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Lançamento 2ª edição do livro “Mestres e capoeiras famosos da Bahia” – Pedro Abib

Mestres e capoeiras famosos da Bahia (2ª edição), de Pedro Abib, no Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013

Realizado através de pesquisa coordenada por Pedro Abib, Mestres e capoeiras famosos da Bahia é um dos livros que compõe a programação do Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013. Dando continuidade às comemorações dos 20 anos da Editora, o lançamento coletivo deste mês acontecerá no auditório da Faculdade de Comunicação (FACOM-UFBA), das 17h30 às 20h30, no dia 02 de abril. Além de sessão de autógrafos, o evento contará com uma mesa-redonda, na qual autores e organizadores poderão interagir com o público. O acesso é gratuito.

“Sem a lembrança dos antepassados (serão ancestrais?), a capoeira não tem (en)canto”, afirma Frederico José de Abreu no prefácio da obra, e tal lembrança é a principal característica do livro. Ao longo de seus capítulos, são trazidos diversos nomes de importantes mestres para a história da capoeira baiana, como Besouro, Bimba, Pastinha, Bobó, Ferrerinha de Santo Amaro, entre outros.

O livro é resultado das pesquisas realizadas pelo Grupo MEL – Mídia, Memória, Educação e Lazer da Faculdade de Educação da UFBA. Atualmente, Pedro Abib é coordenador do Grupo GRIÔ: Culturas Populares, Diásporas Africanas e Educação, da Faculdade de Educação da UFBA

 

Serviço

O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Abril de 2013

Quando: 02 de abril, terça-feira, das 17h30 às 20h30

Onde: Auditório da Faculdade de Comunicação – UFBA (Campus Ondina, Rua Barão de Jeremoabo, s/n, Ondina – Salvador, Bahia)

Quanto: entrada gratuita

 

Informações adicionais sobre o livro

ISBN: 978-85-232-0562-1

Ano: 2013

Área: Artes cênicas e recreativas; esportes

Número de páginas: 188 p.

Formato: 17 x 24 cm

Preço de lançamento: R$ 30,00

 

Daniele Marques
Assessoria de Comunicação
Editora da Universidade Federal da Bahia

Ciclo de Debates “Negras Histórias no Sul da Bahia”

CICLO DE DEBATES: NEGRAS HISTÓRIAS NO SUL DA BAHIA convida

Para a Mesa “HISTÓRIAS DE CAPOEIRAS”


Participantes:

Gissele Raline Fernandes Moura

Graduada em História (UESC) e Mestre em História Social (UFBA)

Paulo Andrade Magalhães Filho

Graduado em Comunicação Social (UFMG), Especialista em Educação e Relações Étnico Raciais (UESC) e Mestre em Ciências Sociais (UFBA)

 

Mediadora:

Luiza Reis

Graduada em História (UESC), Mestre e doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA), Professora Assistente da UESC

O Ciclo de debates Negras Histórias no Sul da Bahia é um projeto do Grupo de Estudos do Atlântico e da Diáspora Africana (GPEADA), aprovado no Programa Prodocência, e articula professores e estudantes de Pós-Graduação egressos da UESC com discentes do curso de História para discutir uma revisão historiográfica sobre a presença negra no sul da Bahia.

Dia 09.07.2012, segunda feira, no auditório Jorge Amado (UESC), às 9:00h

 

Haverá emissão de certificados!

 

Venha discutir conosco!

Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba

Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba, de Sérgio Fachinetti Doria, no Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011

Com o irreverente título Ele não joga capoeira, ele faz cafuné: histórias da academia do Mestre Bimba, de autoria de Sérgio Fachinetti Doria, esta obra integra a programação do Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011, que acontece no próximo dia 15, quinta-feira, às 17h30, na Biblioteca Universitária de Saúde da UFBA, em Salvador. Na ocasião, o autor recebe o público, que pode adquirir o livro por um preço especial.

Alguns aspectos da diversificada cultura brasileira são desvendados ao longo desta obra. A capoeira, expressão de luta do povo negro e uma arma para a saída das senzalas, no período da escravidão, e os capoeiristas, altamente discriminados e perseguidos, são abordados com um olhar crítico, a partir de lembranças e estudos do autor sobre Mestre Bimba e sua academia. Nascida nos tempos da escravidão e uma arte essencialmente brasileira, a capoeira foi trabalhada de forma sistemática por Mestre Bimba nas décadas de 1920 e 1930.

