um senso de ancestralidade e pertencimento étnico de valorização e reconhecimento das africanidades.

OBJETIVO GERAL

– Promover um momento de intenso estudo e vivência da prática de capoeira angola e sua ancestralidade africana.

Saúde: Comida demais

Agência FAPESP – O que tem contribuído mais para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? A questão vem sendo discutida há tempos, mas, segundo um estudo que acaba de ser divulgado, a culpa é principalmente do primeiro item.

A pesquisa foi apresentada na sexta-feira (8/5) no Congresso Europeu de Obesidade. Segundo o trabalho, feito por um grupo internacional, o aumento na obesidade nos Estados Unidos desde a década de 1970 se deve quase que completamente ao aumento na ingestão de calorias.

De acordo com a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, o estudo inova ao examinar a questão das contribuições proporcionais à epidemia de obesidade ao combinar relações metabólicas e dados epidemiológicos e agrícolas, entre outros.

“Há muitas sugestões de que tanto a redução da atividade física como o aumento na ingestão de calorias têm sido os principais vetores da obesidade. Mas, até agora, ninguém havia proposto como quantificar as contribuições relativas desses dois pontos”, disse Boyd Swinburn, diretor do Centro de Prevenção da Obesidade da Universidade Deakin, na Austrália, órgão que atua junto à Organização Mundial de Saúde.

“O novo estudo demonstra que o ganho de peso na população norte-americana parece ser explicado totalmente pela ingestão de mais calorias. Aparentemente, as mudanças nas frequências de atividades físicas têm um papel mínimo”, afirmou.

Os pesquisadores examinaram inicialmente 1.399 adultos e 963 crianças para determinar quantas calorias seus corpos queimam no total em circunstâncias normais. Após obterem as taxas de queima de calorias de cada um dos voluntários, Swinburn e colegas calcularam quanto os adultos precisam comer de modo a que mantenham um peso estável e quanto as crianças necessitam para que estejam em uma curva de crescimento normal.

Em seguida, foi feita a análise de quanto os norte-americanos comem, por meio de dados nacionais da disponibilidade de alimentos (a quantidade de alimento produzida e importada menos o total exportado, desperdiçado e usado em animais ou em outras situações), desde a década de 1970.

A ideia era estimar qual seria o peso aproximado 30 anos depois levando em conta apenas a ingestão de alimentos. Para isso, também usaram dados de outro estudo nacional sobre o peso médio dos habitantes dos Estados Unidos. “Se o aumento de peso real se mostrasse o mesmo que a estimativa havia apontado, isso implicaria que a ingestão de alimentos era a responsável.

Se isso não ocorresse, significaria que mudanças na atividade física também tiveram papel importante”, disse Swinburn. Os resultados mostraram que, em crianças, o peso estimado e o real eram exatamente o mesmo, indicando que o consumo calórico sozinho poderia explicar o aumento de peso médio observado no período. “Para os adultos, estimamos que eles estariam em média 10,8 quilos mais pesados, mas o aumento ficou em 8,6 quilos.

Isso sugere que o excesso na ingestão de alimentos ainda explica o ganho de peso, mas que houve melhorias na atividade física nesses 30 anos que evitaram um crescimento ainda maior”, afirmou. Segundo Swinburn, para que o peso médio retorne aos valores da década de 1970, seria preciso diminuir a ingestão calórica em cerca de 350 calorias por dia para crianças e em 500 calorias (um sanduíche grande) para adultos.

“Uma alternativa para atingir resultados semelhantes seria aumentar a atividade física em 150 minutos por dia para crianças e 110 para adultos. Realisticamente, embora a combinação dos dois fatores seja o ideal, o foco deve estar principalmente na redução da ingestão calórica”, disse.

O pesquisador enfatiza que a atividade física não pode ser ignorada como um importante fator para auxiliar na redução da obesidade e que deve continuar a ser promovida por conta de diversos outros benefícios à saúde .

Entretanto, Swinburn destaca que as expectativas em relação ao que pode ser atingido por meio de exercícios devem ser diminuídas e as políticas públicas de saúde precisam ser dirigidas mais no sentido de encorajar a população a comer menos.

