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O que é mesmo a capoeira?

Jogo… Dança…. Luta….

É do senso comum dos capoeiristas pensar na Capoeira como uma prática polissémica que é simultaneamente um jogo, uma dança e uma luta. Se perguntarmos a um mestre mais experiente bem como a um novo praticante ambos podem sentir algum desconforto em classificar a capoeira em um campo estrito e preciso. Não sabemos conceituar o que somos ou no que nos tornamos mas sabemos o que não queremos ser. É essa forma enigmática do “decifra-me ou devoro-te” que torna certamente a capoeira uma arte instigante e curiosa.

Há uma certeza entretanto que nos acalenta e que também é do consenso geral dos praticantes, é de que a capoeira é uma arte. Sendo uma arte, concebemo-la como algo do campo da criatividade, da reinvenção e do imaginário. Convém deixar claro que se por um lado a polissemia da capoeira é algo delicioso é também angustiante e pouco didático. Sempre que tencionamos explicar a alguém, não capoeirista, o que ela é, caímos em explicações vagas que ela é uma dança em que se luta, um jogo em que se dança e por ai seguem as combinações. Para além disso o jogo do “ ser ou não ser “ deixa alguma angústia, afinal a pergunta fica sempre por responder. Sou daqueles que acredita que é bom ter certezas no que toca as nossas identidades, mesmo que sejam invenções confortantes.

Para mim há poucas dúvidas de que a capoeira, sendo uma arte, é uma arte marcial. Isso não exclui as suas peculiaridades e ligações mais intrínsecas ao campo da cultura, afro-brasileira em particular, nem tão pouco a restringe a parâmetros mais limitados que possamos conceber as artes marciais em geral, em particular as de origem oriental. Alguns pensam-na como uma filosofia, a da malandragem, como concebe o Mestre Nestor capoeira.

Foi exatamente o Mestre Nestor, cujos livros ainda fazem a cabeça de muitos praticantes no mundo, que primeiro lançou o lema: “No oriente existe o Zen, a Europa desenvolveu a psicanálise, no Brasil temos o jogo da capoeira”. Ora, quando falamos do Zen ou da psicanálise, falamos respetivamente de práticas de meditação, religião e ciência que permitem discernir a natureza humana, trata-la, fazê-la evoluir para níveis mentais mais elevados. Será que podemos enquadrar a capoeira nessa perspetiva atualmente? Ao compreende-la como uma arte marcial podemos conceber que ela pode cumprir esse papel emancipador do ser humano? No íntimo eu tenho as minhas dúvidas, mais por mero capricho prefiro acreditar que sim.

É possível aplicar a capoeira um conjunto de questões fundamentais que circundam também a existência humana, a vida. De onde vem a capoeira? Como ela se formou e o que ela se tornará? Não sabemos responder com total segurança a essas questões, tudo que se diga poderá ser mera especulação, ainda que tenha o crive acadêmico. Mas podemos acalentar algumas certezas a de que ela tem dado contributos importantes para as questões sociais e culturais das sociedades onde ela faz se presente.

Perguntei certa vez a um amigo estudioso do assunto qual era para ele, e até onde o seu conhecimento poderia alcançar, a origem da capoeira. Ele me respondeu que no seu entendimento não era uma questão histórica, que se podia provar por papéis a documentos acadêmicos, isso pouco interessava. Na verdade era uma questão ideológica, pois se dissermos que ela é afro-brasileira, por exemplo, estamos afirmando o papel do negro na sociedade brasileira e conferindo-lhe um certo grau de cidadania. Ou seja é enfim um posicionamento político.

De volta a frase do Mestre Nestor penso que caberá nas nossas reflexões sobre a capoeira questões mais profundas que, certamente os menos reflexivos sentirão dificuldades em compreender e acharão banais, pois a capoeira afinal joga-se apenas na roda e não carecerá de introspeção alguma. A capoeira ultrapassou limites inimagináveis, fronteiras geográficas, territórios culturais, limitações de gênero, classe, idade, enfim todas as contingências possíveis. Tudo isso por força de sua capacidade intrínseca de adaptar-se as mais hostis circunstâncias. No fundo, para quem as pratica sobretudo, ela diz muito sobre as nossas frágeis existências humanas e nos novos tempos globais que vivemos torna-se plena de significados.

Nesse novo encantamento do mundo inúmeras práticas ganham sentido, profanas e sagradas. O indivíduo ou os indivíduos buscam novas significações para as suas existências, novas formas de existir e ser para além das que habitualmente nos são concedidas a nascença. Somos brasileiros, espanhóis ou alemães por que nascemos em um determinado país que nos concedeu a cidadania, somos homens ou mulheres por que nossos órgãos genitais indicam um determinado género, somo brancos ou negros por que nossa pigmentação da pele assim o indica. Apesar desses traços indeléveis poucos somos tal como “naturalmente “ nos é concebido, mais ainda, somos o que nós construímos em nossas biografias. No jogo do “ser ou não ser “ a capoeira acaba por ter um papel determinante nos tempos pós-modernos e líquidos em que construímos a nossa maneira as nossas próprias identidades.

O que é mesmo a capoeira?

É do senso comum dos capoeiristas pensar na Capoeira como uma prática polissémica que é simultaneamente um jogo, uma dança e uma luta. Se perguntarmos a um mestre mais experiente bem como a um novo praticante ambos podem sentir algum desconforto em classificar a capoeira em um campo estrito e preciso. Não sabemos conceituar o que somos ou no que nos tornamos mas sabemos o que não queremos ser. É essa forma enigmática do “decifra-me ou devoro-te” que torna certamente a capoeira uma arte instigante e curiosa.