Após percorrer a história de Mestre Bimba e de sua academia, expondo, por exemplo, aspectos sobre seus ensinamentos, o local das aulas e a repercussão de uma campanha de marketing realizada por ele e seu grupo nos jornais soteropolitanos, o autor presenteia os leitores, ainda, com um caderno de fotos do Mestre.

 

Informações adicionais sobre este livro

ISBN: 978-85-232-0833-2

Número de páginas: 107

Ano: 2011

Formato: 15 x 21 cm

Preço promocional de lançamento: R$ 20,00

 

Serviço

O quê: Lançamento Coletivo EDUFBA – Dezembro de 2011

Quando: 15 de dezembro de 2011, quinta-feira, às 17h30

Onde: Biblioteca Universitária de Saúde da UFBA (Rua Basílio da Gama, s/n, Canela – Salvador, Bahia)

Quanto: entrada gratuita

 

Laryne Nascimento

Assessoria de Comunicação

Editora da Universidade Federal da Bahia

Telefone e fax: (71) 3283-6160

www.edufba.ufba.br | [email protected]

CAPOEIRA: PRECONCEITO EM ALTA NA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

É com muita tristeza que informamos à comunidade universitária e à sociedade baiana e brasileira que o preconceito está em alta na Universidade Federal da Bahia. Não bastassem as infelizes declarações do professor Antonio Dantas (ex) coordenador da Faculdade de Medicina, com grande repercussão na mídia (ver reportagem publicada no Portal Capoeira) há cerca de um ano atrás, onde cita a execução do toque do berimbau como referência para dizer que o baiano tem pouca capacidade mental, temos agora outra manifestação eminente desse preconceito. Vamos aos fatos.

Desde que foi implantada na UFBA, em 2000, a Atividade Curricular em Comunidade (ou simplesmente ACC como é conhecida no ambiente universitário) tem sido uma experiência muito importante no que diz respeito a uma maior aproximação entre Universidade e Comunidade. Uma dessas ACCs – Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira – desenvolvida a partir da Faculdade de Educação da UFBA, foi uma das primeiras a serem implantadas no currículo e vem envolvendo estudantes de vários cursos em atividades sócio-educativas direcionadas às comunidades de capoeira, atuando em Salvador e Região Metropolitana, abrindo o espaço da universidade para estas comunidades, dando voz e visibilidade aos seus líderes e seus participantes (crianças, adolescentes e adultos) a partir de muitas atividades.

No entanto, a ACC EDC464 – Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira sofre, já há alguns semestres, o que poderíamos chamar de “pouco prestígio” junto a Pró-Reitoria de Extensão, órgão responsável pelas ACCs. Já não vinha recebendo o apoio financeiro a que todas as ACCs têm direito, o que  já tornava a tarefa de continuar um fardo pesado para alunos e professores comprometidos com essas ações e que apelaram freqüentemente ao próprio bolso para manter as atividades em funcionamento.

Temos durante esse tempo todo, tentado dialogar com representantes dessa Pró-Reitoria no sentido de sensibilizá-los sobre a necessidade e a importância da continuidade das ações dessa ACC, sobretudo em função dos compromissos estabelecidos com essas comunidades, que finalmente começam a enxergar a Universidade como uma parceira importante em sua luta por dignidade humana.

Fomos, então, surpreendidos nesse atual semestre com a notícia veiculada pela Pró-Reitoria de Extensão, de que a ACC Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira não seria mais oferecida. Depois de muito tentarmos, sequer uma explicação plausível nos foi dada para justificar tal atitude. Será que os saberes tratados pela capoeira não seriam nobres o suficiente, para justificar sua presença no currículo oficial da UFBA ???

Diante do exposto, viemos a público manifestar nossa INDIGNAÇÃO pela forma arbitrária com que essa decisão foi tomada, sem sequer possibilitar um diálogo e uma argumentação de nossa parte, que pudesse alterar tal decisão, o que nos faz acreditar que tal atitude trata-se de PRECONCEITO contra uma manifestação como a CAPOEIRA, que durante séculos foi perseguida e reprimida pelo poder, tida como coisa de “vadios” e “desordeiros”, e que apesar de hoje, ser considerada Patrimônio da Cultura Brasileira pelo IPHAN, e ser praticada em mais de 150 países no mundo inteiro, ainda sofre esse tipo de discriminação, e pior, justamente na Bahia, local de maior prestígio dessa manifestação em todo o mundo.

