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Acusados de matar “Leo Bombeiro” vão a júri

Às 12h de hoje, duas testemunhas tinham sido ouvidas. Companheira seria a mandante para ficar com seguro

Começou, hoje, no Tribunal do Júri de Samambaia, o julgamento dos réus Ítria Lima de Carvalho Alves, Júlio Andreza Neto e Célio Juliano da Silva, acusados de concorrerem para o homicídio do bombeiro militar e mestre de capoeira Leonardo da Cunha Alves. O adolescente H.S.R., executor do crime, também será ouvido em depoimento. Antes do meio-dia de hoje, duas testemunhas tinham sido ouvidas, faltando as outras seis pessoas, além dos interrogatórios dos envolvidos. A previsão é que o julgamento se encerre somente amanhã.

Segundo denúncia do Ministério Público, no dia 28 de janeiro de 2010, à meia-noite e meia, na DF-457, QS 414, Conjunto 9, em um ponto de ônibus em frente ao Posto Texaco, sentido Taguatinga a Samambaia, a vítima e Ítria voltavam do hospital, quando o veículo em que estavam foi atingido por outro. Leonardo foi surpreendido pelo adolescente H.S.R., ao descer do carro. O menor efetuou disparos de arma de fogo, causando a morte do bombeiro.

O homicídio ocorreu por motivo torpe, pois Ítria, companheira de Leonardo, queria resgatar o seguro de vida. O crime se deu ainda mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, já que o plano de sua morte consistiu em simular uma colisão entre veículos, para que a vítima descesse do carro e fosse executada.

Conforme informações do Tribunal de Justiça do DF e Territórios, Ítria Lima de Carvalho Alves concorreu para a prática delitiva, à medida que planejou o crime e contratou o adolescente para sua execução. Júlio Andreza Neto apresentou o adolescente a Ítria, Célio Juliano da Silva intermediou o contato entre Ítria e o denunciado Júlio.

 

 

Fonte: http://coletivo.maiscomunidade.com/

Cabralzinho Capoeira

Nos momentos que antecederam as eleições para escolher os representantes do Pará no Congresso Nacional Constituinte houve a intensificação das discussões e trocas de acusações entre os partidos políticos conflitantes. Tais discussões referiam-se tanto aos acontecimentos ocorridos na capital quanto àqueles que ocorreram nos municípios e localidades do interior do Estado.

O jornal A República de 01/05/1890 publicou um artigo intitulado “Os Democratas Anarchisando”, no qual se atribuía aos integrantes do PRD a autoria de distúrbios na Colônia de Santa Izabel. Foram acusados pelos redatores: o presidente dos democratas, Vicente Chermont, juntamente com o democrata, Agostinho Reis e o comerciante e capoeira Francisco Xavier da Veiga Cabral (A REPÚBLICA. Belém, 01/05/90. p. 1), que era conhecido como Cabralzinho. Os acusados, acompanhados de capangas, teriam promovido provocações e ameaças levando a intensos desentendimentos que ocasionaram o disparo de um tiro que atingiu gravemente um morador do município que assistia ao comício do Partido Republicano do Pará.

Em outra edição de A República, novamente se atribui o conflito aos democratas Agostinho dos Reis e Veiga Cabral. Estes, por liderarem um grupo de capangas, seriam também responsáveis pela crise nervosa que atingiu uma senhora gestante (A REPÚBLICA. Belém, 02/05/90. p. 1). O Democrata, em defesa de Reis e Cabralzinho, argumentava que os dois foram vítimas do governo quando retornavam da localidade de Caraparu, na Colônia de Santa Izabel. Reis e Cabralzinho teriam sido atacados por um grupo liderado pelo subdelegado Antônio Souza Leal que também militava no PRP.

Os democratas eram também acusados (A REPÚBLICA. Belém, 14/06/90. p. 1) de fazer campanha contra o governo pelo interior do Estado, a exemplo de Benevides, onde Agostinho Reis utilizava como arma de campanha política o argumento de que o governo republicano tinha como objetivo acabar com a religião católica. Ao se defenderem, os republicanos – após alguns argumentos – divulgaram o programa do PRD, que também defendia no seu artigo XVIII a separação entre Igreja e Estado.

No documento*, a acusação recaía sobre o subdelegado Antonio de Souza Leal, que teria atingido o Dr. Agostinho Reis com golpes de faca, enquanto a escolta comandada pelo subdelegado segurava Cabralzinho que tentava evitar que seu companheiro fosse atingido. Tanto Reis como Cabralzinho ainda teriam tentado escapar, mas não foram bem sucedidos. O médico democrata tropeçou e ao cair foi imobilizado por Antonio de Souza Leal que “… colocou o pé em sua garganta e com uma faca fez um golpe no peito de Reis.

O cônego Muniz tentou impedir a agressão e também foi ameaçado …” (Auto de perguntas feitas ao Dr. Agostinho Reis e Francisco Xavier da Veiga Cabral em 1890. Cabralzinho travou luta com os homens da escolta, mas acabou sendo agarrado e levado para delegacia.

 

 

 

Fonte: http://www.revistas.ufg.br

Brasília DF: Violência e Morte – A Capoeira chora!!!

Mais uma triste notícia envolvendo a capoeira nos jornais… Desta vez o berimbau chorou lá pelos bandas de Brasília, a capital de nosso país, onde o conceituado Jornal Correio Brasiliense, através de sua edição online noticiou a morte de Ivan da Costa, um promotor de Eventos de 29 anos de idade. Ivan foi violentamente atacado por MONSTROS pois acredito não poder usar o termo "capoeiristas" conforme cita o Jornal, pois nós sabemos que um verdadeiro capoeirista não iria tomar esta atitude!!!
 
