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Dia dos Pais: Arte e Capoeira em Família

Bruno, Rodrigo e Felipe seguem os passos do pai, o ator e capoeirista Beto Simas

Rio – Todo pai se enche de orgulho ao ver um filho escolher a mesma profissão que ele. Beto Simas pode multiplicar essa felicidade por três. Sortudo, o ator e mestre de capoeira é a maior influência de seus três garotos: Bruno Gissoni, 25 anos, Rodrigo, 20, e Felipe Simas, 19. Todos eles praticam a luta e agora até o caçula Felipe, que atua em sua primeira peça de teatro profissional, decidiu se dedicar à atuação.

“Eu fico muito orgulhoso de ver meus filhos seguindo meus passos. Mas confesso que tinha medo que eles fossem pelo caminho da capoeira porque, para mim, foi bem difícil ser aceito no meio”, assume Beto, conhecido também como Mestre Boneco. “O apelido veio porque, quando comecei, em 74, era branquinho de cabelo escorrido, diferente da maioria dos praticantes da época”, explica.

Apesar de todos os meninos serem atores — Bruno está no ar como Iran, de ‘Avenida Brasil’, Rodrigo será Bruno, na nova temporada de ‘Malhação’, e Felipe está em cartaz com a peça ‘Contos de Verão’ — é a capoeira que, definitivamente, une Beto a seus três filhos. “A capoeira está no nosso sangue e não tem jeito. Meu pai nunca obrigou a gente a fazer. Mas acho que o gosto veio como herança”, analisa Rodrigo.

Os nomes de batismo do trio também são curiosos. Na roda, Felipe é conhecido como Flecha, por ser ágil; Rodrigo é Tora, pois era o mais pesado e tinha um chute forte. Já Bruno é Empenado. “É que ele tinha a perna um pouco arqueada”, justifica Felipe. “Ele não gostava desse nome e até pensou em trocar. Mas a partir do momento que é batizado, não troca”, dedura o irmão, implicando com o brother mais velho.

Em casa, assim como durante a sessão de fotos que fizeram para a ‘Já É!’ no Clube Ginástico Português, na Barra, o clima é sempre o mesmo: um agarrado ao outro, brincando o tempo inteiro. Nem mesmo Bruno, que na verdade é enteado de Beto, se livra das implicâncias e piadas de família.

“Desde molequinho ele me escolheu como filho. Eu o considero meu pai mesmo, pois me criou desde pequeno e não tem como ser diferente. Às vezes eu fico confuso porque todo mundo pergunta: ‘E seu pai?’. Na hora eu falo do Beto”, diz Bruno. Mas para não criar constrangimentos, ele vai logo alertando. “É melhor não colocar isso, não. O meu pai biológico pode ficar chateado”, sorri, meio sem graça.

“Ele não veio de mim, mas é meu filho tanto quanto os outros”, frisa Beto, que cria Bruno desde que ele tinha 1 ano de idade.

E quando alguém cita a palavra padrasto para ilustrar a relação dele com o mais velho, a resposta está na ponta da língua. “Padrasto? Não sei nem o que é isso”, brinca Beto, completando: “Eu troquei mais fralda do Bruno do que do Rodrigo e do Felipe. Sabe como é, né? Para o primeiro filho você dá mais atenção, você tem mais cuidado. Com o segundo é tudo mais ou menos e no terceiro você já está craque, é bem tranquilo. Digo que o Bruno foi uma espécie de estágio para os outros dois”.

Sobre a inspiração para se tornarem atores, Bruno, Rodrigo e Felipe têm a resposta decorada: “Beto foi a inspiração e é nosso apoio”. O pai-coruja retribuiu. “O maior orgulho de um pai é saber que o filho está se encaminhando na carreia”, retribui.

 

Galãs que enlouquecem a mulherada

Em uma família de capoeiristas e ex-jogadores de futebol — Bruno e Felipe jogaram no Nova Iguaçu, mas trocaram os campos pelos palcos — ser ator foi o que realmente emplacou. Com a fama, o assunto em comum entre os três irmãos é o assédio das fãs.