Há uma certeza entretanto que nos acalenta e que também é do consenso geral dos praticantes, é de que a capoeira é uma arte. Sendo uma arte, concebemo-la como algo do campo da criatividade, da reinvenção e do imaginário. Convém deixar claro que se por um lado a polissemia da capoeira é algo delicioso é também angustiante e pouco didático. Sempre que tencionamos explicar a alguém, não capoeirista, o que ela é, caímos em explicações vagas que ela é uma dança em que se luta, um jogo em que se dança e por ai seguem as combinações. Para além disso o jogo do “ ser ou não ser “ deixa alguma angústia, afinal a pergunta fica sempre por responder. Sou daqueles que acredita que é bom ter certezas no que toca as nossas identidades, mesmo que sejam invenções confortantes.

Para mim há poucas dúvidas de que a capoeira, sendo uma arte, é uma arte marcial. Isso não exclui as suas peculiaridades e ligações mais intrínsecas ao campo da cultura, afro-brasileira em particular, nem tão pouco a restringe a parâmetros mais limitados que possamos conceber as artes marciais em geral, em particular as de origem oriental. Alguns pensam-na como uma filosofia, a da malandragem, como concebe o Mestre Nestor capoeira.

Foi exatamente o Mestre Nestor, cujos livros ainda fazem a cabeça de muitos praticantes no mundo, que primeiro lançou o lema: “No oriente existe o Zen, a Europa desenvolveu a psicanálise, no Brasil temos o jogo da capoeira”. Ora, quando falamos do Zen ou da psicanálise, falamos respetivamente de práticas de meditação, religião e ciência que permitem discernir a natureza humana, trata-la, fazê-la evoluir para níveis mentais mais elevados. Será que podemos enquadrar a capoeira nessa perspetiva atualmente? Ao compreende-la como uma arte marcial podemos conceber que ela pode cumprir esse papel emancipador do ser humano? No íntimo eu tenho as minhas dúvidas, mais por mero capricho prefiro acreditar que sim.

É possível aplicar a capoeira um conjunto de questões fundamentais que circundam também a existência humana, a vida. De onde vem a capoeira? Como ela se formou e o que ela se tornará? Não sabemos responder com total segurança a essas questões, tudo que se diga poderá ser mera especulação, ainda que tenha o crive acadêmico. Mas podemos acalentar algumas certezas a de que ela tem dado contributos importantes para as questões sociais e culturais das sociedades onde ela faz se presente.

Perguntei certa vez a um amigo estudioso do assunto qual era para ele, e até onde o seu conhecimento poderia alcançar, a origem da capoeira. Ele me respondeu que no seu entendimento não era uma questão histórica, que se podia provar por papéis a documentos acadêmicos, isso pouco interessava. Na verdade era uma questão ideológica, pois se dissermos que ela é afro-brasileira, por exemplo, estamos afirmando o papel do negro na sociedade brasileira e conferindo-lhe um certo grau de cidadania. Ou seja é enfim um posicionamento político.

De volta a frase do Mestre Nestor penso que caberá nas nossas reflexões sobre a capoeira questões mais profundas que, certamente os menos reflexivos sentirão dificuldades em compreender e acharão banais, pois a capoeira afinal joga-se apenas na roda e não carecerá de introspeção alguma. A capoeira ultrapassou limites inimagináveis, fronteiras geográficas, territórios culturais, limitações de gênero, classe, idade, enfim todas as contingências possíveis. Tudo isso por força de sua capacidade intrínseca de adaptar-se as mais hostis circunstâncias. No fundo, para quem as pratica sobretudo, ela diz muito sobre as nossas frágeis existências humanas e nos novos tempos globais que vivemos torna-se plena de significados.

Nesse novo encantamento do mundo inúmeras práticas ganham sentido, profanas e sagradas. O indivíduo ou os indivíduos buscam novas significações para as suas existências, novas formas de existir e ser para além das que habitualmente nos são concedidas a nascença. Somos brasileiros, espanhóis ou alemães por que nascemos em um determinado país que nos concedeu a cidadania, somos homens ou mulheres por que nossos órgãos genitais indicam um determinado género, somo brancos ou negros por que nossa pigmentação da pele assim o indica. Apesar desses traços indeléveis poucos somos tal como “naturalmente “ nos é concebido, mais ainda, somos o que nós construímos em nossas biografias. No jogo do “ser ou não ser “ a capoeira acaba por ter um papel determinante nos tempos pós-modernos e líquidos em que construímos a nossa maneira as nossas próprias identidades.

Nestor Capoeira & Lançamento de seu Novo Livro

Lançamento de livro: CAPOEIRA A CONSTRUÇÃO DA MALÍCIA E A FILOSOFIA DA MALANDRAGEM – 1800 – 2010 de Nestor Capoeira

Alo rapaziada, em alguns meses lanço um novo livro.

É um livro de responsa, com 560 páginas, muitas ilustrações, papos com Velhos Mestres já falecidos, as melhores partes de meu doutorado (mas em linguagem do dia-a-dia), e ampla bibliografia (autores de 1886 para cá e, em especial, as últimas pesquisas).

O novo livro enfoca em profundidade a malícia; e também, como sempre, uma parte prática de treinamentos para o iniciante, o médio, e o aluno formado.