É lamentável ver a capoeira envolvida e citada de forma tão triste nos jornais…  e ainda mais triste é ver que alguns dos acusados eram professores de capoeira (é preciso saber separar o joio do trigo! é preciso ressaltar o quanto é digna a nossa missão pois um verdadeiro PROFESSOR, UM VERDADEIRO CAPOEIRISTA é acima de tudo um EDUCADOR!!!)… mais o fato é que a violência esta ai, se fez presente e vitimou am jovem cidadão… que fique bem claro o nosso repúdio a toda e qualquer ação envolvendo a violência seja ela qual for…
Que este caso seja tratado pelas autoridades e que os acusados sejam tratados com todo o rigor da lei!!!
 
Luciano Milani
 
Segue a matéria publicada no Correio Brasiliense:

Agressores de Ivan da Costa mostram frieza na delegacia
Renato Alvez
Do Correio Braziliense – http://noticias.correioweb.com.br
Reprodução/Edilson Rodrigues/ Paulo de Oliveira/CB
01/09/2006 – 08h13: Em uma conversa com o delegado Antônio Coelho, titular da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), os capoeiristas Francisco Edilson Rodrigues de Sousa Júnior, 21 anos, e Fernando Marques Robias, 26, explicitaram o nível de brutalidade que levou à morte o promotor de eventos Ivan Rodrigo da Costa, 29. “Bati. Bati legal”, disse o primeiro, o Macumba (3). “Se pudesse, batia de novo”, afirmou o segundo, conhecido como Lacraia (2).
Segundo o delegado, três dos cinco acusados de agredir Ivan, contaram, ontem, os detalhes do espancamento sofrido pelo promotor de eventos na madrugada de 21 de agosto. A vítima morreu nove dias depois. “O que mais me impressionou foi a frieza do Francisco e do Fernando. Eles não demonstraram arrependimento”, afirmou Coelho.
 
Nenhum dos acusados, porém, aceitou depor formalmente. Orientados por três advogados, alegaram que só falarão em juízo. Os cinco são moradores do Cruzeiro Novo, colegas de infância. Quatro têm o nome como suspeito em ocorrências policias. Três são professores de capoeira (leia quadro). Todos estão presos. Serão indiciados por homicídio triplamente qualificado – ação em grupo que teve motivo fútil sem chance de defesa à vítima. Se condenados, poderão pegar até 30 anos de cadeia cada um.
 
A prisão preventiva dos cinco foi decretada pelo juiz Edilberto Martins de Oliveira, do Tribunal do Júri de Brasília, na noite de quarta-feira. Em sua decisão, o magistrado destaca que, para dificultar a ação da polícia, os suspeitos retiraram as fotografias do Orkut – site de relacionamento – no dia seguinte às agressões contra o promotor de eventos. “Por outro lado,o potencial de periculosidade revelado pelo comportamento impiedoso e brutal que se atribui aos indiciados, que, por motivo banal, espancaram uma das vítimas até que ela desfalecesse, faz com que se presuma o risco a que estará, aparentemente, submetido o corpo social, na hipótese de serem mantidos em liberdade”, destacou o juiz.
Socos e pontapés
 
O laudo de exame de corpo de delito de Ivan, assinado por dois peritos do Instituto de Medicina Legal (IML) da Polícia Civil comprova que o jovem morreu de infecção generalizada e politraumatismo, decorrentes das agressões. Mostra que a vítima levou socos e pontapés na parte superior do corpo e teve ferimentos externos e internos (veja infografia).
Ivan, que tinha 1,71m e 79kg, foi agredido pelos cinco homens na saída da boate Fashion Club, no Setor Comercial Norte. Os acusados têm de 1,78m a 1,90m, de 85kg a 98kg. Eles haviam saído da boate depois que Ivan. O promotor de eventos, a namorada e o amigo Luiz Roberto Lopes, 23, trocavam o pneu do carro e acabaram surpreendidos por uma Parati que fazia manobras bruscas em marcha a ré no estacionamento. Luiz deu uma batida de alerta no vidro traseiro do veículo. Foi o suficiente para os cinco suspeitos descerem do carro e atacá-los com golpes de capoeira. As pancadas em Ivan provocaram ferimentos na cabeça e ruptura no intestino.
 
Os cinco agressores foram filmados pelo circuito interno de tevê da boate entrando e saindo juntos do estabelecimento. Eles teriam sido expulsos da casa noturna por causa de uma briga, segundo funcionários da Fashion Club. “As imagens não mostram isso. Vamos ouvir os seguranças da boate para saber o que houve realmente”, disse ontem Antônio Coelho.
 
Alexandre Nascimento e Edson Junior, os últimos a se entregarem à polícia – apareceram na 2ª DP às 14h30 de quarta-feira – passaram a madrugada , manhã e tarde de ontem na delegacia. No começo da noite, seguiram para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Sudoeste. Hoje devem ir para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde os outros três acusados estão desde quarta.
Seqüestro-relâmpago
 
Edson é o que tem o nome envolvido no crime mais grave, ocorrido antes da morte de Ivan. Ele é apontado como suspeito de seqüestro-relâmpago ocorrido em 5 de janeiro de 2004, no Sudoeste. Segundo a ocorrência 83/2004 da 3ª DP (Cruzeiro), Édson e um garoto de 16 anos na época, renderam um casal no estacionamento do Supermercado Bom Motivo, na Avenida Comercial do Sudoeste.
Dizendo ter uma arma sob a camisa, a dupla obrigou o homem e a mulher a entrar no carro e seguir até um caixa eletrônico, onde tiveram que sacar R$ 1 mil. As vítimas foram abandonadas perto da Granja do Torto. O caso ainda não foi julgado.