“Às vezes, vamos fazer umas presenças no interior do Rio e, quando não tem segurança, a mulherada pula a cerca e vem para cima. Já chegaram para mim e falaram: ‘Deixa eu ser sua Suelen’”, diz Bruno, que está solteiro.

Para Rodrigo, as meninas tomarem a iniciativa pode ser bom. “Gosto quando a mulher é um pouco ousada”, analisa o rapaz, que se diz solteiro, apesar dos comentários de que ele estaria namorando Raquel Guarini, sua parceira do quadro ‘Dança dos Famosos’, do ‘Domingão do Faustão’. Na coreografia do funk, eles deram até selinho.

Já Felipe, o romântico da família, está estranhando o assédio. “Outro dia, uma menina gritou meu nome e eu pensei: ‘Será que é comigo?’. É gostoso, mas minha namorada fica com ciúme”, denuncia.

Para manter a forma e continuar arrasando por aí, cada um tem uma receita. Felipe diz que seu corpo foi esculpido pelo futebol. Bruno corre, joga futevôlei e capoeira. Já Rodrigo apela para alimentação saudável. “Amo um doce, mas não é sacrifício algum trocar por fruta. Mas, independentemente do que eu faça, minha estrutura é herança do meu pai”, avalia. E Beto? Como faz para manter o corpão aos 50 anos? “Faço musculação, mas tenho crédito por já ter malhado demais na juventude”, brinca.

 

Pai destaca as qualidades dos três filhos

Quem pensa que criar três filhos foi difícil para Beto Simas está enganado. “Foi um prazer, pois eles sempre nos acompanharam e sempre gostaram de estar comigo e com a Ana (mulher de Beto e mãe dos três)”, diz o eterno galã. E pai que é pai conhece bem as características de cada filho. A pedido da ‘Já É!’, Beto traçou um breve perfil de cada um deles.

BRUNO

“É o mais tímido de todos e o mais avoado também. Ele não está nem aí, não gosta de tirar foto, tem preguiça, sabe? Às vezes, para atender todas as fãs, junta todo mundo para uma foto só. É bem desligado também. Pode chover canivete ou pegar fogo em tudo que ele está tranquilão. Mas considero isso uma qualidade”.

RODRIGO

“É o meu filho mais persistente. Na capoeira, por exemplo, quando os três começaram, ele era pesado, gordinho e, por isso, tinha mais dificuldade. Ficava louco quando não conseguia aprender um golpe. Mas depois de crescido, continuou treinando e hoje é quem melhor joga capoeira”.

FELIPE

“Felipe é superdeterminado e rápido. É impressionante como ele aprende tudo de forma ligeira, no esporte e em questões de raciocínio. Na infância, ele aprendia qualquer esporte e jogava de igual para igual com os meninos maiores”.

 

Fonte: http://odia.ig.com.br

Rodrigo Simas conta como a capoeira o ajuda a dançar

Rodrigo Simas no Fashion Rio Verão 2013

Com samba no pé e sua experiência com a capoeira, Rodrigo Simas supera um pequeno ferimento dos treinos para a Dança dos Famosos e se prepara para mostrar que é pé de valsa neste domingo, 27

Filho de capoeirista e em contato com a luta desde muito pequeno, o ator Rodrigo Simas (20) tem utilizado suas habilidades marciais para aprender melhor os passos de suas apresentações da Dança dos Famosos, quadro do programa Domingão do Faustão do qual participa – e o que não falta é animação para dançar bem em seus números.

Estou ansioso para amanhã. Gosto de dança, mas não tinha experiência. O que tenho é samba no pé, adoro carnaval. E a capoeira dá flexibilidade, noção corporal”, afirmou durante passagem pelo Fashion Rio / Verão 2013 na noite deste sábado, 26, na cidade maravilhosa.