Se no passado, há 10 ou 20 ou 30 anos atrás, algum dos meus livros te deu uma nova visão do que realmente é o Jogo de Capoeira; então prepare-se: este novo livro vai fazer tua cabeça, é um passo além.

Estamos criando “grupos de estudo”. Já existem alguns na Europa e agora vamos ampliar para o Brasil e outros países.

Eu envio um capítulo, você lê, reune-se com seus amigos do “grupo de estudo” umas 2 ou 3 vezes para discutir o assunto; concordar ou discordar; bolar outras idéias. Então entram no blog do livro com suas dúvidas e intervenções, para discutirmos e “trocar figurinha”.

Paralelo a isso, você vai ver os outros grupos de outras cidades que também estarão entrando no blog com suas contribuições.

Um mês depois, eu envio novo capítulo e repetimos o lance.

 

Como criar um “grupo de estudo”?

Basta você ler o texto que está no arquivo anexo, e envia-lo para amigos que também curtam o lance.

Você e seus amigos (1, 2, 5 ou 20 amigos) é que vão criar o seu “grupo de estudo”; resolver quando vão se reunir; e depois mandar as suas idéias, dúvidas, e contribuições para o blog.

É totalmente gratuito. Não tem nada a ver com seu “grupo de capoeira”, sua academia, ou o seu estilo.

No entanto, há uma regra: no blog só discutimos o capítulo que está sendo estudado. Não discutimos outros aspectos da capoeira, ou dos capoeiristas.

 

Você pode participar sozinho?

Claro que sim.

Mas lembre-se que para jogar capoeira é preciso uma dupla, e mais outro para tocar berimbau. Aqui é a mesma coisa; a troca num “grupo de estudo” é mais rica do que a cabeça de uma só pessoa.

 

Então aí vai, no arquivo anexo, os 2 primeiros capítulos.

 

Breve você vai receber o endereço do blog.

Tudo de bom, muito axé,

Nestor Capoeira.

Resultado: Campanha “Nestor Capoeira”

Editora Record e o Portal Capoeira tem o enorme prazer de contemplar os 20 vencedores da Campanha Nestor Capoeira

O Portal Capoeira fechou uma parceria com a área de Marketing do grupo Editorial Record. Por meio delas, foram sorteadas obras do Nestor Capoeira, lançadas pela Record: “O pequeno manual do jogador”, publicado em 1998 e hoje em sua 8ª edição; e “A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”.


Os 20 vencedores foram selecionados automaticamente com base na pontuação obtida no Quiz.

Somente os participantes que obtiveram uma percentagem igual a 100% é que se habilitaram para o sorteio dos livros.

 

Lista dos Vencedores:

 

  1. Marcus Nascimento, São Paulo/SP mvnas@yahoo.com
  2. LUIZ CLÁUDIO MARQUES DA SILVA, RIO DE JANEIRO, RJ, mestreteacher@gmail.com
  3. Ramon Lourenço Maslak Fabisiak, Porto Alegre/RS, ramonmaslak@yahoo.com.br
  4. Frederico José de Abreu, Salvador, Bahia fredeabreu@gamil. com
  5. Hélio Fernandes, Sorocaba/SP, heliop@usp.br
  6. giovana victoria – Recife – Pernambuco – plano11gerais@gmail.com
  7. Beatriz Lima / BH / MG / bia_bh@bol.com.br
  8. Vanessa Vieira Midlej Silva, Natal, Rio Grande do Norte, vanessacdonatal@hotmail.com
  9. Antonio Lannersson A. dos R. Silva, José de Freitas/Piauí e yaremaleite@ig.com.br
  10. ESNEYDER VEGA, BOGOTA/COLOMBIA ,PIGMEO_55@HOTMAIL.COM
  11. graco ruiz espinosa, cidade do Mexico, Mexico, lebre22@gmail.com
  12. Luana Motta Coelho, Arraial do Cabo, RJ/ – inez_arraial@hotmail.com
  13. Ramsés Helenos da Silva,Cidade:São Vicente,SP, e-mail:contatoramses@bol.com.br
  14. Paulo Junior, Ilha Solteira SP, jpxis2002@hotmail.com
  15. Daniel Ferreira Mafra, Brasília/DF dfmafra@yahoo.com.br
  16. carlley miguel rodrigues,cabo de santo agostinho/pe carlleypezao@hotmail.com
  17. walter dos Santos Dias, teresina-PI instrutorpardal@yahoo.com.br
  18. Alessandro C. Fortunato, Contagem/MG – alessandro.acf@bol.com.br
  19. Andreia Mariana Cardoso, Mogadouro, PT, andreia_mariana1@hotmail.com
  20. Rodrigo Fernando Bunese, Curitiba – PR, barrilzao@gmail.com

Entrega dos Livros:

Os vencedores serão contactados diretamente pela Editora Record a qual ficará responsável por todo o processo de entrega dos livros aos contemplados.

www.record.com.br

Editora Record e Portal sorteiam obras de Nestor Capoeira

O Portal Capoeira fechou uma parceria com a área de Marketing do grupo Editorial Record. Por meio delas, serão disponibilizadas obras do Nestor Capoeira, lançadas pela Record: “O pequeno manual do jogador”, publicado em 1998 e hoje em sua 8ª edição; e “A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”.