Reiteramos a relevância desta ACC na formação de estudantes de diversas áreas, o que confirma seu caráter aberto a todas as áreas do conhecimento. Destacamos a importância desta manifestação cultural não só para a formação humana de seus estudiosos na Universidade Federal da Bahia, mas também para a formação científica dos estudantes e professores desta instituição. A ACC 464 foi (e é) base para estudos monográficos, dissertações de mestrados, além de trabalhos apresentados em eventos como a SBPC em Campinas, o Seminário Interno de Pesquisa da UFBA em Salvador e em eventos internacionais, como o de Cuba – Pedagogia 2009.

A ACC busca aproximar o saber popular e acadêmico de forma democrática, sensível, auxiliando na superação de uma lógica retrógada que permeou por muito tempo os ambientes universitários e que, agora, cabe cada vez menos em um país que declara ser a diversidade cultural um dos seus grandes diferenciais. Para sermos diversos culturalmente, é preciso respeito com toda forma de cultura. Não é o que esta universidade mostra agindo desta forma em relação a essa já histórica e resistente ACC.

Em virtude do silêncio da Pró-Reitoria de Extensão sobre a justificativa da exclusão da ACC, consideramos que os canais de diálogo foram esgotados, e por isso apelamos a essa nota pública, no intuito de denunciar essa atitude discriminatória e preconceituosa, certos de que a comunidade acadêmica e a sociedade baiana se manifestarão a respeito.

 Salvador, 30 de março de 2009

 

Professores responsáveis atuais pela ACC 464: Ensino e Pesquisa na Roda de Capoeira (Faculdade de Educação):

Pedro Abib

Maria Cecília de Paula Silva

Antigos professores participantes:

José Luis Cirqueira Falcão (professor da UFSC, colaborador na criação da ACC 464 e sua inclusão no currículo da UFBA EM 2000)

Participantes:

Benício Boida de Andrade Júnior, estudante de filosofia (participante desde 2007.1)

Eduardo Evangelista Costa Bomfim, estudante de ciências sociais (participante desde 2006.2)

Fernando Lemos, estudante de arquitetura (participante desde 2006.2)

Franciane Simplício Figueiredo, mestre em educação (participante desde 2006.1)

Luciano Ferreira Guimarães, contramestre de capoeira (participante informal desde 2005.2)

José Luis Oliveira Cruz , mestre Bola Sete, mestre de capoeira (participante informal desde 2006.1)

Maria Luisa Bastos Pimenta Neves, estudante de pedagogia (participante desde 2004.1)

Priscila Lemos Menezes, estudante de letras vernáculas com uma língua estrangeira, (participante desde 2008.2)

Renato Silva Santos, estudante de educação física (participante desde 2007.2)

Sante Braga Dias Scaldaferri, mestre em educação (participante desde 2006.1)

Sergio Fachinetti, mestre Cafuné, mestre de capoeira (participante informal desde 2006.2).

Arpa ou berimbau?

 

O Prof. André Carvalho, em resposta a infeliz notícia* protagonizada pelo prof. Antonio Dantas, 69, responsável pelo curso de medicina da UFBA, que segundo Mestre Moraes já foi destituido do cargo,nos escreveu esta bem humorada e incisiva crônica.

* "Berimbau é instrumento de quem tem poucos neurônios", diz coordenador de medicina da UFBA

Leiam e reflitam…

Arpa ou berimbau?

Por André Carvalho

Mesmo sendo baiano da gema, acabo de comprar uma harpa. Fi-lo porque qui-lo, como diria o inteligentíssimo mato-grossense Jânio Quadros. Foi complicado encontrar uma harpa à venda aqui, na bendita cidade do Salvador.

Baiano não é muito chegado a essas coisas. As poucas existentes estão em museus e, sabe-se de uma, em casa de um professor, doutor, coordenador universitário.
Minha harpa tem quarenta e seis cordas e sete pedais e seu desenho é semelhante àquele usado nas harpas dos Caldeus, em 600 a.C.. Tive alguma dificuldade em contar todas as suas cordas. Confesso, escabreado, que me confundi umas três ou quatro vezes e que foi necessária a ajuda de um amigo, o Antônio, muito mais sagaz que eu, para a consecução da tarefa.

Apesar da passagem pela Universidade Federal da Bahia, nos idos de 70, empaco em coisas que dizem respeito à aritmética. A UFBA não tem culpa alguma, pois a questão é de QI. Também pudera, acostumado ao berimbaumonocó rdio, não podia ser diferente.