Depois de um pequeno acidente durante os treinamentos para sua apresentação na Dança dos Famosos, Rodrigo Simas se considera preparado. “Machuquei o joelho esquerdo, mas foi só uma raladinha, faz parte ficar roxo. Não desistiria da competição por causa disso. Todo mundo entra pra ganhar, mas os outros também são bons e ainda estou ensaiando, então não quero falar muito”, fez mistério.

Fonte: http://caras.uol.com.br

Brasília: Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade

Patrimônio cultural brasileiro – ao lado do frevo, do samba e do ofício das baianas do acarajé -, a capoeira recebe o foco da lente de André Cypriano.  O resultado do trabalho do fotógrafo, acrescido dos textos de Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta, compõe a mostra “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”.  A exposição, montada nas Galerias Piccola I e II da CAIXA Cultural Brasília, tem abertura para imprensa e convidados no dia 08, quarta-feira, às 19h. A visitação vai de 09 de dezembro a 16 de janeiro de 2011.

Com patrocínio da Caixa Econômica Federal, a mostra é composta de 11 fotografias em preto e branco, 29 fotos coloridas e 10 ilustrações (de autoria de Debret e Auguste Earle), além de textos explicativos. Revela uma rica manifestação cultural brasileira, das mais pesquisadas no mundo, reconhecida e praticada em todos os estratos sociais, no território nacional e, também, em vários países.

Cypriano uniu-se aos pesquisadores Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta para lançar, em 2009, o livro homônimo. A publicação resgata a história da capoeira, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social.

A expografia recria um ambiente de sala de capoeira e utiliza elementos como um assentamento para o Orixá Exu – a entidade que deve ser cumprimentada antes de qualquer roda iniciar-se -; uma fotografia em louvor ao grande Mestre Pastinha – remontando um pequeno altar existente em diversos centros de ensino e prática da capoeira -; os instrumentos musicais utilizados; tecidos e pinturas em cores fortes, sempre presentes na Capoeira Angola e uma ambientação sonora típica das rodas.

A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais, empresa realizadora do projeto.

Serviço:

Quando: De 09/12 a 16/01/2011, de terça a domingo, das 9h às 21h.

Onde: CAIXA Cultural – SBS Quadra 4 lote 3/4 – anexo do Edifício Matriz da CAIXA.

Local: Asa Sul

Preço: Grátis.

Informações: 3206-9448


  • Veja Também: http://www.andrecypriano.com/

 

Fonte: http://cerradomix.maiscomunidade.com

Musica & Capoeira uma “íntima e rica ligação”

Show Patrimônio Nacional

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

Desenvolver um espetáculo a partir do encontro da capoeira e da cultura brasileira com a World Music que compreenda diversas formas de arte e cultura popular (música, dança, video, cantigas, etc.) para ser apresentado em festivais de música no Brasil, Europa, Estados Unidos e outras partes do mundo.

A influência estética predominante na concepção do show idealizada, mistura elementos de performance, vídeo e artes plásticas para envolver o público em um ambiente festivo e cheio de energia. Dessa forma, o show proposto visa unir os elementos musicais que envolvem a capoeira com outros gêneros musicais, produzindo um espetáculo de musica que integre performance e mídia.

O fato de usar a capoeira integrada a um espetáculo musical, como proposto, traz uma série de conceitos que potencializam ainda mais o show em um ambiente de grandes festivais. Por se tratar de uma prática cultural coletiva, seus cânticos melodiosos e de fácil absorção cativam rapidamente o público. A batida na palma da mão que acompanha a capoeira também oferece um ambiente onde as pessoas se sintam à vontade para participar e se envolver com a música. Além disso, a prática das rodas de capoeira proporciona um ambiente saudável e de alto astral, aberto a quem queira participar.

O objetivo com esse espetáculo é conseguir transmitir esses elementos e sentimentos ligados à capoeira em um ambiente festivo de música, proporcionando uma experiência excepcional para o grande público. A estética do palco e do ambiente do espetáculo será desenvolvida também com base nos grandes festivais, criando um cenário de alto padrão.