Durante a campanha, os parceiros sortearão 10 exemplares de cada um desses livros. Nestor é doutorando em Comunicação Social e foi iniciado na capoeira pelo Mestre Leopoldina, um dos grandes nomes da capoeira fluminense, falecido recentemente. Em 1969, recebeu a graduação máxima do grupo Senzala. Além de dedicar-se ao ensino da capoeira. O capoeirista é compositor e ator. Estrelou o filme “Cordão de ouro”, quando exibiu sua perícia nas telas. Estreou na literatura capoeirística, com o clássico “Capoeira, os fundamentos da malícia”. Por curiosidade, esse primeiro livro foi publicado primeiramente no exterior, antes de chegar ao Brasil. É de sua lavra, ainda, “Capoeira, o galo já cantou”.

A vasta produção literária de Nestor está nos Estados Unidos, com as obras “The little capoeira book” (Berkeley: North Atlantic Books, 1995), “Capoeira, roots of the dance-fight-game” (Berkeley: NAB, 2001), “Capoeira, the streetsmart song” (Berkeley: NAB, 2005); na França, com “Le petit manuel du jouer de capoeira” (Paris: Budo/L’Eveil, 2003), na Dinamarca, com BORGHALL, J. Capoeira, kampdans og livsfilosofi fra Brasilien. (Odense (Odense Universitetsforlag, 1997); na Holanda com “Capoeira, een handboek voor speeler” (Holand: Elmar, 2003); na Alemanha, com “Capoeira, Kampfkunst und Tanz aus Brasilien” (Berlim: Weinmann, 1999) e na Polônia, com “Capoeira” (Wroclaw: Purana, 2005).

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Veja, aqui, uma pequena sinopse da obras dessa campanha promocional:

“O pequeno manual do jogador”:

É o segundo livro de técnicas lançado por Nestor pela Editora Record. Consciente da importância de passar seu conhecimento a novas gerações de capoeiristas, Nestor coloca a filosofia e a técnica da capoeira ao alcance de todos.
Nesta obra, o autor apresenta uma visão ampla da história, do ritual, da música e da filosofia do jogo da capoeira, além de um método prático de ensino ilustrado por mais de 300 desenhos e um capítulo dedicado ao ensino das crianças, trabalho pioneiro do autor.

“A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”

Este romance empolgante e bem brasileiro marca a estréia de Nestor no terreno da ficção. Na virada dos anos 70, o jovem carioca Toninho Ventania começar a jogar capoeira, mesmo contra a vontade de seus pais. Aprende não apenas uma forma de luta, mas uma nova filosofia e maneira de viver que o mete em aventuras inacreditáveis.

Circula pela noite, nos morros, no submundo, na alta sociedade. E faz amizade com dois mestres da capoeira: Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada. Os três se envolvem em crimes, conspirações internacionais e na introdução dessa arte afro-brasileira no exterior.
Com linguagem coloquial e ao mesmo tempo inteligente e instigante, o livro mistura sexo, drogas, violência, política e berimbau. E misticismo, pois a capoeira de seus personagens não é só luta, mas, também, a extremidade visível da cultura afro-brasileira que se envereda por terreiros de macumba, quadras de escola de samba e, é claro, todos os cantos da Bahia, de onde vem o principal personagem.

Serviço:

* o autor é jornalista, colunista do Portal Capoeira e autor do Dicionário de Capoeira (3a. edição revista e ampliada, 2008) e editor da revista Capoeira em Evidência.

Crônica: Cordão de Ouro O Filme

Sob todos os aspectos apesar de quase nenhuma CAPOEIRA, o filme CORDÃO DE OURO é um marco divisor na filmografia brasileira. Antes dele os jovens em geral (mulheres á parte) só tinham para a sua diversão chanchadas-pornô ridiculas, sem graça nem enredo, sacanagem explicita a titulo de cinema nacional e como filme de CAPOEIRA citava-se apenas o PAGADOR de PROMESSAS (1961) que quase nimguém viu, enquanto obras antigas feitas com BIMBA e PASTINHA nos eram completamentes desconhecidas na época. Comentario de Nato Azevedo, a seguir eu Renato Azevedo o LEITEIRO relato minha experiência participando do HISTORICO registro no ano de 1976 no Rio!

ATOR POR UM DIA – AS FILMAGENS

Conheci NESTOR CAPOEIRA através do meu Professor LUA RASTA em uma manhâ ensolarada, num camping a beira-mar por volta de 1975, me foge a memoria como, só sei que das outras vezes que tornei a vê-lo nos tratamos como velhos amigos, então quando o falecido RUBINHO TABAJARA me convidou para participar de um filme com NESTOR & ZEZÉ MOTA (sou seu fã) eu vibrei, era a realização de um sonho!

PRIMEIRO DIA Cheguei cedo (6h30) para a filmagem- o onibus só sairia as 7 horas- mas , pasmem o veiculo já estava lá. Saimos no horario outro bom sinal, tudo indicando que ia embalar a minha carreira de artista nacional ou global. Após 2 cansativas horas chegamos ao local da filmagem, lugar muito lindo, todo gramado, do tamanho de um campo de futebol e rodeado de montanhas na cidade de Campo Grande. Atrás das montanhas ficava a rua por onde viemos e uma BAIUCA (pequeno comercio) aonde compramos biscoitos e refrigerante, enquanto esperavamos o jipe que faria parte da filmagem.

Deu 10 horas, deu 11, deu meio-dia e nada do bendito (ou seria maldito) jipe. Estrebuchava- mos de calor e de raiva quando o infeliz apareceu, demorara porque se perdera. Haviam contratado um rapaz da Zona Sul e não lhe deram um guia que conhecesse a Zona Norte, por isso não houve filmagem nesse dia!