 

http://www.easo.org/eco2009/ 

 

Laercio Elias Pereira
http://cev.org.br/qq/laercio/
(82) 9913 8811 – Maceio’

GECASP – 1º Encontro de Capoeira Angola do Grupo de Estudo da FICA-SP

O Grupo de Estudo de Capoeira Angola de São Paulo tem o prazer de convidar a todos para o 1º Encontro de Capoeira Angola do Grupo de Estudo da FICA-SP que acontecerá nos dias 20, 21, 22 e 23 em São Paulo. O evento contará com oficinas de Capoeira Angola e ritmo com os mestres da FICA: Cobra Mansa e Valmir, com Aloan da FICA Bahia e com a ilustre presença do mestre Bigo (Francisco 45), discípulo de mestre Pastinha além de outras atividades tais como palestras, mostras de vídeos e samba de roda.

Contamos com a presença de todos e abraços do povo de São Paulo.

Quando: 20 – 23 de novembro, 2008
Onde: São Paulo (Confirmando local)

Convidados Especiais: Mestre Cobra Mansa, Mestre Valmir, Mestre Bigo, Mestre Ananias and Aloan (FICA – Bahia).

Programação do evento, em breve no site: www.ficasp.com.br

Dúvidas, ligue:

55 011 98402314 or 44727402 (Womualy)

55 011 93135644 or 41781797 (Tabatta / Morena)

55 011 83975867 or 55354669 (Alexandre / Alê)

ou email: gecasp (arroba) hotmail (ponto) com

fica_sp (arroba) hotmail (ponto) com

novas informações em breve !

até mais!

GECASP.

English

The São Paulo Capoeira Angola Study Group is pleased to invite everyone to the 1st Encouter of the São Paulo FICA Study Group that will happen on November 20, 21, 22 and 23 in São Paulo. The event will have capoeira Angola and instruments workshops with the FICA masters: Cobra Mansa and Valmir, with Aloan of FICA Bahia and with the distinguished presence of the Mestre Bigo (Francisco 45), a disciple of Mestre Pastinha well as other activities such as lectures, video screenings and samba de roda.

See you there and hugs from the people of Sao Paulo.

When: November 20 – 23, 2008
Where: São Paulo (Confirming local)

Special guests: Mestre Cobra Mansa, Mestre Valmir, Mestre Bigo, Mestre Ananias and
Aloan (FICA – Bahia).

Schedule, soon on the website: www (dot) ficasp (dot) com (dot) br

For questions, call:

55 011 98402314 or 44727402 (womualy)

55 11 93135644 or 41781797 (Tabatta / Morena)

55 11 83975867 or 55354669 (Alexandr / Alê)

or email: gecasp (at) hotmail (dot) com

fica_sp (at) hotmail (dot) com

new informations soon !

See you there!

GECASP.

 

Agradecemos a força de coração e, no que estiver ao nosso alcance, podem contar ok?!
Abraços grandes do povo de SP.

Portugal: I Campeonato De Capoeira “Fair Play”

Prova do Brasil no coração de Portugal…
Apoiada pelos jovens portugueses a Capoeira dá mais um passo histórico na preservação das suas raizes.
Datas do evento:
 
Ï QUARTOS DE FINAL
 
Dia 17 de Março de 2007, das 10h às 13h
Pavilhão Desportivo do Agrupamento de Escolas da Bobadela (Distrito de Lisboa, Concelho de Loures)
http://www.cm-loures.pt/mesjuventude07/index2.html
 
Ï MEIAS FINAIS
 
Dia 25 de Março de 2007, das 18h às 20h
Pavilhão Desportivo de Portimão (Distrtito de Faro, Concelho de Portimão)
www.cm-portimao.pt (Clicar em: Serviços Municipais; Juventude; Actividades Juvenis)
 
Ï FINAL – Em estudo
 
Dia 21 de Abril de 2007, das 16h às 19h
Casa da Juventude (Distrito de Leiria, Concelho das Caldas da Rainha)
Dr.ª Inês Caeiro Tlf/Fax: 21 938 42 67 Tlm: 96 894 86 42
capoeira.portugal@gmail.com

Orquestra Nzinga de Berimbaus

Criada em 1999 pelo Grupo Nzinga de Capoeira Angola,  a Orquestra surgiu da necessidade de transformar  em música o trabalho ligado à tradição angoleira no Brasil, em seus aspectos de filosofia, dança, ritmo, jogo, luta e brincadeira.

Orientada pelos coordenadores do Grupo, Janja, Paulinha e Poloca, que contribuem com a experiência adquirida em mais de 20 anos dedicados ao estudo e prática da Capoeira Angola, a Orquestra estimula a pesquisa individual dos componentes levando-os a desenvolver uma linguagem própria e um jeito particular de entender e se expressar através do berimbau.

Foto: Arquivo INCAB.