De forma geral, promover a fusão da capoeira, seus elementos e instrumentos musicais com a música popular.

A música é a atração principal do espetáculo. Em suas composições, Rodrigo Sá desenvolve letras com refrão baseado em cânticos históricos da capoeira. A banda de apoio é composta por MPC, baixo, bateria, guitarra, duas percussões, compondo arranjos bem trabalhados, que contam com influências variadas além da capoeira.

O Show é uma Mistura do Brasil dentro de uma leitura Pop conceitual, com a pegada diferenciada, mostrando nossa Brasilidade de forma completa dentro do universo da World Music. Para os gringos um banho de cultura Brasileira, para os Brasileiros um pedaço rico da nossa história em 1h 30m.

 

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“A Capoeira dentro da Cultura Pop.”

 

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário da música popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World Music.

A capoeira é um conjunto de tradições folclóricas, surgidas a partir da cultura africana e seu sincretismo com a cultura européia e indígena no Brasil. Como toda tradição negra e indígena, foi por muito tempo considerada pagã e ilegal. Mestre Bimba foi quem legalizou a capoeira durante o governo do Presidente Getúlio Vargas em 1953, e com isso a capoeira e sua musica foram introduzidas no exército e universidades. Em 2007 a capoeira, popular em todo mundo, foi considerada “ Patrimônio Nacional ” pelo então Ministro da Cultura Gilberto Gil.

Por outro lado, a arte contemporânea de forma geral se manifesta através da fusão entre diversos elementos e linguagens. Muitas outras manifestações folclóricas brasileiras (como o samba e o maracatu) e de outras partes do mundo (como o blues, funk, reggae e os ritmos latinos) já sofreram esse processo, colocadas em diálogo com outras linguagens como o Jazz, o Rock e a música eletrônica. Dessa forma, assim como essas manifestações vieram de culturas regionais e ganharam o mundo através de seus realizadores, se faz necessário que a capoeira – com seus cânticos envolventes e de fácil absorção, por se tratar de uma prática coletiva – seja também apresentada ao mundo da música popular. Rodrigo Sá desenvolve uma proposta de promover a fusão da capoeira dentro do cenário popular como forma de resgatar e renovar essa cultura folclórica dentro do movimento da arte contemporânea e da World

Rodrigo Sá

 

Vivendo do Escambo

Da terra quente e seca, os artistas viram colorir com suas fitas imaginárias uma cidade em calamidade. Era em 1991 em Janduís-RN, quando um grupo de atores, bailarinos e músicos tiveram a ideia de trocar água por arte. E trocaram mais. Além das gotas que encheram baldes e esperanças, os artistas criaram o Escambo. O movimento artístico que virou referência Brasil afora, acontece esta semana, de 15 a 18, em São Miguel do Gostoso, município do litoral norte potiguar, a 90 km de Natal.

“O movimento é a troca de experiências, de arte, de oficinas. É quando podemos apresentar nossos trabalhos e ter acesso a outros. Estamos aguardando 300 artistas vindos de diferentes partes do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Maranhão”, contou Filippe Rodrigo, ator e organizador do Escambo. Filippe já nasceu no Escambo. Filho de Santos, fundador do grupo Alegria Alegria, o artista não lembra de outra forma de trabalhar com arte que não seja através da troca.

O Escambo segue a filosofia de troca de serviços. Por exemplo, quando o grupo faz uso de uma escola pública para se instalar, no lugar eles consertam os encanamentos, a parte elétrica e o que puderem fazer para aquele espaço melhorar. “Tudo é possível no Escambo. E a troca é o grande trunfo. É quando podemos experimentar a arte e recebê-la”, contou Rodrigo.

Ele lembra que até hoje já foram realizados 14 escambos, desde 1991, inclusive fora do Rio Grande do Norte quando aconteceram escambos no Ceará.

