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RJ: Festival Internacional da Arte Capoeira

A ABADÁ – Capoeira realiza entre os 19 e 25 de agosto o Festival Internacional da Arte da Capoeira e o IX Jogos Mundiais realizados pelo Mestre Camisa.

O evento comemora os 25 anos da Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte – Capoeira (ABADÁ – Capoeira), um dos mais tracionais grupos de capoeira do Brasil. O Festival terá em sua programação; cursos, palestras, shows das Artes, os Jogos Mundiais de Capoeira, lançamentos de livros e CDs, troca de cordas, formaturas, reconhecimento de Mestres e finalizando com o tradicional Aulão em Copacabana, enfim, a maior festa da Arte Capoeira.

Um dos pontos altos do evento será o Show das Artes, na 5ª feira, dia 22 de agosto no palco da Fundição Progresso. Com assinatura do “poliartista” Mestre Camisa, capoeiristas da Abadá – Capoeira, farão toda a encenação apresentando as Artes que compõem a Arte Capoeira de uma forma nunca vista pelo público. Artesanato,canto, poesia, luta, jogo, acrobacia e outras surpresas, serão os um dos elementos desse show inédito.

Além do Show, o evento terá uma exposição de instrumentos, mostrando a riqueza do artesanato que envolve a Capoeira, apresentando a várias possibilidades de fabricar os instrumentos usados no cotidiano de um capoeirista. Outro momento marcante será a Formatura com o reconhecimento de três Mestres de Capoeira, entre eles, duas mulheres que ministram aulas de Capoeira há mais de 20 anos nos EUA.

Fonte: http://lanalapa.blogspot.pt

DF: Politicas Públicas & Capoeira

A Câmara Legislativa promove debate nesta quinta-feira (16) para debater a inclusão da capoeira entre as políticas públicas do Distrito Federal.

A audiência pública é uma iniciativa do deputado Wasny de Roure (PT) e acontecerá no auditório da Casa, a partir das 15 horas. Foram convidados para participar do evento representantes das áreas de educação e cultura do GDF e de entidades representativas da capoeira no DF.

De acordo com Wasny de Roure, o objetivo principal é estimular e regulamentar a prática da capoeira nas escolas públicas e nos espaços esportivos e culturais da capital da República, favorecendo o seu reconhecimento e ampliando as suas perspectivas como ferramenta pedagógica no processo educativo.

“A capoeira é herança de nossos antepassados africanos, portadora de relevantes aspectos educativos e tem resultados muito positivos para a saúde e bem-estar dos seus praticantes, sejam eles crianças, jovens ou adultos”, destaca o deputado.

 

Luís Cláudio da Silva Alves – Coordenadoria de Comunicação Social – http://www.cl.df.gov.br

Não tem pra ninguém no break

Fabiano Lopes, ou melhor, Neguin, fez da dança de rua a sua grande inspiração para construir uma carreira repleta de conquistas e com espaço também para a solidariedade.

Já ouviu falar em batalha de break? É quando dois dançarinos (b-boys ou b-girls) fazem passos incríveis. Foi com capoeira e samba que o paranaense Fabiano Lopes, o Neguin, 22 anos, tornou-se o melhor b-boy do mundo. Ele desbancou o holandês Just Do It e conquistou o título no Red Bull BC One em novembro. De volta da longa viagem pelo Japão, Fabiano conversou com o D+.

D+: Quando e como começou a sua história como B-boy?

Fabiano: Em 2002, na cidade onde cresci Cascavel (Paraná). Estava pesquisando vídeos sobre capoeira na internet e me deparei com um misturado com Breaking. Ali, surgiu o interesse.

O que o inspira?

Capoeira e artes marciais no geral, entre outros estilos de dança.

Qual a trilha sonora ideal para praticar?

Break Beats, Rap Underground, Funky Music, como James Brown. Enfim, qualquer estilo de música que motive.

Como é ser o número 1 do mundo?

Ser campeão mundial é mais uma conquista e uma nova experiência.

