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Mestres de Capoeira organizam Conselho de Alagoas

Cerca de trinta mestres de capoeira se organizam para criar o Conselho Estadual de Mestres de Capoeira de Alagoas. A organização da Sociedade Civil – OSC, sem fins lucrativos, com finalidade sócio-cultural e educativa, pretende organizar a categoria que pretende divulgar e preservar a cultura afro-brasileira no estado, no país e até no exterior. Alguns dos principais objetivos da iniciativa são criar um interlocutor legitimado pela comunidade capoeirística para discutir a implementação de políticas públicas direcionadas a capoeira em Alagoas.

Além disso, eles desejam promover formação continuada para mestres, participar das discussões em torno da implementação das Leis Federal 10.639/03 e Estadual 6.814/07 que tratam da obrigatoriedade do ensino da história da África e da cultura afro-brasileira nas escolas públicas. A inclusão de forma específica da capoeira em editais estaduais e municipais de cultura, a exemplo dos publicados pelo Ministério da Cultura, vai ser uma das principais reivindicações dos mestres. Eles também pretendem construir mecanismos que possibilitem a inclusão da capoeira enquanto disciplina nos currículos escolares

Os capoeiristas são conhecidos pelos seus apelidos ou nomes artísticos, adquiridos durante a vivência capoeirística, ou colocado por seus mestres por ocasião dos batizados de capoeira e fazem questão de serem conhecidos dessa forma. Por muitas décadas, a capoeira não tinha conseguido uma organização desse porte, tendo no passado seus mestres atuado de forma isolada e informal. Mestre Tunico, que desenvolve um projeto de extensão com capoeira angola através do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros- NEAB, na Universidade Federal de Alagoas – UFAL, ressalta a importâcia histórica da criação do Conselho. ‘ Estava na hora dos mestres assumirem sua liderança, enquanto educadores populares, criando condições para construir uma nova realidade. Sempre trabalhamos pela inclusão social e cultural e agora conseguimos reunir os mestres de vários estilos e grupos de capoeira com um objetivo comum, que é a nossa inclusão no processo educativo formal e participação em editais de fomento a cultura afro-brasileira, especificamente, a capoeira, no estado e no município’.

A proposta do Conselho de transformar o ensino da capoeira numa disciplina formal nas escolas públicas está baseada nas Leis Federal e Estadual, em experiências isoladas, como a de Arapiraca que já aprovou, através da Câmara Municipal, a obrigatoriedade da capoeira nas escolas do município. Mestre Girafa, do Grupo Muzenza, um dos maiores no Brasil e no exterior, garante que em Israel, onde tem dois alunos ensinando capoeira, o ensino formal da mesma nas escolas públicas já é uma realidade.

Mestre Condi, recém graduado em Educação Física na UFAL, garante que é necessário envolver a universidade e as secretarias de Educação e de Cultura do estado e do município nessa construção coletiva. ‘Ser capoeira é ser ousado, é buscar caminhos, não se conformar com o estabelecido, principalmente quando o que está colocado não satisfaz a comunidade capoerística. Por isso, estamos construindo o Conselho de uma forma democrática, plural e inovadora’, ressaltou.

A idéia da criação do Conselho surgiu a partir da organização da primeira roda pública de capoeira angola a ser realizada no primeiro domingo de cada mês, às 16h30, no Posto Sete, no bairro da Jatiúca. Os mestres Condi, Tunico e Claudio coordenam a roda que terá sua estréia no dia 6 de abril, onde o toque e os fundamentos serão de angola, mas todos podem participar. Foi a partir dessas reuniões que surgiu a articulação com vários mestres como Jacaré, Ventania, Novo, Meinha, Jorge Ceará, He Man e Urubu, de Arapiraca, para o nascimento do Conselho. Segundo levantamento realizado pela Comissão de Organização do Conselho, Alagoas possui mais de 30 mestres de capoeira.

A Secretaria de Cultura de Alagoas tem dado apoio logístico para a realização do I Encontro de Mestres do Estado, no dia 3 de abril, às 14h, no Memorial da República, no bairro do Jaraguá. Nesse encontro, serão discutidos o estatuto e regimento do Conselho de Mestres, os critérios para a composição da diretoria, além dos objetivos e estratégias de atuação do mesmo.

Fonte: GAZETAWEB.COM – http://gazetaweb.globo.com

Parque Memorial Quilombo dos Palmares é inaugurado em Alagoas

Mês da Consciência Negra – 2007
"CELEBRAÇÃO DO 20 DE NOVEMBRO EM ALAGOAS"

Parque Memorial Quilombo dos Palmares é inaugurado em Alagoas
O primeiro projeto arquitetônico de inspiração africana do Brasil, construído no Platô da Serra da Barriga, terá solenidade de instalação no dia 19 de novembro

 

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares é o primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana no Brasil e o único projeto afro-cultural em todas as Américas. A solenidade oficial de inauguração será realizada no dia 19 de novembro a partir das 11h, no platô da Serra da Barriga localizada no município de União dos Palmares (AL), há 92km da capital alagoana, com 5km de subida e 500m acima do nível do mar.