Como em São Miguel do Gostoso, o escambo acontece geralmente em quatro dias, período em que os artistas participam de oficinas, cortejos, apresentações e discussões sobre a arte e suas perspectivas. “Eles estarão aqui durante quatro dias realizando vivências, rodas de filmes, música, dança. Mesmo o movimento tendo começado com teatro, o que mais reúne gente nas praças é o cinema”, disse o organizador.

O VIVER conversou com Rodrigo uma semana antes do início do Escambo e constatou que mesmo com um aparente “deixe acontecer”, o Escambo é um movimento organizado e planejado. “Sempre seguimos um esquema de chegar antes na cidade e conhecer a comunidade e os possíveis lugares para instalações. Aqui em São Miguel estamos em parceria com a prefeitura que nos cedeu as escolas. E além da estrutura, esse primeiro contato é importante para conhecermos melhor as atividades culturais da cidade”, conta o artista.

Em São Miguel, a capoeira é um dos pontos fortes da comunidade, por isso o Escambo dará atenção especial ao grupo já formado. “É quando poderemos levar um outro grupo de capoeira com linguagem diferente para discutir sobre a atividade”.

Toda preocupação do Escambo vai além da arte. Junto às oficinas, as discussões e as aulas teóricas e práticas fazem parte da programação. Além dos grupos e mestres de folguedos, o convidado do Escambo desta temporada é o ator Ami Haddad, do grupo “Tá na Rua” do Rio de Janeiro. “Ele fará rodas de conversa com a comunidade e com os artistas e ficará em São Miguel até o dia 20 de janeiro.

Depois de tanta troca e de ecoar pelo Brasil inteiro, o movimento foi homenageado recentemente em São Paulo e tem em seu cadastro mais de 1.500 artistas de rua. Na visão de Rodrigo, o movimento é transformador de mundos e lembra muito a chegada do circo nas cidades. “É uma mudança interior”.

Ele lembra que muitas pessoas das comunidades visitadas ensaiam em fugir com os grupos de teatro. “Até hoje ninguém teve coragem, mas o interessante é quando a gente volta aos lugares e percebe que aquelas pessoas que desejavam sair, hoje transformam suas cidades com arte. Por isso é um movimento infinito”, finalizou Rodrigo.

Programação

15/01 sexta-feira
12h Chegada do grupo
14h grande reunião que é a chamada saudação e o fechamento de algumas comissões, organização e segurança;
16h30 – cortejo
17h20 – espetáculos que são três por noite
20h00 – mostra de filmes
Escambar – movimento da chegada nos bares com leitura de poesia,
música, até 2 da manhã

Dia 16/01 sábado
8h até 12h – vivências até
tarde: reunião de avaliação
16h – deslocamento dos grupos para comunidades vizinhas e assentamentos
Centro: espetáculos, mostra de filmes.

Dia 17/01 domingo:
8h30 até 12h – Vivência com Amir Haddad
13h30 – Vivência
16h40 – cortejo, espetáculos
20h00 – mostra de filmes

Dia 18/01 – segunda-feira
08h00 – Feira com espetáculo de teatro, música e bonecos
Roda de avaliação
Finalização dos Escambos

 

Fonte: Tribuna do Norte – http://tribunadonorte.com.br/

São Paulo – Mestre Ananias, 81 anos, patrimônio vivo da capoeira

Mestre Ananias é o pai da capoeira paulistana, um dos mais importantes mestres em atividade no país. Baiano de São Félix herda a ancestralidade africana, um conjunto completo de valores expressados pelo tripé da cultura popular, a capoeira, o samba de roda e o candomblé. Há mais de 50 anos perpetua esse legado de resistência dos excluídos no capital econômico do país, assimilado em sua terra natal junto aos maiores expoentes da cultura tradicional, Mestres Waldemar, Pastinha, Canjiquinha e muitos outros.
 