Como foi competir no Japão? O público é diferente?

Sim. Todos vão para prestigiar e transmitir boas energias para nós dançarinos. No Japão, foi incrível, pois eles torcem para todos que estão batalhando.

Qual o diferencial dos b-Boys brasileiros?

Temos muita cultura em nosso País. Quem souber aproveitar o que o Brasil oferece será sempre diferente.

Qual o maior obstáculo para quem quer se profissionalizar?

Muitas vezes é a falta de reconhecimento. É a mesma situação do futebol: são milhares de talentos espalhados em todo canto, mas se profissionalizar é para poucos. Então temos que angariar recursos vindo de trabalhos individuais de cada dançarino.

Quais os seus planos futuros?

Manter minha carreira profissional, competindo, trabalhando e produzir meus próprios eventos.Costumo não ter muitos planos, apenas vivo o momento e, claro, dou sempre passos gigantescos.

 

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

O Mestre e sua função

Ao falarmos sobre capoeira é quase inevitável pensarmos logo na figura do mestre. O mestre que também é uma figura muito comum na maioria das manifestações das culturas populares de todo mundo, é aquele considerado o guardião da memória, da tradição, dos saberes e fazeres de uma determinada comunidade.

É aquele que é respeitado por todos como alguém que com o tempo foi assumindo essa função, herdada de outro mestre mais antigo que delegou a ele essa responsabilidade. Mas sobretudo, é aquele que é reconhecido pela sua comunidade como alguém que tem a sabedoria de exercer essa função. E esse reconhecimento é algo adquirido ao logo do tempo, pacientemente, mais ou menos na mesma época em que vão chegando também as rugas no rosto e os primeiros fios de cabelos brancos.

O verdadeiro mestre é aquele que não tem pressa, que sabe que o tempo é quem vai dar-lhe as condições de exercer essa função quase sagrada, com toda a sabedoria que ela exige. E é muito difícil que isso aconteça antes que esse sujeito tenha uma experiência de várias décadas envolvido com essa manifestação.

Por isso é que ele não pode queimar etapas, ser afoito e precipitado. “A fruta só dá no tempo”, como diria mestre Pastinha, mas, no entanto, vemos hoje em dia uma disseminação de jovens capoeiristas na faixa dos 20 ou 30 anos, se auto-intitulando mestres de capoeira, que mal começam a adquirir experiência de vida, e já assumem a responsabilidade de exercer essa sagrada função de mestre perante jovens e adultos em todas as partes do mundo por onde a capoeira se espalhou.

Isso é preocupante, pois acaba ferindo alguns princípios muito valiosos da tradição e da ancestralidade da capoeira, que tem no mestre o seu principal veículo de transmissão e que se baseia, sobretudo, na experiência do mais velho, que é quem tem a autoridade e o reconhecimento para exercer tal função. Citando novamente o filósofo Vicente Ferreira Pastinha, ele dizia que “o mestre guarda segredos, mas não nega explicação”. A capoeira tem segredos, que só os mais velhos sabem decifrar. E é preciso muita paciência e sabedoria para alcançar essa condição.

Vivemos um tempo em que o mercado e a profissionalização do capoeirista, fazem com que sejam queimadas etapas muito importantes no processo de formação do mestre de capoeira. Muitas vezes a ganância e o desejo de lucro por parte de alguns grupos fazem acelerar demasiadamente esse ciclo, dando margem a uma proliferação de mestres de capoeira sem nenhum requisito, experiência, nem capacidade para exercer essa função, o que tem resultado num empobrecimento muito grande na capoeira que se tem visto por aí, mundo afora.

É preciso recuperar a dignidade da função do mestre de capoeira. Ele deve ser um exemplo de vida para seus discípulos, deve conhecer profundamente a capoeira em todos os seus aspectos, e não apenas ter a musculatura mais desenvolvida e ser aquele que salta mais alto. Tem que saber sentar e aconselhar com sabedoria àqueles que estão sob sua guarda, como faziam os velhos griôs* africanos.