Idealizado pelo Instituto Magna Mater (IMM) o projeto homenageia guerreiros e guerreiras que lutaram por um ideal de liberdade e exalta o maior e mais importante de todos os quilombos. Foi viabilizado com recursos do Ministério do Turismo e patrocínio da Petrobrás, e entregue à Fundação Cultural Palmares no dia 24 de maio deste ano.
Na solenidade estarão presentes o Ministro da Cultura, Gilberto Gil; Zulu Araújo, Presidente da Fundação Cultural Palmares; Teotônio Vilela, Governador de Alagoas; autoridades locais; 250 quilombolas e representantes de grupos ligados ao movimento negro local.

Segundo Patrícia Mourão, Secretária Executiva do Instituto Magna Mater, "o Parque Memorial Quilombo dos Palmares é a materialização de um sonho de 20 anos do movimento negro brasileiro e de todos aqueles que acreditam na liberdade, na igualdade racial e social, cujo símbolo maior na história do Brasil foi a saga do Quilombo dos Palmares", declarou.

Inauguração
Para facilitar o acesso dos visitantes até o Parque, o II Batalhão da Polícia Militar e a Equipe da Guarda Florestal estarão orientando os locais apropriados para o estacionamento e repassando as informações necessárias. No dia da inauguração, meios de transportes alternativos como vans e micro-ônibus serão disponibilizados para o translado, preferencialmente de idosos, crianças, gestantes e portadores de necessidades especiais.

A solenidade terá início com a execução do hino nacional e arranjo de abertura ao som do berimbau, seguido pelos pronunciamentos das autoridades e aposição da placa inaugural do Parque. Para finalizar o grande dia, acontecerá uma roda de capoeira especial entre renomados mestres e contra-mestres do Estado.

Parque
Construído na Serra da Barriga no então Planalto da Borborema, o local que foi a sede do Quilombo dos Palmares é considerado o templo da resistência negra, além de ser enquadrado como Patrimônio Nacional, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

O Parque possui 11 mil metros quadrados e ocupa 280 hectares, encontra-se em área tombada por meio do Decreto 95.855 de 21 de março de 1988, sob a responsabilidade e zeladoria do Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares.
Foram dois anos de intenso trabalho (idealização, pesquisa, sensibilização e construção) executado por uma equipe constituída por aproximadamente 250 pessoas, dentre: pesquisadores, consultores, historiadores, turismólogos, produtores, artistas, artesãos, engenheiros, arquitetos, arqueólogos e moradores da Serra.

Infra-estrutura
Turistas de qualquer parte do mundo poderão aprofundar o conhecimento sobre a saga do povo palmarino que resistiu por quase cem anos aos ataques portugueses e holandeses in loco e pelo site www.quilombodospalmares.org.br. O Parque encontra-se aberto ao público das 8h às 17hs, horário já estabelecido para o acesso a Serra da Barriga.

A infra-estrutura é composta pelo Restaurante Kúuku-Wáana (banquete familiar), Onjó de Farinha (casa de farinha), Casa de Apoio aos Religiosos Onjó Cruzambê (Casa do Campo Santo), Terreiro das Ervas (Oxile das Ervas), Ocas Indígenas, Espaço Batucajé (dança ao som de tambores) com espaço para roda de capoeira, loja de artesanato e posto de informações turísticas, ocas indígenas e o Muxima de Palmares (coração de Palmares), todos em formato de pau-a-pique, cobertura vegetal e madeira de eucalipto alto clavado.

Para favorecer a contemplação, existem placas de sinalização que facilitam o deslocamento dos visitantes, além de textos interpretados em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e italiano) instalados em pontos estratégicos com um sistema inédito de áudio. Dentre os artistas nacionais consagrados que emprestaram suas vozes para a locução estão: Carlinhos Brow no Espaço Zumbi: "Palmares é resistência e luta pela liberdade"; Chica Xavier no "Espaço Acotirene: uma saudação aos orixás"; Djavan no "Espaço Caá-puêra: dançando, comendo e bebendo"; Leci Brandão no "Espaço Quilombo: a saga de palmares"; Tony Tornado no "Espaço Ganga-Zumba: Palmares é uma nação"; e no "Espaço Aqualtune: reflexão, meditação e oferendas" com música interpretada por Leila Pinheiro e arranjos do maestro Almir Medeiros.