SEGUNDO DIA Eu ja sabia que estava em um filme nacional, mas estava determinado a não perder essa chance, assim que começasse a filmagem eu queria aparecer o maximo possivel. Na primeira cena não deu para me promover, mas na segunda "tomada" caprichei. Tinhamos que correr uns 50 metros morro acima em direção ao NESTOR CAPOEIRA, isso com a camera nos filmando pelas costas. Saí pelo meio e cheguei por ultimo. Depois a câmera foi la para cima do morro ,e filmava por tras do Nestor enquanto corriamos em sua direção.

Passei "sebo nas canelas", botei 10 no coelho e ao sinal de AÇÃO, disparei. Só não cheguei em segundo, porque era o meu amigo RUBINHO quem estava na minha frente. Rubinho "morreu" com um arrastão, eu levei uma rasteira e enquanto o NESTOR cuidava de outro guarda, me levanto e tento lhe dar uma chicotada, apesar de todos os guardas portarem revolver, armas de verdade! No que ele me da um martelo, (vide foto) caio em cima do pé dele que esta sobre um formigueiro. Tivemos que ficar uns 10 segundos imoveis, enquanto isso as formigas invadiam o meu macacão e "almoçavam" o pé do NESTOR.

Um providencial OK nos salvou! Apesar da presença de ZEZÉ MOTA no "SET" oque mais nos chamou atenção nos 3 dias de filmagens, foram 2 negros da turma de escravos, um Ricardo de uns 15 anos quase 1,90m de altura e uns 80 kilos impressionava, e junto com o outro baixo e magro, uns 25 anos e expressão de calma maquiavélica, formavam a "dupla dinamica" do "SET"(?) de filmagem, que por sinal não tinha banheiro nem agua!

Este segundo dia de filmagem foi um irritante teste de paciência, pois DEUS querendo "aparecer" mandou-nos interminavel sequência de nuvens. Abre lente, fecha lente, bota filtro, tira filtro…chegou finalmente a bendita hora do almoço. E espera, espera, espera…lá vem a kombi! Olhos cheios de esperança, boca aberta cheia de dentes.. abre-se a porta do veiculo; Uma revoltante montanha de sanduiches com refrigerante, a gritaria foi geral, olhei para a "dupla dinamica" e pensei: Vai começar a pancadaria!

Mas nada aconteceu e depois eu soube que enquanto torravamos o" miolo no sol", eles fantasiados de escravos- calça de pijama listrado- tinham ido a BAIUCA onde "aplicaram" de grandes artistas enchendo o bucho de graça! A choradeira deu resultado, pois o jipe fez uma "feira-relampago" voltando abarrotado de frutas, mas estacionou para nosso azar bem ao lado das 2 "ovelhas negras". Assim que o motorista se afastou, eles pegaram o jipe e se mandaram para dentro da mata, voltando mais tarde sem o jipe é claro!

Quem foi ver o "estrago" disse que metade das frutas só dava para fazer suco. Infelizmente não se podia mandar os 2 projetos de bandidos embora, porque eram eles os chefes dos escravos, os que iriam salvar o NESTOR dos guardas!

TERCEIRO DIA Enfim DEUS que é brasileiro descansou e pudemos terminar as filmagens, cuja ultima cena era bem simples. NESTOR CAPOEIRA saltava do jipe, e um guarda corria uns 7 metros em sua direção, sendo perseguido por um escravo com uma foice de madeira – que tinha numa das faces da lâmina uma bolha de mercurio- com a qual atingiria a costa do guarda, "matando-o" a uns 2 metros do NESTOR.

Para o papel do escravo foi escolhido o sinistro magro da dupla dinamica, e para o do guarda adivinhem quem? APOLINÁRIO!

Meu amigo Apolinário era um jovem mineiro com uma voz esganiçada, que se tivesse veia cômica, seria substituto do Costinha, mas tinha um grave defeito para o papel: SIMPLESMENTE CORRIA DEMAIS!

Só por isso estava no Rio de Janeiro, pois havia ganho de uma universidade local uma bolsa como atleta. E começa a pantomina: Ao comando de ação Apolinario dispara, ambos passam pelo NESTOR e vão mais uns 30 metros além. O diretor orienta Apolinário a corrrer menos.

La vão os 2, mas novamente ultrapassam NESTOR. Na terceira vez o diretor grita "AÇ.." o escravo se adianta, e mal Apolinario dá 2 passos, leva uma madeirada na costa, mas ao invés de cair vira-se para o rapaz e protesta: "Que qué issso negão?". Trocou-se o macacão sujo de tinta vermelha, e o capeta repetiu a dose, desta vez quebrando a foice de madeira na costa do pobre Apolinário.

Olhei para o rosto do "distinto" e não vi nem sombra de um sorriso. Houve troca de macacão e novas repetições, agora com foice de ferro, num total de 7 vezes. Após o almoço recomeçam as filmagens, quando derepente invade o local um "coração de mãe", caminhão-poltrona da Policia Militar com uns 20 PMs. Pensei que tinhamos invadido propriedade particular, mas me enganei, queriam levar a dupla dinâmica, pois haviam assaltado a BAIUCA do mesmo comerciante que lhes "enchera o rabo" de biscoito no dia anterior.

A Direção do filme contornou o problema , derepente uma grande surpresa, chega a PROXIMA VITIMA: ZEZÉ MOTA!