Isso só se adquire com o tempo, com bastante tempo.

 

*Vem de griot, da língua francesa, que  traduz  a palavra  Dieli (Jéli ou Djeli), que significa o sangue que circula, na língua bamanan  habitante do  território  do  antigo  império  Mali  que  hoje  está  dividido entre varios  países do noroeste da África. Na tradição oral do noroeste da ÁFRICA, o griô é um(a) caminhante, cantador(a), poeta, contador(a) de histórias, genealogista, artista, comunicador(a) tradicional, mediador(a) político(a) da comunidade. Ele(a) é o sangue que circula os saberes e histórias, mitos, lutas e glórias de seu povo, dando vida à rede de transmissão oral de sua região e país.

Graduação da 1ª mestra Pernambucana de capoeira

A Federação Pernambucana de Capoeira tem a honra de CONVIDAR a você,  seus CAMARADAS e ALUNOS, para este importante e histórico momento da CAPOEIRA PERNAMBUCANA.

DONA ISA,  capoeirista desde os anos 80, representa um importantíssimo segmento de nossas tradições, O FEMININO. Precursora Feminina, fundadora do Grupo Malê, da ACAJAGUAR (que funcionou no quintal de sua casa por 17 anos), e da Federação Pernambucana de Capoeira. Árbitra Nacional e Estadual, Competidora Tri-Campeã Pernambucana – Categoria Monografia. Toca, canta e joga. Palestrante, Fundadora do Conselho Pernambucano de Capoeira em 04/01/2009, promotora de Batismos, Graduações e Competições, sendo em todos esses aspectos PIONEIRA PERNAMBUCANA, sem direcionamentos à Grupos, Associações ou Federações.

Merece nosso reconhecimento e incentivo.

 

DONA ISA MULATINHO

NOME DE BATISMO: OUBERÉM OBÁ (RAINHA)

 

LOCAL: CASCAVEL: Rua Maria Digna Gameiro, 237 – Candeias

DIA: 26/09/2010  (Domingo).

HORA: 08:00 às 12:00 horas.

Presença do BATUQUE DOS MESTRES.

 

Grato por sua presença.

Atenciosamente,

 

Mestre Mulatinho

Recife, 15 de setembro de 2010.

Ceará: Nota de falecimento – Mestre Soldado

A CAPOEIRA ESTÁ DE LUTO

Faleceu na última sexta-feira, dia 24 de julho de 2009 em Fortaleza-Ce, uma das maiores referências da Capoeira Mundial, Everardo Carlos Pereira, o Mestre Soldado, representante da Cia. Terreiro do Brasil. Mestre Soldado lutava contra um câncer, desde março deste ano.

Nasceu no dia  23 de outubro de 1964 e iniciou na capoeira no ano de 1978, com o Mestre Everaldo Ema, no colégio Júlia Jorge em Fortaleza. Em 1982, trabalhou em parceria com o Fundo Cristão para Crianças – CCF, realizando um trabalho de cunho social com crianças de áreas de risco através da prática da Capoeira. Desenvolvendo a partir daí seu primeiro Grupo de Capoeira na comunidade do Km-5 via férrea e Reino Encantado. No mesmo ano filiou-se ao Mestre Skysito e passou a ser integrante da Terreiro Capoeira do Brasil. Em 1984 desenvolveu trabalho junto a comunidade do Carlito Pamplona, no Centro Comunitário daquele bairro, sempre com a Capoeira. Em 1986 assumiu a Terreiro Capoeira, nesse mesmo período consagrou-se vice-campeão do Festival Praia Verde em Brasília,  representando o Ceará. Em 1988, implantou a Capoeira no Município de Caucaia-Ce, começando pelo Conj. Nova Metrópole e posteriormente integrou os quadros da Prefeitura junto ao Centro Comunitário de Caucaia. Em 1989 desenvolveu trabalho de implantação da capoeira no estado do Tocantins, recentemente criado naquela data, onde esteve presente por quinze anos. Em 1990 recebeu o Prêmio de Celebridade que mais contribuiu para a Cultura no Estado do Tocantins, promovido pelo Governo do Estado. Em 1991 consagrou-se Campeão dos Jogos Abertos de Brasília representando o Tocantins e foi homenageado com a graduação de Mestre, integrando a 1ª turma da Associação Brasileira dos Professores de Capoeira – ABPC. Em 2008 retornou a Fortaleza, assumindo novamente a Terreiro do Ceará, coordenou a realização do IV Simpósio Internacional de Capoeira contando com a participação direta de mais de 150 pessoas e público rotativo durante os três dias do evento de mais de 500 participantes. Também integrou a Comissão de Trabalho da Semana Municipal da Capoeira de 2008 no Município de Fortaleza-Ce, conforme Lei Municipal nº 9.041/05.  Compôs a mesa de debates da 3ª Audiência Pública na Câmara Municipal de Fortaleza de 2008, tratando dos temas: Profissionalização do Professor de Capoeira e alteração da nomenclatura da profissão junto ao CBO – Código Brasileiro de Ocupação.