* Jornalista (1102 – MTE/AL) e Assessora de Imprensa
Contatos: (82) 8831-3231 / [email protected]

Veja a programação completa da " Celebração do 20 de novembro em Alagoas" e outras informações no site: http://www.quilombodospalmares.org.br

Notícias “vermelhas” invadem o universo da capoeiragem…

Logo pela manhã ao ler os e-mails me deparo com uma notícia que me chocou: "Mestre de capoeira é morto no Jacintinho. Azul recebeu três tiros" – minha primeira reação foi de susto… e rapidamente fui a fonte para ler a notícia na íntegra… Infelizmente o crime aconteceu e teve como vitima fatal um jovem capoeirista de 22 anos!!!

Vamos refletir sobre o tamanho do sensacionalismo da notícia… que apesar de triste e muita dura para os familiares e amigos, deve ser vista também pelo prisma da capoeiragem e da ética dentro da ginga da informação… e desta forma a informação passada através do artigo publicado no jornal Alagoano: Alagoas 24 horas, fere a ética e a camaradagem da capoeira… (não existem mestres com 22 anos de idade e não devemos ter o conceito de rivais na capoeira e sim parceiros)

O Jornal se faz valer do testemunho do irmão e de um amigo da vitima, ambos fragilizados, para gerar um clima sensacionalista e infundado!!!

É preciso tratar a nossa cultura e a nossa arte-luta com seriedade e respeito!

Desejamos aos amigos e familiares os mais sinceros sentimentos…

Segue matéria para vossa apreciação e reflexão:

Mestre de capoeira é morto no Jacintinho. Azul recebeu três tiros
Alagoas24horas

Mestre de capoeira foi morto em pleno parque de diversão

O mestre de capoeira Leilton Santos Oliveira 22 anos, mais conhecido como “azul”, foi morto agora há pouco no Conjunto José da Silva Peixoto no Jacintinho. Em meio a uma grande movimentação em função das atividades um parque de diversão, dois homens se aproximaram de Leilton e dispararam três tiros, o capoeirista do grupo Candeia, teve morte imediata.

A prima Simone Santos Duarte Oliveira 22 anos, que estava com ele no momento do assassinato não falou sobre o assunto, mas o irmão, Alexsandro Oliveira Marcelino, 29 anos, disse que o irmão era usuário de craque, e que tinha recebido conselhos para que deixasse o mundo das drogas, “Ele disse uma vez, que estava sendo ameaçado por uma pessoa chamada Thiago”, declarou.

Outra versão para o caso, está relacionada a atividade de Leilton, segundo Rossine Carvalho Dantas, 22 anos, amigo de Leilton, o crime pode ter relação com a capoeira, “O azul era um cara muito tranqüilo, mas ele viajava muito para outros Estados com a capoeira, os outros integrantes do grupo Muzenza, ficavam com ciúmes”, disse. Muzenza, é outro grupo de capoeira, que segundo informações, é rival do Candeia.

Integrantes do Muzenza, foram procurados pela nossa repotagem para falar sobre o assunto, mas não foram encontrados, o Sargento Ribeiro da RP, esteve no local, para os primeiros levantamentos.

Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=&vCod=37582

Alagoas: Capoeira na Praça Palmares

Integrantes do Núcleo de Apoio e Desenvolvimento da Capoeira (NADEC) e convidados participarão hoje ( 09.11) de uma roda de capoeira na Praça Palmares, a partir das 17hs no Centro de Maceió. A atividade visa o resgate afro-cultural da praça e integra as comemorações alusivas ao mês da consciência negra, momento estratégico para reflexão sobre a conjuntura sócia-política do povo negro e exaltação das manifestações afro-culturais.

O NADEC iniciou suas atividades em 2003 e busca incentivar a formação dos capoeiristas e perpetuar as informações repassadas por mestres de capoeira experientes. A entidade é formada por profissionais das mais diversas áreas, professores universitários e da rede pública de ensino; estudantes; capoeiristas de vários grupos de Maceió e outros municípios, além de simpatizantes. Dentre as atividades já desenvolvidas destacam-se a realização de palestras, debates, oficinas de capoeira e encontro de capoeiristas.

De acordo com José Carlos Pereira da Silva, historiador e professor de capoeira, a entidade. "A Praça Palmares já foi palco de importantes eventos promovidos por representantes do movimento negro. E o NADEC, na busca pelo resgate dos grandes momentos da capoeira em Alagoas, tem como objetivo realizar uma roda de capoeira toda a segunda sexta-feira de cada mês", afirmou o coordenador do núcleo.