Simpatia em pessoa, lindisssima numa bota de couro branco, ZEZÉ viera participar das filmagens, e provavelmente trocou de roupa no nosso ônibus. Finda as filmagens, os diretores doidos para irem embora, se entupiram numa kombi com os equipamentos, e nós entramos no ônibus. ZEZÉ que foi a ultima a entrar perguntou: GENTE, ALGUEM VIU MINHAS BOTAS?
Nas nossas cabeças brilharam 2 palavras: FORAM ELES!
Ela dá o ultimato: O ONIBUS NÃO SAI ATÉ QUE AS BOTAS APAREÇAM! Passados uns 15 silenciosos minutos, nós cheios de ódio e com a barriga cheia de fome, vimos surgir o "PASSAPORTE" para continuar a viagem: As benditas botas brancas, agora zebradas de graça pois tinham sido escondidas no motor traseiro do ônibus. Não sei como ZEZÉ se sentiu, mas eu quase tive um ataque cardíaco!

O onibus se tornou um mausoléo, mas no meio da viagem ele para, abre-se a porta e entram 2 diretores, um deles com um "garnizé" (galo ao contrário) na testa ou afundamento de crânio, que deve ter inspirado ao NESTOR, o titulo do livro GALO JA CANTOU. Na pressa de irem embora, a kombi batera mandando meia duzia para o hospital.

O FIM DA HISTÓRIA Após uns 3 meses de telefonemas, idas e vindas, consegui receber por minha participação no filme. Gastei bem mais tentando receber do que ganhei por fazer o filme, pois a empresa Lanterna Magica Produções, fez a magica de deixar na "lanterna" da folha de pagamento os que ela devia, para ver se eles desistiam. Eu não quis ir a PRÉ-ESTRÉIA, deixando para saborear meus minutos de glória, no lançamento do filme nos cinemas. Triste destino o meu!

Cordão de Ouro O FilmeO CORDÃO que era de OURO, após a pré-estréia VIROU LATA, e eu pude ver só uns 10 anos depois, que os meus MINUTOS DE GLÓRIA tinham virados MÍSEROS e IRRECONHECIVEIS 10 SEGUNDOS. Por SORTE, o fotógrafo que registrou a foto, que esta na contra-capa do PEQUENO MANUAL do JOGADOR de CAPOEIRA do NESTOR CAPOEIRA, só foi impedido de fotografar as cenas do filme, logo depois desta foto, porque o "CLIC" da máquina estava entrando na trilha sonora.

O DIA DA PRÉ-ESTRÉIA por Nato Azevedo A pré-estréia foi no ultimo cinema de Copacabana no Posto 6, não me lembro o nome no fim do ano, 400 ou mais lugares completamente tomados pela galera capoeirista. Recebemos todos um questionário (que virou aviãozinho na sala escura) e um lápis para anotar as opiniões sobre o filme. Foi uma bagunça geral, muita conversa durante a projeção, um zum-zum-zum danado e até algumas vaias não sei bem porque.

Adorei o filme de cenarios naturais belisssimos, um maculêle & bumba-meu-boi empolgantes, e um enredo futurista bem plausivel. Infelizmente se CORDÃO DE OURO foi lançado no circuito comercial não ficou muito tempo, pois dizem que o produtor Antonio Carlos Fontoura, nome respeitado no mundo cinematografico, receando a rejeição do filme não o colocou em cartaz!

 

Galeria de Videos Portal Capoeira:

Cordão de Ouro – O filme (Parte 1)
Trechos do filme …
Clique no link para assistir ao filme…
Cordão de Ouro – O filme (Parte 2)
Trechos do filme …
Clique no link para assistir ao filme…
Cordão de Ouro – O filme (Parte 3)
Trechos do filme …
Clique no link para assistir ao filme…

Leiteiro – sergioleiteiro@yahoo.com.br

Espetáculo teatral conta a história da capoeira no Brasil

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jóckey

De 8 de Setembro a 01 de Novembro
Setembro – Sábados e domingos às 18h

Outubro – Quartas e Quintas às 21 h.

Estréia dia 8 de setembro, no Teatro do Jóquei, ÁGUA DE BEBER, o primeiro espetáculo teatral que conta a história da capoeira no Brasil, país que se tornou o maior divulgador e exportador de profissionais desta arte no mundo.

A criação é do diretor, acrobata e capoeirista Cláudio Baltar, que há anos faz minuciosa pesquisa sobre a capoeira. Para realizar Água de Beber, Baltar teve como ponto de partida o livro "Santugri", do jornalista e sociólogo baiano Muniz Sodré, pesquisou jornais brasileiros do final do século XIX e fez entrevistas com mestres e estudiosos da capoeira como Mestre Camisa, o antropólogo Bernardo Conde, a neurologista Dra. Rosali Correia e Mestre Nestor Capoeira.

Depois de escolher o elenco (formado por seis capoeiristas) através de exigente teste de habilidades, o espetáculo foi construído a partir de uma associação entre a música, o corpo em movimento, o pensamento e a reflexão sobre a capoeira em todos os seus aspectos. Os capoeiristas são Rodrigo dos Santos, Davi Mico Preto , Fábio Leão Pequeno, Sérgio Cebolla, Charles Rosa e Fábio Negret.

A proposta cenográfica do espetáculo inclui projeção de imagens, escolhidas pela artista plástica Brígida Baltar.