Durante sua trajetória sempre desenvolveu trabalhos de cunho filantrópico com a Capoeira, visando o crescimento, reconhecimento e inclusão social das comunidades carentes e desprivilegiados, tendo notório reconhecimento junto a comunidade capoeirística dos Estados do Ceará e Tocantins, sendo ainda um Mestre de renome nacional e internacional.

Atualmente desenvolvia trabalho de Formação de Graduados (educadores de capoeira) junto a UFC- Faculdade de Educação – FACED.

Durante o período de 1982 até 1989 realizou vários eventos, batizados, cursos, simpósio, cursos de reciclagem em Fortaleza em benefício da capoeira do estado do Ceará.

Pessoa serena, paciente, batalhador. Excelente esposo, pai exemplar, um Mestre respeitado, amigo e dedicado, um grande homem de fé, esse era meu Mestre Soldado.

Professora Claudinha
Terreiro Capoeira do Ceará.
27/07/09

Reconhecimento da capoeira

Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em solenidade recente em Salvador, com as presenças do presidente da Senegal Abdoulaye Wade e do governador Jaques Wagner no Dia Mundial da África, passou uma significativa parte de seu discurso se referindo a importância da capoeira; seus atores e o saldo positivo que a arte-luta nascida nos canaviais do Recôncavo da Bahia, trás para a imagem da cultura do Brasil e, segundo ele hoje praticada “em mais de 170 países”, não vimos no palco, nem na platéia de um mil e quinhentos lugares do Teatro Castro Alves, nenhum dos tradicionais mestres baianos da arte citada pelo presidente. Estaria ele e seus assessores, na frente da Fundação Palmares, o “braço afro” do Ministério da Cultura e organizadora do evento?

Quantos mestres baianos e do Brasil, têm em seus passaportes dezenas de carimbos, para levar a capoeira ao mundo, mas, ao retornarem, vivem em condições precárias? Uma contradição com a dignidade e conforto com que são recebidos nas universidades internacionais onde lideram grupos e academias com estrutura dificilmente encontradas aqui! Respondendo a esta pergunta e corrigindo este erro cruel como a escravidão, de onde surge a capoeira, a Associação Brasileira de Capoeira Angola, ABCA – fundada em 1987 por mestres como João Pequeno de Pastinha, Paulo dos Anjos, Valdemar da Paixão, Boca Rica, Ferreirinha de Santo Amaro, Nô, René, Curió, Papo Amarelo, Calazans, – se organiza para lutar por uma lei que existe desde 2002,  já em vigor apenas em Pernambuco, Alagoas e Piauí. A Lei do Patrimônio Vivo. Organizam-se para dar uma contribuição no sentido de que equívocos como estes cometidos no evento de lançamento do Festival Mundial das Artes Negras, não mais aconteçam. Para que as palavras do presidente Lula não estejam à frente das ações locais e nacionais.