Ordem do Mérito Cultural
 
        Para cidadãos e cidadãs que destacam-se na prestação de serviços à Cultura Brasileira.
 
        A Ordem do Mérito Cultural foi instituída pelo Ministério da Cultura, em 1995, por decisão do Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, por meio do Decreto nº 1.711 de 22 de novembro de 1995. Seu objetivo é tornar público o empenho de cidadãos e cidadãs que, de maneira significativa, destacaram-se na prestação de serviços à Cultura Brasileira. As indicações vão até dia 28 de abril.
 
        Estamos indicando o Mestre Ananias para este reconhecimento, capoeiristas e grupos que desejam que o Mestre receba, coloque o nome abaixo e encaminhe para o e-mail [email protected]
 
        As indicações vão até dia 28 de abril. Axé
 
 
Rodrigo Bruno Lima
Uirapuru Assessoria Cultural
 
    Ilustração: Mestre Ananias na Praça da República. Ananias, hoje com seus 81 anos de vida, é o mestre em atividade mais antigo do mitiê paulistano. A foto é de autoria de Roberto Bonomi e capa da Revista Expressão, sendo tal revista dedicada aos Mestres Ananias e Paulo Gomes.
 

Show para gravação do DVD/CD promocional de Mestre Lourimbau

O espetáculo será realizado no Teatro Sesi Rio Vermelho nos dias 20 e 27 de Outubro, a partir das 21hs.
 
Lourimbau
é músico, cantor, compositor e artesão. Desenvolveu uma técnica de composição musical que extrapola o caráter monocórdico do berimbau, fundindo-o ao jazz. As canções da sua autoria e cantadas pela sua própria voz, são apoiadas por um trio de guitarra e baixo jazzisticas, sendo o toque diferencial – além do berimbau como lead-instrument – a substituição da tradicional bateria do jazz pelo poderoso set percussivo, tão comum às raízes afro-baianas.
 
Os melhores percussionistas do cenário nacional, tais como Carlinhos Brown, Naná Vasconcelos e Ramiro Mussoto, utilizam os instrumentos de autoria de Lourimbau como ferramenta de trabalho nas suas turnês, sendo considerado pelos entendidos como o verdadeiro " Lutier " do instrumento no Brasil.
 
No final da década de 80, é convidado por produtores estrangeiros e embarca com um grupo de artistas baianos rumo a Suiça e Alemanha. Depois veio o convite do Goethe-Institut para participar do grupo Pata-Masters, onde músicos baianos e alemães, num processo de work in progress, realizaram o projeto Pata-Bahia, com direito a disco e programa de TV. Das 12 faixas do CD, 3 são da sua autoria. Em 2001, Lourimbau foi convidado por Marcos Suzano para abrir o seu show e o de Luís Melodia no Sesc Pompéia em São Paulo.
 
O Show intitulado Mestre Lourimbau terá como objetivo o registro ao vivo em áudio e vídeo dos espetáculos, originando a posteriori dois produtos : CD e DVD que visam a promoção e divulgação do trabalho do artista no mercado nacional e internacional.
 
Além de Lourimbau no berimbau e voz, acompanhando o artista estarão os músicos Ivan Bastos ( baixo ), Paulo Mutti ( Guitarras ) e Giba Conceição ( Percussão ). O projeto do CD e DVD Mestre Lourimbau é uma realização conjunta da Procria Comunicação e DocDoma Filmes com a colaboração de Ivan Huol e Rodrigo Alzueta contando também com o apoio cultural do Teatro do Sesi Rio Vermelho.
 
Evento: Mestre Lourimbau. Show para gravação do DVD ao vivo.
 
Local: Teatro Sesi – Rio Vermelho Data: 20/10 e 27/10
 
Horário: A partir das 21 h
 
Preço: R$ 10 (Inteira) R$ 5 ( Meia)
 
Maiores Informações: João Rodrigo Mattos – 8818 1696
 
Daniel Rangel – 8867-2276
 
Bau Carvalho – 8849 – 1636