A música ao vivo é fundamental no espetáculo, criando climas e pontuando situações, alem de remeter a outras influências artísticas na capoeira.

– A história da capoeira no Brasil e sua divulgação no exterior
(Textos extraídos dos sites Wikipédia e Portal Capoeira /A capoeira é do Brasil? A capoeira no contexto da globalização, por José Luiz Cirqueira Falcão)

O Brasil foi o maior receptor da migração de escravos enviados por Portugal, que trouxeram consigo as suas tradições culturais e religião. A capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil como forma de resistir aos seus opressores, praticar em segredo a sua arte, transmitir a sua cultura e melhorar a sua moral.

Há registros da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades do Rio de Janeiro, Recife e Salvador, porém como durante anos a capoeira foi considerada subversiva, sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeiristas eram conhecidos como maltas.

Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil em Salvador. Mestre Bimba acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional. Em contraponto, Mestre Pastinha pregava a tradição da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola. Da rivalidade desses dois grandes mestres, a capoeira deixou de ser marginalizada, e se espalhou da Bahia para todos os estados brasileiros.

Ao longo dos últimos anos, a capoeira vem se inserindo vertiginosamente nos mais diferentes espaços institucionais das médias e grandes cidades do Brasil e em vários países do exterior, consolidando um avanço histórico controvertido.

Convém destacar que o grande interesse dos estrangeiros pela capoeira se desdobra imediatamente em dois desejos, conhecer o Brasil e falar o português. Falar português nas aulas de capoeira é um requisito que opera como uma espécie de "selo de qualidade" e vem contribuindo para abrir campos de trabalhos antes impensáveis. O Hunter College, uma das mais tradicionais faculdades de Nova York, já oferece cursos regulares de português, em decorrência da demanda provocada pela capoeira.

O primeiro trabalho de ensino sistematizado de capoeira na Europa foi empreendido pelo reconhecido Mestre Nestor Capoeira . Embora alguns capoeiras brasileiros tenham realizado espetáculos pela Europa desde 1951, foi Nestor Capoeira quem iniciou o processo de ensino sistematizado desta manifestação na Europa, na London School of Contemporary Dance, Inglaterra.

A partir do Mestre Nestor Capoeira, milhares de workshops e oficinas pipocaram por toda a Europa.

Mas a capoeira perpetua-se mesmo é através dos ensinamentos e histórias que são passadas de geração em geração, pelos mestres mais velhos aos alunos que, futuramente, serão os novos mestres.

– Capoeiristas históricos

* Zumbi dos Palmares
* Besouro Mangangá
* Mestre Bimba
* Camafeu de Oxossi
* Nascimento Grande
* Manduca da Praia
* Major Miguel Nunes Vidigal
* Manoel dos Reis Machado
* Mestre Pastinha
* Madame Satã

– Curiosidades

3 de agosto – Dia do capoeirista

Brincadeira de negro
Até o século XIX os "batuques" de negros eram estimulados por serem válvulas de escape e acentuarem as diferenças entre as diversas nações africanas. A partir de 1814, começam a ser perseguidos – "brincadeira de negro" torna-se fato social perigoso de acordo com textos legais.

Rabo-de-arraia
O rabo-de-arraia tradicional era um golpe em que, de frente para o adversário, planta-se uma bananeira, ficando-se então de cabeça para baixo e de costas para o oponente, e imediatamente atinge-se a cabeça do inimigo com uma violenta pancada dada com o calcanhar de um ou de ambos os pés.

"Vadiar"
Significa jogar por prazer, por diversão. Na época da escravidão a vadiação era o lazer dos escravos nas horas de descanso.

"Catinguelê"
É o nome dado a meninos que praticam capoeira.

Terno Branco
Antigamente, era de costume os capoeiristas trajarem terno de linho branco. Era considerado um bom jogador aquele que conseguisse sair da roda com o terno impecavelmente limpo.

"Crocodilagem"
É o nome dado a um jogo duro que submete ao capoeira a uma situação de inferioridade ou deslealdade.

Descriminalização da Capoeira
Depois de ver uma exibição de Capoeira no Rio de Janeiro, em 1937, o presidente Getúlio Vargas descriminalizou-a e decretou ser aquele o "esporte autenticamente brasileiro". Até então, os capoeiristas podiam pegar de dois meses a três anos de prisão, com pena de deportação no caso de estrangeiros.

A inserção do berimbau na Capoeira
Antigamente não havia música de fundo na Capoeira. No máximo, quem estava por perto marcava o ritmo com um tambor. Em seu fabuloso levantamento publicado em 1834, "Viagem Pitoresca e histórica ao Brasil", Jean Baptist Debret deixou claro que os tocadores de berimbau tinham a intenção de chamar a atenção dos fregueses para o comércio dos ambulantes.

Segundo o folclorista Édison Carneiro, foi no século XX, e na Bahia, que o instrumento se incorporou ao jogo da Capoeira, para marcar o ritmo dos praticantes. O que define um jogo rápido ou lento é o toque.

O DIRETOR
Cláudio Baltar atua há 15 anos na Intrépida Trupe, atualmente como diretor técnico e um dos diretores artísticos do grupo. Foi o responsável pela direção de "Sonhos de Einstein" e um dos diretores de "Metegol", os dois últimos espetáculos da Companhia.