Em 1966, quando foi realizado o primeiro festival em Senegal, que hoje nos homenageia, o Itamaraty convidou Olga de Alaketu, Camafeu de Oxossi e Vicente Ferreira Pastinha com seus alunos, entre eles mestre João Grande, homenageado na Casa Branca e hoje a meu pedido, o único convidado oficial representando a capoeira, para o FESMAN 2009.  A ABCA, com apoio da prefeitura de São Francisco do Conde, um portal da cultura e das tradições do Recôncavo Baiano;  deputados e vereadores comprometidos com a cultura popular, abrem os caminhos para tirar o nefasto atraso do reconhecimento dos mestres dos saberes, com seus violeiros, repentistas, mestres de saveiros; da culinária; das danças; dos bumbas-meu-boi; mestres dos artesanatos; da capoeira. A capoeira substantivamente reconhecida pelo presidente Lula na Bahia. Preparam o Fórum que deverá redigir o texto da lei que será entregue ao governador, em solenidade com convidados que cultuam a beleza das manifestações populares.

Lucia Correia Lima – luciacorreialima@hotmail.com é jornalista, fotógrafa, roteirista e capoeirista.  Diretora de Projetos e Comunicação da ABCA

Projeto reúne sambistas em homenagem a Geraldo Filme

Passados 13 anos da morte de Geraldo Filme, um dos mais importantes sambistas brasileiros e expoente do samba paulistano, o Centro Cultural Banco do Brasil reúne, em São Paulo, a partir de 6 de janeiro até o dia 3 de fevereiro 12 grupos e cantores no projeto “É tradição e o samba continua”.

Geraldo Filme nasceu em 1927 na cidade de São João da Boa Vista, em São Paulo. Foi criado na Barra Funda, onde teve contato com rodas de samba e capoeira. Com estas influências, tornou-se um dos nomes mais respeitados entre sambistas de todo Brasil, mas seu reconhecimento veio tarde, após sua morte, em 1995.

A cantora Fabiana Cozza, acompanhada do Quinteto em Branco e Preto, será a primeira da programação. Nos outros dias, os participantes serão acompanhados de uma banda fixa e todos os shows vão terminar com sambas de Filme.

O projeto, cujo nome saiu de um verso de seu clássico Tradição (Vai no Bexiga pra Ver), vai mostrar diversas modalidades, como o samba de terreiro e o samba de bumbo, típico do interior paulista, onde Filme nasceu e cresceu influenciado pelo canto dos escravos, que conheceu com a avó.

Integrante do Samba da Vela, padrinho de algumas e militante em outras comunidades, Chapinha assina a direção musical. “Sem bairrismo, bato sempre na mesma tecla para que se valorize mais o samba de São Paulo: Geraldo Filme, Zeca da Casa Verde, Talismã, Toniquinho Batuqueiro, Oswaldinho da Cuíca e outros que são menos lembrados”, diz Chapinha.

O samba de comunidade é uma das características marcantes do que se faz em São Paulo atualmente e que ganha mais visibilidade no projeto do CCBB. Além da Comunidade Samba da Vela (que divide o programa do dia 13 com Oswaldinho da Cuíca), tem também o Berço do Samba de São Matheus (dia 20, com Dona Inah), o Samba da Laje (dia 27, com Teroca e a Velha Guarda da Camisa Verde e Branco) e o Pagode da 27 (dia 3/2, com Graça Braga e Chapinha).

Geraldo Filme nasceu em 1927 na cidade de São João da Boa Vista, em São Paulo. Foi criado na Barra Funda, onde teve contato com rodas de samba e capoeira. Com estas influências, tornou-se um dos nomes mais respeitados entre sambistas de todo Brasil, mas seu reconhecimento veio tarde, após sua morte, em 1995.

Mais informações podem ser obtidas na página do CCBB.

http://www44.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/sp/DetalheEvento.jsp?Evento.codigo=33107&cod=4

Mestre Russo & O ZELADOR

No próximo dia 25 de setembro(quinta feira) as 19 horas será exibido no TEATRO RAUL CORTEZ (Praça do Pacificador-Centro de Duque de Caxias-RJ) o longa metragem O ZELADOR. Este documentário conta um pouco da trajetória de mestre Russo como uma das figuras mais importantes da tradicional roda de capoeira que já acontece desde 1973 no centro de Caxias.