Optei pela harpa na esperança de elevar meu QI a números estratosféricos, seguindo uma nova teoria evolucionista que vem sendo elaborada e desenvolvida por médicos aqui da Bahia. Nunca dantes se viu coisa igual. A tese é a seguinte: quanto mais cordas você tocar, mais inteligente você é. Portanto, violonista que toca violão de doze cordas é mais inteligente do que o bandolinista que toca em oito cordas, que por sua vez é mais inteligente do que o baixista que é tão inteligente quanto o cavaquinista, e assim sucessivamente.

Como você já percebeu, na base da pirâmide do intelecto estão os tocadores de berimbau.

O que me encanta nos estudos científicos é a profusão de novas e revolucionárias idéias. Claro, pesquisa serve mesmo para isso. Pena o Brasil ter que reformar apartamentos de reitores magníficos e sobrar pouco recurso para as pesquisas. Com mais dinheiro poderíamos estudar a influência da percussão no resultado dos vestibulares, por exemplo. Bum, bum, bum, bum, bum ajuda ou atrapalha o batuqueiro a ingressar na universidade? Se ajudar, o faz mais em medicina ou engenharia? Outra pesquisa interessante seria relacionar curso a instrumento musical. Para direito é melhor tocar um instrumento de sopro, clarinete, talvez. Quer sucesso nas ciências econômicas, então toque oboé, e assim por diante.

Comprovadas estas hipóteses, melhorar-se- ia muito o desempenho dos alunos nos exames avaliatórios, tipo ENADE e OAB.

Apenas uma coisinha me intriga quanto ao resultado de tudo isso. É que dentre os instrumentos que conheço, o mais parecido com a harpa é o berimbau. Na verdade o berimbau é uma harpa de corda única. É uma prova de inteligência dos seus inventores; substituir quarenta e cinco cordas e sete pedais por uma cabaça, uma vareta, um caxixi e uma pedra, e tirar daí, os sons necessários para uma existência feliz é fantástico. O berimbau é mais barato, mais leve, portátil, de fácil manutenção e mercadologicamente mais demandado. Tirante eu ou outro insano qualquer, ninguém compra uma harpa eleva pra casa, mas todo o mundo compra um berimbauzinho de lembrança, não é mesmo?

Tocar berimbau não é para qualquer um. Dizem que é um dom de Deus. Extrair de uma única corda a profusão de sons que os tocadores conseguem deve ser mesmo obra dos deuses. Imagino um berimbau tocando os famosos e harmônicos temas natalinos!!! Maravilha!!! Ansioso, espero o desenrolar das novas etapas da pesquisa.

Fonte: Mestre Cobra Mansa – [email protected]

Bahia: Outorga Título Doutor Honoris Causa – Mestre João Pequeno

Gostaria de comunicar a todos que ontem (23/04) ocorreu a solenidade de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao Mestre João Pequeno de Pastinha, no salão nobre da Reitoria da UFBA, conforme amplamente anunciado.

Foi um momento histórico nessa universidade, que finalmente reconhece pública e oficialmente, os saberes de um homem não letrado, que nunca frequentou a escola e que mal sabe assinar seu nome, mas que tem uma contribuição imensa na preservação da cultura e tradição afro-brasileiras

O auditório estava cheio e pudemos reconhecer entre os participantes, muitos capoeiristas, mestres, contra-mestres, alunos e população em geral.

O estranho foi identificar apenas uma presença ínfima, de poquíssimos colegas professores desta universidade. Foi constragedor para todos perceberem a ausência dos doutores e mestres da UFBA, "legítimos" representantes do saber científico, que ao que parece, não deram tanta importância a esse momento ímpar em nossa universidade. Nem os próprios colegas da Faculdade de Educação, proponente do título, compareceram à solenidade, que além da nossa diretora Celi Taffarel, contou com a presença de somente mais três colegas.

Há algumas semanas atrás, pudemos presenciar no Teatro Castro Alves, a outorga do mesmo título ao nobre Abdias do Nascimento, pela UNEB, com a presença maciça do corpo docente daquela instituição, prestando a justa reverência a esse grande personagem de nossa história.

Será que nossos nobres colegas da UFBA ficaram constrangidos em dividir o "douto" do salão nobre da reitoria com um nonagenário capoeirista analfabeto ???

Parece que temos ainda um percurso muito longo a percorrer no sentido de superar o pensamento retrógrado e preconceituoso reinante na academia, que não reconhece o valor e a dignidade dos saberes populares frente aos saberes científicos, e não faz o mínimo esforço para prestigiar um momento tão importante para sociedade baiana, como foi a solenidade de ontem à noite.