"Depois de 30 anos praticando, observando e estudando a capoeira, resolvi finalmente amadurecer este projeto, que há muito esperava nos arquivos a oportunidade de se concretizar. Trata-se de uma volta às origens, pois foi através da capoeira que descobri as possibilidades do meu corpo em movimento, da expressão da minha voz e do meu ritmo dentro de um grupo. A capoeira é uma fonte de inspiração inesgotável, à qual eu sempre retorno para matar a sede. Uma arte que se transforma e se molda como a água, de acordo com o contexto que se vive no espaço e no tempo do ritual de uma roda de capoeira. "Água de Beber" é uma reflexão atual sobre a capoeira, trazendo, não uma, mas muitas visões acerca de uma das manifestações mais ricas da nossa cultura popular".

ÁGUA DE BEBER
Centro de Referência do Teatro Infantil / Teatro do Jockey (2540-9853)

Rua Mário Ribeiro, 410 – Lagoa – Estacionamento Gratuíto

Rua Bartolomeu Mitre, 1110 – Gávea – Entrada de pedestres

Lotação 125 lugares.
Setembro – Sábados e domingos às 18h (a partir de 8 de setembro)

Outubro – Quartas e Quintas às 21h
Ingressos – R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia
Censura livre – recomendado para maiores de 4 anos

ELENCO
Rodrigo dos Santos
Davi Santos da Silveira – Davi Mico Preto
Fábio Lima Abreu Ramos – Fábio Leão Pequeno
Sérgio Henrique Sales – Sérgio Cebolla
Charles Estácio Rosa – Charles Rosa
Fábio Rodrigo G. do Nascimento – Fábio Negret

DIREÇÃO, CONCEPÇÃO E ROTEIRO: Cláudio Baltar

CO-DIREÇÃO: Fabianna Mello e Souza
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO E FIGURINO: Valéria Martins
DIREÇÃO MUSICAL E TRILHA: Rafael Rocha, Fábio Leão Pequeno e Sérgio Cebolla
PROJEÇÃO E PROGRAMAÇÃO VISUAL: Brígida Baltar
ILUMINAÇÃO: Aurélio de Simoni
FOTOS: Andréa Cals e Mico Preto
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Ana Coll
PREPARAÇÃO JOGO DOS BICHOS: Mestre Camisa
PREPARAÇÃO JOGO DE DENTRO: Marron Capoeira
TREINAMENTO DE MÁSCARAS: Fabianna Mello e Souza
VOZES EM OFF: Rodrigo dos Santos, Muniz Sodré, Bernardo Conde
CORDEL: Parafina e Lobisomem
MÚSICA DAS MALTAS E MÚSICA FINAL: Bernardo Palmeira
MÚSICA "ÁGUA PRA VIVER": Lobisomem e Cebolão
CONFECÇÃO DAS MÁSCARAS: Clívia Cohen
CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS: Sérgio Cebolla e Marcos China
ADEREÇOS: Cida de Souza
OBJETOS DE CENA: Marcos China

"ÁGUA DE BEBER" – Inspirado no livro "SANTUGRI" de Muniz Sodré e nas entrevistas feitas por Cláudio Baltar com o próprio Muniz Sodré, Bernardo Conde (antropólogo), Mestre Camisa, Nestor Capoeira e Dra. Rosali Correa (neurologista).

Artigos de jornal sobre escravos do final do século XIX extraídos do livro "Retrato em Branco e Negro" de Lilia Moritz Schwarcz.

Texto sobre as maltas e perseguição aos capoeiras no final do século XIX extraído do livro "Aborgagens Sócio-Antropológicas da Luta/Jogo da Capoeira de Paulo Coelho de Araújo.

Definição de negaça extraída do dicionário de Aurélio Buarque de Holanda, do dicionário Houaiss e do livro "Capoeira – A Luta Regional Baiana" de Jair Moura.

Texto "QUE SE DIGA" extraído do livro "O Pequeno Manual do Jogador de Capoeira" de Nestor Capoeira.

Texto dos velhos extraído do capítulo marginalidade no Rio de Janeiro entre 1850 e 1900 da tese de Nestor Capoeira no site capoeiracarioca@gbfree.com

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
ACALS COMUNICAÇÃO / Andréa Cals e Alessandra Andrade

21 8203-7372 / 2265-7901/ 9159-6891
cals.andrea@gmail.com

Video: Trechos do filme “Cordão de Ouro”, estrelado pelo Mestre Nestor Capoeira na década de 70

Trechos do filme "Cordão de Ouro", estrelado pelo Mestre Nestor Capoeira na década de 70. Também participam do filmes os mestres Leopoldina, Camisa, Peixinho, Lua Rasta e outros.
 
Excerpts of the movie "Cordão de Ouro", starring Mestre Nestor Capoeira (recorded in the 70’s). Also features mestres Leopoldina, Camisa, Peixinho , Lua Rasta and others


Cordão de Ouro – O filme (Parte 1)
 
 
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 Cordão de Ouro – O filme (Parte 2)
 
 
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 Cordão de Ouro – O filme (Parte 3)
 
 
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Cortesia: Bruno Souza

Mestre Zambi: Primeira Roda do Ano na ACM SP

Mestre Zambi convida a todos para participar da Primeira Roda do Ano, a ser realizada na hoje 27/jan, sexta-feira, a partir das 19h00 na ACM, Rua Nestor Pestana, 147, ao lado da Praça Roosevelt, próximo ao metrô República. Informações podem ser obtidas pelos telefones (11) 6992-1536 e (11) 9219-8308 ou então pelo email mestrezambi@ig.com.br.