Mestre Russo: "a valorização atual da capoeira está ligada ao fato de ela estar fazendo sucesso no exterior. “É como aconteceu com o samba, que ganhou força ao ir para fora. O reconhecimento lá fora faz o reconhecimento aqui dentro”, diz. Ele próprio foi destaque no jornal inglês The Times no último dia 5 de julho, por causa do filme O Zelador, produzido por ingleses, sobre ele e sua tradicional roda de rua em Duque de Caxias, RJ. “Lá fora ninguém me pede documento”, garante o mestre, que viaja no mínimo duas vezes por ano para o exterior, “fazendo turnezinhas”.

{youtube}feB6J_JBhsA{/youtube}
Pequeno depoimento sobre a capoeira como Patrimonio Imaterial

 

O ZELADOR ( Para ver o trailer do Filme, clique aqui )

O Zelador was filmed in an extremely under-privileged suburb of Rio de Janeiro (Baixada Fluminense). In 1971-1976 the United Nations made a study of trouble spots worldwide …their conclusion was that Belford Roxo in Baixada Fluminense was the most violent place on earth. Even today the homicide investigation rate is only 1.3%. Mestre Russo grew up in this environment. He is a 50 year-old Carioca (man from Rio) who has led a capoeira existence for close to 40 years. At the age of 11, fatherless and from a family of 9 brothers he gave himself to capoeira.

Russo used this capoeira culture as an instrument for education and survival. He met his wife Eliane and has 2 sons.

“…capoeira…it is his mission in life…” remarked his 11 year-old son.

Mestre Russo not only uses the capoeira culture as a didactic for himself, but has integrated this powerful culture into his family totally. Russo is a ‘zelador’ (caretaker) of culture.

The manifestation of this cultural devotion can be seen in a place called Caxias, where every Sunday for 33 years Mestre Russo has met with other capoeiristas to play, sing dance and fight in the street.

Mestre Russo has defended the integrity of this roda many times, enduring many forms of discrimination and has even been stabbed. The significance of the traditional Roda de Caxias is that it was juxtaposed directly against the political turmoil of the 70s and 80s in Brazil. The street capoeira environment was a form of cultural expression that was eyed with great suspicion by the right wing military hard liners who ran the country with a rod of steel. The Roda de Caxias survived this repression and is now one of, if not, THE most traditional street rodas in Brazil today.

Mestre Russo is an organic academic and poet. He strives to share his knowledge and love equally with his family and a group of young men from his region, who, like him, endure tremendous hardships and danger. These young men form the core of his group, or his extended family as he calls it. This part of his work started in 1996 and has given hope and joy to all associated with it.

This film O ZELADOR is a record of his life. How, as a youth, he discovered the value of his ancestral culture and recognized its power. He and his students continue with the development of capoeira and provide a link to a culture that has existed for many years within this impoverished region of Rio de Janeiro. The film is a social document of one man and his family living with the unique culture of Afro-Brazilian capoiera and charts its significance within the political and cultural history of Brazil. It is the story of a man who has gained the love and respect from students and contemporaries alike, who all owe so much to this remarkable person, teacher, father and a true master.

Genre Documentary

Running time Approx 84 minutes

Format DV Cam / Super 8

Language Brazilian Portuguese (English Subtitles)

Production Company Bantam Films

O Zelador is an independently funded production

Mestre Burguês – Aniversário & Roda

Em homenagem e comemoração ao seu aniversário, o Portal Capoeira, publica uma matéria especial sobre: Antonio de Menezes, o Mestre Burguês, que no próximo dia 06 de Setembro estará comemorando o seu aniverário com uma grande roda*. Nesta matéria ainda disponibilizamos uma entrevista realizada pela Revista Praticando Capoeira nº 33. Desejamos muitas felicidades, saúde e paz a toda família Muzenza.