Lamento muito !

Prof. Pedro Abib – FACED/UFBA

Livro: A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano

O livro A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906), escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal, será lançado na Casa de Benim (Pelourinho), no dia 11 de abril, às 18 horas. O autor retrata a história da capoeiragem durante a república no Brasil.

A obra faz um relato sobre capoeira no Brasil no início do século XX. Tem como foco a região do Pará, onde a capoeira tem peculiaridaes diferentes da região da Bahia e do Rio de Janeiro. O livro é dividido em três capítulos e mostra a relação da capoeira com o Boi-bumbá e a capangagem. Revela, também, a participação da capoeiragem na implantação da República no Brasil e as campanhas repressivas à capoeira e à "vagabundagem" na cidade de Belém. No fim da obra encontra-se uma lista com os capoeiras do Pará antes da década de 70, assim como, um elucidário com termos característicos do lugar e da época citada.
Sem dúvida, A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906) é uma valiosa contribuição para a historiografia da capoeira no Brasil.

Luiz Augusto Pinheiro Leal graduou-se em História pela Universidade Federal do Pará, cursou Especialização em Teoria Antropológica pela mesma universidade, concluiu o Mestrado em História Social pela Universidade Federal da Bahia e, atualmente, desenvolve sua formação no Doutorado em Estudos Étnicos e Africanos da UFBA. É membro do Malungo Centro de Capoeira Angola e Colaborador do Conselho de Capoeiras do Pará.

"Ao mesmo tempo, a capoeira é transformada na competente pena de Luiz Augusto em uma janela para se observar a história dessa classe trabalhadora. Neste e em outros aspectos, é especialmente criativo o uso que ele consegue fazer da literatura como fonte para a história que narra."

João José Reis

Luiz Augusto Pinheiro Leal
ISBN 978-85-232-0482-2
Editora: UFBA
237 p / R$ 25,00

O quê: Lançamento do livro A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906), escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal
Quando: 11 de abril, sexta-feira.
Onde: Casa de Benim (Pelourinho)
Horário: 18 horas

UFBA lança livro sobre capoeira no Pará

O livro “A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906)”, de Luiz Augusto Pinheiro Leal e publicado pela Editora da UFBA (Edufba), será lançado no Hotel Sol Vitória Marina, no dia 19, às 19h.

A obra trata da capoeira no Brasil no início do século XX. O foco é a região do Pará, onde a capoeira tem peculiaridades diferentes da Bahia e do Rio de Janeiro. O livro é dividido em três capítulos e mostra a relação da capoeira com o Boi-bumbá e a capanagem. Revela, também, a participação da capoeiragem na implantação da República no Brasil e as campanhas repressivas à capoeira e à “vagabundagem” na cidade de Belém.

Fonte: Tarde on Line

http://www.atarde.com.br/vestibular/noticia.jsf?id=852674

Fernando Rabelo
Belém-PA

 

Minc destina R$1,2 milhão para projetos de capoeira

Ministério da Cultura lança edital, homenageia João Pequeno e anuncia bienal na Bahia

O Ministério da Cultura (Minc) lançou, ontem pela manhã, o novo edital do programa Capoeira Viva, que distribuirá um total de R$1,2 milhão a projetos de todo o Brasil que tenham como vértice a mistura de luta, dança e rito trazida ao Brasil pelos negros escravos, no final do século XVIII. Realizada no Palácio Rio Branco, a solenidade homenageou o mestre capoeirista mais antigo ainda vivo, João Pequeno. Ele completa 90 anos em 27 dezembro. O ministro interino Juca Ferreira anunciou ainda que Salvador sediará, em 2008, a Bienal Mundial da Capoeira, além de ser palco da festa de tombamento da arte como patrimônio cultural brasileiro.

 

O Minc premiará projetos ligados à capoeira em quatro linhas: ações socioeducativas de mestres capoeiristas com foco na recuperação da auto-estima, que podem receber de R$8 mil a R$18 mil cada um; projetos inéditos de pesquisa e documentação sobre o desenvolvimento da capoeira no Brasil e exterior, no valor máximo de R$20 mil; apoio a acervos documentais, cujo aporte chegará até R$50 mil; projetos de utilização de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais, que podem receber até de R$30 mil.