A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira, uma mistura de dança, música, esporte, arte, brincadeira, enfim, considerada uma filosofia de vida para muitas pessoas. Praticada em 164 países, a capoeira é dividida em estilos: angola, regional e contemporânea (criada recentemente) – executados por capoeiristas das mais variadas classes sociais e faixa etária, sem descriminação quanto à religião, raça e gênero

por Assessoria – Alemtemporeal – Alagoas
http://www.alemtemporeal.com.br

Núcleo de Apoio e Desenvolvimento da Capoeira é instalado em Alagoas

Praticantes alagoanos de capoeira terão mais um espaço para a exaltação e debate desta luta que se disfarça de dança. O Núcleo de Apoio e Desenvolvimento da Capoeira (NADEC), entidade de fomento e debate da capoeira, será instalado oficialmente neste sábado (29.09) a partir das 16hs na escola Alfredo Gaspar de Mendonça, localizada no conjunto Eustáquio Gomes de Melo.
 
Na ocasião, serão ministradas palestras sobre: "A conjuntura da capoeira em Alagoas" e "A participação do negro no contexto sócio-político alagoano", respectivamente conduzidas pelo mestre de capoeira Marcelo Cardoso (Girafa) do Grupo Muzenza e por Helcias Pereira, militante do movimento negro há 20 anos e Secretário de Cultura da ONG ANAJÔ. Às 17h, acontecerá a roda de confraternização entre os presentes.
 
De acordo com José Carlos Pereira da Silva, historiador e professor de capoeira, a entidade iniciou suas atividades em 2003, busca incentivar a formação dos capoeiristas e perpetuar as informações repassadas por militantes do movimento negro e mestres de capoeira experientes. "O NADEC nasceu da necessidade que um grupo de capoeiristas tinha em discutir a capoeira além dos limites da roda e das academias, ou seja, explorar as diversas vertentes de trabalho que a capoeira oferece, bem como buscar mais informações das relações entre capoeira e sociedade em forma de pesquisa e leitura", afirmou o coordenador do núcleo.
 
O NADEC é formado por historiadores; enfermeiros; professores universitários e da rede pública de ensino; estudantes; capoeiristas de vários grupos de Maceió e outros municípios, além de simpatizantes. Dentre as atividades já desenvolvidas destacam-se a realização de palestras, debates, oficinas de capoeira e encontro de capoeiristas.
 
A Federação Alagoana de Capoeira (Falc) é a instância superior dos grupos de capoeira, no entanto, a presença do NADEC só vem para contribuir no desenvolvimento da capoeira no estado. "Nossa relação com a FALC é saudável, já que temos entre nós um dos diretores dela, e buscamos preencher uma lacuna deixada por ela no que diz respeito a formação e integração dos capoeiristas em Alagoas, mas sem espírito de competição e sim de colaboração com a entidade maior da capoeira", afirmou José Carlos Pereira da Silva.
 
A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira, uma mistura de dança, música, esporte, arte, brincadeira, enfim, considerada uma filosofia de vida para muitas pessoas. Praticada em 164 países, a capoeira é dividida em estilos: angola, regional e contemporânea (criada recentemente) – executados por capoeiristas das mais variadas classes sociais e faixa etária, sem descriminação quanto à religião, raça e gênero.
 
Contatos:
 
José Carlos Pereira da Silva: 8844-4838
Contra-mestre Leto: 9381-7765
Monitor Carlinhos (Grupo Muzenza): 8823-0299.
 
Fonte: GAZETAWEB.COM – http://gazetaweb.globo.com

Fortaleza: Capoeira promove a inclusão de pessoas com necessidades especiais

Cidadania: Capoeira promove a inclusão de pessoas com necessidades especiais.
 
Um projeto criado há 10 anos em Aracaju (SE) e que utiliza a capoeira para trabalhar o desenvolvimento da coordenação motora, o eqüilíbrio, força, expressão corporal, musicalidade e auto-estima de pessoas com necessidades especiais.
Este é o Projeto Capoeira Inclusiva e Terapêutica – Arte de Sentir Bem, cujo criador é o sergipano mestre Beija-Flor.
E o professor Eraldo Gabriel de Sousa, o mestre Beija-Flor – há 27 anos praticando a capoeira -, encontra-se atualmente em nossa Capital, tentando implantar o seu projeto nas secretarias da Educação de Fortaleza e Maranguape, para atender às pessoas com necessidades eduacaionais especiais dessas cidades.
“Eu trabalho há 10 anos com pessoas dotadas de necessidades educacionais especiais e já implantei meu projeto em São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Pará, Maranhão, e agora o estou apresentando no Ceará”, afirmou o professor Eraldo Gabriel. O mestre Beija-Flor vai ainda ministrar palestra, amanhã, na UFC/Faced.