Mestre e Presidente do Grupo Muzenza, há 32 anos lecionando no sul do Brasil. Técnico e Mestre de 18 campeões brasileiros, Campeão Brasileiro em 1987 (pela Confederação Brasileira de Pugilismo), editou 2 livros de capoeira “O Estudo da Capoeira – 1976” e “Cânticos de Capoeira – 1978” Gravou 20 CDs, 6 DVDs e ministrou cursos em mais de 30 países, realizador de vários eventos mundiais.

Mestre Burguês

Mestre Burguês

Antonio de Menezes, o Mestre Burguês, nasceu em 06/09/1955 em Laranjeiras/SE. Aos três meses de idade mudou-se com a família para o Rio de Janeiro.

Aos doze anos de idade, deu seus primeiros passos na capoeira com um amigo de colégio, Nelson, em Ramos. Os dois para não apanhar do China, um menino que gostava de bater em todo mundo, compraram o livro "Capoeira Sem Mestre" e começaram a treinar.

Com o passar do tempo, entrou em contato com as rodas de Mestre Mentirinha em Ramos, Bonsucesso e identificaou-se com o estilo de Mestre Paulão, fundador do grupo Muzenza.

Nessa época, Mestre Paulão estava iniciando as aulas com Mestre Sillas, no Clube do Bolinha, e Burguês decidiu matricular-se.

O apelido resultou do fato de após arrecadar garrafas e chumbo pelas ruas e vender ferro velho, pagar adiantado a mensalidade de 3 meses.

Mestre Burguês, dedicou-se bastante à capoeira e depois de alguns anos, Mestre Paulão, ocupado com suas atividades na marinha, transferiu o comando do grupo a Burguês, que é o presidente até hoje.

Em 1975, após lecionar em Madureira e Meyer (RJ), foi para Curitiba, transferindo a matriz da Muzenza para o Paraná iniciando um trabalho voltado para as raízes da capoeira, implantando essa modalidade em clubes, escolas, comunidades carentes, univesidades e quartéis.

Ao longo de sua carreira realizou vários congressos, encontros nacionais, fundou a Federação Paranaense de Capoeira, a confederação


Entrevista: Revista Praticando Capoeira nº 33

Ha mais de 30 anos difundindo a capoeira no Brasil e no mundo desde que assumiu o comando do Grupo Muzenza, em 1975, transferindo a matriz para o Paraná, Mestre Burguês vem trabalhando incansavelmente pelo desenvolvimento da capoeira. Implantou trabalhos em clubes, academias, escolas, comunidades carentes, universidades e quartéis;fundou a Federação Paranaense de Capoeira e a Super Liga Brasileira; publicou vários livros; realizou inúmeros eventos, entre eles campeonatos mundiais, encontros e festivals; lançou dezenove CDs e dois DVDs.

Numa entrevista exclusiva para a revista Praticando Capoeira Mestre Burguês fala sobre o trabalho do Grupo Muzenza no Brasil e em outros paises, a expansão da capoeira no exterior, os maiores problemas que a capoeira e o capoeirista enfrentam atualmente, alem de dar dicas de como ser um capoeirista bem sucedido.

Entrevista

Praticando Capoeira: Como está, atualmente, o trabalho do Grupo Muzenza no Brasil e no exterior?

Mestre Burguês: O trabalho no Grupo Muzenza tem crescido especialmente nas escolas e comunidades carentes. Estamos procurando desenvolver cada vez mais o trabalho de alto rendimento. Também estamos trabalhando na divulgação e preservação dos verdadeiros mestres. No exterior, o trabalho tem crescido cada vez mais. Procuramos implantar a capoeira nas escolas de Portugal, Espanha e Israel. Tambem temos divulgado nosso trabalho com menores infratores e drogados, procurando sociabilizá-los através da capoeira. Já temos alcangado bons resultados!

Praticando Capoeira: Qual a tendência que a capoeira tende a seguir fora do Brasil?