Clique para ampliar…

 

“Este projeto faz parte do intento do Minc em transformar a capoeira como instrumento de políticas públicas”, afirma o presidente da Fundação Gregório Matos, Paulo Costa Lima. O órgão coordenará o processo do edital. As inscrições abrem em 22 de outubro. O resultado da seleção sai em fevereiro. O valor destinado nesta edição é 29% superior ao anterior, quando foram premiados 74 projetos.

 

A solenidade de lançamento do programa Capoeira Viva congregou sábios capoeiristas de várias gerações, mas o homenageado, mestre João Pequeno, não pôde comparecer, por conta de problemas de saúde. Foi representado por uma neta. “Eu cumpri a missão que o mestre Pastinha me deu. Ajudei a manter o nome da capoeira angola e o dele que será eterno, graças a Deus”, disse à reportagem do Correio da Bahia, em casa, no bairro da Fazenda Coutos.

Patrimônio – A capoeira já é praticada em mais de cem países, mas o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, admite que o estado brasileiro peca em apoiá-la. “Temos que reconhecer que em alguns lugares na Europa e nos Estados Unidos, nossos capoeiristas são melhores tratados e recebidos do que no Brasil. Queremos mudar isso”.
Ferreira informou que o processo de tombamento da capoeira como patrimônio cultural brasileiro estará concluído até o fim do ano. “Nós devemos esperar o fim do Carnaval para fazermos o anúncio oficial que ocorrerá em Salvador”, explicou Ferreira. Mais informações sobre o edital no site www.capoeiraviva.org.br.

 

 

Universidade quer criar centro da arte-luta

Entre os projetos que concorrerão ao edital do Capoeira Viva, estará o da Universidade Federal de Bahia (Ufba), que pretende criar um centro de cursos, oficinas e memorial da capoeira. O núcleo será batizado de Aruandê – corruptela de Aruanda, que remete a Luanda, capital de Angola.

 
O pró-reitor de extensão da Ufba, Ordep Serra, informa que, além de professores da instituição, mestres de capoeira e o governo participaram do projeto. “É responsabilidade da universidade atuar neste processo de difusão da capoeira”.
 

A Ufba pretende outorgar o título de mestre de ofícios e saberes populares a capoeiristas. O Minc planeja fazer o mesmo. “É preciso reconhecer os saberes dos mestres para que eles possam ensinar nas universidades e nas escolas públicas sem a necessidade de um título acadêmico”, afirmou o ministro interino Juca Ferreira. Para o mestre Nenel, filho de mestre Bimba, existe ainda uma dificuldade na sociedade em reconhecer o conhecimento aprendido na rua pelos capoeiristas.

Flávio Costa
Correio da Bahia – Salvador,Brasil
http://www.correiodabahia.com.br

O GCAP é “Forte”. O “Forte” é Memória…

O Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – GCAP, dirigido pelo Mestre Moraes, estará realizando um evento, no período de 11 a 14 de janeiro de 2007, em homenagem ao Forte Santo Antônio Além do Carmo, sede do grupo há 23 anos, recém restaurado e transformado em Forte da Capoeira.
 
O evento intitulado " O GCAP É FORTE. O FORTE É MEMÓRIA…" irá destacar a história da fortaleza enquanto um espaço de memória da cidade de Salvador e de resistência do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho.
 
O evento contará com palestras e oficinas de Capoeira Angola ministradas pelo Mestre Moraes.
 
Programação:
 
Local: Forte Santo Antonio Além do Carmo –Salvador- Bahia
 
Quinta-feira:
18:00 h. – Credenciamento
19:00 h. – Mesa redonda: O Forte Santo Antônio Além do Carmo e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho: espaços de memória e resistência Palestrantes: Pedro Moraes Trindade (Mestre Moraes) (GCAP/UFBA) Cláudia M. Trindade (GCAP/UFBA) e Patrícia Pereira (UFBA)
 
Sexta-feira:
9:30h às 11:30h – Oficina de Capoeira Angola ( Mestre Moraes)
14:00h às 16:00h – Relato de experiência do trabalho do núcleo do GCAP de São Luiz do Paraitinga. – Palestrantes: José David Evangelista (GCAP/SLP) e Mestre Moraes
18:00h às 20:00h – Roda de Capoeira
 
Sábado:
9:30h às 11:30h – Oficina de Capoeira Angola
14:00h às 16:00h – Palestra
18:00 às 20:00 h – Roda de capoeira
 
Domingo:
9:00 às 11:00 – Roda de encerramento
 
Valor de inscrição R$ 50,00 que em breve poderá ser feita em nosso site www.gcap.org.br