O PROFESSOR ERALDO Gabriel trabalhou com alunos especiais em Belo Horizonte
 

As Bantas Coisas de Alagoas – culturas negras, passado e presente

Às comemorações da saga palmarina acrescentemos um olhar na dinâmica das culturas afro-alagoanas de hoje, e outro nas trajetórias que as fizeram como são
Mais um novembro de merecidas comemorações nacionais à consciência negra. Em Alagoas, deveríamos acrescentar uma necessária atualização: a de que fomos e continuamos a ser um território marcadamente afro-brasileiro. Esta poderia ser uma espécie de contrapartida do presente à saga palmarina do passado.
Ao menos em Maceió, em certa medida continuamos cegos e ignorando a cidade negra sobre este chão, e diante dos nossos olhos. Temos grande escassez de estudos sobre diferentes características da afro-brasilidade e insistimos, por isso mesmo, em não reconhecer a imensa força simbólica de tal pertencimento cultural. Na verdade, nos habituamos a envolver muita coisa sob o pano enganoso do folclore; quando disso se faz apenas o discurso da pretensa herança "comum" do "povo" ou da "alma alagoana". Vistos assim, muitos elementos étnicos que nos formam perdem a identificação de suas matrizes, empobrecendo a compreensão sobre nós mesmos.
O fato é que há uma África específica que nos habita desde aqueles primeiros navios do atlântico negro, nos meados do século XVI. Esta é, em grande medida, uma África dos povos de tronco lingüístico banto (ou bantu), e que está em nossas palavras, em nossas "gingas" e "mogangas"; rasteiras e umbigadas de tantas capoeiras, sambas e batuques. Em nossos fazeres, saberes e sabores diários que degustamos na ignorância de sabê-los negros, africanos, alagoanos, afro-alagoanos.
Por isso, leitor, quando pronunciar "gunga" você estará falando da praia alagoana, mas, provavelmente sem o saber, estará também se referindo a "berimbau pequeno". Se disser "mutange" ou "cambona" estará falando banto; e se der de ombros ou apontar com o queixo ou beiço, se dançar um samba de roda, se improvisar o "passo" num frevo rasgado, ou jogar uma capoeira de Angola, se utilizar a quase totalidade de nossas expressões informais para a sexualidade, mas, também ainda, quando se dobrar ante a força de um Preto Velho num terreiro Umbanda ou "Xambá" – linha de culto afro-brasileiro de influências banto e cabocla – saiba, você estará exercendo seu lado "banto".
O português praticado em Alagoas é de tal forma marcado pela presença banta que Rodolfo Garcia, em seu Dicionário de Brasileirismos, não hesitou em afirmar que por aqui esta influência foi maior que aquela herdada dos ameríndios. Mas não somente assim estão presentes as inúmeras referências bantas em Alagoas e no Brasil.
Dos povos bantu herdamos valores morais, espirituais, religiosos, estéticos, sociais e políticos, técnicas corporais, tecnologias agrícolas, comportamentos coletivos associativistas, modelos de organização familiar e outros. E é por isso que o africano não contribuiu com a cultura brasileira, pois quem contribui o faz "de fora"; ele a constituiu, isto é, a elaborou "por dentro".
O termo bantu deriva de "ba-ntu" , plural de mu-ntu (pessoa, indivíduo), e se refere a uma imensa família etno-linguística da qual descendia o maior contingente de escravos trazidos para o Brasil, aqui chamados angolas, cambindas, congos, benguelas, moçambiques, entre outras denominações. Foram negros bantos provenientes, sobretudo, dos atuais territórios de Angola, falantes do quicongo, do quimbundo e do umbundo, entre outras línguas; da República Democrática do Congo (Congo-Kinshasa, ex-Zaire) e da República Popular do Congo (Congo-Brazzaville), falantes do quimbundo e do quicongo, entre outras, que constituíram a força de trabalho africana espalhada inicialmente na costa brasileira, entre os séculos XVI e XIX, formando a quase totalidade dos negros cativos em Alagoas. Os rebeldes de Palmares, por exemplo, eram seguramente bantos, em sua maioria e talvez mesmo em sua totalidade.
Os bantos formaram uma civilização capital no processo de povoamento do continente africano. Acredita-se que ali a expansão humana ocorreu do Norte para o Sul, ou seja do Egito à África do Sul. Os agrupamentos mais antigos também se estabeleceram na região abaixo do Saara, a Noroeste. E deste ponto partiram os bantos e os chamados sudaneses. Enquanto os sudaneses permaneceram na rota Oeste-Leste, até o atual Sudão oriental, estacionando acima da linha do Equador, os povos bantu espalharam-se rumo ao Sul, sendo hoje encontrados majoritariamente tanto na África ocidental quanto oriental.
As influências lingüísticas do tronco bantu localizam-se, quer em línguas preponderantes quer minoritárias, nos seguintes países africanos: Camarões, Guiné Equatorial (parte do Gabão), Angola, Congo-Kinshasa (República Democrática do Congo), Congo-Brazzaville (República Popular do Congo), Ruanda, Burundi, Uganda, Quênia, Tanzânia, Zâmbia, Botsuana, Namíbia, Moçambique e África do Sul. São milhões de bantos falantes de mais de 450 línguas de um mesmo tronco lingüístico!
Para o Brasil, as maiores contribuições vieram das línguas quimbundo, umbundo e quicongo, grandemente incorporadas no português que falamos. No nosso país, e ao contrário do que se passara na costa africana, não tivemos a formação de uma língua de contato, uma língua geral entre africanos e portugueses, como o crioulo, tamanha esta influência de línguas bantos no falar brasileiro. Apesar desta forte presença, os negros bantus sofreram imenso preconceito no Brasil, e não apenas do homem comum, mas de intelectuais do porte de Caio Prado Junior, Sílvio Romero, Afrânio Peixoto, Manuel Diegues Jr., e até mesmo de militantes negros como Édison Carneiro. Via de regra, foram vistos como mais "atrasados", ou como mais "submissos" que outras etnias africanas aqui aportadas pela escravidão.