Mestre Burguês: Me preocupa muito como a capoeira esta sendo vendida fora do Brasil, já que ela não para de crescer em todos os continentes. Muitos professores despreparados, que não estao transmitindo todas as vertentes que a capoeira oferece nem os seus fundamentos e tradições.

Praticando Capoeira: E dentro do Brasil?

Mestre Burguês A capoeira no Brasil está passando por uma série de crises, entre elas a falta de alunos. A tendência é o capoeirista voltar ao passado tendo que trabalhar em outra profissao e lecionar capoeira a noite ou nos finais de semana.

Praticando Capoeira: Como a capoeira é vista, hoje, fora do Brasil (tanto a Capoeira Regional como a Capoeira Angola)?

Mestre Burguês A Capoeira Regional tem sido vista como uma grande obra realizada pelo Mestre Bimba mas pouco transmitida como ela foi ensinada. A Capoeira Angola é bem vista apesar de ter poucos mestres divulgando a arte.

Praticando Capoeira: Os conflitos que acontecem entre os grupos no Brasil tambem existem no exterior?

Mestre Burguês Nao, pois a mentalidade dos capoeiristas no exterior e totalmente outra. Lá vemos professores ajudando colegas de outros grupos, que no Brasil são inimigos. Vejo que podera haver uma mudança de fora pra dentro do Brasil.

Praticando Capoeira: Quais os maiores problemas que a capoeira e o capoeirista enfrentam atualmente?

Mestre Burguês Um dos grandes problemas da capoeira é a falta de reconhecimento do governo com a nossa arte, já que ela é uma das grandes divulgadoras da nossa cultura. O capoeirista tem sofrido por nao ter sua profissão regulamentada.

Praticando Capoeira: Como resolvê-los?

Mestre Burguês Acredito que para tentar resolver essas questões precisaremos de muita união e amor pela capoeira.

Praticando Capoeira: Quais as dicas que voce daria para aqueles que querem se desenvolver na capoeira (em todos os sentidos): performance de jogo, financeiramente, reconhecimento na comunidade, etc?

Mestre Burguês Para você ter uma grande performance de jogo é necessário ter muita dedicação, procurar estar sempre atento em pesquisar e fazer cursos com os verdadeiros mestres tradicionais. Aqueles que querem crescer financeiramente na profissão, além de trabalhar muito, devem guardar tudo aquilo que ganham e investir bem para sempre ser um mestre bem sucedido financeiramente. 0 reconhecimento pela comunidade é só com o tempo e com o trabalho que apresentar.

Praticando Capoeira: Para você, o que e ser capoeirista?

Mestre Burguês Ser capoeirista é respeitar a arte, fazê-la com amor e a transmitir com honestidade, lealdade, educação e humildade. Ser capoeirista e ter caráter.

Praticando Capoeira: Fale um pouco sobre o novo CD que esta lançando.

Mestre Burguês Esse é o nosso 19° CD. Procuramos, como sempre, dar oportunidade as novas revelações do nosso grupo. São vinte cantigas no ritmo de Sao Bento Grande da Regional. O lançamento oficial aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro, no Rio de Janeiro, no Encontro Brasil Intemacional Capoeira Muzenza.

Praticando Capoeira: Quais sao seus pianos para o futuro?

Mestre Burguês O langamento do terceiro DVD Muzenza, quatro livros que estão em fase final, o 20° CD e o 4° Mundial Muzenza no Rio de Janeiro.

 

Mestre Burguês* Mestre Burguês convida você para a Roda de capoeira do seu aniversário, neste próximo sábado, 6 de setembro de 2008, às 15:00 horas, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, na Rua São Francisco Xavier, 267, Tijuca/RJ (Próximo ao Maracanã – Estádio de Futebol).
MAIORES INFORMAÇÕES:
55 (21) 9190.3234 / 9824.0348 / 9226.2196
Envia a todos AQUELE AXÉ !!!

Fonte: http://www.mestreburgues.com.br