Portanto, não foram apenas os negros bantos os escravos trazidos para o Brasil. Em menor volume, e provavelmente apenas na fase final do escravismo (fins do século XVIII e primeira metade do XIX) aqui chegaram os chamados sudaneses – por referência ao antigo Sudão, reino que compreendia desde o atual Sudão oriental até a costa ocidental, no atuais Benin, Senegal e Nigéria. Dos sudaneses os escravos chamados "malês" eram islamizados, sendo os demais chamados genericamente nagôs, sobretudo dos grupos jeje-mina e nagô-iorubá, e nos trouxeram a religião dos orixás, tal como a conhecemos hoje pelos nomes de Xangô, Candomblé, Tambor de Mina e outras denominações. Os malês se tornaram famosos por suas revoltas urbanas na Bahia, com uma pequena presença em Alagoas; já os demais são, até hoje, reconhecidos na linguagem litúrgica dos cultos e nalguns termos incorporados ao português brasileiro. Muito provavelmente, para estes sudaneses foi vantajoso permanecerem freqüentemente nas cidades brasileiras, e em particular em Salvador. Com o "feitor ausente", obtiveram condições mais favoráveis à rebelião e/ou preservação da língua e das crenças. Para os bantos, restou uma presença mais "invisível" e mais antiga, mas muito mais dilatada em diferentes domínios: a língua portuguesa do Brasil, as artes culinárias, corporais, musicais, os bailados e danças dramáticas brasileiras.
Manifestações
Estando em Alagoas por muito tempo no espaço rural, na Zona da Mata dos engenhos de açúcar, o negro escravizado possibilitou (tirei o termo para") que hoje Alagoas seja tomada como um celeiro de manifestações folclóricas, em particular nas músicas e danças, como os pagodes -não confundir com o pagodão paulista – e os sambas, outros nomes dos cocos alagoanos, inúmeros como dança e canto, segundo ensina Aloisio Vilela: coco topado, remado, travessão, cavalo manco, trupé repartido, o sete e meio, o xipapá, o falado, o dobrado, o tranquiado, o de entrega, o de roda, o de "pareia", o coco solto, etc. Invenções rítmicas, coreográficas da cultura popular de Alagoas que, como se sabe, resultaram de um contexto – nos sentidos social, psicológico, político e cultural – muito específico, o da escravidão; e depois o do mandonismo senhorial de compadrio, esta forma de relacionamento bastante conhecida, às vezes adocicada na pena romântica da crônica condescendente dos resenhistas de nossas origens. Diegues Jr. lembra, a propósito, que manifestações como o coco seriam produtos gestados pelos empregados das fazendas, mas para uso coletivo nos pátios, isto é, uma produção cultural de mediação social, uma criação "para fora", para todos. Deste modo também, ao que parece, muitas características estéticas foram misturadas às formas lusitanas (ou ibéricas) e ameríndias de folguedos e festejos. Assim, não se deve esperar que as referências afro-brasileiras sejam apenas aquelas nítida e claramente reconhecíveis como "africanas".
Foram dessas realidades negociadas a partir das fazendas e engenhos alagoanos que brotaram formas culturais ambivalentes ou ambíguas quanto ao reconhecimento social dos teores de negro-alagoanidades que as preenchem. Isso transparece com nitidez no chamado "folclore negro", que para Alagoas os estudos de Abelardo Duarte listaram: as danças do coco alagoano, do buá, do bate coxa, e ainda do lundu; as músicas do esquenta-mulher e dos barbeiros; a literatura oral negra do ciclo do Pai João, das cantigas de ninar e dos adágios populares; a escultura, como a estatuária fantástica, radicalmente distinta da européia; as profissões "de ganho", como os vendedores ambulantes e as baianas quituteiras da velha Maceió, no centro e em Jaraguá, lembradas por Félix Lima Jr; e os folguedos populares, hoje mais ou menos vivos e mais ou menos mortos, como o Bumba-meu-Boi, o Reisado, o Guerreiro, as desaparecidas Taiêras, as Baianas, o Quilombo, e o finado Maracatú.
Ora, se essa influência está assim disseminada, "hibridizada" ou "sincretizada" na forma "afro-brasileira" ou "afro-alagoana", o esforço de conhecê-la (ou reconhecê-la) é aquele de evitar que sejamos, por exemplo e por ignorância, racistas de nós mesmos. Também é preciso considerar este processo de fusão de referências como estando em pleno vigor, o que evita o congelamento dessas referências no tempo e no espaço. Somos bantos sim, pelas centenas de gestos e expressões corporais, de grupos de capoeiras e bandas afro, pelos instrumentos musicais, pelos brincantes de folguedos, pela maneira com que professamos, aberta ou veladamente, crenças mágico-religiosas. E por falar em religião, foi do sistema de crenças banto, aliás, que veio boa parte dos elementos que integram os cultos umbandistas. E foi como religião sincrética que o Xangô (ou Candomblé) ressurgiu com força em nossa cidade, desde os anos duros do início do século XX. Não sem razão o nosso Candomblé tem se autodenominado de "traçado", isto é misturado de nagô com umbanda, de orixás, inquices e caboclos. Xangô com Umbanda, como se diz, por força das linhas bantas ditas "de Angola".
O elogio a este processo sutil de misturas culturais deve soar como um signo da vitória da cultura sobre a raça, como uma fórmula a evitar que a mestiçagem seja lida como mera ideologia do recalque, mas, bem ao contrário, que represente a exata medida de nossa auto-referência. Isto em vez de restringir alargaria a definição do ser alagoano, quanto à cultura que se supunha sob este rótulo existir, mas também quanto à composição social desse mesmo ser.


Angolafobia
Por que é importante retomar esses laços afro-alagoanos?
Não fosse para gerar informação e atualização seria, ainda, para não pararmos nas generalidades sabidas, de gostos senhoriais e ainda tão vivos mesmo que extemporâneos, e que em salões ou colunas de jornais a tudo dilui numa confraternização sem fim da "gente alagoana".
É necessário retornar às pistas sugeridas nos poucos autores locais que se debruçaram sobre as afro-alagoanidades (à frente de todos, Abelardo Duarte), dispersas ou ofuscadas pela característica violência de nossa formação social. Foram séculos de ignorância, ironia e preconceitos, que obliteraram a clareza e obviedade do nosso cotidiano real, sem as mistificações discursivas, literárias ou outras. A vida real desta gente crescida no sururu, no mungunzá e no pé-de-moleque.
Quais seriam, então, os mais reais representantes desta África escondida em nós? Seriam quilombolas, papa-méis e, hoje, cata-papéis. Porque a pobreza herdou os negros alagoanos, e deu uma cor escura à pele da miséria. Esta gente apelidada de povo, mas, contudo, sempre exibida num corpo desossado como um polvo.
Insistimos em falar da Nega Jujú, uma imagem bem nossa e bela, mas, olhando direitinho, uma negra imaginária, uma "negra maluca" criada nos anos da era Vargas, naquela pequena, pacata e provinciana Maceió. Tudo bem, a Nega Jujú é mesmo um de nossos patrimônios imateriais.
Ora, mais importante e mais real, patrimônio esquecido, foi a Marcelina; porque negra real de terreiro, negra de Xangô, que apanhou com o pau do ódio às coisas de África, essa lembrança que se quis apagar com uma sova na gente crédula de seu passado.
Foi numa Alagoas – e numa Maceió – senhorial, violenta, e branca em sua vontade de negar-se a si mesma, que se calaram todos os que tinham voz ante o massacre das casas de cultos afro-brasileiros. E o pau cantou, deitou e rolou naquela noite de 1 de fevereiro de 1912. Eis aí uma data que ainda nada diz para quem dela poderia fazer a lei de seu reconhecimento e de sua memória social. Assim como o 20 de novembro, data nacional, por que não esta data local sobre a mesma causa? Ou continuaremos calados?
Calados ficaram todos os homens de voz daqueles anos duros e intolerantes: poetas, acadêmicos, políticos, jornalistas. Neste caso, poder-se-ia dizer, a riqueza herdou os envergonhados "homens bons", ditos de boa cepa ou "de família".
Não deixa de ser sintomático sobre a eficácia desta violência – chamada também de "operação Xangô" – e do silêncio que produziu, o fato de que já em 1935, quando lança o seu livro Folk-Lore Negro do Brasil, Arthur Ramos ainda se referir ao massacre de 1912 como "batidas policiais", quando hoje sabemos ter sido uma ação coletiva civil e de oposição ao governo de então. Foi justamente por não se tratar de ações policiais, corriqueiras em todo o país, que o "quebra de 1912" é acontecimento único de intolerância religiosa no Brasil. Um vexame histórico, uma vergonha secular da terra da liberdade! A partir de 1912, algumas coisas parecem ter mudado para sempre.
Maracatú (palavra banto)? Nem pensar nisso por aqui. Não, isso já seria, então, demais; pois o indisfarçável Xangô ou Candomblé (palavra banto) estava contido nessa gente de Maracatú. Melhor seria, e na prática o foi, trocá-lo por fórmulas mais brandas e católicas. Que tal uma igreja se fazendo chapéu? Mil vezes a Calunga se querendo santa. Ficou tão esquecido e ofuscado entre nós o Maracatú que Abelardo Duarte conta que por ocasião da IV Semana Nacional de Folclore de 1951, que se passou em Maceió, Théo Brandão quis organizar um grupo deste folguedo mas desistiu, pois "não havia jeito das "Baianas" do Maracatú dançarem no ritmo conhecido; só dançavam no ritmo das Baianas."
Tire-se, então, os batuques e umbigadas de tão bantas feições. Coloque-se em seu lugar algum passo quebrado dito mais folclórico, pincelado de lusitanismos e indianismos. Enfim, nada de tanta Angola em Alagoas. Uma agonia ou uma angolia? Angolofobia. Aliás, e a propósito, angola era como os portugueses se refeririam ao Reino de Dongo, e vem o termo do banto Ngola , ou "o divino".
E se poderia ler sossegadamente o belo poema erudito: "que medo danado de negro fujão". A poesia negra? Só se for na versão erudita. Lembranças do rio Congo? Só se for na poesia de Raul Bopp.
Congo, antigo reino banto aonde, à foz do rio de mesmo nome, chegou a expedição portuguesa de Diogo Cão em 1482, reino que de tão grande deu quatro novas nações africanas. Do Congo nem as congadas, correntes no Brasil, foram para nós atrativas. Na porta de nossas igrejas, nada, ou quase nada, dessas bantas "bagunças". Nada de tambores, nada de tão real e negra presença de África. Era um medo danado. Manuel Diegues Jr., no seu "O Bangüê (palavra banto) das Alagoas", insuflado pela pena de Alfredo Brandão deste repete o argumento do catolicismo dos escravos daqui, que assim "não se deram à prática de cerimônias religiosas próprias". Por isso, facilmente exterminamos os Maracatús – na verdade, poderíamos aceitá-los, desde que como uma folclórica e caricatural "Nega da Costa"; pois até mesmo como Taiêras deixamos morrer.
O mestre Félix, lá de Jaraguá, do Xangô e do Maracatú, naquela velha Maceió humilhada desapareceu das ruas. Quem quiser, no entanto, poderá encontrá-lo nos jornais dos anos 1930, brincando novamente o Carnaval, mas com adequado folguedo lusitano!
Ao horror dos Palmares, impregnado em séculos de senzalas bem seguras e de negros bem aprisionados, acrescentemos essas nossas maldades tardias: primeiro, aquela da Cabanada e seus negros "Papa-méis"; depois, de modo exemplarmente alagoano, a maldade do quebra-quebra de 1912. Quando veio este massacre dos terreiros, fizemos até festa sobre os pertences sagrados daquela gente (hoje, coleção Perseverança do Xangô alagoano, no IGHAL); humilhando por décadas a fé alheia, e impondo-lhes ou o total silêncio ou o Xangô "rezado" baixo, como ficou conhecido.
Por último, enforcamos o derradeiro rebelde negro do escravismo no Pilar, à margem do mesmo Mundaú que corria também logo ali abaixo da Serra da Barriga (mais uma vez o poeta Jorge de Lima, em Serra da Barriga: "Mundaú te lambeu, Mundaú te lambeu"). E assim fechamos por último, e com "chaves de ouro", o capítulo brasileiro do pânico à negritude altiva ou rebelde.
E depois? Bom, sempre esquecemos de dizermos negras até as lembranças recentes de um Moleque Namorador ou de um "Ras Gonguila", brincantes maiores do Carnaval; às vezes até da recentíssima Joana Gajurú, e de tantos outros personagens já agora bem esquecidos por nossa cegueira histórica.


Bruno César Cavalcanti
Professor de Antropologia e pesquisador do Laboratório da Cidade e do Contemporâneo (LACC) do Departamento de Ciências Sociais da UFAL.Juntamente com a Profª Rachel Rocha, realiza a pesquisa Mapeamento Cultural Afro-brasileiro de Maceió, LACC/Afro-Atitude/Universidaids MEC/MS/UFAL.